PGR denuncia Witzel, Pastor Everaldo, ex-Saúde do Rio, mais 10 e cobra R$ 106 milhões

 Governador afastado mantém argumentação de acusações sem provas




A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), o presidente do PSC, Pastor Everaldo, o ex-secretário de saúde do Rio Edmar Santos e outros dez empresários e advogados suspeitos de participação em esquema de propinas na Saúde fluminense. A denúncia foi levada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na esteira da operação Kickback, deflagrada nesta terça-feira.

Segundo a subprocuradora Lindôra Araújo, Witzel pediu e recebeu propinas de R$ 53 milhões em conluio com Edmar Santos e Edson da Silva Torres, apontado como operador financeiro de Pastor Everaldo. Os repasses foram feitos pelo empresário José Mariano Soares de Moraes e visavam garantir o pagamento de restos a pagar da Secretaria de Saúde à organização social Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus.

A propina milionária teria sido ocultada por meio de contratos de advocacia firmados pelo escritório Nogueira & Bragança Advogados Associados, e o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, de José Mariano Soares de Moraes. Ambos foram denunciados, assim como a advogada Juliana Nunes Vieira Leite e o operador Victor Hugo Amaral Barroso.

Lindôra cobra a perda da função pública e o pagamento de indenização de R$ 106,7 milhões por danos morais - valor correspondente ao dobro do que teria sido desviado dos cofres públicos.

A defesa de Witzel afirmou que a denúncia "é mais uma tentativa do MPF de promover o linchamento moral do governador por ser absolutamente sem provas, imputando a Wilson Witzel responsabilidade penal objetiva". "Trata-se de mais uma demonstração de uso político do MPF pela procuradora Lindora Araujo. Os fatos já são de conhecimento do MPF há mais de três meses, desde que Edson Torres confessou seus crimes. Mas, somente agora a denúncia foi apresentada e com risco de os valores supostamente desviados terem sido o ocultados. É um episódio lamentável para a democracia", afirmou a defesa do governador afastado, em nota.

A defesa de Pastor Everaldo afirmou que soube da denúncia pela imprensa e não irá se manifestar neste momento. Esta é a terceira denúncia contra Witzel no escândalo de desvios da Saúde que levaram ao seu afastamento do cargo e ao processo de impeachment. A primeira peça foi apresentada em agosto e mirou R$ 554 mil em propinas que teriam sido lavadas por meio do escritório de advocacia da então primeira-dama Helena Witzel. A segunda denúncia acusa o governador afastado de integrar o núcleo político de organização criminosa.

Desta vez, a PGR aponta que dos R$ 53 milhões, ao menos R$ 22,7 milhões já foram mapeados nas contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas a Victor Hugo Barroso em transferências feitas entre julho do ano passado e março deste ano. Na peça, Lindôra aponta que entre 16 de agosto de 2019 a 21 de outubro do mesmo ano, o advogado Wagner Bragança transferiu R$ 5,7 milhões para as contas da Murano Empreendimentos, ligada a Amaral.

Outros R$ 9 milhões teriam sido ocultados e lavados entre 2 de outubro e 18 de dezembro do ano passado, com transferências da Nogueira e Bragança Advogados Associados para uma holding ligada a Amaral. Entre julho e abril, outros R$ 4,5 milhões foram transferidos do escritório de Bragança para as contas de uma banca cuja sócia é irmã do operador de Everaldo.

"Nota-se que o repasse dos recursos aos demais denunciados ocorria poucos dias após o crédito efetuado pela OS HMTJ na conta do escritório Nogueira, Simão e Bragança Advogados Associados ou até no mesmo dia", destaca um dos trechos da denúncia. Segundo o MPF, o fato de o grupo criminoso ter feito transferências bancárias facilitou as investigações e a coleta das provas.

As propinas teriam abastecido a 'caixinha' instituída no governo, segundo delação premiada Edmar Santos, que se tornou delator. Os repasses eram distribuídos a Witzel (20%), Pastor Everaldo (20%), aos operadores Edson Torres (15%) e Victor Hugo (15%), e ao próprio Edmar Santos (30%).

A Procuradoria afirma que a manutenção da 'caixinha de propinas' por parte das organizações sociais era feita para garantir contratos de gestões hospitalares e de unidades de pronto atendimento ou manter acordos já firmados com o governo. Os valores eram pagos em espécie a Victor Hugo, que ficava responsável pela operacionalização dos repasses aos agentes públicos abastecidos pela caixinha.

Agência Estado e Correio do Povo

Senado rejeita indicado de Bolsonaro para delegação permanente do Brasil na ONU

 Esta é a primeira negativa de um diplomata pelo plenário no atual governo


Em uma derrota para o governo Jair Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo, o Senado rejeitou nesta terça-feira, dia 15, a indicação do embaixador Fabio Mendes Marzano para ocupar a posição de delegado permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Genebra, na Suíça. Esta é a primeira rejeição de um diplomata pelo plenário no atual governo, algo considerado raro.

A reprovação ocorreu por ampla margem, 37 votos contrários a 9 favoráveis, num sinal de fragilidade da base governista na Casa. Marzano havia sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, em parecer do senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL). O placar na comissão foi de 13 a 0, favorável ao embaixador. Porém, o diplomata indispôs-se com a senadora Kátia Abreu (PP-TO) durante a sabatina.

A senadora ruralista quis saber a posição do embaixador sobre entraves ao Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia por causa do desgaste brasileiro frente ao descontrole na preservação ambiental e citou o protecionismo do agronegócio europeu. Ele, porém, recusou-se a comentar, sob o argumento de que o assunto escapava ao foco da delegação em Genebra. Marzano alegou não ter "mandato" para falar, já que o tema não é atribuição de sua atual secretaria. A senadora, então, afirmou que a negativa "envergonhava o Itamaraty, o Senado e o Brasil". Ela disse que o Itamaraty virou uma "casa dos terrores" em que os diplomatas são tolhidos de expressar opiniões. Ela indicou que trabalharia contra Marzano, embora já houvesse, naquele momento, votado a favor dele na comissão, o que não poderia ser desfeito.

Marzano é homem de confiança do chanceler Ernesto Araújo. Atualmente, é secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, respondendo, por exemplo, por assuntos de defesa, Nações Unidas, direitos humanos, assistência consular e pela pauta ambiental, motivo de atritos diplomáticos e geopolíticos do governo. Ele é considerado um diplomata muito religioso, católico, e articulado profissionalmente. Formado no Instituto Militar de Engenharia (IME), é atual vice-presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros. Chefiou a assessoria de Assuntos Internacionais do Supremo Tribunal Federal. Desde 1989 no Ministério das Relações Exteriores, serviu na Espanha, no Peru, na Venezuela e nos Estados Unidos e na Delegação do Brasil junto à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

A pauta da liberdade religiosa é um dos eixos da política externa bolsonarista, e Marzano deveria atuar em campanha contra a "perseguição a cristãos". No ano passado, ele foi enviado para discursar pelo governo em Budapeste, na Hungria, um dos países cujo governo de direita de Viktor Orbán é aliado de Bolsonaro. Na ocasião, defendeu prioridade à pauta religiosa em organismos internacionais.

Marzano era o nome para substituir a embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, que deixará o posto na ONU e teve atuação aprovada pelo governo. Ela é um dos nomes fortes na diplomacia atualmente, casada com o embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio).

A última rejeição a um diplomata ocorreu em 2015, também para um organismo internacional. A então presidente Dilma Rousseff (PT) foi derrotada na indicação de Guilherme Patriota para a representar o País na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. Na ocasião, porém, o placar foi apertado: 37 votos a 36.



Agência Estado e Correio do Povo

Lojistas de Porto Alegre querem ampliar funcionamento até 22h para vendas de Natal

 De acordo com o presidente da CDL-POA, medida encaminhada à Prefeitura seria opcional aos varejistas até 25 de dezembro



Os varejistas de Porto Alegre querem estender o funcionamento das lojas de shopping e do comércio de rua até 22h. A medida seria adotada até o dia 25 de dezembro como forma de aumentar as vendas no comércio. A informação é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL/POA), Irio Piva, ao explicar que a maioria das lojas de rua não tem interesse em trabalhar até 22h, e que neste caso seria opcional.

"Já no caso dos shoppings está ampliação de horário é vital tanto para as lojas quanto para os clientes. Inclusive, com essa iniciativa a ideia é evitar aglomerações. Com mais horários, teremos menos gente ao mesmo tempo dentro das lojas", ressaltou. Segundo Piva, as lojas estão com promoções e queima de estoques sinalizando o momento certo para os consumidores realizarem suas compras. "Promoções não faltam para agradar todos os gostos", destacou.

Conforme Piva, os empresários estão seguindo todas as medidas de proteção determinadas pelas autoridades de saúde. A reivindicação já foi encaminhada a prefeitura e a ideia dos comerciantes é que entre em vigor ainda esta semana.  

Fluxo intenso no Centro da Capital

Na manhã desta terça-feira, o tempo bom com sol, contribuiu para aumentar a circulação de pedestres no Centro de Porto Alegre. Muitas pessoas transitavam pela ruas dos Andradas, Voluntários da Pátria, Doutor Flores e Otávio Rocha conferindo as ofertas e promoções. As chamadas grande redes continuam a ser as preferidas do público como é o caso das lojas Renner, C&A, Colombo, Magazine Luiza e Marisa.

A presença de clientes no comércio do Centro Histórico se intensificou por conta dos decretos municipais que permitiram o acesso dos consumidores aos estabelecimentos desde que obedecidas as regras de segurança. O ponto positivo é que os clientes e os comerciantes têm respeitado as regras de segurança estabelecidas pela prefeitura como o uso de máscara e o distanciamento de um a dois metros colocados nas calçadas das lojas.

O Sindilojas Porto Alegre salienta que segue sendo obrigatório o cumprimento dos protocolos de distanciamento, capacidade máxima e higienização para prevenção contra a Covid-19, como também para evitar que venham a ocorrer novamente medidas de restrição para o comércio da Capital.

 Foto: Alina Souza

Projeção otimista às vendas de Natal

O Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre entrevistou 350 pessoas, amostra representativa dos consumidores da Capital, para entender como está a intenção de compra para o Natal deste ano. O levantamento revelou que a data deverá injetar R$ 368 milhões no comércio, uma queda de R$ 90 milhões quando comparado ao valor calculado no ano passado. A média de presentes comprados por pessoa, no entanto, deverá ser a mesma indicada em 2019, de 4,4 itens. Mas mais da metade dos consumidores, 57%, pretende reduzir o gasto total com as compras, que desta vez terão ticket médio de aproximadamente R$ 133,00 - R$ 31,00 a menos que o gasto por produto estipulado na pesquisa passada.

Apesar da crise causada pela Covid-19 ter prejudicado boa parte dos negócios, 57% dos empresários ainda acreditam que as vendas de Natal e Ano Novo vão se igualar ou superar às do ano passado. É o que constatou a Boa Vista, parceira de negócios da CDL Porto Alegre, em pesquisa feita com cerca de 600 empresas de todo o Brasil. Contudo, segundo o levantamento, houve queda significativa na comparação com o resultado da mesma pesquisa realizada em 2019, quando 82% dos empresários demonstravam o mesmo otimismo.

Na divisão por setores, a Indústria mostra-se a mais otimista, com 75% de seus representantes ouvidos (versus 59% em 2019). O Comércio veio em seguida, com 50% (65% em 2019), e os otimistas do setor de Serviços são 30% (51% em 2019). Quando o assunto é concessão de crédito para as vendas desse fim de ano, 52% das empresas declaram estar aptas para conceder, enquanto 48% ainda necessitam de apoio para a realizar vendas a prazo.

Entre os três setores, também é clara a baixa intenção de novas contratações para essa época de fim de ano. No setor de Serviços, só 18% devem fazer novas contratações (eram 27% em 2019), número que chega a 38% (24% em 2019) na Indústria e 31% (33% em 2019) no Comércio. A pesquisa também constatou que as vendas de Natal e Ano Novo representam, em média, 9,4% do faturamento anual. Um aumento na comparação com 2019, quando os empresários indicaram que essa mesma média era de 7,9%.

Por conta das restrições impostas pela pandemia, o comércio online surge como estratégia adotada pelas empresas para aumentar as vendas. Estimular as compras pelas redes sociais foi a estratégia mais apontada pelos empresários da pesquisa, com 23% das menções. Em seguida, com 18%, criar promoções, e em terceiro lugar, investir em campanhas on-line, com 16%. Em 2019, as principais estratégias utilizadas foram: parcelar o pagamento (54%), conceder descontos (35%) e fazer promoções (11%).

 Foto: Alina Souza


Correio do Povo

A brilhante rádio FM Premium de Porto Alegre, por Lúcio Machado Borges*

 


Eu gostava muito de ouvir a antiga e saudosa Guaíba FM. A Guaíba FM tinha uma programação musical de alta qualidade. A emissora tocava tango, bolero, música clássica, orquestrada, MPB da Velha Guarda, Bossa, Nova, além dos grandes clássicos de Roberto Carlos, dos Beatles música italiana e francesa.

            A rádio Guaíba FM, que pertencia a empresa Jornalística Caldas Junior (EJCJ) e foi adquirida pelo Grupo Record, foi extinta no ano de 2010. Menos mal que após a extinção da rádio Guaíba FM, acabei conhecendo a FM Premium da Rede Pampa, que acabou absorvendo, acabou “incorporando” o estilo da velha rádio Guaíba FM.

            Por isso, eu recomendo para você que gosta de música de qualidade: escute a FM Premium. Acesse o site: http://www.redepampa.com.br/novo/radiosonline/fmpremium.php. Tenho certeza de que você não irá se arrepender

 

*Editor do site RS Notícias


Heleno diz ao STF que relatório a favor de Flávio Bolsonaro é "narrativa fantasiosa"

 Reportagem aponta documentos da Abin com a finalidade "defender FB no caso Alerj"



Em resposta enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, disse que é "narrativa fantasiosa", "sem nenhum lastro de veracidade", as acusações de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou orientações para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

A Abi), por sua vez, disse ao Supremo que não existe "relatório produzido institucionalmente" pela agência a favor de Flávio Bolsonaro e pediu para ter acesso aos documentos mencionados nas reportagens. 'O que existiu, e tanto a nota emitida pelo GSI quanto o tweet do Gen. Heleno confirma, é apenas a realização de uma reunião, marcada para verificar ocorrência de eventual violação de segurança institucional, entre o Gabinete de Segurança Institucional, com participação do Diretor-Geral da Agência Brasileira de Inteligência, com a defesa de um Senador da República e filho do Presidente da República", afirma a Abin.

Reportagem da revista Época e confirmada pelo Estadão aponta que a Abin de Ramagem produziu dois documentos em que detalha o funcionamento de suposta organização criminosa na Receita Federal que, segundo a defesa de Flávio, teria feito uma devassa nos dados fiscais do senador. Em um dos documentos, a finalidade descrita é "Defender FB no caso Alerj".

"As matérias são especulativas, sem nenhum lastro de veracidade e a ação judicial que nela se ampara padece dos mesmos vícios, razão pela qual não tem como prosperar. Utilizam-se ambas, levianamente, de caros instrumentos da democracia: a liberdade de expressão e o livre acesso ao Judiciário, numa nítida tentativa de criar obstáculos à governabilidade e manipular a opinião pública", afirmou Heleno. "Não tenho como me manifestar sobre um documento, cuja existência e teor, desconheço."

Entre as sugestões listadas pela agência estão a demissão de servidores do Fisco e da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão responsável pela fiscalização da administração pública. A Época mostrou nesta segunda que um dos servidores citados foi exonerado 'a pedido' há duas semanas e outras duas sugestões foram seguidas pela defesa: apresentação de um pedido de Lei de Acesso à Informação para colher provas de que o perfil de Flávio foi acessado indevidamente pela Receita e a apresentação de uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República.

Agência Estado e Correio do Povo

Mulher é presa com mais de R$ 350 mil escondido no sutiã, no RS

 Flagrante da Polícia Rodoviária Federal ocorreu na BR 290, em Uruguaiana



Na tarde desta terça-feira, na BR 290, no Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) - a dez quilômetros do centro de Uruguaiana, os agentes apreenderam US$ 70 mil, o que equivalente a R$ 356.734,00, escondidos dentro do sutiã e da calça de uma mulher, de 60 anos, que viajava em um automóvel Classic. Ela estava acompanhada do motorista, de 38 anos, que tinha inha antecedentes policiais por furto, posse de drogas e apropriação indébita. 

Os policiais abordaram o veículo com placas de Uruguaiana e, durante a abordagem, os dois ficaram desproporcionalmente nervosos, o que levou os policiais a uma revista minuciosa. Nada de ilícito foi localizado no carro. 

A mulher não quis falar nada sobre o dinheiro. Já o motorista admitiu que havia sido pago para trazer a quantia do Uruguai e entregá-la em Uruguaiana, mas não conseguiu explicar a procedência nem a licitude dos valores. Os dólares foram apreendidos e a dupla foi conduzida à área judiciária federal por crime financeiro. 


Correio do Povo

Grêmio terá Jean Pyerre titular e Pinares pode ser "surpresa" contra o Santos

 Meia não sentiu dores no treino desta terça, que teve o chileno na vaga de Luiz Fernando



*Com informações do repórter Rafael Pfeiffer

O Grêmio terá um reforço de qualidade para reverter sua situação nas quartas de final da Libertadores. O meia Jean Pyerre não sentiu dores na atividade desta terça-feira e deve começar a partida contra o Santos às 19h15min, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Ao seu lado no meio-campo, o chileno Pinares pode ser a surpresa. Ele treinou entre os titulares na vaga de Luiz Fernando pela ponta-direita. 

Jean Pyerre, que não participou do confronto de ida, está fora do time desde a partida contra o Guaraní do Paraguai, no dia 3 de dezembro, quando saiu ainda no primeiro tempo com dores musculares. Desde então, seus exames não apontaram lesão, mas ele foi preservado das partidas do Brasileirão e também da Libertadores.

Se Jean volta, o volante Maicon nem viajou com a delegação que chegou no começo desta noite em Santos. O atleta sentiu um desconforto e ficou em Porto Alegre tratando a lesão. Com isso, o provável Grêmio do técnico Renato Portaluppi deve ter: Vanderlei; Victor Ferraz, Kannemann, Geromel e Diogo Barbosa; Darlan, Matheus Henrique e Jean Pyerre; Pepê, Luiz Fernando (Pinares) e Diego Souza.

Jogando a "vida" na Libertadores, às 19h15min, na Vila Belmiro, o Tricolor se classifica em caso de qualquer vitória simples e por empates com mais de um gol, como 2 a 2 ou 3 a 3. Se o 1 a 1 se repetir, a decisão vai para as penalidades.

Correio do Povo

Maneco Hassen e a Coronavac, por Lúcio Machado Borges*

 


No último dia 10/12, saiu uma notícia que o atual presidente da FAMURS, o prefeito petista de Taquari, Maneco Hassen, quer comprar a vacina Coronavac.

            Assim como o governador de São Paulo João Doria (PSDB) e o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), que querem a mesma vacina.

            Acredito que Maneco Hassen deveria vir à público e explicar melhor, pois esta vacina ainda não foi aprovada pela Anvisa e ela custa três vezes mais que as demais.

            O laboratório que produz a Coronavac foi banido da China por diversas irregularidades e por subornar agentes públicos para aprovar as suas vacinas. A própria China não vai usar esta vacina.

            Acredito que Maneco Hassen deveria vir à público e explicar essa situação.

 

*Editor do site RS Notícias


STF reafirma "monogamia" e decide que amante não tem direito à pensão por morte

 O caso concreto em exame envolve uma disputa pelo reconhecimento de duas uniões estáveis



Em um julgamento apertado, encerrado nesta segunda-feira, com o placar de seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que amantes não têm direito à pensão por morte.

A votação foi feita no plenário virtual, ferramenta que permite aos ministros analisarem os processos sem necessidade de reunião física ou por videoconferência. Na pauta, um recurso especial, com origem em uma ação ajuizada em Sergipe, que teve repercussão geral reconhecida - isto é, o entendimento fixado vale agora como jurisprudência para novos casos.

O caso concreto em exame, que está sob segredo de Justiça na Corte desde 2009, envolve uma disputa pelo reconhecimento de duas uniões estáveis. Após a morte de um homem, tanto a mulher quanto o outro homem com quem ele manteve relações por mais de uma década entraram na Justiça exigindo a pensão por morte.

No julgamento, os ministros referendaram a decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe, que concedeu o benefício previdenciário apenas a mulher e à filha do casal, e reafirmaram que o País é monogâmico e que não há margem no ordenamento jurídico para o reconhecimento de duas uniões estáveis em simultâneo.

"Não houve qualquer discriminação em relação ao reconhecimento da existência de relacionamento homoafetivo, que, porém, não pode ser definido como união estável, em virtude da preexistência de outra união estável", escreveu o relator Alexandre de Moraes. "Apesar da longevidade dos relacionamentos extramatrimoniais, a Corte considerou que o ordenamento brasileiro veda o reconhecimento estatal de uma união estável concorrentemente com um casamento", completou o ministro.

O voto foi acompanhado pelos colegas Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux.

O ministro Edson Fachin, que abriu a divergência, foi seguido por Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Marco Aurélio. Em seu voto, Fachin defendeu o reconhecimento de uniões estáveis e concomitantes para o recebimento das pensões por morte desde que seja verificado o princípio da 'boa-fé objetiva', ou seja, que as partes não tivessem conhecimento do outro relacionamento.

"Desse modo, uma vez não comprovado que ambos os companheiros concomitantes do segurado instituidor, na hipótese dos autos, estavam de má-fé, ou seja, ignoravam a concomitância das relações de união estável por ele travadas, deve ser reconhecida a proteção jurídica para os efeitos previdenciários decorrentes", escreveu o ministro.

Após o julgamento, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, publicou um vídeo nas redes sociais para elogiar a decisão. "As viúvas ganharam por 6 a 5, quero cumprimentar o STF", disse na gravação.


Agência Estado e Correio do Povo

STF prorroga por 90 dias ação sobre interferência de Bolsonaro na PF

 Investigação que apura as acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro sobre "interferências políticas" do presidente na corporação



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias a investigação que apura as acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro sobrea suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF).

"Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, a partir do encerramento do julgamento do agravo regimental iniciado pelo Plenário em 08/10/2020, bem como a proximidade do recesso, nos termos previstos no art. 10 do Código de Processo Penal, prorrogo por mais 90 (noventa) dias, contados a partir do encerramento do prazo final anterior (27 de janeiro), o presente inquérito", escreveu Moraes.

No final de novembro, Moraes já havia determinado a prorrogação por mais 60 dias do inquérito ao pedir que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestasse sobre a desistência de Bolsonaro em prestar depoimento no caso. Na ocasião, o ministro afirmou que o investigado não pode deixar de se submeter a interrogatório policial, ainda que compareça à oitiva apenas para ficar em silêncio. Ele também recomendou que o julgamento sobre o tema seja feito pelo plenário do Supremo.

As investigações já haviam sido prorrogadas outras vezes pelo ministro Celso de Mello, que se aposentou e transferiu a relatoria do inquérito para as mãos de Moraes. 

A investigação contra Bolsonaro foi aberta em abril a partir de acusações feitas por Moro de que o presidente tentava substituir nomeados em cargos estratégicos da PF para blindar familiares e aliados. O depoimento de Bolsonaro é a última etapa pendente para a conclusão dos investigadores. Assim que a oitiva for finalizada, o relatório conclusivo da PF será enviado para a Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe decidir se há provas suficientes para a apresentação de uma denúncia contra o presidente.


R7 e Correio do Povo