Ministro do Supremo inclui Bolsonaro em inquérito das fake news por ataques às urnas eletrônicas

 


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (4) a inclusão do presidente Jair Bolsonaro como investigado no inquérito que apura a divulgação de informações falsas.

A decisão de Moraes atende ao pedido aprovado por unanimidade pelos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na sessão desta segunda (2).

A apuração levará em conta os ataques, sem provas, feitos pelo presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do País. Mesmo após ser eleito, Bolsonaro tem feito nos últimos três anos reiteradas declarações colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral.

A investigação criminal pode, posteriormente, tornar Bolsonaro inelegível. Isso só ocorre, no entanto, se:

o Ministério Público entender ao fim da apuração que há elementos para acusação formal (denúncia);
a Câmara dos Deputados aprovar, pelo voto favorável de 2/3 dos deputados, o prosseguimento do processo, e
houver condenação no STF, onde tramitam ações sobre o presidente.

O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019, por decisão do então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, para investigar notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do Supremo. O ministro Alexandre de Moraes é o relator da investigação.

Ataques às urnas

O presidente Jair Bolsonaro faz ataques ao sistema eleitoral brasileiro há mais de três anos, sem qualquer prova.

Nas últimas semanas, o presidente subiu o tom e chegou ameaçar a não realização de eleições caso não seja aprovada uma proposta de emenda à Constituição que garanta a impressão do voto na urna eletrônica.

A notícia-crime assinada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, encaminha para investigação a transmissão feita pelo presidente Bolsonaro na última quinta-feira (29), em redes sociais e em canal oficial de TV.

O presidente da República chegou a convidar a imprensa para uma transmissão ao vivo onde apresentaria suas provas de falhas nas urnas. Em vez disso, repercutiu notícias falsas e vídeos já desmentidos.

Ao lado do ministro da Justiça, Anderson Torres, Bolsonaro teve de reconhecer que não tem provas da ocorrência de nenhuma fraude no sistema.

Na ocasião, o presidente se limitou a apresentar teorias antigas e comprovadamente falsas que circulam na internet sobre a urna – todas, já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral e por serviços de checagem da imprensa.

Nas declarações sobre o voto impresso e as urnas, o presidente também tem criticado ministros do tribunal, como o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso.

Inquérito administrativo

Além de pedir a inclusão de Bolsonaro no inquérito do Supremo, os ministros do TSE também aprovaram por unanimidade a abertura de um inquérito administrativo, no âmbito da Corte, para apurar ataques à legitimidade das eleições.

A proposta partiu do corregedor eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão. Serão investigadas infrações como corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos, abuso de poder político e econômico e propaganda fora do período de eleições.

Ao apresentar seu apoio à proposta, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que “com a democracia não se brinca, não se joga”.

Assim como a investigação criminal, este inquérito também pode gerar inelegibilidade ao presidente Bolsonaro – por abrir espaço para multas na Justiça Eleitoral, além de servir como base para a contestação de um eventual registro de candidatura de Bolsonaro à reeleição.

O registro de candidaturas, feito em agosto do ano eleitoral, é contestado por iniciativa do Ministério Público, de partidos políticos ou por candidatos.

Ministra Cármen Lúcia envia à PGR pedido de investigação

A ministra Cármen Lúcia, do STF, enviou nesta quarta-feira (4) à PGR (Procuradoria-Geral da República) um pedido de parlamentares para que seja aberta uma investigação sobre o presidente Jair Bolsonaro.

O pedido dos parlamentares é baseado nas declarações dadas por Bolsonaro em uma transmissão ao vivo na semana passada. Na ocasião, o presidente usou a live, transmitida pela TV pública TV Brasil, para questionar a segurança das urnas eletrônicas. Bolsonaro admitiu não ter provas de fraudes nas eleições e disseminou fake news, baseadas em teses já desmentidas por órgãos oficiais.

“Há de se considerar que o grave relato apresentado pelos autores da presente Petição conjuga atos daquela natureza com outros que podem, em tese, configurar crime, mais especificamente, de natureza eleitoral, utilização ilegal de bens públicos, atentados contra a independência de poderes da República, o que, após a necessária análise, conduzirá à conclusão sobre a competência para o conhecimento e o processamento da presente petição”, escreveu a ministra.

O pedido de abertura de inquérito foi apresentado por um grupo de deputados do PT no dia 30. Os parlamentares querem as seguintes apurações:

– se houve improbidade administrativa pelo uso da TV Brasil para transmitir a live, ou seja, se foram usados recursos públicos pelo presidente para atacar adversários políticos e o Tribunal Superior Eleitoral;
se houve propaganda eleitoral antecipada;
se houve abuso de poder político e econômico;
se houve “prática de crime de divulgação de fake news eleitoral”.

A ministra considerou que, mesmo não sendo o Supremo o foro para análise de ações de improbidade neste caso, como são relatadas condutas que podem configurar crime, é preciso uma análise da PGR.

“Necessária, pois, seja determinada a manifestação inicial do Procurador-Geral da República, que, com a responsabilidade vinculante e obrigatória que lhe é constitucionalmente definida, promoverá o exame inicial do quadro relatado a fim de se definirem os passos a serem trilhados para a resposta judicial devida no presente caso”, determinou.

O Sul

Secretaria da Saúde antecipa de setembro para este mês a estimativa de imunização de todos os gaúchos maiores de 18 anos

 


Levando em conta o ritmo da imunização nos municípios gaúchos e o anúncio sobre o recebimento de mais doses pelo Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual da Saúde revisou as projeções relativas à campanha.

A nova estimativa oficial indica que toda a população com idade a partir de 18 anos deve estar com o ciclo completo ainda neste mês. O prazo anteriormente divulgado era de  7 de setembro.

Esse novo cenário no curto prazo foi chancelado nesta quarta-feira, durante reunião do Gabinete de Crise do Palácio Piratini, e tem por base estudos técnicos realizados pela SES. Mas depende, é claro, de o governo federal fazer a sua parte.

Para as próximas semanas, o governo gaúcho espera o desembarque de 1,7 milhão de doses de Coronavac, Oxford e Pfizer, para aplicação tanto em primeira quanto em segunda injeção.

“Esse quantitativo é suficiente para destinar primeiras doses para toda a população de até 18 anos”, conforme avaliação da chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri. A titular da Secretaria, Arita Bergman, acrescenta:

“Há uma excelência na vacinação no Rio Grande do Sul. O Ministério da Saúde divulgou um informe técnico que nos coloca em segundo lugar [atrás do Acre] em termos de menor percentual [34%] ainda não vacinado de primeira dose no País. Em relação à segunda dose, estamos na liderança nacional”.

Cobertura mínima ideal

A fim de se alcançar a imunidade coletiva contra o coronavírus no Estado, é necessário imunizar ao menos 70% da população (duas doses ou dose única), mas de forma homogênea entre municípios e faixas etárias. O ideal é que o Estado atinja 90% de cobertura, ressalta o Cevs. E ainda falta vacinar cerca de 880 mil gaúchos de 18 a 39 anos.

A SES tem reforçado a necessidade de que as prefeituras façam uma busca ativa de quem deixou de se vacinar quando chegou a sua vez. Há grande disparidade entre as cidades na aplicação de imunizantes, porque algumas avançam a campanha para novos grupos etários sem que as faixas anteriores tenham atingido cobertura mínima.

“Não adianta acelerar até chegar aos cidadãos a partir de 18 anos se parte da população mais velha ficou para trás”, alerta a Arita Bermann. “É preciso olhar para frente, mas atentos ao retrovisor.”

Andamento da campanha

Até o início da noite desta quarta-feira, mais de 6,33 milhões de habitantes do Estado já haviam recebido a primeira dose, o que representa 79% do grupo prioritário (5,25 milhões de gaúchos), 74% dos indivíduos vacináveis (8,95 milhões de adultos em geral) e 58,3% da população geral (11,37 milhões) dos 497 municípios.

O esquema completo de imunização, por sua vez, contempla até agora mais de 2,86 milhões – seja quem recebeu duas doses para fármacos com esse sistema ou os contemplados pela vacina da Janssen (apenas uma injeção). Isso representa 52,5% do grupo prioritário, 35,3% dos indivíduos vacináveis e 27,8% da população geral do Estado.

No caso específico da Janssen, as aplicações – iniciadas no dia 26 de junho – já contemplaram 291.993 gaúchos. A informação consta na base de dados da Secretaria Estadual da Saúde, atualizada diariamente por meio das redes sociais e de link específico no site estado.rs.gov.br.

O Sul

O QUE É CAPITALISMO e COMO FUNCIONA? O BRASIL É CAPITALISTA? #06

 O QUE É CAPITALISMO E COMO FUNCIONA


Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1289636574785012

Tribunal de Contas da União decide processar Eduardo Pazuello e ex-dirigentes do Ministério da Saúde por omissão na pandemia

 


O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu na tarde desta quarta-feira (4), abrir dois processos contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o então número 2 na gestão dele, o coronel da reserva Elcio Franco, além de dois secretários atuais do Ministério da Saúde. No entendimento da maioria do tribunal, os quatro contribuíram para piorar o quadro da pandemia ao repassar responsabilidades que antes eram do governo federal para Estados e municípios.

A proposta vencedora foi a do relator do caso no TCU, o ministro Benjamin Zymler. Além de Pazuello e Elcio Franco, também serão processados os secretários de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros; e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto.

Acompanharam o voto de Zymler os ministros Bruno Dantas, Marcos Bemquerer, Vital do Rêgo e Aroldo Cedraz. A divergência foi aberta pelo ministro Jorge Oliveira – ex-ministro da Secretaria-Geral de Jair Bolsonaro, ele chegou ao TCU indicado pelo atual presidente da República. Votaram com Oliveira os ministros Walton Alencar e Raimundo Carreiro.

No entendimento da maioria do plenário, Pazuello e os demais erraram ao mudar o plano de contingência Ministério da Saúde para repassar a Estados e municípios a responsabilidade de manter estoques de medicamentos, insumos e testes, entre outros produtos. O relatório da área técnica também disse que a pasta agravou a situação da pandemia ao ignorar determinações anteriores da Corte no fim de 2020, quando a pandemia de covid-19 arrefeceu momentaneamente no Brasil.

Os quatro serão alvo de dois processos: um para averiguar se eles descumpriram determinações do TCU, e que pode resultar no pagamento de multa; e um segundo, mais amplo, para apurar a responsabilidade de cada um nas omissões encontradas pela Corte na atuação do Ministério da Saúde durante a pandemia. Este último pode resultar até mesmo no impedimento de assumir cargos públicos.

Durante o julgamento, o ministro Bruno Dantas chegou a pedir multa imediata para Pazuello e Elcio Franco, no valor de R$ 33,9 mil, e de R$ 20 mil para os demais. A sugestão, porém, não prosperou.

Ao contrário do que o nome sugere, o Tribunal de Contas não integra o Poder Judiciário. Na verdade, trata-se de um órgão ligado ao Poder Legislativo, com a missão de auxiliar o Congresso na tarefa constitucional de vigiar o Executivo. O tribunal tem o poder de aplicar multas e determinar o ressarcimento dos danos, além de punir servidores com a inabilitação para assumir cargos públicos. Quem é condenado pode recorrer no próprio TCU e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Falta de oxigênio e de kit entubação

A avaliação feita pelo Tribunal de Contas da União diz respeito ao Plano de Contingência Nacional, um documento editado pelo Ministério da Saúde para nortear o combate à pandemia. Apresentado em fevereiro de 2020, o documento está hoje na sua terceira edição. Para a Secretaria de Controle Externo do TCU, o Ministério da Saúde atuou para reduzir as próprias responsabilidades dentro do Plano de Contingência, transferindo tarefas que deveriam ser do governo federal a Estados e municípios. Ao fazê-lo, contribuiu para agravar os efeitos da pandemia de covid-19 no Brasil.

Um exemplo: no plano original, o Ministério da Saúde deveria “garantir o estoque estratégico” de medicamentos usados para tratar os doentes de covid-19. Depois da mudança, o papel da pasta passou a ser o de “apoiar” o processo de compra dos medicamentos. O Ministério da Saúde se justifica dizendo que o Sistema Único de Saúde funciona com base nas três esferas de gestão: federal, estadual e municipal.

Ao longo da pandemia, várias regiões do país enfrentaram dificuldades relacionadas aos insumos para o combate à pandemia. Em Manaus (AM), a falta de oxigênio hospitalar provocou a morte de 19 pessoas em uma única noite, por exemplo. No começo do ano de 2021, várias cidades brasileiras enfrentaram a falta de medicamentos do chamado “Kit Intubação”, usado para tratar pacientes que precisam de ventilação mecânica.

Segundo o TCU, o ministério também alterou algumas ações de assistência farmacêutica, de forma a reduzir a atividade de gestão logística da pasta.

O Sul

Governador gaúcho trata com o ministro da Infraestrutura projetos prioritários para o Rio Grande do Sul

 


O governador Eduardo Leite se reuniu nesta quarta-feira (04), em Brasília, com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para discutir projetos prioritários ao Rio Grande do Sul.

“Foi uma reunião estratégica entre a nossa equipe de governo e a equipe do ministro Tarcísio Gomes de Freitas sobre investimentos federais e obras prioritárias no Rio Grande do Sul em diversas frentes de infraestrutura, rodoviária, ferroviária e aeroportuária, fazendo um ponto de controle e status dos projetos que mais interessam ao nosso Estado”, afirmou o governador.

“Saímos bastante otimistas pela evolução de projetos importantes e também reforçamos a importância de algumas demandas, como a revitalização da malha ferroviária e de investimentos em rodovias federais que são fundamentais para o desenvolvimento e a competitividade do Estado”, completou.

Segundo o ministro, estão em fase final de estudo os projetos de concessão das BRs 116, 290 e 292, com previsão de leilão no segundo semestre de 2022. Ele afirmou que, além da renovação da concessão da malha ferroviária sul, estão sendo analisados investimentos nas ferrovias existentes para ampliar a capacidade e a velocidade dos transportes.

Freitas também disse que há avanços na duplicação da BR-116, que tem 62% das obras executadas, com previsão de entregar mais 16 quilômetros em 2021 e de conclusão em 2022. A Travessia Urbana de Santa Maria tem previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2022.

Já as obras de ampliação dos aeroportos de Passo Fundo, Santo Ângelo, Caxias do Sul, Santo Ângelo e Santa Rosa estão em fases distintas, mas avançando, segundo o ministro.

“O Rio Grande do Sul é um importante Estado e estamos muito focados em dar andamento às obras federais, priorizando a conclusão de obras estratégicas, como é o caso da BR-116 e da BR-290. Para isso, o alinhamento com o governo do Estado e também com as empresas parceiras é fundamental”, destacou o ministro.

Também participaram da reunião em Brasília o vice-governador do RS, Ranolfo Vieira Júnior, as secretárias de Comunicação, Tânia Moreira, e de Relações Federativas e Internacionais, Ana Amélia Lemos, e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa.

O Sul

Garota com Brinco de Pérola

 Alunos de uma escola na Argentina fizeram esta obra-prima (A Garota com Brinco de Pérola) usando tampas de plástico.




Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1289633961451940

Com falta de peças e componentes, a venda de automóveis no Brasil tem o pior julho desde 2005

 


As vendas de automóveis novos no Brasil registraram queda de 8,4% em julho na comparação com o mesmo mês de 2020. Segundo balanço divulgado na terça-feira (3) pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram emplacados em julho 123,6 mil automóveis, enquanto em julho do ano passado as vendas chegaram a 134,9 mil unidades. Em relação a junho deste ano, o volume foi 7,3% inferior.

O resultado foi o pior para um mês de julho desde 2005, de acordo com a Fenabrave. Segundo a entidade, a falta de carros nas concessionárias é devido aos problemas de desabastecimento de peças e componentes.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, no entanto, as vendas de automóveis continuam em alta na comparação com 2020, registrando crescimento de 20,2% e emplacamento de 927,7 mil unidades.

Veículos

As vendas de veículos novos, incluindo carros, motos, ônibus, caminhões e veículos comerciais leves, registraram alta de 10,9% em julho em relação ao mesmo mês de 2020, com o emplacamento de 309,4 mil unidades. No acumulado de janeiro a julho, a alta é de 33,7% em comparação com os primeiros sete meses do ano passado, com a comercialização de 2 milhões de unidades.

Motos

As vendas de motos registraram alta de 32% em julho em relação ao mesmo mês de 2020, com o emplacamento de 112,6 mil unidades. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o segmento de duas rodas tem crescimento de 44,6% com o emplacamento de 629,9 mil motocicletas.

“O resultado do mês de julho só não foi melhor pela falta de produtos. Mas notamos que a demanda permanece alta e os emplacamentos de motocicletas continuam em plena recuperação, já que elas estão consolidadas como veículos de transporte de pessoas e cargas expressas”, ressaltou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Caminhões

As vendas de caminhões tiveram crescimento de 20,8%, com a comercialização de 11,4 mil unidades em julho. No acumulado de janeiro a julho, a alta chega a 47,6% na comparação com o mesmo período de 2020, com as vendas de 69,5 mil unidades.

Previsões

A projeção da Fenabrave é de que as vendas de automóveis neste ano cresçam 10,9%, com a comercialização de 1,7 milhão de unidades. A estimativa está abaixo da previsão feita no início do ano de que as vendas de carros cresceriam 15,4% neste ano em relação a 2020.

Para os caminhões é esperado pela federação uma alta de 30,5% nas vendas neste ano e para as motos um crescimento de 16,2% em relação a 2020. As informações são da Agência Brasil e da Fenabrave.

O Sul

Para conter inflação, o Banco Central decide por alta mais forte e sobe a taxa básica de juros para 5,25% ao ano

 


Com olho nas expectativas de inflação de 2022, o Banco Central (BC) subiu a taxa básica de juros de 4,25% para 5,25% nesta quarta-feira (4). Foi a quarta alta seguida na Selic, que estava em 2% no início deste ano.

O aumento de 1 ponto percentual (p.p) foi maior do que o sinalizado na reunião anterior do Comitê de Política Monetária (Copom). Em junho, o aceno foi de um aumento de 0,75 p.p com a ressalva de que uma piora nas expectativas poderia levar a altas maiores.

Apesar disso, a subida mais intensa já era esperada pelo mercado financeiro justamente por conta das sucessivas altas nas expectativas de inflação para 2021 e 2022.

A última vez que o BC decidiu por uma alta de juros de 1 p.p em uma única reunião foi em março de 2003, quando subiu a Selic de 25,5% para 26,5%.

Na época da última reunião do Copom, a projeção de inflação para 2021 era de 5,82% e para 2022, 3,34%, abaixo da meta de 3,5% estipulada para o próximo ano. Já no relatório Focus mais recente, que reúne as projeções do mercado, as estimativas estavam em 6,79% para este ano e 3,81% para o próximo.

O principal objetivo do Banco Central é atingir a meta e o instrumento para isso é a taxa Selic. Ao aumentar os juros, o crédito tende a diminuir, assim como o consumo, o que diminui a inflação. No entanto, esse efeito demora de seis a nove meses para chegar na economia real.

Trajetória de alta

Para a próxima reunião marcada para setembro, o BC sinalizou uma nova alta de 1 p.p, elevando a Selic para 6,25% ao ano. Nesse patamar, os juros se aproximam do nível considerado “neutro”, que não estimula nem prejudica a atividade econômica. Economistas calculam que esse valor está entre 6% e 7%.

A atual expectativa do mercado é que a Selic termine 2021 em 7% ao ano e continue nesse patamar no próximo ano. No entanto, o BC sinalizou na reunião desta quarta que os juros devem ficar acima do patamar considerado neutro. É uma mudança de avaliação em relação à reunião anterior, quando o BC esperava que os juros neutros seriam suficientes para conter a inflação para 2022.

“Esse ajuste também reflete a percepção do Comitê de que a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação”.

A trajetória de alta nos juros acontece ao mesmo tempo em que os índices de inflação subiram mês após mês. Em junho, a alta acumulada de 12 meses ficou em 8,35%, bem acima da meta de 3,75% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Mesmo com o intervalo de tolerância de 1,5 p.p para cima ou para baixo, a inflação deve acabar o ano acima do teto da meta, em 6,79%, de acordo com o relatório Focus.

O Sul

Tempestade sobre os prados de lavanda

 Foto de Antony Zacharias




Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1289600188121984

Porto Alegre vacina pessoas de 27 anos ou mais nesta quinta-feira; não haverá drive-thru

 


Nesta quinta-feira (5), a prefeitura de Porto Alegre irá ampliar a faixa etária para a vacinação contra a Covid-19 para pessoas com 27 anos ou mais.

A imunização segue disponível em 12 unidades de saúde. Nos mesmos locais ocorre a vacinação para adolescentes com comorbidades a partir de 12 anos (1ª dose) e gestantes e puérperas (2ª dose). Não haverá drive-thru.

O agendamento pelo aplicativo 156+POA também será mantido para aplicação da primeira dose. Além das unidades Morro Santana, Tristeza e São Carlos, que já ofereciam o serviço no período noturno (das 18h às 21h), agora mais três unidades estão com agendas abertas para o período diurno: Diretor Pestana (agendas das 9h às 16h), Nossa Senhora de Belém (agendas das 9h às 16h) e Passo das Pedras I (agendas das 7h às 17h).

A aplicação da primeira dose continua para os públicos já contemplados anteriormente na campanha: profissionais de saúde e de apoio à saúde; pessoas com deficiência a partir de 18 anos; pessoas com comorbidades a partir de 18 anos; funcionários das escolas municipais, estaduais e particulares de ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior; gestantes e puérperas; cuidadores de crianças ou adolescentes com deficiência permanente e lactantes (que estejam amamentando bebês com até 12 meses).

Documentação

Para receber a primeira dose, todos os públicos devem apresentar documento de identidade com CPF e comprovante de residência em Porto Alegre. Para os cuidadores de crianças ou adolescentes com deficiência permanente, é preciso certidão de nascimento ou documento de guarda e comprovação da deficiência permanente.

Gestantes precisam de documento que comprove a gestação (exame laboratorial/ecográfico ou o cartão de pré-natal) e puérperas, documento que comprove o puerpério (registro de alta hospitalar ou certidão de nascimento da criança). Já as lactantes devem levar documento de comprovação que contenha a data de nascimento da criança.

Para profissionais de saúde ou da educação, é preciso documento que comprove o vínculo de trabalho em Porto Alegre. Já para o grupo das comorbidades e deficiência, é necessário comprovar a condição (receita, laudo de exame, laudo ou relatório médico – exceto Síndrome de Down). No caso dos adolescentes com comorbidades, o comprovante de residência poderá ser no nome dos pais ou responsáveis.

Segunda dose

A aplicação da segunda dose segue disponível em 32 unidades de saúde e 21 farmácias parceiras para quem recebeu AstraZeneca há pelo menos dez semanas e em 20 unidades de saúde para todos que receberam a primeira dose de Coronavac há 28 dias. Não haverá aplicação de segunda dose Pfizer para o público em geral, pois não existem pessoas com doses com prazos determinados para o período. Segundo determinação do Ministério da Saúde, desde 14 de junho o intervalo entre a primeira e segunda dose do imunizante Pfizer é de dez semanas.

Para segunda dose, é necessário levar identidade com CPF e carteira com registro da primeira aplicação.

O quê: primeira dose contra a Covid-19

Público: pessoas com 27 anos ou mais; profissionais de saúde e de apoio à saúde; pessoas com deficiência a partir de 18 anos; pessoas com comorbidades a partir de 18 anos; funcionários das escolas municipais, estaduais e particulares de ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior; gestantes e puérperas, cuidadores de crianças ou adolescentes com deficiência permanente, lactantes (que estejam amamentando bebês com até 12 meses) e adolescentes com comorbidades a partir de 12 anos.
Onde: 12 unidades de saúde
Horário: 8h às 17h
Endereços: confira no link

Onde: App 156+POA (agendas para as unidades São Carlos, Morro Santana e Tristeza)
Horário: 18h às 21h (noturno)

Onde: App 156+POA (agendas para as unidades Diretor Pestana, Nossa Senhora de Belém e Passo das Pedras I)
Horário: das 9h às 16h, Passo das Pedras I (das 7h às 17h).

O quê: segunda dose da Coronavac/Butantan

Público: pessoas que receberam a primeira dose há 28 dias
Onde: 20 unidades de saúde
Horário: 8h às 17h
Endereços: confira no link
Onde: App 156+POA (agendas para as unidades Bananeiras, Chácara da Fumaça, Cristal e São Cristóvão)
Horário: 18h às 21h

O quê: segunda dose da Oxford/AstraZeneca

Público: pessoas que receberam a primeira dose há dez semanas
Onde: 32 unidades de saúde e 21 farmácias parceiras
Horário: 8h às 17h (nas unidades de saúde) e das 9h às 17h (nas farmácias parceiras)
Endereços: confira no link
Onde: App 156+POA (agendas para as unidades Belém Novo, Diretor Pestana, Nossa Senhora de Belém, Santo Alfredo, São Cristóvão e Vila Jardim)
Horário: 10h às 19h

O quê: segunda dose da Pfizer/BioNTech

Público: exclusivamente para gestantes e puérperas que receberam a primeira dose de AstraZeneca/Oxford há dez semanas ou mais
Onde: 12 unidades de saúde
Horário: 8h às 17h
Endereços: confira no link

O Sul