Forças armadas reforçam que manifestações são um direito, mas que não deve haver excessos

 Protestos contra a vitória de Lula aconteceram em várias capitais do país logo após o resultado das urnas

O comando das Forças Armadas divulgou uma nota conjunta nesta sexta-feira (11) tratando sobre as manifestações populares que se espalharam pelo país contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas eleições. 

O texto defende a liberdade de expressão assegurada pelas Instituições, mas também condena eventuais excessos cometidos que restrinjam direitos individuais e coletivos que coloquem em risco a segurança pública.

Esta nota das Forças armadas foi divulgada para mostrar seu alinhamento ao Ministério da Defesa, que divulgou o relatório de fiscalização das urnas na última quarta-feira (9).

Leia a nota:

"Às Instituições e ao Povo Brasileiro

Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.

A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.

Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.

A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.

Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.

A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.

Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.

Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.

Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS
Comandante da Marinha

General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES
Comandante do Exército

Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR
Comandante da Aeronáutica"


Blog do Nolasco / R7 e Correio do Povo

Brasília vai explodir

 



Fonte: https://www.facebook.com/monica.bourdot/videos/889060042257494/

Holografia e maior participação humana: saiba como deve ser o 6G

 Tecnologia pode estar disponível a partir de 2030

6g trará grandes mudanças na sociedade 

5G já está disponível em todas as capitais do Brasil. As discussões sobre a próxima geração do sinal, o 6G, já existem. A tecnologia pode chegar oficialmente no mundo em 2030 e promete trazer avanços significativos na conexão, permitindo a comunicação holográfica e uma maior participação humana envolvendo o processo, de acordo com o pesquisador Paulo Sergio Rufino, que participou este ano do Futurecom 2022. A apresentação do Direto ao Ponto sobre o assunto é de Camila Souza e Lucas Eliel. 

Ouça "Holografia e maior participação humana: saiba como deve ser o 6G" no Spreaker.

Correio do Povo

Tropas ucranianas retomam Kherson após quase nove meses de ocupação russa

 "Hoje é um dia histórico!", declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky


As tropas ucranianas reconquistaram, nesta sexta-feira, a cidade de Kherson, no sul do país, e reivindicaram uma "importante vitória" contra a Rússia, que retirou suas forças da única região que havia ocupado em quase nove meses de combates. "Hoje é um dia histórico!", declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Kherson é "nossa", proclamou, destacando que o exército estava em sua periferia, embora as "unidades especiais" já estivessem na cidade.

O Ministério da Defesa tinha anunciado anteriormente que Kherson tinha voltado "ao controle da Ucrânia". O ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, divulgou um vídeo em que moradores da cidade de Bilozerka são vistos, segundo ele, a poucos quilômetros de Kherson, arrancando um enorme cartaz que dizia "a Rússia está aqui para sempre".

Esta retomada é uma "vitória importante" e mostra que "não importa o que a Rússia faça, a Ucrânia vencerá" a guerra, disse Kuleba no Twitter. O assessor norte-americano de segurança nacional, Jake Sullivan, comemorou a "vitória extraordinária" da Ucrânia ao retomar a cidade de Kherson.

A retirada russa, a terceira de envergadura desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, representa um duro revés para o presidente Vladimir Putin, que proclamou no fim de setembro a anexação de quatro regiões ucranianas, entre elas Kherson.

Putin tinha prometido defender "por todos os meios" estas regiões e ameaçou indiretamente recorrer à arma nuclear. Mas diante da contraofensiva ucraniana, lançada no fim do verão no hemisfério norte, o exército russo anunciou na quarta-feira que deixava a parte norte da região, incluindo sua capital homônima, para consolidar posições na margem oposta do rio Dnieper, uma barreira natural. "Más de 30.000 militares russos e cerca de 5.000 peças de armamento e veículos militares foram retirados" da margem ocidental do Dnieper, informou nesta sexta o ministério da Defesa russo.

"Cidade livre, por fim!"

"Vemos rostos amáveis e sorridentes, flores, guardanapos borados para receber nossos veículos", disse à AFP por telefone da Polônia Andriy Jolob, comandante de uma unidade médica a cerca de 50 km de Kherson.

Na capital, Kiev, viram-se cenas de alegria, com buzinaços e música nas ruas. "Kherson é a Ucrânia!", comemorou seu prefeito, Vitali Klitschko.

"Minha cidade livre, por fim! A cidade onde nasci, onde vivi por toda a minha vida", disse com lágrimas nos olhos Nastia Stepenska, de 17 anos, que se refugiou na capital no início da guerra. "Vou voltar quando for possível e seguro. Em breve, espero", acrescentou, em alusão aos combates que continuam sacudindo a região.

A Ucrânia reivindicou nesta quinta-feira a retomada de mais de 40 localidades da região e o Estado-maior afirmou na sexta-feira que sua ofensiva "continua". A Rússia, apesar da retirada de suas tropas, continua considerando que toda esta região meridional da Ucrânia lhe pertence.

A região de Kherson "é um tema da Federação da Rússia", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. "Não pode haver nenhuma mudança", acrescentou no primeiro comentário da Presidência russa sobre a retomada. Pouco após o início da guerra, a Rússia fracassou em sua tentativa de tomar Kiev e em setembro teve que deixar quase toda a região de Kharkiv (nordeste). Putin ordenou na ocasião a mobilização de 300.000 reservistas para tentar recuperar a iniciativa no terreno.

"Resposta cínica"

Apesar destas retomadas, a Rússia continuou bombardeando outras regiões da Ucrânia. Os ataques das últimas semanas destruíram grande parte da infraestrutura de energia de seu vizinho, deixando várias partes do país sem eletricidade, incluindo a capital Kiev.

Na noite de quinta-feira, pelo menos sete pessoas morreram em um ataque com mísseis a um prédio residencial na cidade de Mykolaiv (sul), disseram autoridades regionais nesta sexta. Uma jornalista da AFP viu o prédio destruído e equipes de resgate procurando vítimas sob os escombros. Zelensky denunciou "uma resposta cínica do Estado terrorista [russo] a nossos êxitos no front".

O chefe da administração regional, Vitali Kim, anunciou na noite desta sexta-feira que a região de Mykolaiv foi "inteiramente liberada". Os combates também continuam na frente leste, especialmente em Bakhmut, cidade que Moscou tenta conquistar há meses, com o apoio do grupo paramilitar Wagner.

AFP e Correio do Povo

Chuva deve beneficiar lavouras de soja e arroz

 Previsão de precipitações até segunda-feira indica impacto positivo no desenvolvimento das culturas nas áreas já semeadas



O retorno da chuva ao Rio Grande do Sul deve favorecer o estabelecimento da soja nas regiões onde a semeadura já foi concluída. Apesar do atraso no plantio, que alcança 17% da área de cultivo prevista no ciclo atual, as precipitações esperadas para os próximos dias não representam preocupação com relação ao término dos trabalhos até 31 de dezembro, prazo estipulado pelo zoneamento agroclimático para a cultura no Estado, avalia o diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Alencar Rugeri.

Na safra 2022/2023, a soja deve ocupar 6,568 milhões de hectares de lavouras no Estado. A produção estimada pela Emater/RS-Ascar se mantém em 20,563 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 3.131 quilos por hectare. Segundo Rugeri, a semeadura da oleaginosa começou mais tarde neste ano devido ao atraso na colheita do trigo, já que muitas propriedades rurais também se dedicam às culturas de inverno. Em algumas regiões, como a Fronteira Oeste, a falta de umidade no solo também protelou a entrada das plantadeiras em capo. “As chuvas agora são muito bem-vindas. O que vai aumentando é o risco, por isso (recomenda-se) escalonar ao máximo o plantio”, destaca Rugeri.

No caso do arroz, o plantio já foi finalizado em 84,87% dos 862,5 mil hectares projetados em todo o Estado, informa o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A expectativa de chuva é uma boa notícia para a germinação e o bom estabelecimento das lavouras, segundo a meteorologista Jossana Ceolin Cera. “Principalmente da metade (do Estado) para o oeste, os produtores estão aguardando bastante essa chuva. Boa parte do arroz já foi semeada, e a terra está seca”, destaca Jossana. Das regiões orizícolas monitoradas pela autarquia, a Zona Sul é a que está em fase mais adiantada, com a semeadura concluída em 98,28% de um total de 139,5 mil hectares. A mais atrasada é a Depressão Central, que até o momento semeou 56,39% da área prevista de 115,7 mil hectares.

De acordo com o último Boletim Integrado Agrometeorológico elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga, o ingresso de ar quente neste sábado manterá a elevação das temperaturas em todo o Estado. Na Fronteira Oeste e na Campanha, a aproximação de uma frente fria deverá trazer pancadas de chuva e trovoadas a partir da tarde, além de temporais isolados. Para o domingo, a previsão é que o deslocamento da frente fria resulte em chuva em todo o Estado, com risco de tempestades isoladas.

Na segunda-feira (14), ainda ocorrerão chuvas no leste, no nordeste e no norte do Rio Grande do Sul, enquanto nas demais regiões o ingresso de ar seco manterá o tempo firme. Os volumes de chuva previstos para o dia vão de 15 a 35 mm na maioria das áreas, com totais entre 35 e 50 mm nas regiões das Missões e do Vale do Uruguai.

Correio do Povo

Verde e Amarelo - Música de Roberto Carlos atualizada

 



Fonte: https://www.facebook.com/albino.scolaro.5/videos/504967628156604/

Demissões em massa e perdas trilionárias: 'big techs' enfrentam crise e cenário tende a piorar

 Juros altos, expectativas altas demais e fuga de investidores mergulharam as maiores empresas de tecnologia dos EUA em seu pior momento


Na quarta-feira (9), a Meta, controladora do Facebook, expôs ao mundo um de seus momentos mais difíceis. Em uma carta pública direcionada aos funcionários da empresa, o CEO e fundador Mark Zuckerberg anunciou que demitirá 13% da força de trabalho da empresa — cerca de 11 mil funcionários.

Na mensagem, Zuckerberg assumiu toda a responsabilidade da crise dentro da companhia e revelou que o plano é tornar a Meta "uma empresa mais enxuta e eficiente, cortando gastos discricionários e estendendo nosso congelamento de contratações até o primeiro trimestre" de 2023.

Em fevereiro já estava claro que a Meta estava em seu pior momento desde que se tornara a gigante das redes sociais. Em um único dia, a empresa perdeu US$ 232 bilhões (R$ 1,235 trilhão no câmbio atual) em valor de mercado, um valor recorde na história do mercado de ações, segundo alguns cálculos.

A queda histórica foi o resultado da divulgação de que a empresa tivera US$ 10 bilhões em perdas em sua divisão Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento do Metaverso, que ainda não demonstrou nenhum resultado financeiro palpável, e é clássificada por investidores como uma "aposta arriscada" de Zuckerberg.

Cenário devastador

Mas a crise no Facebook é apenas uma face do problema. Outros titãs das chamadas "big techs" — as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos — enfrentam situações similares: ganhos abaixo do esperado, queda de valor de mercado e instabilidade cada vez maior.

Cada uma delas se vê afetada por um cenário pantanoso, com uma guerra sem prazo de término na Europa, aumento de juros e fuga de investidores. Os resultados de tal crise podem, inclusive, modificar o equilíbrio de poder entre algumas das maiores corporações do mundo.

O Twitter enfrenta uma profunda crise desde que foi comprado por Elon Musk, que não descartou uma futura falência da empresa e demitiu metade de seus funcionários. A Amazon perdeu cerca de US$ 1 trilhão em avaliação de mercado, de acordo com a Bloomberg; enquanto a Microsft não ficou muito longe, com perdas de valor de mercado na casa dos US$ 889 bilhões (R$ 4,734 trilhões). Mesmo o TikTok, em crescimento acelerado e operado pela empresa chinesa ByteDance, diminuiu as metas de receitas para 2022.

Como resultado, todo o setor de tecnologia está demitindo em massa. Segundo um levantamento da plataforma Crunchbase, empresas do ramo já demitiram 52.000 pessoas em 2022.

Em índices gerais, em 2022 o valor de mercado da Amazon caiu 39,5%, a Meta despencou 67%, a Netflix caiu 52% e a Alphabet, controladora do Google, caiu outros 35%. A única das gigantes que enfrentou problemas menores foi a Apple, que teve perdas de 16%, e ganhou quase US$ 191 bilhões (R$ 1,016 trilhão) em valor de mercado apenas na quinta-feira (10).

As variações gigantescas são uma mostra do momento complicado que enfrenta a economia norte-americana e global, e pode se extender mais tempo do que o esperado.

"Atualmente o cenário econômico está incerto, isso decorre de inúmeros acontecimentos, como o conflito na Ucrânia, inflação pressionada, juros altos e nível de endividamento elevado dos países", avalia Lucas Lautert Dezordi, professor da PUC-PR e economista-chefe da TM3 Capital, gestora de investimentos especializada em startups.

Um cenário de instabilidade como esse afeta ainda mais fortemente as empresas de tecnologia, que atraem fundos de investimentos interessadas em crescimento acelerado. Mudanças econômicas transformam as expectativas de setores financeiros em decepção.

"Desde o início do ano, o mundo começou a subir os juros, em especial os Estados Unidos. Isso faz com que empresas de crescimento elevado sofram muito mais, uma vez que muito do valor dessas empresas está nas “expectativas de crescimento”. Entretanto, esse crescimento pode não se concretizar", completa Dezordi.

Embora seja difícil prever as movimentações cada vez mais complexas e caóticas do mercado financeiro global, é muito provável que a crise do setor se intensifique ainda mais.

"Tudo é possível! Por hora, considerando os ciclos do mercado, esse cenário deve piorar. Ainda estamos em uma fase inicial da desaceleração econômica, e não chegamos a observar nenhuma recessão de fato na economia global, o que deve acontecer no próximo ano", prevê o economista.

Fundos menores

Diante dessa turbulência, investidores apertam os cintos e procuram águas mais calmas para evitar perdas bilionárias. É o caso da gigante japonesa SoftBank, conhecida mundialmente por administrar o Vision Fund, classificado como o "maior fundo de investimento focado em tecnologia do mundo", com mais de US$ 100 bilhões (R$ 532 bilhões) de capital — quase metade dele proveniente do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita.

As perdas da divisão de investimentos da empresa — que também tem operações de banda larga, comércio eletrônico, telefonia fixa e TI — ficaram na ordem dos US$ 10 bilhões e a divulgação dos resultados negativos marcou também a despedida de seu fundador Masayoshi Son das decisões diárias do grupo. O CEO afirma que agora focará na gestão da fabricante de microprocessadores britânica Arm, comprada pelo SoftBank em 2016.

Son, uma figura controversa, transformou apresentações financeiras em estranhos shows visuais, um misto de ficção científica e técnicas para chamar a atenção de aliados financeiros. Mas os últimos seis meses diminuíram o ritmo de entusiasmo do Softbank, que demitiu 30% da equipe do Vision Fund e, segundo o Financial Times, "reduziu drasticamente o tamanho de seus investimentos nos últimos seis meses".

O recuo é um claro sinal de que a era dourada dos investimentos gigantescos e crescimento insanamente de startups pode mudar em breve. E pode mesmo frear o crescente poder de influência das big techs. Na avaliação de Dezordi, o próprio governo norte-americano pode ser um obstáculo mais forte do que concorrentes estrangeiras, como o TikTok, que estão "expostas a fatores similares".

"Com relação ao poder das gigantes norte-americanas de serviços de internet, recentemente elas têm sido mais afetado pelo próprio governo dos EUA, com algumas restrições de privacidade, do que apenas pelo avanço das corporações chinesas", afirmou o economista.

Otimismo excessivo

A pandemia também ajudou. Enquanto outros setores enfrentaram crises profundas, as gigantes de tecnologia cresceram com a demanda por serviços virtuais e opções de home office. Esse cenário financeiramente otimista fez com que muitos executivos não se preparassem para o que viria a seguir.

Na carta de Zuckerberg é possível perceber que esse cenário foi avaliado pela Meta como "uma aceleração permanente que continuaria mesmo após o término da pandemia". Mas as coisas não saíram como o esperado.

"Infelizmente, isso não aconteceu do jeito que eu esperava. Não apenas o comércio online voltou às tendências anteriores, mas a desaceleração macroeconômica, o aumento da concorrência e a perda de sinal de anúncios fizeram com que nossa receita fosse muito menor do que eu esperava", disse Mark Zuckerberg no blog da empresa, avaliando o cenário atual.

Há ainda desafios específicos em certos setores do mercado, como o de publicidade, que enfrenta um momento de queda de preços e menor demanda.

"Na Alphabet e Meta, esse cenário [a diminuição dos gastos] é refletido através de uma menor demanda por anúncios das empresas, que estão pensando em economizar; na Amazon, principalmente por uma menor compra de bens materiais pelas pessoas", explica Lucas Dezordi.

Brasil também é afetado

O Brasil também é afetado pelo cenário global de queda de investimentos, diminuição de atratividade do setor de tecnologia e operações de startups.

"Só no primeiro semestre, o volume financeiro dos investimentos em startups no Brasil caiu mais de 40% em comparação a 2021. Já o número de investimentos caiu cerca de 15%, mostrando que o valor médio dos cheques também tem seguido uma tendência de redução", diz Dezordi.

O ciclo é exatamente o mesmo dos investimentos feitos internacionalmente: no atual momento de crise, fundos e investidores passam a definir regras mais rigorosas para despejar dinheiro em empresas menores, e escolhem companhias "com modelos de negócios financeiramente mais sustentáveis e com propostas de valor mais validadas".

Mas, apesar da intensa turbulência que parece ameaçar a hegemonia de um setor que cresceu de forma alucinante, não é preciso se desesperar. No New York Times, o estrategista financeiro Jeff Sommer resume a questão: no curto prazo a situação continuará tensa, por todo o quadro de incertezas econômicas e do alto risco que representam os negócios dessas empresas; mas no longo prazo ele diz "permanecer otimista".

"Muitas dessas empresas de tecnologia ainda estão gerando lucros razoáveis, e outras ganharão muito dinheiro um dia", diz Jeff.

A opinião de que os ventos devem permanecer turbulentos por algum tempo antes de apresentar melhoras é compartilhada por Lucas Dezordi: "As empresas de tecnologia costumam atravessar as crises com mais facilidade do que os negócios tradicionais. Esta resiliência e agilidade das startups deve manter o mercado de tecnologia rodando durante um período de recessão".

R7 e Correio do Povo

CIA interferiu nas eleições brasileiras, denuncia Fox News

 Segundo o jornalista norte-americano Tucker Carlson, Biden pressionou Bolsonaro a ‘aceitar o resultado’ do pleito

Tucker Carlson é apresentador do programa Tucker Carlson Tonight | Foto: Gage Skidmore/Flickr

A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos interferiu nas eleições brasileiras, segundo o jornalista Tucker Carlson, da Fox News. O âncora da emissora norte-americana acusa o presidente de seu país, Joe Biden, de pressionar o atual chefe do Executivo brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), a reconhecer o resultado das eleições.

“O mesmo governo que está constantemente tagarelando sobre a santidade da democracia e das eleições livres e justas, na verdade, está interferindo nas eleições de outros países”, afirmou o jornalista, durante uma edição do programa Tucker Carlson Tonight. “Neste caso, nas eleições no Brasil, há mais de um ano.”

Carlson lembra que William Burns, diretor da CIA, pressionou Bolsonaro antes mesmo de as eleições serem concluídas. “Pense nisso por um minuto”, aconselhou. “Você não tem obrigação de aceitar o resultado de uma eleição injusta. Na verdade, se você acredita na democracia, você não deveria.”

Na segunda-feira 31, um dia depois do segundo turno, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, disse que “a votação reforça nossa confiança nas instituições democráticas do Brasil, que desempenhou seu papel constitucional com eleições justas e livres”.

Bolsonaro disse, em pronunciamento realizado em 1º de novembro, que continuará a respeitar a Constituição Federal de 1988. “Agradeço aos 58 milhões de brasileiros que votaram em mim”, salientou o presidente, no Palácio da Alvorada. “Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral.”

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), informou que o gabinete de transição será instalado a partir desta quinta-feira, 3. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), confirmou que os trabalhos já começaram.

“Estamos satisfeitos em ver que o presidente Bolsonaro reconheceu os resultados da eleição e autorizou o início do processo de transição”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre.

Revista Oeste

Nasa mantém para a próxima semana lançamento de foguete para a Lua

 Lançamento do foguete SLS, o mais potente da história da Nasa, está previsto para a próxima quarta-feira

A Nasa anunciou nesta sexta-feira que vai manter a tentativa de lançar seu novo mega-foguete lunar na próxima quarta-feira, 16 de novembro, depois que as inspeções revelaram apenas danos menores após a passagem do furacão Nicole pela Flórida. "Não há nada que impeça" um lançamento nesta data, disse o administrador associado da Nasa, Jim Free, durante coletiva de imprensa, destacando que as equipes da agência espacial tinham recuperado acesso à plataforma de lançamento nesta quinta.

lançamento do foguete SLS, o mais potente da história da Nasa, está previsto para a 01h04 local (03H04 de Brasília) da quarta-feira, com uma possível janela de lançamento de duas horas. A missão de testes Artemis 1 vai impulsionar a cápsula Orion, sem astronautas a bordo, até a Lua sem pousar. Se a decolagem ocorrer na quarta, a missão duraria 25 dias e meio, e a cápsula voltaria ao oceano Pacífico em 11 de dezembro.

No entanto, a agência espacial americana precisa fazer uma série de preparativos até a quarta-eira, entre eles uma série de testes técnicos. É possível que seja preciso substituir um componente danificado no pé do foguete.

Estão previstas duas datas alternativas em caso de necessidade: 19 e 25 de novembro, anunciou Free. "Agora mesmo, estamos concentrados no [dia] 16, e se ficarmos empacados por algo que encontremos durante o acionamento ou os testes, então teremos que pensar em 19 de novembro", disse. Os ventos do furacão Nicole, de categoria 1, passaram pelo foguete enquanto estava na plataforma de lançamento, no Centro Espacial Kennedy. Mas não superaram os limites que a nave poderia suportar, segundo Free.


AFP e Correio do Povo

Mentira do PT contra Jair Bolsonaro é desmascarada

 "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8,32)




Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=1153789582240257&aggr_v_ids[0]=1153789582240257&aggr_v_ids[1]=866272664542274&aggr_v_ids[2]=532611178365000&notif_id=1668206111113239&notif_t=watch_follower_video&ref=notif