O ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas participa de sabatina no Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta terça-feira (18). Candidato ao Governo de São Paulo pelo Republicanos, ele teve agenda de campanha suspensa nesta segunda após um tiroteio na comunidade de Paraisópolis, Zona Sul da capital paulista, episódio que ele considera como uma tentativa de “intimidação do crime organizado”.
As principais notícias do dia. Política, economia, notícias internacionais, agronegócio e empreendedorismo.
Bolsonarismo irá persistir pelos próximos anos mesmo com Lula eleito, avalia Tebet
Ex-presidenciável se reuniu com empresários e economistas e ressaltou que o atual mandatário ‘mudou a mentalidade’ dos brasileiros; senadora declarou apoio à candidatura petista no segundo turno
A senadora Simone Tebet (MDB) esteve presente em um encontro com empresários e economistas nesta terça-feira, 18, e falou sobre a atual conjuntura política. No evento, a emedebista ressaltou que, embora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saia vitorioso nas urnas eletrônicas neste segundo turno das eleições presidenciais, o ‘bolsonarismo’ irá persistir pelos próximos quatro anos através de seus valores em “ser reacionário”, promover o “retrocesso civilizatório” e “de valores”. Tebet argumentou que o atual mandatário “mudou a mentalidade” da população brasileira e que o povo deveria se indignar com o “mau exemplo” dado pelo chefe do Executivo com falas chulas, de palavrões, de humilhar, de desvencilhar, de achar que o Brasil tem sido exatamente o que uma meia dúzia pensa”. A ex-presidenciável ressaltou que a maior riqueza nacional é a “diversidade” e que é preciso lutar para manter este entendimento. “Como é que nós podemos agora ter um presidente que conseguiu em menos de 4 anos, através de fake news, de rede social, mudar esses valores? E tá mudando a mentalidade, a alma e o caráter do povo brasileiro”, disse.
Ao ser questionada sobre a visita de Jair Bolsonaro (PL) no Santuário de Nossa Senhora Aparecida na última quarta-feira, 12, a congressista alertou para o “perigo” de uma “guerra santa” no país. “Acima da política está a nossa fé, seja ela qual for. E pela fé nós fazemos tudo, ou nós não temos fé. Pelo nosso Deus que nós acreditamos nós fazemos tudo. Por isso que o Estado tem que ser laico. Por isso que nós não podemos admitir que a religião entre na política. Olha o que nós estamos fazendo em um dia santo para os católicos como eu. Ele [Bolsonaro] levou uma meia dúzia de bolsominions para vaiar uma missa que estava sendo lá consagrada em uma devoção da maior santa da Igreja Católica. Não interessa se eu sou evangélica e não acredito, mas tem católicos que acreditam como eu, ele não respeita isso”, finalizou. No evento, estiveram presentes o economista Armínio Fraga e a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP). A aliança de Tebet com Lula aconteceu após a definição do primeiro turno e a divulgação de que Tebet obteve 4,16% dos votos válidos.
Jovem Pan
Maioria do STF vota para liberar municípios para oferecer transporte gratuito nas eleições
Decisão do ministro Barroso que autoriza a prática, sem o cometimento de crime eleitoral, é analisada pelo plenário
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para validar a decisão do ministro Luís Roberto Barroso que libera o poder público a oferecer transporte gratuito no dia 30 deste mês, quando ocorre a votação do segundo turno das eleições.
A votação ocorre no plenário virtual da corte. Barroso entendeu que a oferta de transporte sem custo no dia do segundo turno é constitucional, pois assegura o direito ao voto. A decisão do ministro não obriga a oferta do transporte gratuito, com exceção das cidades que já liberaram as catracas no primeiro turno, que, de acordo com a determinação do magistrado, devem repetir o ato na votação do segundo turno.
Barroso respondeu a um questionamento sobre a medida de liberar transporte gratuito no domingo de eleição, tendo em vista o risco de crime eleitoral. "É preciso reconhecer, de forma expressa, que os municípios podem, sem incorrer em qualquer forma de ilícito administrativo, civil, penal ou eleitoral, promover política pública de transporte gratuito no dia das eleições, como forma de garantir as condições materiais necessárias para o pleno exercício do sufrágio ativo", afirmou o ministro.
A legislação proíbe o transporte coletivo de passageiros. No entanto, Barroso afirmou que, no caso do poder público, o crime eleitoral não ocorr, desde que as catracas estejam liberadas para todos os eleitores, sem discriminação. A FNP destacou que a entidade foi aceita como amicus curiae ( "amigos da corte") no processo para opinar sobre o tema em julgamento.
Até agora, cinco ministros votaram e seguiram o relator. Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux. Ricardo Lewandowski e Edson Fachin são favoráveis à decisão de Barroso.
Uma das opções apontadas por Barroso é o uso do transporte escolar no domingo. As prefeituras ficam impedidas de reduzir o transporte no dia de votação. A Frente Nacional de Prefeitos publicou uma nota sobre o tema, afirmando que um dia de gratuidade custaria R$ 165 milhões aos municípios.
Ainda de acordo com o texto, a decisão do ministro Barroso cria um cenário de segurança jurídica para a liberação das catracas. No entanto, de acordo com a entidade, seria necessária a aprovação de leis locais, nas câmaras de vereadores, para garantir a legalidade das liberações nos transportes.
R7 e Correio do Povo
Programa de governo de Lula é "má notícia" para o Brasil, diz Meirelles
Ex-ministro fez análise pessimista sobre eventual governo do PT e disse que o presidente Jair Bolsonaro pode vencer as eleições
O ex-ministro da Fazenda e ex-chefe do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles expressou dúvidas sobre os rumos da economia brasileira em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições deste ano. "A eleição é muito apertada neste momento. As chances de Lula são maiores, mas ainda acredito que o presidente Jair Bolsonaro tem uma chance real de vencer", disse o ex-ministro.
Segundo Meirelles, houve três governos diferentes do PT: o primeiro, com responsabilidade fiscal, o segundo, com algum alívio fiscal e mais aberto às demandas políticas, e o terceiro acabou em recessão. "A grande questão agora é qual Lula tomará posse se, de fato, vencer. Eu digo que depende. Se você pegar seu atual programa de governo, seria uma má notícia", sentenciou.
Para o ex-ministro, o programa é elaborado com uma visão semelhante ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff. "Até porque quem desenvolveu o programa foi um grupo de economistas que acreditam fortemente no papel do Estado e das empresas estatais na promoção do desenvolvimento. Essa visão prevalece neste momento", analisou.
As declarações de Meirelles ocorreram em conversa com a Eurasia Group, uma empresa internacional de consultoria e pesquisa de risco político. Meirelles disse, ainda, não estar certo se Lula adaptaria sua política fiscal em razão de um Congresso mais conservador.
"Minha resposta para saber se ele se tornaria mais conservador por causa dos resultados do Congresso é não", previu o ex-ministro. Segundo Meirelles, Lula não vai anunciar nenhum de seus planos econômicos nem os nomes que vão liderar a economia antes das eleições.
"Ruído"
Ao R7, Meirelles informou que "nas conversas com investidores, repito que, na minha opinião, um eventual governo Lula vai priorizar as responsabilidades fiscal e social dentre as alternativas propostas pelos diferentes grupos de economista. Outras interpretações das minhas falas são puro ruído."
O ex-ministro também se posicionou sobre as declarações nas redes sociais.
Nas conversas com investidores repito que, na minha opinião, um eventual governo Lula vai priorizar as responsabilidades fiscal e social dentre as alternativas propostas pelos diferentes grupos de economistas. Outras interpretações das minhas falas são puro ruído.
— Henrique Meirelles (@meirelles) October 19, 2022
R7 e Correio do Povo
Flamengo vence Corinthians nos pênaltis e é campeão da Copa do Brasil
Timão surpreendeu com empate em 1 a 1 e pressão no segundo tempo, mas desperdiçou cobranças
A Copa do Brasil é do Flamengo pela quarta vez. O time bateu o Corinthians nos pênaltis diante de 68 mil torcedores no Maracanã e garantiu assim o tetracampeonato. Fagner, com um chute no travessão, e Mateus Vital, com um chute a la Roberto Baggio, desperdiçaram as cobranças. Rodinei fez o gol decisivo, após empate por 1 a 1 no tempo normal.
O empate sem gols no jogo de ida havia deixado a decisão sem um grande favorito, mas o Flamengo jogava em casa, onde conta com ótimo retrospecto, e ia para a final com um elenco, entre titulares e reservas, mais qualificado. A questão é que, do outro lado, tinha o Corinthians. E, ainda que reconhecesse as dificuldades, o time não estava disposto a ir para o jogo como mero coadjuvante. O técnico Vítor Pereira sabia que, assim como fora na primeira partida, era possível equilibrar forças com um time atento e bem postado. E desequilibrar com alguma surpresa.
A surpresa veio na escalação. Quando se esperava uma formação tradicional, o treinador optou por colocar o lateral Lucas Piton na vaga do meia Adson, recuar Fábio Santos para uma linha de três defensores e, assim, dar mais força ofensiva pelas alas.
O problema é que a estratégia começou a ruir com apenas seis minutos. Mesmo o povoado setor defensivo corintiano não foi capaz de evitar uma rápida troca de passes entre Arrascaeta, Everton Ribeiro e Pedro, que concluiu a jogada tocando na saída de Cássio. O gol que fez explodir o Maracanã foi seu 28º na temporada.
Também não funcionou porque Piton parecia em outra rotação. Ainda que Rodinei lhe concedesse generosos espaços pelo lado esquerdo, o lateral corintiano passou os primeiros 30 minutos sem conseguir concatenar as jogadas. Só foi se encontrar em campo na reta final.
Com o revés no placar e a demonstração de inoperância do primeiro tempo, Vítor Pereira desistiu da surpresa e retornou com o básico para a etapa final, com Adson no meio e com Fábio Santos de volta ao lado do campo.
A mudança surtiu efeito. O Corinthians passou os primeiros dez minutos no campo de ataque e conseguiu exercer alguma pressão. O que o time não conseguiu foi concluir, porque Roger Guedes não saía do flanco esquerdo, Yuri Alberto não saía do encalço de David Luiz, e Renato Augusto não conseguia espaço para seus chutes da entrada da área.
Mas a história da final começaria a mudar aos 30, quando Giuliano e Mateus Vital entraram em campo. Seis minutos mais tarde, foi Vital quem iniciou a jogada que culminou no gol de Giuliano, que alcançava Germán Cano na artilharia da Copa do Brasil e levava a decisão para os pênaltis.
Nos pênaltis, o torcedor do Corinthians começou em festa, após Cássio defender a cobrança de Filipe Luís. Fábio Santos, Giuliano, Renato Augusto, Yuri Alberto e Maycon também converteram, enquanto Fagner bateu a segunda no travessão. David Luiz, Leo Pereira, Everton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Everton Cebolinha deixaram tudo igual. Aí, Mateus Vital isolou e Rodinei marcou o gol do título
Mais do que o tetracampeonato da competição, o título dá ao Flamengo uma vaga direta à fase de grupos da Libertadores do próximo ano e forra os cofres do clube com R$ 60 milhões em premiação - fora tudo o que se arrecadou nas fases anteriores. E coloca na história da competição o nome do Flamengo como o merecido campeão de 2022.
Agência Estado e Correio do Povo
Federação Nacional dos Atletas solicita afastamento de Anderson Daronco
O volante Raniele, do Avaí, acusou o árbitro gaúcho de desrespeitar jogadores
A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) divulgou, nesta quarta-feira, uma nota afirmando que vai solicitar ao Superior Tribunal de Justiça (STJD), à Comissão Nacional de Arbitragem e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o afastamento imediato do árbitro Anderson Daronco.
A razão do pedido foi uma declaração do volante Raniele, do Avaí, que acusou o árbitro gaúcho de desrespeitar os jogadores do clube catarinense na partida contra o Fluminense. "Daronco é muito desumilde. Ficou destratando nosso time, falando da nossa posição na tabela. Quero saber o que ele tem a ver com isso. Ele ficou falando: "Tem um bando de Pelé, só jogador bom. Olha a posição de vocês na tabela". Não é uma atitude profissional", disse o atleta na saída de campo.
"A Fenapaf vem por esta nota repudiar, de forma veemente, as atitudes do árbitro Anderson Daronco, que na partida entre Avaí x Fluminense, realizada no último dia 16/10, desrespeitou de forma absurda os atletas do Avaí proferindo palavras desrespeitosas e moralmente ofensivas", diz uma parte da nota oficial.
Foto: Reprodução / Fenapaf
Correio do Povo
Moraes se reúne com plataformas para discutir combate a fake news
Entre as empresas que participaram do encontro estavam Meta, Twitter, TikTok, Kwai, LinkedIn, Telegram, Google e YouTube
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, se reuniu, nesta quarta-feira (19), com plataformas digitais para discutir o combate às notícias falsas em meio ao segundo turno das eleições.
Entre as empresas que participaram da reunião estavam Meta, Twitter, TikTok, Kwai, LinkedIn, Telegram, Google e YouTube. O encontro começou às 10h, no gabinete da presidência do TSE, e não há previsão de declaração dos participantes sobre o resultado da reunião.
Acordo
Em fevereiro deste ano, as principais plataformas digitais ativas no Brasil assinaram um memorando de entendimento para renovar a parceria com o TSE, visando barrar a disseminação de fake news nas eleições de 2022.
Os documentos contaram com a assinatura de representantes da Google, WhatsApp, Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, TikTok e do Kwai. As plataformas se comprometeram a cumprir uma lista de ações no combate à desinformação eleitoral, entre elas a priorização de informações oficiais, divulgadas pelo próprio tribunal, a fim de rebater a circulação das fake news.
"Vale ressaltar que os termos de cooperação pactuados com as organizações não envolvem troca de recursos financeiros e não acarretam custo ao tribunal", afirma o TSE. Apesar de as eleições acabarem no dia 30 de outubro (segundo turno), o acordo valerá até 31 de dezembro de 2022.
R7 e Correio do Povo
Após pedido do PT, Jovem Pan é proibida de falar livremente sobre Lula
Decisões do TSE proíbem emissora de falar sobre condenações do petista e corregedor-geral da Justiça Eleitoral ordena investigação sobre cobertura eleitoral da Jovem Pan
Decisões do TSE proíbem emissora de falar sobre condenações do petista | Foto: Miguel Schincariol / AFP / CPDecisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que proíbem jornalistas e comentaristas do grupo Jovem Pan de Comunicação de se manifestarem livremente sobre Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência pelo Partido dos Trabalhadores, além de um pedido de investigação do ministro Benedito Gonçalves, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, contra a cobertura da corrida eleitoral feita pelo grupo vêm afetando o trabalho da emissora na cobertura eleitoral.
Em editorial publicado na tarde desta quarta (19), a Jovem Pan sinalizou aos seus espectadores que repudia as decisões impostas pelo TSE, mas irá obedecer às decisões tomadas pelas cortes da Justiça. A emissora chama atenção para o fato de que "justamente aqueles que deveriam ser um dos pilares mais sólidos da defesa da democracia estão hoje atuando para enfraquecê-la e fazem isso por meio da relativização dos conceitos de liberdade de imprensa e de expressão, promovendo o cerceamento da livre circulação de conteúdos jornalísticos, ideias e opiniões" (confira a íntegra do editorial abaixo).
A Jovem Pan está proibida de falar sobre as condenações sofridas pelo candidato petista na Justiça em todas as suas plataformas –no rádio, na TV e nas plataformas digitais–, e tem seus profissionais cerceados de exercerem o exercício das liberdades de expressão e de imprensa, sob pena de multa, desmonetização de suas plataformas e inserção de conteúdos produzidos pela campanha petista em sua programação.
As proibições impostas à Jovem Pan pela Justiça Eleitoral motivaram uma nota de repúdio da Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão). A entidade, que se disse preocupada com os atos que atingem o trabalho da livre imprensa, acredita que "a recente decisão que impede o trabalho de divulgação e respeito à linha editorial de veículo de comunicação profissional, sediado no Brasil e regulado pela legislação brasileira atinge a todo o setor de Radiodifusão".
A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) também se manifestou contra a situação vivida pela Jovem Pan em nota divulgada nesta quarta, em que "considera preocupante a escalada de decisões judiciais que interferem na programação das emissoras, com o cerceamento da livre circulação de conteúdos jornalísticos, ideias e opiniões".
Leia a íntegra do editorial da Jovem Pan contra as decisões da Justiça Eleitoral
"A Jovem Pan, com 80 anos de história na vida e no jornalismo brasileiro, sempre se pautou em defesa das liberdades de expressão e de imprensa, promovendo o livre debate de ideias entre seus contratados e convidados em todos os programas da emissora no rádio, na TV e em suas plataformas da Internet.
Os princípios básicos do Estado Democrático de Direito sempre nos nortearam na nossa luta e na contribuição, como veículo de comunicação, para a construção e a manutenção da sagrada democracia brasileira, sobre a qual não tergiversamos, não abrimos mão e nos manteremos na pronta defesa — incluindo a obediência às decisões das cortes de Justiça.
O que causa espanto, preocupação e é motivo de grande indignação é que justamente aqueles que deveriam ser um dos pilares mais sólidos da defesa da democracia estão hoje atuando para enfraquece-la e fazem isso por meio da relativização dos conceitos de liberdade de imprensa e de expressão, promovendo o cerceamento da livre circulação de conteúdos jornalísticos, ideias e opiniões, como enfatizou a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão.
O Tribunal Superior Eleitoral, ao arrepio do princípio democrático de liberdade de imprensa, da previsão expressa na Constituição de impossibilidade de censura e da livre atividade de imprensa, bem como da decisão do STF no julgamento da ADPF 130, que, igualmente proíbe qualquer forma de censura e obstáculo para a atividade jornalística, determinou que alguns fatos não sejam tratados pela Jovem Pan e seus profissionais, seja de modo informativo ou crítico.
Não há outra forma de encarar a questão: a Jovem Pan está, desde a última segunda-feira, sob censura instituída pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Não podemos, em nossa programação — no rádio, na TV e nas plataformas digitais —, falar sobre os fatos envolvendo a condenação do candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Não importa o contexto, a determinação do Tribunal é para que esses assuntos não sejam tratados na programação jornalística da emissora.
Censura.
É preciso lembrar que a atuação do TSE afeta não só a Jovem Pan e seus profissionais, mas todos os veículos de imprensa, em qualquer meio, que estão intimidados. Justo agora, no momento em que a imprensa livre é mais necessária do que nunca.
Enquanto as ameaças às liberdades de expressão e de imprensa estão se concretizando como forma de tolher as nossas liberdades como cidadãos deste país, reforçamos e enfatizamos nosso compromisso inalienável com o Brasil.
Acreditamos no Judiciário e nos demais Poderes da República e nos termos da Constituição Federal de 1988, a constituição cidadã, defendemos os princípios democráticos da liberdade de expressão e de imprensa e o fazemos mais veemente repúdio à censura."
R7 e Correio do Povo






