Tembici recebe financiamento de R$ 160 milhões do BNDES

 #JPBusiness | Tembici recebe financiamento de R$ 160 milhões do BNDES; startup das bikes ampliará fábricas no Amazonas e em Minas Gerais




Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=3290848647843199

Mortes por terremoto em Turquia e Síria passam de 33.000

 

Testes rápidos para malária são distribuídos em terras yanomami

 


Mesmo pacientes assintomáticos serão testados

Seis mil testes rápidos para detecção de malária estão sendo distribuídos a comunidades do território yanomami. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), por meio de nota à imprensa.

De acordo com o ministério, os testes serão distribuídos inicialmente para seis áreas do território indígena: Auaris, Surucucu, Missão Catrimani, Maloca Paapiú, Kataroa e Waphuta. Os exames deverão ser usados em toda a população desses territórios, durante uma ação de agentes de saúde. Mesmo pacientes assintomáticos serão testados.

O plano foi elaborado pelo Centro de Operações de Emergência (COE) Yanomami, devido à importância de se diagnosticar rapidamente os casos de contaminação.

Em visita recente à Missão Catrimani, o Secretário de Saúde Indígena (Sesai), Ricardo Weibe Tapeba, destacou que as equipes de saúde “são bem engajadas no território todo, mas relatam a falta de lâminas para os testes e monitoramento da malária, por exemplo. E a doença é uma grande demanda da região".

Agência Brasil

Ar Condicionado Split Hi Wall Electrolux Ecoturbo 12000 BTU/h Quente e Frio VI12R/VE12R 220 Volts

 


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Quando está muito quente nada melhor do que entrar numa sala com ar fresquinho, não é? O Ar Condicionado VI12R/VE12R garante um clima agradável em qualquer lugar. Até mesmo naquela parte mais quente do escritório. Com a função Siga-me, a temperatura desejada será mantida onde o controle remoto estiver.




E para também não morrer de frio, é só contar com a Função ECO. Uma vez, acionada ela faz com que o ar condicionado se adeque a temperatura do ambiente. Assim evita um gasto desnecessário de energia, deixando a conta de luz bem menos assustadora.




Design ergonômico:


Mais leve e fácil de transportar, é compacto e permite uma instalação simples e sem complicações.




Completo para a sua necessidade:


Ciclo quente/frio, que se adapta às condições do local e deixa o ambiente como você quiser!




Perfeito para locais menores:


Se o ambiente possui menor espaço útil, não se preocupe: o condicionador de ar é composto por uma unidade externa com saída de ar vertical. O seu chassi inoxidável fica responsável por proteger o componente externo contra chuvas e ventos fortes.




Classificação energética A:


Eficiência e economia de energia garantidos durante o funcionamento do seu aparelho.




Ecologicamente correto:


Funciona através de gás ecológico R41a, que não agride a camada de ozônio.




Funções inteligentes:


Economizando energia também durante o seu sono, a função ECO adéqua o ar condicionado Electrolux de acordo com a variação da temperatura do ambiente.


A função Siga-me possui sensor no controle remoto, que permite que a temperatura que você deseja seja mantida onde o controle estiver localizado.


Já a função Auto-Limpeza é a responsável por evitar a proliferação de odores e de mofo, garantindo um ar mais saudável para você e sua família.




Sistema de filtragem altamente eficaz:


Sistema Ultra Filter, que retém até 99,9% das bactérias Escerichia Coli e Staphylococcus Aureus.




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Militares trabalham durante a noite para reformar pista em TI Yanomami

 


Aeródromo de Surucuru é principal rota de acesso aéreo ao território

Militares do 6º Batalhão de Engenharia e Construção (6º BEC) do Exército trabalham até durante a noite para tapar os buracos e concluir a reforma da pista do aeródromo de Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami. A reforma é crucial para que a pista, com extensão de 1.100 metros, possa permitir o pouso de aeronaves de carga. 

"Essa pista vai viabilizar o trabalho de ação humanitária aos Yanomami. Os aviões de carga ainda não conseguem pousar por conta desses buracos. Nossa grande dificuldade é trazer materiais mais pesados para cá, inclusive maquinários", explica o sargento Fragoso.

A reportagem da Agência Brasil acompanhou de perto o trabalho na última sexta-feira (10). São dois turnos: durante a manhã, quando normalmente o tempo ainda está nublado e as aeronaves menores não conseguem pousar, e à noite. Na parte da tarde, a pista tem prioridade para receber aviões que trazem mantimentos e removem pacientes para Boa Vista.

A reforma é um pouco lenta justamente pela falta de equipamentos mais apropriados, como máquinas de recapeamento, por exemplo. E mesmo o transporte de massa asfáltica em grande quantidade em aeronaves pequenas fica comprometido devido ao peso. 

No trabalho, os militares usam pás, picaretas e terra. A faixa central da pista já foi praticamente toda reformada, mas técnicos avaliaram que os acostamentos também precisam de recuperação. O governo pretende chegar ao local com aeronaves de carga, como o C-105 da Força Aérea Brasileira (FAB) ou até mesmo o KC-390.

Surucucu (RR), 10/02/2023 - Aeronaves da Força Aérea Brasileira no aeroporto de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Manutenção da pista do aeroporto de Surucucu na Terra Indígena Yanomami  - Fernando Frazão/Agência Brasil

Sem prazo

Ainda sem prazo de conclusão, a reforma da pista vai permitir a futura instalação de um hospital de campanha no polo base, que atenderá casos de média complexidade entre os indígenas, reduzindo o volume de deslocamentos aéreos para Boa Vista. Além disso, o governo pretende suprir o abastecimento de água perfurando poços artesianos e construindo cisternas, o que também depende de deslocamento de maquinário adequado para as obras.

Além de dispor uma pista asfaltada para pousos e decolagens, o polo base de Surucucu abriga o 4º Pelotão de Fronteira (PEF) do Exército Brasileiro. Por ali, a única forma de acesso entre diversas comunidades é exclusivamente por via área. O aeródromo fica a quase 300 km Boa Vista em pouco mais de 1h de voo sobre a floresta densa. 

Agência Brasil

Curso orienta educadores sobre como levar a natureza para as escolas

 


Extensão universitária é gratuita e tem duração de 40 horas

Os educadores que querem levar a natureza para dentro de seus colégios contam, agora, com um curso de formação on-line e gratuito destinado a professoras e professores da educação infantil, ensino fundamental I e educadores do contexto não formal.

A ideia é que os professores incentivem seus alunos a criar, dentro da escola, canteiros, jardins e hortas com o intuito de transformar os jovens em agentes de mudança para um mundo sustentável.

Com a formação adequada e certificada como curso de extensão universitária, os educadores poderão replicar o conceito das TiNis – Terra das Crianças, que nada mais são que pedaços de terra que proporcionam contato com a natureza, desenvolvendo nas crianças e adolescentes empatia por todas as formas de vida.

“Proporciona a oferta de espaços mais verdes e desafiadores, com rotinas escolares que incentivam o movimento, o tempo, o espaço e a aprendizagem ao ar livre", explica a coordenadora de TiNis no Brasil, Thaís Chita.

A iniciativa é do Instituto Alana, organização da sociedade civil que promove ações voltadas à formação de crianças, em correalização com o Instituto Singularidades, referência nacional para a formação inicial e continuada de professores. A certificação é do Instituto Singularidades e a formação é realizada em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Plataforma Conviva Educação.

"Além disso, contribuem para a criação de pátios escolares naturalizados e de sistemas de áreas verdes da cidade. As TiNis ainda contribuem efetivamente com merenda escolar mais saudável e colabora para a construção de uma cultura que reconhece as crianças como agentes de transformação”, conta Thaís.

Para as cidades, completa a coordenadora, as TiNis contribuem com os sistemas de áreas verdes e para o conforto térmico, verdejando e embelezando o espaço, para criação de microclima e habitats e para um ar mais limpo.

“São espaços para que elas expressem sua autonomia e protagonismo, transformando o ambiente que frequentam, brincando e aprendendo com a Natureza em uma troca constante que gera benefícios para a própria criança, para sua comunidade e para a Natureza. Sugerimos o tamanho de meio metro quadrado de terra ou três vasos”, diz a coordenadora.

Thaís conta que o conceito de TiNis é recente e foi desenvolvido pelo peruano Joaquín Leguía. A ideia já está presente em países como Equador, Bolívia, Costa Rica, Indonésia e Japão. Chegou ao Brasil em 2021, em uma parceria entre o Instituto Alana e Gisele Bündchen, e já se espalhou por mais de 200 casas e escolas do nosso país.

O curso

O curso online tem duração de 40 horas e oferece aos educadores acesso a práticas de centramento, videoaulas, apostilas, vídeos e materiais de aprofundamento, entrevistas com convidados especiais e atividades práticas. O curso será dividido em quatro módulos.

No cronograma de aulas, os educadores vão conhecer mais sobre o que são TiNis, seus conceitos e seu potencial educativo; a necessidade de formar vínculos afetivos com a natureza, o conceito da “criação recíproca” e a noção de interdependência.

No curso, os professores também vão saber mais sobre o protagonismo infantil na criação das TiNis, sobre o papel e a contribuição do educador para fomentar uma relação saudável entre a criança e a natureza, sobre como engajar os estudantes com as TiNis e, também, técnicas básicas de plantio e de manejo.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas pelo site e o início do curso é imediato, não sendo necessário esperar para formar um turma.

Para se inscrever, o professor deve seguir o passo a passo como se fosse efetuar a compra do curso pelo site. No entanto, por ser gratuito, o custo do curso aparecerá como R$ 0,00 (zero reais). Para mais informações, basta enviar um e-mail para: suportetecnico@singularidades.com.br

Exemplos de TiNis

Em pouco menos de dois anos, a iniciativa já engajou cerca de mil educadores no Brasil, com exemplos bem-sucedidos em Jundiaí e São Paulo (SP), Macaíba (RN) e Benevides (PA).

O Colégio Paulo Freire de Jundiaí foi o primeiro a ter uma coordenadora de TiNis. Karina Mitiko completou a formação em 2021 e implantou o TiNi para Ser na instituição com a contribuições de outras professoras e famílias.

A escola incorporou o projeto no planejamento pedagógico e vai incluir TiNis no currículo para 2023, com envolvimento de todos os alunos (da educação infantil ao fundamental II).

A Escola do Sesc em Macaíba implantou a TiNi Tempo de Semear. Além de plantar com seus alunos, a professora Josefa Lucila Felix Moreira já criou músicas, mandalas e envolveu as famílias na aventura de semear e colher.

No Pará, a Rede Municipal de Educação em Benevides implantou a TiNi Caminho do Girassol e a TiNi Doce Encanto. Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, a iniciativa envolveu 90 gestores e coordenadores, além de 35 educadores.

Agência Brasil

Bombeiros encontram corpos que podem ser de naufrágio no Rio de Janeiro

 Cadáveres estavam próximos à Ponte Rio-Niterói


Dois corpos foram encontrados hoje (12) na Baía de Guanabara, próximos da Ponte Rio-Niterói. O Corpo de Bombeiros foi avisado da ocorrência por pescadores que circulavam pelo local. Os cadáveres são de um homem e de uma mulher, e foram levados para o Instituto Médico Legal para perícia.

Familiares dos dois desaparecidos no naufrágio da traineira Caiçara foram chamados para identificar se os corpos são de Fábio Dantas Soares, de 46 anos, e de Isabel Cristina de Souza Borges, de 38. O naufrágio ocorreu no último domingo (5), na altura das ilhas do Governador e de Paquetá, com 14 pessoas a bordo. Seis sobreviveram, seis morreram e dois ainda estão desaparecidos.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que abriu um inquérito para apurar as causas do afundamento da traineira. Sobreviventes vão ser ouvidos, e a polícia vai apurar se houve negligência, imperícia ou imprudência do condutor da embarcação, identificado como Marcos Paulo da Silva.

Agência Brasil

Ar Condicionado Split Hi Wall Inverter LG Dual Compact 9000 BTU/h Frio S4NQ09WA5AC.EB2GAMZ - 220 Volts

 




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Com um sistema de ventilação de alta precisão, o LG Dual Inverter Compact oferece um menor nível de ruído, sendo mais silencioso que uma biblioteca.


O balanceamento do rotor duplo presente no Compressor LG DUAL Inverter garante maior estabilidade e reduz a vibração,


Proporcionando uma economia de até 60% de energia e refrigeração até 30% mais rápida, através de um controle mais amplo da velocidade.


Graças ao controle mais amplo de velocidade do compressor, o LG DUAL Inverter atinge a temperatura desejada até 30% mais rápido e a mantém estável,


sem a flutuação que ocorre em um modelo convencional, não Inverter.


Com redução de velocidade, o DUAL Inverter reduz o número de partidas do compressor, economizando até 60% de energia, comparado com um modelo convencional não inverter.


Dual Inverter Compressor:


Com um sistema de ventilação de alta precisão, o LG DUAL Inverter oferece um menor nível de ruído.


Serpentina de Cobre:


As aletas com acabamento Gold Fin proporcionam maior resistência a corrosão e estendem a vida útil do produto.


Comfort Sleep:


A função Comfort Sleep assegura o conforto térmico do ambiente durante o período de sono, permitindo o ajuste de 4 diferentes funções automáticas em um clique.


6 opções de posicionamento da vane:


Configure a vane em até 6 posições pré-definidas para ajustar a direção ideal do jato de ar.


Auto Cleaning:


A função Auto Cleaning impede a formação de bactérias e mofo no interior do ar condicionado, proporcionando um ambiente mais confortável e agradável.


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Avião da FAB chega com brasileiros e turcos sobreviventes do terremoto

 


No total, são 17 pessoas, sendo quatro crianças e 13 adultos

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que o governo federal usou para levar ajuda humanitária à Turquia regressou hoje (12) ao Brasil. A aeronave trouxe  a bordo 17 pessoas que sobreviveram ao terremoto que atingiu parte da Turquia e da Síria na última segunda-feira (6).

Quatro crianças integram o grupo de nove brasileiros e oito estrangeiros que desembarcou nesta madrugada na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. A repatriação dos brasileiros foi coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que aproveitou o voo de volta do KC-30 da FAB.

Equipe de resgate

Logo após os fortes tremores de terra que chegaram a atingir 7,8 na escala Richter, o governo brasileiro acionou a Aeronáutica para que levasse à Turquia uma equipe de brasileiros especializados em resgate urbano e socorro a vítimas de desastres naturais.

Os 42 profissionais brasileiros, incluindo bombeiros, agentes de saúde e da Defesa Civil, chegaram à capital turca, Ancara, na noite da última quarta-feira (9). Eles devem permanecer por ao menos duas semanas no país prestando apoio humanitário à população que, além das consequências do terremoto, enfrenta um inverno rigoroso, com temperaturas abaixo de zero.

Desespero e correria

Segundo a FAB, o resgate das 17 pessoas trazidas ao Brasil contou com a ajuda de outros cidadãos que permanecem na Turquia, incluindo brasileiros. Ainda de acordo com a Aeronáutica, entre os nove brasileiros, há uma mulher, grávida, identificada como Fernanda Lima.

“Quando eu entendi que aquela situação não era habitual, comecei a gritar para meu marido e meu filho acordarem. Então, arranquei o meu filho do berço, dei na mão do meu marido e falei: corre, que isso é um terremoto. Salva a vida dele! Me deixa, vai na frente com ele! E foi só o tempo da gente sair de casa. Quando saímos de casa, nós a vimos desabar. Perdemos tudo”, relatou Fernanda aos militares da FAB.

O professor Guilherme Brito, de 22 anos de idade, também integra a lista de brasileiros repatriados. Entrevistado por uma equipe da TV Brasil que viajou a Ancara a convite da FAB, Brito contou que tinha acabado de chegar à cidade de Adana para participar de um intercâmbio estudantil quando foi surpreendido pelo terremoto que, segundo fontes dos governos turcos e sírio, já matou ao menos 33 mil pessoas.

“Eu tinha acabado de chegar. Estava bem cansado, mas muito feliz. Jantei, fui dormir e, por volta de 4h da manhã, senti tudo tremer”, contou Brito. Segundo o estudante, pouco depois, houve um segundo tremor, ainda mais forte, que o fez correr para a rua. Brito lembra de, ao chegar na rua, olhar e ver ao menos três prédios próximos caídos e muitos outros com rachaduras graves. Além disso, segundo ele, fazia muito frio, o que pode ter causado a morte de muitas pessoas presas em meio aos escombros. Segundo Brito, os termômetros marcavam em torno de 3 graus Celsius (°C), mas a sensação térmica era de -1°C.

“Começamos a andar pelas ruas com um amigo turco, e ele nos alertou para que não andássemos por ali porque havia risco de demolir, de cair. Acabei decidindo não ficar [na Turquia] justamente por isso. Minha ideia era ajudar, mas percebi que aquela zona ainda era de risco, embora não fosse uma área tão afetada. O medo começou a tomar conta”, disse Brito sobre porque decidiu pedir ajuda das autoridades diplomáticas para deixar o país.

Agência Brasil

Rubem Confete, o Griô do Samba, é memória viva do carnaval carioca

 


Agência Brasil entrevistou radialista que conviveu com ícones do samba

No mês em que a alegria toma conta das ruas por causa do carnaval, a Agência Brasil publica a série de entrevistas Patrimônios do Carnaval, com personalidades que expressam a história, a cultura e o espírito da festa que mobiliza comunidades de Norte a Sul do país. Neste domingo (11), a entrevista é com o carioca Rubem Confete.

Na cultura africana, griô (ou griot) é aquele que mantém viva a memória do grupo, que conta as histórias e mitos daquele povo. É exatamente esse o papel que o radialista Rubem Confete tem em relação à comunidade do samba e ao carnaval carioca.

Rio de Janeiro, 09/02/2023 - Rubem Confete, compositor, jornalista, roteirista, teatrólogo, radialista, cantor, ativista e estudioso das questões afrobrasileiras; no Armazém do Senado, na Lapa, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.
Rubem Confete também é um estudioso das questões afrobrasileiras  - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Não à toa, recebeu a alcunha de Griô do Samba. Aos 86 anos, conviveu com pessoas como Pixinguinha, Dona Ivone Lara, Jamelão, Xangô da Mangueira e Candeia, de quem ouviu vários relatos. Mas também viveu suas próprias histórias, que se confundem com a história do Rio de Janeiro e da mais famosa festa cultural do país.

Sua memória não deixa lembrar exatamente quando o samba entrou em sua vida, mas parece que o ritmo esteve com ele desde o nascimento, na rua Dona Clara, em Madureira, na zona norte da cidade do Rio, em 7 de dezembro de 1936.

Confete viu nascer a tradicional Império Serrano; brincou no carnaval de rua de Madureira entre as décadas de 1940 e 1950; e participou de desfiles na Rio Branco, na década de 1960, quando as escolas de samba só contavam com um carro alegórico e não reuniam nem 500 pessoas na avenida.

Ele também vivenciou a transformação do carnaval carioca de uma singela festa popular no "Maior Show da Terra" - expressão que ele tira do refrão do consagrado samba É hoje (Didi e Mestrinho) - a participar de coberturas por veículos como a Rádio Continental, a Rádio Nacional e a TV Globo.

Como compositor, nunca teve a satisfação de assinar um samba-enredo em um desfile de carnaval carioca, mas criou algumas canções de relativo sucesso, como Pagode do Exorcista, que foi primeiro gravado pelo parceiro Nei Lopes, em 1974, e regravado no mesmo ano por Wilson Simonal em seu disco Dimensão 75.

No ano seguinte, foi a vez de Xangô é de Baê, uma parceria com João Donato e Sidney da Conceição, gravado inicialmente por João Donato e depois regravado por Caetano Veloso e também por Joyce Moreno.

Rio de Janeiro, 09/02/2023 - Rubem Confete, compositor, jornalista, roteirista, teatrólogo, radialista, cantor, ativista e estudioso das questões afrobrasileiras; no Armazém do Senado, na Lapa, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.
Rubem Confete no Armazém do Senado, na Lapa, centro da cidade. - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Confete é também uma referência na cultura afro-brasileira, tendo participado da criação da escola de samba Quilombo, com Candeia, e do Centro Cultural Pequena África, que funciona na zona portuária carioca.

A reportagem da Agência Brasil conversou com o Griô do Samba. Confira a entrevista:

Agência Brasil: Como você foi parar no samba?
Rubem Confete: Na rua onde eu nasci tinha um bloco chamado Unidos de Dona Clara. Aliás, nesse bloco também saía a nossa querida Vilma Nascimento, o Cisne da Passarela, porta-bandeira. E eu via a participação da minha prima Juraci, lá no comecinho do Império Serrano. Eu tinha 11, 12 anos. Via meu primo Aniceto de Menezes, o Aniceto do Império [fundador da escola de samba]. E eu, criança, adolescente, gostava muito de carnaval. Pegava um terno velho do papai e ia lá pro centro de Madureira, onde é hoje a avenida Edgard Romero, para um carnaval de rua, com blocos.

A primeira vez que eu fui a uma escola de samba, foi na Paz e Amor, em Bento Ribeiro. Eu devia ter uns 15 anos. Era uma sala. O seu Galdino, mestre-sala, dançando, os compositores cantando. Depois eu fui no Independente da Serra, fundada pelo sogro da dona Ivone Lara [Alfredo Costa]. Aí eu fui já na condição de poeta. Eu fazia lá umas letras e o Ernani Monteiro musicava. Eu conheci a dona Ivone naquela época, em 1954, 1955. Mas a escola não prosperou. Chegava um cara, dava dois tiros pro alto e acabava o samba. Depois eu descobri que aquela escola não podia vingar, porque quando foi fundado o Império Serrano, em 1947, foi acordado que a escola de samba que melhor se colocasse seria a escola de samba do local. Mas era um negócio muito pequeno. Escola de samba saía com 30, 40 pessoas. Quando saía com 100 pessoas, era um absurdo. Éramos um tanto quanto marginalizados. Para você oficializar uma escola de samba, você tinha que ir a uma delegacia local. Era assim que funcionava.

Rio de Janeiro - O radialista Rubem Confete foi o homenageado da escola Golfinhos do Rio de Janeiro, no desfile das Escolas de Samba Mirins na Sapucaí ( Tânia Rêgo/Agência Brasil )
O Griô do samba foi o homenageado da escola Golfinhos do Rio de Janeiro, em 2018, no desfile das Escolas de Samba Mirins na Sapucaí - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Agência Brasil: Mas mesmo sendo de Madureira, reduto do Império Serrano e da Portela, você acabou indo parar na Mangueira. Como isso aconteceu?
Rubem Confete: Eu tinha um pouco receio de escola de samba, porque era um pessoal todo elegante. Eu não tinha esse poder aquisitivo, então eu ficava meio arredio. Eu era muito de frequentar bailes. E tinha um baile nas quartas-feiras no Clube Carioca, que era no Estácio. Eu estava lá dançando e chegou por lá o diretor de harmonia Xangô da Mangueira, junto com o Galego e o Zambeta. Eles me convidaram pra sair na Mangueira. A Mangueira ensaiava na Cerâmica, numa quadra do lado de uma fábrica de cerâmica, na rua Visconde de Niterói. O Ibrahim Sued, cronista social famoso, resolveu levar umas socialites para lá, inclusive a [então] primeira-dama Maria Teresa Goulart. Não tinha banheiros, então alugaram dois barracos, deram um jeito, criaram um mictório pra homens e também um sanitário pra mulheres. Era precário mesmo. Daí eu desfilei na Mangueira. Foi o último desfile das escolas no sentido da Presidente Wilson, entrava na Rio Branco, na Cinelândia e dispersava na Almirante Barroso. Isso foi em 62. Eu dei lá um passo, fiz uma firula. Fui até fotografado pelo Walter Firmo.

As escolas de samba eram pequenas. Tinha só um carro alegórico, que representava o enredo da escola. Era uma luta pra chegar no local do desfile. Saíam empurrando aquilo desde a Mangueira. Acho que, se tivessem 300 a 400 pessoas, era muito. Mas tinha bateria, ala das baianas, mestre-sala e porta-bandeira e algumas escolas já começavam a ter algumas alas. Um dia, seu Natalino José Nascimento, o Natal da Portela, chegou pra mim e falou: “pois é. Não sei como você foi parar naquela escola”.

Agência Brasil: Nesses primeiros desfiles, você saiu como passista. Mas você chegou a ter algum samba seu na avenida?
Rubem Confete: Eu tive um bom samba no Império da Tijuca, com o Délcio Carvalho, mas eu não entendia de política, então fomos cortados.

Agência Brasil: Mas já tinha disputa de samba-enredo naquela época?
Rubem Confete: Eles tinham as disputas deles lá. Tinha escola que não tinha disputa, já chegavam com o samba pronto. Na Mangueira, os compositores ouviam os sambas um do outro e escolhiam um deles. Quem decidia eram os próprios compositores. Era algo muito democrático.

Rio de Janeiro, 09/02/2023 - Rubem Confete, compositor, jornalista, roteirista, teatrólogo, radialista, cantor, ativista e estudioso das questões afrobrasileiras; no Armazém do Senado, na Lapa, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.
Confete vivenciou a transformação do carnaval carioca de uma festa popular ao maior show da terra Tânia Rêgo/Agência Brasil

Agência Brasil: Você teve algumas composições que foram bem-sucedidas. Como foi sua experiência como compositor?
Rubem Confete: Eu fiz algumas composições, mas nunca me interessei muito, por causa de sociedade arrecadadora, de editores. Pro sambista, era muito difícil. O Silas de Oliveira, do Império Serrano, autor de Aquarela Brasileira e outros sucessos, saiu pelas ruas da cidade, percorrendo editoras, gravadoras, para buscar 500 cruzeiros pra comprar os cadernos de escola dos filhos. Todos disseram não. Quando o Silas faleceu, uma editora musical mandou uma coroa de flores bonita, no valor de 700 cruzeiros. Então, era muito difícil.

Assisti a muita humilhação de compositores. Isso me afastou muito desse negócio de compor. Eu tinha muito receio das gravadoras. Eu tinha uma coluna de música popular no [jornal] A Tribuna da Imprensa. Eu vivia dentro de gravadoras. Eu ouvia o que eles falavam de sambistas. Era um preconceito tremendo. Pensei: “não vou ficar nisso, não”.

Agência Brasil: Como foi que o senhor chegou ao João Donato e compôs Xangô é de Baê?
Rubem Confete: O Adelzon [Alves] ia produzir um disco com letras minhas e música do João Donato. Mas o Adelzon abandonou o disco. Então só ficou aquela mostra [uma música]. Mas as 12 letras [do disco do João Donato] seriam minhas e eu estaria em outro patamar agora [risos].

Agência Brasil: Teve também o Pagode do Exorcista, que foi regravada pelo Wilson Simonal...
Rubem Confete: O Pagode do Exorcista foi uma brincadeira minha com o Nei Lopes do tempo do filme do Exorcista. Eu até ganhei uma graninha. Eu tava com um sapato furado e deu pra comprar um tênis [risos]. Você ganhava um advance [dinheiro oferecido na hora do contrato] e depois não via mais nada. Tem execução, vendagem de disco, mas você não participava de nada.

Xangô é de Baê [gravada por Caetano Veloso] a Joyce também gravou lá pro Japão. De vez em quando pinga um dinheirinho. Rende pouco, mas ainda rende. O compositor tinha que viver de produção. Tinha que produzir muito.

Agência Brasil: O que o carnaval representa hoje pra você?
Rubem Confete: O carnaval hoje pra mim é apenas uma grande saudade, um encontro com os amigos. Aliás, a maioria se foi. Quase que todos [os amigos] se foram. [No último carnaval, de 2022], o Império da Tijuca, que desfilou no grupo de Ouro [o grupo de acesso] prestou uma homenagem ao Grêmio Recreativo Escola de Samba Quilombo, do Candeia. O Candeia me colocou como presidente da ala dos compositores e eu era mestre-sala. Então eu desfilei no Império da Tijuca por causa dessa homenagem. E desfilei no Salgueiro, lá no último carro, lá em cima, em um carnaval que falava sobre “resistência”.

Agora só desfilo quando sou convidado. Este ano, não fui convidado, mas no carnaval de 2024, vou estar na Intendente Magalhães. Porque sou presidente de honra de uma escola que está surgindo, América Samba e Paixão. Eu vou ser o presidente de honra e o [tema do] enredo.

Agência Brasil