Miss Líbano passa por cirurgia de 6 horas após se ferir em explosão

Nadine Nassib Njeim teve o apartamento destruído em Beirute

Nadine Nassib Njeim teve apartamento destruído por explosão

A Miss Líbano 2004, Nadine Nassib Njeim passou por uma cirurgia de seis horas após ter se ferido na explosão que atingiu Beirute, no Líbano, na terça-feira, dia 4. 
A irmã da atriz e modelo, Rima Njeim, deu detalhes sobre o estado de saúde dela na manhã desta quarta-feira. 
"A todos que me perguntam sobre Nadine, ela foi ferida pela explosão, passou por uma longa cirurgia que durou seis horas, mas está melhor", contou nas redes sociais.
Horas depois da explosão, a própria Miss Líbano mostrou imagens do apartamento onde ela mora completamente destruído, além de sangue espalhado por toda parte.
Nadine ainda agradeceu por ter sobrevivido: "Agradeço a Deus por me dar uma segunda chance".

R7 e Correio do Povo

Senado aprova uso do salário-educação para pagar professores durante a pandemia

Agora texto será encaminhado à Câmara dos Deputados

O projeto foi relatado pelo senador Veneziano Vital do Rego (PSB-PB)

O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira o PL (Projeto de Lei) 2.906/2020, que permite, em caráter excepcional, o uso dos recursos do salário-educação para o pagamento de professores durante a pandemia da Covid-19. O texto será encaminhado à Câmara dos Deputados.
A Lei 9.766, de 1998, atualmente proíbe pagar funcionários com os recursos vindos do salário-educação. O PL 2.906/2020 modifica o artigo 7º da norma para excluir essa proibição enquanto estiver valendo o Decreto Legislativo 6, de 2020 (decretação do estado de calamidade pública em razão da Covid-19) ou até o fim de 2020, o que for mais longínquo, isto é, a autorização valerá até a data que ocorrer mais tarde.
O salário-educação é uma contribuição social destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica pública. Os recursos são repartidos em cotas, sendo os destinatários a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.
O projeto foi relatado pelo senador Veneziano Vital do Rego (PSB-PB), que acatou três emendas de igual teor apresentadas em Plenário pelos senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e  Paulo Paim (PT-RS) e pela senadora Zenaide Maia (Pros-RN).
As emendas condicionam o uso do salário educação para a remuneração dos professores à preservação dos programas suplementares da educação básica referidos no inciso VII do artigo 208 da Constituição (material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde).
Veneziano Vital do Rego rejeitou as emendas das senadoras Kátia Abreu (PP-TO) e Rose de Freitas (Podemos-ES), que permitiam o uso dos recursos em ações de acesso remoto às aulas e em iniciativas de caráter preventivo para viabilizar o retorno às escolas. O relator afirmou que não existe impedimento à utilização dos recursos para essas iniciativas.

Perda de receita

O autor do projeto, senador Dário Berger (MDB-SC), lembra que a educação pública perderá financiamento com a queda na arrecadação de impostos. Ele apresentou dados da Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação) segundo os quais a receita líquida de impostos, no cenário mais otimista, encolherá 7% (R$ 63,2 bilhões a menos). No pior cenário, essa queda poderá ser da ordem de 21% (R$ 189,6 bilhões de perda).
Segundo esses cálculos, a educação básica pública perderia, assim, R$ 17,2 bilhões no melhor cenário e R$ 52,4 bilhões no pior. Entre os entes federados, a queda nas receitas para a educação poderá variar de 4% a 27%, em função das características da arrecadação e do cenário de retração econômica.
“Tal medida dará certo fôlego aos entes federados, que têm na folha de pagamento um dos seus mais pesados compromissos financeiros, e contribuirá também para que os sistemas de ensino lidem com o desafio das demandas extras que podem surgir”, afirma Dário Berger.
Como demandas extras, Dário Berger enumera o aumento de matrículas na rede pública (em decorrência da crise econômica), a provisão de recursos tecnológicos para a educação a distância e o atendimento a exigências sanitárias para as aulas presenciais.



R7 e Correio do Povo

Lacombe: ‘Moro sabia que Adélio Bispo não agiu sozinho’


TERCALIVRE.COM.BR
O jornalista Luís Ernesto Lacombe disse que recebeu informações de que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sabia que Adélio Bispo não agiu sozinho quando tentou matar o então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, em 2018. De acordo com Lacombe, a informação ser...

MPF prorroga inquérito sobre vazamento da Furna da Onça para Flávio Bolsonaro

Investigação faz parte do procedimento aberto para apurar declarações feitas pelo por Paulo Marinho de que o filho mais velho do presidente foi previamente avisado da operação

Flávio foi ouvido, no final do mês passado, pelo procurador responsável pela investigação

O Ministério Público Federal prorrogou por mais 90 dias a investigação que apura se houve vazamento da Polícia Federal sobre a Operação Furna da Onça para o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos).
A investigação faz parte do procedimento aberto para apurar declarações feitas pelo ex-aliado do governo, o empresário e pré-candidato à prefeitura do Rio, Paulo Marinho (PSDB), de que o filho mais velho do presidente foi previamente avisado da operação que trouxe à tona as movimentações atípicas nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O então funcionário de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio foi citado em um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), o que arrastou o então deputado para o centro de uma investigação criminal sobre suposto esquema de desvio de salários em seu gabinete, a chamada "rachadinha".
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Marinho afirmou que, segundo relato do próprio Flávio, um delegado da Polícia Federal avisou das investigações pouco após o primeiro turno das eleições de 2018 e informou que membros da Superintendência da PF no Rio adiariam a operação para não prejudicar a disputa de Jair Bolsonaro (sem partido) no segundo turno.
Além do empresário, Flávio foi ouvido, no final do mês passado, pelo procurador Eduardo Santos de Oliveira Benones, responsável pela investigação. No depoimento, prestado em seu gabinete em Brasília, negou ter recebido informações privilegiadas. O senador tem dito que Marinho, que é suplente da chapa, está interessado em ocupar sua cadeira.
No final de junho, Fabrício Queiroz também foi interrogado de dentro do presídio de Bangu 8, onde ficou preso antes de receber autorização para detenção domiciliar, e, assim como o ex-chefe, negou o vazamento.
A Procuradoria mira agora delegados da Polícia Federal do Rio de Janeiro e policiais que participaram das diligências e tiveram acesso aos autos da operação. A informação foi adiantada por Benones após o depoimento de Flávio.

Agência Estado e Correio do Povo

Vacina da Moderna custará R$ 180 em média por dose

Empresa iniciou última fase de testes em 27 de julho nos EUA em 30 mil pessoas

A terceira e última fase de testes da vacina foi em 27 de julho

A farmacêutica Moderna informou nesta quarta-feira (5) que acordos de menor volume para sua candidata à vacina experimental contra o coronavírus foram precificados em entre US$ 32 (R$ 168) e US$ 37 (R$ 195) por dose. "Seremos responsáveis com um preço bem abaixo do valor durante a pandemia", disse o presidente-executivo da empresa, Stéphane Bancel, em uma teleconferência, acrescentando que acordos de maior volume sob discussão terão um preço mais baixo.
A empresa foi oficialmente a primeira a realizar testes de uma vacina contra Covid-19 em humanos e iniciou a terceira e última fase em 27 de julho nos Estados Unidos em 30 mil pessoas. Esta vacina não está sendo testada no Brasil. Usa o mesmo princípio da vacina da Pfizer, de RNA mensageiro, uma tecnologia também nunca utilizada em vacinas.
Trata-se de uma molécula que entra na célula fornecendo a ela informações necessárias para que produza uma das proteínas que compõem o novo coronavírus. Essa proteína será reconhecida como um corpo estranho pelo corpo e assim estimulará a resposta imunológica.
O governo norte-americano, que apoia a pesquisa da farmacêutica com quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões), deve comprar 300 milhões de vacina em janeiro de 2021.
R7 e Correio do Povo

Copom reduz Selic de 2,25% para 2% ao ano, no menor patamar da história

Este é o nono corte consecutivo da taxa no atual ciclo

A redução era esperada pela maioria dos economistas do mercado financeiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira por unanimidade reduzir a Selic, a taxa básica juros, em 0,25 ponto porcentual, de 2,25% para 2% ao ano. Este é o nono corte consecutivo da taxa no atual ciclo. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.
A redução era esperada pela maioria dos economistas do mercado financeiro. Isso porque, com a pandemia do coronavírus, a atividade econômica despencou no Brasil, assim como a inflação. A avaliação majoritária era de que o BC seria levado a reduzir novamente a Selic para estimular a economia.
De um total de 50 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 43 esperavam por um corte de 0,25 ponto, para 2,00% ao ano. Sete casas aguardavam pela manutenção da taxa básica em 2,25% ao ano.
O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a Selic, buscando o cumprimento da meta de inflação. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado pelo Banco Central e Ministério da Economia.
O centro da meta de inflação perseguida pelo BC em 2020 é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2,00 a 5,00%).
Quando a inflação está alta ou indica que ficará acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito e freando o consumo, assim, reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação tende a cair.
A redução da Selic também afeta aplicações financeiras como a caderneta de poupança e os investimentos em renda fixa. No caso da poupança, a regra atual de remuneração prevê que os rendimentos estão atrelados aos juros básicos sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano.
Nesse cenário, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo Banco Central. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.
Com o juro da economia em 2% ao ano, a correção da poupança será de 70% desse valor - o equivalente a 1,4% ao ano, mais a Taxa Referencial.
Em função do corte da Selic de hoje, o Brasil também segue com juro real (descontada a inflação) negativo. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que, com a Selic a 2,00%, o juro real brasileiro passou a ser de -0,71% ao ano. O País possui agora o 15º juro real mais baixo do mundo, considerando as 40 economias mais relevantes.

Agência Estado e Correio do Povo

PDT não conseguiu no Supremo evitar água tratada e esgoto para quem não tem











O que se sabe sobre as explosões em Beirute

Destruição, milhares de feridos, e mais de 100 mortes: lideranças mundiais comentam o desastre que ocorreu no Líbano

O Conselho de Defesa Nacional do Líbano declarou Beirute como uma zona de

Mais de 100 mortos, milhares de feridos, destruição e incontáveis danos materiais: isso é o que sabe das explosões que devastaram muitos bairros da capital libanesa na terça-feira (4) após a explosão de toneladas de nitrato de amônio, segundo o governo.
O que aconteceu?
Uma primeira forte explosão na região portuária de Beirute ocorreu por volta das 18h00 (12h00 de Brasília) de terça-feira, seguida por um incêndio e algumas detonações antes de uma segunda explosão, ainda mais poderosa, que causou uma enorme nuvem de fumaça em forma de cogumelo e que arrasou o porto e os edifícios vizinhos.
As explosões, sentidas até no Chipre, a mais de 200 quilômetros de distância, foram captadas por sensores do Instituto Americano de Geofísica (USGS) como um terremoto de magnitude 3,3.
Por que essa explosão?
Quase 2.750 toneladas de nitrato de amônio estavam armazenadas no porto de Beirute, explicou o primeiro-ministro libanês Hassan Diab, referindo-se a "um desastre em todos os sentidos do termo".
Segundo o diretor de Segurança Geral, Abbas Ibrahim, o nitrato de amônio, fertilizante químico e também componente de explosivos, era guardado há anos no depósito, localizado muito próximo de bairros residenciais.
O nitrato de amônio é um sal branco, inodoro, usado como base para inúmeros fertilizantes nitrogenados granulares e já causou inúmeros acidentes industriais, incluindo a explosão em 2001 da fábrica AZF em Toulouse (sudoeste da França), onde cerca de 300 toneladas desse produto químico explodiram subitamente, causando 31 mortes.
Muitos países europeus pedem a adição de carbonato de cálcio ao nitrato de amônio para criar um nitrato de cálcio e amônio mais seguro.
Nos Estados Unidos, o regulamento sobre nitrato de amônio foi reforçado após o ataque à cidade de Oklahoma em 1995, onde foram usadas duas toneladas desse produto químico, deixando 168 mortos.
Ato voluntário?
Não há indícios de que as explosões tenham sido deliberadamente desencadeadas, de acordo com as autoridades libanesas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que generais americanos disseram a ele que as explosões pareciam ter sido causadas por "algum tipo de bomba". "Parecem um terrível atentado", acrescentou.
Já o Pentágono declarou à AFP "não ter nada" a acrescentar, recomendando "entrar em contato com a Casa Branca para maiores esclarecimentos".
Por sua parte, Hassan Diab declarou que "era inadmissível que um carregamento de nitrato de amônio, estimado em 2.750 toneladas, estivesse em um armazém por seis anos, sem medidas preventivas".
"Isso é inaceitável e não podemos permanecer calados sobre esse assunto", acrescentou, de acordo com comentários relatados por um porta-voz em uma entrevista coletiva.
Quantas vítimas?
As explosões mataram mais de 100 pessoas e feriram outras 4.000, segundo dados divulgados pela Cruz Vermelha Libanesa nesta quarta-feira.
As buscas ainda estão em andamento nos bairros ao redor do porto, onde as ruas estão cheias de escombros de prédios desabados.
Segundo o governador de Beirute, Marwan Aboud, até 300.000 pessoas estão desabrigadas devido aos danos causados, que se estendem a quase metade da cidade e estima-se em mais de 3 bilhões de dólares.
E agora?
O Conselho de Defesa Nacional do Líbano declarou Beirute como uma zona de "desastre", e Diab pediu aos aliados do Líbano que "apoiassem" o país.
O presidente libanês Michel Aoun anunciou um desembolso de 100 bilhões de libras libanesas (cerca de US$ 65 milhões) em fundos de emergência, pois o país está em meio a uma crise econômica sem precedentes e os hospitais já entraram em colapso devido à pandemia de Covid-19. Estados Unidos, França, Catar, Irã e até seu inimigo declarado Israel ofereceram ajuda.

AFP e Correio do Povo

Explosão destruiu quase metade de Beirute e deixou 300 mil desabrigados

Oficialmente, detonações deixaram 135 mortos e 5 mil pessoas ficaram feridas, mas ainda há dezenas de desaparecidos

Socorristas da Cruz Vermelha e bombeiros passaram a noite em busca de sobreviventes e cadáveres

Nesta terça-feira, a capital do Líbano acordou em estado de choque, um dia após a explosão que devastou a cidade. "Quase metade de Beirute está destruída ou danificada", disse o governador, Marwan Abbud. Enquanto equipes de resgate reviravam escombros a procura de corpos, os números da tragédia cresciam. Oficialmente, foram 135 mortos, mas ainda há dezenas de desaparecidos. Autoridades disseram que 5 mil pessoas ficaram feridas e 300 mil, desabrigadas.
"Dei uma volta por Beirute. Os prejuízos podem chegar a US$ 5 bilhões", disse Abbud. Na região portuária, epicentro da tragédia, o panorama é apocalíptico: lixeiras retorcidas e carros incinerados. Com a ajuda de policiais, socorristas da Cruz Vermelha e bombeiros passaram a noite em busca de sobreviventes e cadáveres.
Ontem, as forças de segurança isolaram a região portuária. O acesso foi autorizado apenas para a Defesa Civil, ambulâncias e bombeiros. Várias horas após a explosão, helicópteros ainda seguiam despejando água para tentar conter as chamas. "É uma catástrofe. Há corpos espalhados pelo chão", disse um soldado perto do porto. "Foi como uma bomba atômica", contou Makruhie Yerganian, professor aposentado que vive há mais de 60 anos na região portuária.
O governo do Líbano decretou estado de emergência de duas semanas e abriu uma investigação para apontar os responsáveis. "Não há palavras para descrever a catástrofe de ontem (terça-feira)", disse o presidente libanês, Michel Aoun.
Autoridades colocaram todos os funcionários do porto de Beirute responsáveis pelo armazenamento e pela segurança em prisão domiciliar. A principal hipótese para a explosão é a negligência. Autoridades sabiam há muito tempo dos riscos de estocar 2,7 mil toneladas de nitrato de amônio, material usado em bombas e fertilizantes, de maneira improvisada em um hangar no porto.
"É inadmissível que um carregamento de nitrato de amônio de 2,7 mil toneladas esteja há seis anos em um armazém, sem medidas preventivas. Isso é inaceitável e não podemos permanecer em silêncio sobre o tema", declarou o primeiro-ministro, Hassan Diab.
A explosão de terça-feira foi tão poderosa que foi sentida no Chipre, a 240 quilômetros de distância. Os sensores do Instituto Geológico dos EUA (USGS) registraram o abalo como um terremoto de magnitude 3,3. Em alguns edifícios próximos à região portuária de Beirute, todas as janelas foram estilhaçadas. Bares, boates e restaurantes da orla ficaram arrasados.
Com a falta de eletricidade na maior parte da cidade, o trabalho de resgate do bombeiros ficou limitado ao que podiam fazer durante o dia. Ontem, começaram a chegar as primeiras equipes de especialistas franceses, checos, russos e alemães para ajudar nas buscas. O Irã também enviou toneladas de ajuda humanitária.
Antes mesmo da tragédia, o Líbano era um país em convulsão social. Lutando contra o colapso econômico, a crise política e a pandemia de coronavírus, a raiva nas ruas apenas aumentou de intensidade. A população agora exige respostas e culpados. Para analistas, a explosão coloca ainda mais pressão sobre o governo e pode agravar um quadro de fome.
"É o cenário de um país que vem se esfacelando, perdendo seus alicerces básicos", afirma Arlene Clemesha, professora de história árabe da Universidade de São Paulo (USP). "Na última década, o Líbano chegou ao ponto de não produzir nem conseguir fazer circular os bens necessários para a alimentação de sua população. Cerca de 80% dos insumos são importados. A explosão atinge o principal meio de entrada de suprimentos e agrava a instabilidade alimentar."
Agência Estado e Correio do Povo

Coudet admite desagrado com atuação do Inter: "Pode ganhar ou perder, mas a forma é importante"

Técnico respondeu provocação de gremistas: "Quando perder, eles terão que aguentar"

Técnico colorado pregou time mais competitivo

A segunda derrota seguida em Gre-Nal frustrou o técnico do Inter, Eduardo Coudet, nesta quarta-feira. "No futebol, pode ganhar ou perder, mas a forma, a organização são importantes" ponderou.
"A verdade é que não me agradou, creio que só podemos pedir desculpas aos torcedores por essa imagem que, pessoalmente, não serviu para nada", acrescentou o treinador. "Não atuamos da forma que tínhamos preparado e que acreditávamos que poderia incomodar o time deles" analisou o comandante colorado.
Coudet salientou que o Inter terá de ter uma postura diferente para buscar alguma conquista no Brasileirão. "Eu acredito que temos que ser conscientes de nossas limitações como grupo e equipe. Saber que precisamos dar 100% em cada jogo, sermos competitivos" frisou. "O clube é organizado, quer fazer as coisas bem e seguir uma forma correta para evoluir."
O técnico do Inter também respondeu à provocação do capitão gremista, Maicon, após a partida. Questionado sobre a afirmação do volante, que ironizou a posse de bola colorada, Coudet alertou que a situação pode se inverter no futuro. "No futebol precisa estar preparado para ganhar, mas quando perder, eles terão que aguentar. Cada um será responsável pelo que disse."

Correio do Povo