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Grêmio vence o Caxias e conquista o hexacampeonato gaúcho na Arena
Tricolor foi superior na partida e chegou à vitória com gol de Suárez, de pênalti
Pela sexta vez consecutiva, o Rio Grande do Sul foi pintado de azul, preto e branco. Neste sábado, o Grêmio venceu o Caxias por 1 a 0, na Arena, e chegou ao seu 42° título do Gauchão na história. O gol foi marcado por Luis Suárez, de pênalti.
Como esperava, o confronto em Porto Alegre foi duro. Se enganou quem pensou que os comandados de Renato seguiam a vida facilmente. A campanha Grená não foi à toa. Muito bem postado defensivamente, o Caxias impôs muitas dificuldades. Mesmo assim, foi o Tricolor que criou as melhores chances, principalmente no primeiro tempo. Na etapa final, após revisão do VAR, o camisa 9 uruguaio definiu o confronto da marca da cal.
O Tricolor volta a campo na próxima quinta-feira, às 21h30min, para enfrentar o ABC, em Natal, na partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Depois, no domingo, estreia no Brasileirão contra o Santos, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, às 18h30min.
Tricolor cria, mas não marca
Com o apoio da Arena lotada, o Grêmio deu início a uma decisão no campo de ataque, contra o Caxias. Porém, a primeira chegada foi da equipe Grená. Aos 2, Marcelo cruzou da direita e Diego Rosa desviou de cabeça para fora. Aos 7, o Tricolor tentou chegar com mais perigo. Em boa troca de passes, Suárez recebeu dentro da área, mas ediantou demais e a bola ficou com o goleiro Bruno Ferreira.
Aos 12, Renato foi obrigado a fazer a primeira mudança na equipe. Reinaldo sentiu dores no joelho direito e foi substituído por Diogo Barbosa. Cinco minutos depois, o Grêmio quase abriu o placar. Após erro de Marlon na saída de bola, Cristaldo rolou para Suárez. Sozinho, o camisa 9 finalizou de bico e a bola, caprichosamente, beijou a trave à direita de Bruno Ferreira.

Kannemann foi fundamental para a vitória deste sábado / Foto: Mauro Schaefer
Aos 20, Suárez ganhou da marcação e deu toque de cabeça para Bitello. Dentro da área, o camisa 39 girou e finalizou em cima da marcação. A bola saiu para escanteio. Três minutos depois, Villasanti conseguiu bela jogada pela meia esquerda, trocou passe com Bitello e finalizou de dentro da área. A bola passou tirando tinta da trave esquerda de Bruno Ferreira.
A pressão gremista seguiu a todo vapor. Aos 26, após nova troca de passes, Carballo recebeu na entrada da área e finalizou para ótima defesa do goleiro do Caxias. Seis minutos depois, Cristaldo cobrou escanteio da direita e Suárez desviou de cabeça por cima do gol.
Aos 37, Cristaldo cobrou falta da meia esquerda direta para o gol. O goleiro Bruno Ferreira deu um tapa na bola e colocou para escanteio. Na última chegada da etapa inicial, aos 45, Luis Suárez tentou o chute de fora da área, mas pegou mal na bola.
Suárez resolve
A tônica partida seguiu a mesma na etapa final, com o empresário Tricolor para abrir o placar. Aos 4, após boa troca de passes, Cristaldo finalizou pela esquerda da entrada da área, e a bola passou por cima da meta de Bruno Ferreira. Três minutos depois, Bitello cobrou falta da meia esquerda com muito perigo. O goleiro de Caxias ficou estático embaixo das travessas, mas teve a sorte da bola ir para fora.
Na primeira chegada com perigo, aos 10, o Caxias quase abriu o placar. Peninha tabelou com Eron e finalizou da entrada da área para grande defesa de Adriel. Dois minutos depois, Marlon recebeu na vantagem, avançou e finalizou de perna-esquerda para fora.
Aos 14, Vina teve uma chance de marcar. Após troca de passes entre Suárez e Bitello, o camisa 11 recebeu na área e finalizou a defesa excepcional de Bruno Ferreira. Na jogada, o centroavante uruguaio foi puxado, e o VAR chamou Leandro Vuaden. Após a revisão, o árbitro marcou os débitos.
Aos 19, Suárez cobrou com perfeição para explodir a Arena. O camisa 9 bateu à meia altura no canto direito, Bruno Ferreira foi na bola, mas não conseguiu alcançar, 1 a 0. Festa dos mais de 51 mil torcedores.

Suárez mais uma vez foi decisivo / Foto: Mauro Schaefer
Com o gol sofrido, o Caxias buscou sair mais para o jogo. Aos 21, Dudu Mandai avançou pela seleção e finalizou. A bola passou à direita da meta de Adriel. Aos 25, o Pistolero quase marcou o seu segundo gol. Vina deu uma bela assistência por trânsito e Suárez completou para ótima intervenção de Bruno Ferreira.
Um minuto depois, o Caxias quase empatou o confronto em Porto Alegre. Após cobrança de falta, Fernando desviou e Adriel fez grande defesa. Na sobra, Marlon, sozinho dentro da área, finalizou muito mal e perdeu a melhor chance Grená. Aos 35, Suárez recebeu cruzamento da direita e cabeceou no meio do gol. O goleiro Bruno Ferreira fez defesa tranquila.
Renato Portaluppi aproveitou os minutos finais para fazer substituições com a intenção de garantir o resultado. Lucas Silva, Gustavinho e Bruno Uvini foram a campo nos lugares de Carballo, Bitello e Cristaldo. O Caxias, por sua vez, tentou ter uma maior presença ofensiva, mas esbarrava na própria qualidade.
Aos 54, Lucas Silva poderia ter definido o confronto. Em passe de Luis Suárez, o camisa 16 completou para o fundo das redes. Porém, o VAR, mais uma vez, chamou Leandro Vuaden, que anulou o gol por falta no jogador do Caxias na origem da jogada. Na cobrança, Marcelo acertou a barreira, e a bola saiu pela linha de fundo. Foi a última grená para tentar o empate.
Quando Leandro Vuaden apitou o final da partida, os mais de 51 mil torcedores fizeram uma festa na Arena. O sexto título consecutivo e o 42° na história. O Rio Grande do Sul foi mais uma vez pintado de azul, preto e branco.
Gauchão 2023 - Final - Jogo 2
Grêmio 1
Adriel; João Pedro, Bruno Alves, Kannemann e Reinaldo (Diogo Barbosa); Villasanti, Carballo (Lucas Silva), Cristaldo (Bruno Uvini), Bitello (Gustavinho) e Vina (Zinho); Luis Suarez. Técnico: Renato Portaluppi
Caxias 0
Bruno Ferreira; Marcelo, Dirceu (Adriel), Fernando e Dudu Mandai; Marlon (Marciel), Vini Guedes (Vinícius) e Peninha (Marcão); Diego Rosa (Yago Taborda), Jean Dias e Eron. Técnico: Thiago Carvalho.
Gol: Luis Suárez, aos 19 minutos do segundo tempo (G)
Cartões amarelos: Bruno Alves (G); Dirceu, Vini Guedes, Marlon e Diego Rosa (C);
Cartões vermelhos: Diogo Barbosa (G); Vinícius (C)
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Jorge Eduardo Bernardi (RS)
VAR: Pablo Ramon Pinheiro (RN)
Data e hora: 08/04, sábado, às 16h30
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 51.556 torcedores
Correio do Povo
Autoridades de saúde da China atacam OMS e defendem pesquisas sobre a origem do vírus da Covid
Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que Pequim deveria ter compartilhado informações genéticas há três anos
As autoridades de saúde da China defenderam sua pesquisa em busca da origem do vírus da Covid-19 e atacaram neste sábado, 8, a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois que seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que Pequim deveria ter compartilhado informações genéticas antes.
Os comentários da OMS foram "ofensivos e desrespeitosos", disse o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, Shen Hongbing. Ele acusou a OMS de "tentar difamar a China" e disse que deveria evitar ajudar outros a "politizar a Covid-19". "Como um país responsável e como cientistas, sempre compartilhamos ativamente os resultados da pesquisa com cientistas de todo o mundo", afirmou Shen em entrevista coletiva.
Tedros Ghebreyesus, da OMS, disse em 17 de março que o material genético recém-divulgado reunido em Wuhan, na China, onde os primeiros casos foram detectados no final de 2019, "deveria ter sido transmitido há três anos".
Agência Estado e Correio do Povo
Novos cortes e preparos: cadeia produtiva apresenta novas estratégias para venda de carne ovina
Ação conjunta da cadeia produtiva da ovinocultura, criadores e indústria, pretende mudar a apresentação do produto ao consumidor, incluir novos cortes, mais acessíveis, e divulgar formas de preparo além do churrasco tradicional
por Patrícia Feiten
Integrantes da cadeia produtiva da carne ovina estão desenvolvendo uma ação conjunta para o consumo da proteína no mercado do Rio Grande do Sul. A iniciativa deve incluir desde mudanças na apresentação do produto nos pontos de venda, como a oferta de cortes porcionados e mais acessíveis ao consumidor, até campanhas de conscientização para divulgar novas formas de preparo e uso da carne, que ainda é fortemente associada ao churrasco tradicional , explica o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Edemundo Gressler.
O primeiro passo nessa proposta foi dado no final de março, quando frigoríficos, terminadores, produtores, entidades de fomento, pesquisadores e técnicos se reuniram na sede da Arco , em Bagé, com o objetivo de identificar os gargalos da cadeia e construir um plano de marketing. Segundo Gressler, há um consenso, no setor, de que o mercado da carne ovina passou por mudanças nos últimos anos e os consumidores se tornaram mais exigentes em relação à qualidade e à origem da carne. “O que ficou bem claro é que precisamos fazer um trabalho de marketing para aumentar o consumo, com foco na unidade. Não é a carne de uma determinada raça: é a carne ovina”, enfatiza. No Rio Grande do Sul, são produzidos mais de 15 raças ovinas, entre as quais Texel, Ille de France e Suffolk.
Com base nos depoimentos de representantes da indústria, segundo o presidente da Arco, as discussões iniciais refletiram um reconhecimento dos avanços resultantes de investimentos em melhoramento genético das criações, que aumentaram a oferta de animais mais precoces, com até 12 meses de idade. “A ovelha tem cinco meses de gestação, e esse produto já pode estar no mercado, produzindo uma carcaça de 18 quilos a 22 kg”, afirma Gressler. Mas ainda é preciso elevar os índices de natalidade no Estado, que soma hoje um rebanho de 3 milhões de ovinos e enfrenta a concorrência da carne ovina importada do Uruguai. “O cordeiro gaúcho tem uma saída extraordinária para o centro do país, pela qualidade da nossa carne ovina. Aí entra a carne uruguaia, mais barata, e isso faz com que o nosso mercado também fique mais barato”, destaca Gressler.
Da perspectiva dos produtores, o setor hoje tem dificuldades na aceitação da oferta e pede mais agilidade na compra de ovinos já encerrados. Porém, observa Gressler, muitas plantas frigoríficas também podem abater bovinos e operar conforme a demanda. “Se o produto é pouco exigido, não têm como aumentar o abater”, diz. Para os preços, o presidente da Arco diz que a espera é de uma reação das cotações nos próximos três meses, em razão da queda sazonal de oferta verificada entre abril e junho – é nesse período que se concentra o nascimento dos cordeiros. Atualmente, o quilo do cordeiro vivo está em torno de R$ 8.
Correio do Povo
Conheça Maria Luiza Viotti, a 1ª embaixadora do Brasil nos EUA
Nome de confiança de Celso Amorim, indicado para chefiar a embaixada de Washington é lembrado pelos colegas pela habilidade na conciliação
Primeira mulher indicada para chefiar a embaixada brasileira em Washington, nos EUA, Maria Luiza Viotti já esteve, ao longo de 47 anos de carreira, na posição de pioneira outras vezes. Em uma união entre o perfil tradicional da diplomacia brasileira, que busca transitar entre posições divergentes sem necessariamente escolher um lado, com o estilo mineiro de uma diplomata nascida em Belo Horizonte, Viotti é lembrada por colegas pela habilidade na conciliação, pela prescrição e conhecimento seguido - características que a levaram a uma trajetória de destaque dentro e fora do Itamaraty
Viotti, 69 anos, é mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UNB). Fez intercâmbio para os Estados Unidos na adolescência, o que influenciou sua opção pela carreira de diplomata. Foi a única mulher de sua turma no Instituto Rio Branco, onde deu início à carreira.
Foi a primeira embaixadora à frente da missão do Brasil junto às Nações Unidas (ONU), em Nova York, onde ficou por quase seis anos, no segundo mandato de Lula e no primeiro de Dilma Rousseff, de 2007 a 2013. Dali, tornou-se- se a primeira mulher a chefiar a embaixada do Brasil em Berlim, na Alemanha, de 2013 a 2016. Agora, se confirmada pelo Senado, será a primeira a comandar um dos postos de maior importância na diplomacia. No ano passado, também chegou a ser considerado como possível chanceler no atual governo - seria, então, a primeira ministra das Relações Exteriores do Brasil, o que não aconteceu.
O profundo conhecimento sobre o sistema multilateral e sobre a Organização das Nações Unidas fez ser convidado para assumir a chefia de gabinete do secretário-geral da ONU António Guterres, carga que exerceu de 2017 a 2021, e explicitou sua influência fora do País. A defesa do multilateralismo e a discussão sobre questões climáticas, temas que o governo Lula coloca como pilares da política externa, receberam atenção especial da embaixadora ao longo da carreira.
"Sempre dizia para ela que ela deveria estar no meu lugar na ONU", afirma o embaixador Gelson Fonseca Junior, referência no estudo das relações internacionais e diretor do Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD) da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), ligado ao Itamaraty. Ele foi chefe de Viotti em 1999, quando chefiou o escritório do Brasil na ONU e a diplomata era ministra-conselheira.
Oito anos depois, ela, de fato, assumiu a posição principal na missão. "Ela tem uma coisa rara, que é uma unanimidade entre os colegas", afirmou o embaixador. Segundo Gelson Fonseca Junior, ela sabe ouvir, compreender e, com isso, dialogar para destravar pontos complicados em negócios multilaterais.
A embaixada na capital americana é o maior posto diplomático do Brasil, em tamanho, e é considerada, ao lado de Buenos Aires, o de maior conversão, pela quantidade de assuntos que passam por ali. Nos últimos três anos, a embaixada brasileira nos EUA foi comandada pelo embaixador Nestor Forster. Ele foi responsável por apresentar Olavo de Carvalho, de quem era amigo pessoal, a Ernesto Araújo e teve sua indicação patrocinada pelo ex-chanceler.
No governo Bolsonaro, Forster adotou uma aproximação com o governo Donald Trump e com lideranças da direita americana. Apesar de Forster também ser um diplomata de carreira, sua gestão ficou marcada pelo viés ideológico compartilhado entre o embaixador e o bolsonarismo.
"Há uma disposição de aproximação com os EUA. Sempre temos problemas com os americanos, sempre foi uma relação boa, mas nunca absolutamente de convergência absoluta. Então, ela tem muito o que fazer lá, tem uma longa pauta de aproximação", afirmou Gelson Fonseca Júnior.
Confiança
Viotti é um nome de confiança de Celso Amorim, principal conselheiro para assuntos internacionais de Lula e assessor especial da Presidência. Colegas que foram contemporâneos na carreira, ex-chefes e ex-chefiados ouvidos pelo Estadão afirmam, no entanto, que ela é reconhecida dentro do Itamaraty por pessoas de diferentes posicionamentos políticos.
"Fomos contemporâneos na ONU, na década de 80. Ela cuidava de temas ambientais e fez as primeiras análises de um famoso relatório de Gro Harlem Brundtland sobre meio ambiente e progresso econômico, que é base dos estudos sobre desenvolvimento sustentável", afirmou o embaixador Fernando Simas, que foi secretário-geral do Itamaraty durante o período em que Carlos França foi chanceler, na segunda metade do mandato de Bolsonaro. "Sempre muito firme em suas convicções e rigorosa na avaliação dos temas, ela é uma de nossas mais respeitadas diplomatas", disse Simas.
O tema ambiental é uma de suas pautas de interesse. Em 2019, ano de estreia de Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU, Maria Luiza Viotti esteve ao lado de Guterres ao receber o presidente brasileiro. Naquele ano, em um vídeo nas redes sociais da organização, a diplomata e chefe de gabinete do secretário-geral falou sobre a gravidade da crise climática. "Trata-se de um problema que está se tornando cada vez mais sério a cada dia", afirmou. Já o presidente brasileiro, na ocasião, rebateu as críticas internacionais pelo avanço das queimadas na Amazônia e que chamou de "espírito colonialista" das nações que colocavam em xeque a política ambiental de seu governo.
Mulheres
Uma das mais bem sucedidas mulheres diplomatas no País, Maria Luiza Viotti não tem protagonismo no movimento pela paridade de gêneros na carreira. Nos bastidores, colegas dizem ter a percepção de que ela nunca quis associar sua imagem à luta das mulheres diplomatas no Itamaraty que cobram mais espaço nos altos cargos da diplomacia, pelo fato de a embaixadora já ter rejeitado convites para falar publicamente sobre o tema.
O governo Lula promete colocar mulheres em altos cargos da carreira, mas agora o número mais alto de homens até indicado para os principais cargos tem frustrado a expectativa das diplomatas. Viotti foi a única mulher a constar na primeira leva de embaixadores anunciados, o que gerou reclamação interna.
Há nomes de outros cinco embaixadores a serem anunciados pelo Brasil - já com agrément pedido e em tramitação nos países onde elas devem exercer a carga. Serão três embaixadoras em postos na Europa (ocidental e Leste Europeu), uma na América do Sul e uma na África.
O nome de Maria Luiza Viotti foi encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Senado no último dia 21, junto de uma lista de embaixadores indicados para alguns dos principais postos do Brasil no exterior. Ainda não há data para a sabatina a ser feita pelos senadores que compõem a Comissão de Relações Exteriores. Em seguida, o nome deve ser submetido ao plenário do Senado.
Agência Estado e Correio do Povo
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Após assumir o comando do PSDB, Eduardo Leite enfrenta a 1ª crise com tucanos
Políticos ligados aos ex-governadores João Doria e Rodrigo Garcia avaliam que o chefe do executivo gaúcho quer importar seus aliados nas diretorias estaduais
Após assumir em janeiro a presidência nacional do PSDB, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já enfrentou sua primeira crise interna, que pode acabar na Justiça.
Tucanos paulistas ligados aos ex-governadores João Doria e Rodrigo Garcia, que ainda comandam o diretório estadual da sigla, se insurgiram contra as mudanças promovidas no comando nacional do partido e avaliaram que o chefe do executivo gaúcho quer importar seus aliados nos diretórios estaduais.
Para que Leite assuma o comando do PSDB, foi preciso fazer uma manobra política, já que a obrigatoriedade da tucana executiva terminaria em maio. O governador assumiu primeiro o cargo de vice-presidente. Em seguida, a maioria da executiva renunciou aos seus cargos e elegeu Leite, que então indicou um novo grupo para formar a cúpula, no qual os paulistas ligados aos ex-governadores são minoria.
Ex-integrante da executiva, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, vem cobrando desde janeiro o registro da ata da reunião. "O partido vive uma ilegalidade, uma imoralidade. O Eduardo Leite comanda o PSDB com uma comissão golpista", disse Morando.
Ao Estadão, o partido informou que a ata foi entregue ao cartório na segunda-feira, 3.
O prefeito cogita acionar a Justiça comum para questionar a reunião que formalizou a escolha de Leite. Em reserva, outros tucanos paulistas ouvidos pela reportagem também dizem que há um movimento para substituir o comando do PSDB estadual.
Procurado, o governador Eduardo Leite minimizou a crise interna e disse que todos os governadores, parlamentares e lideranças do PSDB foram ouvidos para a formação do novo executivo.
"Lamento essa declaração. Todos participaram (da escolha) da nova executiva. Assumi a presidência do PSDB após um apelo que eu fiz. Sobre ata, esse é um procedimento burocrático que o partido está tomando conta", afirmou. O governador sinalizou que as convenções municipais serão em setembro, as estaduais em outubro e a recomendação nacional em dezembro.
Aliado de Leite, o prefeito de Santo André, Paulo Serra, assumiu a tesouraria nacional do PSDB e tornou-se o braço direito do governador em São Paulo e na máquina partidária. "No futebol existe uma regra: um dia você perde, no outro você ganha. O que não pode é furar a bola para ninguém jogar", disse o prefeito ao Estadão em resposta a Orlando Morando.
Na eleição do ano passado o PSDB desistiu: elegeu apenas 18 deputados contra 29 em 2018, o que assistiu drasticamente o repasse do Fundo Partidário. Até 2022 o PSDB recebia R$ 4,5 milhões, agora recebe R$ 1,7 milhões.
Agência Estado e Correio do Povo
Vídeo: Confira a festa do Grêmio no hexacampeonato do Gauchão
Suárez fez 1 a 0 e garantiu o título ao Tricolor
Após a apito final de Leandro Vuaden, o Grêmio pôde comemorar o hexacampeonato no Gauchão com uma vitória de 1 a 0 sobre o Caxias, na Arena. O triunfo foi conquistado graças ao gol de Luis Suárez, que de pênalti balançou as redes e levou milhares de gremistas ao delírio.
Correio do Povo
Após assassinatos em Blumenau, Dino vai se encontrar com big techs para falar sobre regulação
Em entrevista à Record TV, o ministro da Justiça e Segurança Pública falou sobre as medidas para prevenir ataques nas escolas
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), disse que vai se encontrar, nesta segunda-feira (10) com representantes de big techs para debater a autorregulação das plataformas digitais. A intenção é evitar ataques criminosos como o ocorrido em uma creche particular em Blumenau (SC), que deixou quatro crianças mortas. Ele considerou as ações do governo para evitar casos semelhantes em entrevista à Record TV neste sábado (8).
Segundo Dino, esses crimes são planejados principalmente na internet, tanto que o governo federal pretende publicar normas para que as plataformas digitais façam o filtro do conteúdo publicado. "Queremos que o dever de dessas plataformas seja ampliado. Já há o trabalho deles em relação [ao combate] à pedofilia, e queremos que isso se estenda às violências múltiplas contra as comunidades escolares. Nos últimos dias, identificamos mais de 80 perfis dedicados à apologia de crimes contra escolas, e isso mostra urgência", alertou.
O ministro lembrou que já existem debates sobre o tema no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a regulação das redes, e que o Marco Civil da Internet também prevê monitoramento. "A reunião de segunda-feira visa propor esse debate para as plataformas fortalecerem seu monitoramento e moderação de conteúdo, e no MJ [Ministério da Justiça e Segurança Pública] vamos adotar normas até que Congresso e STF decidam sobre o tema.
"Infelizmente [ataques como o de Santa Catarina], têm uma raiz na difusão, sobretudo na internet, mas não só, de discursos de ódio, uma cultura de violência em vários âmbitos da sociedade. E temos agora uma emergência, na medida em que isso migrou para o ambiente escolar", afirmou o ministro. "É um fenômeno profundo, grave e estamos empreendendo ações urgentes e um debate mais sólido de como resolver isso de maneira duradoura", completou.
Canal de denúncias
O Ministério da Justiça e Segurança Pública criou um canal para receber ameaças de ameaças e ataques contra as escolas. Clique aqui para acessar.
A medida faz parte de um pacote de ações de prevenção criado pelo governo federal após os assassinatos em Blumenau. A identidade dos denunciantes é preservada e as informações, mantidas sob sigilo. A ação faz parte da Operação Escola Segura e terá o apoio da equipe do CiberLab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, na análise das informações.
Dino destacou que o canal está disponível para a colaboração das comunidades escolares e de toda a sociedade. "É uma forma de todos poderem nos ajudar a não monitorar essas ameaças. adotar esse apelo a todas as famílias brasileiras. porque isso vai servir para as equipes aguardando", disse.
A intenção é garantir que a Polícia Federal e as polícias locais possam agir com mais velocidade e evitar novos ataques às escolas. "Temos uma equipe dedicada a isso. São mais de 50 aguardando aguardando para esse monitoramento digital, e temos também a Direção de Crimes Digitais da Polícia Federal. Há sinergia entre equipes federais e estaduais. Temos em rede todas as delegacias de crimes cibernéticos das polícias ", disse.
R7 e Correio do Povo
