Maia quer aprovar urgência do pacote anticrime na próxima semana

Rodrigo Maia prometeu hoje ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, pautar na próxima semana um requerimento para a tramitação em regime de urgência do pacote anticrime, informa a Crusoé.

Com isso, a proposta passaria a ter prioridade no plenário da Câmara.

Ontem, a O Antagonista, Maia disse que quer votar o pacote anticrime na Casa em até duas semanas.

Leia mais na Crusoé:

Maia quer aprovar urgência do pacote anticrime na próxima semana

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (foto), prometeu nesta terça-feira, 19, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pautar na próxima semana um requerimento para tramitação em regime de urgência do pacote anticrime. Com isso, a proposta passará a ter prioridade no plenário da casa. A promessa foi feita durante reunião de Maia … Continue lendoMaia quer aprovar urgência do pacote anticrime na próxima semana

Crusoé


O Antagonista

Lula: Retrato do pseudo-ídolo (4)

Depois de várias análises que fiz em artigos anteriores, sobre a personalidade do ex-presidente Lula, com seus graves defeitos e imperfeições, ressalto entre eles a arrogância que impulsionou e marcou toda sua trajetória política.
Percebi nele, além da arrogância, o orgulho estremado, que lhe induziu a um estado de consciência em que a insensibilidade predomina, levando-o a agir unicamente como supunha ou imaginava ser, não o que a razão ou bom senso lhe indicava. Sua percepção foi sempre distorcida, pois apenas dava importância ao que seus acólitos, bajuladores e apaniguados pensavam ou achavam dele, mas nunca foi capaz de fazer uma introspecção, vivendo apenas do imaginário de suas experiências teatralizadas, em que sempre figurava com personagem central!
Todas as suas atividades políticas e pessoais sempre convergiram para a exaltação desmesurada de si mesmo, incapaz de distinguir entre a realidade e o seu ego inflado que fantasiou ser. Atribuindo a si próprio, de forma orgulhosa a primazia em pretensas ações de alto impacto social ou econômico, enunciadas como: “nunca antes nesse pais”...
Assim com seu ego altamente inflado pela vaidade, tentou se identificar ou até superar figuras carismáticas da História tais como Nelson Mandela, Getúlio Vargas e tantos outros. Profano e sacrílego afirmava que só Jesus era mais conhecido do que ele, e voltaria ao poder independente d’Ele, pois se considerava inatingível aos desígnios “Celestes”.
Transitou nas altas esferas do poder, não muito raro num estado mental etílico que inebriava seu ego com as sensações e ilusões de sua mente desfigurada, e não com a realidade indicada e sentida pela maioria das pessoas conscientes da sociedade, que muitas vezes contestavam suas ações e o contrariavam. Assim sendo, as reprimia apresentando-se como sempre empenhado em ajudar os pobres e se auto-proclamava como salvador da Pátria, endeusando sua própria imagem.


Plínio Pereira Carvalho


Fonte: https://www.facebook.com/pliniopereiracarvalho/posts/10213487863465787

ÍNTEGRA DO DISCURSO DO PRESIDENTE DA CÂMARA DE DEPUTADOS NO WOODROW WILSON INSTITUTE, EM NEW YORK, DIA 15/11/2019!

Primeiramente, agradecer e reforçar a relevância do Brazil Institute. Em tempos tão sombrios, de tantos ruídos e distensões, ver uma organização promover o diálogo e construir pontes é uma alegria. O trabalho do Paulo Sotero à frente do Brazil Institute deve servir de modelo para todos nós. O trabalho do instituto de promover o diálogo e a troca de experiências sobre o Brasil aqui nos Estados Unidos é fundamental para todos nós. Parabéns ao Brazil Institute e ao seu diretor!
Muito boa a noite a todos,
Certamente para mim não é uma noite qualquer; também não é uma noite qualquer para os brasileiros que estão aqui. Hoje, 15 de novembro, é a data que nós comemorarmos o nascimento da República. Não sei se este evento e a data foram atos pensados pelo Wilson Center; o que me importa é tentar entender os sinais que surgem ao longo da nossa trajetória. Receber este prêmio no dia da proclamação da República é um grande sinal. Creio que nada na vida é por acaso; o destino, apesar de incerto, é o resultado dos nossos erros e tentativas, do nosso esforço e das nossas escolhas. Os sinais aparecem a todo tempo e eu sempre busco interpretá-los.
No dia em que comemorarmos o nascimento da nossa República, eu recebo esta homenagem em nome de todos os Parlamentares brasileiros. Sim, de TODOS! Dos que pensam como eu, mas também dos que pensam diferente de mim; dos que votaram em mim para presidente da Câmara, mas também para os que votaram em outros candidatos; para os que me elogiam, mas também para os que me criticam. Aceito e dependo do contraditório!
O homem público tem a obrigação de aceitar outros pontos de vista, de acolher as diferenças. Portanto, meu muito obrigado a todos que pensam diferente de mim, que me criticam e que me mostram diferentes caminhos e soluções. Vocês, certamente, são uma grande influência na minha vida.
Aceitar o diferente é um ato de responsabilidade. Eu acredito que a política é a arte de construir consensos, encontrar saídas, enxergar o fiapo de luz na escuridão, oferecer soluções em meio aos conflitos. A política é uma arte, e aqueles que tentam criminaliza-la não se dão conta que a política tá no cotidiano de todos nós. O exercício de convencer um amigo pelas palavras é política; persuadir e lutar por uma ideia dentro de qualquer instituição é fazer política. Quando convencemos pelas palavras temos a capacidade de criar empatia, e quando criamos empatia estabelecemos laços de confiança.
Empatia e confiança: talvez não existam atributos melhores do que esses para definir o presidente Woodrow Wilson. Eu gosto de ver os sinais que a vida nos manda. 2019 é o ano do centenário do prêmio Nobel da paz que o presidente Woodrow Wilson ganhou. Vejam só como a história muitas vezes teima em se repetir. Wilson lutou contra a praga do nacionalismo que foi a centelha para eclosão da 1 grande guerra e apostou todas as fichas na construção de um mundo multilateral. Wilson ganhou o Nobel por apostar e trabalhar por um mundo onde as divergências se solucionam no diálogo. A semente do que hoje é a ONU nasceu com ele na antiga Liga das Nações; isso sem contar o papel fundamental que ele teve na valorização das mulheres ao lutar pelo voto direito ao voto. 
A “paz sem vencedores” de Wilson é uma lição para todos que acreditam nos valores democráticos e universais. Nada mais atual e urgente do que lutarmos por uma “paz sem vencedores” nos dias de hoje.
Estamos testemunhando de novo uma onda nacionalista que faz renascer aquelas fagulhas que sempre nos levaram ao caos. Vemos fronteiras sendo fechadas e famílias sendo separadas por uma disputa de espaço imaginária; vemos a cor da pele, a opção religiosa ou sexual sendo usadas como réguas para classificar as pessoas. Que este centenário do Nobel da paz do presidente Woodrow Wilson inspire, ilumine e una os amantes dos valores universais, aqueles que, diferentemente dos que se refugiam nos preconceitos, se fortalecem nas diferenças.
São esses valores também que unem nossos países. E muito além dos produtos que compõe a nossa balança comercial, acho que o principal produto que importamos dos Estados Unidos é o modelo de democracia liberal. A crença na independência dos poderes; a visão de que os poderes devem se fiscalizar para impedir que um se sobreponha ao outro; a luta federalista de independência dos estados; e o respeito divino à Constituição são, na minha opinião, a maior contribuição deste país para o mundo. Não existe democracia que não seja a democracia liberal. Qualquer outro modelo que não considere as bases da democracia representativa deve receber um outro nome. A democracia não é o regime da maioria, é, sobretudo, o regime que protege as minorias.
Eu desejo, profundamente, que os laços do Brasil e dos Estados Unidos se fortaleçam cada vez mais baseados nos valores que comungamos em conjunto. Nossa balança comercial será mais forte se as democracias forem mais fortes; nosso turismo será mais pujante se nossas instituições forem mais sólidas. Carrego comigo uma frase sublime do John Adams que cai como uma luva nos dias de hoje: “Você nunca saberá quanto custou à minha geração preservar a SUA liberdade. Espero que você faça bom uso disso”. Por obra do destino eu nasci em Santiago, no Chile, porque meu pai estava no exílio. Sou filho de um ex-exilado e aprendi que a única coisa inegociável é a liberdade. Sempre haverá grupos que tentarão inverter o processo civilizatório. Para esse grupo o nosso Congresso tem dado respostas inequívocas: não passarão.
Eu sempre digo que uma nação só é forte quando as suas instituições são fortes. Temos trabalhado muito para manter as nossas liberdades, mas também para garantir a liberdade para milhões de brasileiros que ainda vivem na prisioneiros da pobreza.
Seremos mais livres e fortes quando milhões de brasileiros puderem caminhar com as próprias pernas. Fizemos a mais importante reforma da previdência da história; encaminhamos a mais completa reforma tributária; tiramos do papel a reforma administrativa para modernizar o Estado; e criamos um grupo especial para acelerar os projetos de lei que visam combater a pobreza. Nunca produzimos tanto em tão pouco tempo.
Em fevereiro deste ano eu completei 20 anos como deputado. Convivo com lideranças que estão na política há muito mais tempo. Todos são unânimes em dizer que este é o melhor momento do Parlamento brasileiros em décadas. Somos a voz da razão; somos o distensor dos conflitos; somos o ponto de equilíbrio tão necessário para encontrar as saídas. Eu tenho um enorme orgulho de estar à frente da Câmara neste período tão conturbado, mas tão gratificante. Eu me realizo na política; me realizo nos amigos e amigas que tenho no Congresso; estamos mais fortes, mais independentes e mais conscientes do nosso papel histórico.
Vou terminar lembrando o que disse no início: eu gosto de interpretar os sinais. A história não é uma linha reta. Hoje, vivemos um ciclo que guarda semelhantes com o período em que o presidente Woodrow Wilson viveu. Portanto, se há alguma vantagem em estar vivo hoje é lembrar das consequências do nacionalismo, do preconceito, da xenofobia e do desprezo pela ciência. A história se repete em ciclos; depende agora de todos nós que estamos aqui fazer com este ciclo seja lembrado no futuro pelos valores sagrados da democracia liberal que nos unem.
Os dias são duros, as batalhas são intensas, às vezes pensamos que não há mais alternativas, às vezes desanimamos. Mas eu não tenho dúvidas de que o nosso esforço está sendo recompensador, e este prêmio é uma prova disso.  E termino com uma frase emblemática do presidente Woodrow Wilson. Ele disse que “crescemos com os sonhos. Todos os grandes homens são sonhadores. Eles veem as coisas através da névoa suave de um dia de primavera ou através do fogo de uma longa noite de inverno. Cuide dos sonhos durante os dias ruins até que esses sonhos nos tragam a luz do sol que sempre vêm para aqueles que esperam que seus sonhos se tornem realidade”.
Cuidemos dos nossos sonhos de viver em um país mais livre, mais justo e mais humano.


Ex-Blog do Cesar Maia



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TRENDS - Especial Agronegócio

eduardo

Mais do que tecnologia e informação, a Cibele Bolzan vai falar sobre tendências que devem - SIM - estar no teu radar na hora de colocar a mão na massa. Vem descobrir com a gente as oportunidades possíveis de conquistar no teu negócio. Dá o play e anota tudo, viu?

iPhone 8 Apple 64GB Dourado 4G Tela 4,7” - Retina Câm. 12MP + Selfie 7MP iOS 11 Dourado

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Caminhoneiros voltam a falar em greve

por Filipe Oliveira

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Motoristas dizem terem sido traídos após retorno de tabela do frete suspensa em julho

De novo, o governo colocou em vigor a tabela do frete, suspensa desde julho. A resolução, publicada na terça-feira (12), agitou os grupos de WhatsApp formados por caminhoneiros.

Entre mensagens de motoristas que afirmam  se sentirem traídos, o líder Marconi França enviou áudios aos colegas dizendo que foram tratados como trouxas e que o governo só tinha suspendido a tabela para ganhar tempo. O caminhoneiro já fala em greve neste ano.

Ronaldo Lima divulgou nos grupos mensagens endereçadas por ele ao ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas dizendo que houve covardia e falta de interesse em negociar do governo.

A nova resolução do governo põe em vigor novamente os pisos da tabela do meio do ano, que foram  considerados baixos pelos caminhoneiros, mas agora com a premissa de que os valores apontados contemplam apenas os custos do transporte e uma margem de lucro deve ser negociada entre os autônomos e as empresas que contratam o frete.

O caminhoneiro Marcelo da Paz disse que a volta da tabela é inadmissível. Sem falar ainda em paralisação, o autônomo afirma que o caminho para melhorar a situação da categoria é a participação em audiências públicas que tratam dos pisos com o objetivo de conseguir um melhor cálculo na atualização deles em 2020.

O caminhoneiro Wanderlei Alvez, o Dedeco, que participou da articulação da paralisação de 2018, tem opinião diferente. Segundo ele, a retomada da tabela significa o fim do impasse entre governo e categoria.

"Está na hora de paz no transporte. A gente não pode ficar travado em uma pauta que já tem mais de um ano. Com o crescimento do Brasil, vamos esquecer esse assunto e conseguir carregar acima do valor mínimo da tabela."

O governo não comentou.

Fonte: Folha Online - 18/11/2019 e SOS Consumidor


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Dólar rompe a barreira dos 4 reais e 20 centavos e fecha no maior valor da história

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Petrobras comunica a clientes alta de 2,7% no preço da gasolina

por Nicola Pamplona

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Reajuste de R$ 0,05 no preço do litro é feito após 53 dias de estabilidade; diesel também deve ter alta

Após 53 dias sem reajustes, a Petrobras comunicou a seus clientes nesta segunda (18) alta de R$ 0,05 no preço da gasolina. A medida representa um aumento médio de 2,7% e passa a vigorar nesta terça (19).

O preço do diesel também será elevado, em R$ 0,026 por litro, segundo fontes. É um aumento médio de 1,2%, duas semanas após o último ajuste, quando houve corte de 3%.

Os reajustes acompanham evolução do preço do petróleo e a escalada do dólar, que atingiu nesta segunda o maior valor nominal da história. A empresa ainda não publicou os novos valores em seu site.

Para as importadoras de combustíveis, porém, a alta da gasolina ainda não elimina a defasagem com relação às cotações internacionais acumulada no período sem ajustes.

O último reajuste no preço da gasolina vendida pela Petrobras foi promovido no dia 27 de setembro, com aumento de 2,5%. Na semana anterior, as cotações do petróleo haviam disparado após ataques à maior refinaria da Arábia Saudita, que retirou do mercado 5% da produção global.

Naquele dia, o dólar fechou em R$ 4,156. O petróleo Brent, referência internacional negociada em Londres, fechou cotado em US$ 61,88 (R$ 257,2, pela cotação da época) por barril.

Nesta segunda (18), o dólar bateu R$ 4,206 e o Brent fechou a US$ 63,30 (R$ 266,2, pela cotação atual) por barril.

Em relatório divulgado na sexta, o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) calculou em R$ 0,10 por litro a defasagem média do preço da gasolina vendida pela Petrobras em relação à cotação do Golfo do México, nos Estados Unidos.

A Abicom (Associação Brasileira das Importadoras de Combustíveis) vê defasagem entre R$ 0,09 e R$ 0,19 por litro, dependendo do ponto de entrega – o último valor refere-se ao porto de Itaqui, no Maranhão, um dos principais pontos de entrada de gasolina importada.

Desde 2016, a política de preços da Petrobras considera um conceito chamado de paridade de importação, que é a soma das cotações internacionais convertidas ao real com os custos de importação e margens de lucro.

A última vez que o preço da gasolina ficou tanto tempo sem ajustes foi entre os meses de fevereiro e abril de 2017. Ao todo, foram 55 dias. Na época, o litro era vendido pela estatal a R$ 1,5901, em valores corrigidos pelo IPCA.

Até esta segunda, o combustível saía das refinarias da estatal, em média, a R$ 1,8054 por litro, de acordo com o CBIE – a Petrobras não publica mais o valor médio. Com o reajuste, passará a R$ 1,8554.

Já o preço do diesel sobe de R$ 2,1877, segundo o CBIE, para R$ 2,2137 por litro.

O repasse às bombas depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras. O valor cobrado pelas refinarias da Petrobras representa cerca de 30% do preço final da gasolina e cerca de metade do preço final do diesel.

Desde o último reajuste, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço de bomba da gasolina variou 0,4% (ou R$ 0,04 por litro). Na semana passada, o combustível foi vendido no país a um preço médio de R$ 4,407 por litro.

A Petrobras diz que a política de paridade internacional permanece em vigor, mas que o preço de paridade "não é um valor absoluto, único e percebido da mesma maneira por todos os agentes".

"Os reais valores de importação variam de agente para agente, dependendo de características como, por exemplo, as relações comerciais no mercado internacional e doméstico, o acesso à infraestrutura logística e a escala de atuação", diz a companhia.

A empresa afirma ainda que não houve interrupção nas importações por terceiros, o que "evidencia a viabilidade econômica das importações realizadas por agentes eficientes de mercado".

Fonte: Folha Online - 18/11/2019 e SOS Consumidor



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Como estimular atitudes seguras no trabalho

Com o mapeamento dos riscos de acidentes e um programa de capacitação, a Usina Coruripe diminuiu em 95% as ocorrências que causam afastamento de empregados

Por Judith Mota

Mario Luiz Lorencatto, presidente da Usina Coruripe

Mario Luiz Lorencatto, presidente da Usina Coruripe: menos acidentes, menos gastos (Germano Lüders/EXAME)

Quando a Usina Coruripe migrou do modelo de administração familiar para a gestão profissionalizada, de 2012 para 2013, os acionistas e executivos definiram a segurança ocupacional como um tema prioritário. Na época, a empresa chegou a registrar 409 acidentes com afastamento em um único ano. De lá para cá, foi possível reduzir 95% do total de incidências — foram 19 em 2018 — e sua gravidade, em um projeto que envolveu a capacitação e o engajamento da equipe, ferramentas para identificar e prevenir riscos e a sistematização das ações preventivas e corretivas. O feito se deve ao programa Zero Acidente Sempre, voltado para ampliar os períodos sem acidentes em cada local onde a empresa está presente — ela tem unidades em Alagoas e no Triângulo Mineiro. “Queremos produzir mais com menos e sempre focados na segurança e no bem-estar das pessoas”, afirma Mario Luiz Lorencatto, presidente da Usina Coruripe.

A companhia investiu 4 milhões de reais nas ações ao longo de cinco anos. Além do benefício direto para a segurança das pessoas, houve ganhos financeiros: foram evitados cerca de 30 milhões de reais em custos com afastamentos e danos materiais. O trabalho começou com a análise detalhada dos acidentes e um estudo interno de comportamento mostrando que 85% das ocorrências estavam ligadas a atitudes inseguras. Ao todo, foram treinadas 21 turmas de multiplicadores, que levaram a todas as unidades operacionais os conceitos de observação do comportamento. Além de capacitações específicas para reforçar o papel de diretores, gerentes, coordenadores e supervisores na consolidação de uma cultura de segurança, todos os empregados foram estimulados a identificar os riscos na própria conduta e na de colegas para promover mudanças. Cada unidade operacional ganhou um comitê responsável por analisar os indicadores de segurança e estabelecer os planos de ação. “De cada ocorrência, passamos a tirar um aprendizado para corrigir as situações de risco”, afirma Fabio Moniz, diretor de administração e recursos humanos.

A Usina Coruripe é a maior produtora de açúcar e etanol nas regiões Norte e Nordeste. No cenário brasileiro, está entre as dez maiores, com capacidade de moagem anual de 14,4 milhões de toneladas de cana (pouco mais de 2% da safra do país). Na área ambiental, os principais focos de atuação são o uso eficiente de recursos na produção, com a redução do consumo de água e energia por tonelada de cana processada, além da manutenção de 17.000 hectares de reservas ambientais localizadas em áreas próprias.



O VALOR DA INFORMAÇÃO AUTOMATIZADA E DE QUALIDADE

Na comercializadora de grãos Amaggi, uma plataforma de dados geoespaciais auxilia a gestão de critérios socioambientais na cadeia de fornecedores | Judith Mota

Áreas embargadas pelo Ibama em diferentes regiões do país, áreas no bioma Amazônia compreendidas pela moratória da soja, terras indígenas, unidades de conservação, produtores e empresas que figuram na lista suja de trabalho escravo… A lista de restrições socioambientais que a Amaggi precisa levar em conta na hora de definir de quem e onde comprar grãos é longa — dificultando a tarefa de assegurar seu cumprimento em toda a cadeia de fornecedores, que chega a envolver 4 000 produtores anual-mente. Com a ajuda da tecnologia, porém, a empresa tem conseguido simplificar e automatizar alguns processos.

Todos os mapas oficiais que indicam as restrições estão reunidos em uma plataforma de dados geoespaciais. A ferramenta, chamada Originar (Originação Amaggi- Responsável), foi criada pela própria companhia em 2016 e vem sendo aperfeiçoada ano a ano com novas informações para identificar os produtores de risco. Do total da cadeia de fornecedores, 93% já estão na plataforma, e a Amaggi pretende chegar aos 100% até dezembro. Neste ano, a Originar passou a incluir dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR, um registro eletrônico dos imóveis rurais no país) e um sistema de alerta de detecção de desmatamento, com dados de satélite, atualizados periodicamente.

Com a evolução da ferramenta, o que começou como um projeto de rastreabilidade e segurança socioambiental para a aquisição de grãos ganha novas possibilidades de uso. A ideia é fazer da Originar uma “plataforma de inteligência de mercado e sustentabilidade”, na definição de Juliana Lopes, diretora de sustentabilidade, comunicação e compliance da Amaggi. “Podemos identificar excedentes de reserva legal, que são ativos importantes para os produtores, e temos parceiros técnicos que podem ajudar em projetos de integração lavoura-pecuária que recuperam pastos degradados”, diz ela.

A nova plataforma integra diversos processos automatizados de gestão de conformidade socioambiental de fornecedores. Os casos de risco são bloqueados automaticamente pelo sistema e só podem ser liberados após análise caso a caso que comprove a regularização do problema. Em 2018, foram bloqueados 1 315 cadastros de fornecedores com base nesses critérios. Em 47 casos, a comercialização não foi realizada por causa dos riscos identificados. A Amaggi adquire de parceiros 92% do total de soja, milho e algodão que processa. Por isso, contar com informação de qualidade para gerir uma relação cada vez mais próxima com os fornecedores é fundamental para a sustentabilidade de seu negócio.



UM TRABALHO QUE NUNCA ACABA PARA GARANTIR BOAS PRÁTICAS

A bicentenária Bunge cria novas iniciativas em busca da meta de zerar nos próximos anos as vendas de grãos procedentes de áreas desmatadas | Ana Carolina Nunes

Em setembro de 2015, a Bunge assumiu o compromisso global de zerar até 2025 a venda de grãos oriundos de áreas desmatadas. Não é um objetivo fácil de ser alcançado. Só no Brasil, a companhia — fundada em 1818 na Holanda e hoje com sede nos Estados Unidos — monitora por satélite 7 000 fazendas em diferentes regiões. Uma das maiores exportadoras do agronegócio, a Bunge afirma que vem aperfeiçoando os sistemas de rastreabilidade, monitoramento e incentivos para fornecer produtos com desflorestamento zero aos clientes. Com as medidas adotadas, consegue rastrear 92% da produção dos fornecedores em áreas com risco de desmatamento no Brasil. “Nosso objetivo é reduzir progressivamente quaisquer incidentes de desmatamento em nossas cadeias de suprimento de grãos e oleaginosas”, diz Niveo Maluf, diretor de relações institucionais e sustentabilidade da Bunge.

A iniciativa passa pela capacitação e pelo engajamento dos produtores em relação às boas práticas, incluindo a regularização das propriedades por meio do Cadastro Ambiental Rural, uma base de dados que ajuda no monitoramento da vegetação nativa do Brasil. O trabalho de conscientização conta com uma plataforma online com informações sobre produção sustentável, bem como uma ferramenta que auxilia os agricultores no planejamento sobre onde expandir a produção. Em 2017 e 2018, 98 fazendas monitoradas foram marcadas com sinal de atenção pela Bunge devido a atividades de desmatamento. No ano passado, a companhia suspendeu nove fazendas que não seguiram suas diretrizes.

Ainda assim, é um trabalho que não consegue evitar controvérsias. Em maio de 2018, a Bunge e outras quatro empresas foram multadas pelo Ibama por comercializar soja de áreas embargadas no Matopiba, a nova fronteira agrícola que abrange partes dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A Bunge recorreu da multa, alegando que não houve irregularidade na compra dos grãos que são alvo da penalidade. Enquanto não sai a decisão sobre o caso, a Bunge põe em prática novos programas de agricultura sustentável. A mais recente iniciativa foi lançada no ano passado em parceria com a ONG The Nature Conservancy e o banco Santander. Trata-se de um fundo de 50 milhões de dólares para empréstimos de longo prazo a produtores de soja. Com pagamento em até dez anos, diferencia-se da maioria dos empréstimos disponíveis no mercado, com prazo de 12 meses. Para se qualificar ao empréstimo, o produtor deve se comprometer a adotar boas práticas e seguir as diretrizes ambientais.


AÇÃO SETORIAL PARA FREAR O DESMATAMENTO NO CERRADO

A americana Cargill integra um grupo de trabalho com outras empresas, ONGs e governo para evitar a expansão descontrolada da fronteira agrícola na região | Judith Mota

O  cerrado ocupa um quarto do território brasileiro e abriga 30% da biodiversidade do país. Ano a ano, a região vem perdendo vegetação nativa por causa da conversão de áreas florestais em pastagens e zonas de cultivo. Segundo dados da WWF Brasil, ONG de conservação ambiental, 26% da expansão da área agrícola no país entre 2007 e 2014 se deu por meio de desmatamentos no Cerrado. Por isso, a região virou tema obrigatório na gestão de sustentabilidade de qualquer empresa do agronegócio. Na americana Cargill, o assunto tem mobilizado discussões com outros agentes do setor, num esforço para promover mudanças no mercado. No primeiro semestre deste ano, 37% da soja processada pela empresa no Brasil era originária do Cerrado.

A Cargill participa do Grupo de Trabalho do Cerrado (GTC), que reúne representantes da indústria, do governo e de ONGs. A principal aposta do grupo é a criação de um fundo para compensação financeira dos produtores pelo desmatamento evitado. A ideia é pagar aos fazendeiros que optarem por manter a floresta em pé em vez de utilizar todo o limite legal da propriedade para ampliar a área cultivável. A origem dos recursos e os processos de avaliação dos projetos ainda estão em discussão, e a expectativa na Cargill é que estejam definidos até o fim deste ano. “Nenhuma empresa tem o poder de combater sozinha o desmatamento”, diz Yuri Feres, diretor de sustentabilidade da Cargill na América Latina.

A proposta defendida pela Cargill não é livre de controvérsia. A ONG Green-peace, que chegou a fazer parte da criação do GTC, deixou o grupo por julgar insatisfatória a solução do fundo. A ONG defende a adoção de uma moratória da soja no Cerrado, a exemplo da iniciativa que existe desde 2008 para a Amazônia. A Cargill é contrária à moratória por considerar o instrumento inadequado às condições sociais, econômicas e ambientais da produção na região.

Além de participar do esforço setorial, a Cargill busca desenvolver políticas que proíbam a aquisição de produtos em -áreas de desmatamento ilegal. A empresa anunciou neste ano a criação de um fundo de 30 milhões de dólares para financiar projetos inovadores que ajudem a proteger o Cerrado — o primeiro edital de seleção está previsto para os próximos meses. Além disso, a empresa conta com um sistema próprio de certificação voluntária que orienta os fornecedores sobre o cumprimento legal nos âmbitos ambiental, trabalhista e de saúde e segurança. Atualmente, há cerca de 170 propriedades certificadas, totalizando 394 000 hectares em cinco estados brasileiros.



DRONES E ABELHAS NO MEIO DO CANAVIAL

Ao incentivar a apicultura em sua lavoura de cana-de-açúcar, a Usina São Manoel promove uma atividade que gera impacto positivo no campo e na comunidade  | Ana Carolina Nunes

A  atividade agrícola em grande escala tem sido responsabilizada pela morte de comunidades de abelhas em diferentes regiões do mundo, vítimas do uso indiscriminado de agrotóxicos. É um tiro no pé para os agricultores, uma vez que as abelhas são os mais eficientes polinizadores naturais e seu trabalho afeta a produção de alimentos em todo o planeta. Esse é um problema que passa longe da Usina São Manoel. No entorno da usina, localizada na cidade de São Manuel, no interior paulista, as abelhas dividem os céus com os drones que monitoram os canaviais. Os equipamentos voadores de alta tecnologia percorrem as plantações para coletar dados que ajudam na gestão da lavoura, incluindo o uso correto de defensivos agrícolas. Desde 2016, os apicultores locais não registram morte de abelhas causada por agrotóxicos. “Isso demonstra que nossa produção é feita seguindo os rígidos padrões exigidos pela legislação na aplicação de defensivos”, diz Adir Natal Maximiano, supervisor de qualidade e responsabilidade social da Usina São Manoel.

As abelhas fazem parte do projeto Ciclo do Mel, iniciado há cinco anos, quando a Usina São Manoel decidiu ceder uma área já ocupada por apicultores. Na época, eram 18 famílias que atuavam informalmente no local. Hoje são 50 famílias, que ocupam 240 hectares e aumentaram sua produtividade em até 60% desde que ingressaram no projeto. A usina ajuda na qualificação do grupo, oferecendo educação ambiental e apoio jurídico para a formalização da atividade. Os apicultores, por sua vez, ajudam a monitorar a área no caso de focos de incêndios nos canaviais ou nas florestas do entorno. Em 2020, a usina oferecerá mais 271 hectares para a expansão do projeto. A meta é aumentar em 40% a produção atual de mel, de 45,5 toneladas por ano. Parte do mel é destinada a um abrigo de crianças e adolescentes da região.

Com 2 100 funcionários, a Usina São Manoel, fundada em 1949, é a maior empresa da cidade de 40.000 habitantes. Na última safra, moeu 3,6 milhões de toneladas de cana, e isso resultou na produção de 255.000 toneladas de açúcar, 144 milhões de litros de etanol e 3.000 toneladas de levedura. Neste ano, a Usina São Manoel foi a primeira empresa no Brasil selecionada para receber uma nova linha de crédito do banco holandês Rabobank, no valor de 50 milhões de reais, para estimular a produção sustentável de alimentos. A iniciativa é parte do programa Kickstart Food, lançado em 2017 pelo Rabobank e pela ONU Meio Ambiente, agência das Nações Unidas que promove a conservação da natureza.


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