Vídeo - Irã em chamas

 



Fonte: https://www.rsnoticias.top/2026/01/ira-em-chamas.html

Mega-Sena acumula e próximo prêmio pode chegar a R$ 35 milhões

 


Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2959 da Mega-Sena, sorteado nesta terça-feira (13). Os números sorteados foram: 18 – 26 – 35 – 41 – 44 – 45.

Resultado do sorteio

  • 27 apostas acertaram cinco dezenas e cada uma receberá R$ 58.801,80.

  • 1.886 jogos acertaram quatro números, com prêmio individual de R$ 1.389,80.

Próximo concurso

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quinta-feira, 15 de janeiro, com prêmio estimado em R$ 35 milhões.

Juventude vence nos pênaltis e avança na Copinha

 


O Juventude garantiu vaga na terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior após superar o Águia de Marabá nos pênaltis, em partida disputada nesta terça-feira (13), em Guaratinguetá.

Jogo equilibrado

O time gaúcho saiu atrás no placar, mas buscou a reação no segundo tempo. Logo no início da etapa final, Lucca Amaro aproveitou cruzamento e marcou de cabeça, deixando tudo igual.

Com o empate, a decisão foi para as penalidades.

Brilho do goleiro

Na disputa, o goleiro Joaquim foi decisivo ao defender a quinta cobrança da equipe paraense, assegurando a classificação do Juventude.

Próximo desafio

Na próxima fase, o Juventude enfrentará o vencedor do duelo entre Botafogo e São José-SP, que se enfrentaram ainda na noite desta terça-feira.

Inter goleia o Retrô e avança na Copinha

 


O Internacional segue firme na busca pelo hexa da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na tarde desta terça-feira, o Colorado venceu o Retrô-PE por 4 a 0, no Estádio Conde Rodolfo Crespi, e garantiu vaga na terceira fase da competição. O próximo desafio será na quinta-feira, contra o Nacional-SP, adversário que derrotou os gaúchos no fim de semana.

Domínio colorado

Com postura ofensiva e variações de finalização, o Inter foi se impondo ao longo da partida. Aos 17 minutos, o artilheiro Gustavo Ulguim abriu o placar com chute de canhota, chegando a quatro gols no torneio – 57% dos tentos da equipe.

O camisa 10 Eduardo ampliou aos 25 minutos, após jogada individual dentro da área. Pouco antes do intervalo, o zagueiro João Miranda acertou um chute da intermediária e levou o placar a 3 a 0.

Na etapa final, Ulguim voltou a marcar, desta vez de cabeça, aos 39 minutos, fechando a goleada em 4 a 0 e confirmando a classificação do Celeiro de Ases.

Ficha técnica

Inter: Filipe Sírio (C), Jhonatan (Júlio Cézar); João Miranda (Richard); Esley; Lorenzo Vaghetti (Bernardo); Luiz Felipe; Ryan (Victor Hugo); Eduardo (Gabriel Baggio); Gustavo Ulguim; João Dalla Corte; Edson (Gabriel Palma). Técnico: Mário Jorge.

Retrô: Andrey; Mikeias (Thyago); Karele; Meykson; Miguel (Erik Felipe); Hudson (Zé Luis); Cauã (Reinaldo); Jerônimo (C) (Luan); Luiz Felipe (Cailan); Pedro; Jhonnatam. Técnico: Gabriel Lisboa.

Magno Malta protocola vistoria de condições humanitárias para Jair Bolsonaro

 


Magno Malta: “Estou na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde irei protocolar uma solicitação de vistoria de condições humanitárias e pedido de visita institucional ao custodiado Jair Messias Bolsonaro, não podemos ficar parado.”

Fonte: https://x.com/Pri_usabr1/status/2010792503583391843

Farsul alerta para deterioração acelerada do crédito rural no Brasil

 


A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou nesta terça-feira (6) uma Nota Técnica apontando preocupação com a saúde financeira do agronegócio brasileiro. Segundo dados do Banco Central, a chamada “carteira estressada” do crédito rural – que inclui atrasos, inadimplência e dívidas renegociadas – saltou de R$ 72,2 bilhões em julho de 2024 para R$ 123,6 bilhões em novembro de 2025, um aumento de 71%.

Atualmente, cerca de 15% da carteira ativa de crédito rural, estimada em R$ 812,7 bilhões, está sob algum tipo de estresse financeiro. A entidade destaca que, diferentemente de crises anteriores, o problema não é climático, já que o país registrou safra recorde em 2025, mas sim econômico.

Juros e renegociações

A Farsul aponta os juros elevados como principal fator de pressão, mas ressalta que a origem está no desequilíbrio fiscal, que mantém a inflação alta e obriga a manutenção da Selic em patamar elevado.

A análise da execução da MP nº 1.314/2025 e da Resolução CMN nº 5.247/2025 mostra distorções preocupantes: dos R$ 28,2 bilhões renegociados até dezembro, apenas 19% (R$ 5,4 bilhões) utilizaram recursos públicos com juros subsidiados, enquanto 81% (R$ 22,8 bilhões) foram renegociados com recursos livres, sujeitos às taxas de mercado.

Risco de agravamento

Para a entidade, renegociar dívidas a juros de mercado em cenário de Selic elevada pode transformar a solução em um problema maior, já que o saldo devedor tende a crescer com carência e parcelamento.

Outro ponto crítico é a concentração dos recursos: enquanto Pronaf e Pronamp receberam apoio do Tesouro Nacional, os demais produtores – que concentram o maior volume de endividamento – ficaram dependentes de renegociações a juros livres.

Perspectivas e soluções

A Farsul prevê que a situação do crédito rural deve piorar no primeiro semestre de 2026, com possibilidade de estabilização apenas após maio, caso haja normalização fiscal e ausência de novos choques econômicos.

Como saída, a entidade defende a aprovação urgente do PL 5.122, em tramitação no Senado, para estruturar melhor o endividamento do setor. Também recomenda reduzir a dependência de renegociações a juros de mercado e recalibrar os mecanismos de apoio para alcançar os produtores mais expostos.

E-commerce de orgânicos transforma agricultura familiar no RS

 


O fechamento de feiras e mercados em 2020, durante a pandemia, impulsionou uma mudança silenciosa na forma como a agricultura familiar chega à mesa dos gaúchos. Hortaliças e frutas orgânicas, antes vendidas apenas em feiras agroecológicas, passaram a ser comercializadas por WhatsApp, formulários online e sites improvisados, abrindo caminho para um novo modelo de relação entre produtores e consumidores.

Crescimento do setor

No Rio Grande do Sul, estado com forte tradição agroecológica, o comércio digital garantiu renda a pequenos agricultores e consolidou uma tendência: a busca por alimentos saudáveis e de origem conhecida, aliada à praticidade da compra online. Segundo a entidade Orgânicos Brasil, o setor movimentou R$ 5,8 bilhões em 2020, crescimento de 30% sobre o ano anterior.

Com o retorno das feiras, a demanda pelo e-commerce diminuiu, mas o digital se firmou como uma porta definitiva de acesso ao mercado. Nos últimos quatro anos, dezenas de produtores familiares reorganizaram suas formas de vender, apostando em inovação e persistência.

Cestas digitais

A virada para o digital nasceu da urgência. Com a renda despencando, muitos agricultores recorreram ao WhatsApp como canal de vendas. “Esse sistema de cestas funcionou muito bem durante a pandemia. Começou como uma forma de sobrevivência”, explica Guilherme Fraga, especialista em horticultura do Sebrae-RS. Hoje, praticamente todos os produtores utilizam algum canal digital, sendo o aplicativo ainda o mais popular.

Expansão e desafios

O biólogo Leonardo Bohn, produtor orgânico, já havia criado um e-commerce em 2017, mas foi em 2020 que o negócio disparou. “As vendas aumentaram seis vezes. Chegamos a entregar 120 cestas por semana”, relembra. O crescimento, porém, trouxe novos obstáculos: manter variedade, garantir logística e lidar com oscilações de consumo.

A sazonalidade é um dos maiores desafios. “No verão cai drasticamente, no inverno também. É impossível prever”, afirma Bohn, que em 2025 deixou a atividade para assumir emprego em Brasília, enquanto o sócio seguiu com o negócio.

Gestão e logística

Para Fraga, a organização do e-commerce é um dos maiores entraves. “O pequeno produtor não tem capacidade de desenvolver plataformas próprias nem logística robusta para competir com grandes empresas”, avalia.

As dificuldades logísticas, especialmente no verão, quando hortaliças perdem qualidade rapidamente, têm levado agricultores a formar redes coletivas, ampliar a variedade de produtos por meio de parcerias e organizar cestas mais completas.

Um setor em transformação

O e-commerce de orgânicos, que começou como alternativa emergencial, consolidou-se como parte da rotina da agricultura familiar gaúcha. Entre desafios e oportunidades, o movimento mostra que a digitalização do campo é irreversível e segue moldando o futuro da produção e do consumo de alimentos no Estado.

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RS projeta safra de até 800 milhões de quilos de uva na vindima

 


Às vésperas da vindima, concentrada entre janeiro e fevereiro, o Rio Grande do Sul deve colher entre 750 milhões e 800 milhões de quilos de uva, volume de 5% a 10% superior ao ciclo anterior. A estimativa é do presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS (Consevitis-RS), Luciano Rebellatto, que aponta atraso de cerca de 15 dias na colheita devido ao clima. A qualidade final dependerá da incidência de sol nas próximas semanas.

Produção e preços

Apesar da boa previsão, Rebellatto lembra que já houve safras maiores, como em 2000 e 2021, quando a produção chegou a 950 milhões de quilos. Para este ano, o setor estipulou preço mínimo de R$ 1,80 por quilo, enquanto o custo de produção está em R$ 1,82. Com produtividade maior, estimada em 25 toneladas por hectare, a expectativa é de lucratividade, mesmo com preço mínimo abaixo do custo.

Em 2025, o piso foi de R$ 1,69 e o mercado praticou valores próximos a R$ 2. Para 2026, a projeção é de preços entre R$ 1,80 e R$ 1,85, especialmente para a uva Isabel 15 graus.

Perfil da produção

O RS responde por 90% da produção nacional de uvas, com destaque para municípios como Flores da Cunha, Bento Gonçalves, Farroupilha, Caxias do Sul e Garibaldi. Entre 80% e 85% da produção é de variedades híbridas ou americanas, destinadas principalmente a sucos (cerca de 60%) e vinhos de mesa.

O mercado consumidor concentra-se no centro do país. As exportações ainda são tímidas, mas há esforços para ampliar vendas externas, sobretudo de suco de uva e espumantes, produtos com maior aceitação internacional.

Desafios e concorrência

O setor acompanha com atenção o acordo Mercosul-União Europeia, que pode facilitar a entrada de vinhos europeus no Brasil com isenção de impostos. “Eles vão chegar mais baratos e competir diretamente com os nossos vinhos”, alerta Rebellatto.

O consumo interno de vinho no Brasil é considerado baixo, cerca de 2,1 litros per capita, contra 30 a 40 litros em países europeus. Para enfrentar a concorrência, o dirigente sugere medidas de proteção, como restrições de volume de entrada ou subsídios governamentais.

Acordo Mercosul-União Europeia abre oportunidades para o agro brasileiro, apesar de barreiras

 


O tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pode se tornar uma das maiores oportunidades de acesso a mercados de alto poder aquisitivo para o agronegócio brasileiro. A avaliação é do analista de Relações Internacionais da Farsul, Renan Hein dos Santos, que destaca o potencial de entrada em um bloco com cerca de 700 milhões de consumidores, mesmo diante de resistências e medidas protecionistas adotadas unilateralmente pelos europeus.

Produtos beneficiados

Segundo Santos, mesmo com cotas de entrada, diversos produtos terão redução de tarifas, como carne bovina, aves, suínos, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e frutas. “São muitos produtos que se beneficiam de maneiras diferentes”, afirmou.

Salvaguardas e restrições

A Farsul aponta que a Comissão Europeia estabeleceu tetos para importações de carne, aves, arroz, mel, ovos e etanol, prevendo intervenções em caso de desestabilização do mercado. Além disso, novas regras permitem investigações se os preços do Mercosul ficarem 8% abaixo dos europeus, acompanhados de aumento súbito das importações.

Há também preocupações ambientais e sanitárias. A proibição de substâncias como o tiofanato-metilo afeta exportações de frutas cítricas, mangas e papaias. Já a Lei Antidesmatamento da UE é criticada por não considerar a rigidez da legislação ambiental brasileira, podendo impactar cadeias como carne bovina, soja, café e couro.

Competição e liberalização

Alguns segmentos nacionais, como vinhos e lácteos, podem enfrentar maior concorrência com a entrada de produtos europeus. No entanto, Santos ressalta que outros setores são altamente competitivos e terão espaço no mercado europeu.

Do lado do Mercosul, 31% das alíquotas agropecuárias serão zeradas imediatamente. Na União Europeia, 39% das linhas tarifárias terão tarifa zero já na entrada em vigor do acordo.

Benefícios práticos

Entre os ganhos previstos estão:

  • Carne bovina: cota de 99 mil toneladas com tarifa de 7,5% e eliminação da tarifa da Cota Hilton.

  • Aves: cota de 180 mil toneladas com tarifa zero.

  • Frutas: eliminação completa de tarifas para abacates, limões, melões e maçãs.

  • Arroz e mel: cotas de 60 mil e 45 mil toneladas, respectivamente, com tarifa zero. No total, cerca de 93% das linhas tarifárias da UE estarão isentas em até dez anos.

Relação comercial atual

A União Europeia é o segundo maior destino do agronegócio brasileiro, atrás da China. Em 2025, o bloco comprou US$ 25,21 bilhões em produtos agro, representando 14,9% das exportações brasileiras. Os principais itens foram café verde (US$ 7,19 bilhões), farelo de soja (US$ 4,02 bilhões) e fumo não manufaturado (US$ 1,09 bilhão).

Na comparação com 2024, as vendas ao bloco cresceram 8,6%, com destaque para café verde (+28,8%), carne bovina in natura (+89,2%), milho (+94,7%), fumo (+25,4%) e açúcar (+44,2%). A União Europeia também é o segundo maior cliente do agronegócio gaúcho, com participação de 14% nas exportações do Estado.