EUA, Japão e Coreia do Sul prometem 'resposta forte' a testes nucleares da Coreia do Norte

 

Joe Biden prometeu empregar toda sua capacidade, incluindo nuclear, para defender seus aliados

Pyongyang atribui testes a ação "agressiva e provocadora" de Seul e Washington

JUNG YEON-JE/AFP - 28.10.2022

Os governos de Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul prometeram, neste domingo (13), uma resposta "forte e firme" a qualquer teste nuclear por parte de Pyongyang. Os líderes dos três países emitiram uma declaração conjunta após sua reunião trilateral no Camboja.

No documento, o presidente dos EUA, Joe Biden, promete mobilizar "toda gama de capacidades, incluindo as nucleares", para defender seus aliados. Ele, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, e o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, "reafirmam que um teste nuclear norte-coreano será seguido por uma resposta forte e firme por parte da comunidade internacional".

Os três países “trabalharão juntos para reforçar sua capacidade de dissuasão”, diz a nota. A Coreia do Norte fez uma série de lançamentos no início de novembro, incluindo o de um míssil balístico que caiu perto das águas territoriais da Coreia do Sul.

Outro míssil balístico norte-coreano sobrevoou o Japão em setembro. Pyongyang justificou suas ações pela atitude "agressiva e provocadora" de Seul e Washington, que realizavam, ao mesmo tempo, as maiores manobras militares aéreas de sua história.

Na segunda-feira (14), Biden deve se reunir em Bali com o líder chinês, Xi Jinping, em paralelo à cúpula do G20, com a intenção de pedir-lhe que convença Pyongyang a não ir mais longe.

AFP e R7

Jeff Bezos, fundador da Amazon, diz que doará a maior parte de sua fortuna

 É a primeira vez que o bilionário assume o compromisso público

fundador da Amazon, Jeff Bezos, afirmou que doará a maior parte de sua fortuna para a caridade durante sua vida, em entrevista à CNN transmitida nesta segunda-feira. É a primeira vez que o bilionário, que já foi o homem mais rico do mundo, assume esse compromisso público.

Bezos não assinou a "Giving Pledge", uma iniciativa lançada em 2010 pelo investidor Warren Buffett e pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, que incentiva milionários a doarem mais da metade de sua riqueza para organizações de caridade. Segundo a agência Bloomberg, Bezos, de 58 anos, tem uma fortuna avaliada em 124 bilhões de dólares, a quarta maior do planeta.

Além da Amazon, Bezos é dono do The Washington Post, da empresa espacial Blue Origin e do Bezos Earth Fund, um fundo para cuidar do planeta que lançou em 2020 e ao qual doou 10 bilhões de dólares. "Construímos as capacidades" para doar com eficiência, explicou Bezos na entrevista. 

A ex-esposa de Bezos, MacKenzie Scott, cuja fortuna é estimada em cerca de 24 bilhões de dólares, aderiu à iniciativa de Buffett e Gates. Em 2021, Scott abalou o mundo da filantropia ao doar 6 bilhões de dólares para várias organizações, sem restrições de uso ou requisitos associados às suas contribuições.

AFP e Correio do Povo

Lula vai à COP27 e pode anunciar nomes para a área ambiental

 Presidente eleito participará da conferência, no Egito, na quarta e na quinta-feira; retorno ao Brasil está previsto para o fim de semana


O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), viaja para o Egito nesta segunda-feira (14) para participar da COP27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A expectativa é de que, durante o evento, ele anuncie nomes para a área ambiental.

Na quarta-feira (16), Lula participa, às 11h do Egito (6h de Brasília), do evento “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”. Ele estará com os governadores Antônio Waldez, do Amapá, Gladson Cameli, do Acre, Mauro Mendes, do Mato Grosso, Helder Barbalho, do Pará, Wanderlei Barbosa, do Tocantins, e Marcos Rocha, de Rondônia. Às 17h15, horário do Egito (12h15 horário de Brasília), Lula faz o seu pronunciamento na COP27, na área da ONU.

No dia seguinte, quinta-feira (17), às 10h no horário local (5h horário de Brasília), Lula se encontra com representantes da sociedade civil brasileira, e, às 15h (10h horário de Brasília), com o Fórum Internacional dos Povos Indígenas/Fórum dos Povos sobre Mudança Climática.

Na sexta-feira (18), Lula segue para Portugal, onde tem encontro com autoridades portuguesas. Ele retorna ao Brasil no fim de semana. O presidente eleito viajará ao lado da futura primeira-dama, a socióloga Janja, do ex-chanceler Celso Amorim e de Fernando Haddad.

A deputada federal eleita por São Paulo Marina Silva chegou ao evento no último dia 9. Ela estava acompanhada de Sônia Guajajara, ex-coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, e de Célia Xakriabá, liderança indígena de Minas Gerais.

Marina, integrante do governo de transição e ex-ministra do Meio Ambiente, é cotada para voltar à pasta no novo governo. A ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira também é um dos nomes cotados para ocupar um posto de destaque na área ambiental.

Compromissos de governo

Lula foi convidado para ir à COP27 primeiro pelo governador reeleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), em nome do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal. Na sequência, recebeu o chamado da Organização das Nações Unidas (ONU) e do presidente do Egito, Abdul Khalil El-Sisi.

A expectativa é de que o presidente eleito aproveite a ocasião para reforçar os seus compromissos de governo com a agenda ambiental. O desmatamento da Amazônia foi um dos temas de interesse internacional durante as eleições presidenciais.

R7 e Correio do Povo

PT tem disputa interna por mais cargos na transição de governo

 Nos bastidores, petistas comentam que há um incômodo de setores do partido com a composição da equipe de Alckmin

Nos bastidores da transição do governo federal, petistas estão se queixando da falta de espaço do partido na equipe. "O PT vai sempre disputar espaços internos, porque se não a 'direitona' do centrão vai querer dominar", disse uma pessoa do grupo. "Isso deve ocorrer até a definição dos ministros, que deve ser no início de dezembro", completou.

Outro membro do PT disse ao R7 que "há um debate interno pela ocupação dos espaços", mas que o clima é "de absoluta normalidade" na legenda. Atendendo a reclamações, "o número de grupos temáticos já foi ampliado de 28 para 31", informou a fonte.

Sob a coordenação de Geraldo Alckmin (PSB), a equipe conta com 12 partidos além do PT. São eles: Agir, Avante, MDB, PCdoB, PDT, Pros, PSB, PSD, PSOL, PV, Rede e Solidariedade.

Os grupos foram divididos nas seguintes áreas temáticas: agricultura, pecuária e abastecimento; assistência social; centro de governo; cidades; ciência, tecnologia e inovação; comunicações; cultura; defesa; desenvolvimento agrário; desenvolvimento regional; direitos humanos; economia; educação; esporte; igualdade racial; indústria, comércio e serviços; infraestrutura; inteligência estratégica; justiça e segurança pública; meio ambiente; minas e energia; mulheres; pesca; planejamento, orçamento e gestão; povos originários; previdência social; relações exteriores; saúde; trabalho; transparência, integridade e controle; e turismo.

O governo eleito tem direito a 50 cargos comissionados para levantar informações e preparar os primeiros atos da próxima gestão. O número de voluntários é ilimitado. O período de transição, regulamentado pela lei 10.609/2002 e pelo decreto 7.221/2010, objetiva dar condições para que o candidato eleito possa receber de seu antecessor todos os dados e informações necessárias à implementação do programa do novo governo.

Os membros da equipe de transição devem ter acesso às diversas informações relacionadas às contas públicas, aos programas e projetos. O grupo é supervisionado por Geraldo Alckmin, a quem compete requisitar as informações dos órgãos e entidades da administração pública federal. Geralmente, o coordenador da equipe de transição é nomeado posteriormente como ministro. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, negou nessa quinta-feira (10) que o vice se tornará titular de alguma pasta.

Em 2018, quando o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), ganhou as eleições, ele havia nomeado Onyx Lorenzoni (PL) para assumir a função. Após a posse presidencial, o aliado se tornou ministro-chefe da Casa Civil.

Na transição do governo Bolsonaro para o mandato de Lula, compete à Casa Civil, chefiada atualmente por Ciro Nogueira (PP), disponibilizar aos membros da equipe de transição local a infraestrutura e o apoio administrativo necessários ao desempenho das atividades.

As instalações do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília foram palco de trabalho da equipe de transição do ex-presidente Michel Temer (MDB) para Bolsonaro, em 2018, e funcionam como espaço para transição para o governo Lula neste ano. O espaço fica a cerca de quatro quilômetros do Palácio do Planalto e a oito do Congresso Nacional e da Esplanada dos Ministérios.

Confira a lista dos nomes já anunciados para a equipe de transição:

COORDENAÇÃO
Coordenação-geral: Geraldo Alckmin
Coordenação executiva: Floriano Pesaro
Coordenação de Articulação Política: Gleisi Hoffmann
Coordenação dos Grupos Técnicos: Aloizio Mercadante
Coordenação de Organização da Posse: Janja da Silva

CONSELHO POLÍTICO
Antônio Brito (BA), deputado federal pelo PSD
Carlos Siqueira, presidente do PSB
Daniel Tourinho, presidente do Agir
Eliziane Gama (MA), senadora pelo Cidadania
Felipe Espirito Santo, integrante da direção do Pros
Guilherme Ítalo, integrante da direção do Avante
Jader Barbalho (PA), senador pelo MDB
Jefferson Coriteac, vice-presidente do Solidariedade
José Luiz Penna, presidente do PV
Juliano Medeiros, presidente do PSOL
Luciana Santos, presidente do PCdoB
Renan Calheiros (AL), senador pelo MDB
Wesley Diógenes, porta-voz da Rede
Wolney Queiroz (PE), deputado federal do PDT

ASSISTÊNCIA SOCIAL
André Quintão
Márcia Lopes
Simone Tebet
Tereza Campello

COMUNICAÇÕES
Alessandra Orofino
César Alvarez
Jorge Bittar
Paulo Bernardo

DIREITOS HUMANOS
Emídio de Souza
Luiz Alberto Melchetti
Janaína Barbosa de Oliveira
Maria do Rosário
Maria Victoria Benevides
Silvio Almeida
Rubens Linhares Mendonça Lopes

ECONOMIA
André Lara Resende
Guilherme Mello
Nelson Barbosa
Persio Arida

IGUALDADE RACIAL
Douglas Belchior
Givânia Maria Silva
Ieda Leal
Martvs das Chagas
Nilma Lino Gomes
Preta Ferreira
Thiago Tobias

INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS
Germano Rigotto
Jackson Schneider
Marcelo Ramos
Rafael Lucchesi

SUBGRUPO ESPECÍFICO PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
André Ceciliano
Paulo Feldman
Paulo Okamoto
Tatiana Conceição Valente

MULHERES
Anielle Franco
Aparecida Gonçalves
Eleonora Menicucci
Maria Helena Guarezi
Roberta Eugênio
Roseli Faria

PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO
Antonio Corrêa de Lacerda
Enio Verri
Esther Duek
Guido Mantega


R7 e Correio do Povo

Leucoplasia na laringe: entenda o resultado dos exames de Lula

 

Procedimentos apontam completa remissão do tumor diagnosticado em 2011


O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, neste sábado para se submeter um check-up de rotina. O resultado de um dos exames — a nasofibroscopia — mostrou "alterações inflamatórias decorrentes do esforço vocal e pequena área de leucoplasia na laringe", informou a assessoria de imprensa de Lula.

O que é a leucoplasia na laringe?

A leucoplasia é o desenvolvimento de manchas ou placas brancas principalmente nas pregas vocais, mas que também podem aparecer na região da laringe. Essas lesões são consideradas pré-malignas. No entanto, a evolução para um câncer ocorre em menos de 20% dos casos.

Segundo o médico de Lula, o cardiologista Roberto Kalil Filho, a leucoplasia é geralmente benigna.

Quais são as causas da leucoplasia na laringe?

A lesão ocorre pelo depósito de queratina sobre o tecido das pregas vocais ou da laringe. Essa é uma resposta das células da região por conta de sucessivas "agressões" provocadas pelo tabaco, consumo de álcool ou por refluxo gastroesofágico.

Quais são os sintomas da leucoplasia na laringe?

O principal sintoma da leucoplasia é a rouquidão, que tem caráter progressivo, podendo ocorrer ardor e sensação de corpo estranho na garganta, dor ao engolir e fadiga ao falar.

O problema afeta, normalmente, homens com mais de 40 anos que fumam ou consomem com frequência bebidas alcoólicas.

Qual é o tratamento para a leucoplasia na laringe?

O tratamento da leucoplasia é cirúrgico, no entanto, estudos recentes apontam a vitamina A como possível tratamento clínico.

Um estudo feito por pesquisadores da Unesp apontou que uma dose diária de 100.000UI de vitamina A por dois meses em pacientes com leucoplasia na laringe foi "eficaz na diminuição ou erradicação das lesões em 62% dos casos, especialmente nas lesões de aspecto regular". O trabalho pondera, no entanto, que o pequeno tamanho amostral e o curto tempo de acompanhamento não permite padronizar a vitamina A no tratamento inicial das leucoplasias, sendo necessários estudos adicionais.

Em 2011, Lula teve um câncer de três centímetros de diâmetro na laringe, que o fez passar por mais de 30 sessões de quimioterapia. O tratamento o curou da doença. Durante a campanha eleitoral, ele apareceu por vezes com a voz rouca e falhada.

A assessoria de imprensa do presidente eleito afirmou que os exames feitos neste sábado "seguem mostrando completa remissão do tumor diagnosticado em 2011". Lula também fez um ecocardiograma, angiotomografias e PET scan, cujos resultados estão normais.

O Globo

Equipe de transição de governo avalia a possibilidade de taxar empresas de tecnologia

 Informação foi dada nesta segunda-feira pelo ex-ministro Paulo Bernardo

O ex-ministro das Comunicações e membro do grupo técnico que discute a área na equipe de transição do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paulo Bernardo, afirmou nesta segunda-feira que avalia a possibilidade de taxação de empresas de tecnologia no país.

“Temos que discutir grandes empresas de tecnologia. Uma face que ficou bem visível foi na eleição. Na Europa, eu lembro que, quando estava no ministério, a gente falava que as empresas de tecnologia não recolhiam imposto nenhum. E aí, fez uma política de tributação das gigantes, o Google, Facebook, e todo mundo agora paga”, afirmou o ex-ministro.

“Acho que a gente vai ter que avaliar aqui no Brasil como está isso, se é viável, se nós podemos. A verdade é que, se olhar para telecom, empresa grande ou pequena, o imposto pode chegar a 40%. E os gigantes de internet não pagam nada. Com certeza tem um problema aí”, completou.

As declarações foram dadas pelo ex-ministro durante sua chegada ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que sedia as instalações do grupo de transição. Em sua declaração, Paulo Bernardo citou ainda as empresas de streaming.

“Por exemplo: contrata um plano de TV por assinatura, que tem um imposto danado, empresa tem que colocar infraestrutura. E aí vem o Netflix, entra pela mesma infraestrutura e não paga nada. Acho que isso teria que ser pensado. Não vamos dar solução porque não é a tarefa, mas apontar ideias”, argumentou.

Além de Bernardo, integram a área de comunicação da equipe de transição Alessandra Orofino, Jorge Bittar e César Alvarez. O grupo deverá apresentar dois relatórios com as sugestões e informações no dia 30 de novembro.  Depois, mais outro documento, desta vez em 10 de dezembro.

5G

Segundo o ex-ministro, outro assunto que deve estar no relatório é a tecnologia do 5G. “Talvez tenhamos condições de turbinar esse andamento, fazer políticas para acelerar. Acho que, por exemplo, melhorar as condições para a população contratar”, disse Bernardo.

A ideia do atual governo era de que a tecnologia estivesse ativa em todas as capitais do país até julho de 2022, o que não ocorreu. Agora, a data é 27 de novembro. Chamado de standalone ou SA, o 5G puro oferece velocidade dez vezes maior que o 4G, além de menor tempo de latência (atraso) na resposta a comandos dos usuários.


R7 e Correio do Povo

Vídeo: acampamento em Brasília recebe cerca de 25 caminhões e tratores

 Veículos chegaram ao Setor Militar Urbano nesta segunda-feira (14) e se juntam aos pouco mais de 100 caminhões que já estavam na região

Ao menos seis veículos de carga e 17 tratores chegaram ao acampamento no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, na tarde desta segunda-feira (14). O reforço se junta aos pouco mais de 100 caminhões que já estavam no assentamento.

Os manifestantes contestam o resultado da eleição presidencial e pedem a intervenção militar e a prisão do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os novos veículos chegaram por volta de 16h20 e foram recebidos com uma passeata. O grande volume de veículos, incluindo muitos carros de passeio e caminhonetes, ocupa estacionamentos improvisados em terrenos vazios nos arredores.

Militares da Polícia do Exército cuidam do trânsito na Avenida do Exército, que passa em frente ao Quartel General da corporação.

Os ambulantes retirados na manhã do último sábado também voltaram. Há pessoas vendendo guarda-chuvas, capas de chuva, carrocinhas de pipoca e barracas de pastéis e de churrascos, além de tendas que ofertam roupas, mochilas e bonés de estilo militar.

Na manhã de sábado, fiscais do Governo do Distrito Federal fizeram uma operação com apoio da Polícia do Exército para retirar os vendedores irregulares da região.


R7 e Correio do Povo

Em Nova Iorque, Moraes diz que Temer deveria ter ficado mais tempo na Presidência

 Ministro foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente, em 2017, após o impeachment de Dilma Rousseff

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-presidente Michel Temer deveria ter ficado mais tempo ocupando a Presidência da República. O ministro fez as declarações durante um evento realizado nesta segunda-feira, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Assim como os ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, Moraes participa de uma série de debates sobre liberdade de expressão e democracia na cidade norte-americana.

"Em nome do presidente Michel Temer, que nos brindou com a abertura, vou dizer que o tempo da Presidência de Vossa Excelência foi pouco. O Brasil merecia mais”, disse o ministro.

Moraes foi indicado ao Supremo por Temer em 2017, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a morte do ex-ministro Teori Zavascki. Ele chegou ao cargo após ser aprovado em sabatina realizada pelo Senado. 

O evento é realizado por empresários e, entre os temas, também tem como foco discutir situações econômicas. Moraes e outros ministros foram hostilizados em frente ao hotel onde os magistrados se hospedaram. Os seguranças que acompanham os magistrados tiveram que afastar os manifestantes e escoltar os integrantes da Suprema Corte até os veículos de transporte, por segurança.


R7 e Correio do Povo

A esquerda usa a escola para colocar os filhos contra os pais

 



Fonte: https://mobile.twitter.com/escolasempartid/status/1591771722830974976

Dia da Alfabetização celebra avanços, mas exige atenção para indicadores no país

 Para melhorar indicadores na Capital, Alfabetiza + POA atingirá 56 escolas


O Dia Nacional da Alfabetização foi celebrado nesta segunda-feira, 14, marcando a importância do ensino e da aprendizagem no calendário. Apesar de a data ser celebrada desde 1966, ainda é importante que seja um momento de prestar atenção ao cenário de desenvolvimento dos estudantes que, segundo pesquisas educacionais, está longe de ser ideal, mesmo após mais de 50 anos.

No país, o exercício pleno da habilidade de ler e escrever é um dos maiores desafios político-educacionais. Em função disso, o governo federal criou, em 2019, a Secretaria de Alfabetização (Sealf), parte da estrutura do Ministério da Educação (MEC). No mesmo ano também foi estabelecida a Política Nacional de Alfabetização (PNA), que instituiu os programas Conta pra Mim e Tempo de Aprender.

Apesar dos esforços, a situação exige mais ações direcionadas à situação. No Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2021, a alfabetização foi um dos grandes destaques negativos dos indicadores, segundo a ONG Todos pela Educação. Entre os dados divulgados, a leitura, no 2º ano do Ensino Fundamental, esteve bem abaixo do esperado.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 33,8% das crianças desta turma que fizeram as provas estão nos três níveis mais baixos de aprendizagem, e sequer conseguem ler palavras isoladas. Outro desafio é em relação ao analfabetismo funcional, que atinge 29% dos brasileiros em algum nível, segundo a   Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2019.

Em Porto Alegre, para ajudar a contornar a questão, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), lançou, na última semana, o programa “Alfabetiza + POA”, que será implantado em março de 2023, para garantir a alfabetização na idade certa, atingindo alunos do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental.

Correio do Povo