Febre amarela: conheça os sintomas e saiba quando tomar a vacina

Desde que os casos de febre amarela começaram a aumentar em Minas Gerais a preocupação com a doença e a procura por vacinas cresceram. Pelo menos oito mortes por febre amarela foram confirmadas no estado.

O último boletim epidemiológico sobre febre amarela em Minas contabilizava 206 casos notificados da doença, além de 53 óbitos suspeitos, sendo 23 óbitos confirmados por febre amarela.

Em todo o ano de 2016 apenas sete casos da doença foram confirmados em Goiás, São Paulo e Amazonas. Cinco deles evoluíram para óbito, segundo o Ministério da Saúde.

Para quem vai viajar para áreas com risco de febre amarela, a recomendação é se imunizar com pelo menos 10 dias de antecedência. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

Entenda mais sobre a doença e saiba como se proteger:

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar o indivíduo infectado à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.

Como a doença é transmitida?

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de uma pessoa infectada para outra pessoa.

A doença possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Nos dois casos, o vírus transmitido é o mesmo, assim como os sintomas da doença. O que difere um ciclo do outro é o mosquito transmissor.

No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus eSabethes os principais na América Latina. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e também ao homem. Nesse ciclo, o é um hospedeiro acidental quando entra em áreas de mata.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, comum nas cidades e que também transmite a dengue, o vírus Zika e a Chikungunya.

O que está acontecendo no Brasil é um surto ou uma epidemia?

Um surto, pois, de acordo com o Ministério da Saúde, o aumento do número de casos da doença acima do normal ocorre em regiões específicas, sem espalhamento. Já a epidemia se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões.

Por que este surto de febre amarela é chamado de selvagem?

Porque os casos registrados ocorrem em regiões rurais ou de mata, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Por enquanto, não foi detectada a transmissão da doença pelo Aedes aegypti.

Como é feita a prevenção contra a febre amarela?

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios.

Qualquer recipiente como caixas d'água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados.

Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do "fumacê”.

Como posso me proteger contra a febre amarela?

A única forma de evitar a doença é através da vacinação. No Brasil, o imunizante é desenvolvido pelo laboratório Bio-Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desde 1937.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como medida adicional de proteção, o Brasil adota esquema de duas doses da vacina: uma aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos.

Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Quem deve ser vacinado?

Além das doses na primeira infância, o ministério recomenda vacinação imediata para todas as pessoas que vivem em áreas rurais nas regiões com risco da doença e nas cidades que vivem surto de febre amarela.

Quem nunca recebeu imunização contra a doença também deve procurar um posto de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas.

Para que localidades a vacina é recomendada?

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é recomendada para moradores de toda a região Norte e Centro-Oeste, parte do Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), do Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e do Sul (oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

A recomendação de vacinação para o restante do país continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar.

Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

Quem não pode receber a vacina?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças que baixam a imunidade – como lúpus, câncer e HIV –, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Quais são os sintomas da febre amarela?

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, insuficiência de  órgãos. Entre 20% e 50% das pessoas que desenvolvem a doença grave podem morrer.

A febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Como se manifesta a febre amarela?

O período em que o vírus irá se manifestar no homem varia de três a seis dias após a picada do mosquito infectado, podendo se estender para até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais. 

No entanto, cerca de 15% dos infectados desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nesse caso, a pessoa infectada pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo 7 dias (de um a dois dias antes do aparecimento dos sintomas até três a cinco dias após).

Nos casos em que a doença não é fatal, a pessoa que contraiu a doença fica com imunidade duradoura, ou seja: só é possível ter febre amarela uma vez na vida.

O que você deve fazer se apresentar os sintomas?

Depois de identificar alguns dos sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas ou caso tenha observado mortandade de macacos próximo aos lugares que visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

Como a febre amarela é tratada?

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Remédios que contenham ácido acetilsalicílico (AAS e Aspirina) devem ser evitados, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

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Entenda a febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente.

O que é?

A febre amarela silvestre acontece quando mosquitos Haemagogus ou Sabethes picam um macaco infectado na mata, hospedeiro do vírus

French

O mesmo mosquito pode picar as pessoas, que sem imunização contraem a febre amarela. A pessoa infectada pode levar o vírus para a cidade.

O Aedes aegypti pica a pessoa contaminada e pode transmitir o vírus para outros humanos. Nesse caso, é chamara de febre amarela urbana

Sintomas:

Febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelos (icterícia) e hemorragias.  

Vacina:

A única forma de se proteger contra a doença é com a vacina, disponível e gratuita nos postos de saúde. O turista que ainda não tomou a vacina, deve se imunizar 10 dias antes de viajar.

Infográfico: Agência Brasil

Edição: Denise Griesinger

 

Agência Brasil

 

 

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Investigação da morte de Teori

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O Ministério Público Federal de Angra dos Reis (RJ) abriu inquérito para investigar as causas do acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, na tarde de ontem.
Uma equipe de Brasília formada por um delegado, peritos e papiloscopistas foi deslocada para o Rio de Janeiro. Leia mais

 

 

O medo da Odebrecht

A morte do ministro Teori Zavascki causou grande preocupação entre executivos e advogados da Odebrecht.
Além do atraso na homologação dos acordos de delação premiada e leniência, que seria feita por Zavascki, relator da Lava Jato, a empresa está apreensiva com a possibilidade de um ministro nomeado pelo presidente Michel Temer ser o novo relator.Leia mais

 

MG muda contabilidade de casos de febre amarela; 23 mortes são confirmadas

 

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alterou a forma de contabilizar os casos de febre amarela no estado. Após o Ministério da Saúde confirmar ontem (18) as primeiras oito mortes, decidiu-se abolir a terminologia casos prováveis, que era usada anteriormente para designar aqueles que contavam com exames preliminares positivos.

Dessa forma, os casos serão dividos apenas em suspeitos e confirmados. A confirmação acontecerá quando o paciente apresentar exame positivo para febre amarela, exame negativo para dengue, falta de vacinação e sintomas compatíveis com a doença.

Com esses critérios, o novo boletim epidemiológico divulgado hoje (19) traz um aumento em relação às oito mortes por febre amarela confirmadas ontem. Agora, já são 23 óbitos com confirmação. Outros 31 ainda estão sendo investigados.

O número total de casos notificados no estado são 206, dos quais 34 estão confirmados. Os registros envolvem 29 cidades. Os municípios com os quadros mais preocupantes são Caratinga (MG) e Ladainha (MG), com respectivamente 40 e 38 casos.

Em entrevista à imprensa, o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, informou que este já é o maior surto de febre amarela de Minas Gerais. "Nós tivemos dois grandes surtos em 1999 e 2000. Tivemos também um surto localizado em Ubá e na região centro-oeste do estado em 2010. Mas, este ano já supera tanto em número de casos, como de municípios e de mortes”.

Se todos os casos suspeitos de Minas Gerais se confirmarem, será também o maior surto dos últimos 10 anos no Brasil, superando 2009. Há oito anos, o país registrou 47 casos. Na ocasião, 17 pessoas morreram.

Diante do quadro, o estado adotou algumas medidas Há duas semanas, o governador mineiro Fernando Pimentel anunciou um investimento de R$26 milhões para o combate à febre amarela. Ele também decretou situação de emergência em saúde pública numa área de abrangência que inclui 152 municípios. A medida permite agilizar processos administrativos para aquisição de insumos e contratação de serviços e funcionários temporários.

Saiba Mais

Transmissão silvestre

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, América Central e África. No meio rural e silvestre, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. A SES-MG considera que nenhum dos casos suspeitos no estado são urbanos. Além disso, dos oitos óbitos confirmados pelo Instituto Evandro Chagas em Minas Gerais, quatro seguramente ocorreram por transmissão silvestre. Os demais ainda estão em análise.

Capital

Embora não possua nenhum casos suspeito, Belo Horizonte está adotando medidas para impedir o início de uma transmissão urbana. O Hospital Eduardo de Menezes se tornou responsável por receber pessoas com suspeita de febre amarela que vêm dos municípios afetados. A instituição reservou para este fim 18 leitos no Centro de Terapia Intensivo (CTI) e 32 na enfermaria. Atualmente estão internados 18 pacientes.

Para evitar o mosquito Aedes Aegypti pique essas pessoas e transmita a doença, foi feito um pente fino no interior do Hospital Eduardo de Menezes. Também houve aplicação no seu entorno do inseticida popularmente conhecido como “fumacê”. Além disso, foram instaladas ovitrampas, uma armadilha com odor que atrai a fêmea do mosquito e possibilita avaliar a sua concentração de ovos. Outra medida adotada foi a colocação de telas com inseticida nas janelas das alas que estão recebendo os pacientes.

Vacinação

A vacinação da população é a principal medida de combate à doença. O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após 10 anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos nove meses e um reforço aos 4 anos.

A SES-MG informa que o estado está abastecido e que faltas nos postos de saúde serão pontuais, quando a demanda no local for superior à capacidade de armazenamento. Ainda assim, o órgão garante que a reposição será ágil. Amanhã (20), uma nova remessa de 2 milhões do doses disponibilizada pelo Ministério da Saúde começará a chegar às cidades mineiras.

Estados vizinhos à Minas Gerais também estão tomando iniciativa devido ao avanço da doença. Rio de Janeiro e Bahia decidiram antecipar medidas de segurança e iniciaram uma campanha de vacinação em cidades que se situam próximo à divisa. A ação alcançará 14 municípios fluminenses e 45 baianos. Ontem (18), o Espírito Santo informou a existência de seis casos suspeitos em São Roque do Canaã, Conceição do Castelo, Ibatiba e Colatina.

 

Agência Brasil

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