Desemprego recua e atinge mais de 12 milhões de pessoas, diz IBGE

Mais de 28,4 milhões trabalham menos horas do que poderiam, segundo dados divulgados nesta quarta

Mais de 12 milhões de pessoas estão sem trabalhar, segundo o IBGE

Mais de 12 milhões de pessoas estão sem trabalhar, segundo o IBGE | Foto: Marcelo Casal / Agência Brasil / CP Memória

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A taxa de desocupação no Brasil, no trimestre encerrado em junho de 2019, recuou 0,7% e ficou em 12% e a subutilização foi de 24,8%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 12,8 milhões de pessoas sem trabalho no país e 28,4 milhões que trabalham menos horas do que poderiam. 

Houve ligeira queda na comparação com o trimestre anterior, quando a desocupação estava em 12,7% e a subutilização em 25%. No mesmo período do ano passado, as taxas eram de 12,4% e 25,5%, respectivamente. O número de desalentados - pessoas que desistiram de procurar trabalho - se manteve recorde no percentual da força de trabalho, com 4,4%, que soma 4,9 milhões.

De acordo com o IBGE, a população ocupada soma 93,3 milhões e cresceu em ambas as comparações: 1,6% (mais 1.479 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 2,6% (mais 2.401 mil pessoas) na comparação como o mesmo período de 2018. Já população fora da força de trabalho (64,8 milhões de pessoas) recuou em ambas as comparações: -0,8%, ou menos 494 mil pessoas frente ao trimestre anterior e -1,0%, ou menos 621 mil pessoas frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Setor privado e autônomos

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,2 milhões de pessoas, subindo em ambas as comparações: 0,9% (mais 294 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 1,4% (mais 450 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018. Mas o número de empregados sem carteira assinada (11,5 milhões de pessoas) também subiu em ambas as comparações: 3,4% (mais 376 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 5,2% (mais 565 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

O número de trabalhadores por conta própria (24,1 milhões) bateu novo recorde da série histórica e subiu nas duas comparações: 1,6% (mais 391 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 5,0% (mais 1.156 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.290) caiu 1,3% frente ao trimestre anterior e não teve variação significativa frente ao mesmo trimestre de 2018. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 208,4 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,4% (mais R$ 4,8 bilhões) frente ao mesmo período de 2018.


Agência Brasil e Correio do Povo


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Os Três Poderes: Os novos diálogos vazados e a reforma da Previdência

Publicado em 30 de jul de 2019

Os colunistas de VEJA Augusto Nunes, Dora Kramer e Ricardo Noblat acabam de estrear o podcast Os Três Poderes. A cada sexta-feira, eles comentarão juntos os principais temas do Brasil – Nunes em São Paulo, Dora no Rio de Janeiro e Noblat em Brasília.
No primeiro episódio, o principal tema é a reportagem de capa de revista VEJA da semana, que revela e analisa novos diálogos entre o ex-juiz e hoje ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, obtidos pelo site The Intercept Brasil.
Eles também falam sobre os rumos da Reforma da Previdência após a aprovação do texto-base pela comissão especial da Câmara.
Acompanhe a estreia do podcast Os Três Poderes.

Secretários de Fazenda definem reforma tributária com imposto gerido por Estado e município

Redação do texto será apresentada aos governadores na semana que vem para validação

Pontos definidos foram anunciados durante o intervalo de uma reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal

Pontos definidos foram anunciados durante o intervalo de uma reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal | Foto: Governo do Estado de São Paulo / Divulgação / CP

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Secretários de Fazenda dos 26 Estados e do Distrito Federal fecharam nesta quarta-feira pontos de uma reforma tributária que serão apresentados ao Congresso Nacional. A redação do texto ainda será fechada no período da tarde e apresentada aos governadores na semana que vem para validação. Os pontos definidos foram anunciados durante o intervalo de uma reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) em Brasília pelos secretários do Piauí, Rafael Fonteles, presidente do órgão, e de São Paulo, Henrique Meirelles.

Os gestores decidiram que apresentarão uma proposta que cria um comitê gestor somente com Estados e municípios, sem a participação da União, para o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), proposto na reforma tributária que está na Câmara. O texto irá trazer uma alíquota mínima, ainda a ser definida, e cada Estado ou município poderá alterar o porcentual. A União não poderá definir a alíquota do imposto, mas ainda terá participação na arrecadação, de acordo com a medida.

Os secretários querem ainda criar um fundo de desenvolvimento regional para atender principalmente as regiões Norte e Nordeste, e um fundo de equalização de perda de receitas que eventualmente ocorrer com as mudanças. Os porcentuais para esses fundos ainda não foram fechados. O benefício da Zona Franca de Manaus será mantido, de acordo com a proposta desenhada pelos Estados. Também no texto, a Justiça estadual será a instância para julgar contenciosos administrativos envolvendo o IBS. Uma base ampla para englobar serviços digitais na tributação também faz parte da proposta.

A ideia é que um deputado federal apresente os pontos por meio de uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está na Câmara e que ainda depende de votação em uma comissão especial. A PEC, idealizada pelo economista Bernard Appy, cria o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), substituindo três tributos federais (IPI, PIS e Cofins), o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal.


Agência Estado e Correio do Povo

Governo quer mudar matriz do transporte para que trens façam trechos de longa distância

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas participou pela manhã da cerimônia de assinatura da concessão dos ramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul

Presidente participou de cerimônia de assinatura da concessão dos ramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul

Presidente participou de cerimônia de assinatura da concessão dos ramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul | Foto: Alan Santos / PR / Divulgação / CP

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas afirmou nesta quarta-feira que o governo quer mudar a matriz do transporte brasileiro para que os trens possam fazer os trechos de longa distância. O ministro participou pela manhã da cerimônia de assinatura da concessão dos ramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul, em Anápolis, Goiás.
Ele disse que a ferrovia é a "espinha dorsal" que vai interligar o País e que será importante para escoar a produção da região central do País. "Vamos fazer um choque de oferta e o frete ficará mais barato", comentou. Freitas também afirmou que, em breve, o governo irá renovar a concessão da Malha Paulista, o que poderá gerar investimentos de R$ 7 bilhões.




O ministro participou da cerimônia ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro, juntamente com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues Júnior. A empresa Rumo Logística, maior operadora logística com base ferroviária independente do Brasil, fará a operação dos trechos. Ela venceu a disputa do trecho que vai de Porto Nacional (TO) até Estrela D'Oeste (SP) em leilão que foi realizado em 28 de março pela ANTT. A empresa ofereceu R$ 2,7 bilhões pela concessão e operará cerca de 1,5 mil km por 30 anos.

O presidente dos conselhos de administração da Cosan e da Rumo, Rubens Ometto, afirmou que a concessão ajudará na expansão da fronteira agrícola do País. Ele disse ainda que a ferrovia agradará também aos caminhoneiros, que poderão operar nas pontas da ferrovia. "Eles poderão dormir em casa todos os dias", disse. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que a Ferrovia Norte-Sul tem um "fator multiplicador imensurável". "Teremos a maior linha férrea capaz de democratizar a comercialização dos nossos produtos, não vamos mais ficar estrangulados", disse.

O trecho central vai de Porto Nacional a Anápolis, com extensão de 855 km, e o sul vai de Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela D'Oeste, com extensão de 682 km. O tramo central está pronto e disponível para a operação do transporte comercial de cargas.


Agência Estado e Correio do Povo

Presos são transferidos após confronto em presídio do Pará

Publicado em 31 de jul de 2019

Cerca de 46 presos foram transferidos para outras prisões após um confronto violento entre facções rivais em um presídio do Pará.
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Falas de Bolsonaro geram preocupação entre membros do governo

Aliados acreditam que declarações estão ofuscando iniciativas positivas da atual gestão

Equipe de Bolsonaro fez reunião para falar sobre impacto das falas do presidente

Equipe de Bolsonaro fez reunião para falar sobre impacto das falas do presidente | Foto: Carolina Antunes / PR / CP

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A sequência de declarações de Jair Bolsonaro nos últimos dias levou apreensão a alguns de seus auxiliares mais próximos e motivou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto na manhã dessa terça-feira, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. Na avaliação do grupo, que inclui integrantes da ala militar do governo, o presidente elevou em demasia o tom de suas falas, o que vem prejudicando sua gestão.

Enquanto ele provoca dando declarações desencontradas sobre a morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, na ditadura militar, põe em dúvida relato de indígenas acerca de ataque de garimpeiros no Amapá e evita lamentar o massacre em Altamira, o governo perde a chance de divulgar pautas positivas, de acordo com integrantes desse grupo.

Nessa terça, Bolsonaro voltou a causar polêmica ao questionar a veracidade de documentos oficiais que apontam a morte de Fernando de Santa Cruz, pai de Felipe, como vítima da ditadura. "A questão de 1964, não existem documentos se matou, não matou, isso aí é balela", disse. De acordo com uma fonte a par da conversa, "coisas boas", como a liberação do FGTS ou a descoberta do hacker que invadiu o celular de autoridades, acabam "se perdendo em polêmicas" logo depois diante do "destempero" presidencial.

Avaliações

Uma das razões da reunião foi justamente tentar entender o que está por trás do comportamento de Bolsonaro. Muitos deles admitem que têm sido pegos de surpresa pelas declarações controversas do presidente. Dois diagnósticos foram feitos. O primeiro é que a equipe presidencial errou ao deixar Bolsonaro muito exposto a jornalistas durante eventos nos últimos dias. A intenção é reduzir parte das interações, limitando, assim, as oportunidades de ele alimentar novas polêmicas.

A segunda avaliação é de que integrantes da chamada ala ideológica têm conseguido influenciar o presidente de forma mais assertiva. Não está claro para o grupo quem são os mais "ativos" nessa empreitada, embora "suspeitas" recaiam sobre aliados encarregados de sua comunicação digital, área de influência de Carlos Bolsonaro.

Uma das leituras feitas é de que essa tentativa de inflamar o discurso do presidente decorre de uma reação à chegada ao Planalto de assessores batizados internamente de "agentes contemporizadores": Jorge Oliveira, ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação; e o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo.

O trio adota discurso moderado e tenta fazer pontes com a imprensa. Ramos tem histórico de bom relacionamento com jornalistas e Wajngarten teve encontro recente com a cúpula das Organizações Globo. Um auxiliar presidencial lembra que, apesar do aparente "arroubo", as declarações feitas por Bolsonaro constam de seu repertório. O ex-deputado é conhecido por defender o período militar e a tortura contra militantes de esquerda.

Segundo alguns destes aliados, Bolsonaro moderou o tom durante semanas cruciais para a tramitação da reforma da Previdência justamente atendendo a pedido de aliados. Durante o recesso parlamentar, no entanto, ele voltou às polêmicas. Além de "blindar" Bolsonaro do contato com a imprensa, o grupo acredita que o retorno do filho mais velho ao Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), possa ajudar a amainar os ânimos. Ele tem um perfil mais moderado em relação aos irmãos e já foi comunicado sobre a crise.

Repercussão

Além de ofuscar feitos do governo, a nova crise alarmou ministros pelo potencial de desgaste na imagem do presidente. Desde o anúncio sobre aindicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos Estados Unidos, a militância pró-governo tem encontrado dificuldade para reverter aumento de menções negativas nas redes sociais de Bolsonaro, avaliou Sergio Denicoli, diretor da AP/Exata, especializada em monitoramento das redes.

A repercussão negativa sobre a fala que trata da morte do pai do presidente da OAB entrará no terceiro dia consecutivo, segundo análise. "A própria militância dele não conseguiu defender o que foi dito, mas defende a sinceridade do presidente", disse Denicoli. Apesar de o aumento dos dias de crises, o diretor da empresa afirmou que Bolsonaro ainda tem ampla maioria de apoiadores nas redes sociais. "Está longe de perder a popularidade."

Liberdade de imprensa

Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenou nessa terça toda e "qualquer iniciativa que vise a intimidar" o livre exercício do jornalismo ou "pretenda afrontar o direito constitucional ao sigilo da fonte". O documento afirma que "a defesa enfática" da liberdade de imprensa e também do sigilo da fonte é compromisso histórico da ANJ. "São princípios básicos da democracia."

A entidade diz também esperar que "esses princípios sejam respeitados" em relação à cobertura que diferentes veículos de comunicação têm dado ao vazamento de supostas mensagens entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça. O material foi originalmente publicado pelo site The Intercept Brasil, que declara ter recebido as informações de uma fonte anônima.

Preso pela Polícia Federal por clonar o celular de diversas autoridades, Walter Delgatti Neto disse ter repassado os dados roubados para o site. "Ao mesmo tempo, a ANJ considera que o trabalho de investigação policial sobre eventuais ilegalidades cometidas na obtenção de informações relacionadas à Lava Jato é necessário e ocorre dentro da normalidade", afirma a entidade ao concluir a nota.


Agência Estado e Correio do Povo

Bolsonaro defende trabalho forçado para presos

Sobre as mortes dos quatro presos, o presidente da República ressaltou que "problemas acontecem"

Presidente deu as declarações após assinar o contrato de concessão de trechos da ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO)

Presidente deu as declarações após assinar o contrato de concessão de trechos da ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO) | Foto: Alan Santos / PR / Divulgação / CP

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O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira o trabalho forçado para preso no Brasil. Ele ponderou que a Constituição proíbe tal penalidade, mas disse que é seu "sonho" a existência de presídios agrícolas no país. Ele também afirmou que os quatro presos que estariam envolvidos no massacre de Altamira (PA) e que foram mortos na noite desta terça-feira por sufocamento dentro do caminhão-cela que os transferia para unidades de Belém (PA) morreram porque "com toda certeza, deviam estar feridos".

"Eu sonho com um presídio agrícola. É cláusula pétrea, mas eu gostaria que tivesse trabalho forçado no Brasil para esse tipo de gente, mas não pode forçar a barra. Ninguém quer maltratar presos, nem quer que sejam mortos, mas é o habitat deles, né?", disse Bolsonaro nesta quarta, ao fim de uma cerimônia em que assinou o contrato de concessão de trechos da ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO).

Questionado sobre as mortes dos quatro presos, Bolsonaro respondeu que "problemas acontecem". "Porque uma ambulância, quando pega uma pessoa até doente no caminho, ela pode vir a falecer. O que eu pretendo fazer? ... Pessoal, problemas acontecem, está certo? Se a gente puder, eu vou conversar com o ministro Moro Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública nesse sentido", disse.

O presidente afirmou ainda ter pena dos familiares das vítimas do massacre e defendeu que haja mais "autoridade" em cima dos presos. "A gente espera que seja resolvida essa questão. Se a gente pudesse obrigar o trabalho, mas se pudéssemos ter uma autoridade em cima do presidiário, como o americano tem, seria muito bom para nós", afirmou. Perguntado ainda sobre se haverá ajuda federal para o caso, Bolsonaro afirmou que já existe o fundo penitenciário.

Mortos

Com o assassinato destes quatro presos, o número de vítimas do massacre do Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, sobe para 62 pessoas, maior chacina relacionada a presídios do País neste ano.


Agência Estado e Correio do Povo

Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo (RS), recebe obras de revitalização

Publicado em 30 de jul de 2019

A Praça já conta com dois totens para o carregamento de celulares alimentados por energia solar. Instalados próximo ao chafariz, que foi reativado a algumas semanas, toda a energia para o funcionamento dos itens é gerada por placas solares acopladas na parte superior dos totens.
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Inter recebe o Nacional-URU tentando evitar surpresas negativas

Lembrando da derrota para o Peñarol em 2011, Colorado precisa apenas de um empate para avançar às quartas de final da Libertadores

Por Fabricio Falkowski

Nico López deverá estar em campo hoje à noite

Nico López deverá estar em campo hoje à noite | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP

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Os colorados podem buscar na própria história recente exemplos de surpresas que só o futebol é capaz de reservar. Por isso, encara a partida contra o Nacional, às 19h15min, no Beira-Rio, com absoluta gravidade, apesar de carregar de Montevidéu uma vantagem bastante importante da primeira partida. Já que venceu lá por 1 a 0, o Inter fica com a vaga nas quartas de final da Libertadores da América até mesmo com um empate aqui, mas promete deixar de lado essa circunstância, pelo menos até o apito final do árbitro.

CORREIO DO POVO TRANSMITE A PARTIDA MINUTO A MINUTO A PARTIR DAS 19h15min

Por isso, não foi por coincidência que D’Alessandro foi buscar o vídeo de uma partida Inter x Peñarol disputada em 2011. O argentino estava em campo quando os colorados, no Beira-Rio, saíram na frente por 1 a 0 logo no início do jogo. Parecia um confronto completamente administrado, ainda mais se conciliado com a vitória na partida no Uruguai, também vencido por 1 a 0. Mas o Peñarol virou, venceu por 2 a 1 e ficou com a vaga na próxima fase daquela Libertadores, eliminando os colorados então treinados por Paulo Roberto Falcão.

“Eu estava assistindo aquela nossa derrota para o Peñarol em 2011. Nós erramos muito, não fizemos por merecer. Temos que saber que os uruguaios tem tradição na Libertadores. São fortes e sabem jogar essa competição. Por isso, temos que tomar todos os cuidados necessários. Temos que aprender com os erros”, enfatizou o argentino, que viveu mais uma efeméride com a camisa colorada: fez 11 anos que ele desembarcou em Porto Alegre para jogar no Inter. “É um dia especial. Diferente. Estou emocionado. Eu não sabia o que poderia acontecer aqui no Brasil”, disse.

A escalação não foi confirmada, mas Odair Hellmann investiu os minutos finais do trabalho realizado no CT Parque Gigante para exercitar cobranças de falta − drama que o Beira-Rio pode viver em casa de vitória do Nacional por 1 a 0. Neste treino, Bruno praticou algumas cobranças. Zeca, não. Indício de que o primeiro deve seguir na equipe, pelo menos por mais esse jogo. “Vai ser uma partida muito difícil. O Nacional sabe usar as suas armas e vai fazer de tudo para conquistar o resultado aqui no Beira-Rio. Temos que ser inteligentes e saber jogar esse tipo de jogo. Acho que já aprendemos isso”, finalizou D’Ale. O Beira-Rio estará completamente lotado.

Nacional com dúvidas

Já no Nacional, que vem de vitória pelo Campeonato Uruguaio no fim de semana por 4 a 2 com um time misto diante do Progreso, o técnico Álvaro Gutiérrez tem suas dúvidas para o confronto desta quarta-feira. No gol, Luis Mejía, que esteve fora em Montevidéu e ainda sofre com uma dor nas costas, é dúvida novamente e pode ser substituído por Sergio Rochet.

O lateral-direito Cotugno se machucou na partida de ida e também pode ser desfalque para a entrada de Laborda. Na frente, Barrientos e Lorenzetti disputam vaga para compor ataque ao lado do argentino Gonzalo Bergessio. "Vai ser um jogo muito duro, sabendo que deixamos escapar a vitória em casa. Temos a necessidade de marcar um gol, mas não de sair para o ataque feito loucos", adiantou Álvaro Gutiérrez.

Libertadores 2019 - Oitavas de Final

Inter

Lomba; Bruno, Moledo, Cuesta e Uendel; Lindoso, Edenilson, Patrick, D'Alessandro e Nico López; Guerrero. Técnico: Odair Hellmann

Nacional-URU

Mejía (Rochet); Cotugno, Corujo, Carvalho e Viña; Garcia, Neves, Zunino, Barrientos (Lorenzetti) e Castro; Bergessio. Técnico: Alvaro Gutiérrez

Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)

Local: Estádio Beira Rio, em Porto Alegre (RS)


Correio do Povo

Presos de Altamira são mortos em caminhão de transporte para Belém

Segundo secretaria do Pará, morte dos detentos se deu por asfixia

Na segunda-feira, massacre em Altamira deixou 58 mortos

Na segunda-feira, massacre em Altamira deixou 58 mortos | Foto: Bruno Santos / AFP / CP

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Quatro detentos envolvidos no conflito entre organizações criminosas no presídio de Altamira, que resultou na morte de 58 detentos na segunda-feira, foram mortos durante o transporte para a capital, Belém. As mortes ocorreram entre os municípios de Novo Repartimento e Marabá. A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará confirmou a informação ao R7.

Segundo informações, eles eram da mesma facção e viviam juntos nas mesmas celas. Durante o transporte, estavam algemados, divididos em quatro celas. A capacidade das celas era para até 40 presos, e 30 eram transportados. A pasta informou que o estado não possui caminhão com celas individuais.

A ação ocorreu, de acordo com o órgão, entre 19h e 1h. Ao chegar a Marabá, os agentes encontraram quatro presos mortos por sufocamento em duas celas. Todos os 26 presos remanescentes serão colocados em isolamento. As razões do fato estão sendo investigadas.

O massacre

O massacre ocorreu no início da manhã de segunda-feira, às 7h, no momento da destranca. Internos do bloco A, onde estavam custodiados presos de uma organização criminal, invadiram o anexo onde estavam detentos pertencentes ao grupo rival. Durante a ação, dois agentes prisionais foram feitos reféns, mas foram liberados após negociação que contou com a presença de forças de segurança e o Ministério Público (MP).

Os líderes da facção Comando Classe A (CCA) atearam fogo em uma cela que pertence a um dos pavilhões do presídio onde ficavam integrantes do Comando Vermelho (CV). “Devido à unidade ser mais antiga, construída de forma adaptada a partir de um container, com alvenaria, o fogo se alastrou rapidamente”, relatou a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe). Muitos detentos morreram por asfixia e 16 foram encontrados decapitados.

No período da tarde, policiais realizaram vistorias no interior do presídio, mas não encontraram armas de fogo, apenas estoques (facas improvisadas com material precário). Segundo a superintendência, nenhum relatório da inteligência do órgão detectou indícios de conflito. “Temos protocolos para a maioria dos casos, mas neste específico, não tínhamos informações sobre ao ataque”, contou. Familiares de detentos, porém, afirmam que sabiam que algum conflito ocorreria, só não sabia quando.

Força-tarefa

Devido à magnitude do massacre, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou nessa terça o envio da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para o Pará. Os agentes federais devem atuar nos presídios do estado por 30 dias. A decisão atendeu ao pedido do governador do Pará, Helder Barbalho. Segundo a pasta, o reforço vai atuar em atividades de vigilância e custódia de presos, por meio de trabalho de apoio aos órgãos de segurança pública locais.


R7, Agência Brasil e Correio do Povo


Presidente deu as declarações após assinar o contrato de concessão de trechos da ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO)

POLÍTICA

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