A vida em um campo de concentração norte-coreano

Os professores do Campo 14 eram guardas uniformizados: retratados por Shin no desenho acima, um deles bateu em uma aluna até a morte| Foto: Reprodução




Infelizmente virou lugar-comum fazer comparações descabidas com o nazismo e o fascismo. Pessoas são igualadas a Hitler e ações com o nazismo com uma facilidade que na verdade constituem uma afronta ao pesadelo enfrentado pelos judeus sob o regime totalitário e assassino do Terceiro Reich.

Mas existe algo que dura há mais de 50 anos e continua acontecendo com o conhecimento do mundo inteiro que não é exagero comparar com o pior da Alemanha nazista: os campos de prisioneiros da Coreia do Norte.

É a hora de recuperar a história desses campos, já que nas últimas semanas o ditador comunista da Coreia do Norte, Kim Jon-un, desapareceu e até especulou-se que estivesse morto. Não está, por isso o regime de prisão de inimigos políticos deve continuar.

Principalmente porque a pressão mundial é praticamente nula. Pouco se fala sobre o assunto, porque são poucos os prisioneiros que conseguem escapar dos campos de concentração. Do pior deles, o Campo 14, somente uma pessoa conseguiu escapar: Shin In-geun, de 37 anos, que foi concebido, criado e viveu até o início da vida adulta neste teatro dos horrores, com breves períodos em outros campos menos severos.

Shin In-geun, que depois de fugir para a China, foi para a Coreia do Sul e atualmente vive na Califórnia, mudou seu nome para Shin Dong-hyuk e hoje é um ativista dos direitos humanos. Ele contou sua história ao jornalista americano Blaine Harden, que trabalhava como correspondente em Seul para o jornal The Washington Post e publicou tudo no livro ‘Fuga do Campo 14’ (Editora Intrínseca).



Gazeta do Povo

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