Livro - Anos de chumbo e outros contos

 


A estreia na forma breve do autor de incontornáveis romances como Budapeste, Leite derramado e Essa gente.


 Uma jovem e seu tio. Um grande artista sabotado. Um desatino familiar. Uma moradora de rua solitária. Um passeio por Copacabana. Um fã fervoroso de Clarice Lispector. Um casal em sua primeira viagem. Um lar em guerra.

Imersos na elogiada atmosfera da ficção de Chico Buarque, caracterizada pela agudeza da observação e a oposição frequente entre o poético e o cômico, os oito contos que formam este volume conduzem o leitor pela sordidez e o patético da condição humana. Com alusões ocasionais à barbárie do presente, o autor ergue um labirinto de surpresas, em que o sexo, a perversidade, o desalento e o delírio são elementos constitutivos da trama.

Em Anos de chumbo, Chico Buarque põe seu conhecido domínio da linguagem a serviço da concisão da forma. O resultado é arrebatador.

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Júri condena os quatro réus pelo incêndio da Boate Kiss em Santa Maria

 Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Luciano Bonilha e Marcelo de Jesus receberam habeas corpus preventivo e não sairão presos do plenário nesta sexta-feira



O júri do julgamento da Boate Kiss condenou, na tarde desta sexta-feira, os réus Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Luciano Bonilha e Marcelo de Jesus dos Santos pelas mortes de 242 pessoas e ferimento de mais de 600 sobreviventes no incêndio da Boate Kiss, que ocorreu em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria. Eles foram responsabilizados levando em consideração o dolo eventual. O juiz Orlando Faccini Neto anunciou as penas de cada um dos acusados após os jurados se reunirem na sala secreta. 

De acordo com a decisão do magistrado, o regime inicial será fechado. Porém, em razão do Habeas Corpus preventivo concedido pelo Tribunal de Justiça do Estado foi suspensa a prisão imediata dos acusados nesta sexta-feira. A decisão, favorável ao advogado Jader Marques, defensor de Elissandro Spohr, que recebeu a maior pena entre os quatro, se aplica a todos. O Ministério Público e a defesa podem recorrer da sentença dada nesta sexta-feira.

Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann eram sócios da casa noturna na época da tragédia. Marcelo de Jesus dos Santos era vocalista da Banda Gurizada Fandangueira e Luciano Bonilha Leão, o auxiliar do grupo musical que se apresentava na boate na noite do incêndio. 

Sentenças: 

Elissandro Callegaro Spohr 
Pena base: 15 anos
Pena final: 22 anos e 6 meses 

Mauro Londero Hoffmann 
Pena base: 13 anos
Pena final: 19 anos e 6 meses 

Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão
Pena base: 12 anos
Pena final: 18 anos 

Leitura da sentença 

Antes de iniciar a leitura da sentença, o magistrado disse que não a leria inteira, pois achou desnecessária. Ele falou sobre os dez dias de julgamento e elogiou a postura dos jurados e agradeceu a contribuição deles no processo. "Impossível agradecer o envolvimento que tiveram, o comprometimento com esse dever cívico que, entretanto, ficaram longe de suas famílias e não recebem nada por isso. Com uma pressão significativa dada a importância de tudo", disse. Aos familiares, ele disse que não ia dedicar palavras, mas o seu trabalho de juiz. 

Ao longo da leitura da sentença, o juiz também citou um trecho do livro escrito sobre a tragédia escrito por Daniela Arbex, uma das sobreviventes da noite. "Todos os réus seguramente terão tempo de cultivar as suas famílias, desenvolver as suas amizades, viajar, conhecer pessoas, participar de eventos e festas, amores e desamores, nesta trajetória cheia de mistérios e maravilhas que é a vida. Nada disso caberá às vítimas", leu. Ainda conforme a leitura de Faccini Neto, os anos de vida tiradas das vítimas da tragédia não ocorreram por "obra do acaso, um raio, um terremoto ou um furacão, trata-se de obra humana". 

Segundo Faccini Neto, o comportamento das vítimas também foi avaliado no processo. "Em um nível comparativo, o comportamento nobre de algumas vítimas, implica o juízo desfavorável para os acusados. Vejam que mesmo no plenário, em diversas referências, muitas vítimas, após terem conseguido no local, voltaram em um ato heroico, para buscar salvar os seus semelhantes", disse. 

De acordo com magistrado, a culpabilidade dos réus é elevada. "Quem, em um momento altruísta, por um minuto apenas, buscar colocar-se no ambiente dos fatos haverá de imaginar o desespero, a dor, o padecimento das pessoas que na luta pela sua sobrevivência, todavia, havia falta de ar, gritos e escuridão, em termos tão singulares que não seria demasiado qualificar tudo o que ali foi experimentado a modo como é assentado na literatura: o horror", refletiu.   

O magistrado ainda mencionou sobre a presença de "pais e mães que compareceram em audiências nos plenários, chorando a morte de seus filhos". "Isso nunca pode ser naturalizado e, mais do que isso, parece potencializado quando a experiência da morte deixa de ser algo individual para se constituir em uma dimensão coletiva. Foram mais de 240 mortes e a expressividade do número de vítimas não se arrefece ou divide as dores ou tragédias pessoais, se multiplica", disse.  

Durante a leitura, os familiares das vítimas e sobreviventes da tragédia presentes no plenário ouviram a sentença de mãos dadas, em forma de corrente. Muitos estavam emocionados e choravam. Segundo o presidente associação de vítimas da boate Kiss, Flávio Silva, a condenação dos réus "foi uma conquista da sociedade." Em Santa Maria, também houve comoção com o anúncio da condenação dos réus. 

Desfecho após oito anos e 10 meses 

Uma espera de oito anos e 10 meses chegou ao fim nesta sexta. Foram dez dias de julgamento no caso da Boate Kiss, com sessões marcadas pela emoção, por relatos de desespero e até de superação. O júri, realizado no Foro Central de Porto Alegre, também foi acompanhado atentamente por Santa Maria, lugar da tragédia. Na cidade, tendas foram montadas para abrigar familiares e amigos das vítimas que não conseguiram fazer a viagem até a Capital. Inicialmente, os locais ficaram restritos a pessoas próximas de quem perdeu a vida na boate, mas depois, com o passar dos dias, eles foram abertos para toda a população do município.

As primeiras horas do julgamento foram tensas. Durante a chegada de Luciano Bonilha, um dos réus no processo, um homem gritou a palavra "assassino". Visivelmente emocionado, ele respondeu dizendo que não era assassino. Em seguida, Bonilha passou mal e precisou de atendimento médico. Restabelecido, ele conversou com a reportagem do Correio do Povo. “Hoje, quando eu cheguei aqui, vi tudo aquilo de novo. Este júri será meu último grito para tentar mostrar a minha verdade e contar a história da minha vida, peço para todos que me escutem, sempre respeitando a dor dos pais e dos sobreviventes. Ninguém sabe a dor deles”, disse na ocasião.

A partir da escolha do Conselho de Sentença, feita no primeiro dia, o julgamento pôde ser iniciado com a perspectiva de duração de duas semanas. No decorrer dos depoimentos, juiz, promotores e advogados perceberam que seria possível vencer todas as etapas do processo em um tempo menor, principalmente depois que o Ministério Público dispensou três testemunhas e uma vítima.

O segundo dia de júri começou com as testemunhas Emanuel Almeida Pastl e Jéssica Montardo Rosado. Pastl, um dos sobreviventes, relatou o pânico sentido na Kiss logo depois do início do incêndio. Ele contou ainda que se desencontrou do irmão e, a partir daí, uma correria começou.  "As pessoas entraram em estado de pânico e começaram a se empurrar. Foi horrível”, lembrou. Em seguida, a vítima relatou ao júri: “Não tinha alarme de incêndio, nem sinalização e iluminação. Não senti em mim água caindo de chuveiros de teto durante o incêndio”. A manifestação de Jéssica foi carregada de emoção e ampliou o cenário citado por Pastl.  “Eu me apavorei. Havia muita gente caindo em cima dos outros”, recordou.

O engenheiro responsável pelo projeto de isolamento acústico da Kiss, Miguel  Ângelo Teixeira, prestou depoimento e garantiu que em nenhum momento sugeriu o recomendou o uso de espuma. Teixeira, a primeira testemunha de acusação, disse que soube através da esposa do incêndio, e que o advogado de Elissandro Spohr estaria citando o engenheiro como responsável pela colocação de espumas no local. "Falei com o delegado na época e pedi para prestar depoimento, pois queria esclarecer os fatos", disse.

A discussão em torno dos artefatos de fogo usados na noite da tragédia abriu o terceiro dia de julgamento. O administrador da loja de fogos de artifício onde foram comprados os itens usados pela banda Gurizada Fandangueira, Daniel Rodrigues da Silva, colocou que os produtos adquiridos não eram para ambientes fechados. Na mesma sessão, o PM Érico Paulus Garcia, que atuava como barman da Kiss, relatou que conseguiu salvar entre 15 e 20 pessoas da casa noturna. Garcia contou ainda que viu o início do incêndio, quando o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos ergueu o artefato pirotécnico e as fagulhas atingiram a espuma.

Nos dias de julgamento que se seguiram, mais relatos chocantes tomaram conta do plenário do Foro Central, como o da segurança da Kiss Doralina Peres. Ela perdeu cinco colegas de trabalho na tragédia, duas mulheres e três homens. Em seu depoimento, relatou que não se lembra de algumas coisas do início do incêndio, tudo porque desmaiou duas vezes, sendo uma dentro da casa noturna. Algo semelhante foi narrado por outra vítima da tragédia. Delvani Rosso lembra-se da casa lotada e do momento em que ele e outros seis amigos entrelaçaram os braços para sair da boate. A iniciativa funcionou até um certo momento. Quando as luzes se apagaram dentro da Kiss, ele notou que a fumaça ficou ainda mais forte e percebeu que não conseguiria mais sair. "Comecei a inalar a fumaça e meus joelhos ficaram fracos e perdi a força”, contou.

Pelo lado das defesas, familiares dos réus tomaram a palavra durante o sétimo dia de julgamento. Márcio André dos Santos, irmão de Marcelo de Jesus, relatou a não existência de planejamento para eventuais problemas nos shows pirotécnicos. Além disso, Márcio André descreveu o pré-julgamento recebido a partir da tragédia. "Temos vontade de chegar para algum familiar das vítimas e dar a nossa verdade. Essa dor é a nossa dor. Nós não queríamos matar ninguém lá. Meu irmão não quis matar ninguém lá ", afirmou emocionado o percussionista.

A esposa de Elissandro Spohr também foi convocada a contar o lado do réu. A mulher de Kiko, Nathália Daronch, negou que o sócio da Kiss tivesse dado autorização para o uso dos fogos. “Sei que não houve essa autorização porque eu estava lá na passagem de som. Eu sabia que era um momento muito importante, tudo que ia ser apresentado era dito. Em nenhum momento foi solicitado (uso de artefatos pirotécnicos). Já tivemos um outro episódio que foi solicitado e negado", disse Nathália.

Um dos depoimentos mais aguardados ocorreu no oitavo dia de julgamento, quando o prefeito de Santa Maria à época da tragédia, Cezar Schirmer, deu seu depoimento sobre o incêndio. Arrolado como testemunha da defesa de Elissandro Spohr, o atual secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos de Porto Alegre disse que o Executivo municipal não teve responsabilidade alguma no que aconteceu na Kiss. Schirmer ainda criticou as investigações e o andamento do inquérito. “Desde o começo eu ouvi insinuações de que deveria estar aqui, não como testemunha, mas como réu. Não fiz nada!”, exclamou. A fala de Schirmer foi criticada por familiares das vítimas que estavam no Foro Central, a ponto de deixarem a sala em protesto. 


Correio do Povo


"Foi uma conquista da sociedade", afirma presidente da associação de vítimas da boate Kiss


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Advogada de defesa diz que resultado foi "injustiça" e afirma que vai recorrer

Nebulosidade aumenta no RS neste sábado

 Sol aparece, mas também pode haver instabilidade em pontos isolados



O sol aparece entre nuvens no Rio Grande do Sul neste sábado, e a nebulosidade na comparação com os últimos dias aumenta. O ar mais úmido também traz instabilidade, e há chance de chuva irregular em pontos isolados.

De acordo com a MetSul Meteorologia, no entanto, na maioria das cidades não chove. O tempo fica mais abafado no período da tarde, quando serão registradas as máximas. O calor mais intenso será, mais uma vez, na região Oeste.

Em Porto Alegre, o sol aparece entre nuvens. A mínima na Capital será de 17°C, e a máxima chega aos 30°C.

Mínimas e máximas no RS 

Vacaria 12°C / 25°C
Santa Rosa 21°C / 30°C
Santa Maria 18°C / 32°C
Bagé 16°C / 31°C
Erechim 18°C / 30°C

MetSul Meteorologia e Coreio do Povo

Porto Alegre confirma primeiro caso da variante ômicron da Covid-19

 Paciente proveniente dos EUA teve a doença confirmada e teste da Ufrgs identificou a cepa



A prefeitura de Porto Alegre confirmou, na tarde desta sexta-feira, o primeiro caso da variante ômicron da Covid-19. Conforme nota oficial, uma pessoa procedente dos Estados Unidos teve o coronavírus confirmado durante estadia na Capital.

Ainda segundo a nota, o paciente de Covid-19 recebeu uma dose da vacina Moderna, disponibilizada em território norte-americano. Depois de passar por atendimento médico, realizou teste RT-PCR em laboratório privado.

Após o resultado positivo, o exame passou por análise genômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). O resultado foi notificado para a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde no final da tarde desta sexta-feira.

A Diretoria de Vigilância em Saúde da SMS monitora o caso, tanto da pessoa confirmada quanto dos contatos próximos que ela teve na Capital.

Correio do Povo


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Anatel cria número exclusivo para telemarketing


Prefeitura anuncia criação de linha e mudanças no transporte coletivo a partir de domingo


Uruguaiana terá mutirão de vacinação contra Covid-19 neste sábado


Farsul vê cenário incerto para 2022


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STF realiza seminário sobre a Justiça pelo olhar das mulheres


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Comprova: É falso que vacina contra Covid-19 tenha provocado aumento de morte de crianças


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Reajuste do piso regional no Rio Grande do Sul será de 5,53%


Inflação dos EUA atinge nível máximo em 39 anos


Senado aprova desoneração da folha de pagamentos de empresas de 17 setores que mais empregam na economia até 2023

 


O Senado aprovou na tarde desta quinta-feira (9) o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia por mais dois anos. O relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), apresentou dois pareceres pela aprovação da matéria sem nenhuma alteração. A rejeição das sugestões manda o texto direto para sanção presidencial e evita que a proposta tenha que voltar à Câmara dos Deputados. Há urgência para a aprovação e sanção do texto, pois o prazo da desoneração desses setores acaba no fim deste ano.

Veneziano apresentou uma segunda versão do relatório na tarde desta quintas. Nela, ele rejeita as sete sugestões de alterações feitas pelos senadores. Entretanto, para a emenda apresentada pelo líder do PL (Partido Liberal), Carlos Portinho (RJ), o relator sugere e se compromete com a apresentação de um projeto paralelo para atender a demanda. A proposta de alteração feita por Portinho prevê a reinclusão de setores da indústria naval, que foram beneficiados pela desoneração da folha entre 2013 e 2018.

Nos dois relatórios, Veneziano pontuou não ter observado problemas quanto à constitucionalidade e juridicidade do projeto. “Em relação aos impactos financeiro e orçamentário, entendemos que os estímulos previstos no projeto existem há anos e não configuram inovação relevante no ordenamento jurídico. Portanto, em apertada síntese, a proposição apenas mantém as desonerações dos mesmos setores, prorrogando-as, por mais dois anos”, frisou.

Em relação ao mérito, o senador detalhou no relatório que, “após o aumento da vacinação contra a Covid-19 e, consequente, redução de média de novos casos, o reaquecimento da economia impõe estímulos fiscais e a prorrogação (ou manutenção) dos já existentes.” “Assim, ressaltamos que a desoneração proposta neste projeto já consta historicamente em nosso ordenamento e, com a aprovação desta Casa, continuará a atender os mesmos setores”, defendeu.

Veneziano falou sobre o cenário de altos índices de desemprego, afirmando que “a não prorrogação da desoneração da folha criaria óbices para a retomada de empregos, ao aumentar os custos de contratação de mão de obra em vários setores que, atualmente, podem optar pelo recolhimento da contribuição previdenciária sobre a receita bruta, ao invés da incidência da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento”.

O projeto previa a desoneração dos setores até 2026, mas houve alteração na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para evitar veto do governo federal, que temia maiores perdas na arrecadação. O prazo, então, foi reduzido para 2023. A matéria prevê que os 17 setores em questão paguem a contribuição previdenciária dos trabalhadores sobre o faturamento com alíquota de 1% a 4,5%, e não de 20% sobre os salários.

O projeto desonera a folha em 17 setores, sendo eles: calçados, call center, comunicação, confecção/vestuário, construção civil, empresas de construção, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas, proteína animal, têxtil, TI (tecnologia da informação), tecnologias de comunicação, projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.

No relatório, Veneziano pontuou que, como o projeto suaviza encargos que aumentam gastos de empresas, em especial das que utilizam grande volume de mão de obra, pode levantar a possibilidade de aumentar o número de setores beneficiados. Entretanto, para ele, a ampliação demandaria mais estudos para determinar as atividades que deveriam ser atendidas com a desoneração, assim como o impacto da medida, e isso atrasaria a aprovação da matéria.

“Tendo em vista a premência do tempo e a necessidade de aprovação urgente da medida em análise, parece-nos mais apropriada a apresentação de projeto de lei autônomo que veicule a inserção de outras atividades produtivas a serem contempladas pelo mesmo benefício e que, induvidosamente, também são justificadas”, pontuou. O senador já comentou a possibilidade de incluir esse aumento de setores no projeto da reforma tributária, que está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Veneziano afirmou que não desconhece as dificuldades enfrentadas por outros setores (citando transporte aéreo, de hotelaria e turismo) e se comprometeu a apresentar, em breve, uma proposição para socorrer outros segmentos.

O Sul

Livro - Amor & Azeitonas

 


Da autora do best-seller Amor & gelato, uma viagem inesquecível pela ilha de Santorini




O que a lenda de uma cidade submersa tem a ver com a vida de uma adolescente? No caso da greco-americana Liv Varanakis, a resposta é tudo. Quando era pequena, Liv e seu pai passavam horas tentando descobrir a localização de Atlântida, mas, desde que ele foi embora sem explicação, ela evita pensar na cidade perdida a todo custo. Com dezessete anos, Liv tem uma nova vida, um novo namorado e está muito bem, obrigada.



Até que um cartão-postal amassado chega de Santorini e faz seus planos irem por água abaixo. Nele, seu pai explica que está gravando um documentário a respeito de Atlântida e que mandou uma passagem de avião para Liv ir até a Grécia ajudá-lo. Agora, ela terá que deixar para trás tudo que construiu e embarcar rumo ao desconhecido.



O reencontro dos dois traz à tona milhares de perguntas e emoções, e, para piorar, Theo, o assistente charmoso de seu pai, insiste em filmar esses momentos constrangedores. Pelo menos Liv pode aproveitar a ilha paradisíaca, com seu pôr do sol magnífico, a água turquesa, as casinhas brancas e a culinária deliciosa. Porém, com o passar dos dias, a garota começa a desconfiar de que não foi Atlântida que a trouxe até ali, e sim algo muito mais importante.



Com mais de 105 mil exemplares vendidos no Brasil, as histórias de Jenna Evans Welch trazem protagonistas que desbravam o mundo em uma verdadeira jornada de amadurecimento, com direito a segredos de família e romances inesquecíveis. Após conquistar corações com Amor & gelato, que se passa na Itália, e Amor & sorte, que explora a Irlanda, é a vez de nos apaixonarmos por uma ilha grega repleta de mistérios em Amor & azeitonas.

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Bancos promovem mutirão para renegociação de dívidas e oferecem descontos de até 95%. Veja como participar

 


Os dois maiores bancos públicos do País — o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal — estão promovendo mutirões para renegociar dívidas. Entre as instituições financeiras privadas, o Itaú permanece com período de renegociações de débitos em atraso.

Já o Bradesco informou que está sempre aberto à renegociação com seus clientes, realizando a análise caso a caso, com o objetivo de encontrar as alternativas mais adequadas para que os correntistas mantenham as contas em dia.

Veja as condições

Até o dia 17 de dezembro, o Banco do Brasil realiza sua campanha de renegociação. Neste período, o banco oferece condições especiais que incluem descontos de até 95%, para liquidações à vista de dívidas vencidas. Também estão disponíveis descontos nas taxas de juros e prazo de até cem meses para o pagamento a prazo de operações vencidas.

As condições estão disponíveis para mais de 3,5 milhões de clientes pessoa física, produtores rurais e pessoas jurídicas que tenham dívidas de crédito pessoal, cartão de crédito, cheque especial e outras modalidades.

Os clientes podem procurar as agências do banco para renegociar suas dívidas e também os canais digitais: internet, App, WhatsApp e central de atendimento.

Crédito habitacional

Já a Caixa está com a campanha de renegociação de dívidas “Você no Azul”. Os descontos são de até 90% do valor da dívida e variam de acordo com a modalidade de crédito contratada e o tempo de atraso. A campanha também oferece condições especiais para negociação de créditos habitacionais, com possibilidade de pagamento parcial ou pausa nas prestações.

O cliente que deseja negociar pelo site precisa acessar o endereço Negociar Dívidas. As condições também estão disponíveis pelos telefones 4004-0104 para a capital e 0800-104-0104 para as outras regiões.

O cliente que salvar o número do 0800 em seu celular também consegue negociar com a Caixa pelo WhatsApp. Nas lotéricas, basta o cliente informar o CPF e a intenção de pagamento da dívida, que pode ser de até R$ 5 mil.

Para contratos habitacionais, o cliente também acessa as condições pelo aplicativo Habitação Caixa. Outro canal de atendimento que a campanha oferece é o “Caminhão Você no Azul”, no qual os clientes têm atendimento necessário para o pagamento ou a regularização de suas dívidas junto à Caixa.

Entrada maior

O Itaú Unibanco oferece condições de parcelamento para negociar dívidas, incluindo possibilidades para estender parcelamentos, obter descontos na quitação e até para reduzir as taxas de juros já contratadas.

Dentre as opções disponíveis para quem deseja reparcelar dívidas, as condições são ainda mais flexíveis para clientes que dispõem de verba para oferecer maior entrada à vista.

Com isso, além de diminuir a quantidade de parcelas, é possível obter desconto na taxa de juros inicial e, assim, diminuir também o valor do pagamento mensal.

Os interessados podem acessar os canais digitais do banco: aplicativo Itaú no celular (Android e iOS); aplicativo Itaú no computador; site Renegocie Fácil (permite acesso sem senha eletrônica); e WhatsApp exclusivo para renegociações.

A Sim, fintech de crédito pessoal do Santander, registrou um aumento de 88% na renegociação de dívidas durante Feirão realizado na segunda quinzena de novembro. Os acordos foram mais procurados por pessoas entre 26 e 50 anos (51%), com renda mensal de até R$ 2 mil (44%). Em relação às dívidas, a procura por descontos foi maior para débitos em aberto entre 241 e 360 dias.

O Sul

Governo federal autoriza projetos de novas ferrovias privadas, com mais de 50 bilhões de reais em investimentos

 


Depois de mais de 100 anos, o Brasil voltará a ter ferrovias privadas. O governo federal assinou nesta quinta-feira (9), os primeiros contratos que autorizam empresas a erguer projetos do zero num novo modelo privado, com previsão de investimentos de mais de R$ 50 bilhões. São nove trechos ferroviários, cruzando dez Estados em 3,5 mil quilômetros de trilhos.

O movimento é considerado histórico porque resgata um formato responsável pelo primeiro boom ferroviário do País. Entre o século 19 e início do 20, as ferrovias foram erguidas no Brasil pelo interesse do setor privado.

Os registros apontam que o último traçado construído nesse modelo foi da Estrada de Ferro Mamoré, conhecida como a “Ferrovia do Diabo”, autorizada em 1905, com obras iniciadas dois anos depois, no ciclo da borracha. De lá até 1932, novos ramais foram implantados, mas todos de empresas que já atuavam no segmento.

Hoje, a malha ferroviária brasileira soma 29,3 mil quilômetros de estradas de ferro. Com a novidade das ferrovias privadas e outros projetos de concessão em andamento, o Ministério de Infraestrutura acredita que o modal ferroviário terá um novo boom. Atualmente, as ferrovias transportam cerca de 20% das cargas no País, e a expectativa é de que essa participação possa ultrapassar os 40%.

Os planos são baseados nas regras do novo Marco Legal das Ferrovias, que está em vigor desde o fim de agosto por meio de uma medida provisória editada. O texto libera um novo regime ferroviário no País, chamado de autorização. Nele, novos traçados são construídos exclusivamente pelo interesse da iniciativa privada, sem licitação.

O modelo é muito comum em países como Estados Unidos e Canadá, criado para atender demandas específicas de transporte de cargas, identificadas pelos próprios produtores e empresas. Além disso, o fardo regulatório é mais leve, baseado nos princípios da livre concorrência e da liberdade de preços — ou seja, sem intervenção do poder público na definição das tarifas de transporte.

Nesta quinta, o governo liberou as autorizações de novas ferrovias solicitadas por seis empresas: Bracell, produtora de celulose; Ferroeste, empresa ferroviária estatal do Paraná; Grão Pará Multimodal, que tem autorização para operar um terminal portuário em Alcântara (MA); Petrocity, empresa do setor portuário; Macro Desenvolvimento LTDA; e Planalto Piauí Participações.

Esses projetos estão entre os 47 pedidos de requerimentos de ferrovias que chegaram até o momento ao Ministério da Infraestrutura. Em relação a 36 desses requerimentos, o governo já tem estimativas de investimentos que alcançam R$ 150 bilhões. “Estamos vendo agora o início da revolução que vai nos tornar novamente um País ferroviário”, disse o secretário nacional de Transportes Terrestres, Marcello Costa.

“Esse projeto é transformador. Não existe projeto nenhuma na área de infraestrutura de transportes mais transformador que esse. Um novo capítulo da história ferroviária está sendo escrito”, afirmou o ministro de Infraestrutura Tarcísio de Freitas.

Ele também fez uma contextualização da história da rede ferroviária no Brasil, que teve seu primeiro boom justamente pelas mãos da iniciativa privada, durante o período do Segundo Reinado, entre 1840 e 1889. “São, basicamente, as ferrovias que o País tem até hoje”, disse.

Essas ferrovias, dedicadas principalmente ao transporte do café, acabaram quebrando com a crise de 1929, que afetou a economia cafeeira, já que os Estados Unidos eram o maior comprador do produto brasileiro. A partir disso, os trilhos foram encampados pelo Estado, que, segundo Tarcísio, criou a rede ferroviária na década de 50.

Com a piora nas condições da malha, o governo decidiu conceder essas ferrovias à iniciativa privada. Foi daí que surgiu o modelo de concessão, em que o bem público é repassado para administração de uma empresa privada por meio de contrato com duração definida (por 30 anos, por exemplo).

“Quando os déficits acumulados pela rede ferroviária se tornaram insuportáveis, o Estado resolveu cindir a malha sob gestão da rede ferroviária e transferir à iniciativa privada”, explicou o ministro.

Esse modelo de concessão continuará existindo e é importante, por exemplo, para grandes projetos que envolvem mais de uma carga (de minério e grãos, por exemplo) e cujo traçado corta mais de um Estado.

Nesses casos, há um interesse de política ferroviária por parte do Estado, fazendo com que o esquema de concessão – com regras mais rígidas, mas também com compartilhamento de riscos com o poder público (União, Estado ou município) – seja mais interessante.

O Sul

Em meio a tensões, governo brasileiro cancela cúpula presencial de presidentes do Mercosul; evento será virtual

 


O governo brasileiro decidiu transformar em virtual a próxima cúpula de presidentes do Mercosul, prevista para o próximo dia 17, segundo um documento interno enviado aos outros países. O motivo principal para o cancelamento do encontro presencial dos presidentes foi a nova variante Ômicron do coronavírus, mas fontes admitiram que a situação atual do bloco é de fortes tensões por motivos políticos e econômicos entre seus membros, entre elas as provocadas pela viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Argentina.

A visita de Lula a Buenos Aires foi confirmada dias depois de reuniões de alto nível entre funcionários dos dois governos em Brasília, com motivo da comemoração do Dia da Amizade entre Brasil e Argentina, em 1º de dezembro. O governo do presidente Alberto Fernández enviou ao Brasil o secretário de Assuntos Estratégicos da Casa Rosada, Gustavo Beliz, um dos principais assessores do chefe de Estado argentino, que foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outros. O clima, semana passada, foi de extrema cordialidade.

Para fontes do governo brasileiro, organizar uma visita de Lula em momentos em que os dois países vivem um período ainda frágil de recomposição da relação bilateral mostra uma atitude “quase esquizofrênica” da Casa Rosada. Existe preocupação pelos atos em que Lula participará, nesta sexta-feira, junto ao presidente Fernández e sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner.

Está prevista a entrega de um prêmio sobre direitos humanos ao ex-presidente, um ato cívico-cultural para celebrar a democracia e reuniões de Lula com sindicatos argentinos. Na visão do governo brasileiro, “fazer esse convite uma semana antes da cúpula do Mercosul, âmbito no qual chegou-se a trabalhar para que Fernández e Bolsonaro tivessem sua primeira reunião bilateral, foi, no mínimo, inconveniente”. O Palácio do Planalto e o Itamaraty observarão com atenção declarações das autoridades argentinas durante a visita do ex-presidente, que viajará acompanhado pelo ex-chanceler Celso Amorim.

A relação entre Lula, Fernández e Cristina é antiga. O presidente argentino visitou o ex-presidente na prisão, em plena campanha eleitoral em seu país, em 2019. Um dos primeiros que telefonou para Lula depois da anulação de seus processos no Supremo Tribunal Federal (STF) foi o chefe de Estado argentino, fato destacado pelo ex-presidente em seu primeiro discurso fora da prisão. A sintonia entre ambos é pública e notória, e a viagem de Lula à Argentina, argumentam fontes do PT, não tem nada a ver com Bolsonaro.

Mas o mal-estar nos últimos dias foi admitido tanto por fontes do governo brasileiro, como por outras de alas moderadas do governo argentino, que apostam numa recomposição da relação bilateral e entendem que uma visita à Argentina neste momento pode atrapalhar este processo ainda incipiente.

Lula não é o único problema que enfrenta o Mercosul neste momento. Existem, ainda, fortes tensões por divergências econômicas, principalmente entre o Uruguai, por um lado, e Brasil, Argentina e Paraguai, pelo outro. O governo do presidente Luis Lacalle Pou vem pressionando o governo brasileiro para que seja dada uma declaração explícita de apoio à iniciativa do Uruguai de negociar um acordo de livre comércio com a China, por fora do bloco. O Brasil argumenta que já deixou clara sua defesa da flexibilização de regras do Mercosul, e assegura que não considera necessária uma nova declaração sobre o assunto. Mas o Uruguai está firme em sua demanda, e fontes do governo brasileiro temem que na cúpula o presidente Lacalle Pou volte a expressar fortes questionamentos ao Mercosul.

Os mais pessimistas, acreditam que o Uruguai pode estar preparando sua saída do bloco. A realidade é que o diálogo entre os governos Bolsonaro e Lacalle Pou, que num primeiro momento, fluiu com facilidade e permitiu um alinhamento quase automático, passa por seu pior momento.

A cúpula, finalmente, será virtual e deverá confirmar, mais uma vez, as dificuldades que o bloco atravessa há alguns anos. A esperada visita de Fernández a Brasília não acontecerá e as relações bilaterais no âmbito político – no econômico os dois governos têm se entendido melhor – poderiam viver novos sobressaltos. As informações são do jornal O Globo.

O Sul

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O autor Spencer Johnson conta nesta história, personagens que se deparam com mudanças inesperadas. Um deles é bem-sucedido e escreve o que aprendeu com sua experiência entre as paredes do labirinto. Suas palavras ensinam a lidar com a mudança para viver com me quenos estresse e ter mais sucesso no trabalho e na vida pessoal. Escrito para pessoas de todas as idades, "Quem mexeu no meu queijo?" é uma leitura rápida, mas que traz ensinamentos que vão permanecer por toda a vida. Esta é uma obra publicada pela editora Records, versão econômica.

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