Tibetanos - História virtual

 

Tibetanos
བོད་པ། / 藏族
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Sogyal Rinpoche LL AMR 2006-01.jpgAlan tgs08.jpg
(1ª linha) Songtsän Gampo • 1º Dalai Lama
(2ª linha) Jamphel Yeshe Gyaltsen • Tsarong • Mipham Chokyi Lodro
(3ª linha) Sogyal Rinpoche • Alan Dawa Dolma
População total

5,4 milhões

Regiões com população significativa
Região Autônoma do Tibete, e partes das províncias de QinghaiSichuan e Gansu da  China
(reivindicado pela Flag of Tibet.svg Administração Central Tibetana)[1] 5,4 milhões
 Índia 190.000
Flag of Nepal.svg Nepal 16.000
 Butão 1.800
 Estados Unidos 9.000
 Canadá 5.000
 Suíça 1,500
 Taiwan 1.000
 Reino Unido 650
 Austrália 500
Línguas
Tibetanorgyalrôngicobaima (bqh), muya (mvm), mandarimhindi
Religiões
Predominantemente budismo tibetanoBön
Grupos étnicos relacionados


Os tibetanos (em tibetano: =བོད་པ།; em chinês: 藏族, pinyin Zàng Zú) formam o grupo étnico nativo do Tibete e das áreas que o circundam, abrangendo uma região que vai da Ásia Central, a norte e oeste, a Mianmar e a China histórica, no leste, e até a ÍndiaNepal e Butão, ao sul. Com 5,4 milhões de integrantes, constituem o 10º maior dos 56 grupos étnicos reconhecidos oficialmente pela República Popular da China.


Demografia


O numero moderno dos tibetanos ainda é motivo de disputas; o Governo do Tibete no Exílio alega que o número de tibetanos caiu de 6,3 milhões para 5,4 desde 1959,[2] enquanto o governo da República Popular da China afirma que o número teria subido de 2,7 para 5,4 milhões, desde 1954.[3] O SIL Ethnologue documenta uma cifra de 125 000 tibetanos vivendo no exílio da Índia, 60 000 no Nepal e 4 000 no Butão. A Administração Central Tibetana criou um 'Livro Verde' (espécie de certificado de identidade de cidadania) para os refugiados tibetanos; com base nestes dados chegou-se ao número de 145 150 tibetanos na diáspora: pouco mais de 100 000 na Índia, mais de 16 000 no Nepal e mais de 1 800 no Butão, além de 25 000 espalhados pelo mundo. Existem comunidades tibetanas nos Estados UnidosCanadáReino UnidoSuíçaNoruegaFrançaTaiwan e Austrália.

Grupos tibetanos no exílio estimam que o número de mortes ocorridas no Tibete desde a invasão do Exército de Libertação Popular, ocorrida em 1950, seja de 1 200 000.[4] Registros oficiais do governo chinês, por outro lado, indicam um aumento da população étnica tibetana na Região Autônoma do Tibete, de 1,2 milhões em 1952 para 2,6 milhões no fim de 2000. Ambas as estimativas são dúbias, no entanto, já que um nunca se realizou um censo real na região.

"A estimativa fornecida pelo governo tibetano em 1953 de uma população de 1 milhão para a RAT excluía a [população] de Chamdo, que só foi colocada sob a jurisdição da RAT em 1956. Não se baseou num censo de verdade mas sim foi o resultado de suposições bem-informadas. A maior parte das declarações da RPC sobre a natureza das mudanças populacionais ocorridas na RAT até a década de 1960 são igualmente baseadas em suposições."[5]

A maior parte deste crescimento populacional foi atribuído, pelas autoridades da China, às melhorias na qualidade de vida e dos tratamentos de saúde disponíveis ao tibetano médio desde o início das reformas feitas pelo governo chinês. De acordo com as fontes chinesas, a taxa de mortalidade infantil no Tibete no ano 2000 seria de 35,3 por 1 000, comparado com 430 por 1 000 em 1951.[6] A expectativa de vida média dos tibetanos subiu de 35 anos, na década de 1950, para mais de 65, na década de 2000. Estas estatísticas também são problemáticas, no entanto, e não sofreram comparações com o resto do país.

"Em 2004 a UNICEF informou que, apesar das recentes melhorias de destaque, a taxa de mortalidade infantil na RAT era de 53 por mil nascimentos, e a de mortalidade materna "era de mais de 400 a cada 100 000 nascimentos, mais de oito vezes a taxa nacional" (UNICEF 2004). Melvyn Goldstein e seus colegas quantificaram a taxa de mortalidade infantil na RAT como sendo de 3,1% em 2004 (Diário do Povo Online, 31 de março de 2005) ou 2,6%, menos que a média da China (Feng Jianhua 2005). Outras publicações oficiais chinesas colocam a taxa de mortalidade materna no Tibete em 2001 como sendo de 327,3 por 100 000, comparado a 43,2 por 100 000 na China como um todo, de acordo com as cifras do Ministério da Saúde. Uma ONG afirmou que a taxa em determinada área seria próxima a 700 por 100 000 (Fundo de Alívio à Pobreza no Tibete, n.d.: 5). A alta taxa de mortes perinatais entre mães e crianças ainda em 2000-2001, e a relativa rapidez com que estas taxas diminuíram desde então, sugerem que as condições de saúde nas áreas rurais teriam permanecido precárias até a década de 1980, quando as cifras se tornaram confiáveis. . . . Um estudo estrangeiro descobriu que 51% das crianças tibetanas em áreas rurais tinham pequena estatura devido à má nutrição (Harris et al. 2001: 341-47). Apenas 39% dos domicílios do Tibete têm sal iodado, comparado a 95% em toda a China, cuja deficiência provoca séria incidência de retardo mental e bócio (UNICEF 2004)."[7]


Língua


Ver artigo principal: Línguas tibetanas

tibetano abrange diversos dialetos. Os khampas têm diversos dialetos kham, que não são inteligíveis aos amdowas, enquanto o dialeto de Lhasa não é compreensível para qualquer um destes grupos.[8]


Adaptação física às altas altitudes


Grupos etnolinguísticos do tibetano, 1967 (ver mapa completo, com legenda)
Entidades autônomas étnicas tibetanas colocadas em prática pela República Popular da China; seus opositores questionam o nível real de autonomia.

A capacidade dos tibetanos de funcionar normalmente na atmosfera deficiente em oxigênio típica destas altas altitudes - que frequentemente chegam a mais de 4 400 metros, frequentemente desconcertou aqueles que estudaram este povo. O Projeto Paleolítico do Tibete estuda a colonização do planalto feita durante a Idade da Pedra, esperando conseguir mais informações sobre a capacidade humana de se adaptar às altas altitudes da região, bem como as estratégias culturais desenvolvidas pelos tibetanos ao aprender a sobreviver neste ambiente inóspito.

Recentes estudos[9][10][11][12] mostraram que, embora os tibetanos que vivam na altitude não tenham mais oxigênio em seu sangue do que outros povos, eles têm dez vezes mais óxido nítrico e o dobro do fluxo de sangue em seus antebraços do que povos que vivem em altitudes baixas. O óxido nítrico causa a dilatação dos vasos sanguíneos, permitindo que o sangue flua com maior rapidez às extremidades, e facilitando a liberação de oxigênio para os tecidos. O que ainda não se sabe é se os altos níveis de óxido nítrico se devem a uma mutação genética, ou se pessoas vindas de altitudes mais baixas também desenvolveriam gradualmente esta adaptação após viver por períodos prolongados nas regiões mais altas.


Origens genéticas


Idosa tibetana.


A distribuição do haplogrupo D-M174 é encontrada em quase todas as populações da Ásia Central e do Nordeste da Ásia ao sul da fronteira russa, embora geralmente numa frequência baixa (2% ou menos). Um aumento dramático sua frequência ocorre à medida que se aproxima do Planalto Tibetano/de Qinghai, na China ocidental. O haplogrupo também é encontrado com grande frequência no Japão, porém é pouco encontrado nas populações Han que habitam a China continental, e separam geograficamente o Japão do Tibete.

Segundo o tibetólogo franco-polonês Rolf Stein:[13]

Diferentes tipos raciais vivem lado a lado ou acabam por coalescer. A variedade predominante, na maior parte dos casos, é mongoloide, porém muitos viajantes ficaram surpresos com o que descreveram como um tipo 'índio pele-vermelha' (em Kongpo, entre os nômades Hor, e em Tatsienlu). Outros notaram um elemento europeu, 'helênico' ou caucasiano, que por vezes parece ser idêntico ao tipo que o antecedeu, e por outras denota uma variedade separada, especialmente no nordeste do Tibete. Uma variedade com características de nanismo ocorreu em Chala, distrito de Kham. Embora todas estas sejam apenas impressões, o fato de que diferentes grupos existem é evidente. De acordo com viajantes que não alegam possuir qualquer conhecimento científico, o tipo braquicefálico é predominante nas comunidades de fazendeiros do vale do Bramaputra e no sudeste da região. Em Ladakh aparentemente teria sido sobreposta uma variedade dolicocefálica (sem dúvida dárdicos). Os habitantes do norte, na região dos lagos Changthang, como os hor e os goloks, são dolicocefálicos. Os antropólogos, no entanto, distinguem apenas entre dois tipos: um distintamente mongoloide e de porte pequeno, típico do Kham, e os tipos 'loiros' de olhos azuis, também observados no nordeste.

A alegação romântica de que os hopis americanos e os tibetanos teriam algum parentesco não encontrou qualquer suporte nos estudos genéticos. Sua origem, no entanto, acabou por ser esclarecida com um estudo genético[14] no qual ficou indicado que os cromossomos-Y tibetanos têm origens múltiplas: uma da Ásia Central, e a outra da Ásia Oriental.


Religião



Três monges em Lhasa, 1993.
Uma roda de orações, com o chorten (estupa) ao fundo.

A maior parte dos tibetanos observa o budismo tibetano, ou um grupo de tradições nativas conhecidas coletivamente como Bön, que foram absorvidas pelo budismo tibetano. Também existe uma minoria de muçulmanos tibetanos.

Segundo as lendas locais o 28º rei do Tibete, Lhatotori Nyentsen, teria sonhado com um tesouro sagrado que havia caído do céu, e que continha uma sutramantras e objetos religiosos budistas. Como a escrita tibetana ainda não havia sido inventada, ninguém sabia como traduzir este texto nem compreender seu significado. O budismo só teria se fixado no Tibete durante o reinado de Songtsen Gampo, que se casou com duas princesas budistas, Bhrikuti e Wencheng. A religião então se popularizou quando Padmasambhāva visitou o Tibete, a convite do 38º rei tibetano, Trisong Deutson.

Atualmente é comum ver tibetanos colocando pedras Mani em locais públicos. Os lamas tibetanos, tanto budistas quanto os do Bön, desempenham um papel crucial na vida dos tibetanos, conduzindo suas cerimônias religiosas e cuidando dos mosteiros. Os peregrinos costumam colocar bandeiras de oração sobre locais considerados sagrados, como um símbolo de boa sorte. A roda de oração, um meio de simular o canto de um mantra através da rotação física de um objeto, por diversas vezes, na direção horária, também é uma visão comum entre os tibetanos. Para não profanar artefatos religiosos, como as pedras e rodas, estupas e gompas, os budistas tibetanos costumam carregá-los apenas na direção horária (embora o inverso aconteça com os praticantes do Bön). Os budistas tibetanos também costumam entoar a oração "Om mani padme hum", enquanto os praticantes do Bön entoam "Om matri muye sale du".


Cultura



Tibetano, com chapéu típico, moendo cevada frita (foto de 1938).
Lutadores tibetanos, em 1938.
Ver artigo principal: Cultura tibetana

Os tibetanos tradicionalmente explicam suas origens a partir do casamento do macaco Pha Trelgen Changchup Sempa com a ogra da pedra Ma Drag Sinmo.[15]

O Tibete tem uma cultura rica; festivais típicos como o LosarShotonLinka e o 'Festival do Banho' têm raízes na religião indígena, embora também apresentem influências estrangeiras. Existe a tradição, associada ao Festival do Banho, de banhos rituais em ocasiões especiais, como o nascimento e o casamento.

Arte

arte tibetana é de natureza profundamente religiosa, desde as estátuas ricamente detalhadas dos gompas até as gravuras em madeira e os desenhos intricados das pinturas thangka, e está espalhada por objetos e aspectos da vida cotidiana.

As pinturas thangka, um sincretismo da pintura em pergaminhos originária da Índia com o estilo de pintura do Nepal e da Caxemira, surgiu na região do Tibete por volta do século VIII. Retangular, e utilizado como base o algodão ou o linho, geralmente retratam motivos tradicionais, como temas religiosos, astrológicos e teológicos, e por vezes uma mandala. Para se assegurar a permanência do desenho, pigmentos minerais e orgânicos são adicionados, e a pintura é envolta em coloridos brocados de seda.

Dramaturgia

ópera popular tibetana, conhecida como Ache lhamo (literalmente "irmã deusa" ou "irmã celestial") é uma combinação de dançascânticos e canções, cujo repertório é extraído das histórias budistas ou da história do próprio Tibete.

Foi criada no século XIV por Thangthong Gyalpo, um lama e construtor de pontes. Gyalpo, com sete garotas que havia recrutado, organizou a primeira performance para levantar fundos para a construção de pontes que facilitariam o transporte pelo Tibete. A tradição perdurou pelos séculos seguintes, e até hoje apresentações são encenadas em diversas ocasiões festivas, como os festivais de Lingka e Shoton festival. As obras, geralmente dramas, são encenadas sobre um palco simples; máscaras coloridas são utilizadas para identificar os personagens, com o vermelho representando um rei, e o amarelo divindades ou lamas. As apresentações se iniciam com a purificação do palco, e bênçãos; o narrador então canta um sumário da trama, e a performance se inicia. Outra benção ritual é conduzida ao fim da peça. Diversos épicos históricos foram escritos por grandes lamas, falando sobre a reencarnação de um "escolhido" que fará grandes coisas.

Arquitetura

Vista de Ladakh, com diversos chörtens.

A característica mais incomum da arquitetura típica tibetana é que muitas de suas casas e mosteiros são construídos sobre sítios elevados e ensolarados, voltados para o sul. Os edifícios costumam ser construídos com uma mistura de rochas, madeira, cimento e terra. Existe pouco material combustível disponível para ser utilizado como aquecimento ou iluminação, portanto os tetos são construídos retos para conservar o calor, e diversas janelas são abertas, para permitir a entrada da luz do sol. As paredes costumam ser inclinadas para dentro, num ângulo de dez graus, como forma de se precaver contra os frequentes terremotos nas regiões montanhosas. Costumam ser pintados de branco por fora, e ricamente decorados em seus interiores.

Com 117 metros de altura e 360 metros de comprimento, o Palácio de Potala é considerado o mais importante exemplo da arquitetura do Tibete. Antiga residência do Dalai Lama, contém mais de mil aposentos, distribuídos em treze andares, e tem os retratos de todos os dalai lamas do passado, além de estátuas do Buda. Divide-se no Palácio Branco, sua parte exterior, que abriga os aposentos administrativos, e os Aposentos Vermelhos, onde se localiza o salão de assembleia dos lamas, diversas capelas, 10.000 santuários e uma ampla biblioteca de escrituras budistas.

Nômade tibetano e tenda de feltro, 1938.

Medicina

medicina tradicional tibetana é uma das mais antigas formas de medicina do mundo. Utiliza cerca de dois mil tipos de plantas, quarenta espécies animais e cinquenta minerais. Uma das principais figuras no seu desenvolvimento foi o renomado médico Yutok Yonten Gonpo, que produziu os Quatro Tantras Médicos, que integram material das tradições médicas da Pérsia, da Índia e da China. Os tantras contêm 156 capítulos dispostos na forma de thangkas, que contam sobre a medicina tibetana arcaica e a essência dos medicamentos utilizados em outros locais.

Yuthok Sarma Yonten Gonpo, descendente de Yutok Yonten Gonpo, consolidou a tradição com mais dezoito obras médicas. Um de seus livros inclui pinturas que mostram a maneira de curar um osso quebrado, além de figuras anatômicas dos órgãos do corpo humano.

Culinária

culinária do Tibete reflete a herança rica do país e a adaptação de seu povo às altas altitudes e às restrições culinárias impostas por suas religiões. O cultivo mais importante é o da cevada; massas feitas de farinha de cevada, chamadas tsampa, formam o alimento básico o Tibete; são enroladas na forma de talharim ou de bolinhos chamados de momos. A semente de mostarda é cultivada no Tibete, e está muito presente em sua culinária, bem como o iogurte, a manteiga e o queijo feitos a partir do leite de iaque. Um iogurte de iaque bem preparado é considerado um item prestigioso na gastronomia local.

Aparência e vestuário

Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Tibetanos
Homem com lança, Tibete ocidental, 1938.

A maior parte dos tibetanos tem cabelos compridos, embora recentemente, devido à influência chinesa, tenha-se passado a adotar cortes mais curtos. As mulheres trançam seus cabelos em dois rabos-de-cavalo, com as garotas mais jovens num só.

Devido ao clima frio do Tibete, homens e mulheres usam vestes longas e pesadas (chuba). Os homens utilizam uma versão mais curta, com calças por baixo. O estilo da vestimenta varia de acordo com as regiões. Tibetanos nômades costumam usar versões mais grossas, feitas de pele de carneiro.











Referências


  1.  Unrepresented Nations and Peoples Organization - Tibet
  2.  Population transfer and control - Governo do Tibete no Exílio
  3.  «Cópia arquivada». Consultado em 17 de novembro de 2009. Arquivado do original em 24 de novembro de 2007
  4.  Source List and Detailed Death Tolls for the Twentieth Century Hemoclysm - Death Tolls for the Man-made Megadeaths of the Twentieth Century (visitado em 25-5-2010).
  5.  Fischer, Andrew M. (2008). "Has there been a decrease in the number of Tibetans since the peaceful liberation of Tibet in 1951?" In: Authenticating Tibet: Answers to China's 100 Questions, pp. 134, 136. Anne-Marie Blondeau e Katia Buffetrille (eds.). University of California Press. ISBN 978-0-520-24464-1; 978-0-520-24928-8 (paperback).
  6.  Tibet Arquivado em 20 de fevereiro de 2004, no Wayback Machine. - Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico (visitado em 24-5-2010).
  7.  Barnett, Robert (2008). "People at the side of the Dalai Lama also said that the hospitals in Tibet only serve the Han people. Is that true?" In: Authenticating Tibet: Answers to China's 100 Questions, pp. 106-107. Anne-Marie Blondeau e Katia Buffetrille (eds.). University of California Press. ISBN 978-0-520-24464-1; 978-0-520-24928-8 (paperback).
  8.  Robert Barnett in Steve LehmanThe Tibetans: Struggle to Survive, Umbrage Editions, Nova York, 1998. pdf, p.1
  9.  "Special Blood allows Tibetans to live the high life." New Scientist. 3 de novembro de 2007, p. 19.
  10.  Griffith, Susan. "Elevated nitric oxide in blood is key to high altitude function for Tibetans." Case Western Reserve University (visitado em 25-5-2010).
  11.  Balter, Michael. "Tibetans Get Their Blood Flowing"Science, 29 de outubro de 2007 (visitado em 25-5-2010).
  12.  Brian D. Hoit, Nancy D. Dalton, Serpil C. Erzurum, Daniel Laskowski, Kingman P. Strohl e Cynthia M. Beall. "Nitric oxide and cardiopulmonary hemodynamics in Tibetan highlanders"Journal of Applied Physiology 99: 1796-1801, 2005. 14 de julho de 2005 (visitado em 25-5-2010).
  13.  Stein (1972), p. 27.
  14.  Su, Bing, et al. (2000)
  15.  Stein, R.A. (J. E. Stapleton Driver (trad.) (1972). Tibetan Civilization. [S.l.]: Stanford University Press. pp. 28, 46


Bibliografia



Ligações externas



Wikipédia


Saiba mais:


Tibete – Wikipédia, a enciclopédia livre


Questão Tibetana - China - Brasil Escola


História do Tibete - InfoEscola


Vítimas de abusos sexuais cometidos por mestres budistas ...



Por que os tibetanos suportam as alturas? | Sociedade - El Pais



Questão Tibetana - Mundo Educação


Domingo será de sol, nuvens e calor no Rio Grande do Sul

 Cidades que tiveram um sábado de temperatura amena e agradável vão experimentar um acentuado aquecimento



A frente semi-estacionária recua e a massa de ar quente volta a avançar no Rio Grande do Sul neste domingo. Com isso, cidades que tiveram um sábado de temperatura amena e agradável vão experimentar um acentuado aquecimento. Será o caso de Porto Alegre, por exemplo. Na Capital, as temperatudas devem variar entre 16ºC e 32ºC.

No Sul, as marcas seguem agradáveis. A Fronteira Oeste, o Centro gaúcho, o Noroeste, o Alto e Médio Uruguai, o Planalto, a Grande Porto Alegre, os vales, a Serra e os Aparados terão uma tarde quente e com fumaça. No Oeste e no Sul não se afasta chuva isolada.

Gangorra térmica trará aumento da chuva

Julho foi o mês mais seco do ano até agora em muitas áreas do Rio Grande do Sul e os primeiros 20 dias deste mês seguiram igual tendência com precipitações escassas e ainda com uma forte onda de calor durante os últimos dias, o que traz conseqüências na agricultura com perdas no trigo. A boa notícia é que a chuva vem ai.

A razão para o aumento das precipitações neste fim de agosto é uma verdadeira gangorra térmica que se instala no estado gaúcho. Até a metade da próxima semana, o Rio Grande do Sul estará entre uma massa de ar quente ao Norte e uma massa de ar frio ao Sul. Conforme o dia, o ar frio avança um pouco mais para Norte e o ar quente avança um pouco para o Sul.

Sábado, por exemplo, a instabilidade se concentrou do Centro para o Sul gaúcho com temperatura mais baixa enquanto mais ao Norte do Estado o sol aparece com calor acima de 30ºC no Noroeste e no Médio Uruguai. Domingo, a frente recua e o ar quente de Norte avança de novo para o Sul, trazendo calor e junto fumaça para a maioria das regiões gaúchas. No começo da semana, o ar frio de Sul volta a avançar para o Norte e isso traz uma queda da temperatura na maioria das cidades do Estado.

Como o território gaúcho vai estar na área de transição entre as duas massas de ar com características diferentes, nesta queda de braço entre o ar frio e quente, a instabilidade vai ser favorecida. O período entre terça e quinta da semana que vem será o de tempo mais instável e a chuva alcançará todas as regiões.

Volumes acima de 50 mm são possíveis em diferentes pontos da Metade Norte na próxima semana, apesar que em alguns locais não deve chover mais que 20 mm ou 30 mm, mas será a Metade Sul que terá mais chuva com registros até o meio da próxima semana de 100 mm a 150 mm em alguns municípios. Na segunda metade da semana que vem, ingressa uma massa de ar frio que traz o inverno de volta e uma sequência de dias de tempo firme e de sol.

MetSul e Correio do Povo


Grêmio vence o Bahia na Arena e ganha "fôlego" na luta contra o rebaixamento

 Borja, aos 3 minutos, e Diego Souza, aos 49 no segundo tempo, marcaram os gols do triunfo que deixa o Tricolor um ponto de sair do Z-4


Com sofrimento até o último minuto, o Grêmio venceu o Bahia por 2 a 0 na noite deste sábado, na Arena, pela 17ª rodada do Brasileirão. O resultado ainda não tira o time da zona de rebaixamento, mas faz a equipe de Felipão "dormir" um ponto da parte de fora do Z-4. 

Ainda sem um grande desempenho técnico, porém mais competitivo, o Tricolor superou uma primeira etapa bastante abaixo e de sustos para o goleiro Chapecó, e transformou em um segundo tempo de dois gols dos seus centroavantes. Borja, aos 3, inaugurou o placar com assistência de Rafinha. Aos 49 minutos, em um contragolpe, Diego Souza, voltando de lesão, fez um golaço, com força física e técnica, para definir o placar. 

Agora, as atenções gremistas se voltam para o duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Flamengo, quarta-feira, na Arena. Pelo Brasileirão, o Grêmio receberá o Corinthians, no final de semana, na próxima rodada. 

Controle improdutivo

O Grêmio até teve mais a posse de bola na primeira etapa na Arena. No entanto, pouco ameaçou o gol de Matheus Teixeira, do Bahia. Postados na defesa, os visitantes aguardavam para sair em velocidade nos contragolpes. A chance inaugural apareceu logo no primeiro minuto. Rodriguinho e Rossi tabelaram e o atacante bateu cruzado, tirando tinta do poste de Chapecó. Aos 9, foi a vez do meia arriscar finalização de longe e assustar. 

Com mudanças na escalação, o Tricolor não se entendia bem no ataque. Douglas Costa, Leo Pereira e Alisson trocavam suas posições a todo momento e não conseguiam se encontrar dentro de campo. Quando estava na esquerda, Alisson conseguiu bons passes com o lateral Bruno Cortez. Porém, os cruzamentos pararam na defesa do Bahia ou no arqueiro Matheus Teixeira. 

Na melhor chance gremista, novamente essa jogada. Alisson recebeu de Cortez e chutou forte. Matheus espalmou para fora da área e Rafinha parou na marcação. Cobrado para ser mais participativo, Douglas Costa se movimentou bastante no primeiro tempo, mas sentiu falta de alguém para conectar seus lances. 

Apesar da bola ter sido gremista, a agressividade foi toda do Bahia. O placar por pouco não foi alterado aos 45 minutos, quando Rodriguinho recebeu cruzamento livre dentro da área e mandou na trave do goleiro Chapecó. 

Centroavantes decidem

Felipão colocou Luiz Fernando na vaga de Leo Pereira para aproximar os jogadores do ataque gremista na segunda etapa. A alteração deixou o time mais ofensivo e logo aos 3 minutos surtiu efeito. Rafinha cruzou da direita e Borja apareceu bonito para cabecear para o fundo das redes e deixar o Tricolor na frente do placar. 

Com a vantagem, o time ainda pressionou em dois outros lances. Lucas Silva e Alisson em finalizações de fora da área assustaram o goleiro Matheus Teixeira. O Bahia respondeu colocando o artilheiro Gilberto e o jovem Raí para buscar o empate. 

As mudanças melhoraram os visitantes, que passaram a chegar mais a área gremista. Aos 26, Raí por pouco não empatou em lindo de chute de primeira de dentro da área. Felipão esperou até os 40 minutos para mexer na sua equipe: Diego Souza e Fernando Henrique entraram nas vagas de Borja e Alisson. 

Voltando de lesão, Diego Souza aproveito um contragolpe para definir o placar. Desesperado para empatar, o Bahia se lançou no ataque e deixou espaços atrás. Com isso, o atacante recebeu dentro da área, limpou a marcação e só deslocou o goleiro aos 49 minutos, dando números finais a partida e colocando o Tricolor na luta para deixar o Z-4. 

Campeonato Brasileiro - 17ª rodada

Grêmio 2

Chapecó; Rafinha, Ruan, Rodrigues e Cortez; Lucas Silva, Villasanti, Leo Pereira (Luiz Fernando), Alisson (Fernando Henrique) e Douglas Costa (Jonatha Robert); Borja (Diego Souza). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Bahia 0

Matheus Teixeira; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Patrick de Lucca (Raí), Mugni, Rodriguinho (Gilberto), Raniele (Jonas), Daniel (Maycon Douglas) e Rossi (Rodallega). Técnico: Bruno Lopes

Gols: Borja (03min/2T°) Diego Souza (49min/2T°)
Cartões amarelos: Gilberto (Bahia) Lucas Silva (Grêmio)
Arbitragem: Caio Max Vieira (RN)
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre 
Data e hora: 21/08, às 19h 


Correio do Povo


Domingo será de sol, nuvens e calor no Rio Grande do Sul


Aposta de Teresina leva sozinha prêmio de quase R$ 41 milhões da Mega-Sena


Felipão elogia entrega do Grêmio contra o Bahia e não descarta usar Borja e Diego Souza juntos

Romildo promete trabalho para Grêmio manter consistência na recuperação no Brasileirão


Bolsonaro alega que pedido de impeachment de Moraes "não é revanche"


STJ diz que vê com preocupação pedido de Bolsonaro contra Moraes


Ex-ministros da Justiça pedem rejeição de pedido de Bolsonaro contra Moraes


Fluminense demite o técnico Roger Machado


Lindoso confia em entrosamento de meio-campo do Inter contra o Santos


Juventude e Fortaleza empatam por 1 a 1 em grande jogo no Alfredo Jaconi


Aziz limita acesso de senadores a documentos sigilosos da CPI


"Eu errei, quem não erra?", diz Sérgio Reis ao Domingo Espetacular


Brasil contabiliza 698 mortes por Covid-19 e 28,3 mil casos em 24 horas


Polícia Rodoviária Federal ganha sete veículos potentes e de luxo para combater o crime no país


RS receberá 198,5 mil doses de vacinas contra a Covid-19 neste domingo



Novas doses de vacinas contra Covid-19 são distribuídas no RS



Sobe para 17 número de mortes em surto de Covid-19 no Conceição, em Porto Alegre


Pinguins são encontrados mortos por bombeiros militares no Litoral Norte


Grace é rebaixado para tempestade tropical após deixar 8 mortos no México



Chapecoense sofre empate no fim e bate recorde negativo sem vencer no Brasileirão


Organização de tráfico internacional de armas e drogas é investigada pela Polícia Federal


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São José empata e segue fora da zona de rebaixamento da Série C


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Ministro da Saúde prevê definição sobre aplicação da terceira dose de vacinas contra o coronavírus a partir de outubro

 


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta sexta-feira (20) que espera uma definição sobre a forma de aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19 no Brasil a partir de outubro, quando a pasta terá os resultados de uma pesquisa que vem sendo realizada para testar a eficácia da vacinação de reforço. Ele afirmou que há um consenso de que a terceira dose será necessária, mas que a decisão sobre como fazer a aplicação desse reforço ainda depende de evidências científicas.

A terceira dose está em debate no Brasil, diante da alta de infecções em algumas localidades, como o Rio, e do avanço da variante Delta, mais transmissível. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que o Ministério da Saúde avalie a possibilidade de dar uma dose de reforço para grupos específicos que receberam as duas doses da vacina Coronavac.

Queiroga participou de um evento no Centro de Distribuição de Insumos Estratégicos de Saúde em Guarulhos, na Grande São Paulo, para demonstrar o processo de liberação das vacinas até a chegada aos Estados. O Ministério vem sendo criticado pela demora na distribuição dos imunizantes. Também é cobrado por alguns Estados mais adiantados no calendário de vacinação para dar um aval à imunização de reforço.

Segundo o ministro, “já há um consenso de que será necessária a terceira dose”. Ele disse, porém, que a decisão de como fazer essa aplicação pode decorrer da opinião de especialistas ou pode ser baseada em evidências cientificas – e que a pasta optou pela segunda opção. Queiroga lembrou que o Ministério da Saúde está conduzindo um estudo científico para avaliar a eficácia da aplicação de uma terceira dose em pessoas que tomaram as duas doses da Coronavac.

Esta pesquisa, em parceria com a Universidade de Oxford, deve ter resultados entre o fim de outubro e o início de novembro – quando a pasta deverá tomar a decisão sobre a dose de reforço. A pesquisa vai aplicar a terceira dose de quatro imunizantes diferentes: Pfizer, AstraZeneca, Coronavac e Janssen. Queiroga afirmou que, se antes dos resultados dessa pesquisa surgirem outros estudos científicos sobre a terceira dose, a decisão em relação ao reforço pode ser antecipada.

O ministro também voltou a afirmar que este reforço depende do avanço da vacinação com a segunda dose. No Brasil, o ministro espera que em setembro toda a população adulta esteja coberta com a primeira dose e, em outubro, 75% da população adulta tenha recebido as duas doses. “Aí teremos as repostas da ciência, que é o que se quer, para se aplicar a terceira dose.”

Judicialização

Queiroga criticou a decisão de Estados e municípios de judicializar para receber mais vacinas. “O direito de recorrer à Justiça é de todos. Nós não observamos necessidade de recorrer à Justiça.” Nesta semana, o Estado de São Paulo conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) decisão para que a União assegure o envio das vacinas contra a covid-19 necessárias para que o Estado complete a imunização de quem já tomou a primeira dose. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também pressiona o governo federal pelo envio de mais doses.

Para Queiroga, “em vez de ficar fazendo essas confusões, (os governos locais) deveriam trabalhar em parceria com o Ministério da Saúde para acelerar de maneira justa a vacinação no País”. Ele questionou o fato de que alguns Estados estão vacinando adolescentes, enquanto outros ainda estão aplicando o imunizante para a faixa etária dos 30 anos. A distribuição de doses, porém, segue os critérios estabelecidos pelo próprio Ministério da Saúde.

O Sul

AUTOCONHECIMENTO – Você se conhece?

 


Por Marcelo Castro_ Adm. Cultura em Doses


O processo individual e contínuo de descoberta de si mesmo, que retira o ser humano da ignorância em relação ao significado da sua própria existência e eleva-o a um grau superior de sabedoria e de autodomínio, harmonizando-o com a vida, é chamado de Autoconhecimento – você se conhece?
Esse conceito dá mostras da magnitude e da importância da tarefa. A evolução adquirida nesse processo implica em melhoria em todos os setores da vida de uma pessoa. Isso justifica que deve-se colocar o autoconhecimento como uma prioridade.
Na antiga Grécia já se sabia da importância do autoconhecimento para a evolução do ser. Famosa é a frase “Conhece-te a ti mesmo” inscrita no pórtico do templo de Delfos e embora não tenha-se a certeza do autor, alguns atribuem-na a Sócrates. A frase completa, porém, é: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”.
"Todo ser tende a realizar o que existe nele em germe, a crescer, a completar-se” (Dra. Nise da Silveira)."
O início do processo
Algumas pessoas iniciam o processo de autoconhecimento por uma inquietação existencial ou curiosidade intelectual. Para algumas outras o impulso se dá pela dor ou sofrimento.
Independente da motivação, é natural chegar-se a um racional reconhecimento de que há outras dimensões do ser além do corpo físico. A partir daí, em todos os casos, uma força inexplicável as impele seguir adiante na busca e assim o processo deslancha.
O fato é que o autoconhecimento pleno chegará para todos. O que diferencia uns dos outros é o ritmo, a velocidade que cada um impõe ao seu próprio processo, e que por óbvio, quanto antes for dado início viver-se-á mais tempo da melhor forma, como veremos mais detalhadamente a seguir.
A nossa dimensão mais óbvia e mais acessível é o corpo físico. Desde já, é importante dizer seja qual for o propósito da nossa vida na terra, precisamos de um corpo saudável que nos mantenha aptos para cumprirmos tal propósito. Portanto, fundamental é saber as nossas capacidades e limitações físicas. Alimentar-se bem, praticar exercícios e manter-se ativo física e mentalmente o máximo que puder.
Interiorização_Desenvolvimento da personalidade
Segundo Carl Gustav Jung _ psiquiatra suíço que fundou a psicologia analítica_ o indivíduo se desenvolve para chegar a ser uma personalidade plenamente diferenciada, equilibrada e unificada. Essa é a direção do desenvolvimento, embora, no estágio evolutivo em que a humanidade se encontra, raramente, ou quase nunca, testemunhou-se alguém que tenha alcançado essa “plenitude”. Algumas exceções existiram e podemos citar dois exemplos: Jesus e Buda.
A esse processo de desenvolvimento pessoal, de autorrealização, Jung deu o nome de Individuação (1). É um processo inato e ninguém consegue escapar-lhe, embora o ritmo e os caminhos tomados sejam diferenciados para cada um. A boa notícia é que o homem é capaz de tomar consciência desse desenvolvimento e de influenciá-lo.
A estrutura da nossa personalidade ou psique, é formada por várias instâncias com funções diferenciadas. Precisamos integrá-las. Tornar consciente o que é inconsciente. De forma simplificada, esse é o processo de crescimento pessoal, de Individuação a que Jung se refere.
A psiquiatra Nise da Silveira disse sobre o processo de individuação:
"Precisamente no confronto do inconsciente pelo consciente, no conflito como na colaboração entre ambos é que os diversos componentes da personalidade amadurecem e unem-se numa síntese, na realização de um indivíduo específico e inteiro.”
E Jung diz sobre essa confrontação:
"É o velho jogo do martelo e da bigorna: entre os dois, o homem, como o ferro, é forjado num todo indestrutível, num indivíduo. Isso em termos toscos, é o que eu entendo por processo de individuação”
Assim como o corpo precisa de uma alimentação adequada e de exercício para crescer de uma maneira saudável, também a personalidade necessita de experiências adequadas e de educação para sua individuação sadia.
É muito raro haver alguém que possa acelerar por conta própria, ou seja, conscientemente, o seu processo de individuação. A sociedade, a cultura e a educação, desviam-lhe o foco e via de regra suprime-lhe a espontaneidade. Tais fatores absorvem a sua energia colocando-a à disposição da persona, do ego, tornando a tarefa de aceleração do autoconhecimento sem ajuda de outrem quase impossível. Nesse momento entra o precioso auxílio da psicoterapia.
Existem muitas “linhas” de psicoterapias e cada um deve procurar inteirar-se das existentes, buscar aquela que mais se adeque ao seu perfil e que lhe traga maior benefício.
O Self
Vale lembrar: o processo de individuação é contínuo, infinito e não linear. Trata-se de um movimento que gira em espiral e leva a um novo centro psíquico. Jung denominou este centro de self (si mesmo). É o centro e o organizador da personalidade. O self atrai o consciente e o inconsciente em torno de si, harmonizando-os. Quando isso acontece a personalidade está completa, ela ganha senso de “unidade” e firmeza.
Todas as etapas desse processo são passos a caminho da totalidade psíquica e nos aproximam mais da nossa verdadeira natureza, pois é como se fossemos tirando camadas que nos impediam de percebê-la.
Conforme vamos percebendo essa natureza essencial, ela vai se tornando mais consciente e logo mais ativa em nossa vida e dia-a-dia.
Passamos a pensar e agir mais da forma que realmente somos do que da maneira antiga do ego. Porém você não deixa de ter ego. Ele continua existindo, pois você precisa dele pra viver em sociedade, ele só não comanda mais totalmente a sua vida.
A meditação (2)
Todo esse processo se assemelha muito aos ensinamentos de algumas filosofias orientais; àquelas que defendem exatamente o encontro da verdadeira natureza, mas sem negar o mundo em que se vive, a realidade externa.
Algumas práticas de meditação, como por exemplo a mindfulness, propõe a atenção plena no momento presente e o “desligar” dos pensamentos, que nos traz a compreensão de que não somos a nossa mente, mas sim uma consciência “além” dela, que a observa e que pode sim, direcioná-la. Com a regularidade dessa prática, realmente sentimos que não somos os nossos pensamentos, sentimos essa “atenção plena” essa consciência por trás da mente.
Em outras palavras a proposta é a mesma do processo de individuação, um distanciar do próprio ego, para compreender que somos muito mais que ele. E o ser transcende. Compreende o que antes não compreendia…
Por isso a meditação é tão eficaz no processo, pois com regularidade a prática traz exatamente essa sensação de “ser“: essencial, pleno e inteiro. Existem muitos tipos de meditação e trataremos disso em artigo futuro.
Enfim, a meditação e a terapia é uma combinação poderosa que acelera de forma consistente o autoconhecimento.
Benefícios do autoconhecimento
Os benefícios do autoconhecimento são inúmeros e podemos citar alguns exemplos:
manter-se conectado à sua essência; à sua verdadeira natureza.
reconhecer-se espírito imortal;
descobrir o propósito na vida;
fortalecer a autoestima;
descobrir todo potencial que se tem;
dominar os próprios sentimentos e emoções;
fazer melhores escolhas ativas e reativas;
descobrir vocação profissional e pessoal;
confiar mais em si mesmo;
resiliência frente aos infortúnios da vida;
respeitar as diferenças (alteridade);
curar medos de coisas e pessoas;
manter-se em paz e sereno…
Gostaria de registrar que o assunto é vasto, e aqui, dado as limitações de espaço e tempo, foi abordado de forma simplificada e o mais objetivo possível. Contudo, espero ter deixado claro o lugar de destaque que esse processo deve ou pelo menos deveria ter na vida de todas as pessoas.
Na medida que o autoconhecimento acontece ele simultaneamente se transforma em autodesenvolvimento. É um processo para uma vida inteira.
Na verdade, eterno!
Por: Marcelo Castro
Adm. Cultura em Doses
(1) Não confundir com individualização que é: particularização, ação de tornar individual.
(2) Não recomendamos a prática da meditação para pessoas portadoras de psicose. O médico/psicoterapeuta deverá ser consultado.
Fontes:
Jung, C.G, O eu e o inconsciente. Obras completas vol.VII/2. Editora Vozes Jung, C.G, A prática da psicoterapia. Obras Completas vol.XVI/1. Editora Vozes
Nise da Silveira, Jung vida e obra. Editora Paz e Terra..

Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1297134577368545

Brasil poderá ter até quatro medicamentos novos para tratamento de covid-19 já no mês que vem

 


Até o início de setembro o Brasil pode ter pelo menos quatro novos medicamentos contra covid-19 disponíveis. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve analisar até o próximo mês as drogas Sotrovimabe, Citrato de tofacitinibe (cujo nome comercial é Xeljanz), Baricitinibe e a Dexametasona. Atualmente, o País tem outros quatro medicamentos aprovados para tratamento de covid-19. O mais recente foi o Regkirona (regdanvimabe), aprovado pela Anvisa na semana passada.

No caso do Sotrovimabe e do Citrato de tofacitinibe, os pedidos foram por uma autorização emergencial de uso, uma vez que os estudos ainda estão em andamento. Essa autorização é temporária. Já o Baricitinibe e a Dexametasona terão o pedido de pós-registro analisado pela agência que, caso seja aprovado, incluirá na bula desses medicamentos de forma permanente a indicação para covid-19. Os quatro medicamentos são para uso em ambiente hospitalar.

Ambos os procedimentos têm prazo de análise de 30 dias para que a Anvisa observe a relação benefício versus risco do medicamento. Esse período pode ser interrompido quando a agência solicita informações complementares à farmacêutica responsável.

“Há uma expectativa de que nesse semestre tenhamos mais resultados dos estudos de medicamentos que aprovamos, e aí poderemos pensar num cenário no qual teremos mais opções de tratamento”, afirmou o gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes.

A equipe que faz a análise desses medicamentos é composta por dez pessoas com formações diversas, como farmacêuticos, médicos, biólogos e estatísticos. O grupo é diferente daquele que analisa dados sobre as vacinas contra covid-19. Ambos, no entanto, estão sob comando da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) da Anvisa.

“A gente já aprovou mais de 100 estudos de medicamentos, já vimos vários sendo concluídos e que deram resultados que não mostram vantagem do medicamento, cerca de 20% do total. Mas quando o estudo não se mostra favorável, a empresa nem submete o pedido, apenas comunica”,disse Mendes.

Entre os estudos que seguem em andamento estão a nitazoxanida e a proxalutamida. Os dois medicamentos foram reiteradamente defendidos pelo governo. Após a comprovação da ineficácia da cloroquina no tratamento de covid-19, alas ideológicas do governo passaram a propagandear a proxalutamida. Em uma live com o presidente Jair Bolsonaro, em abril, o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Hélio Angotti Neto, classificou o medicamento como “promissor”.

Sotrovimabe

O Sotrovimabe é um anticorpo sintético que “imita” os anticorpos produzidos pelo corpo para combater o coronavírus e que impede o vírus de se replicar. O medicamento seria utilizado em casos moderados da doença.

Os estudos para avaliar a eficácia do medicamento foram realizados em vários países do mundo com 1062 participantes, dos quais 22 são brasileiros.

Citrato de tofacitinibe 

O citrato de tofacitinibe é um anti-inflamatório, atualmente utilizado para tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriática e colite ulcerosa. A proposta é que o medicamento seja utilizado para reduzir o tempo de internação de pacientes com quadro moderado com risco de progredir para caso grave.

“O processo da covid-19 é um processo inflamatório assim como a artrite. A inflamação é uma resposta exagerada do corpo, que começa atacar as próprias células. Os anti-inflamatórios reduzem essa resposta imune”, explicou Mendes.

Baricitinibe

Assim com o medicamento anterior, o Baricitinibe também é uma droga anti-inflamatória utilizada para tratamento de artrite. De acordo com dados de um estudo realizado com pacientes graves de covid-19, o Baricitinibe reduziu em 38% a mortalidade entre os infectados.

A pesquisa foi conduzida em 12 centros clínicos de todo o País e testou o medicamento em 1.525 voluntários.

Dexametasona

A Dexametasona é um corticoide que já é amplamente utilizado no País. No contexto da covid-19, o medicamento em sido adotado em alguns hospitais para ajudar a reduzir a inflamação causada no pulmão pelo coronavírus. A proposta é que seja utilizado em casos graves da doença.

De acordo com um estudo publicado em junho, o medicamento pode reduzir em um terço as mortes de pacientes que estão sob ventilação mecânica. No caso de pacientes que estão utilizando apenas oxigênio, a redução observada foi de 20%.

O Sul

75% dos adultos já tomaram a primeira dose da vacina contra o coronavírus no Brasil

 


O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (20) que 120 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose de vacinas contra a covid-19 – o número corresponde a 75% da população adulta no país.

A expectativa da pasta é que, com a chegada de 131,4 milhões de doses em agosto e setembro, todos os brasileiros adultos estejam imunizados até o fim do próximo mês.

Ainda de acordo com o ministério, mais de 53,2 milhões de pessoas já receberam a segunda dose ou a dose única contra a covid-19. Ao todo, 207 milhões de doses foram distribuídas aos estados e ao Distrito Federal.

Segunda dose

No Brasil, cerca de 8,5 milhões de pessoas estão atrasadas para tomar a segunda dose de imunizantes contra a covid-19, revela levantamento feito pelo Ministério da Saúde, que alerta para os riscos das pessoas não completarem o ciclo vacinal.

Conforme os dados mais recentes do painel de vacinação do ministério, 53,2 milhões de pessoas tomaram a segunda dose. O número de atrasados corresponde a 16% dos brasileiros que completaram o ciclo.

Na avaliação por estados, os que têm mais pessoas em atraso são, na ordem, São Paulo, com 1,69 milhão; Rio de Janeiro, com 1,06 milhão; e Minas Gerais, com 1,02 milhão.

Especialistas e autoridades do setor de saúde consideram fundamental a conclusão do ciclo vacinal, uma vez que apenas a primeira dose de imunizante não garante proteção adequada contra o vírus, especialmente com a disseminação da variante Delta.

Um estudo de feito por instituições de pesquisa e universidades inglesas, publicado no periódico científico New England Journal of Medicine no dia 12 deste mês, trata da eficácia de vacinas contra as variantes Alfa e Delta. Segundo a publicação, a eficácia da vacina da AstraZeneca na variante Alfa foi de 48,7% com a primeira dose e de 74,5%. com a segunda. Já, quando analisada a dinâmica do imunizante com a variante Delta, a eficácia foi de 30% com a primeira dose e de 67%, com a segunda.

Para a vacina da Pfizer/BioNTech, os índices de eficácia para a variante Alfa foram de 47,5% na primeira dose e de 93,7%, com a segunda. Nos casos de infecção com a variante Delta, os percentuais atingiram 35,6% com a primeira dose e 88%, com a segunda.

“Diferenças absolutas na eficácia das vacinas foram mais marcadas após a primeira dose. Essa conclusão vai ao encontro dos esforços para maximizar o avanço da vacinação com duas doses entre populações vulneráveis”, concluem os autores do estudo.

O Sul