No jogo dos rebaixados, Ceará vence o Juventude por 4 a 1 em casa

 O resultado não altera a vida das duas equipes, que já estavam rebaixadas à segunda divisão em 2023

Na despedida da Série A do Campeonato Brasileiro, o Ceará goleou o Juventude por 4 a 1 neste domingo, na Arena Castelão, em Fortaleza, pela 38ª e última rodada. O resultado não altera a vida das duas equipes, que já estavam rebaixadas à segunda divisão em 2023. Os cearenses fecharam a temporada na 17ª colocação, com 37 pontos, quatro a menos que o Cuiabá, que escapou da queda com 41.

O Juventude terminou na lanterna, com 22 pontos, sem vencer desde a 19ª rodada, quando derrotou o próprio Ceará em 24 de julho em Caxias do Sul. O Ceará colocou fim a um jejum de 11 jogos sem vitórias. A última havia sido sobre o Santos, pelo placar de 2 a 1, em setembro.

A partida no Castelão foi disputada com portões fechados. O Ceará cumpre punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em virtude de invasão de campo dos torcedores no jogo contra o Fluminense.

Os dois times entraram em campo sem nenhuma pretensão dentro da última rodada do Campeonato Brasileiro. Os donos da casa, por exemplo, caíram na última rodada, após derrota para o Avaí, 2 a 0. Os gaúchos amargam a queda desde a 34ª rodada.

Com a bola rolando o jogo começou num ritmo lento. O Ceará foi mais incisivo nos minutos iniciais. Tanto que aos 15 minutos o atacante Cléber de cabeça quase abre o placar. O goleiro Pegorari fez grande defesa e mandou para escanteio. Na sequência, saiu o gol do Ceará aos 23 minutos. Jogada feita por Buiu na direita, veio o cruzamento, a zaga gaúcha não conseguiu cortar e Cléber de cabeça completou pra rede, Ceará 1 a 0.

Diante da vantagem parcial, o Ceará recuou. O Juventude melhorou e chegou a incomodar com chutes de longe. Na reta final do primeiro tempo Gabriel Tota de frente com o gol desperdiçou uma chance incrível, mas Richard conseguiu salvar. A resposta do Ceará foi fatal. Nos acréscimos, Cléber estava bem colocado na área, na confusão, após o chute de longe, o goleiro Pegorari deu rebote e o artilheiro concluiu pra rede, Ceará 2 a 0.

O segundo tempo começou favorável ao Juventude. Com sete minutos de jogo o time gaúcho diminuiu. Moraes fez a jogada pela esquerda, entrou na área e serviu para Guilherme Parede, que havia acabado de entrar, concluir para o gol, 2 a 1.

Em seguida, o Juventude quase empata. O inspirado Guilherme Parede mandou um chute forte na trave do goleiro Richard. Mas o Ceará respondeu e com um golaço aos 25 minutos. Fernando Sobral estava atento na sobra do chute de Rodrigo Soares e mandou de primeira para o gol, a bola pegou na trave antes de entrar, 3 a 1. Na reta final, Erick cobrando pênalti fechou o placar para o Ceará, 4 a 1.

O Ceará volta a jogar na próxima temporada quando terá a Copa Nordeste, Copa do Brasil, Campeonato Cearense e Série B. O Juventude, além de também voltar a Série B terá o gaúcho e Copa do Brasil.


Agência Estado e Correio do Povo

Expectativa sobre a PEC da Transição marca a semana

 Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que seu partido apoiará a medida

Taline Oppitz

A terceira semana após a eleição de Lula (PT) como futuro presidente do país começa com a expectativa em torno do desfecho da chamada PEC da Transição. Neste domingo, em nota, o ministro-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP), que coordena a transição pela atual gestão, afirmou que seu partido apoiará a aprovação da PEC em plenário, mas fez exigências. Nogueira comanda o PP nacionalmente.

Segundo o ministro, a adesão se refere apenas às propostas de manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 para famílias em situação de vulnerabilidade, e de reajuste real do salário mínimo. O movimento é uma resposta a articulações para incluir outros itens no texto. “Todos os outros temas da agenda do governo Lula merecem ser, primeiro, conhecidos, assim como sua política econômica. E, depois, discutidos com a legitimidade do novo Congresso Nacional”, diz trecho da nota.

Na última semana, após forte reação do mercado, o futuro governo recuou para permitir mais tempo de discussões em torno da PEC. A presidente nacional do PT e coordenadora da área política da transição, Gleisi Hoffmann, veio inclusive a púbico em uma tentativa de acalmar o mercado.

Enquanto isto, Lula segue realizando movimentos institucionais junto aos poderes e se prepara para participar, no Egito, da conferência do clima das Nações Unidas COP27. O petista realizou checkup no sábado e, segundo o boletim médico, os exames “seguem mostrando completa remissão do tumor diagnosticado em 2011”. Lula embarca nesta segunda-feira para o Egito. Paralelamente, o grupo da transição assume o espaço deixado pela reclusão de Bolsonaro desde que perdeu a eleição.

Correio do Povo

PEC da Transição aumenta dívida pública e pode resultar em alta da inflação

 Mercado reagiu negativamente à medida que deve furar o teto de gastos; crédito extra deve ser permanente

Sem perspectiva de aumento de arrecadação, os gastos extras na casa de R$ 175 bilhões com a PEC da Transição devem causar aumento da dívida pública. O próximo governo aposta em uma melhora econômica para conseguir compensar a liberação do montante fora do Orçamento. Sem isso, o país pode assistir à inflação subir e à taxa Selic ser ajustada para cima em busca de controle, acarretando juros mais altos. 

A reação negativa do mercado à medida, que deve furar a regra do teto de gastos, foi sentida logo após o último discurso do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apreensão se dá pela possibilidade de aumento da dívida pública. Com isso, o movimento natural seria a cobrança de juros mais altos, fazendo com que o Executivo precise destinar uma parte maior da arrecadação futura para honrar com o pagamento de dívidas.

"Assim, deixa-se menos para despesas discricionárias. Esse impacto só será minimizado se o país crescer mais que os 2,5% estimados no PLOA (Proposta da Lei Orçamentária Anual), o que me parece bastante improvável", avalia Rafael Miranda, mestre em economia pela FGV.

Um cenário possível a partir do próximo ano, levando em conta as projeções de recessão, segundo Miranda, é que as famílias mais vulneráveis aumentem o poder de consumo. No entanto, sem uma produção compatível, os preços dos produtos sobem, acarretando em aumento da inflação. O movimento do Banco Central pode ser, então, o de elevar a taxa Selic, subindo as taxas de juros e dificultando empréstimos e financiamentos. 

"É fácil imaginar que, se o governo injeta auxílio na mão de quem está deixando de comprar porque falta dinheiro, elas vão justamente gastar esse dinheiro e gastar rápido. Esse aumento de demanda pode levar a inflação", completa. Miranda, no entanto, afirma que o auxílio é necessário para garantir equilíbrio social, mas que precisa ser feito com cautela.

Especialista em Gestão Pública, Relações Institucionais e Governamentais da Fundação da Liberdade Econômica, Eduardo Fayet também frisa a importância do auxílio e a necessidade do equilíbrio. "São recursos importantes para atender a questão da fome, da dificuldade da classe mais pobre ter acesso a recursos."

Fayet acredita que a taxa de juros pode sofrer manutenção, "mas depende também de questões internacionais, capacidade de atração de investimento, equalização de política de governança e financiamento do desenvolvimento do Brasil". 

Medida permanente

O governo eleito defende que se extrapole o teto de gastos. Antes de deixar Brasília após se reunir com a equipe de transição, Lula criticou a reação negativa ao discurso e disse nunca ter visto "um mercado tão sensível". Já o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), disse apostar em um crescimento econômico. "O que precisa é a economia crescer. Esse é o fator relevante. E aí é importante o investimento, público e privado, recuperar planejamento no Brasil e bons planejamentos."

Outro fator que leva à desconfiança do mercado sobre a PEC é que o excedente de gastos pode se tornar uma constante. O relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), já afirmou que as mudanças previstas no teto de gastos para bancar os auxílios seriam permanentes.

"A ideia é que haja um compromisso da sociedade brasileira com os mais carentes, com os mais pobres. E que eles possam sentir que há uma segurança de que estará excepcionalizado para sempre esse recurso", disse, na quinta-feira (10).

O teto de gastos entrou em vigor em 2016 e é a principal regra fiscal que limita o crescimento das despesas em relação à inflação. Na prática, a ideia é congelar os gastos públicos para que o aumento em despesas siga a inflação.

Atual secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, e cotado para assumir o Tesouro Nacional no governo Lula, Felipe Salto acredita que o governo de transição "precisa fazer um aprimoramento das regras fiscais para evitar constrangimento de todo ano ter que aumentar o teto de gastos, que mobiliza recursos, políticas, esforço do governo e tempo". Ele defende a necessidade de mudar o teto de gastos para um limite de despesa, a fim de manter regras de controle, mas sem precisar ferir as normas ano após ano. 

Além disso, Salto defende uma reforma tributária. "Principalmente o ICMS, que produz uma série de distorções e complexidade no regimento tributário que já são muito conhecidas e poderiam ser resolvidas. É necessário uma reforma estrutural, discutir a questão das vinculações, do peso das despesas obrigatórias do orçamento."


R7  e Correio do Povo

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Ciro Nogueira defende aprovação da PEC da Transição para bancar Bolsa Família e salário mínimo

 Ministro da Casa Civil disse que defenderá a aprovação do texto, para garantir estabilidade no primeiro ano do novo governo


O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), defendeu neste domingo (13) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que está em fase de elaboração pela equipe do governo Lula. A PEC é necessária para garantir que o pagamento do Bolsa Família, atualmente, Auxílio Brasil, seja mantido no valor de R$ 600 para o ano que vem, além do reajuste real do salário-mínimo, promessas de campanha de Lula.

Nogueira disse que defenderá junto ao partido a aprovação do texto, para garantir estabilidade para o primeiro ano do novo governo. A proposta elaborada pelo PT deve prever que as despesas com o programa social fiquem fora do teto de gastos. O prazo de validade da regra e o total de recursos ainda não foram definidos. Com a medida, o governo eleito espera garantir recursos para aumentar o orçamento de áreas como saúde, educação e investimentos públicos.

"Todos os outros temas da agenda do novo governo merecem ser, primeiro, conhecidos, assim como sua política econômica. E, depois, discutidos com a legitimidade do novo Congresso", escreveu o ministro do governo Bolsonaro, em sua conta no Twitter.

Segundo Nogueira, os parlamentares que compõem a base do governo Bolsonaro e não apoiam a agenda econômica do governo Lula têm o direito de se posicionar livremente.

"O Congresso atual, que sai, não pode cassar a prerrogativa do novo, que chega legitimado pelo povo nas urnas e ainda nem assumiu. Não pode chancelar decisões dos próximos quatro anos no apagar das luzes. A vontade popular tem de ser respeitada", escreveu no Twitter.

 

O governo eleito pretende apresentar o texto final da PEC na próxima quarta-feira (16). O prazo máximo para aprovação é 17 de dezembro, com tramitação pelos plenários do Senado e da Câmara.

Agência Estado e Correio do Povo

Inter atropela Palmeiras e termina como vice-campeão do Brasileirão

 Maurício, Alemão e Romero marcaram os gols da goleada por 3 a 0 no Beira-Rio


Despedida em grande estilo. Foi dessa forma que o Inter finalizou o Campeonato Brasileiro 2022. Neste domingo, o Colorado não tomou conhecimento do campeão Palmeiras e goleou por 3 a 0, no Beira-Rio. Os gols foram marcados por Maurício, Alexandre Alemão e Braian Romero.

Partida de luxo. É assim que dá para definir a atuação do Inter contra o Alviverde paulista. No primeiro tempo, imprimiu grande intensidade e abriu dois gols de vantagem com naturalidade. Já na etapa final, quando recuou as linhas, viu Keiller fazer duas grandes defesas. No contragolpe, matou o confronto nos minutos finais.

Com o resultado, o Colorado de Mano Menezes terminou o Brasileirão como vice-campeão, com 73 pontos — a maior pontuação do clube na era dos pontos corridos. Foi a primeira derrota do Palmeiras fora de casa em toda a campanha do título brasileiro.

Inter arrasador contra o campeão

Em busca da confirmação da vice-liderança, o Inter começou a partida pressionando no ataque. Na primeira chegada, aos 2 minutos, Carlos de Pena cobrou o escanteio da direita e Vitão, sozinho na grande área, desviou de cabeça para fora. Passou perto da meta de Vinicius.

Na segunda chance, o Colorado abriu o placar e explodiu o Beira-Rio. Aos 9, após cobrança de lateral, Alemão ajeitou para Maurício. De dentro da área, o camisa 27 soltou uma paulada de perna esquerda no ângulo direito do goleiro Vinicius. Um golaço, 1 a 0.

Melhor na partida, o Inter seguiu em cima do Palmeiras e criou mais três oportunidades. Aos 15, Wanderson precisou finalizar duas vezes para obrigar ótima defesa de Vinicius, que colocou para escanteio. Na cobrança do corner, Vitão ganhou pelo alto e desviou de cabeça para a defesa segura do goleiro paulista. Aos 17, os donos da casa quase aumentaram a vantagem. Wanderson ganhou pelo lado direito, invadiu a área e soltou a bomba de direita. A bola encontrou a trave direita do Verdão.

Com a alta intensidade imposta nos primeiros minutos, o Colorado diminuiu o ritmo e recuou as linhas para explorar a velocidade nos contragolpes. O Alviverde, por sua vez, passou a ter mais a bola, mas sem conseguir levar perigo a Keiller, um mero espectador da partida no gramado do Beira-Rio.

Aos 38 minutos, o Inter colocou a segunda bola na rede. Após bela troca de passes pela direita, Maurício cruzou para Alemão. O camisa 35 antecipou o goleiro Vinicius e desviou para o fundo das redes. O 2 a 0 fazia justiça ao volume de jogo do Inter na etapa inicial.

Com o segundo gol sofrido, o Palmeiras resolveu acordar e levou perigo em duas oportunidades. Aos 42, Dudu aproveitou cobrança de falta lateral e tocou por cobertura. A bola passou por cima de Keiller e também da meta colorada. No minuto seguinte, Mayke foi acionado pela direita e cruzou para Rony. O camisa 10 desviou de cabeça para fora.

Keiller salva e Romero fecha a conta

Em desvantagem, o Palmeiras voltou para o segundo tempo com duas alterações: Gabriel Menino e Bruno Tabata nos lugares de Atuesta e Gustavo Scarpa, respectivamente. Na primeira chegada, os paulistas quase descontaram com um golaço. Aos 2, Vanderlan cruzou da esquerda e Rony finalizou de bicicleta no travessão.

Aos 8 minutos, o Alviverde criou outra chance de gol. Vanderlan recebeu de Dudu pela esquerda e cruzou rasteiro. Endrick finalizou na pequena área para defesa espetacular de Keiller, que ficou com a bola. Três minutos depois, Danilo aproveitou cobrança de lateral dentro da área, se livrou da marcação e finalizou por cima da meta colorada.

Com o time recuado e vendo o Palmeiras pressionar, Mano Menezes promoveu duas mudanças na equipe do Inter, aos 24. Lucas Ramos e Pedro Henrique entraram nos lugares de Taison e Maurício, respectivamente. Um minuto depois, Lucas Ramos aproveitou um rebote na entrada da grande área e finalizou para defesa segura do goleiro Vinicius.

Em contragolpe, o Colorado chegou com perigo aos 29 minutos. Após erro do Palmeiras no ataque, Pedro Henrique puxou o contra-ataque em alta velocidade. O camisa 28 cruzou da direita, a zaga do Palmeiras cortou e a bola sobrou para Matheus Dias, que finalizou da entrada da grande área para defesa de Vinicius.

Aos 35 minutos, Keiller voltou a salvar o Inter. Em cruzamento da esquerda, Navarro ganhou por cima e desviou no ângulo esquerdo. O goleiro colorado voou e espalmou para escanteio. Outra grande defesa do camisa 12.

Com o Palmeiras desesperado, o Colorado tratou de matar o jogo aos 39. Braian Romero aproveitou passe de Wanderson e, dentro da área, desviou de Vinicius para transformar a vitória colorada em goleada no Beira-Rio, 3 a 0. Festa para os mais de 30 mil colorados presentes no estádio. 

Brasileirão Série A - 38ª rodada

Inter 3
Keiller; Fabricio Bustos (Igor Gomes), Vitão, Gabriel Mercado e Renê; Matheus Dias (Estêvão), Carlos de Pena, Maurício (Pedro Henrique) e Taison (Lucas Ramos); Wanderson e Alemão (Braian Romero). Técnico: Mano Menezes.

Palmeiras 0
Vinicius; Mayke, Luan, Murilo e Vanderlan; Danilo, Atuesta (Gabriel Menino) e Gustavo Scarpa (Bruno Tabata); Dudu (Giovani), Rony (Rafael Navarro) e Endrick (José López). Técnico: Abel Ferreira.

Gols: Maurício, aos 9 minutos do segundo tempo, Alemão, aos 38 minutos do primeiro tempo, e Romero, aos 39 minutos do segundo tempo (I)
Cartões amarelos: Lucas Ramos e Alemão (I); Atuesta, Endrick e José López (P); 
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ-Fifa)
Assistentes: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ-CBF) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE-CBF)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG-Fifa)  
Data e horário: Domingo, 13 de novembro, às 16h
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)

Correio do Povo

Com bandeiras e hinos militares, manifestantes mantêm a concentração em Porto Alegre

 O grupo segue ocupando a área do Comando Militar do Sul, no Centro Histórico

O domingo foi de manifestação para os apoiadores de Jair Bolsonaro na área do Comando Militar do Sul (CMS), no Centro Histórico de Porto Alegre. Com um carro de som entoando hinos das Forças Armadas, carregando bandeiras e vestindo verde e amarelo, muitos manifestantes seguiram com o bloqueio na rua Sete de Setembro.

Os gazebos, barracas e “barracas iglus” continuam montados, formando acampamento que começou a tomar corpo no dia 1º de novembro, após o resultado da eleição nacional que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva como o próximo presidente do Brasil. Os manifestantes não aceitam o resultado, acusam o processo eleitoral de "fraudulento" e pedem "intervenção das forças armadas".

O movimento, que está ocorrendo em vários estados brasileiros, não tem uma data definida de término. 

Mais vendas

Com o fluxo constante de pessoas, os vendedores aproveitam para ficar nas redondezas. Camisetas, bandeiras, cornetas, pipoca, sorvetes, doces, água e refrigerante estão ao acesso dos manifestantes que estão pernoitando no local. Muitos relatam melhoria nas vendas com a transição diária de apoiadores.

A vendedora de bebidas não alcoólicas, Jucimara Lacerda Alves, saiu da Orla do Gasômetro para o espaço onde os manifestantes estão a fim de tentar aumentar as vendas. “ As vendas estão acontecendo mesmo com as pessoas trazendo água de casa”, explicou.


Correio do Povo

Manifestação em frente ao 38° Batalhão na cidade de Vila Velha/ES

 As manifestações seguem forte!




Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=892887528787251&aggr_v_ids[0]=892887528787251&notif_id=1668388971719477&notif_t=watch_follower_video&ref=notif

Flordelis é condenada a 50 anos de prisão pela morte do marido

 Sentença condena a ex-deputada federal por homicídio triplamente qualificado e cita "verdadeira e bárbara" execução do pastor Anderson do Carmo

A ex-deputada Federal Flordelis dos Santos de Souza foi condenada a cumprir 50 anos e 28 dias de reclusão pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. A pena pelo homicídio triplamente qualificado deve ser cumprida em regime inicialmente fechado, conforme determinação do Tribunal do Júri de Niterói (RJ).

A decisão afirma que a execução de Anderson do Carmo ocorreu de forma cruel e por motivo torpe, sem a possibilidade de defesa da vítima. "A ação criminosa evidencia, portanto, verdadeira e bárbara execução", destaca a sentença.

Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, também foi condenada pelo assassinato e deve cumprir 31 anos, quatro meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado.

André Luiz de Oliveira e Marzy Teixeira da Silva, filhos afetivos da ex-deputada, e Rayane dos Santos Oliveira, filha adotiva de Simone e André, foram absolvidos das acusações. Outros cinco réus já haviam sido condenados anteriormente por envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo.

O julgamento de Flordelis, que teve início na última segunda-feira (7), teve duração de sete dias e terminou com a oitiva da ex-deputada. No depoimento, ela relatou ter sido vítima de agressões do ex-marido e afirmou que a morte de Anderson do Carmo foi motivada por abusos.


R7 e Correio do Povo

Alckmin anuncia novos nomes da equipe de transição na segunda

 Vice-presidente eleito divulgou, até o momento, integrantes para sete grupos técnicos do governo de transição


O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), vai anunciar novos nomes para os grupos técnicos do governo de transição nesta segunda-feira (14). A declaração está marcada para acontecer em São Paulo, às 15h. 

Alckmin é o coordenador-geral da transição e passou a última semana em Brasília, onde acompanhou as primeiras reuniões dos grupos técnicos no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil).

A assessoria do PT não informou quais grupos devem ser divulgados nesta segunda. Até o momento, foram anunciados os integrantes de sete grupos: economia, desenvolvimento social e combate à fome, comunicação, direitos humanos, indústria, igualdade racial e mulheres. 

Além desses, também devem ser formados grupos técnicos para os temas: agricultura, pecuária e abastecimento; centro de governo; cidades; ciência, tecnologia e inovação; cultura; defesa; desenvolvimento agrário; desenvolvimento regional; economia; educação; esporte; infraestrutura; inteligência estratégica; justiça e segurança pública; meio ambiente; minas e energia; pesca; pequenas empresas; orçamento e gestão; povos originários; previdência social; relações exteriores; saúde; trabalho; transparência, integridade e controle; e turismo.

Os membros da equipe de transição devem ter acesso às diversas informações relacionadas às contas públicas, aos programas e projetos, entre outros tópicos. A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), está responsável pela articulação política. O ex-deputado federal Floriano Pesaro (PSB-SP) é o coordenador-executivo do gabiente de transição. Já o ex-ministro Aloizio Mercadante é o coordenador dos grupos técnicos. 

O governo de transição terá, ainda, um conselho político, constituído por representantes dos dez partidos da coligação feita por Lula para concorrer no pleito deste ano (PT, PCdoB, PV, PSB, PSol, Rede, Solidariedade, Avante, Agir e PROS), além de PDT e PSD, que entraram em acordo com a equipe de Lula após a vitória dele no primeiro turno.

Os integrantes do conselho serão: José Luiz Penna, presidente do PV; Jefferson Coriteac, vice-presidente do Solidariedade; Daniel Tourinho, presidente do Agir; Wolney Queiroz, deputado federal pelo PDT; Felipe Espirito Santo, integrante da direção do PROS; Carlos Siqueira, presidente do PSB; Wesley Diógenes, porta-voz da Rede; Luciana Santos, presidente do PCdoB; Juliano Medeiros, presidente do PSOL; Guilherme Ítalo, da direção do Avante; e Antônio Brito, deputado federal pelo PSD.

A princípio, as pessoas que forem escolhidas para o governo de transição não devem ser nomeadas para ministérios quando Lula assumir. "O presidente Lula deixou claro que os que vão participar da transição não têm relação direta com ministério, com o governo. Podem participar, não participar. São questões obstantes, distintas", disse Alckmin.

Confira a lista completa dos nomes anunciados por Alckmin:

Comunicação

Paulo Bernardo
Jorge Bittar
Cezar Alvarez
Alessandra Ourofino

Direitos Humanos

Maria do Rosário
Sívio Almeida
Luiz Albert Mequetti
Janaína Barbosa
Rubens Linhares
Emídio de Souza
Maria Vitória Benevides

Igualdade Racial

Nilma Lino Gomes
Givânia Maria Silva
Douglas Belchior
Tiago Tobias
Ieda Leal
Martius das Chagas
Preta Ferreira

Planejamento

Guido Mantega
Ênio Verri
Esther Duek
Antônio Correia Lacerda

Indústria, Comércio e Serviços

Germano Rigotto
Jackson Shinaider
Rafael Luckesi
Marcelo Ramos

Pequenas Empresas

Tatiana Conceição
Paulo Okamoto
Paulo Feldmann
André Ceciliano

Mulheres

Aniele Franco
Roseli Faria
Roberta Eugênio
Maria Helena Guarezi
Eleonora Menicuti
Aparecida Gonçalves

R7 e Correio do Povo