Maconha pode te deixar mais pobre que seus pais, diz estudo

Este estudo aponta para uma relação entre o uso persistente da maconha e baixos salários e sinais de depressão.
A maconha segue como uma droga menos danosa à saúde que diversas substâncias legais, mas isso não quer dizer que ela seja completamente inofensiva
EXAME.ABRIL.COM.BR

Até logotipos de cartões de crédito estimulam gasto maior

por PAULO MIGLIACCI


Nina Falcone desistiu do dinheiro. Sempre que possível, e onde possível, mesmo em máquinas de venda automática instaladas em seu edifício em Chicago, ela usa seu cartão de crédito do programa de fidelidade da companhia aérea Southwest Airlines para acumular pontos.

Ela segue o conselho dos serviços de assistência ao consumidor e não mantém saldo devedor por mais de um mês, nem paga os juros cobrados pelos cartões.

Mas admite que talvez existam lados negativos nessa facilidade de compra. Uma pilha de revistas "Time" se formou em seu apartamento, juntando poeira, depois que ela adquiriu uma assinatura simplesmente porque esta oferecia pontos adicionais.

"Há anos não pago pelas viagens que faço via Southwest", diz Falcone, o que pode ser tecnicamente verdade, mas muitas pesquisas sugerem que os consumidores tendem a gastar mais pagando com plástico do que fariam se pagassem em dinheiro.

Incentivos como a milhagem em companhias aéreas só servem para fazer aumentar uma tentação com a qual bancos lucram há anos.

"Quando você varia o método de pagamento, as pessoas se dispõem a pagar mais", disse Duncan Simester, professor de marketing no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que publicou um estudo importante sobre o assunto. "Você não está desembolsando dinheiro de verdade, por isso a sensação de perda é menor".

Usando alunos de um programa de MBA como cobaias, Simester e um colega, Drzen Prelec, realizaram um leilão de ingressos de basquete e beisebol para jogos de duas equipes locais, o Boston Celtics e o Boston Red Sox.

Alguns participantes foram informados de que teriam que usar o cartão de crédito, enquanto outros pagariam em dinheiro.

Quando o cartão estava entre as opções, os alunos se ofereciam para pagar cerca de duas vezes.

Ele acrescentou que embora não fosse incomum ver variações de 5% a 10% entre os padrões de pagamento, "você não vê muitos exemplos de pessoas que se dispõem a oferecer o dobro do que ofereceriam caso estivessem pagando com outro método".

Mas a facilidade de pagar pelas compras com plástico, ou o que os profissionais de marketing definem como "gasto sem fricção", é só metade da história. Cientistas sociais constataram que consumidores estão condicionados até pelo logotipo do cartão.

Richard Feinberg, da Universidade Purdue, convenceu restaurantes próximos do campus, em West Lafayette, Indiana, a permitir que ele estudasse os padrões de gastos de fregueses reais.

Ele colocou logotipos de cartões de crédito em algumas mesas e os excluiu de outras. A visão de imagens associadas ao plástico levava consumidores a gastar mais em suas refeições e a deixar gorjetas maiores.

A chave, diz Greg McBride, analista financeiro chefe do Bankrate.com, site de finanças pessoais, é tentar exercer a mesma disciplina no uso do plástico que você teria se estivesse pagando em dinheiro.

Se você não consegue se conter, ou ocasionalmente precisa rolar o saldo devedor para o próximo mês, evite os cartões de incentivo a todo custo. "Eles só funcionam para os clientes que pagam o saldo integral a cada mês", ele disse, como Falcone faz, escrupulosamente.
Fonte: Folha Online - 04/04/2016 e Endividado


Site de reclamações pode expor queixas contra escritórios de advocacia


Site que publica reclamações de consumidores sobre serviços advocatícios não desrespeita as prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil. Com esse raciocínio, a juíza federal Renata Coelho Padilha, da 12ª Vara Federal Cível em São Paulo, negou um pedido do Conselho Federal da OAB e da seccional paulista da entidade para que o site Reclame Aqui retirasse as queixas feitas por clientes contra advogados e sociedades de advogados. A OAB recorreu da decisão.

Os autores alegaram que a atividade de advocacia não se caracteriza como relação de consumo e que eventuais infrações ético-disciplinares devem ser apuradas pela própria corporação. Sustentaram ainda que as reclamações veiculadas expõem a credibilidade de profissionais e escritórios de advocacia ao perigo de dano irreparável, requerendo inclusive a proibição da divulgação de futuras queixas.

Em sua defesa, a empresa que administra o site afirmou que apenas publica as manifestações dos clientes, os quais assumem a responsabilidade pelas informações. Salientou que faz uma triagem das reclamações a fim de barrar mensagens ofensivas ou com termos de baixo calão, além de entrar em contato com as empresas reclamadas para oferecer o direito de resposta e divulgar as providências adotadas em relação às ocorrências.

Ao julgar o caso, a juíza Renata Padilha afastou o argumento de que o site estaria fazendo apurações ético-disciplinares. "As reclamações, críticas, denúncias de qualquer indivíduo em um portal virtual de natureza privada, acerca de qualquer tipo de serviço — incluídos aqueles de natureza pública —, não possuem qualquer similitude com um processo administrativo de apuração de infração ético-disciplinar, cujo caráter forma e sigiloso são estabelecidos pela própria legislação", explica a juíza.

Renata Padilha ressalta que a escolha de utilizar esse canal de reclamações é do próprio cliente, sobre quem recai a responsabilidade por eventuais danos causados a terceiros, sem prejuízo de apuração de eventual responsabilidade da ré pela veiculação da informação.

“O que não se admite, contudo, é que o Judiciário interfira na livre iniciativa da requerida de forma indevida, sem uma justificação fundada na legislação constitucional ou infraconstitucional”, diz a juíza. Ela acrescenta ainda que pessoas possivelmente ofendidas por qualquer das informações veiculadas no portal têm à sua disposição os mecanismos constitucionais e processuais para preservação de sua honra e imagem.

Para a juíza, não há como acolher a pretensão dos autores deduzida na inicial, “pois objetiva provimento de natureza genérica, voltada para inibir condutas futuras e incertas, equivalendo mesmo a uma forma de censura, vedada pelo nosso ordenamento jurídico”. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal de São Paulo.

Clique aqui para ler a decisão.
Processo 0017921-58.2015.403.6100
Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 04/04/2016 e Endividado


Comida fresca encarece mais rápido e empobrece alimentação

por ANNA RANGEL


O desequilíbrio entre a inflação dos alimentos frescos (in natura) e o dos industrializados pode ter papel central na piora da dieta da maioria dos brasileiros. E, em parte, esse efeito é provocado pela melhora da alimentação de outra parcela da população.

A procura por uma dieta mais saudável fez saltar o preço de hortaliças e peixes, por exemplo -os produtos subiram 519% e 770%, respectivamente, desde 1994, após a estabilização da inflação com o Plano Real. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Enquanto alface (946%), contrafilé (710%) e batata-inglesa (846%) viraram campeões de alta de preço acumulada desde o Plano Real, alimentos processados ficaram relativamente mais baratos: subiram abaixo da inflação, de 425,86%.

Biscoitos, por exemplo, subiram 261%, e chocolates e bombons, 311%. Refrigerantes registraram aumentos levemente acima do índice inflacionário: 465%.

Ao mesmo tempo, o consumo per capita de alimentos processados disparou. De 80 quilos por pessoa por ano em 1990, passou a 110 quilos em 2013, o equivalente a comer 140 Big Macs a mais anualmente, de acordo com a pesquisa inglesa "The rising cost of a healthy diet" ("O custo crescente de uma dieta saudável", em português).

O estudo aponta relação entre a alta de preços dos alimentos "in natura", estabilização dos ultraprocessados e o aumento do sobrepeso, que, no Brasil mais que duplicou entre 1980 e 2013.

"Como o preço é muito importante na compra, isso é um determinante central para a epidemia de obesidade", afirma o nutricionista Rafael Claro, pesquisador da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que contribuiu com a pesquisa do ODI (Overseas Development Institute).

"Muitos desses produtos têm ingredientes [sódio, açúcares] que os tornam altamente palatáveis", diz o britânico Steve Wiggins, responsável pelo estudo. "Você ingere muito mais do que deveria. Ninguém come 16 laranjas, mas toma sem problemas um litro de suco de caixinha".

AUMENTO

O economista-chefe do Icatu Vanguarda Rodrigo Melo também aponta que parte do aumento dos preços dos alimentos in natura se deve à aceleração da procura nos últimos anos, puxada por hábitos mais saudáveis.

Melo diz ainda que a alta do dólar é um dos vilões da inflação dos alimentos, sobretudo em 2015: "É o segmento que mais rapidamente repassa uma depreciação do câmbio", afirma.

"E você não deixa de comer na recessão", diz. A desvalorização do real no último ano fez com que o Brasil ficasse na contramão do preço global dos alimentos, que, segundo o Banco Mundial, teve retração de 14%.

Para a coordenadora de índices de preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina Nunes dos Santos, chuva, frete e estradas ruins também fazem com que o brasileiro pague mais pelo que come.

ESTRATÉGIA

"O preço desses alimentos também é uma estratégia de marketing", afirma Claro. "Quando foi a última vez que você viu um anúncio de fruta ou de hortaliça?".

Wiggins defende mudanças na legislação. "Há espaço para um pouco de regulação, para influenciar as escolhas das pessoas".

O México e, mais recentemente, a Inglaterra, passaram a taxar refrigerantes. Sob críticas, a indústria de alimentos faz campanhas de "educação alimentar".

A Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação) citou iniciativas de redução de sódio nos processados e programas que incentivam a escolha de alimentos saudáveis.

PRATICIDADE

Na casa da farmacêutica Fabiana Costa, 36, é comum trocar o filé de frango por nuggets ou o bolinho de carne moída por hambúrguer congelado.

"Um quilo de carne de melhor qualidade custa caro, e temos uma vida bastante corrida. O congelado é prático e não precisamos perder muito tempo", afirma. "Sabemos que saudável não é, mas nosso bolso sofre para ter uma alimentação balanceada".

Se desde 1994 o patinho, um dos cortes favoritos para o hambúrguer caseiro, teve alta de 623%, a versão pronta subiu "apenas" 261%. Os valores dos alimentos frescos assustam a farmacêutica quando vai às compras. Para fugir dos preços altos, fica de olho em promoções.

O nutricionista da UFMG Rafael Claro aponta que, além da praticidade, o sabor também influencia a decisão de compra. "A lógica é simples: compre o meu, que é muito mais fácil de fazer, vai sobrar mais tempo e é muito gostoso".

TIPOS DE ALIMENTOS

"In natura"
São os ingredientes que não passam por nenhum tipo de processamento da indústria alimentícia e são consumidos em seu estado natural.
Frutas, legumes, hortaliças, ovos, leite, cereais e carnes estão nesta categoria e que devem representar a maior parte de uma dieta balanceada

Processados
Alimentos produzidos a partir de alguma matéria-prima e que passam por preparação industrial, como pães, queijos, farinhas, massas, óleos e azeites, frutas em calda ou legumes em conserva. No entanto, nesta categoria os produtos não podem sofrer adição de sódio, conservantes, flavorizantes e saborizadores em excesso

Ultraprocessados
Embutidos, pratos prontos, refrigerantes, biscoitos, macarrão instantâneo e salgadinhos são alguns exemplos de alimentos produzidos com matéria-prima que passa por muitas mudanças antes de chegar à mesa do consumidor.
Para conquistar o paladar, recebem adição de ingredientes pouco nutritivos, mas que agregam sabor ao prato pronto
Fonte: Folha Online - 04/04/2016 e Endividado






O STF esta tão aparelhado que nem tem mais vergonha de esconder!
Perceba neste vídeo, já esta no ponto, que a repórter pergunta sobre o impeachment do Temer, e o Marco Aurélio já começa a defender a Dilma, até então ser corrigido pela repórter que ela perguntou sobre o TEMER e não a DILMA.
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