BR 386 terá nova etapa de detonação nesta segunda-feira

 A ação, realizada pela concessionária CCR ViaSul, está prevista para as 14h


Nesta segunda-feira, a CCR ViaSul realizará mais uma etapa de detonação na BR 386. A ação está prevista para as 14h, entre os quilômetros 332 e 334, em Marques de Souza e integra o cronograma das obras de duplicação da rodovia.

Para garantir a segurança dos usuários que utilizam o local, durante as explosões, a rodovia será totalmente bloqueada por cerca de 1h nas proximidades desses locais. Após as explosões, as equipes da concessionária realizarão a limpeza da pista antes de liberar ao tráfego. A CCR ViaSul recomenda aos motoristas que programem seu trajeto de forma a evitar imprevistos. O cronograma está sujeito às condições climáticas e pode sofrer alteração.

A aoncessionária divulgará semanalmente, sempre às sextas-feiras, o cronograma de detonações previsto para a semana subsequente. Dúvidas ou outras informações podem ser esclarecidas pelo Disque CCR ViaSul no telefone 0800 000 0290, pelo WhatsApp (51) 3303-3858 ou ainda pelo site da concessionária.

Correio do Povo

Governo federal planeja pagar o auxílio gás, no valor de R$ 52, a partir de 10 de dezembro

 O benefício será pago a cada dois meses para cerca de 5,58 milhões de famílias de baixa renda


O governo federal planeja efetuar o pagamento do Auxílio Gás, benefício no valor de R$ 52, a partir do dia 10 de dezembro. O programa foi lançado na última quinta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Cidadania, João Roma.

O benefício será concedido a cada dois meses. A primeira parcela será paga a cerca de 5,58 milhões de famílias – o cálculo corresponde a 50% da média do preço do botijão de 13kg de gás no país. 

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do produto no último novembro foi de cerca de R$ 100.

De acordo com o ministério, o auxílio faz parte das ações para reduzir os efeitos do preço do produto sobre o orçamento das famílias de baixa renda e será concedido às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) com renda mensal per capita inferior a meio salário mínimo ou que tenham membros que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Critérios

Para as famílias inscritas no CadÚnico, o pagamento será feito ao responsável familiar, preferencialmente à mulher, a qual será previamente indicada no programa. Para famílias não inscritas no CadÚnico, mas com beneficiários do BPC, o pagamento será feito ao titular do benefício ou de seu responsável.

As mulheres que são chefes de família terão prioridade para recebimento do benefício. O Ministério da Justiça e Segurança Pública vai disponibilizar a base de dados sobre mulheres vítimas de violência doméstica e que estejam sob monitoramento de medidas protetivas de urgência. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos complementará essa base de dados.

Para fins de renda mensal da família, não serão computados como renda benefícios concedidos pelo Auxílio Brasil. O recebimento de outros auxílios não é impedimento para o Auxílio Gás, informou o ministério. Não é necessário prestar contas do recurso transferido.

Para averiguação do valor do benefício, a ANP publicará em seu site mensalmente, até o décimo dia útil do mês, o valor da média dos seis meses anteriores referentes ao preço nacional do botijão de 13kg de GLP.


R7 e Correio do Povo


Miss adolescente desaparecida em SP é encontrada no Rio Grande do Su

Preço médio da gasolina nos postos fica estável, a R$ 6,742 o litro

 Levantamento semanal da ANP aponta estabilidade no valor do combustível antes mesmo de Petrobras anunciar possível redução



Mesmo antes da aguardada redução de preço dos combustíveis pela Petrobras, devido ao recuo do petróleo no mercado internacional, levantamento feito semanalmente pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) verificou estabilidade nas bombas dos postos de abastecimento na semana de 28 de novembro a 4 de dezembro, com registro inclusive de ligeiros recuos.

O valor petróleo do tipo Brent diminuiu cerca de US$ 10 nas últimas duas semanas e fechou cotado abaixo dos US$ 70 o barril na sexta-feira. O próprio presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, já havia informado sobre a possível redução de preço da gasolina em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado no final de novembro, e a Ativa Investimentos previu que a queda deve ser de 5%.

Neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que a Petrobras começará, a partir desta semana, a anunciar a diminuição no preço dos combustíveis. O preço médio da gasolina na semana passada ficou em R$ 6,742 o litro, levemente abaixo dos R$ 6,749/l da semana anterior.

O preço mais elevado foi de R$ 7,962/l, no Sul, o mesmo preço de uma semana antes. Já o mais baixo foi de R$ 5,299/l, no Sudeste. O óleo diesel também apresentou leve recuo na semana passada. A média foi de R$ 5,355/l, em comparação a preço médio de R$ 5,366 na semana anterior, com o preço mais alto, de R$ 6,700, encontrado na região Norte e o mais baixo, de 4,070/l, na região Nordeste. O gás de cozinha também parou de subir, registrando preço médio de R$ 102,40 para a unidade de 13 kg. O mais caro foi vendido a R$ 140, já por quatro semanas, na região Centro-Oeste, enquanto o mais barato custou R$ 78, no Sudeste.

R7 e Correio do Povo

Smartphone Samsung Galaxy A10s 32GB Vermelho - 4G 2GB RAM 6,2” Câm. Dupla + Selfie 8MP

 


O Display Infinito de 6,2" vai redefinir seu entretenimento para que você não perca nenhum detalhe seja jogando seus games ou assistindo seus vídeos favoritos. O smartphone Galaxy A10s é elegante e ao mesmo tempo durável, além de ter acabamento sofisticado e ergonômico. Conta com sensor de impressão digital para maior segurança. Ele é composto por câmera dupla. Tudo com um campo de visão semelhante ao olho humano. Com um telefone tão inteligente como este suas fotos se tornam incríveis. A câmera frontal de 8MP oferece fotos nítidas de alta resolução. E com o Foco da Selfie que desfoca suavemente o fundo seu rosto se torna o destaque. Agora você tem ainda mais maneiras de se expressar. Com uma bateria de 4.000mAh pronta para durar o dia todo você aproveita ao máximo cada momento. E não precisa se preocupar em recarregar este smartphone tem carregamento rápido de 7,5W para que você volte ao que estava fazendo sem perder seu tempo. O processador octa-core trabalha com conteúdos e recursos na ponta dos seus dedos para que você acesse tudo rapidamente. O modo Noturno oferece uma experiência confortável no escuro e os recursos visuais claros e intuitivos fazem com que seu telefone mostre a você uma segunda natureza. Possui ainda um armazenamento interno de 32GB para guardar suas fotos e músicas, mais memória RAM de 2GB. É 4G para não perder nada nas redes sociais e é dual chip para você poder usar com duas operadoras da sua escolha. Nesta versão disponível na cor vermelha.

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Justiça decide até sexta-feira sobre pedido de nulidade do Caso Bernardo

 Julgamento online da anulação do resultado da sentença começou na semana passada



Desembargadores que participam do julgamento virtual dos embargos ajuizados por dois dos quatro réus do Caso Bernardo têm até 10 de dezembro para tomar uma decisão sobre o caso. Os magistrados que compõem o 1º Grupo Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul apreciam os embargos infringentes e de nulidade oferecidos pelos réus Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Evandro Wirganovicz. A defesa dos réus pode apresentar embargos em decorrência de voto vencido de um desembargador, que anulava o júri com relação a Boldrini e Evandro Wirganovicz.

O julgamento online da anulação do resultado da sentença teve início na última sexta-feira. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do RS indeferiu pedido do Ministério Público do RS para adiamento da sessão para o dia 10 de dezembro. O MPE pedia por julgamento presencial para sustentar oralmente o parecer. A procuradora de Justiça Maria Ignez Franco Santos, responsável pelo parecer do MPE no processo, afirmou que não há nulidades no julgamento. E destacou que a decisão do júri de Três Passos está em conformidade com a 'extensa e sólida prova indiciária'. "A nossa manifestação foi no sentido de desprover os recursos de todos os réus", destaca.

No júri, ocorrido em março de 2019, o pai de Bernardo, a madrasta, uma amiga e o irmão da amiga foram condenados pelo homicídio da criança. Leandro Boldrini, pai de Bernardo, foi condenado a 33 anos e oito meses de prisão por homicídio doloso quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A madrasta, Graciele Ugulini, teve a pena fixada em 34 anos e sete meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. A amiga de Graciele, Edelvânia Wirganovicz, foi condenada a 22 anos e 10 meses de prisão e seu irmão, Evandro Wirganovicz, a nove anos e meio.

Bernardo Uglione Boldrini desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, dentro de um saco, enterrado às margens do rio Mico, em Frederico Westphalen. Edelvânia, amiga de Graciele, admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada. Para o Ministério Público, Leandro Boldrini foi o mentor intelectual do crime. O menino, na época com 11 anos, foi morto em 2014 na cidade de Três Passos.

Correio do Povo

Copom define taxa básica de juros nesta semana

 Mercado financeiro espera por nova alta da Selic para 9,25% ao ano



O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta terça (7) e quarta-feira (8) a última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

Com a alta da inflação, a expectativa do mercado financeiro, consultado pelo BC, é que os juros básicos subam 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano.

O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano, quando a taxa subiu de 2% para 2,75% ao ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. É o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Inflação

Para 2021, a meta de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA), que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 10,67%, no resultado acumulado de 12 meses encerrados em outubro deste ano.

Agência Brasil e Correio do Povo


Brasil tem 66 mortes por Covid-19 e 4.844 novos casos em 24h

Vacinação contra a Covid-19 ocorre em 43 locais de Porto Alegre nesta segunda-feira

 Rolê da Vacina estará na IEQ - Igreja do Evangelho Quadrangular, na Rua São Luís, 1030, bairro Santana, das 9h às 15h



A Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, mantém a vacinação contra a Covid-19 em 43 locais nesta segunda-feira. A imunização estará disponível no Shopping João Pessoa, Largo Glênio Peres, seis farmácias e 34 unidades de saúde – seis delas com atendimento até as 21h (Belém Novo, Morro Santana, Primeiro de Maio, Ramos, São Carlos e Tristeza). O Rolê da Vacina estará na IEQ – Igreja do Evangelho Quadrangular, na Rua São Luís, 1030, bairro Santana, das 9h às 15h.

A primeira dose será oferecida para todas as pessoas com 12 anos ou mais. Para receber a vacina, basta apresentar documento de identidade com CPF. A segunda dose estará disponível para vacinados com Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech há pelo menos oito semanas e Coronavac/Butantan para vacinados há pelo menos 28 dias. Além do documento de identidade, é necessário levar a carteira de vacinação com o registro da primeira dose.

Já a dose de reforço estará disponível para pessoas com 18 anos ou mais vacinados com a segunda dose há cinco meses e imunossuprimidos com a segunda dose há pelo menos 28 dias. Para receber a terceira dose, é preciso apresentar documento de identidade com CPF e carteira de vacinação com o registro das duas doses. Imunossuprimidos devem apresentar também comprovante da condição de saúde, por meio de atestado médico, nota de alta hospitalar ou receita de medicação.

Correio do Povo

Box Livros J.K. Rowling Edição Especial - Harry Potter Exclusivo

 


Os sete livros da saga do bruxo mais querido do mundo reunidos num box livros Harry Potter exclusivo e em nova edição, com ilustrações inéditas no Brasil de Arch Apolar. A vida do menino Harry Potter não tem um pingo de magia. Ele vive com os tios e o primo, que não gostam nem um pouco dele. O quarto de Harry é, na verdade, um armário sob a escada, e ele nunca comemorou um aniversário sequer em onze anos. Até que, um dia, Harry recebe uma carta misteriosa, entregue por uma coruja: um convite para estudar num lugar incrível chamado Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Lá ele vai encontrar não só amigos, esportes praticados em vassouras voadoras e magia para todo lado, como também seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o bruxo que assassinou seus pais. Mas, para isso, Harry precisará passar por uma série de desafios e enfrentar inúmeros perigos. Em sete livros da escritora J.K Rowling, que se tornaram o maior fenômeno editorial de todos os tempos, com mais de 450 milhões de exemplares vendidos e traduções em 78 idiomas, Harry Potter não é exposto apenas a batalhas e feitiços. Ele precisa superar traições, surpresas e, sobretudo, aprender a lidar com os próprios sentimentos. O amor, a amizade e claro, uma boa dose de magia e imaginação, são os elementos-chave para da maior saga bruxa de todos os tempos. Box Harry Potter – Série Completa: perfeito para todos que cresceram acompanhando a saga do jovem bruxo e para as novas gerações de fãs que anseiam por conhecê-la!

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Bolsonaro afirma que Petrobras começará a reduzir preço dos combustíveis

 Medida é aguardada pois óleo sofreu redução nos mercados globais na última semana



O presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste domingo, que a Petrobras deve anunciar o início de uma redução dos preços de combustíveis a partir desta semana. Em um evento em um clube de Brasília, que não estava previsto em sua agenda pública de compromissos, não deu nenhum outro detalhe sobre de quanto seria essa redução e a partir de quando ela passaria a valer.

“A Petrobras deve começar a anunciar, já nesta semana, a redução no preço dos combustíveis”, disse o presidente, que voltou a afirmar que a alta nos preços é culpa do ICMS e de governadores.

Uma redução nos preços dos combustíveis já era aguardada devido ao recuo do petróleo no mercado internacional. Levantamento feito semanalmente pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) verificou estabilidade nas bombas dos postos de abastecimento na semana de 28 de novembro a 4 de dezembro, com registro inclusive de ligeiros recuos. Nas últimas duas semanas, o petróleo do tipo Brent recuou cerca de US$ 10 e fechou cotado abaixo dos US$ 70 o barril na sexta-feira.

A Política de Paridade Internacional adotada desde 2016 pela Petrobras é a principal responsável pela flutuação nos preços dos combustíveis, uma vez que a política tem como base a paridade com o mercado, incluindo custos de fretes, transporte e taxas portuárias e o acréscimo de uma margem para remunerar os custos da operação - como a volatilidade da taxa de câmbio).

No fim de novembro, o governo federal anunciou que, para evitar um aumento médio de R$ 0,12 por litro da gasolina, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) decidiu recomendar a redução da mistura obrigatória de biodiesel no diesel em 2022. O planejado era ter uma mistura de 14% a partir de 1º de março, mas o percentual mínimo deverá permanecer em 10%. O órgão é presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e assessora a Presidência da República na elaboração de políticas públicas para o setor.

R7 e Correio do Povo

No PL, insatisfeitos devem abrir espaço para aliados de Bolsonaro

 Em alguns estados, sigla enfrenta dificuldade ao ter que abandonar alianças com esquerda e com desafetos do presidente


A “carta branca” que Valdemar Costa Neto recebeu do PL para negociar a filiação do presidente Jair Bolsonaro fez com que o presidente do partido deixasse claro que a legenda não pode fazer alianças com nenhum adversário do chefe do Executivo em 2022. A decisão não agradou a alguns diretórios estaduais do PL, em especial no Nordeste e no Norte, onde a sigla faz parte da base do governo de estados comandados por partidos que são de esquerda ou fazem oposição a Bolsonaro.

Com isso, o PL já se prepara para a saída de alguns filiados. A debandada, no entanto, pode ser compensada por aliados de Bolsonaro que estão hoje em outras partidos, especialmente o PSL. 

Em Alagoas, o presidente estadual do PL, Maurício Quintella, já anunciou que não vai permanecer na legenda. Ele é secretário de Infraestrutura do estado, que tem como governador Renan Filho (MDB), filho do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que foi o relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19.

O deputado federal Sérgio Toledo (PL-AL) deve assumir o comando do diretório alagoano. Ele lamenta a saída de Quintella, mas admite que seria difícil a sua permanência em razão do apoio a um governo que não compactua com Bolsonaro. Além disso, segundo Toledo, como políticos bolsonaristas que não fazem parte do PL já manifestaram a vontade de ingressar no partido em razão da filiação do presidente da República, era inevitável a troca na direção do PL em Alagoas.

“Ainda tem muita coisa que precisa ser discutida com o diretório nacional. Mas quanto à questão do candidato à Presidência da República do PL, se o partido fechar questão de que tem que apoiar o Bolsonaro, todos os diretórios estaduais têm por obrigação seguir a orientação do comando a nível federal”, frisou o deputado.

A tendência é de que mais insatisfeitos com a chegada de Bolsonaro deixem o PL para que os apoiadores do presidente tenham espaço no partido. No Piauí, o governador Wellington Dias (PT) tem o PL na sua base, o que deixa, por exemplo, o deputado federal Capitão Fábio Abreu (PI) em uma situação difícil, sendo um dos nomes cotados a deixar a legenda. Há, ainda, o deputado Fernando Rodolfo (PE), contrário a Bolsonaro e de um estado governado pelo PSB de Paulo Câmara.

Outra provável saída é a do vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que é declaradamente contrário à gestão do chefe do Executivo. O diretório amazonense do partido já anunciou que fará palanque para Bolsonaro, o que não agrada o deputado.

"Sou um membro da família PL, mas não sou o dono da casa. Ainda terei uma conversa com o presidente Valdemar Costa Neto, mas a minha permanência é muito difícil", afirma Ramos. Segundo ele, o partido faz uma aposta muito arriscada ao se adequar aos interesses de Bolsonaro. "Estão achando que ele será uma boia, mas acho que Bolsonaro será uma âncora. Só o tempo vai dizer se essa foi a decisão mais correta."

Apoiadores do presidente

No PSL, aqueles que se mantêm aliados ao presidente Bolsonaro se viram impelidos a deixar a legenda com a ida do mandatário ao PL, caso dos deputados Carlos Jordy (RJ), Junio Amaral (MG) e Bibo Nunes (RS), que já declaram que o PL será a nova casa. A deputada Carla Zambelli, de São Paulo, um estado cujas as relações do PL são mais complicadas, afirma que fará o que o presidente pedir. “Acho que será para o PL, sim”, diz.

O deputado Coronel Armando (PSL-SC), que também vai ao PL, confirma que, de fato, alguns colegas de bancada terão que ir a outras legendas por dificuldades de alinhamento em alguns estados. O refúgio será nas siglas que irão compor a coligação pela reeleição de Bolsonaro, o PP e o Republicanos, com preferência para o primeiro partido, que é maior. O deputado Bibo Nunes também afirma que em algumas regiões, será mais difícil para bolsonaristas se filiarem ao PL. A deputada Alê Silva (PSL-MG), deve se filiar ao Republicanos. 

São Paulo foi o estado de maior entrave para a filiação de Bolsonaro, onde o Partido Liberal integra a base do governador João Doria (PSDB), ocupa espaço no governo e caminhava pela candidatura ao governo do atual vice Rodrigo Garcia (PSDB). Para a filiação de Bolsonaro, entretanto, o acordo foi de que a legenda não apoiará desafetos ou candidatos de esquerda em outros estados, o que significa que o PL não poderá apoiar Garcia. Além disso, Bolsonaro quer lançar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ao governo de São Paulo pelo PL ou o ministro Marcos Pontes, também pela legenda.

Vice-líder da legenda na Câmara, o deputado Capitão Augusto (SP), apoiador do presidente, afirma que é impossível se ter unanimidade na política, mas avalia que o crescimento do PL será expressivo com a presença de Bolsonaro, e irá superar quaisquer perdas. O parlamentar admite que nos estados do Norte e Nordeste, legendas de esquerda são mais fortes, e que em alguns, havia aliança com o PL, mas que isso cessará com a chegada de Bolsonaro.

Ainda assim, Capitão Augusto avalia que não haverá dificuldades. “São problemas regionais. Se o principal problema era São Paulo e foi resolvido, imagina o resto”, disse. A solução do problema, como pontuado pelo deputado, foi desvincular a legenda de João Doria. “Deixar o partido à disposição do Bolsonaro. Porque agora muda o cenário, né? Temos o candidato a presidente do partido. E é natural que o candidato a presidente queira ter candidato a governador pelo partido, porque ele precisa de palanque”, pontuou.

O deputado Capitão Augusto ressalta que no caso de estados do Nordeste e Norte, o PL será obrigado a evitar alianças com legendas de esquerda. “Foi uma das exigências do Bolsonaro, e com todo direito. O cargo que representa a direita, com a bandeira da direita, estar num partido que apoia um governador do PT, não é coerente. Não tem nem possibilidade disso aí”, afirmou.

Outro estado problema é a Bahia, com ACM Neto (DEM), pré-candidato ao governo do estado, que contava com o apoio do PL, mas deve perdê-lo, quando Bolsonaro quer que a legenda apoie o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos). ACM Neto tem se aproximado do Podemos de Sergio Moro. 

Aumento

O PL encara de forma otimista a ida de Bolsonaro à legenda, com expectativa de aumento de parlamentares. Apesar de algumas resistências, a maioria dos estados quer se organizar para bancar a candidatura do presidente. Boa parte dos dirigentes regionais entende que o PL pode sair ganhando e que, portanto, não há motivos para desrespeitar a orientação dada por Costa Neto de evitar coligações com que se opõe ao chefe do Executivo.

“A filiação do presidente é excelente. O receberemos de braços abertos. No geral, tenho certeza de que o resultado será bastante positivo para o PL. Estamos com a expectativa de fazer uma das maiores bancadas do Congresso no ano que vem, e o Bolsonaro pode ajudar nisso”, frisa o deputado federal Giacobo (PL-PR), presidente do partido no Paraná.

Ele não vê problemas na migração de políticos bolsonaristas, pois acredita que isso pode facilitar os planos do PL em fazer uma boa eleição em 2022. “No Paraná, o presidente tem uma boa aceitação. Portanto, se as pessoas que o apoiam quiserem vir para o PL, sejam vereadores, prefeitos ou deputados, todos serão muito bem recebidos. Isso fará a diferença para o nosso partido”, garante.

Esse é o mesmo sentimento do presidente do PL no Mato Grosso, Ananias Filho. “Vamos seguir a orientação do diretório nacional e fazer composições dentro de uma estrutura de campanha que dê tranquilidade para o Bolsonaro. Pessoas com e sem mandato já sinalizaram a intenção de vir para o partido por conta do presidente e vamos fazer discussões em cada diretório municipal para acomodar quem tem a mesma visão do projeto de reeleição do Bolsonaro”, destaca.

Ananias espera que o mesmo alinhamento aconteça nos demais estados do país. “A gente confia nas lideranças nacionais. O PL sempre foi partidário e toda vez segue as orientações do diretório nacional. Dessa vez, não pode ser diferente. O presidente Bolsonaro é uma liderança muito forte. Temos de ser francos e seguir o que foi alinhado.”

No dia da filiação, em Brasília, o líder da sigla na Câmara, Wellington Roberto (PB), disse acreditar que com a ida do presidente ao partido, deve aumentar o número de parlamentares da bancada em mais 20 ou 30 - ou seja, número que hoje é 43, iria para 73. No mesmo dia, o senador Wellington Fagundes (MT) ressaltou que o PL tem a terceira maior bancada na Câmara e que a expectativa era só de aumento com a chegada de Bolsonaro.

O deputado Capitão Augusto frisa que unanimidade é algo que não existe na política, e que a lógica é a mesma quando se fala sobre os descontentes com a ida do presidente ao PL, mas que a grande maioria dos filiados à legenda estão satisfeitos. A mudança, entretanto, é de extrema importância à legenda, segundo o deputado. Para ele, o partido só irá crescer com a presença do presidente. “Mas tem os que acabam não seguindo a mesma linha, os descontentes, porque às vezes no estado dele o que prevalece é a esquerda, e não o Bolsonaro, que representa a direita”, comenta.

Ainda assim, para ele, mesmo os parlamentares do PL críticos contundentes ao presidente irão repensar a saída do partido, inclusive o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos. “Não vai virar as costas para um partido porque não concorda com uma decisão partidária, vão fazer as campanhas, mas sem o nome do Bolsonaro, porque não concordo. É natural”, disse, avaliando que qualquer perda será pequena em relação ao ganho que o partido tem.


R7 e Correio do Povo