Guerra “terminou”, diz presidente da Colômbia ao receber Nobel da Paz

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia

Juan Manuel Santos, presidente da ColômbiaEPA/Olivier Douliery/ Agência Lusa

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou neste sábado (10), na cerimônia em que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, na Noruega, que a guerra em seu país “terminou”.

“Após seis anos de intensas e difíceis negociações, posso anunciar ao mundo com profunda humildade que o povo da Colômbia está fazendo o possível e o impossível. A guerra que causou tanto sofrimento e angústia a nossa população terminou”, disse Santos após receber o prêmio de 8 milhões de coroas suecas (R$ 2,9 milhões).

Ele doará o prêmio às vítimas do conflito, que em cinco décadas deixou 220 mil mortos e forçaram mais de 6 milhões de pessoas a fugir, segundo os dados oficiais. Sete vítimas da guerra estiveram presentes na cerimônia, entre elas a ex-candidata à presidência Ingrid Bittencourt, que foi sequestrada e ficou seis anos sob poder de guerrilheiros.

Santos recebeu o Prêmio Nobel ainda que um primeiro acordo de paz entre seu governo e as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) tenha sido rejeitado pelo povo colombiano em um referendo realizado no início de outubro.

Um novo acordo para encerrar o conflito, assinado entre o governo colombiano e as Farc, foi ratificado no início deste mês pelo Parlamento colombiano, e Santos anunciou que o novo texto não será submetido a consulta popular.

Nenhum representante das Farc compareceu à cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, sob a alegação de impedimentos legais. À época do anúncio de Santos como vencedor, o líder do movimento guerrilheiro, Timoléon Jiménez, cumprimentou o presidente colombiano por seus esforços de paz.

*Com informações das Agências Telam e France Presse

 

Agência Brasil

 

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Detentos usam lonas dos Jogos Olímpicos para produção de bolsas

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Detentos usam lonas dos Jogos Olímpicos

A fundadora da ONG TemQuemQueira, Adriana Gryner, disse que 70% das pessoas que produzem o reúso das lonas são homens e mulheres detentosGustavo Guedes

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos deixaram saudades na população do Rio de Janeiro, mas o seu legado social ainda continua. Mais de 3 mil metros quadrados de lonas usadas em palcos, totens, contêineres de informações e de outros itens de sinalização e mobiliário urbano do Boulevard Olímpico foram transformados pela organização não governamental (ONG) TemQuemQueira em mil bolsas, utilizando mão de obra formada por detentos e moradores de comunidade do município. Com isso, a ONG evitou que este material fosse destinado ao lixo, além de assegurar oportunidade de trabalho e renda para esses cidadãos.

O projeto foi iniciado em 2006, usando exclusivamente mão de obra prisional. Com a implantação das unidades de Polícia Pacificadora, a Secretaria de Estado de Segurança Pública pediu para que a ONG abrisse uma oficina no Morro do Turano, o que ocorreu em 2009. “E está lá até hoje”, informou na quarta-feira (7) à Agência Brasil a fundadora da TemQuemQueira, Adriana Gryner.

Antes de serem reaproveitadas, as lonas vinílicas recebem tratamento. São lavadas, escovadas e desdobradas, ficando adequadas para manipulação e posterior transformação em peças, como bolsas, revisteiros, sacolas, cachepôs, jogos americanos, 'nécessaires', porta-documentos.

Adriana disse que 70% das pessoas que produzem o reúso das lonas são homens e mulheres detentos, dos quais em torno de 80% foram presos por envolvimento com o tráfico de drogas. Todos são remunerados de acordo com o sindicato da indústria têxtil. A média salarial é R$ 1,2 mil por mês por pessoa envolvida na produção. Segundo Adriana, a TemQuemQueira está disponível para abrir novas oficinas em outras comunidades do Rio de Janeiro, de modo a beneficiar moradores e também ampliar o número de detentos atendidos. “Gente que nunca trabalhou ou que não tinha uma profissão. É isso que a gente corre atrás.”

Afirmou que “quanto mais postos de trabalho a gente abrir, mais oportunidades a gente traz para essas pessoas que não as têm”. A ONG recebe presos de qualquer penitenciária do estado. A triagem é feita pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, que manda para a oficina detentos que estão em regime semiaberto. Adriana Gryner observou que apesar de trabalharem com facas e estiletes, entre outros materiais cortantes, nunca foi registrado nenhum problema, “nem de mau comportamento”. O índice de reincidência, salientou, é muito pequeno. A ONG só não trabalha com presos de alta periculosidade ou que tenham cometido crimes hediondos.

A última contagem feita pela TemQuemQueira registrou, até meados deste ano, um total de 200 mil metros quadrados de lona vinílica reaproveitados, desde 2006. O trabalho na ONG quebra o ciclo vicioso do crime, disse Adriana.

As mil bolsas produzidas com o material do Boulevard Olímpico foram adquiridas pela Gael Comunicação, agência que respondeu pela criação, implementação e gestão do próprio Boulevard. Em parceria com o Aquário Marinho do Rio de Janeiro, as lonas da fachada daquela instituição foram transformadas em peças que podem ser adquiridas pelo público na loja do Aquario. Também no Museu do Amanhã, os interessados podem comprar produtos transformados pela ONG.

 

Agência Brasil

 

 

Brasileiros pedem "desculpas" a italiano morto em favela

 

Da Agência Ansa

O assassinato do italiano Roberto Bardella, de 52 anos, na favela Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, provocou comoção na Itália e no Brasil. Originário de Jesolo, em Veneza, onde era proprietário de uma imobiliária, Bardella foi morto ao entrar por engano no morro carioca, em uma moto com Rino Polato, de 59 anos. O crime ocorreu na manhã da última quinta-feira (8) e repercutiu em toda a Itália, já que três cidadãos do país foram mortos no Brasil em um mês: Pamela Canzonieri, assassinada na Bahia, em 18 de novembro, e Alberto Baroli, morto no Ceará no dia 5 de dezembro. Rino Polato, que passou os últimos dias prestando depoimento à polícia do Rio de Janeiro, voltou neste sábado para a Itália.

Ele aterrissou no Aeroporto Internacional Marco Polo, em Tessera, em um voo proveniente de Lisboa, e foi recebido por seus familiares, sem falar com a imprensa. Nas redes sociais, o italiano recebeu mensagens de apoios de amigos e de brasileiros que se disseram "envergonhados" com a situação. "Em nome de todo o povo brasileiro, eu quero pedir perdão pelo que aconteceu. Todos os anos, 60 mil brasileiros são mortos", escreveu um internauta. "Meus mais sinceros sentimentos, vivemos uma guerra civil não declarada, eu os aconselho a não vir para o Rio de Janeiro, para a corrupção, o crime e o tráfico de drogas que dominam o Brasil.

Saibam que o povo de bem do Brasil ama os italianos, tem coisas que acontecem que nos deixam abalados", destacou outro. A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão de sete pessoas, sendo uma menor de idade, por envolvimento no assassinato do italiano. Hoje, outros dois mandados de prisão foram emitidos, contra Raphael Correia Pontes, conhecido como "Pedro De Lara", e Bruno Gonçalves Campos Gerreira, apelidado de "Gordinho". A Polícia Civil divulgou a foto de seis suspeitos maiores de idade, identificados com base em fotografias de registro e no depoimento de Polato, e cujas prisões já tinham sido decretadas.

Tratam-se de Wagner Moreira Rodrigues da Silva, Tiago de Oliveira, Romulo Pontes Pinho, Claudio Augusto dos Santos, Marcos Vinicius Paulo de Oliveira e Marcos Elias Candido Bezerra. Dessa maneira, a polícia trabalha com nove nomes. As autoridades acreditam que os dois italianos, que viajavam de moto pela América do Sul, tenham sido confundidos com policiais pelos traficantes do Morro dos Prazeres devido às suas vestimentas e aos equipamentos de áudio e câmera.

 

Agência Brasil

 

Comentarista de política analisa os desdobramentos da delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho:http://glo.bo/2gNipNO #J10 #GloboNews

"Relato mostra uma relação distorcida entre políticos e empreiteiras", diz Merval Pereira

G1.GLOBO.COM

 

Entre os citados, estão Luiz Fernando Pezão, Rodrigo Maia, Eduardo Paes, Lindbergh Farias e o casal Anthony e Rosinha Garotinho:http://glo.bo/2gqc3HS

Depoimentos de ex-executivos da Odebrecht envolvem vários políticos do Rio de Janeiro

G1.GLOBO.COM

Ex-governador do Rio de Janeiro foi transferido a pedido do Ministério Público: http://glo.bo/2hjCcWj

Sérgio Cabral chega à sede da Polícia Federal em Curitiba

G1.GLOBO.COM

 

Mulheres e homens se aposentam com a mesma idade em 60% dos países, segundo OCDE

 

Líria Jade - Repórter da Agência Brasil

Segundo os índices de expectativa de vida, divulgados pelo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro, a expectativa de vida ao nascer no Brasil alcançou 75 anos, 5 meses e 26 dias em 2015, aumento de 3 meses e 14 dias em relação ao ano anterior. Com relação às mulheres, a esperança de vida chega a 78 anos e 1 mês, sete anos a mais do que os homens, que pelas regras atuais da Previdência Social se aposentam cinco anos depois, aos 65 anos de idade.

Esses dados são usados como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência, homens e mulheres irão se aposentar com a mesma idade. Isso porque passa a existir uma idade mínima para aposentadoria, 65 anos. Além disso, o tempo mínimo de contribuição aumentará de 15 anos para 25 anos.

Saiba Mais

De acordo com um levantamento feito em 2014 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), homens e mulheres se aposentam com a mesma idade em mais da metade de uma lista de 51 países. Os dados mostram que 60% destas nações concedem a aposentadoria para ambos os sexos com o mesmo tempo de vida, entre pessoas que começaram a trabalhar aos 20 anos.

Entre os países que apresentam as mesmas condições para homens e mulheres pedirem a aposentadoria estão Alemanha, Islândia e Noruega. Nessas nações, a idade mínima para se aposentar é 67 anos, a mais alta. Depois estão Estados Unidos, Portugal e Irlanda, com 66 anos. Enquanto na Arábia Saudita tanto homens quanto mulheres podem se aposentar com 45 anos. Ainda entre os países que igualam a idade de aposentadoria para profissionais estão Austrália (65 anos), Bélgica (60 anos), Canadá (65 anos), Dinamarca (65 anos), Finlândia (65 anos), França (61,2 anos), Grécia (62 anos), Hungria (62,5 anos).

Em alguns países, a diferença de idade para requerer o benefício chega a cinco anos. Este é o caso do Chile, Itália, Áustria, Argentina e Rússia, onde homens se aposentam mais tarde do que mulheres. Outros como Itália, República Tcheca e Suíça apresentam uma menor diferença de idade para homens e mulheres solicitarem sua aposentadoria.

 

Agência Brasil

 

 

Palácio repudia acusação contra Temer feita por delator da Odebrecht

 

Ivan Richard Esposito - Repórter da Agência Brasil

O Palácio Planalto repudiou hoje (9), em nota, as acusações de que o presidente Michel Temer teria solicitado valores ilícitos da empreiteira Odebrecht em meio à campanha à Presidência em 2014.

Segundo o site de notícias BuzzFedd, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em delação premiada, relatou ter entregue dinheiro vivo, em 2014, no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo de Temer.

Em nota, o Planalto diz que todas as doações da construtora foram legais. “O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho.  As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE [Tribinal Superior Eleitoral]. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”, diz a nota.

De acordo, BuzzFedd, o executivo da maior construtora do país disse, no acordo firmado com a Força Tarefa da Lava Jato, que o dinheiro entregue no escritório de advocacia de José Yunes era parte dos R$ 10 milhões que Marcelo Odebrecht, presidente da empresa, resolveu destinar ao PMDB após um jantar que teve, em maio de 2014, com Michel Temer, no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e  Eunício Oliveira (PMDB-CE) também estão entre os citados na delação de Melo Filho.

Padilha

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou que tenha recebido recursos ilícitos da Odebrecht. “Não fui candidato em 2014. Nunca tratei de arrecadação para deputados ou para quem quer que seja. A acusação é uma mentira. Tenho certeza que, no final, isto estará comprovado”, diz Padilha em nota.

O senador Romero Jucá também divulgou nota sobre a delação do executivo da Odebrecht. Jucá diz que desconhece a delação de Melo Filho e nega que recebeu recursos para o PMDB. O senador também esclarece que “todos os recursos da empresa ao partido foram legais e que ele, na condição de líder do governo, sempre tratou com várias empresas, mas em relação à articulação de projetos que tramitavam no Senado”. O senador diz que está à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos.

A assessoria de imprensa do senador Eunício Oliveira informou que o senador nunca autorizou o uso de seu nome por terceiros e jamais recebeu recursos para a aprovação de projetos ou apresentação de emendas legislativas. “A contribuição da Odebrecht, como as demais, foram recebidas e contabilizadas de acordo com a lei e as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

 

Agência Brasil

 

Câmara de São Paulo aprova presença de doulas em maternidades

 

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein faz parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI) para o projeto Parto Adequado (Rovena Rosa/A

Maternidades públicas deverão permitir a presença da doula durante o parto e no pré-natal.  Rovena Rosa/Agência Brasil

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou projeto de lei que permite a presença de doulas em maternidades municipais e hospitais privados contratados pelo município. A proposta da vereadora Juliana Cardoso (PT) segue agora para sanção do prefeito Fernando Haddad.

As doulas são profissionais que oferecem apoio emocional e conforto físico às gestantes. Com o projeto, elas ficam autorizadas a permanecer com as futuras mamães durante consultas, exames pré-natal, pré-parto, parto e pós-parto imediato, com seus instrumentos de trabalho.

Saiba Mais

Se o projeto for sancionado, a gestante ganhará o direito a entrar na sala de parto com a sua doula e também com um acompanhante. A doula, no entanto, não pode fazer procedimentos e dar diagnósticos restritos aos profissionais de saúde, mesmo se ela tiver formação na área.

Daniela de Almeida Andretto, presidenta da Associação de Doulas do Estado de São Paulo (Adosp), disse que a vitória com a aprovação da lei não será da doula, mas da mulher. Ela explica que, diferente da gestante com situação financeira mais favorecida, com privilégios como escolha de um bom médico e um bom hospital, a mulher pobre é a que será mais beneficiada pela presença da doula.

“Se a gente pensar nas mulheres que vão a um hospital público que, muitas vezes, é a única opção dela, a presença da doula favorece a questão da saúde para ela. A gente está falando de um projeto que não tem a ver só com deixar ou não a doula entrar. Tem a ver com melhorar a saúde materna”, afirma Daniela.

A presidenta da Adosp explica que o acompanhamento da doula tem melhorado os índices de saúde pública, como redução da analgesia, redução do tempo de trabalho de parto e aumento da satisfação com a experiência do parto. “É um bem para a saúde pública”, ressalta.

O curso de doulas tem duração de 36 a 40 horas e trata de aspectos como fisiologia de parto, controle emocional e bem-estar. A principal escola de doulas de São Paulo já formou 12 mil alunos.

 

Agência Brasil

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