sábado, 10 de agosto de 2019

"O Senado vai aprovar a Reforma da Previdência sem alterar uma vírgula", diz Onyx

Manifestação foi feita durante encontro com empresários em Porto Alegre

Por Christian Bueller

O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse acreditar na aprovação da Reforma da Previdência no Senado

O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse acreditar na aprovação da Reforma da Previdência no Senado | Foto: Alina Souza

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"O Senado vai aprovar a Reforma da Previdência sem alterar uma vírgula, não será mexido um centavo. Eu garanto”. Com suas tradicionais frases de efeito, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, palestrou a empresários, nessa sexta-feira, em reunião-almoço na Federação das Indústrias do Estado do RS (Fiergs), em Porto Alegre. Utilizando o tema “Brasil 2020 – Um novo país”, Lorenzoni fez um balanço da gestão do presidente Jair Bolsonaro e do plano de crescimento para o país a partir dos projetos desenvolvidos pelo atual governo.

Excluído da reforma, o regime de capitalização será enviado separadamente para análise do Congresso. Conforme adiantou o ministro, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) terá dois regimes: um de capitalização e poupança individual para aposentadoria e outro para fundos de pensão. “Especialistas dizem que, deste modo, a poupança interna brasileira sai dos atuais 15%, 16% sobre o PIB para 20%. Vai ser a ‘Lei Áurea’ do Brasil porque estaremos independentes do capital estrangeiro”, afirmou Lorenzoni, que acredita ver no Real a possibilidade de virar a moeda do Mercosul.

O ministro-chefe da Casa Civil disse que a pressão frustrada dos governadores para incluir estados e municípios na reforma da Previdência esbarrou por falta de habilidade política. “No Senado haverá a PEC Paralela, mas os governadores vão ter que buscar porque foram 308 votos na Câmara”, lembrou. Lorenzoni disse que a “privatização vai pegar”, mas não negou que o Banrisul, esteja incluído neste processo.

Durante a apresentação, o ministro expôs quatro pontos que deram, segundo ele, o caminho da prosperidade no país. A inversão da lógica de que o estado é quem serve à população e não o contrário foi o primeiro abordado. Em seguida, tirar o estado do “cangote do cidadão”, frase cunhada por Bolsonaro sobre o governo ser parceiro de quem produz e trabalha. O terceiro ponto foi a redução de ministérios de 40 para 22, o que diminuiu 21 mil cargos em comissão. “Reduziremos mais 25 mil até o final do ano”, adiantou Lorenzoni. Por fim, governar pelo exemplo é outro item que, segundo o ministro, contribuiu com o bom andamento da gestão em sua visão. “Quase meio milhão de novos postos de trabalho foram abertos. É o melhor resultado em cinco anos. Além disso, o governo estará todo digitalizado até 2022”, relatou.

Lorenzoni ainda falou sobre o Programa de Parcerias e Investimentos, que busca desenvolvimento regional, lucratividade para a iniciativa privada e economia para o poder público. “Da porteira para dentro, ninguém compete com o brasileiro. Mas, da porteira para fora é uma tragédia, é nisso que temos que trabalhar”, salientou. O ministro-chefe da Casa Civil enumerou 147 projetos concluídos até maio deste ano e R$ 260,2 bilhões em investimentos garantidos para os próximos anos.


Correio do Povo

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