Assembleia Legislativa aprova mudanças na lei do teto de gastos do Rio Grande do Sul

 


Na sessão desta terça-feira (17), os parlamentares aprovaram o projeto do Executivo que altera a lei do teto de gastos estaduais. Também houve a retirada do regime de urgência e da Ordem do Dia do projeto que trata do repasses estaduais para obras em estradas federais. A redação final dos projetos do Executivo votados anteriormente, incluindo o que trata da revisão anual do salário dos servidores estaduais, também foi aprovada pelo plenário, e eles agora podem ser encaminhados para a sanção do governador.

“O RS deu, hoje, mais um importante passo em direção ao equilíbrio fiscal. Aprovamos o projeto que altera o teto de gastos para o Estado, condição essencial para aderirmos ao RRF. Agradeço aos deputados pela decisão responsável, em benefício do futuro do nosso Rio Grande. Nós passamos, mas o Estado permanece. Esse comprometimento com as finanças públicas do Rio Grande é a postura que os gaúchos esperam de nós”, destacou o governador Ranolfo Vieira Júnior, em vídeo publicado nas redes sociais.

Teto de gastos

Com 32 votos favoráveis e 13 contrários, foi aprovado o PLC 48 2022, do Executivo, que altera a Lei Complementar nº 15.756, de 8 de dezembro de 2021, que estabelece normas de finanças públicas no âmbito do Estado voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal com a adoção de mecanismos de limitação do gasto público e de controle e manutenção do equilíbrio das contas públicas.

Conforme a justificativa do Executivo, a proposta busca harmonizar sua redação aos termos da Lei Complementar Federal nº 189, de 4 de janeiro de 2022, que alterou a Lei Complementar Federal nº 159, de 19 de maio de 2017, e às orientações recentemente exaradas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Por isso, propõe-se alinhar o rol de despesas que não estão incluídas na base de cálculo e na regra de limitação das despesas primárias às alterações trazidas pela LC nº 189/22, promulgada após o pedido de adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), protocolado perante a União em 29 de dezembro de 2021.

A mudança, argumenta o governo, é o último passo para a efetiva adesão do Estado ao RRF. A autorização para o RS aderir ao programa ocorreu ainda no governo Sartori, com aprovação em plenário em fevereiro de 2018 e aprovação da redação final do texto em março daquele ano. Já o estabelecimento do teto de gastos, que vigora por 10 exercícios financeiros a partir de 2022 para todos os poderes e órgãos do Estado, passou pela ALRS no ano passado, tendo sido também aprovado em plenário em 30 de novembro.

Sofia Cavedon (PT) avaliou que a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) é “um novo crime contra o Estado, o mesmo que foi praticado por Antônio Brito quando fez a dívida com a União e anunciou que a questão estaria resolvida”, disse. “Desde então, o Estado vem pagando juros sobre juros, tirando da saúde, da educação e de áreas estratégicas recursos que não devia tirar e drenando para a União”, destacou. A parlamentar disse que, “enquanto há uma ação da OAB/RS questionando a dívida, a discussão nacional sobre a dívida e uma liminar que permitiu ao RS deixar de pagar as parcelas da dívida, dois governadores e, lamentavelmente, esta Assembleia Legislativa resolvem comprometer mas 10 anos da vida dos gaúchos”. “Quem conhece o plano de recuperação fiscal? Quem participa dessa elaboração?”, questionou também.

Zé Nunes (PT) declarou que, “o que está prestes a acontecer no plenário, já que o governo deve ter votos suficientes para aprovar o projeto, é um dos piores negócios que um devedor pode fazer com um credor”. Segundo o parlamentar, “ninguém com compromisso de responsabilidade faria o que o Estado está prestes a fazer”. Ele também lembrou o anúncio, no governo Brito, de que a dívida com a União teria sido resolvida e criticou a postura de submissão que o Estado assume frente à União. “O Estado se comporta como um gatinho medroso, se submetendo às unhas grandes do governo federal”, afirmou.

Fábio Ostermann (Novo) defendeu a adesão ao RRF “em função da deterioração das contas públicas do Poder Executivo”. Segundo ele, esse acordo feito no governo Brito “foi bastante positivo para o RS porque garantiu um prazo de 30 anos para saldar a dívida”. “Após esse acordo, nossa dívida passou a crescer menos, mas seguiu acumulando porque o Estado não fez a lição de casa e seguiu gastando mais do que podia, não em educação, saúde ou segurança, mas garantindo as verbas multimilionárias repassadas aos demais poderes e pagando benefícios aos salários mais altos e aposentados”, enfatizou. Também refutou a ideia de que a dívida do RS com a União estaria paga e afirmou que adesão ao RRF “é uma condição necessária para que as reformas aprovadas na ALRS não tenham o velho desfecho, que é o aumento de gastos e salários para os que ganham mais e aumento de impostos para os cidadãos”.

Juvir Costella (MDB) disse ser bem claro a posição de cada parlamentar a Casa e disse que “a discussão de hoje não é para se fazer pensando nas próximas eleições, mas sim nas próximas gerações”. Manifestou seu voto favorável ao projeto e defendeu as reformas realizadas a partir do governo Sartori “para fazer com que o Estado não gaste mais do que arrecade”. “Sim ao regime de recuperação fiscal, sim ao teto de gastos”, finalizou.

Frederico Antunes (PP) foi à tribuna defender a aprovação do projeto, “necessário para efetivar a homologação da adesão do RS ao RRF”, segundo ele. Fez a retrospectiva de ações realizadas nos últimos dois governos “para que o RS pudesse aderir à iniciativa do governo federal”. “Quem diz que não quer a adesão, não consegue manifestar qual a outra alternativa. É discurso, discurso e pouca prática”, criticou.

Também discutiram o projeto Luiz Fernando Mainardi (PT), Jeferson Fernandes (PT), Edegar Pretto (PT), Pepe Vargas (PT), Stela Farias (PT) e Giuseppe Riesgo (Novo), Gerson Burmann (PDT), Gabriel Souza (MDB), Aloísio Classmann (União), Mateus Wesp (PSDB), Sérgio Turra (PP),

Repasse para obras em estradas federais

Após a aprovação das mudanças na lei do teto do gasto, o plenário recebeu ofício do governador Ranolfo Vieira Júnior solicitando a retirada do regime de urgência do PL 51 2022, do Executivo, que autoriza o Poder Executivo a firmar, por meio do Daer, aditamento aos contratos mantidos pelo DNIT, com o objetivo de executar obras e serviços de pavimentação, duplicação e interseções, inclusive terraplenagem, sinalização, drenagem, obras de artes especiais, construção de trevos, dentre outros, nos trechos da malha rodoviária federal no âmbito do território do Estado do Rio Grande do Sul, abrindo crédito especial para o atendimento das respectivas despesas, até o limite de R$ 495.100.000,00. Na sequência, o líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), protocolou o RC 78 2022, pedindo a retirada do projeto da Ordem do Dia da sessão. A retirada foi aprovada por 50 votos a 1.

O Sul

Senado aprova a volta do despacho gratuito de bagagem em voos

 


O Senado aprovou, na noite de terça-feira (17), o restabelecimento da franquia gratuita de bagagens nos voos comerciais que operam no Brasil. A regra foi incluída pela Câmara dos Deputados em uma MP (medida provisória) sobre o setor aéreo e mantida agora pelos senadores.

A retomada da gratuidade gerou disputa no Senado e, por isso, o trecho sobre esse tema foi votado em separado. O placar foi de 16 votos pela derrubada do trecho contra 53 pela manutenção da mudança no texto da MP.

A nova regra permitirá o despacho gratuito de bagagem de até 23 quilos em voos nacionais e de até 30 quilos em voos internacionais. A “MP do Voo Simples”, como ficou conhecido o texto enviado pelo governo, terá de passar por nova votação na Câmara porque os senadores alteraram outros pontos do texto. Em seguida, todas essas alterações em relação à proposta original seguirão para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Em 2016, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) publicou uma resolução que dava ao passageiro o direito de levar na cabine uma bagagem de mão de até 10 quilos, mas autorizava as empresas aéreas a cobrarem por bagagens despachadas.

A justificativa da agência, à época, era que a autorização para a cobrança do despacho de bagagem aumentaria a concorrência e poderia, por consequência, reduzir os preços das passagens.

Atualmente, bagagens de 23 quilos em voos nacionais e 32 quilos nos voos internacionais são cobradas à parte, com um valor adicional ao da passagem. Cada empresa estabelece o critério de cobrança e as dimensões das malas.

A proposta estabelece, entre outros pontos:

— o fim da competência da Anac para outorga de serviços aéreos.

— o fim da necessidade de revalidação dessas outorgas a cada cinco anos.

— o fim de contratos de concessão das empresas aéreas.

— o fim da obrigação de autorização prévia para construção de aeródromos.

Além disso, a MP simplifica a autorização para que uma empresa estrangeira obtenha a autorização para explorar o serviço de transporte aéreo, cabendo à Anac tratar do tema em uma regulamentação.

O texto revoga uma série de exigências, hoje previstas em lei, para que uma empresa de transporte aéreo opere no país.

A MP também permite que os aeródromos privados na Amazônia Legal tenham um tratamento diferenciado, com a possibilidade de adequar suas operações por meio de regulamento específico emitido pela autoridade de aviação civil.

O Sul

Inflação derruba poder de compra de 90% das profissões no País, aponta CNC

 


Cerca de 90% das profissões brasileiras registraram uma queda no poder de compra entre março de 2021 e o mesmo mês deste ano. O vilão: a inflação, que superou a casa dos 11,7% no período, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os dados fazem parte de um levantamento exclusivo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), feito a pedido da CNN e divulgado nesta terça-feira (17). Para a elaboração do estudo, foram consideradas as 140 profissões mais representativas do país, que englobam 72% da população no mercado de trabalho.

Motoristas de ônibus e faxineiros foram as ocupações que mais perderam poder de compra entre março de 2021 e 2022, segundo o levantamento da CNC. De acordo com o economista da entidade, Fábio Bentes, as duas carreiras registram deterioração há alguns anos e foram ainda mais prejudicadas durante a pandemia de Covid-19.

Os profissionais que foram mais afetados conforme o levantamento foram os faxineiros, com perda de 16% no poder de compra, e motoristas de ônibus, com perda de 3,9%

“A inflação gera um processo corrosivo nos nossos salários. Não podemos avaliar somente o quanto os vencimentos cresceram, mas quanto eles subiram considerando a inflação. Para você ter um aumento real de renda, o salário precisa romper a barreira da inflação. Na prática, atualmente, podemos dizer que somente uma em cada dez profissões no Brasil consegue vencer a inflação”, disse o coordenador do estudo, o economista Fábio Bentes.

Em contrapartida, impulsionadas pelas necessidades geradas pela pandemia, médicos clínicos e profissionais de tecnologia da informação (TI) estão entre as poucas carreiras no Brasil que tiveram um reajuste salarial que superou a pressão inflacionária. Os profissionais de saúde tiveram uma alta de 16% na remuneração mensal, enquanto o vencimento dos programadores de Sistemas de Informação subiu aproximadamente 4%, já descontada a inflação.

Já médico clínico, com aumento de 16,1% acima da inflação, lidera as profissões com melhor resultado. Logo em seguida vem controlador de entrada e saída de suprimentos e máquinas (+ 12,5%), estoquista (+9,4%), professor de nível superior na educação infantil (+6,1%), programador de sistemas de informação (+4,3%) e operador de máquinas na produção agrícola (+0,1).

O Sul

Perfume Shakira Sweet Dream Feminino - Eau de Toilette 30ml

 


Se você busca por uma agradável e duradoura fragrância de aroma inesquecível, vale a pena investir em um bom Perfume! O Perfume Feminino Shakira Sweet Dream é uma fragrância encantadora com 30ml que certamente surpreenderá todos a sua volta. Trata-se de um perfume do tipo Eau de Toilette, o que o torna muito delicado e indicado para países de clima quente, como é o caso do Brasil. A fragrância floral frutada abre-se com uma explosão de bergamota cintilante e com suculentas notas de groselha e framboesa. O coração jovem dos sonhos é uma doce mistura floral de rosa aveludada, jasmim e um acorde gourmand de toffee, derretendo-se em uma infusão aromática e amadeirada de patchouli, madeira de cedro, benjoim exótico e almíscar em seu fundo. Uma essência inspiradora e uma chamada vibrante à ação para transformar seus sonhos em uma realidade doce e fantástica. Um perfume desenvolvido para inspirar. O icônico frasco Dream está vestido, para essa ocasião, em um tom rosa-choque. Suas linhas suaves e limpas contrastam com a tampa redonda texturizado em metal preto e faz lembrar o seu microfone, transmitindo a elegância e a força da cantora. A caixa externa apresenta-se em uma tonalidade rosa brilhante, com uma faixa preta em negrito com o nome DREAM You Only Live Once e a palavra Sweet em letras contrastantes acima. Um equilíbrio perfeito que evoca o status de estrela do artista e a chave para o sucesso de seus sonhos. Não perca a oportunidade de passar horas agradáveis com esse belo perfume.

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Defesa Civil gaúcha mantém alertas para riscos associados à tempestade. Situação deve melhorar a partir desta quarta-feira

 


A tempestade que passou pelo mapa gaúcho a partir do Extremo Sul e avançou pela costa nas últimas horas deve se afastar do Estado nas próximas horas, diminuindo gradualmente a força dos ventos a partir desta quarta-feira (18).  Responsável pela previsão, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul mantém, entretanto, os alertas para riscos associados ao fenômeno.

Os principais perigos se relacionam a rajadas de vento intensas, potencialmente causadoras de incidentes como queda de árvores e postes de energia, além de destelhamentos, todos merecedores de atenção redobrada. Além disso, a previsão é de que o mar fique bastante agitado na faixa litorânea, com possibilidade de ressaca e a formação de ondas de até 4 metros.

Em um primeiro momento, a tempestade foi classificada como extratropical, pois se formou em uma região fria e costuma ocorrer no Estado. No entanto, após se deslocar para uma região aquecida, a tempestade encontrou condições para se intensificar, alterando sua “etiqueta” meteorológica para tempestade subtropical.

Medidas preventivas

– Conferir as condições do telhado de suas residências;

– Verificar as condições de janelas e portas das suas residências;

– Manter as entradas (portas, janelas, vãos etc.) das residências bem fechados e protegidos;

– Não se abrigar embaixo de árvores, postes, placas de sinalização e de outdoors, pois, com o vento podem cair;

– Contatar a companhia elétrica da sua região, caso algum fio elétrico caia ao chão. Não mexa nos cabos: pode haver risco de choque;

– Retirar os equipamentos eletrônicos das tomadas, para evitar que, em caso de falhas ou descargas de energia, queimem;

– Manter fechado o registro da mangueira do botijão de gás, evitando vazamentos se ele for atingido.

– Manter atenção às comunicações das autoridades e aos alertas da Defesa Civil.

– Fazer cadastro para recebimento dos alertas da Defesa Civil (enviar mensagem SMS para o número 40199).

– A Defesa Civil pode ser contatada por meio do telefone 199, enquanto o Corpo de Bombeiros através do telefone 193.

Caso fatal

O mau tempo no Estado causou uma morte, na noite de segunda-feira (16). Trata-se de um pescador de 51 anos e que estava em um barco que virou no Guaíba, nas imediações da orla do bairro Belém Novo, Zona Sul de Porto Alegre.

Na manhã desta terça, bombeiros encontraram às margens um corpo: ao que tudo indica, é o da vítima – o laudo necropsial deve confirmar o fato.

Outros dois tripulantes, de 53 e 55 anos, conseguiram se salvar nadando até a margem, apesar do frio, vento e chuva. O barco, que também já foi localizado, estava inteiro mas com alguns danos.

O Sul

Sem consenso, partidos da terceira via adiam anúncio de candidato único para eleições

 


Representantes dos três partidos da chamada “terceira via” (MDB, PSDB e Cidadania), que busca uma candidatura presidencial alternativa às de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), decidiram após reunião na tarde desta quarta-feira (18) adiar o anúncio do nome a ser escolhido como candidato de consenso do grupo.

Na reunião, foi apresentada uma pesquisa – cujo resultado não foi revelado – encomendada com o objetivo de apontar qual dos dois pré-candidatos reúne mais condições de unificar o grupo – a senadora Simone Tebet (MDB-MS) ou o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB).

“Nós assistimos a uma apresentação. Cada partido formou seu juízo de valor e é uma decisão coletiva, de cada partido, convocar suas Executivas para terça-feira [dia 24] à tarde, ouvir a recomendação de cada um dos partidos, para a partir daí, o passo seguinte, que possa nos apontar um candidato que reúna essa esperança de quebrar essa polarização”, afirmou o presidente do PSDB, Bruno Araújo.

Segundo ele, não há uma data específica para o anúncio do nome. Em 6 de abril, MDB, PSDB, Cidadania e União Brasil informaram, em nota conjunta, que o “candidato de consenso” seria anunciado nesta quarta (18). Mas, no último dia 4, o União Brasil decidiu deixar o grupo e lançar candidato próprio.

Além disso, o PSDB enfrenta um impasse. Uma ala do partido entende que a pré-candidatura de João Doria, que venceu as prévias do partido no ano passado, não reúne mais condições de ser levada adiante, principalmente devido ao índice de rejeição e ao fraco desempenho do ex-governador nas pesquisas de intenção de voto.

Internamente, há um grupo defendendo uma chapa encabeçada por Simone Tebet, com o senador tucano Tasso Jereissati (CE) como vice. Mas Doria resiste e já ameaçou levar o caso à Justiça caso a decisão das prévias do partido não seja respeitada.

O Sul

Tribunal de Contas da União forma maioria para aprovar privatização da Eletrobras

 


O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) formou maioria nesta quarta-feira (18) para aprovar a continuidade do processo de privatização da Eletrobras, estatal que atua nas áreas de geração e transmissão de energia.

Até a última atualização deste texto, o placar era de 7 votos a 1 pela aprovação do modelo de venda defendido pelo governo – apenas o ministro Vital do Rêgo votou contra. Os votos foram sinalizados ao longo da discussão do processo nesta quarta, mas ainda serão colhidos formalmente até o fim da sessão.

Antes do julgamento do mérito, Vital do Rêgo pediu que o tribunal suspendesse o processo até a área técnica do tribunal concluir a fiscalização sobre dívidas judiciais da companhia, que poderiam causar uma subavaliação da estatal. Os ministros negaram o pedido de suspensão por 7 a 1.

O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – que auxilia na operação – deverão cumprir algumas determinações e recomendações do tribunal, mas sem prejuízos à continuidade do processo.

O julgamento desta quarta-feira é a segunda e última etapa de análise no TCU. Nessa etapa, o tribunal avalia o modelo de venda proposto pela União, incluindo faixa de valor das ações a serem ofertadas na bolsa de valores.

A primeira etapa já tinha sido aprovada em fevereiro. Na ocasião, os ministros analisaram e aprovaram o chamado “bônus de outorga” que, após a privatização, a Eletrobras deverá pagar à União pela renovação dos contratos das 22 usinas hidrelétricas da empresa.

O governo optou por realizar a privatização na forma de uma capitalização, ou seja, serão ofertadas novas ações da Eletrobras na bolsa de valores, em uma oferta que não será acompanhada pela União. Com isso, a União deixará de ser a acionista controladora da empresa.

Quando o processo for concluído, a estatal se tornará uma empresa sem controlador definido. Modelo semelhante foi adotado na privatização da Embraer. Nenhum acionista terá poder de voto superior a 10% de suas ações. O objetivo é justamente pulverizar o capital da empresa, de modo a não ter nenhum grupo dominante sobre as suas decisões.

Primeira grande privatização

A aprovação do TCU é a última etapa pendente para o governo poder fazer a privatização da companhia de energia elétrica ainda neste ano. Será a primeira grande estatal a ser vendida pelo governo Bolsonaro. O Congresso já tinha dado o aval em junho do ano passado.

Com a eventual aprovação no TCU, ainda faltará o cumprimento de alguns trâmites burocráticos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Securities and Exchange Commission (SEC) para que a oferta de ações da Eletrobras seja lançada no mercado.

A ideia inicial do governo era fazer a oferta de ações até 13 de maio, mas pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Vital do Rêgo adiou os planos.

Oficialmente, o governo ainda não informou a data de privatização, mas a expectativa é que a operação aconteça entre junho e até, no máximo, meados de agosto.

Como votaram os ministros

Aroldo Cedraz, relator do processo – apresentou voto favorável à continuidade da privatização da empresa, mas determinou ao governo que revise o cálculo para definição do preço mínimo por ação a ser ofertada ao mercado. Os valores são sigilosos. Também fez algumas recomendações, como para o governo incluir nos novos contratos de concessão das usinas da Eletrobras a previsão de aditivos para remunerar a União em uma futura venda da potência de energia das usinas.

Vital do Rêgo, autor do pedido de vista – apresentou voto contrário à continuidade da privatização da empresa nos termos apresentados pelo governo. Rêgo diz que o governo subavaliou o valor de mercado da Eletrobras, ao não considerar uma venda futura de potência das usinas, entre outros fatores; sugeriu que a Eletrobras inflou o dinheiro separado para pagar eventuais derrotas em processos judiciais, o que reduziu o valor da empresa e dividendos pagos à União; afirmou que a privatização vai resultar no aumento da conta de luz, já que as usinas da Eletrobras passarão a vender energia a preço de mercado, não mais abaixo do valor de mercado, como é hoje.

Jorge Oliveira – acompanhou voto de Cedraz, com alguns ajustes, como a manutenção da cláusula que, na prática, dificulta a possibilidade de o governo reestatizar a Eletrobras no futuro ou de um grupo privado assumir de forma hostil o controle da empresa.

Walton Alencar Rodrigues – acompanhou voto de Oliveira. Não leu seu voto em plenário.

Benjamin Zymler – votou por aprovar o prosseguimento da privatização e rebateu as supostas ilegalidades no processo citadas por Rêgo.

Bruno Dantas – votou por acompanhar o voto de Cedraz, com os ajustes propostos pelo ministro Jorge Oliveira.

O Sul

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Temporal no Rio Grande do Sul faz municípios suspenderem aulas

 


O mau tempo no Rio Grande do Sul, com chuva, frio intenso e ventos fortes motivou a suspensão de aulas nesta terça-feira (17) em vários municípios do Estado. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a semana terá geada na Campanha Gaúcha, neve na Serra Gaúcha e ventos cada vez mais fortes no litoral do estado.

Em Porto Alegre, as aulas desta terça, nos turnos da tarde e da noite foram suspensas. Segundo a prefeitura, a decisão “protege alunos, professores e funcionários”. A área da saúde municipal também está sendo afetada. As unidades de saúde e farmácias distritais foram fechadas às 15h. Serviços presenciais da Diretoria de Vigilância em Saúde de Porto Alegre também foram suspensos. O atendimento será retomado normalmente nesta quarta (18).

O município de Rio Grande suspendeu as aulas pela terça. Já a prefeitura de Canoas suspendeu as aulas da rede pública nesta terça e quarta. Além disso, orientou as escolas particulares a seguirem pelo mesmo caminho. A vacinação da população também está suspensa na cidade.

São José do Norte também suspendeu as aulas. “A suspensão ocorre devido às condições climáticas, com previsão de ventos fortes e chuvas intensas, a fim de evitar a exposição de crianças e jovens durante o mau tempo. A Defesa Civil também aconselha que, todos os que puderem, permaneçam em casa”, afirmou a prefeitura, em nota.

O Secretário de Educação de Eldorado do Sul, Gelson Nunes, divulgou um vídeo nas redes sociais da prefeitura, anunciando a decisão e afirmando que quer evitar pôr em risco a vida das pessoas. “As aulas estão suspensas, visto que recebemos uma notificação da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, nos trazendo a informação de que poderá haver ciclones em nosso município, em toda a região, ventos de 60 a 100 quilômetros por hora, o que pode nos trazer prejuízos, quedas de árvores e rede de energia”, disse.

O Sul

Com dois gols de Edenilson, Inter vence o Independiente Medellín e assume liderança na Sul-Americana

 


No frio de sensação térmica inferior a 10ºC, o Inter venceu nesta terça (17), em Porto Alegre, o Independiente Medellín por 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo E da Copa Sul-Americana após cinco rodadas. Os gols foram marcados pelo capitão Edenilson (20min/1T° / 11min/2T°).

O resultado coloca o time gaúcho na liderança da chave. Com 9 pontos, o Colorado pula para o primeiro lugar. Porém, o posto está ameaçado pelo Guaireña, que enfrenta o 9 de Octubre também nesta terça.

Os colombianos estão eliminados, com quatro pontos.

O Inter volta a campo no sábado (21) para encarar o Cuiabá, pelo Brasileirão. O Independiente Medellín terá pela frente o La Equidad, pelo Colombiano, no mesmo dia.

A partida

O Inter foi melhor em campo desde o começo do jogo. Sempre no campo de ataque, com um sistema de marcação bem encaixado no adversário, o Colorado empilhou chances na partida. Sobraram oportunidades antes mesmo do gol de Edenilson, ainda no primeiro tempo. E depois do gol, a superioridade foi mantida, na mesma proporção do desperdício. Ao avançar, porém, o time gaúcho abriu espaço para saídas em velocidade do adversário e também foi ameaçado. O segundo gol justificou a superioridade gaúcha.

Já o Independiente Medellín teve poucas construções de jogadas realmente boas. Quando tentava trocar passes, acabava atrapalhado pela boa marcação do Inter. Sem conseguir muitos momentos nas cercanias da área do Colorado, o time colombiano tratou de apostar em chutes de longe. Sua principal arma, além das tentativas de longe, foram os contra-ataques rápidos.

Punho erguido contra o racismo

Ao abrir o placar para o Inter sobre o Independiente Medellín, Edenilson respondeu em um gesto típico da luta contra o racismo à suposta injúria sofrida por parte do lateral-direito do Corinthians, Rafael Ramos, no último sábado.

Aos 18 minutos do primeiro tempo, David cruzou para Edenilson fazer o gol colorado. Na comemoração, o volante tirou a camisa para mostrar a cor da pele e vibrou com o símbolo do combate ao racismo, com o punho erguido.

Mauricio e Fabricio Bustos se aproximaram e repetiram o gesto. Na sequência, o autor do gol colorado (que acabou punido com o cartão amarelo) foi abraçado por todo o grupo.

O episódio é uma resposta ao que Edenilson passou no final de semana. Durante o empate em 2 a 2 com o Corinthians, o volante colorado acusou Rafael Ramos de tê-lo chamado de “macaco”.

O lateral-direito do Timão negou ter cometido a injúria racial, mas acabou detido e precisou pagar a fiança de R$ 10 mil em espécie.

Após a partida, Edenilson registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ele prestou depoimento em uma sala do Beira-Rio juntamente com o presidente do Inter, Alessandro Barcellos. O árbitro da partida, Bráulio da Silva Machado, foi ouvido na sequência. Ele relatou o ocorrido em súmula.

O caso passará por uma perícia de leitura labial, conforme a Polícia Civil, no prosseguimento da investigação. Na esfera desportiva, a Procuradoria do STJD solicitou inquérito para apurar a denúncia feita pelo meio-campista do Inter.

Ficha técnica

Inter

Daniel; Fabricio Bustos (Heitor), Bruno Méndez, Vitão e Renê (Moisés); Rodrigo Dourado, Edenilson, De Pena (Liziero) e Maurício (Estevão); Wanderson e David (Alemão). Técnico: Mano Menezes.

Independiente Medellín

Marmolejo; Arboleda, Víctor Moreno, Cadavid e Gómez (Pardo); Adrián Arregui; Juan Díaz (Castrillon), David Mosquera, Pineda (Juan Cuesta) e Vladimir Hernández (Ricaurte); Luciano Pons (Cambindo). Técnico: Julio Comesaña.

Arbitragem

Facundo Tello, auxiliar por Ezequiel Brailovsky e Facundo Rodríguez (trio argentino).

O Sul