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A cubana Zoe Martínez fala sobre a perda de audiência da Globo
A cubana @zoemartinez_05 fala sobre a perda se audiência da Globo. Concordo. E você? pic.twitter.com/pmwkEJCcLu
— Bia Kicis (@Biakicis) December 6, 2021
Saque em poupança supera depósito em R$ 12,3 bi em novembro
por Larissa Garcia

Este é o quarto resultado negativo consecutivo e segunda maior retirada líquida do ano, segundo dados do BC
BRASÍLIA
Os saques em caderneta de poupança superaram os depósitos pelo quarto mês seguido, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (6). Em novembro, primeiro mês sem o pagamento do auxílio emergencial, o resultado foi negativo em R$ 12,37 bilhões.
Esta é a segunda maior retirada líquida da modalidade no ano, atrás apenas de janeiro, que teve saída de R$ 18,1 bilhões, pior resultado em 26 anos.
Em novembro, os brasileiros sacaram R$ 294 bilhões da caderneta e depositaram R$ 281,7 bilhões. No ano, a poupança acumula captação (diferença entre entradas e saídas) negativa em R$ 43,1 bilhões.
Mesmo com o resultado negativo, o saldo, que é todo o montante investido na modalidade, permaneceu superior a R$ 1 trilhão no mês. O estoque alcançou a marca pela primeira vez na história em setembro do ano passado.
Neste ano, a poupança teve resultados positivos apenas entre abril e julho. Em outubro, houve retirada líquida de R$ 7,43 bilhões e em setembro, de R$ 7,71 bilhões.
Desde o início da pandemia, os resultados da caderneta são impactados pelo pagamento do auxílio emergencial.
Os valores são pagos por meio de conta-poupança digital da Caixa Econômica Federal, o que ajudou a explicar o movimento de forte alta na captação líquida ao longo de 2020, que bateu recorde com R$ 166,3 de entradas líquidas.
Após a chegada do vírus ao país, em março do ano passado, a caderneta registrou valores elevados em captação líquida nos meses seguintes, em comparação ao restante da série.
O auxílio emergencial voltou a ser pago no início de abril e terminou em outubro. A nova rodada teve valor menor que a primeira versão, paga entre abril e dezembro do ano passado —inicialmente de R$ 600 e depois reduzido para R$ 300.
Neste ano, o benefício teve valor médio de R$ 250, mas ficou entre R$ 150 ou R$ 375, dependendo do tamanho da família de quem recebe.?
No ápice da crise, em abril de 2020, a captação da poupança bateu recorde, com R$ 30,4 bilhões. O resultado foi superado em maio daquele ano, com R$ 37,2 bilhões, o maior da série histórica até agora.?
A caderneta rende a TR (Taxa Referencial), hoje zerada, mais 70% da Selic, que está em 7,75% ao ano.
A regra prevê que, quando a taxa básica de juros estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança seja de 0,50% ao mês, mais a TR. Caso a taxa Selic esteja menor ou igual a 8,5% ao ano, o investimento é remunerado a 70% da Selic, acrescida da TR.
A sinalização do BC é de que Selic seja elevada em 1,5 ponto percentual na próxima quarta-feira (8), a 9,25% ao ano. Caso a alta se concretize, haverá mudança na remuneração da modalidade.
Fonte: Folha Online - 06/12/2021 e SOS Consumidor
Juros do consignado do INSS vão subir para 2,14% a pedido dos bancos
por Cristiane Gercina e Luciana Lazarini

Taxa atual é de 1,80%; juros do cartão de crédito passarão de 2,7% para 3,06%
SÃO PAULO
Os juros do crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Instituto Nacional do Seguro Social) vão subir a partir de janeiro de 2022. A nova taxa será de 2,14% para o empréstimo pessoal consignado e de 3,06% para o cartão de crédito. Atualmente, os juros são de 1,80% e de 2,7%, respectivamente.
A alta de 18,9% no empréstimo e de 13,3% na taxa do cartão de crédito foi um pedido dos bancos, após queda nos juros durante a pandemia e um longo período de "congelamento". Desde março de 2020, menos de um mês depois de a Covid ter chegado ao país, as taxas do consignado caíram e permanecem no mesmo patamar.
Os novos juros foram autorizados pelo CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) após reunião na manhã desta segunda-feira (6). O reajuste foi atrelado a políticas de educação financeira para os aposentados e pensionistas do INSS, que deverão ser custeadas pelas instituições bancárias, mas cujos pontos principais serão debatidos e definidos pelo conselho.
Em nota, a Febraban afirma que a alta era necessária para que a oferta de crédito do tipo continue sendo feita a aposentados e pensionistas. Segundo a instituição, o principal custo das operações de crédito consignado é o de captação.
"Os bancos entendem ser importante evitar que o custo de captação e das despesas do crédito consignado inviabilizem a concessão de benefícios a uma parcela significativa destes aposentados e pensionistas, particularmente neste período de final e início de ano", diz o texto.
De acordo com a federação, além de ser a modalidade de empréstimo mais barata, o consignado desempenha um papel importante na vida do aposentado, que utiliza o tipo de crédito para custear dívidas, pagar exames e remédios, além de contas do dia a dia.
"Ele atende particularmente o público de baixa renda, com uma parcela relevante de negativados e não-bancarizados que, não fosse esta alternativa, seriam obrigados a recorrer a outras linhas de crédito com taxas e prazos totalmente incompatíveis com as suas necessidades."
A Febraban informa ainda que a concessão do consignado tem caído nos últimos meses. A queda no volume foi de R$ 9,37 bilhões, em abril deste ano, para R$ 7,18 bilhões, em outubro, segundo dados do Banco Central. Além disso, 1,6 milhão de aposentados ficaram sem o crédito consignado entre junho a outubro de 2021.
O INSS afirma que ao considerar a taxa real de juros no país, o novo índice é o menor desde 2015. "Os conselheiros reconheceram a necessidade de alterar a taxa para se adequar às oscilações do mercado financeiro e ressaltaram a importância da educação financeira para aposentados e pensionistas do INSS", afirma o órgão.
O instituto diz ainda que resolução do CNPS com as novas será publicada e, a partir disso, a Dataprev deverá adequar os sistemas para a adoção dos novos valores.
COMO FUNCIONA O CONSIGNADO
O consignado do INSS é controlado pelo CNPS e tem regras próprias. Dados de 2020 mostram que, segundo o INSS, havia 195,6 milhões de consignados ativos no país. Somente neste ano, foram 37,8 milhões de novos contatos. Dentre as regras controladas estão os juros máximos decididos pelo conselho, além da quantidade meses para pagar e do limite que pode ser emprestado pelo aposentado. Até o final de 2021, esse limite de empréstimo está em 40% do benefício: são 35% para o empréstimo e 5% para o cartão de crédito.
A partir 2022, as normas devem voltar ao que valiam antes da pandemia e o aposentado ou pensionista poderá comprometer até 35% de sua renda mensal com essas dívidas: 30% para o empréstimo e 5% para o cartão de crédito consignado.
Até dezembro de 2021, o número máximo de parcelas mensais para pagar a dívida segue ampliado de 72 para 84 meses (de seis para sete anos de pagamento). A partir de 2022, voltam a ser de 72 meses.
Neste ano, desde março, o Banco Central voltou a subir a taxa de juros Selic, o que reflete nos juros cobrados de empresas e pessoas físicas. Nesta quarta (8), a previsão é que haja aumento de 1,5 ponto percentual na Selic, fazendo com que os juros básicos passem de 7,75% para 9,25%.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA
A advogada Tonia Galleti, coordenadora do departamento jurídico do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas e Idosos), que participa do CNPS como representante dos aposentados, afirma que a forma encontrada para que haja menos prejuízo com a alta dos juros foi estabelecer um compromisso de que haverá programa de educação financeira e previdenciária para aposentados, pensionistas e suas famílias.
Segundo ela, a proposta dos bancos de elevar os juros do consignado foi feita em outubro, às vésperas da reunião mensal. Na ocasião, o conselho chegou a debater a medida, mas negou o aumento. Na época, os bancos pediam juros de 2,70% para o empréstimo consignado e de 3,20% para o cartão de crédito.
"A justificativa foi de que a inflação subiu e, com isso, aumentou o custo para os bancos tomarem o dinheiro para conseguir emprestar. Mas nós dissemos não [para a alta de juros], entendendo o momento que a gente está vivendo e que o aposentado e o pensionista não tiveram nenhuma ajuda, exceto antecipar o 13º", afirma ela.
Após a negativa, os bancos apresentaram nova proposta, com juros menores, que foi debatida em um grupo de trabalho definido para tratar de outros assuntos sobre o crédito consignado e acabou sendo aprovada na reunião desta segunda.
Para Tonia, no entanto, conseguir atrelar a alta dos juros à educação financeira que ficará a cargo de sindicatos e associações, mas que será custeada pelo setor bancário, foi uma vitória. "É um bom caminho. Vamos nos reunir para debater as medidas em nosso grupo de trabalho e, na primeira reunião do ano do CNPS, em fevereiro, o assunto já será discutido formalmente."
PRINCIPAIS USOS DO CONSIGNADO
Pesquisa da Febraban sobre a destinação do empréstimo obtido por aposentados e pensionistas do INSS (dados do primeiro semestre de 2020):
- Pagar dívidas: 65%
- Pagar remédios e/ou exames : 21%
- Reformar imóvel: 19%
- Pagar contas do dia a dia: 17%
- Comprar alimentos: 12%
MARGEM MAIOR PARA O CONSIGNADO
- Em março de 2021, o governo autorizou aumento da margem do consignado para 40% para beneficiários do INSS e servidores públicos até o final deste ano
- Em janeiro de 2022, as medidas especiais aplicadas no consignado do INSS perdem a validade e voltam a valer as regras antigas. Veja o que muda no consignado em 2022
- A ampliação já havia sido adotada em 2020 para tentar diminuir os impactos econômicos gerados pela pandemia de Covid-19
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Fique de olho
- Descontos de empréstimos e outros débitos só podem ser feitos na aposentadoria se autorizados pelo beneficiário
- O aposentado vítima de assédio ou abuso
Fonte: Folha Online - 06/12/2021 e SOS Consumidor
BC condena Caixa por cobranças indevidas e pede R$ 200 mil em indenização
Banco teria cobrado tarifas para cadastro de clientes já relacionados com a instituição, além de valores para avaliação de crédito
O Banco Central multou, nesta segunda-feira (6) a Caixa Econômica Federal devido às cobranças de tarifas irregulares aos clientes da instituição. O banco deverá desembolsar cerca de R$ 200 mil como reparação.
Segundo o BC, a Caixa cobrava tarifas para cadastro de clientes já relacionados à instituição. As taxas foram cobradas entre 2008 e 2017, conforma apontou as investigações do órgão. Essas tarifas, de acordo com especialistas, são consideradas abusivas.
A Caixa também costumava a cobrar, entre 2014 e 2016, a Tarifa de Avaliação Emergencial de Crédito (TAEC) para clientes que pedissem reajuste no limite de compras no cartão de crédito.
No processo, a Caixa negou as irregularidades e informou que as cobranças estão previstas em regulamentos do Banco Central. O banco ressaltou ter as tarifas previstas em sua normatização interna.
O banco ainda poderá recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).
Fonte: IG Notícias - 06/12/2021 e SOS Consumidor
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