Delúbio diz que não deu aval a empréstimo investigado na Lava Jato


Em depoimento prestado à Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (1º), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares disse que não deu aval e que desconhecia um empréstimo supostamente fraudulento de R$ 12 milhões entre o Banco Schain e o pecuarista José Carlos Bumlai. Delúbio foi alvo de um mandado de condução coercitiva na Operação Carbono 14, 27ª fase da Lava Jato, por ter sido citado em depoimentos de investigados ligados ao banco.
Questionado pelos delegados sobre o empréstimo, Delúbio declarou que sabia que o “assunto remonta à campanha eleitoral municipal de Campinas [SP] em 2004” e que teve conhecimento do fato pela imprensa. 
“Perguntado se participou de reunião com o fim de propiciar o empréstimo em questão na sede do Banco Schain, junto com Sandro Tordin, Salan Schain, Milton Schain e José Carlos Bumlai, [Delúbio] respondeu que conforme já dito nunca tratou de empréstimo com ninguém. Não se recorda se esteve em reunião com as aludidas pessoas, todas juntas.  Perguntado por que motivo Salim Schain, Sandro Tordin e José Carlos Bumlai afirmaram que tal reunião ocorreu, reitera que não se recorda de tal reunião e que, mesmo que tal reunião tenha ocorrido, deseja consignar que sua presença nunca teve objetivo de constituir um aval para tal empréstimo”, diz trecho do depoimento.
Eleição em Campinas
O ex-tesoureiro confirmou que dois publicitários ligados ao PDT o procuraram para pedir apoio  nas eleições municipais de Campinas em 2004,  tendo em vista que o PT não foi para o segundo turno. De acordo com Delúbio, os publicitários pediram R$ 5 milhões em troca do apoio, mas foram informados que o partido não tinha o montante. Dessa forma, os publicitários perguntaram a ele se poderiam “arranjar” os recursos por conta própria e Delúbio respondeu que “não via problema”.
Segundo Delúbio, em uma das reuniões, feita na sede nacional do PT em São Paulo, estava Sandro Tordin, um dos investigados ligados ao Banco Schain, mas nada foi falado sobre o empréstimo. Aos investigadores, Delúbio disse que soube do empréstimo recentemente pela imprensa.
No depoimento, Delúbio disse que conheceu o publicitário Marcos Valério em 2002, “por conta de assuntos do PT, já que Marcos Valério prestou serviços publicitários para algumas campanhas do partido”. Ambos foram condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, e citados nas investigações da 27ª fase da Lava Jato.  Sobre o empresário Ronan Maria Pinto, um dos presos na última fase, Delúbio afirmou que não o conhece.
Delúbio Soares afirmou que o pecuarista José Carlos Bumlai é “apenas um conhecido seu” e o conheceu durante a campanha do deputado Zeca do PT em 1988. Segundo o ex-tesoureiro, Bumlai apoiou a candidatura de Lula em 2002.
27ª fase da Lava Jato
De acordo com os investigadores da Lava Jato, o empresário Ronan Maria Pinto, dono de empresas de transporte público em Santo André (SP) e do jornal O Diário do Grande ABC, recebeu R$ 6 milhões, metade de um empréstimo entre o Banco Schain e o pecuarista José Carlos Bumlai, firmado em 2004. A legalidade do empréstimo é investigada na Lava Jato, na ação penal em que Bumlai é réu.
De acordo com a acusação do MPF, Bumlai usou contratos firmados com a Petrobras para quitar o empréstimo com o Banco Schahin. Segundo os procuradores, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada revelam que o empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da Construtora Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.
Por causa das investigações da 27ª fase, o juiz federal Sérgio Moro suspeita que R$ 6 milhões, metade do empréstimo, foram repassados a Ronan Maria Pinto pelo PT, mediante extorsão do partido por parte do empresário, que teria ameaçado denunciar o esquema de corrupção da prefeitura de Santo André (SP), então comandada por Celso Daniel, assinado em 2002.



Brasil e Paraguai poderão promover ações militares conjuntas na fronteira

Os governos brasileiro e paraguaio vão reunir-se periodicamente com o objetivo de ampliar a cooperação bilateral em defesa e segurança. Os encontros vão discutir operações militares como exercícios simultâneos ou conjuntos na fronteira.
Os dois países também poderão cooperar mutuamente no sentido de compartilhar informações, capacitar e desenvolver iniciativas conjuntas no controle do espaço aéreo.
A decisão foi tomada durante reunião entre os ministros brasileiros e paraguaios das Relações Exteriores e da Defesa, ocorrida nesta segunda-feira (4).
De acordo com declaração conjunta divulgada após as negociações, os ministros concordaram em promover reuniões periódicas de cunho mais técnico em área de defesa.
O encontro reuniu em Assunção, capital do Paraguai, os chanceleres Mauro Vieira e Eladio Loizaga, e os ministros da Defesa Aldo Rebelo e Diógenes Martínez.
Na reunião, também foi assinada nota diplomática para prorrogar por mais cinco anos o Acordo entre o Governo da República do Paraguai e o Governo da República Federativa do Brasil relativo à Cooperação Militar.
O encontro marcou a inauguração do Mecanismo 2+2 de Consultas Políticas e Avaliação Estratégica entre os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores do Brasil e do Paraguai.
"Além de estabelecer aspectos da operação do Mecanismo 2+2, os ministros decidiram dar impulso à aliança entre ambos os países", informou a declaração.



Lula sugere que Temer "vá para a rua pedir voto" se quiser chegar à presidência

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu hoje (4) que o vice-presidente da República, Michel Temer, “vá para a rua pedir voto” se quiser chegar à Presidência da República, numa crítica ao posicionamento do vice diante do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
“Eu não tenho nada contra o Michel Temer. A única coisa que eu poderia falar é ‘companheiro Temer, se você quer ser presidente da República, disputa eleição, meu filho. Vai para a rua pedir voto”, disse Lula, sob aplausos dos espectadores, em evento de apoio à Dilma em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
No sábado (2), em Fortaleza, Lula disse que o pedido de impeachment de Dilma é uma tentativa de golpe, e que Temer, por ser jurista, deveria ter o mesmo entendimento.
Por meio de sua assessoria, Temer rebateu as declarações de Lula e disse que, “justamente por ser professor de direito constitucional”, tem certeza “de que não há golpe em curso no Brasil”.
Diálogo
No discurso para os sindicalistas esta noite, Lula disse que se voltar ao governo como ministro, irá restabelecer o diálogo com os movimentos sociais. O ex-presidente ressaltou que sua intenção é “conversar” e não “governar”.
“Se eu voltar para o governo, porque eu dependo de uma decisão da Suprema Corte, quero que você saibam o seguinte: vou voltar a conversar com o movimento social. A gente vai voltar a criar espaço de conversar para que todas as pessoas se sintam participantes das coisas que acontecem nesse país”, disse.
“Se tem alguém que reclama que a presidenta Dilma [Rousseff] não conversa, vai se lascar porque eu vou conversar muito. Você vai governar o país? Eu vou conversar”.
Para Lula, o governo precisa fazer correções na política econômica para priorizar o “povo trabalhador, o povo consumidor e a dona de casa”.
“Eu venho para cá [para o governo], mas nós temos que saber que é preciso a gente dar uma certa consertada na política econômica. A gente tem que saber que é importante a gente governar, conversar com o mercado. Mas o nosso mercado é o povo trabalhador, é o povo consumidor, é a dona de casa, esses são para quem devemos fazer de forma prioritária a nossa política”, disse.
Segundo o ex-presidente, o governo tem que pedir compreensão aos trabalhadores que estão insatisfeitos com a política econômica. “Tem muito peão que, quando tem desemprego, ele fica puto com o governo. A gente tem que compreender que sempre foi assim. Agora, o que nós temos que mostrar para ele é que, quando a mãe da gente erra na mão do tempero da comida para fazer para nós, a gente não joga ela fora não. A gente ajuda ela a fazer uma comida melhor”, comparou.
Mobilização contra impeachment
Lula mostrou-se confiante na mobilização contra o impeachment, e disse que é necessário que a população esteja nas ruas no dia da votação, na Câmara dos Deputados, do processo de impedimento da presidenta Dilma. Por várias vezes durante o discurso do ex-presidente, os militantes repetiram em coro e expressão “Não vai ter golpe”.
“Eu continuo com minha paz e amor. Quem deve estar nervoso são eles, porque o povo foi para a rua quando eles menos esperavam, e o povo está indo para a rua e a gente vai segurar o mandato da companheira Dilma legalmente, como diz a Constituição”, disse.
O ex-presidente disse que os setores conservadores do país se “cansaram” da democracia, em razão de ela ter possibilitado mobilidade social e a eleição de um metalúrgico e de uma mulher para presidir a nação.
“Já se cansaram da democracia. Não porque a democracia não seja boa, mas porque permitiu que, sem dar um único tiro, nós fizéssemos a mais importante revolução social da história desse país. A democracia seria boa se eles ficassem a vida inteira [no poder], mas a democracia permitiu que o peão metalúrgico ganhasse a eleição, permitiu que uma mulher ganhasse as eleições”, disse.
“E ainda eles começam a ficar com medo da gente poder continuar outra vez. O que deixa eles horrorizados é a possibilidade de o Lula voltar em 2018”, acrescentou.
Financiamento de campanha
No discurso, Lula disse que as campanhas eleitorais do PT foram feitas com a colaboração de recursos de empresas, da mesma forma que a maioria dos partidos. No entanto, segundo o ex-presidente, o PT tem lutado contra o financiamento privado das campanhas.
“A impressão que eu tenho é que só o PT faz campanha com dinheiro de empresário. O PSDB deve ir na sacristia pedir dinheiro. E outros partidos também. Eu não conheço ninguém que vendeu a casa para ser candidato, não conheço quem vendeu carro para ser candidato, sempre tem alguém para dar. E qual foi o partido que lutou para que não tivesse dinheiro de empresário, foi o PT”, disse.



O título é "Somos todos Aristides", só pra constar, Aristídes é aquele que disse que vão invadir casa e propriedade dos que forem contra Dilma
CUT repudia a maneira distorcida como parte da mídia nacional edita e publica as falas dos sindicalistas e representantes dos movimentos sociais durante os atos…
CUT.ORG.BR|POR CUT NACIONAL



Milhares de manifestantes tomaram as ruas da capital, Cidade da Guatemala, e de outras cidades nas últimas semanas pedindo a saída de Pérez, um general…
FOLHACENTROSUL.COM.BR

Teori nega ações do PSB e do PSDB contra nomeação de Lula


STF analisa recurso sobre ex-diretor da Petrobras, o ministro e relator do processo, Teori Zavascki, preside a segunda turma que julga o recurso da PGR (Valter Campanato/Agência Brasil)
Os partidos não escolheram a ação mais adequada, afirma  o  ministro  do  STFArquivo/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki negou, nesta segunda-feira (4), as ações do PSB e do PSDB contra o decreto presidencial que nomeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ministro da Casa Civil. Para Zavascki, a ação escolhida pelos dois partidos, arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), não era adequada para os questionamentos feitos.
Segundo o ministro, poderiam ter sido usadas, por exemplo, ação popular, ação civil pública ou mandado de segurança coletivo. “O que resulta muito claro de todas essas ponderações é que havia, para a resolução do problema jurídico delineado na presente ADPF, mais de um mecanismo alternativo de provocação da jurisdição, suficientemente aptos para dar resposta proveitosa, efetiva e imediata à controvérsia”, diz Zavascki na decisão.
Ele lembra que o mandado de segurança foi usado tanto pelo PPS quanto pelo PSDB para também questionar a posse de Lula e que foi na decisão desse recurso que que o ministro Gilmar Mendes decidiu liminarmente (provisoriamente) pela suspensão da posse de Lula no último dia 18. Mesmo com a decisão de Zavascki, continua valendo a de Gilmar, e a posse de Lula permanece suspensa.
Zavascki ressalta que, nas duas ações negadas hoje, os partidos alegavam que, ao nomear o ex-presidente como ministro, após a divulgação de “relatos que ligariam seu nome [de Lula] a fatos criminosos pelos quais estava sendo investigado perante a 13ª Vara da Justiça Federal da Seção Judiciária de Curitiba, a presidente da República teria, na verdade, objetivado colocá-lo ao abrigo de prerrogativa de foro, modificando arbitrariamente a competência jurisdicional para investigá-lo”. Os partidos pediam também a “manutenção da competência do juiz natural do caso em questão”, que seria o juiz Sérgio Moro.
Ainda na decisão o ministro explica que o tema das duas ações “é um incomum e inédito ato isolado da Presidência, pelo qual se designou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar cargo de ministro de Estado. Não se tem notícia de outro caso análogo, nem da probabilidade, a não ser teórica, de sua reiteração”.



Brasília registra primeira morte por gripe A H1N1


A Secretaria de Saúde do Distrito Federal registrou a primeira morte por gripe A H1N1 na região. Uma mulher de 80 anos morreu no dia 13 de fevereiro em um hospital privado. A secretaria foi notificada no dia 31 de março e a notícia foi divulgada hoje (4) em coletiva à imprensa.
Segundo a secretaria, mais 14 pessoas foram infectadas pelo vírus, oito estão em estado grave. Em 2015 o Distrito Federal não registrou mortes em decorrência da gripe A H1N1. Em 2014 foram 21 casos e cinco mortes por este tipo de gripe.
A campanha de vacinação começa em todo o Brasil no dia 30 de abril e vai ser destinada a pessoas com 60 anos ou mais, profissionais da Saúde, povos indígenas, crianças na faixa etária entre seis meses e menores de 5 anos de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, população privada de liberdade e a funcionários do sistema prisional.
Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde do Distrito Federal, Tiago Coelho, a secretaria mantém estado de alerta tanto para profissionais de saúde atentarem para os sintomas como para a população se prevenir. “Temos que lembrar que estamos falando de uma gripe, então temos que reforçar o conhecimentos básicos de lavar bem as mãos sempre, usar o álcool em gel, evitar locais fechados com muitas pessoas gripadas”, disse.



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