quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Lojistas de Porto Alegre querem ampliar funcionamento até 22h para vendas de Natal

 De acordo com o presidente da CDL-POA, medida encaminhada à Prefeitura seria opcional aos varejistas até 25 de dezembro



Os varejistas de Porto Alegre querem estender o funcionamento das lojas de shopping e do comércio de rua até 22h. A medida seria adotada até o dia 25 de dezembro como forma de aumentar as vendas no comércio. A informação é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL/POA), Irio Piva, ao explicar que a maioria das lojas de rua não tem interesse em trabalhar até 22h, e que neste caso seria opcional.

"Já no caso dos shoppings está ampliação de horário é vital tanto para as lojas quanto para os clientes. Inclusive, com essa iniciativa a ideia é evitar aglomerações. Com mais horários, teremos menos gente ao mesmo tempo dentro das lojas", ressaltou. Segundo Piva, as lojas estão com promoções e queima de estoques sinalizando o momento certo para os consumidores realizarem suas compras. "Promoções não faltam para agradar todos os gostos", destacou.

Conforme Piva, os empresários estão seguindo todas as medidas de proteção determinadas pelas autoridades de saúde. A reivindicação já foi encaminhada a prefeitura e a ideia dos comerciantes é que entre em vigor ainda esta semana.  

Fluxo intenso no Centro da Capital

Na manhã desta terça-feira, o tempo bom com sol, contribuiu para aumentar a circulação de pedestres no Centro de Porto Alegre. Muitas pessoas transitavam pela ruas dos Andradas, Voluntários da Pátria, Doutor Flores e Otávio Rocha conferindo as ofertas e promoções. As chamadas grande redes continuam a ser as preferidas do público como é o caso das lojas Renner, C&A, Colombo, Magazine Luiza e Marisa.

A presença de clientes no comércio do Centro Histórico se intensificou por conta dos decretos municipais que permitiram o acesso dos consumidores aos estabelecimentos desde que obedecidas as regras de segurança. O ponto positivo é que os clientes e os comerciantes têm respeitado as regras de segurança estabelecidas pela prefeitura como o uso de máscara e o distanciamento de um a dois metros colocados nas calçadas das lojas.

O Sindilojas Porto Alegre salienta que segue sendo obrigatório o cumprimento dos protocolos de distanciamento, capacidade máxima e higienização para prevenção contra a Covid-19, como também para evitar que venham a ocorrer novamente medidas de restrição para o comércio da Capital.

 Foto: Alina Souza

Projeção otimista às vendas de Natal

O Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre entrevistou 350 pessoas, amostra representativa dos consumidores da Capital, para entender como está a intenção de compra para o Natal deste ano. O levantamento revelou que a data deverá injetar R$ 368 milhões no comércio, uma queda de R$ 90 milhões quando comparado ao valor calculado no ano passado. A média de presentes comprados por pessoa, no entanto, deverá ser a mesma indicada em 2019, de 4,4 itens. Mas mais da metade dos consumidores, 57%, pretende reduzir o gasto total com as compras, que desta vez terão ticket médio de aproximadamente R$ 133,00 - R$ 31,00 a menos que o gasto por produto estipulado na pesquisa passada.

Apesar da crise causada pela Covid-19 ter prejudicado boa parte dos negócios, 57% dos empresários ainda acreditam que as vendas de Natal e Ano Novo vão se igualar ou superar às do ano passado. É o que constatou a Boa Vista, parceira de negócios da CDL Porto Alegre, em pesquisa feita com cerca de 600 empresas de todo o Brasil. Contudo, segundo o levantamento, houve queda significativa na comparação com o resultado da mesma pesquisa realizada em 2019, quando 82% dos empresários demonstravam o mesmo otimismo.

Na divisão por setores, a Indústria mostra-se a mais otimista, com 75% de seus representantes ouvidos (versus 59% em 2019). O Comércio veio em seguida, com 50% (65% em 2019), e os otimistas do setor de Serviços são 30% (51% em 2019). Quando o assunto é concessão de crédito para as vendas desse fim de ano, 52% das empresas declaram estar aptas para conceder, enquanto 48% ainda necessitam de apoio para a realizar vendas a prazo.

Entre os três setores, também é clara a baixa intenção de novas contratações para essa época de fim de ano. No setor de Serviços, só 18% devem fazer novas contratações (eram 27% em 2019), número que chega a 38% (24% em 2019) na Indústria e 31% (33% em 2019) no Comércio. A pesquisa também constatou que as vendas de Natal e Ano Novo representam, em média, 9,4% do faturamento anual. Um aumento na comparação com 2019, quando os empresários indicaram que essa mesma média era de 7,9%.

Por conta das restrições impostas pela pandemia, o comércio online surge como estratégia adotada pelas empresas para aumentar as vendas. Estimular as compras pelas redes sociais foi a estratégia mais apontada pelos empresários da pesquisa, com 23% das menções. Em seguida, com 18%, criar promoções, e em terceiro lugar, investir em campanhas on-line, com 16%. Em 2019, as principais estratégias utilizadas foram: parcelar o pagamento (54%), conceder descontos (35%) e fazer promoções (11%).

 Foto: Alina Souza


Correio do Povo

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