LIBERDADE, AINDA QUE TARDIA - 22.04.22

 Por INSTITUTO ATLÂNTICO


 


"Perante a mesa de café da manhã, na casa de Cláudio, os quatro amigos sentavam. Ele, Gonzaga, Alvarenga, Toledo... Alvarenga descrevia como imaginava a bandeira do novo país. 'Um índio desatando as correntes', ele disse, com um dizer latino. Aut libertas, aut nihil. Ou liberdade, ou nada. Ou então, o verso de Virgílio: Libertas quae sera tamen. Liberdade, ainda que tardia. Tiradentes tinha outra proposta. 'Como Portugal tinha nas suas armas as cinco chagas', ele disse, 'as da nova República deviam ter um triângulo, significando as três pontas da Santíssima Trindade'".


A passagem é narrada por Pedro Doria em seu livro 1789, com base nos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira. As conversas citadas ocorreram nas reuniões derradeiras dos inconfidentes no final de dezembro de 1788, na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto.


No final do século XVIII, a economia mineira começava a perder vigor, com o esgotamento do ciclo do ouro. O Quinto era o principal imposto cobrado pela Coroa Portuguesa, correspondente a 20% de todo o ouro encontrado em suas colônias, ou seja, 1/5 do metal extraído.


Portugal não arrecadava a meta estabelecida para o Quinto desde 1762. Para a Coroa, o contrabando, sonegação e a corrupção eram as principais causas da queda da arrecadação, e não a queda dos rendimentos das minas. O acordo entre os mineiros e a Coroa era liquidar o déficit de um ano no ano seguinte, com a cobrança de uma quantia de todos os homens livres, inclusive através do confisco dos bens. Era a chamada Derrama, que foi cobrada apenas em 1763/1764.


D. Luís da Cunha Pacheco e Meneses, o Visconde de Barbacena, foi nomeado governador de Minas Gerais em 1783, com a missão de investigar as medidas tomadas pelas autoridades anteriores para evitar os prejuízos para a Coroa e, se fosse possível, realizar a Derrama.


Os líderes da Inconfidência Mineira estavam endividados com o Real Erário, tendo sido esta a motivação para a revolta. A eclosão do movimento estava agendada justamente para o dia em que se esperava o anúncio da Derrama.


Novos ventos sopravam no mundo, com a Revolução Francesa e a Independência Americana. Talvez, por este motivo, as penas dos inconfidentes tenham sido alteradas para degredo na África, exceto Tiradentes, o único a assumir a participação na conspiração.


A sentença dos inconfidentes saiu em 1792. Trinta anos depois, o Brasil tornou-se independente de Portugal.


Relembramos esta história, para refletir sobre os abusos na cobrança de impostos. A economia mineira não ia bem naquela época – como a economia brasileira atualmente – mesmo assim, as autoridades queriam extrair ainda mais recursos do setor produtivo.


Embora o movimento dos inconfidentes não tenha obtido sucesso, tornou-se símbolo de resistência ao autoritarismo do Estado. Que possa servir de inspiração para lutarmos contra o manicômio tributário instalado no Brasil de hoje, responsável por sufocar a atividade econômica, causando atraso e estagnação.


Pontocritico.com

ONU acusa Rússia de ações que poderiam constituir crimes de guerra na Ucrânia

 



ONU acusa Rússia de ações que poderiam constituir crimes de guerra na Ucrânia
A Organização das Nações Unidas acusou nesta sexta-feira o exército russo de "bombardeios indiscriminados" que provocaram as mortes de civis e a destruição de escolas e hospitais. Segundo Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, "cada vez há mais evidências de que foram cometidos crimes de guerra". Não se descarta, porém, que a Ucrânia também tenha violado direitos humanitários, mas "a maioria das violações é atribuída às forças russas", afirma Shamdasani.

Fonte: https://twitter.com/i/events/1483255084750282753

Oposição aciona STF contra perdão de Bolsonaro a Daniel Silveira

 



Oposição aciona STF contra perdão de Bolsonaro a Daniel Silveira
Os partidos Rede Sustentabilidade e PSOL apresentaram ações para que o perdão concedido pelo presidente Jair Bolsonaro a Daniel Silveira seja anulado. O deputado federal do Rio de Janeiro foi condenado na quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal a oito anos de prisão por atos antidemocráticos e ataques a ministros e instituições. Com o decreto assinado pelo presidente, a pena de prisão seria extinta. Ministros e especialistas em Direito avaliam que perdão é inconstitucional.
Foto via @JotaInfo

Fonte: https://twitter.com/i/events/1516455269412204545

Bad Boy Carolina Herrera - Perfume Masculino - Eau de Toilette

 


Bad Boy, um aroma sofisticado para os homens rebeldes que celebram a nova masculinidade! Carolina Herrera lança um perfume masculino inovador e explosivo: Eau de Toilette Bad Boy. Uma fragrância poderosa e sofisticada para homens singulares e irreverentes que se atrevem a abraçar todas as facetas da masculinidade contemporânea. Bad Boy celebra a nova masculinidade: multifacetada e surpreendente. Homens são pura dualidade: fortes e sensíveis; poderosos e empáticos; heroicos e vulneráveis. Bad Boy é uma homenagem aos homens empoderados que se atrevem a seguir seu próprio caminho e que não têm medo de expressar e compartilhar seus sentimentos. Esta Eau de Toilette visa a excelência: surpreendente, elegante, poderosa e sexy. Esses são os códigos de uma fragrância construída em torno dos opostos. A obscuridade da fava tonka, do cacau e do âmbar madeira contrasta com a luminosidade da sálvia, das pimentas preta e branca e da bergamota. Esta dualidade energizante é fortalecedora e reflete a personalidade única e complexa de um Bad Boy . Bad Boy Eau de Toilette é uma ode a homens rebeldes que lutam por seus princípios e que gostam de ser fiéis à sua própria identidade. Os bad boys estão confiantes: sua autoestima surge de sua personalidade determinada e ousada. Uma fragrância que representa a rebeldia : Eau de Toilette Bad Boy , criado pelos perfumistas Quentin Bisch e Louise Turner, é uma fragrância em que os opostos se atraem e se unem: a luminosidade da sálvia, das pimentas branca e preta e da bergamota se entrelaça com a escuridão sensual da fava tonka, do cacau e do âmbar madeira. Nas notas de topo deste Aromático Oriental, o frescor picante das pimentas vermelha e branca é mesclado com a vitalidade cítrica da bergamota verde da Itália. Esta união magnética e elegante mostra seu verdadeiro poder no coração da fragrância, onde o cedro é amplificado pelas nuances brilhantes da sálvia. O segredo do aroma de Bad Boy está em suas notas de fundo, onde fava tonka e absoluto de cacau se misturam, criando uma fragrância revolucionária. O resultado é um perfume masculino artesanal com uma impressionante flutuação sensual e gourmet. Esta dupla rebelde de perfumes mostra seu lado mais selvagem e íntimo: "para descobrir suas nuances secretas, esses acordes foram adicionados torrados. Também são uma homenagem à Eau de Parfum Good Girl, que também inclui fava tonka e cacau torrados”, explica Carolina Herrera de Baez. O aroma sedutor de Bad Boy é coletado em um frasco extremamente distinto. Na forma de um raio — símbolo de heroísmo e força em várias culturas, como grega, nórdica ou indiana —, esta peça única se torna um verdadeiro objeto de desejo. A concepção e a fabricação deste raio foi um verdadeiro desafio técnico. Sua estética audaciosa e marcante combina todas as características de Bad Boy. O frasco tem uma elegante cor azul meia-noite, evocando o famoso stiletto de Good Girl. O raio é uma alegoria da personalidade do Bad Boy. Imprevisível, incomum, sedutor, cativante e único: não há dois raios idênticos. Bad Boy seduz e cativa com a velocidade e precisão de um raio.

Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/bad-boy-carolina-herrera-perfume-masculino-eau-de-toilette/p/fdb5abe33j/PF/PPMS/

UMA -LEGÍTIMA-TACADA DE MESTRE - Gilberto Simões Pires

 O ANTÍDOTO, como se sabe, é um fármaco que age dentro do organismo fazendo reverter o EFEITO DO VENENO. Pois, ontem à noite, o presidente Jair Bolsonaro, numa LEGÍTIMA TACADA DE MESTRE, usou o ANTÍDOTO conhecido como INDULTO para neutralizar por completo a ação do VENENO destilado por 10 dos 11 ministros do STF, na noite anterior. 


INDULTO DE GRAÇA

Sem medo de ser feliz, além de fazer a felicidade do povo brasileiro -de bem-, que já anda pra lá de cansado de tanta arbitrariedade imposta pelo STF, instituição demoníaca que mais parece com um TRIBUNAL DE EXCEÇÃO, o presidente Jair Bolsonaro, num ATO DE CORAGEM, surpreendeu a todos ao decretar, na noite de ontem, o INDULTO DE GRAÇA, previsto no ARTIGO 84, inciso XII, da Constituição Federal, que perdoa a pena imposta ao deputado federal Daniel Silveira.


LEGÍTIMO - ATO CONSTITUCIONAL-

Segundo a LEI DE EXECUÇÃO PENAL, a graça - INDULTO INDIVIDUAL-, pode ser pedida pelo preso, pelo Ministério Público, por conselho penitenciário, ou pela autoridade administrativa. Gostando ou não, o fato é que o INDULTO é um -LEGÍTIMO- ATO CONSTITUCIONAL em favor de um réu condenado.


STE - SUPREMO TRIBUNAL DE EXCEÇÃO

Vale lembrar que até o STF, melhor dizendo STE -SUPREMO TRIBUNAL DE EXCEÇÃO, já decidiu anteriormente que é PRERROGATIVA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA conceder indultos sem que sofra interferências do Judiciário. Essa decisão, para quem não sabe, foi tomada em 2019, quando o Supremo discutiu um indulto coletivo, o chamado indulto natalino, à época assinado pelo então presidente Michel Temer.


NOVA CONSTITUIÇÃO

Os leitores são testemunhas do quanto tenho dedicado editoriais explicando o quanto é importante e necessário escrever uma NOVA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Algo que além de equilibrar os DIREITOS E DEVERES trate de estabelecer um ÓRGÃO COM PODERES REAIS DE -GARANTIR- (não de MODERAR)  O CUMPRIMENTO DA CARTA.


NOTÁVEL SABER JURÍDICO

Como se vê, de acordo com o andar trôpego da carruagem, e à luz dos acontecimentos recentes, tudo leva a crer que a data do convencimento da necessidade de uma NOVA CONSTITUIÇÃO está cada dia mais próxima. Tomara que esta ideia amadureça e que os CONSTITUINTES ESCOLHIDOS - COM NOTÁVEL SABER JURÍDICO- escrevam um bom e duradouro projeto. A ver...


PRIME NEWS



GUEDES EM WASHINGTON



Em entrevista coletiva realizada ontem, 21, na Embaixada do Brasil em Washington, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou acreditar que a PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS vai ocorrer ainda neste ano. Possivelmente muito em breve. Guedes disse estar confiante de que vai dar certo


 


Na entrevista que concedeu na embaixada do Brasil em Washington, Guedes se disse muito entusiasmo com uma nova avaliação internacional sobre o País, que ocorreu no contexto das rupturas de cadeias globais de produção e alta de commodities, especialmente de petróleo, sobretudo com a invasão militar russa na Ucrânia. "A ficha caiu na Europa com a guerra e a necessidade de segurança alimentar e energética."


Quanto à reunião com o FMI disse que percebeu maior receptividade de autoridades econômicas e financeiras globais e destacou: foi, de longe, a melhor de todas. Senti no FMI que o Brasil está sendo tratado diferente e muito melhor. Nunca fomos percebidos no mundo como agora.


Pontocritico.com

Chefe da ONU viajará à Rússia e Ucrânia para buscar solução ao conflito

 Antonio Guterres se encontrará com Putin e com Zelensky entre os dias 26 e 28



O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, viajará para a Rússia na próxima semana, onde será recebido por Vladimir Putin, e depois visitará Kiev para reunir-se com o presidente Volodimir Zelensky, anunciou o órgão nesta sexta-feira. "Na terça-feira, 26 de abril, o secretário-geral da ONU chegará a Moscou para conversar com o chanceler russo, Serguei Lavrov. Ele também será recebido pelo presidente Vladimir Putin", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Nesta sexta, a Ucrânia pediu mais apoio bélico e sanções aos agressores.

A ONU confirmou mais tarde a visita, que será o primeiro encontro entre Guterres e Putin desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro, que deixou milhares de mortos e mais de 12 milhões de deslocados e exilados. Depois de Moscou, o secretário-geral visitará a Ucrânia, onde "se encontrará com o ministro das Relações Exteriores, Dmitro Kuleba, e será recebido por Volodimir Zelensky em 28 de abril", informou a ONU em comunicado.

Guterres também espera se reunir com equipes da agência da ONU no terreno "para discutir o aumento da ajuda humanitária aos ucranianos", acrescentou. Na terça-feira, Guterres enviou cartas aos presidentes Putin e Zelensky com pedidos para ser recebido em Moscou e Kiev. Mais cedo naquele dia, ele havia pedido aos dois lados uma "pausa humanitária" de quatro dias durante a Páscoa ortodoxa.

A ONU está claramente alheia a esta crise desde que Moscou enviou tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro passado. O órgão teve apenas uma conversa por telefone com Zelensky em 26 de fevereiro desde então. Putin não falou por telefone com Guterres, nem teve qualquer contato com o secretário-geral da ONU desde que ele alegou que a Rússia violou a Carta da ONU ao enviar tropas para a Ucrânia.

AFP e Correio do Povo

Bolsonaro anuncia perdão da pena do deputado federal Daniel Silveira, condenado a 8 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo

 


O presidente Jair Bolsonaro editou nesta quinta-feira (21) um decreto que concede o instituto da graça ao deputado federal Daniel Silviera (PTB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão. A graça funciona como um perdão dos crimes.

O anúncio foi feito por Bolsonaro em uma transmissão ao vivo na tarde desta quinta, menos de 24h após a conclusão do julgamento no STF. Minutos depois, o texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Daniel Silveira foi condenado por ameaças e incitação à violência contra ministros do STF. A decisão foi tomada por dez votos a um.

O decreto de Bolsonaro afirma que a medida foi tomada considerando, entre outros pontos, “que a sociedade encontra-se em legítima comoção, em vista da condenação de parlamentar resguardado pela inviolabilidade de opinião deferida pela Constituição, que somente fez uso de sua liberdade de expressão”.

“É uma notícia de extrema importância para a nossa democracia e a nossa liberdade. É um documento que eu comecei a trabalhar desde ontem, quando foi anunciada a prisão de oito anos e 10 meses (nove meses) ao deputado”, disse Bolsonaro.

Ao contrário do indulto, que é concedido de forma coletiva, a graça é um perdão individual.

A Constituição define que cabe privativamente ao presidente “conceder indulto e comutar penas”. Já o Código de Processo Penal estabelece que “a graça poderá ser provocada por petição do condenado, de qualquer pessoa do povo, do Conselho Penitenciário, ou do Ministério Público, ressalvada, entretanto, ao Presidente da República, a faculdade de concedê-la espontaneamente”.

O anúncio foi gravado no Palácio da Alvorada. Bolsonaro estava acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e do ministro da Secretaria de Governo, Célio Faria Júnior.

Procurado, o Supremo Tribunal Federal (STF) disse que não vai se manifestar sobre a decisão de Bolsonaro.

Julgamento

O julgamento de Silveira no STF ocorreu na tarde dessa quarta-feira (20). Ele foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por estímulo a atos antidemocráticos e ataques a ministros do tribunal e instituições como o próprio Supremo.

Durante o julgamento, o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, também estabeleceu a perda do mandato e dos direitos políticos de Silveira e uma multa de R$ 200 mil. Nove ministros acompanharam o voto de Moraes. O único a votar pela absolvição do parlamentar foi Kassio Nunes Marques.

O primeiro efeito da condenação é a inelegibilidade. Ela será reconhecida judicialmente se e quando Daniel Silveira pedir registro de uma candidatura. Quanto à perda do mandato, o Supremo, depois do trânsito em julgado da ação, vai comunicar a decisão para a Câmara dos Deputados, onde deve ser procedido o trâmite interno. O presidente Arthur Lira (PP-AL) defende que a perda de mandato seja discuta pelos deputados. A prisão também não ocorre de imediato, porque ainda cabe recurso.

Acusação

Daniel Silveira é aliado de Jair Bolsonaro e dos filhos do presidente. O deputado é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coação no curso do processo, incitação à animosidade entre as Forças Armadas e o Supremo Tribunal Federal, e tentativa de impedir o livre exercício dos poderes da União. A PGR defendeu a condenação do deputado.

Durante o julgamento, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, citou diversos crimes cometidos por Silveira e disse que as falas e ameaças contra instituições foram “vexatórias”, “inaceitáveis” e de “afronta à democracia”.

“Não se pode permitir que a força ou violência contra membros de instituições essenciais possam ser legitimamente concedidas no espaço público. Inviolabilidade do parlamentar não alcança, a despeito dos termos abrangentes, o apelo à violência, declarações carregadas de grave ameaça”, afirmou Lindôra.

Defesa

A defesa de Silveira foi feita pelo advogado Paulo Faria. Durante o julgamento, ele disse que o parlamentar é algo de um “julgamento político”.

“Se aconteceram excessos pessoais, eu entendo que a deve-se respeitar o princípio acusatório. O juiz não pode ser o julgador e vítima. O caminho seria representação por calúnia e difamação. Não há que se falar de coação no processo porque não houve”, afirmou o advogado.

Nas alegações finais, Faria ainda defendeu a existência de nulidades processuais, como o não oferecimento de acordo e a extinção do crime no que se refere à incitação à animosidade entre as Forças Armadas e o Supremo, e à prática de crimes contra a segurança nacional.

Histórico

Daniel Silveira virou réu em abril do ano passado no inquérito que apura atos antidemocráticos. Em fevereiro de 2021, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, ele foi preso por ter publicado um vídeo no qual defende o AI-5 – o instrumento de repressão mais duro da ditadura militar — e a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal. As incitações feitas pelo deputado são inconstitucionais.

Durante a investigação, o deputado foi alvo de outro pedido de prisão e medidas restritivas, uma vez que ele descumpriu ordens judiciais ao deixar de usar tornozeleira eletrônica e se comunicar com outros investigados do inquérito.

Em março deste ano, Moraes determinou que o deputado voltasse a usar tornozeleira eletrônica. Silveira se recusou a cumprir a medida. Só depois que o ministro do STF determinou o pagamento de uma multa diária de R$ 15 mil e bloqueio das contas do parlamentar, é que Silveira cumpriu a ordem judicial.

Momentos antes do julgamento dessa quarta ter início, Daniel Silveira chamou Moraes de “marginal”, “reizinho” e “menino frustrado”.

O Sul

Supremo avalia que terá de julgar perdão de Bolsonaro a Silveira

 


A decisão do presidente Jair Bolsonaro de conceder graça para perdoar a pena aplicada ao deputado Daniel Silveira pegou de surpresa ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A situação é inédita, por se tratar de perdão presidencial concedido a uma pessoa específica que acabou de ser condenada pela Corte.

Nos bastidores, os magistrados afirmam que certamente o decreto será questionado legalmente e terá de passar pelo crivo do Tribunal. Qualquer ação protocolada questionando a medida deve ser distribuída por prevenção ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que tramita contra o parlamentar na Corte.

A tendência é que o decreto seja considerado inconstitucional, de acordo com magistrados ouvidos reservadamente. No entanto, caso o decreto permaneça em validade, “a inelegibilidade permanece, pois não tem natureza penal”. Para uma corrente da Corte, independentemente da validade ou não do indulto, Daniel Silveira não poderá ser candidato.

O Supremo aguarda ser provocado para analisar o caso, segundo as fontes. O parlamentar foi condenado por atuar para impedir o funcionamento das instituições e por coação no curso do processo, crimes previstos nos artigos 359-L e 344 do Código Penal, respectivamente.

Em 2018, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu um indulto de Natal concedido pelo presidente Michel Temer a condenados por crimes de colarinho-branco, como peculato, concussão, corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência e os praticados contra o sistema financeiro nacional. No entanto, o decreto foi validado pelo plenário da Corte em novembro do mesmo ano.

Na época, Barroso destacou que a extensão do decreto a condenados por diversos crimes “viola de maneira objetiva o princípio da moralidade, bem como descumpre os deveres de proteção do Estado a valores e bens jurídicos constitucionais que dependem da efetividade mínima do sistema penal”.

Agora, o presidente Jair Bolsonaro utilizou um instrumento diferente, que é a graça, que tem como alvo o perdão da condenação de uma pessoa específica e deve ser solicitada pelo próprio condenado ou sua defesa.

A professora Vera Chemim, advogada especialista em direito constitucional ouvida pela reportagem, afirmou que seria possível conceder um indulto individual, mas que a questão teria que passar primeiro pelo Conselho Penitenciário, que faria um relatório favorável ou desfavorável à concessão do indulto. “Dificilmente dariam um relatório favorável”, avalia a especialista.

O Sul

Amor Amor Cacharel - Perfume Feminino - Eau de Toilette

 


As criações da casa Cacharel dentro da perfumaria mesclam feminilidade e liberdade, modernidade e bom gosto, além de realçar as mais diferentes personalidades, criando verdadeiros clássicos da perfumaria mundial. Cacharel é romantismo e modernidade. Um grupo de amigos caminha por uma floresta. Desbravando o local, encontram uma cachoeira. Descalços, a água fresca toca seus pés. O casal se olha, suas mãos se tocam e o inesperado acontece. Impulsionados pela emoção e a adrenalina da paixão, eles correm em direção à cascata. Jovens, destemidos, encantados e com um frio incontrolável na barriga, eles se beijam sob a queda d’água. Amor Amor é o perfume da paixão e do amor à primeira vista. Intenso, imediato, vivo, eletrizante, saboroso e marcante, Amor Amor nos lembra que o olfato é o sentido mais essencial da sensualidade. O Frasco: O vermelho vibrante do frasco reúne notas mágicas de tangerina, cereja preta, jasmim de quatro pétalas da Indonésia, lírio-do-vale, almíscar branco e âmbar cinza. Amor Amor é o elixir da paixão. A expressão mais profunda do romantismo moderno. É mais que amor. É Amor Amor, de Cacharel . Modo de Usar : Aplique nos pulsos, na nuca e no pescoço. Assim você e as outras pessoas que estão por perto podem sentir com maior facilidade sua maravilhosa fragrância.

Fonte: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/amor-amor-cacharel-perfume-feminino-eau-de-toilette/p/585067200/PF/PPFM/

Veja o que muda nas regras trabalhistas com o fim do estado de emergência pública da covid

 


Com o anúncio do fim do estado de emergência de saúde pública, regras trabalhistas relacionadas, por exemplo, ao uso de máscaras, trabalho remoto para gestantes e ao afastamento de funcionários com sintomas suspeitos de covid podem deixar de valer. O anúncio, no entanto, não faz com que tudo que está relacionado ao estado de emergência deixe de existir de imediato.

O governo ainda precisa publicar atos normativos com as devidas adaptações e estabelecer um prazo para a sua implantação após o fim do estado de emergência.

O estado de emergência de saúde pública entrou em vigor em fevereiro de 2020 e permitiu que os governos federal, estaduais e municipais tomassem uma série de medidas, como o uso obrigatório de máscaras e a autorização emergencial para vacinas.

De acordo com Ricardo Calcini, professor da pós-graduação da FMU e especialista nas relações trabalhistas e sindicais, o término oficial do estado de emergência de saúde pública isenta as empresas do cumprimento obrigatório de normas trabalhistas que estavam vinculadas a esse período. E os empregados devem estar atentos às novas diretrizes a serem estipuladas pelas empresas.

Mas o especialista considera importante as empresas esperarem as divulgações das novas normas pelo governo antes de fazerem qualquer mudança nas regras trabalhistas.

“Do ponto de vista de segurança jurídica, é recomendável aguardar a divulgação oficial do decreto revogador do estado de emergência de saúde pública, pois ele pode trazer regras de transição ou exceções a hipóteses específicas”, diz.

Para Cíntia Fernandes, sócia do Mauro Menezes & Advogados, o fim de emergência em saúde pública significa não só a retomada das condições trabalhistas existentes anteriormente à pandemia, mas um período de readaptação.

“A decretação do fim da emergência não corresponde à erradicação da covid, de forma que se mantêm necessárias medidas de saúde e segurança no ambiente de trabalho”, ressalta.

Veja a seguir as principais mudanças que podem ocorrer com a revogação do estado de emergência.

1) Máscaras, distanciamento e higiene no trabalho

O fim do estado de emergência consolida a não obrigatoriedade da exigência do uso de máscaras pelas empresas, além de dispensar a manutenção das medidas de higiene e distanciamento no ambiente de trabalho.

Uma portaria de 1º de abril já estabelecia a dispensa do uso e fornecimento das máscaras nos locais de trabalho nos estados e municípios em que não é obrigatório o uso do acessório em ambientes fechados, mesmo para trabalhadores com 60 anos ou mais e para os que tenham condições de risco para complicações da covid.

De acordo com Calcini, o uso de máscaras dentro de ambientes de trabalho deixa de ser obrigatório, mas as empresas podem, mediante regulamentos internos, estabelecerem a continuidade de sua exigência.

“O empregador poderá manter a utilização das máscaras no ambiente de trabalho, por se tratar de medida relacionada à saúde e segurança do trabalhador”, diz Cíntia.

Da mesma forma, as empresas podem manter as medidas de higiene e de distanciamento, se este for o protocolo adotado. Para Calcini, tudo vai depender do ramo de atuação de empresa. Se for um hospital, por exemplo, todos esses protocolos devem ser mantidos devido ao risco a que são expostos todos que ali trabalham.

2) Afastamento por sintomas de gripe

Com a revogação do estado de emergência pública, as empresas não serão mais obrigadas a afastar os funcionários com sintomas gripais ou de resfriado até o teste de covid confirmar ou não a doença. Nem se tiveram contato com pessoas contaminadas.

Com isso, a portaria com atualizações das medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do coronavírus em ambientes de trabalho, publicada em janeiro, deixará de valer.

De acordo com Calcini, as empresas passam a estar desobrigadas a afastar os funcionários com os sintomas, salvo se o próprio médico do trabalho da companhia entender a necessidade do afastamento para evitar a permanência do funcionário nas dependências da empresa caso ele esteja efetivamente com covid.

Outra alternativa é passar por atendimento médico, que avaliará a necessidade de afastamento e deverá emitir um atestado. Calcini aponta que as empresas poderão definir protocolos próprios de segurança e saúde como medida de prevenção.

Para Cíntia, o afastamento de empregados com sintomas também está relacionado à política pública de saúde.

“Nesse sentido, a despeito de ter sido anunciado o fim do estado de emergência, no mesmo ato foi destacado que nenhuma política pública de saúde seria interrompida. Assim, compreende-se que, até que seja estabelecido um plano de transição, as empresas continuam obrigadas a afastar os seus empregados com sintomas suspeitos de covid”, aponta a advogada.

3) Gestantes no trabalho presencial

Com o fim o estado de emergência em saúde pública, as empresas poderão exigir que as funcionárias gestantes voltem ao trabalho presencial, mesmo que não estejam com o esquema vacinal completo ou que tenham se recusado a se vacinar.

Pela lei em vigor, que foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em março, o retorno das gestantes ao trabalho presencial pode se dar após o encerramento do estado de emergência de saúde pública decorrente do coronavírus, após a imunização completa ou com assinatura de termo de responsabilidade caso se recuse a se vacinar.

Calcini ressalta que essas hipóteses são alternativas, e não cumulativas. Ou seja, a empresa pode pedir o retorno da gestante ao trabalho presencial levando em conta apenas uma das hipóteses apresentadas na lei.

O Sul