Pequena vila na região do Paredão é rota de fuga de garimpeiros em RR

 


Local é ponto de parada entre o rio Uraricoera e Boa Vista

Com casas simples, ruas poeirentas, alguns poucos estabelecimentos comerciais e igrejas, e localizada a duas horas de carro de Boa Vista, Vila Reislândia é um dos principais pontos de parada dos garimpeiros que deixam os locais de mineração ilegal de ouro na região do rio Uraricoera, nas terras yanomami.

Depois de uma viagem de barco que pode durar alguns dias – ao custo de dois e cinco gramas de ouro – segundo relatos de garimpeiros, eles precisam desembarcar em um ponto chamado de “beira” e ainda encarar uma esburacada estrada de terra de quase 40 quilômetros a bordo de uma caminhonete, em um trajeto que custa R$ 250, para chegar à pequena vila.

Vila Reislândia (RR), 11/02/2012, Vila Reislândia, região também conhecida como Paredão, é passagem para quem vem das áreas de garimpo ilegal de ouro no rio Uraricoera.
Vila Reislândia (RR), 11/02/2012, Vila Reislândia, região também conhecida como Paredão, é passagem para quem vem das áreas de garimpo ilegal de ouro no Uraricoera. - Rovena Rosa/Agência Brasil

A área onde fica Reislândia é mais conhecida como Paredão. Ali já funcionava como ponto de chegada e saída daqueles que buscavam o sonho de enriquecer na região do Uraricoera, rio que corta as terras yanomami e vai desaguar no Rio Branco, já na capital Boa Vista.

Rota de fuga

Mas, com a Operação Libertação, que reúne forças governamentais para acabar com a atividade garimpeira ilegal nas terras yanomami, o local virou uma efervescente rota de fuga. Ali, dezenas de motoristas de aplicativo fazem fila, próximo a um posto de gasolina, para ajudar a evacuar os garimpeiros da região.

Uma corrida até Boa Vista custa R$ 150 por pessoa em uma viagem coletiva. O clima entre os motoristas é de desconfiança em relação à imprensa e aos carros de polícia que eventualmente circulam por ali, mas também de competição entre eles. Quando uma caminhonete chega da “beira”, com um grupo de garimpeiros, os motoristas disputam a corrida.

Alguns esperam horas pela oportunidade de conseguir a “corrida”. Vários deles haviam pernoitado em Reislândia e, ao meio-dia deste sábado (11), ainda esperavam os primeiros clientes garimpeiros chegarem da “beira”.

De repente, uma caminhonete surge na estrada, vindo do rio, e entra em velocidade pela rua principal de Reislândia, mas não para no posto de gasolina onde os motoristas de aplicativo estão concentrados. Um deles, possivelmente de forma já previamente acertada, segue a caminhonete até uma casa de madeira.

Três garimpeiros

Ali, três garimpeiros descem da caminhonete com seus poucos pertences e acertam a corrida até Boa Vista. O paraense Marco Rogério Brandão, de 51 anos, é um deles.

Há dez anos trabalhando como garimpeiro, sendo os últimos sete meses nas terras yanomami, ele deixou o garimpo na última quinta-feira (9), mas, devido a problemas no barco, que quebrou o motor duas vezes, só conseguiu chegar dois dias depois na Vila Reislândia, pagando 3 gramas de ouro para o barqueiro (aproximadamente R$ 900 na cotação de hoje).

Brandão planeja se estabelecer agora em Itaituba, no Pará, outra cidade garimpeira, onde sua família tem uma propriedade rural. Mas ele diz que não quer mais saber de garimpo. Seu plano agora é ajudar o pai já idoso a cuidar da roça.

“Eu queria uma vida melhor pra família. Tenho uma filha aqui [no Brasil] e outra na Venezuela. Antes do garimpo, eu trabalhava com roça. Naquele negócio da pessoa querer ter uma vida melhor, entrei no garimpo. Eu sei que tem muitos que querem tirar proveito em cima da gente, que estão lá pra roubar, essas coisas. Eu, graças a Deus, não”.

O garimpeiro conta que os últimos dias foram tensos. Tinha medo de ser preso ou maltratado pelas forças policiais. “Decidi sair há mais ou menos uns cinco dias. A gente tinha televisão no barraco e via as notícias. E eu disse: “rapaz, vamos simbora”. Tem muita gente [lá dentro] que diz: “eu não vou [embora]”. Mas pra eles nós somos criminosos. E criminoso sabe como é tratado, né?”.

Uma de suas principais angústias foi não ter conseguido ganhar o que pretendia. “Tá certo que eu entrei sem nada, mas vou sair sem nada… Eu até queria ter o bastante pra eu trazer, porque eu saía de lá carregando nem que fosse a pé. Eu queria ter um quilo de ouro comigo. O pouquinho que eu ganhei, [vendi no próprio garimpo e] fizeram transferência por pix”.

Outro que está no grupo é um venezuelano que, por sua condição de imigrante, não quis se identificar. No Brasil há seis anos, ele diz trabalhar nas terras yanomami há mais de dois. “Vou voltar pra Venezuela. Porque pagar aluguel aqui, não dá”.

Ele conta que chegou a tentar se inserir no mercado de trabalho formal brasileiro, mas não conseguiu. A opção foi tentar a vida no garimpo. Mas, depois de ter que fugir das terras yanomami, assim como Brandão, não quer mais saber desse tipo de trabalho.

Já o maranhense Aldecir Ferreira da Silva, de 60 anos, que trabalha com garimpo há mais de 40 anos, demonstra insatisfação com as ações policiais para expulsar garimpeiros das terras indígenas. “O cara vem ganhar um dinheiro pra pagar o estudo do filho, pra comprar o que comer, e o que tá acontecendo aí? Nós ‘tava’ ali trabalhando e agora ‘tem que vim’ embora todo mundo... Isso é errado. Eu tava há sete meses aí. A ordem [dos policiais] é pra [gente] ser preso. Quem não fica preocupado em ser preso? Por isso eu vim embora. Todo mundo tá preocupado com a prisão”.

Os três aceitam conversar, mas não querem ser fotografados pela reportagem. Estão cansados e só pensam em sair dali. Fazem um almoço rápido numa pequena pensão e depois caem na estrada, inicialmente, rumo a Boa Vista, e depois para algum lugar, longe das terras yanomami.

Agência Brasil

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Bloco Gigantes da Lira embala crianças e adultos na Zona Sul do Rio

 


Centro da cidade também tem desfile do estilo brega do Fogo e Paixão

Bebês, adolescentes, adultos e idosos. Todos acordaram cedo neste domingo (12) para celebrar o desfile do Gigantes da Lira em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Um dos mais tradicionais blocos infantis da cidade trouxe como tema esse ano as florestas tropicais brasileiras. Além do colorido da vegetação, animais como o macaco, a onça e o jacaré estavam representados nas fantasias e alegorias do grupo.

Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 - Desfile do bloco infantil  Gigantes da Lira, no bairro de Laranjeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 - Desfile do bloco infantil Gigantes da Lira, no bairro de Laranjeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil) - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Criado em 1999, o Gigantes da Lira completa 25 anos em 2023. Costuma atrair por volta de 3 mil pessoas no cortejo, que ocorre na semana anterior ao Carnaval. O bloco é um dos pioneiros da cidade a focar na folia das crianças e famílias. Por isso, cenas como vovôs pulando com os netos ou mães amamentando os filhos são comuns e destoam do estilo de outros blocos populares do Rio. Mas o repertório do Gigantes não fica restrito às músicas infantis. Os tradicionais sambas e marchinhas de Carnaval embalaram o público em Laranjeiras até o início da tarde.

Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 - Desfile do bloco infantil  Gigantes da Lira, no bairro de Laranjeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro (RJ), 12/02/2023 - Desfile do bloco infantil Gigantes da Lira, no bairro de Laranjeiras, zona sul da cidade. (Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil) - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Fogo e Paixão

“Você é luz, é raio, estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô...”. O verso da música do cantor Wando anuncia a volta do brega ao carnaval carioca. O Bloco Fogo e Paixão ocupa novamente o Largo de São Francisco de Paula, no centro da cidade, depois de dois anos de interrupção por causa da pandemia do coronavírus. Situação que é lembrada no tema desse ano: Reencontro da Paixão.

No repertório, estão músicas tradicionais que estiveram presentes em todas as 11 edições do bloco. As que mais mexem com o público, segundo os organizadores, são “Evidências” (Chitãozinho & Xororó), “O meu sangue ferve por você” (Sidney Magal) e “O amor e poder” (Rosana). Além da própria música que dá nome ao bloco, é claro.

Novidades

Mas a apresentação desse ano também tem novidades. Músicas de João Gomes, Glória Groove e Léo Santana estão sendo tocadas pela primeira vez.

Também há espaço para homenagear duas cantoras que morreram nos últimos dois anos: Gal Costa e Marília Mendonça. E participações especiais de dois cantores. O primeiro é João Cavalcanti, que veio do grupo Casuarina. Os responsáveis pelo bloco o chamaram depois de ver um show do cantor com a Orquestra Sinfônica de Salvador, onde ele cantava clássicos do brega. O segundo convidado é Bartô Galeno, compositor ícone do brega raiz no Nordeste. A música Saudade Rosa, de autoria dele, foi resgatada e fez sucesso recentemente em memes nas redes sociais.

Brega é pop

João Marcelo de Oliveira, um dos organizadores do Fogo e Paixão, celebra o sucesso que o grupo alcançou no carnaval carioca e não tem dúvidas: o brega é pop.

“A gente faz um trabalho durante todos esses anos – e acho que a gente foi bem sucedido – de desconstruir a imagem pejorativa do brega. Ele é um jeito de ser. A gente brinca que o brega é muito: ama muito, sofre muito, é muito colorido. O brega é sempre um tom acima. E quando é alegre, é muito alegre. E as músicas que a gente escolhe para o repertório são músicas que todo mundo sabe cantar. Às vezes, a pessoa tem vergonha de cantar em público ou, às vezes, nem sabe que conhece a música. Mas quando ela toca, ela canta junto.”

Em 2020, o bloco comemorou 10 anos de existência. Ele foi criado no final de 2010 e fez o primeiro desfile no Carnaval de 2011. Tudo começou com batuqueiros de outros blocos, que viajavam juntos e se reuniam em bares. Nessas rodas de música e cerveja, alguém percebeu que a hora mais animada do encontro era sempre quando alguém puxava uma música brega. E aí, surgiu a ideia de fazer um bloco dedicado ao estilo musical popular.

No primeiro ano, sem muita expectativa, os fundadores esperavam contar com 15 a 20 pessoas para a bateria. Mas no primeiro ensaio, apareceram mais de 50 ritmistas. Hoje, incluindo bateria, equipe técnica e apoio, são cerca de 150 pessoas envolvidas na organização do bloco. No primeiro Carnaval, o público foi de 1500 a 2000 pessoas no Largo de São Francisco. O número aumentou com o tempo e, nos últimos três anos, a média de foliões ficou entre 30 e 40 mil.

Agência Brasil

Consulta pública quer alterar composição do conselho de defesa civil

 Contribuições podem ser feitas até 17 de fevereiro


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional abriu uma consulta pública para ampliar a participação social no Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil. A proposta está disponível na plataforma Participa +Brasil e os interessados têm até o dia 17 de fevereiro para apresentar suas contribuições.

A consulta pública propõe uma alteração no Decreto 10.593/20, que dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), do Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil (Conpdec), do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e do Sistema Nacional de Informações sobre Desastres (S2iD).

O objetivo da mudança é dar uma maior representatividade social ao conselho e estender a sua participação para mais ministérios que tenham relação com a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. “O Governo Federal tem a intenção de ampliar a participação social e fortalecer os conselhos. Essa nossa alteração é nessa linha. O objetivo é ampliar a participação da sociedade no Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil”, destaca a diretora de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, Karine Lopes.

A consulta pública também inclui novo um prazo de elaboração do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, feito sob coordenação da Defesa Civil Nacional. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) é a parceira do ministério na elaboração do plano.

O plano vai integrar, de maneira transversal, as políticas públicas de ordenamento territorial, desenvolvimento urbano, saúde, meio ambiente, mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos, geologia, infraestrutura, educação, ciência e tecnologia, assistência social e aquelas que vierem a ser incorporadas ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), com vistas à proteção da população.

Para fazer contribuição para a consulta pública, basta acessar a plataforma Participa +Brasil.

Agência Brasil

Blocos infantis animam a criançada em São Paulo

 Maria Maluquinha e Fraldinha Molhada desfilaram com foliões infantis 


São Paulo

Os foliões infantis aproveitaram o domingo (12) para curtir o pré-carnaval de São Paulo em família. Super-herois, bailarinas, palhaços se misturavam entre personagens mais contemporâneos e fantasias criadas com o que se tinha em casa: laços, fitas e chapéus.  

O Bloquinho Infantil Maria Maluquinha, no Ipiranga, bairro que abriga importantes pontos históricos da cidade, reuniu desde as 10h as crianças e seus familiares na Rua Sorocabanos, ao lado do Parque do Ipiranga. Às 10 da manhã teve fanfarra e a banda tocou até o começo da tarde. 

Blocos infantis animam a criançada em São Paulo
Blocos infantis animam a criançada em São Paulo - Ludmilla Souza/Agência Brasil

A taróloga Denise de Jesus mora no Ipiranga e levou o filho para o bloco, com mais uma amiga, que levou a filha e a sobrinha. Ela aprovou o evento. “Achei muito organizadinho, muito bonito, bem divertido, seguro para as crianças, eu gostei. Vim com meu filho Samuel, de 7 anos e minha amiga veio com a filha Manu, de 6 anos e a sobrinha Alice, de 9 anos”. 

As organizadoras do Bloquinho Infantil Maria Maluquinha também ficaram satisfeitas com o sucesso do bloco, que surgiu em 2020. “Hoje é a segunda edição do bloquinho Maria Maluquinha e foi esse sucesso todo. Graças a Deus não choveu também! Às 10 da manhã teve uma fanfarrinha, a banda tocou até a uma hora, as crianças se divertiram, não teve nenhum incidente. Até um celular perdido foi encontrado e entregue ao dono. Foi segurança total, o pessoal que veio para trabalhar vendeu bem, então acho que fez bem para todo mundo”, disse uma das organizadoras, Denise Aloia de Moraes.

Os pequenos foliões foram quem mais se beneficiaram, disse Denise. “A criançada vem curtir, sai um pouco da frente da tevê e do computador, vem conhecer da cultura do Brasil, que é o carnaval. E vem desde cedo para começar a participar!”

Já o Bloquinho Infantil Fraldinha Molhada, no Jardim Anália Franco, desfilou na rua José Oscar de Abreu Sampaio.  A folia nos blocos infantis começou pela manhã, às 10h e foi até as 15h. O tempo ajudou a folia das crianças e não choveu no momento do evento.

O dia começou com muita nebulosidade, chuviscos isolados e temperatura em torno dos 26°C. Mas, de acordo com Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), da prefeitura de São Paulo, o calor e a chegada da brisa marítima favorecem a ocorrência de chuvas na forma de pancadas, principalmente entre o meio da tarde e o início da noite.

Agência Brasil

Ar Condicionado Split Hi Wall Electrolux Ecoturbo 12000 BTU/h Frio VI12F/VE12F - 220 Volts

 


Ar Condicionado Split Hi Wall Electrolux Ecoturbo 12000 BTU/h Frio VI12F/VE12F - 220 Volts

Prático, moderno e econômico. O Ar Condicionado Split EcoTurbo Electrolux oferece um ar mais puro, com classificação energética A, que garante a economia de energia que você precisa. Utiliza o Gás R410a, um gás que não agride a camada de ozônio, conta com a Função Siga-me; que faz com que a temperatura desejada, seja mantida onde está localizado o controle remoto, Função Auto-limpeza, para evitar a proliferação de odores e mofo. Resultado: Ar muito mais saudável para você e toda família.


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Opção de ligar ou desligar a iluminação do display da unidade interna através de um botão no controle remoto.


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Salário mínimo deve ter novo reajuste no dia 1º maio

 


A informação foi divulgada pelo ministro Luiz Marinho

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o salário mínimo, atualmente no valor de R$ 1.302, deve passar por aumento ainda este ano. O último reajuste do piso nacional passou a valer no dia 1º de janeiro. “Nós estamos discutindo a busca de espaço fiscal para mudar o valor do salário mínimo ainda este ano. Se houver espaço fiscal, nós haveremos de anunciar uma mudança para 1º de maio”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que vai ao ar neste domingo (12), na TV Brasil.

Além do novo reajuste, a retomada da Política de Valorização do Salário Mínimo também é uma das prioridades da pasta. De acordo com o ministro, a política mostrou bons resultados nos governos anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Marinho foi ministro do Trabalho, entre 2005 e 2007.

“Nós conseguimos mostrar que era possível controlar a inflação, gerar empregos e crescer a renda, crescer a massa salarial dos trabalhadores do Brasil inteiro, impulsionado pela Política de Valorização do Salário Mínimo, que consistia em, além da inflação, garantir o crescimento real da economia para dar sustentabilidade, para dar previsibilidade, para dar credibilidade acima de tudo para todos os agentes. É importante que os agentes econômicos, o empresariado, os prefeitos, os governadores, saibam qual é a previsibilidade da base salarial do Brasil, e o salário mínimo é a grande base salarial do Brasil”, explicou.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, é entrevistado pelo jornalista Paulo La Salvia, no programa Brasil em Pauta.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, é entrevistado no programa Brasil em Pauta - Valter Campanato/Agência Brasil

“Veja, se esta política não tivesse sido interrompida a partir do golpe contra a presidenta Dilma e o governo tenebroso do Temer e do Bolsonaro, o salário mínimo hoje estaria valendo R$1.396. Veja só: de R$1.302 para R$1.396 é o que estaria valendo o salário mínimo hoje. Portanto, foi uma política que deu muito certo”, destacou Marinho.

“Emprego na veia”

Durante a entrevista, o ministro do Trabalho falou das expectativas da pasta para esta nova gestão e destacou a reparação das relações trabalhistas como uma das prioridades. “Passamos por um governo que trabalhou um processo de desmonte das relações de trabalho. Então o contrato coletivo, negociações trabalhistas, tudo isso foi atacado de forma feroz, a legislação trabalhista, a proteção ao trabalho, tudo isso foi atacado. Nós precisamos enfrentar esse dilema, rever o que foi prejudicado nesse processo de relações de trabalho, para que nós possamos de novo retomar o processo de negociação, de valorizar o valor do trabalho em si, a massa salarial, geração de emprego e renda. Nossa expectativa é de trabalhar esse processo”, afirmou.

Ainda sobre as expectativas da nova gestão, Marinho destacou a retomada das obras públicas como um impulso para o crescimento da economia e das oportunidades de emprego. “Nós temos a ordem de 14 mil obras paradas no Brasil, isso cria uma nova expectativa, expectativa de gerar emprego. Obra é emprego na veia”, destacou. “Essas obras são retomadas praticamente de forma simultânea no Brasil, eu tenho certeza que isso vai dar um grande impacto na retomada do crescimento da economia”, completou.

Novas formas de trabalho

O Brasil vive mudanças aceleradas no mercado de trabalho ocasionadas pelos avanços tecnológicos. Na entrevista, o ministro do Trabalho falou, ainda, sobre essas novas modalidades de serviço, como o trabalho por aplicativos. “Seguramente é uma tendência que vem com muita força. É preciso que seja introduzido nas negociações coletivas, se não nós podemos ter muita gente desprotegida no mercado de trabalho”, afirmou.

“E tem neste [cenário] a história dos trabalhadores por aplicativos, que muita gente pensa que é só entregador de pizza, ou que é só o motorista do Uber, das várias plataformas de transporte de pessoas, mas não é, está presente na saúde, na educação, na intermediação até do trabalho doméstico. Portanto, é preciso que a gente compreenda totalmente esse novo momento”, explicou Luiz Marinho.

Ainda sobre o assunto, o ministro abordou a precariedade do mercado de trabalho observada nos últimos anos. “Ocorreu em escala gigantesca e é exatamente o ponto que nós estamos [nos] referindo. É um amadurecimento que nós vamos ter que passar. A minha preocupação é com os trabalhadores e trabalhadoras, são eles que nós queremos proteger, porque as empresas estão é explorando demais essa mão de obra”, concluiu o ministro.  “O que não é possível é a desproteção. Hoje existem milhares e milhões de trabalhadores, no mundo inteiro, não só na realidade do Brasil, trabalhando absolutamente sem nenhuma proteção social”, acrescentou.

Confira a entrevista completa no programa Brasil em Pauta vai que ao ar neste domingo, às 22h30, na TV Brasil.

Agência Brasil

Morre o ex-governador do Amazonas Amazonino Mendes

 


Ele tinha 83 anos e estava internado em São Paulo

O ex-governador do Amazonas Amazonino Mendes morreu hoje (12), em São Paulo. O político, de 83 anos, estava internado no Hospital Sírio-Libanês praticamente desde o dia 23 de novembro, quando foi levado à unidade de saúde pela primeira vez para tratar de uma diverticulite (inflamação no intestino grosso) e de uma pneumonia.

Nascido em novembro de 1939 em Eirunepé (AM), Amazonino governou o Amazonas por quatro vezes. Também foi prefeito de Manaus por três mandatos e senador entre fevereiro de 1991 e dezembro de 1992, quando renunciou para disputar a prefeitura de Manaus – cargo que ocupou pela segunda vez e que também abandonou em 1994, quando foi eleito governador também pela segunda vez.

Em 2022, Amazonino concorreu a um quarto mandato como governador, mas terminou em terceiro lugar, atrás do atual governador Wilson Lima e do também ex-governador Eduardo Braga. Em respeito à história política de Amazonino, o governador Wilson Lima decretou luto de sete dias no estado.

Lula lamenta morte

Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou seus sentimentos aos parentes, amigos e admiradores de Amazonino, destacando que o político se dedicou à causa pública até o fim da vida.

“Amazonino Mendes tinha gosto e vocação política, governando o estado do Amazonas quatro vezes, representando-o no Senado, e sendo também prefeito três vezes de Manaus”, destacou Lula, lembrando ter recebido o apoio político do ex-governador durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. “Tenho orgulho e fiquei muito agradecido.”

Repercussões

Em um vídeo que compartilhou em suas redes sociais, o senador Eduardo Braga afirmou que o conterrâneo cumpriu um papel muito importante na vida das últimas gerações de amazonenses. “Refiro-me a Amazonino, que fez muitas obras, marcou a vida das pessoas com carinho e atenção e, acima de tudo, por uma mudança no comportamento na vida pública dos amazonenses”, disse Braga.

Em uma postagem posterior, o senador acrescentou que, mesmo quando em campos opostos, Amazonino “sempre primou pelo respeito”, sendo uma fonte de inspiração para outros políticos. “Por tudo isso, tornou-se uma referência para as gerações subsequentes de políticos no estado, como eu. Muito aprendi com Amazonino Mendes.”

Também pelas redes sociais, o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, expressou seus sentimentos e o de todos os correligionários pela morte de Amazonino. Segundo Freire, o amazonense, marcou indelevelmente a história política do Amazonas e do país. "Nossa solidariedade na dor dos familiares, amigos e ao povo do Amazonas”, disse.

Agência Brasil

Pesquisadores da UFRJ identificam fenômeno inédito no sistema solar

 


É muito parecido com o planeta Plutão, diz professor Bruno Morgado

Pesquisadores do Observatório de Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram um anel em torno de um pequeno corpo do sistema solar, definido como um objeto transnetuniano, e muito parecido com o planeta Plutão e, como este, candidato a ser um planeta anão. “Pode ser pensado como um primo mais novo menor de Plutão”, disse à Agência Brasil o professor Bruno Morgado, do Observatório de Valongo e primeiro autor da pesquisa, publicada na revista internacional Nature.

Indagado sobre o que essa descoberta representa para a ciência, Morgado explicou que é muito interessante porque, até dez anos atrás, só se conhecia esse tipo de estrutura em volta dos planetas gigantes. A localização do anel é o fator diferencial. “A gente tem os anéis de Saturno, que são lindos; tem os anéis de Urano, de Netuno, de Júpiter”. O professor recordou que em 2013, há dez anos portanto, foi descoberto por um brasileiro o primeiro sistema de anéis em torno de um pequeno corpo do sistema solar, que foi o asteroide Chariklo. Em 2017, descobriu-se o segundo exemplo, em torno do planeta anão Haumea e, agora, foi descoberto esse terceiro exemplo, que é em torno do objeto chamado Quaoar.

Limite de Roche

Bruno Morgado esclareceu, entretanto, que o anel em torno do Quaoar é diferente e inesperado, porque ele se encontra muito distante do próprio objeto Quaoar. “Essa distância faz com que seja uma surpresa muito grande a existência dele, porque existe uma coisa que é um limite conhecido como Limite de Roche”. O Limite de Roche é uma teoria desenvolvida em 1850 pelo astrônomo francês Édouard Roche que define a distância de 1.750 quilômetros (km) para que um disco de partículas se mantenha no formato de um anel. Para além dessa linha, acreditava-se que o disco começaria a se aglutinar e acabaria por formar um satélite natural, uma lua. Essa teoria também é aplicada em exoplanetas e em diferentes pesquisas. No caso de Quaoar, que tem apenas 555 km de extensão, o anel está localizado a 4.100 km de seu corpo central.

“Imagina que você tenha aí um satélite natural, uma lua. Se essa lua se aproxima do seu planeta em cuja volta ela está rodando e atravessa esse Limite de Roche, as forças gravitacionais são tão fortes que vão fazer com que essa lua se quebre em milhões de pedacinhos. Isso vai formar um anel”. Mas se você tem um caminho inverso, de um anel que começa a se afastar do corpo principal e atravessa esse Limite de Roche, o que se espera que aconteça é que esse anel vai começar a se juntar e se tornar um satélite natural novamente, uma lua. “Essa é uma das maneiras que a gente vê e acredita como vários objetos do sistema solar se formaram, a nossa lua e outras luas dos planetas gigantes”.

O professor observou, contudo, que o anel do Quaoar se encontra muito além desse Limite de Roche. “Então, ele não deveria existir. Deveria ter se tornado uma lua há muito tempo. Essa é a grande surpresa e a grande novidade do trabalho. Os pesquisadores não têm ainda a resposta sobre a razão de aquele anel se encontrar ali”. Bruno Morgado acredita que somente com muitos estudos vai se obter a resposta.

Disse que a pesquisa traz evidência de que algo está violando o Limite de Roche e como ele era conhecido. Os estudos terão continuidade para que os pesquisadores entendam melhor o que está acontecendo. “Porque, de um lado, o mais provável é que esse processo de formação de uma lua seja mais complexo do que se considerava e que outros fenômenos físicos precisam ser levados em consideração. O Quaoar pode estar revelando isso para a gente: quais são os fenômenos físicos que antes a gente considerava, relacionado ao Limite de Roche conhecido hoje, e quais seriam os valores mais corretos, ou seja, qual conceito físico que está faltando para ser considerado que não havia sido antes”.

Observação

O trabalho liderado pelo professor Bruno Morgado, do Observatório do Valongo, unidade acadêmica vinculada ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da UFRJ, aborda a parte observacional. “Nosso trabalho foi mostrar a existência desse anel e levar para a comunidade científica os parâmetros desse anel, como localização, sua largura, esse ponto mais observacional, o que a gente observou e viu, embora não diretamente”.

A pesquisa reuniu cientistas de instituições internacionais e astrônomos amadores de todo o mundo. “A gente tem colaboradores ao longo do mundo inteiro”. Morgado esclareceu que esses objetos são muito pequenos e estão muito longe, não sendo possível observá-los diretamente, mesmo utilizando os melhores telescópios do mundo, como o satélite artificial James Webb. “Ele não é capaz de ver em detalhes esses pequenos corpos”.

Para conseguir determinar esses parâmetros físicos, são necessários métodos indiretos. A técnica usada para isso é denominada ocultação estelar. É tal como acontece em um eclipse, em que a lua passa na frente do sol e projeta uma sombra na Terra. “Se você está no lugar certo e na hora certa, vai ver o sol desaparecendo por alguns instantes e, depois reaparecendo. Na física, o processo é relativamente o mesmo. Nós temos as estrelas no céu e um pequeno corpo que, em determinado momento, vai passar na frente de uma estrela. A gente fica medindo essa estrela e vai vê-la piscando, desaparecendo por um pequeno intervalo de tempo e, depois, reaparecendo. Esses eventos vão acontecer em diferentes lugares do mundo”.

O estudo liderado por Morgado contou com observadores espalhados nas Ilhas Canárias, Ilha de La Palma, Austrália, Namíbia e também com o telescópio espacial Cheops, voltado para exoplanetas, fora do sistema solar. É feita a previsão de quando e onde esse evento vai acontecer, os observadores são contactados nas regiões e pede-se que as pessoas observem em colaboração com os cientistas. No final do dia, é uma colaboração global, que envolve pessoas do mundo inteiro. Cada evento vai acontecer em um determinado local do planeta, indicou o professor da UFRJ.

A pesquisa terá continuidade não só observando Quaoar, mas usando a técnica em outros objetos celestes para tentar encontrar outros anéis pelo sistema solar. “Possivelmente, existem outros que precisam ser descobertos. Vai ser interessante entender todos esses sistemas e perceber que os anéis, no final do dia, acabam aparecendo com diferentes formatos e tipos e que tudo isso vai trazer contribuições sobre como o sistema solar se formou e se tornou o que é hoje”. Bruno Morgado informou ainda que não se chegará a uma resposta ainda este ano. “É um projeto de longo prazo”, concluiu.

Agência Brasil