UE-MERCOSUL: O ACORDO E O -PACTO- DE LULA - 12.01.26

 Por Dagoberto Lima Godoy


Há décadas o acordo União Europeia–Mercosul parecia aquele trem internacional que vive anunciado, mas nunca encosta na plataforma. De repente, encostou — e, como numa dessas ironias da história que dispensam roteirista, a foto do desembarque cai no colo de Lula. Não porque ele tenha inventado o trilho (as negociações começaram em 1999), nem porque tenha sido o maquinista solitário; mas porque a locomotiva geopolítica resolveu acelerar agora, justamente no seu turno de plantão.
O empurrão veio de fora. A Europa vive um duplo aperto: de um lado, a competição chinesa corroendo fatias do comércio, sobretudo em bens industrializados; de outro, a pressão do protecionismo americano, reeditado por Trump e seus tarifaços.  A própria lógica do acordo passou a ser vendida como “diversificação” e “autonomia estratégica”  — uma globalização com colete à prova de choque.
O Conselho da UE deu sinal verde para avançar, mas ainda falta o consentimento do Parlamento Europeu e as etapas de ratificação previstas. Ou seja: não é “fim da novela”, mas é, sim, um capítulo que por 25 anos parecia proibido de existir.
Agora, é esperar as reações domésticas. A movimentação veio acompanhada de protestos de agricultores e de forte resistência em países como a França, com o repertório já conhecido: concorrência “assimétrica”, receio de importações agrícolas, cláusulas ambientais insuficientes, risco de incentivar desmatamento — e a sensação de que o campo europeu paga a conta da geopolítica urbana.
Do lado de cá, Lula já celebra o acordo como vitória do multilateralismo em tempos de protecionismo. E aqui entra o componente preferido dele: a narrativa. Em política, o mérito não raramente é menos o que se faz — e mais o que acontece durante o mandato, desde que o governante seja habilidoso o bastante para carimbar “feito em casa” no pacote que chega do mundo.
Que pacto com o destino teria esse homem? No primeiro mandato, surfou o ciclo das commodities e a maré internacional simpática aos emergentes; agora, colhe um acordo empurrado por uma Europa acuada e por uma ordem comercial em fratura. Se a história fosse romance, alguém desconfiaria de coincidência demais.
Mas o pacto — se existe — costuma cobrar juros. O mesmo acordo que abre mercado para exportadores pode pressionar segmentos industriais brasileiros diante da competição europeia. E o “sucesso geopolítico” vem com contrapartidas: governança ambiental, rastreabilidade, padrões sanitários, contenciosos. Tudo isso vira munição tanto para protecionistas europeus quanto para opositores internos. O Brasil pode ganhar muito; pode também perder, se tratar o tema como troféu retórico, e não como agenda dura de competitividade, tecnologia e produtividade.
No fim, talvez o tal “pacto” seja menos metafísico e mais banal: Lula tem um faro raro para perceber quando a maré virou — e uma vocação ainda mais rara para posar como responsável pela Lua. A Europa, pressionada, precisa de acordos. O Mercosul precisa de oxigênio comercial. E Lula… precisa da foto.


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ESCOLHIDOS A DEDO

 BANCO MASTER

Pelo andar trôpego da pobre e comprometida CARRUAGEM BRASIL, o horripilante caso -BANCO MASTER-, cujos influentes atores -CRIMINOSOS IMPUNES- exigem que a LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL imposta pelo Banco Central seja definitivamente REVERTIDA, segue alimentado por especulações de todos os tipos e tamanhos. A partir daí, pelo fato -inquestionável- de que alguns ministros do STF estão envolvidos até o pescoço, a estúpida REVERSÃO segue no radar das CAUSAS POSSÍVEIS. 


GARANTIDOR DE 100% DOS CRÉDITOS

Pois, caso essa decisão SUPREMA aconteça uma coisa -pra lá de lamentável- não está descartada: o -TESOURO NACIONAL-, órgão do Ministério da Fazenda que atua como legítimo -CAIXA DO ESTADO BRASILEIRO-, SERÁ OBRIGADO A ASSUMIR O ROMBO TOTAL DO BANCO MASTER. Para tanto seria obrigado a lançar mão dos RECURSOS ARRECADADOS COERCITIVAMENTE DOS PAGADORES DE IMPOSTOS. Ou seja, o TESOURO NACIONAL entraria no CASO como GARANTIDOR DE 100% DOS CRÉDITOS DOS DEPOSITANTES E INVESTIDORES. 

ESCOLHIDOS A DEDO

Se, por um lado, os CRIMINOSOS são muitos e estão espalhados por todos os cantos do nosso empobrecido Brasil, por outro é possível afirmar que TODOS, indistintamente, foram ESCOLHIDOS -A DEDO-, com o AVAL do presidente Lula, com o claro propósito de CUMPRIR COM O DEVER DE -ROUBAR E/OU DESTRUIR O MÁXIMO POSSÍVEL, sem precisar se preocupar com a JUSTIÇA. Em tempo: basta ver a lista de CONSELHEIROS DO BANCO MASTER, onde figurões ligadíssimos a Lula e ao PT foram DECISIVOS na EMPREITADA CRIMINOSA. 

SEM SURPRESA

A partir de notícias e/ou constatações, decididamente não pode ser visto com surpresa o FATO de que duas empresas ligadas a irmãos e a um primo do ministro do STF, Dias Toffoli, teriam como sócio, até meados de 2025, um dos vários FUNDOS DE INVESTIMENTOS associados a suspeitas de fraudes cometidas pelo BANCO MASTER. Segundo registros oficiais analisados pelo jornal Folha de S. Paulo, o fundo Arleen mantinha participação na Tayayá Administração e Participações, responsável por resort em Ribeirão Claro (PR) com histórico de participação acionária da família de Toffoli.

LEALDADE

Como se bastasse todas as evidências disponíveis, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foi ainda mais longe: publicou, ontem, 11, uma NOTA DE AGRADECIMENTO ao CONSELHEIRO DO BANCO MASTER Ricardo Lewandowski, que decidiu sair do governo na última semana, afirmando que o agora ex-ministro da Justiça possui -ADMIRÁVEL ESPÍRITO PÚBLICO E LEALDADE AOS VALORES SUPREMOS DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO-. Pode? 

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FRASE DO DIA - 13.01.2026

 O mundo continua querendo preservar uma estrutura (moral) podre!

- Luiz Gasparetto

Trump anuncia tarifas de 25% a países que negociem com o Irã

 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a imposição de tarifas de 25% sobre qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã. A medida, segundo ele, tem efeito imediato e busca intensificar a pressão sobre Teerã diante da repressão aos protestos antigovernamentais.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou: “Qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará tarifas de 25% por qualquer negócio que realize com os Estados Unidos. Esta ordem é definitiva e conclusiva.”

Impacto no Brasil

Em 2025, o Brasil registrou superávit de US$ 2,8 bilhões no comércio com o Irã, resultado de US$ 2,9 bilhões em exportações e US$ 84,6 milhões em importações. Apesar disso, a participação iraniana no comércio exterior brasileiro é considerada baixa:

  • Exportações: 0,84% do total, ocupando a 31ª posição entre os destinos.

  • Importações: 0,03% do total, em 82º lugar no ranking de fornecedores.

  • Corrente de comércio: US$ 3 bilhões.

Principais produtos

  • Exportações brasileiras ao Irã: milho não moído (67,9% do total, US$ 2 bilhões) e soja (19,3%, US$ 563,6 milhões).

  • Importações brasileiras do Irã: adubos e fertilizantes químicos (79% do total, US$ 66,8 milhões).

Autoridade eleitoral de Honduras rejeita recontagem de votos ordenada por governo

 


O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de Honduras declarou ilegal, nesta segunda-feira (12), o decreto promulgado pela presidente Xiomara Castro que determinava a recontagem dos votos das eleições presidenciais realizadas em 30 de novembro. O pleito consagrou como vencedor o empresário Nasry Asfura, apoiado por Donald Trump, com 97,8% dos votos.

Disputa política

A medida de Castro, aprovada pelo bloco governista no Congresso, ocorre a duas semanas da posse de Asfura. A presidente do CNE, Ana Paola Hall, afirmou que as diretrizes são “inconstitucionais e ilegais” e configuram tentativa de “usurpar” atribuições do órgão. Segundo ela, práticas de sabotagem justificaram a decisão de proclamar o vencedor antes da conclusão da apuração, em nome da preservação da democracia.

Contestação e denúncias

A eleição foi marcada por falhas técnicas e acusações de fraude apresentadas pelo candidato conservador Salvador Nasralla, derrotado por menos de um ponto percentual, e pela governista Rixi Moncada. O Departamento de Estado dos Estados Unidos rejeitou as acusações de Castro, e o secretário Marco Rubio se reuniu com Asfura em Washington nesta segunda-feira.

Divergências internas

Enquanto o secretário da Defesa, Rossvelt Hernández, defendeu a contagem dos votos restantes para “respeitar a soberania popular”, o chefe das Forças Armadas, Héctor Valerio, reafirmou apoio à decisão do CNE e garantiu a custódia do material eleitoral.

Acusações contra Trump

Xiomara Castro sustenta que os resultados estão “viciados em nulidade” devido à suposta interferência do presidente dos Estados Unidos, que teria ameaçado cortar a ajuda a Honduras caso Asfura não fosse eleito. Ela também criticou o indulto concedido por Trump ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão nos EUA por tráfico de drogas.

Minnesota processa governo Trump após morte em operação migratória

 


O estado de Minnesota entrou com ação contra o governo de Donald Trump nesta segunda-feira (12), em resposta às operações migratórias conduzidas pelo Departamento de Segurança Nacional. A medida foi anunciada pelo procurador-geral Keith Ellison, após a morte de Renee Nicole Good, 37 anos, baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação em Minneapolis na semana passada.

Críticas à atuação federal

Ellison afirmou que o envio de milhares de agentes federais ao estado aumentou a insegurança local. “Mal capacitados, agressivos e armados, eles chegaram às nossas comunidades”, disse. Para o procurador, a escolha de Minnesota como alvo da ofensiva representa uma violação da Constituição e da lei federal. “Isso é, em essência, uma invasão federal”, declarou.

Reação política

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também criticou a decisão do governo Trump, alegando motivação política. Segundo ele, o presidente escolheu Minnesota por ser governado por democratas. “Se o objetivo fosse apenas buscar pessoas sem documentos, haveria muito mais em estados como Flórida, Texas e Utah, todos sob controle republicano”, afirmou.

Ações semelhantes

Illinois, outro estado administrado por democratas e alvo das operações migratórias, também ingressou com ação contra o governo federal.

Eduardo Leite busca solução para impasse da Federação Gaúcha de Ginástica no CETE

 


O conflito entre a Federação de Ginástica Artística, Rítmica, Trampolim, Aeróbica e Acrobática do Rio Grande do Sul (FGRS) e a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) chegou ao Palácio Piratini. O governador Eduardo Leite afirmou que o Estado está tomando medidas para garantir apoio à modalidade e defendeu a abertura de um novo edital para regulamentar o uso dos espaços públicos.

Regularização necessária

Segundo Leite, no passado a ocupação de áreas esportivas ocorria sem contratos ou chamamento público, o que gerava problemas de gestão. “Não pode ser assim. Por isso, buscamos organizar através de editais de chamamento”, explicou.

Apoio à ginástica

O governador destacou que não há intenção de deixar a Federação desassistida, mesmo após o encerramento do edital que permitia a utilização do ginásio do CETE em dezembro. Ele anunciou que pretende se reunir com a equipe responsável nos próximos dias para acompanhar o caso de perto.

“Acredito muito na força transformadora do esporte, na autoestima e na saúde. Centenas de jovens são atendidos graças ao edital e vamos encontrar um caminho para manter esse apoio. É meu desejo que as atividades continuem no ginásio”, reforçou Leite.

Próximos passos

Diante da repercussão nas redes sociais, a Federação de Ginástica terá uma reunião com a SEL e a diretoria do CETE para definir alternativas e encaminhamentos para a continuidade das atividades.

Banco Central autoriza inspeção do TCU sobre liquidação do Banco Master

 


O Banco Central (BC) concordou em abrir seus documentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) para inspeção sobre o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (12) pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, após reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Cooperação institucional

Segundo Vital do Rêgo, o encontro teve como objetivo esclarecer dúvidas sobre a competência da Corte de Contas e alinhar procedimentos entre as duas instituições. Ele afirmou que a inspeção já está em andamento e que os documentos utilizados pelo BC na decisão de liquidação estarão disponíveis para análise.

“O Banco Central entendeu que o TCU é um colaborador. Saio profundamente feliz com o resultado da reunião”, declarou o ministro, destacando que a fiscalização busca conferir segurança jurídica e transparência ao processo.

Contexto da decisão

A reunião ocorreu após polêmica em torno da autorização inicial do relator do caso no TCU, ministro Jhonatan de Jesus, que havia determinado, de forma monocrática, uma inspeção técnica no BC. O Banco Central recorreu, alegando que a medida deveria ser deliberada pelo colegiado e que poderia extrapolar os limites do controle externo ao incidir sobre decisões técnicas de supervisão bancária.

Com o entendimento firmado nesta segunda-feira, Vital do Rêgo afastou a possibilidade de medida cautelar contra o BC e reforçou que o tribunal não pretende interferir na decisão de liquidação, apenas verificar sua regularidade. Ele lembrou que qualquer contestação sobre o mérito da liquidação só poderia ser feita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Próximos passos

Nos próximos dias, será definido um calendário de trabalho conjunto entre as áreas técnicas do TCU e do BC. A expectativa é que a inspeção seja concluída em menos de um mês.

Além de Vital do Rêgo e Gabriel Galípolo, participaram da reunião o ministro Jhonatan de Jesus e diretores do Banco Central das áreas de Fiscalização, Regulação, Supervisão de Conduta e Cidadania, além da Secretaria-Executiva da instituição.

Vídeo - Temporal provoca danos em 18 municípios do Rio Grande do Sul

 



Fonte: https://www.rsnoticias.top/2026/01/temporal-provoca-danos-em-18-municipios.html

Brasil doa aeronaves e equipamentos militares ao Paraguai e Uruguai

 


O governo federal oficializou, nesta segunda-feira (12), por meio de publicação no Diário Oficial da União, a doação de quatro aeronaves e diversos equipamentos militares ao Paraguai e ao Uruguai.

Destino dos materiais

  • Paraguai: receberá dois helicópteros Bell 412 Classic, da Polícia Federal, além de seis Viaturas Blindadas de Combate Obuseiro Autopropulsado (M108) e uma passadeira flutuante de alumínio, utilizada como ponte móvel pelo Exército.

  • Uruguai: será contemplado com dois helicópteros Bell Jet Ranger III (IH-6B), transferidos da Marinha brasileira.

Objetivo da iniciativa

As leis sancionadas — nº 15.341 e nº 15.338 — foram assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho. Elas tiveram origem em projetos encaminhados pelo Executivo ao Congresso entre 2022 e 2023 e aprovados pela Câmara em julho de 2025 e pelo Senado em dezembro.

Segundo o Palácio do Planalto, a medida busca fortalecer a cooperação diplomática e militar com os países vizinhos, além de contribuir para a modernização das forças de segurança locais. A expectativa é ampliar a capacidade de resposta a emergências e ao combate ao crime transnacional, reforçando a segurança regional.