quarta-feira, 14 de agosto de 2019

SE A ESQUERDA VENCER NA ARGENTINA ,O MESMO ACONTECERÁ NO BRASIL??

É preciso colocar as barbas de molho com a vitória da esquerda argentina nas eleições primárias agora realizadas. Prevenir nunca é demais.

Na verdade existe uma espécie de identidade entre os” DNAs “ políticos dos argentinos e dos brasileiros .As razões dessa identidade só poderão ser esclarecidas pelos melhores antropólogos e psicólogos sociais. Mas sem dúvida se observa que os erros nas escolhas políticas de qualquer deles acabam se repetindo no outro.

Se olharmos com atenção os acontecimentos políticos nesses dois países,as semelhanças serão notórias. As únicas diferenças consideráveis estarão nos respectivos calendários eleitorais, que não coincidem, talvez estando aí a explicação para a pequena diferença de tempo nos acontecimentos de cada país.

Esse “repeteco” histórico entre os dois países apareceu mais nítido a partir dos anos 60 do século passado. O Regime Militar começou no Brasil em 1964,durando até 1985. Na Argentina, foi de 1966 a 1983.

Com o retorno da sua “democracia”(?),os argentinos acabaram elegendo Presidente da República o cidadão Raul Alfonsin (1983),em quem depositaram,com muita festa e até euforia, todas as suas esperanças de recuperação da Argentina.

Mas o povo argentino acabou “quebrando a cara”. Mesmo o festejado plano econômico instalado pelo novo governo, chamado “Plano Austral”,não deu certo. A demagogia do então governo não demorou a ser desmascarada. As repetidas crises argentinas até se agravaram . Mas o paradoxal em tudo isso foi que esse tal de “Plano Austral” certamente teria sido o principal inspirador do “Plano Cruzado”,adotado no Brasil após o término do Regime Militar do Brasil,em 1985,e colocado “no ar” pelo Governo de José Sarney, em 1986.

Apesar de ter sido também um plano econômico fracassado,como fora o Plano Austral, na Argentina, o Plano Cruzado,do Brasil,conseguiu no máximo colocar na mesa do pobre galinha bem barato por alguns poucos meses, com essa “bondade” elegendo os políticos do partido de Sarney (MDB) ,como maioria dos “constituintes” que escreveram a Carta de 1988,numa escancarada fraude eleitoral, que ficou por isso mesmo.

Mas o “consórcio” político Brasil-Argentina não estacionou por aí. Continuou acelerado. Em 1989, os argentinos elegeram um “tipinho” chamado Carlos Menem,que teve Nota 10 como DEMAGOGO, e Nota “0” como governante,sendo absolutamente “repetido” no Brasil por Fernando Collor de Mello, eleito Presidente da República no mesmo ano que Menem,em 1989,logo ”defenestado” do poder por impeachment.

Mas a “marcha fúnebre” entre os dois países prosseguiu intacta. Em 2003 a esquerda se adonou do poder nos dois países,com os Presidentes Nestor Kirjner ,depois com a sua mulher,Christina Kirjner,na Argentina, e com Lula e Dilma/Temer ,no Brasil . Na Argentina a esquerda continuou mandando até 2015 ,e aqui no Brasil até 2018,”apesar” de Temer.

Portanto as esquerdas foram tiradas do poder quase simultaneamente nos dois países, dando lugar aos “conservadores” Mauricio Macri,em 2015,na Argentina , e Jair Bolsonaro,no Brasil, com sua eleição em outubro de 2018.

Nessa retrospectiva histórica, sem dúvida a tendência será a de se repetir no Brasil o que acontecer com as eleições presidenciais na Argentina no final desse ano de 2019. Se a esquerda vencer lá , dificilmente acontecerá diferente no Brasil, em 2022. Portanto vai ser preciso cortar a cabeça dessa “cobra”,bem antes, com os meios que se tornarem necessários.

Com essa vitória da esquerda nas primárias argentinas,as “cobras” locais certamente irão incrementar o boicote que já estão fazendo contra o Governo Bolsonaro. Vai acontecer o mesmo que “eles” já fizeram com Macri,na Argentina. E Bolsonaro só tem uma saída que lhe assegure a plena governança , evitando a volta da esquerda em 2022. Ela está prevista na Constituição.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo

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