Manifestantes fazem caminhada no Centro de Porto Alegre contra a reforma da Previdência

Protesto chegou a bloquear duas faixas da avenida Mauá, deixando trânsito lento na região

Manifestantes realizaram uma caminhada entre a Rodoviária até a sede do INSS | Foto: Alina Souza

Manifestantes realizaram uma caminhada entre a Rodoviária até a sede do INSS | Foto: Alina Souza

Após a mobilização no aeroporto Salgado Filho, foi a vez dos manifestantes protestarem no Centro de Porto Alegre. O local escolhido para a concentração foi junto à Estação Rodoviária, onde o carro de som ficou parado. Novamente integrantes de vários sindicatos se reuniram e fizeram discursos. Eles carregavam ainda placas com os rostos dos deputados que já declararam apoio a reforma da Previdência. Além disso, tinham um painel em que estavam a fotos de todos eles juntos. Segundo os sindicalistas, a pressão deverá seguir também nas bases eleitorais dos políticos. Eles esperam assim garantir maior pressão juntos aos parlamentares.

Por volta das 8h30min, o grupo, então com centenas de pessoas, seguiu em caminhada da Rodoviária até a sede do INSS, na travessa Mário Cinco Paus, ao lado da prefeitura. A caminhada não chegou a durar uma hora, porém, das quatro faixas da avenida Mauá, duas ficaram bloqueadas, dificultando o trânsito, que no início da manhã já era intenso. Com a interrupção, o congestionamento cresceu rapidamente, especialmente em direção à avenida da Legalidade e da Democracia. O trajeto foi acompanhado por agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e da Brigada Militar.

Ao passar pelo grupo, alguns motoristas buzinavam, tanto a favor como contra o ato. Na caminhada, sindicalistas carregavam ainda outra faixa contra a reforma em que enalteciam a defesa dos direitos da CLT e contra a extinção da Justiça do Trabalho. No encerramento, junto à agência do INSS, foram realizados ainda outros discursos a favor da previdência pública e da manutenção dos direitos dos trabalhadores. “A prioridade do governo (federal) tem sido a de deixar de lado os interesses dos trabalhadores, como ocorreu com a PEC que congelou investimentos por 20 anos em áreas essenciais, como saúde e educação", disse o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor.



Correio do Povo

Edgar Allan Poe (1809-1849)

Resultado de imagem para edgar allan poeEdgar Allan Por nasceu em Boston, nos Estados Unidos, filho de um casal de atores. Ambos sofriam de tuberculose morreram em 1811. Edgar, então com dois anos de idade, foi adotado por John Allan – um rico comerciante – e, como único filho da abastada família, teve uma infância feliz.

Em 1826, Por ingressou na Universidade de Virgínia. No primeiro semestre, passou a maior parte do seu tempo entre mulheres e bebidas. Neste período, teve uma séria discussão com seu pai adotivo e fugiu de casa para se alistar no Exército.

Alguns anos depois, sua mãe implorou ao marido que procurasse o filho para fazer as pazes. Isso aconteceu, mas os dois jamais conseguiram ter um bom relacionamento novamente. Após a morte da esposa, John Allan casou-se novamente, e sua nova mulher repudiava o enteado. Em 1831, Poe saiu do Exército e passou a vagar pelas ruas, sozinho e sem dinheiro. Nessa época, ele já escrevia poesias, porém com pouco sucesso.

No mesmo ano, formou uma nova família ao casar-se com a filha de catorze anos de uma tia sua. Eles se mudavam constantemente, e Poe pulava de emprego em emprego, publicando alguns contos esparsos. A família era muito pobre, passava frio e possivelmente até fome. Sua esposa era doente e Poe quase um alcoólatra. Quando a mulher morreu, ele passou a cortejar viúvas ricas, e sua escrita tornou-se cada vez mais atormentada.

Apesar dos seus esforços, Poe morreu pobre e sozinho, com apenas quarenta anos. Entre suas principais obras estão o poema “O corvo”, o romance O relato de Arthur Gordon Pym e os contos “O gato preto” e “Assassinatos na rua Morgue”, que consagraram como um dos maiores nomes da literatura mundial.

Cronologia

1809 – Boston. Nascido a 19 de janeiro.

1811 – Richmond, Virgínia. A mãe de Poe morre em dezembro, deixando três filhos pequenos aos cuidados de amigos. Edgar Poe é levado para a casa de John Allan, um comerciante de Richmond.

1811-1820 – Londres

1820-1825 – Richmond. Os Allans retornam aos Estados Unidos em 1820. Poe é matriculado em duas academias de Richmond, onde se destaca em línguas, esportes e travessuras. Compõe diversas sátiras em verso, no formado de dísticos ou parelhas, todas perdidas atualmente, à exceção de “O, Tempora! O, Mores!” (Que tempos! Que costumes!)

1826 – Charlottesville. Ingressa na Universidade de Virgínia e se destaca em Línguas Românticas antigas e modernas (neolatinas). Perde dois mil dólares no jogo; Allan se recusa a pagar a dívida e retira Poe da universidade.

1827-1828 – Engaja-se no exército dos Estados Unidos sob o pseudônimo de “Edgard A. Petry”, sendo designado para Fort Independence no porto de Boston. Nesse verão, vê impresso seu primeiro livro – um pequeno volume de menos de doze peças poéticas, Tamerlane and Other Poems, escritos “Por um Bostoniano”, o qual, além do trabalho que lhe dá o título, inclui poemas como “Dreams” (Sonhos), “Visit of the Dead” (A visita dos mortos), “”Evening Star” (estrela vespertina) e “Imitation” (Imitação), revisado como “A Dream Within a Dream” (Um sonho dentro de um sonho).

Em novembro de 1827, a universidade de Poe é transferida para o sul dos Estados Unidos.

1829 – Richmond, Filadélfia e Baltimore. Em abril, algumas semanas após a morte da senhora Allan, Poe dá baixa do exército. Encontra um editor para uma edição levemente aumentada de seus poemas em Baltimore, onde vive por alguns com parentes. Em dezembro, Al Aaraaf, Tamerlane and Minor Poems aparece, com o acréscimo de meia dúzia de novos trabalhos às versões revisadas dos poemas de Tamerlane, incluíndo o irônico “Sonnet – To Science” (Soneto à ciência) o burlesco “Fairy – Land” (O país das fadas) e um “Preface” em verso (que posteriormente foi expandido para originar uma “Introduction” meio séria, meio cômica, para a edição de 1831 dos poemas; e, ainda mais tarde, reduzido para “Romance”).

1830 – West Point. Ingressa na Academia Militar de WestPoint. Novamente se destaca em línguas. Torna-se conhecido entre os cabelos por seus versos cômicos a respeito dos oficiais. Enquanto isso, John Allan e descobre uma carta em que Poe comenta que “O sr. Não se encontra muito frequentemente sóbrio” (datada de 3 de maio de 1830), que serve de motivo para que corte relações com Poe.

1831 – Nova York e Baltimore. Não recebendo mais a mesada de Allan, Poe dá um jeito de “desobedecer ordens” (aparentemente sem envolver nada mais sério que faltar a aulas ou deixar de ir aos serviços religiosos) e deste modo obtém baixa no exército. Poems: Second Edition, agora sob o nome de “Edgar A. Poe” é publicado em Nova York nessa primavera. Inclui extensas revisões de “Tamerlane”, “Al Aaaraaf” e outros de seus primeiros poemas, do mesmo modo que meia dúzia de composições novas: “To Helen”, “Israfel”, “The Doomed City” (A cidade condenada) que foi posteriormente revisado como “The City in the Sea” (A cidade do mar), “Irene” (posteriormente revisado como “The Sleeper” – A adormecida), “A Paean” (revisado como “Lenore”) e “The Valley Nis” (revisado como “The Valley of Unrest” – O vale da inquietação). O volume também inclui uma introdução em prosa, intitutada “Letter to Mr. ______ _____” que expõe uma visão de arte altamente romântica. Passa a viver com sua tia, Maria Clemm, e sua prima, Virgínia, em Baltimore. Submete vários contos a um concurso anunciado pelo jornal Philadelphia Saturday Courrier.

1832 – Baltimore. O Courier publica cinco de seus contos satíricos ou burlesco a intervalos regulares, entre janeiro e dezembro: “Metzengerstein”, “The Duke de L'Omelette”, “A Tale of Jerusalem”, “A Decided Loss (Uma perda inegável), primeira versão de “Loss of Breath” (Perda de respiração); e “The Bargain Lost” (O negócio gorado), primeira vesão de “Bon-Bon”.

1833-1834 – Baltimore. No verão de 1833, Poe apresenta outro conjunto de contos em um concurso patrocinado pelo Baltimore Saturday Visiter, estes são a primeira série de uma coleção de paródias que nunca chegou a ser publicada. Poe pretendia intitulá-la The Tales os the Folio Club, que nesta ocasião, incluíam, além das cinco histórias publicadas no Courier, “Some Passages in the Life on a Lion” (depois “Lionzing”) (Algumas passagens da vida de um leão – depois Celebridade), “The Visionary” (depois revisada como “The Assignation” – A atribuição), “Shadow” (Sombra): “Epimanes” (depois “Four Beasts in One” – Quatro feras em uma ); “Siope” (mais tarde, “Silence”); e “Ms. Found in a Battle” (Manuscrito e encontrado em uma garrafa). Este último ganha o primeiro prêmio de cinquenta dólares, enquanto “The Coliseum” recebe o segundo lugar na competição de poesia; ambos são impressos pelo Visiter em outubro de 1833. Vende “The Visionary” para a revista Godey's Lady's Book, onde aparece em janeiro de 1834, sendo a primeira publicação de Poe em uma revista de ampla circulação. Em março de 1834, morre John Allan, omitindo qualquer menção a Poe em seu testamento.

1835 – Richmond. Passa a colaborar no jornal Messenger em março; envia grande número de trabalhos para as suas páginas durante esse ano: diversos poemas, a primeira parte de um drama em versos, Politian; e cinco contos novos, o gótico e “Morella”, o gótico-burlesco “Berenice”, o cômico “Hans Phaal”, o satírico “King Pest” e o pseudo gótico “Shadow” (Sombra). Além disso, escreve uma coluna sobre eventos literários correntes e faz mais de trinta revisões de livros. Entre as revisões, encontra-se uma demolição da novela Norman Leslie, de autoria de Theodore S. Fay. Estas revisões, combinações a seus ataques constantes às “cliques literários” nortistas, começaram a granjear para o título de “Tomahawk Man” (O homem da machadinha). A circulação do Messenger subiu drasticamente. Enquanto isso, de Baltimore, Maria Clemmm sugere que Virgínia pode passar a morar com um de seus primos e Poe, prontamente escreve para pedir a mão de Virgínia em casamento. Em setembro, ele retorna a Baltimore, ocasião em que pode ter casado secretamente com ela. Em outubro, Poe traz Maria Clemm e Virgínia para Richmond. Em dezembro, White, o proprietário do jornal, oferece a Poe o cargo de editor do Messenger, que agora goza de plena prosperidade.

1836 – Richmond. Em maio Poe casa-se publicamente com Virgínia Clemm, que ainda nõ completou quatorze anos. Seu trabalho constante para tornar o Messenger uma das mais importantes publicação de crítica literária é indicado pelo grande número de revisões que ele escreve para serem publicadas nele – mais de oitenta. Entre estas se encontra outra sátira flamejante, a revisão da novela Paul Ulric, de Morris Matson; outras revisões incluem, além de ataques contra escritores presentemente esquecidos, duas revisões louvando os primeiros trabalhos de Dickens, além de exercícios sobre a definição crítica.

1837-1838 – Nova York e Filadélfia. Disputa com White por considerar baixo o seu salário, em janeiro de 1837, pede demissão do Messenger e leva sua pequena família para Nova York. Passados dois anos seguintes como contribuidor independente em Nova York e Filadélfia, antes de conseguir outro cargo de editor. Publica poemas e contos, incluindo a história cômica “Von Jung the Mystic”, o conto gótico “Ligeia” e as duas histórias satíricas que formam um conjunto, “How to Write a Blackwood Article (Como escrever um artigo de Backwood) (Refere-se a William Backwood, 1776-1834, editor escocês) e “The Scythe of Time” (A foice do tempo), mais tarde reintitulada “A Predicament” (“Uma situação embaraçosa). Em julho de 1838, sua única novela, O relato de Arthur Gordon Pyn (Publicada sob o n°7 da Coleção L&PM Pocket), que tinha sido publicada em forma de seriado no Messenger, durante o ano de 1837, agora é publicada em Nova York, sob formato de livro.

1839 – Filadélfia. Relaciona-se com William Burton e, em maio, torna-se editor associado da revista Burton's Gentleman's Magazine, contribuindo com um artigo assinado por mês, além de escrever a maior parte das revisões de livros. Suas primeiras contribuições incluem o conto satírico “The Man That Nas Used Up” (O homem que foi consumido) e os contos góticos “The Fall of the House of Usher”e “William Wilson” (ambos publicados neste volume).

Envolveu-se na redação de um livro-texto de caráter duvidoso, The Conchologist's First Book (O primeiro livro do conquiliologista), de autoria de Richard James Wyatt. Começa sua primeira série de soluções de criptogramas na revista Alexander's Weekly Messenger.

1840 – Filadélfia. Publica Tales of the Grotesque and Arabesque, reimpressão de vinte e quatro de seus contos, com a adição de uma história cômica ainda não publicada, “Whythe Little Frechnman Wearshis Hand in a Sling?” (Por que o francesinho usa tipoia?). Discute com William Burton e é demitido. Em um esforço para fundar sua própria revista literária, ele distribui uma circular denominada “Prospectus for The Penn Magazine, mas não obtém apoio financeiro suficiente. Publica “Sonnet – Silence”, o conto satírico “The Businessman” (O comerciante) e o texto apócrifo que intitulou “The Journal (O diário) of Julius Rodman”. Em novembro, Burton vende sua revista para Georges Graham, que a unífica com sua própria revista Th Casket (O ataúde) para formar a Graham's Magazine. Apesar de sua discussão com Poe no início do ano, aparentemente Burton o recomenda a Graham e, em dezembro, Poe contribui com o conto gótico “The Man in the Crowd” (O homem da multidão para o primeiro número da “nova” revista.

1841 – Filadélfia. Torna-se editor associado de Graham's. Contribui com a história de raciocínios detetivesco, “The Murders in the Rue Morgue” (Os assassinatos da rua Morgue); a aventura gótica “A Descent into the Maeström” (Descida ao redemoinho ou Descida ao Maelström); o idílio soturno “The Island of the Fay” (A ilha da fada); o irônico “Colloquy of Monos and Una”; e o satírico “Never Bet the Devil Your Head” (Nunca aposte sua cabeça com o Diabo). Continua a publicar em outras revistas, notadamente “Eleonora”, em The Gift, ao passo que, em um artigo publicado pelo saturday Evening Post, prediz com acurácia, o desfecho de Barnaby Rudge, novela de Dickens, a partir do primeiro capítulo.

1842 – Filadélfia. Em janeiro, Virgínia sofre uma hemorragia, primeiro sinal sério de uma doença que levará sua vida cinco anos depois. Poe encontra-se com Dickens. Demite-se da revista Graham's depois de uma disputa sobre privilégios editoriais. Trabalha em uma nova coleção de histórias em dois volumes, em que obras cômicas são cuidadosamente alternadas com trabalhos sérios, a ser intitulada Phatasy-Pieces, em imitação do livro alemão Phantasiestücke, que nunca chegou a ser publicado (Peças de fantasia ou Peças fantásticas). No outono, publica “The Pit and the Pendulum” (O poço e o pêndulo); “The Land'scape Garden” (O jardim formal) e “The Mystery of Marie Roget”.

1843 – Filadélfia. Passa a colaborar na nova revista de James Russell Lowell, The Pioneer (O pioneiro), publicando em suas páginas “Lenore” “The Tell – Tale Heart” (O coração denunciador) e um ensaio sobre versos ingleses (que mais tarde se torna “The Rationale of Verse” – Os fundamentos lógico do verso). Todavia, a revista só publica três números e Poe novamente tenta estabelecer uma revista independente, que desta vez se deveria chamar The Stylus, e falha de novo. Em junho, “The Gold Bug” (O escaravelho de ouro) ganha um prêmio de cem dólares oferecido pelo Dollar News paper, da Filadélfia, que é amplamente reimpresso. Encorajado pelo sucesso imediato dessa história, Graham começa a “publicação em partes” de The Prose Romances of Edgar A. Poe, cujo primeiro número apresenta o conto sério “The Murders in the Rue Morgue” juntamente com o cômico “The Man That Was Used Up”. No outono, o conto gótico “The Black Cat”(O gato preto) e seguido pelas histórias cômicas “The Elk” (O alce) e “Diddling Considered As One of the Exact Sciences” (A trapaça considerada como uma ciência exata). Começa um circuito de conferências em novembro, com o tema “Poets and Poetry in America”.

1844 – Filadélfia e Nova York. Continua suas conferências sobre a poesia americana, ao mesmo tempo que contribui para grande variedade de revistas. Notáveis são a história cômica “The Spectacles” (Os óculos) e o conto do ocultismo “The Tale of the Ragged Mountais” (Como das montanhas escarpadas).

Consegue um emprego como redator no New York Evening Mirror e transfere sua família para Nova York, notabilizando sua chegada com uma fraude jornalística que alcança pleno sucesso no New York Sun, sobre uma pretensa viagem de balão através do Atlântico. Continua a publicar prolificamente em grande variedade de revistas e jornais as histórias tragicômicas: “The Premature Burial” (O funeral prematuro); Mesmeric Revelation” (Revolução hipnótica) e “The Oblong Box” (A caixa comprida) e a sátira cômica “The Angel of the Odd” (O anjo da estranheza), que são seguidas pela peça de raciocínio “The Purloined Letter” (A carta roubada), seguida, por sua vez, por Thou Art the Man” (Tu és o homem), uma paródia do gênero das histórias de detetive que ele tinha popularizado, se é que não foi seu inventor, durante os últimos três anos. Veio depois “The Literary Life of Thingum Bob”, uma sátira sobre Graham e outros editores.

Em dezembro, ele começou a coluna Marginalia (Notas à margem) na Democratic Review, uma série contínua de comentários breves e aleatórios sobre leitura escrita e os caprichos da vida.

1845 – Nova York. Em janeiro, aparece “The Raven (o corvo) no Evening Mirror. Continua sua turnê de conferências. Publica as histórias satíricas “The Thousand and Second Tale of Scheherazade” (A milésima – segunda história de Scheherazade) e “Some Words with a Mumny” (Algumas palavras com uma múmia), seguidas pelo conto “filosófico”, “The Power of Words” (O poder das palavras) e o tragicômico Imp of the the Perverse” (O demônio da perversidade, neste volume). Pssa a colaborar com a Broadway Journal. Reimprime nela muitos de seus poemas e contos, do mesmo modo que contribui com mais de sessenta revisões ou ensaios literários. Começa a “Little Longfellow War” (A pequena guerra com Longfellow), uma série de cinco artigos em que acusa de plágio Longfellow, uma das figuras literárias mais populares em sua época. Em junho, Evert Duyckinck escolhe doze das histórias de Poe e as publica através da firma nova-iorquina wiley and Putman, sob o título de Tales. Em outubro, continuando suas conferências e leituras ao público, Poe lê “Al Aaraaf”, no Liceu de Boston, apresentando a peça, por brincadeira, como sendo de outro autor. Enquanto isto, os editores da Broadway Journal tinham se desentendido, o que levou Poe a pedir grandes somas emprestadas a seus amigos, de modo que, finalmente, se bem que por um período breve, se torna proprietário e editor de sua própria revista. Continua a publicar diversas outras revistas; notavelmente, “The System of Dr. Tarr and Prof. Fether” e o tragicômico “Facts in the Case os M. Valdemar” (Os fatos que envolveram o caso de Mr. Valdemar). No final desse ano, Willey and Putnam publicam The Raven and Other Poems (O corvo e outros poemas).

1846 – Nova York. Durante o inverno, uma doença força Poe a interromper a publicação da Broadway Journal, que havia sofrido prejuízos durante o ano de 1845. Contribui com o conto tragicômico “The Sphinx” (A esfinge) e o ensaio semisarcástico “Philosophy of Composition” para outras revistas. Começa em maio “The Literati of New York City” na Godey's, uma série de esboços levemente satíricos de escritores nova-iorquinos bem conhecidos, inclusive Thomas Dunn English, que publica no Evening Mirror. Poe faz a tréplica em julho e, ao mesmo tempo, processa o Mirror, que havia impresso diversos outros ataques à sua pessoa. Embora ele vença o processo de difamação em fevereiro seguinte, Godey encerra a coluna após seu sexto artigo, publicado em novembro. Poe conclui o ano com “Th Cask of Amontillado” (O barril de amontilhado).

1847 – Nova York. Em janeiro, morre Virgínia, o que introduz o ano menos produtivo de Poe, durante o qual ele sofre de profunda depressão e busca socorro na embriaguez. Tudo quanto ele completa, além de versões atualizadas da revisão da obra de Hawthorne, publicada anteriormente em 1842, e de “The LandscapeGarden” são dois poemas: um deles “M. L. S”, dedicado a Marie Louise Shew, a mulher que cuidou Virgínia nos últimos estágios de sua doença; e outro, “Ulalume”, publicado em dezembro.

1848 – Nova York. Em fevereiro, faz uma conferência intitulada “The Universe”, na New York Society Library, um ensaio sobre o princípio da morte e da aniquilação como parte dos desígnios do Universo, que ele revisa para publicação em formato de livro no mês de julho como Eureka. Tenta uma série de ligações românticas: com Marié Louise Shew no princípio do ano, com Annie Richmond, na metade; e com Sarah Helen Whitman, no final do ano. A sra. Whitman, uma viúva, noiva com Poe durante um breve período, mas logo rompe o noivado. No outono, em profunda depressão, ele pode ter tomado uma grande dose de láudano. Enquanto isso, “The Rationale of Verse” é publicado, juntamente com um segundo poema, “To Helen” (dedicado a Helen Whitman). Em dezembro, ele lê “The Poetic Principle” como uma conferência em Providence.

1849 – Nova York, Richmonde Baltimore. Embora ele continue a contribuir para grande variedade de revistas, neste período seu principal publicador é o Flag of Our Union, de Boston, um semanário bastante popular. Ali ele publica três poemas, de março a julho, incluindo o irônico “Eldorado”, e “For Annie”. Também publica quatro contos, o tragicômico “Hop-Frog”, a falsa reportagem sobre a Corrida do Ouro, “Von Kempelen and His Discovery”, a sátira “X-ing a Paragrab”; e o idílico “Landor's Cottage” (A cabana de Landor). No verão, passa dois meses em Richmond, onde propõe casamento a Sarah Elmera Royster Shelton, sua namorada de infância (agora viúva) e aparentemente é aceito. Vai a Baltimore no final de setembro, onde parece ter se entregado a uma bebedeira contínua. Foi encontrado semiconsciente em frente ao local em que funcionava uma seção eleitoral, no dia três de outubro. Morre na manhã de domingo, dia sete de outubro, de “congestão cerebral” – uma lesão do cérebro, talvez complicada por uma inflamação intestinal, um coração enfraquecido e diabetes. Sua morte é seguida pelo afrontoso e ofensivo aviso de óbito, escrito por Griswold, e pela publicação de dois de seus mais belos poemas, mas ambos tratando do triunfo final da morte: “Annabel Lee”, no dia nove de outubro, e “The Bells” (Os sinos), no princípio de novembro.


Bill Gates diz que bilionários deveriam pagar mais impostos

Cofundador da Microsoft criticou recente reforma fiscal dos EUA

Bill Gates disse que bilionários deveriam pagar mais impostos Washington | Foto: Justin Tallis / AFP / CP

Bill Gates disse que bilionários deveriam pagar mais impostos Washington | Foto: Justin Tallis / AFP / CP

Bill Gates disse ter pago mais de 10 bilhões de dólares de impostos ao longo de sua vida, mas ele acredita que bilionários como ele deveriam pagar "bem mais" tributos, pois se beneficiam mais do sistema. O cofundador da Microsoft e segundo homem mais rico do mundo - atrás apenas de Jeff Bezos, da Amazon - criticou a recente reforma fiscal dos Estados Unidos, que reduziu impostos sobre as empresas.

"Eu paguei mais impostos do que qualquer um, mais de 10 bilhões de dólares, mas o governo deveria exigir de pessoas na minha posição que pagassem impostos bem mais altos", disse em entrevista ao Sunday with CNN.

O bilionário afirmou que a reforma aprovada em dezembro beneficia os ricos, apesar de alegações dos republicanos de que ela favorece as classes média e trabalhadora. "Pessoas mais ricas tendem a ter benefícios drasticamente maiores que os da classe média e pobres, então isso vai contra a tendência geral que queremos ver, em que a rede de segurança fica mais forte e os que estão no topo pagam mais impostos", disse.

Com um sexto da população americana vivendo em condições que ele definiu como "desapontantes", Gates afirmou que os legisladores precisam pensar sobre a desigualdade e se questionar "por que não estamos fazendo um trabalho melhor por essas pessoas?".



AFP e Correio do Povo



Trump apoia melhoria no controle de antecedentes para compra de armas

Estudantes do país saíram em caminhada pedindo maior restrição sob armamento

Trump apoia melhoria no controle de antecedentes para compra de armas | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

Trump apoia melhoria no controle de antecedentes para compra de armas | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinalou nesta segunda-feira seu apoio a um esforço bipartidário para melhorar um sistema nacional de verificação de antecedentes para a compra de armas, em função do tiroteio em uma escola na Flórida. "Enquanto as discussões estão em curso e estão sendo consideradas revisões, o presidente apoia os esforços para melhorar o sistema federal de verificação de antecedentes", afirmou, em um comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

No final de semana, estudantes fizeram protestos e convocaram pessoas do país inteiro a se juntarem no pedido de controle de armas. Uma estudante, sobrevivente do massacre na escola de ensino médio de Parkland, criticou neste sábado o presidente americano, Donald Trump, por seus vínculos com a Associação Nacional do Rifle (NRA), um poderoso lobby das armas, em um discurso pungente durante uma marcha contra as armas na Flórida. "A todo político que aceita doações da NRA, que vergonha!", disse Emma Gonzalez.

O presidente Donald Trump acusou o FBI (a Polícia Federal americana) de não ter evitado o ataque a tiros, já que a instituição admitiu ter recebido em 5 de janeiro uma chamada de um familiar do atirador de 19 anos, Nikolas Cruz, alertando para seu comportamento agressivo e suas intenções assassinas. Porém, o escritório de Miami não foi informado.


AFP e Correio do Povo

Fachin nega pedido de liberdade a ex-presidente da Petrobras preso na Lava Jato

Aldemir Bendine está preso preventivamente no Complexo Médico-Penal de Pinhais

Fachin nega pedido de liberdade a ex-presidente da Petrobras preso na Lava Jato | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / CP

Fachin nega pedido de liberdade a ex-presidente da Petrobras preso na Lava Jato | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / CP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin negou nesta segunda-feira pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. Na decisão, o ministro entendeu que não há ilegalidade na decisão de outro tribunal, que também proferiu a mesma decisão.

Bendine está preso preventivamente na Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, localizado na região metropolitana de Curitiba, desde julho do ano passado, quando foi preso a partir das investigações da Operação Lava Jato, por determinação do juiz federal Sérgio Moro. Bendine presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras, até maio de 2016.

Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas. Em depoimento, Marcelo, que é um dos delatores das investigações da Lava Jato, disse ao juiz Moro que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Bendine. Marcelo Odebrecht foi interrogado pelo magistrado na ação penal em que Bendine e ele são acusados do crime de corrupção.

Após o depoimento, a defesa de Bendine considerou o depoimento como ilação e disse que Marcelo reconheceu não ter recebido diretamente cobrança de vantagens.


Agência Brasil e Correio do Povo

Fachin nega pedido de liberdade a ex-presidente da Petrobras preso na Lava Jato

Aldemir Bendine está preso preventivamente no Complexo Médico-Penal de Pinhais

Fachin nega pedido de liberdade a ex-presidente da Petrobras preso na Lava Jato | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / CP

Fachin nega pedido de liberdade a ex-presidente da Petrobras preso na Lava Jato | Foto: Carlos Moura / SCO / STF / CP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin negou nesta segunda-feira pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. Na decisão, o ministro entendeu que não há ilegalidade na decisão de outro tribunal, que também proferiu a mesma decisão.

Bendine está preso preventivamente na Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, localizado na região metropolitana de Curitiba, desde julho do ano passado, quando foi preso a partir das investigações da Operação Lava Jato, por determinação do juiz federal Sérgio Moro. Bendine presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras, até maio de 2016.

Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas. Em depoimento, Marcelo, que é um dos delatores das investigações da Lava Jato, disse ao juiz Moro que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Bendine. Marcelo Odebrecht foi interrogado pelo magistrado na ação penal em que Bendine e ele são acusados do crime de corrupção.

Após o depoimento, a defesa de Bendine considerou o depoimento como ilação e disse que Marcelo reconheceu não ter recebido diretamente cobrança de vantagens.


Agência Brasil e Correio do Povo

A baixa qualidade dos jornalistas do Grupo RBS, por Lúcio Machado Borges*

Não costumo escutar a programação da rádio Gaúcha porque acho a programação desta emissora muito ruim, mas na manhã este sábado, dia 28 de outubro, estava ouvindo o programa “Gaúcha Hoje”, que teve a participação na apresentação da jornalista Kelly Matos, um festival de bobagens ditas por ela. A principal foi em falar que “o PPS é um partido de extrema-direita”. Ela fez eu me lembrar de um dos “artigos” do jornalista Paulo Germano, que é outro que só escreve bobagens no jornal Zero Hora, dizendo que os nazistas eram de “extrema-direita”.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção os veículos da RBS é que existe uma gama muito grande de jornalistas jovens. Como a maioria dos cursos hoje são fracos, desde o ensino fundamental até o ensino superior, já que as escolas, faculdades e universidades estão tomadas por professores marxistas que infelizmente são a maioria, acabamos formando jovens de diversas áreas com pouco conhecimento.

Por outro lado, quero salientar que admiro dois grandes jornalistas desta emissora, que são Giane Guerra e Daniel Scola. Giane Guerra faz excelentes reportagens sobre economia e empreendedorismo e é isso que o nosso país precisa e principalmente o estado do Rio Grande do Sul: empreendedorismo. Temos que acabar com essa mentalidade marxista, onde se incentiva os jovens a viverem na zona de conforto e acabem estudando para passar em algum concurso público ou que busquem um emprego com carteira assinada para após sair da empresa, ferrar a mesma na Justiça do Trabalho. Na minha opinião, Daniel Scola é disparado o melhor jornalista do Grupo RBS.

Já o Antônio Carlos Macedo é disparado o marxista mais hidrófobo da emissora e só não foi demitido ainda porque este é o perfil das emissoras e dos veículos do Grupo RBS. Lamentável isso.

*Editor do site RS Notícias

Parlamentares divergem sobre votação do decreto de intervenção

Sessão deliberativa extraordinária vai analisar assunto

Parlamentares divergem sobre votação do decreto de intervenção | Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP

Parlamentares divergem sobre votação do decreto de intervenção | Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP

A votação nesta segunda-feira no plenário da Câmara dos Deputados do decreto de intervenção na segurança pública do estado do Rio de Janeiro tem dividido parlamentares no Congresso Nacional. Uma sessão deliberativa extraordinária, convocada para as 19h, vai analisar o assunto. É a primeira intervenção federal em segurança desde que a Constituição Federal foi promulgada em 1988.

Favorável à aprovação da medida, o líder do DEM, deputado Rodrigo Garcia (SP), avalia que a intervenção é suprapartidária. “Nós defendemos que essa matéria não é de governo e nem de oposição. Deve chamar os deputados à responsabilidade da insegurança pública em que vive o Brasil, começando a solução pelo Rio de Janeiro. Sabemos que apoiar o Rio de Janeiro, neste momento, não é só resolver o problema da criminalidade do Rio, é também buscar caminhos para que ela seja resolvida e minimizada no resto do Brasil”, disse.

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Para dar início à sessão, é necessário que 257 deputados estejam no plenário da Câmara. A intervenção precisa do voto favorável de metade mais um dos deputados presentes para que seja aprovada, o que corresponde à maioria simples. O decreto também deve ser votado no plenário do Senado Federal.

“Acho que é importante que a Câmara delibere hoje o decreto, para que o Senado possa, na sequência, fazer a sua parte. O mérito da matéria, vejo grande maioria dos deputados aprovando a intervenção no Rio de Janeiro, e espero que mesmo sendo uma segunda-feira, início dos trabalhos legislativos, possa ter quórum. Se por acaso, o quórum não for alcançado hoje, essa matéria provavelmente será deliberada amanhã”, afirmou o deputado.

Segundo Rodrigo Garcia, caso o decreto seja aprovado, o Congresso tem que fiscalizar a execução do decreto. “A Câmara tem um papel importante na execução do funcionamento da intervenção. Naturalmente, você tem um plano estratégico na área militar e muitas dessas ações têm segredo, sigilo absoluto. Mas a Câmara agora deve estar alerta e acompanhando a execução da intervenção no Rio de Janeiro. Acho que esse é o papel de fiscalização do Congresso Nacional”, argumentou.

PSol impetrou mandado de segurança no STF contra decreto

Para impedir a apreciação do decreto nesta segunda-feira, o líder do PSol, deputado Ivan Valente (SP), impetrou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, o decreto de intervenção não reuniu condições fundamentais para que seja instituído.

“Nós estamos entrando por três motivos: não foi ouvido, como prevê a Constituição, nem o Conselho da República nem o Conselho de Segurança Nacional. Eles foram reunidos hoje de manhã e o decreto já está em vigência. Em segundo lugar, a Câmara dos Deputados, na pessoa de Rodrigo Maia, não ouviu e até agora não se manifestou sobre ouvir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). E a questão principal é que não tem, no decreto, uma justificativa para a intervenção. Ela não trata do porquê estão decretando uma intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, não há uma justificativa plausível para isso. É no escuro que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal vão discutir essa questão”, disse Ivan Valente.

O líder da minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que participou da reunião do Conselho da República em que o presidente Michel Temer fez uma consulta sobre a intervenção, disse que a medida foi “improvisada” e não descartou a possibilidade de a criminalidade aumentar em outros estados.

Segundo Costa, há outras regiões onde a taxa de mortalidade a cada 100 mil habitantes é ainda maior do que a do Rio de Janeiro, como Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará. “E mais ainda: não há nada que não nos permita pensar que, havendo um cerco ao crime organizado no Rio, em um primeiro momento, os seus principais atores não migrem para outros estados, aumentando a vulnerabilidade desses estados”, afirmou.

O parlamentar também criticou a possibilidade de o governo solicitar à Justiça mandados de busca e apreensão coletivos. “Isso pode ser muito perigoso, porque o mandado coletivo permitirá que os órgãos de repressão poderão entrar nas casas de suspeitos e não suspeitos. Existe uma população cuja maioria é formada por pessoas honestas e decentes, então não se pode colocar todos no mesmo nível. Em nome do combate à criminalidade não deve haver nenhum desrespeito à cidadania dos mais pobres”, disse.

Já o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), que apoia a intervenção, disse esperar que a medida não seja necessária em outros estados. Ele se comprometeu a colocar na pauta dos parlamentares o mais rápido possível a votação de um projeto de lei do Congresso, prevendo a complementação de recursos para o interventor no Rio, assim que o planejamento da ação estiver pronto.

“A criminalidade precisa ser combatida, está na Ordem do Dia, só quem não visita municípios, não conversa com a população, não discute com essa mesma população, não conhece a realidade, para poder falar que não há criminalidade que justifique um ato, pelo menos uma tentativa do governo federal e do Congresso Nacional (de combater)”, defendeu Eunício.


Agência Brasil e Correio do Povo



Veículo invade pista contrária e causa acidente com morte na Free Way

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LITORALNAREDE.COM.BR

Governo admite que não há como votar reforma da Previdência durante intervenção no RJ

Ministro Marun explicou que entendimento do presidente do Senado fez Planalto recuar

Marun reconheceu que governo não tem como tocar reforma da Previdência devido intervenção no RJ | Foto: Valter Campanato / ABr / CP

Marun reconheceu que governo não tem como tocar reforma da Previdência devido intervenção no RJ | Foto: Valter Campanato / ABr / CP

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afastou a possibilidade de votação da reforma da Previdência enquanto durar a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, não há segurança jurídica para interromper a intervenção para votar a reforma e nem mesmo de continuar a tramitação do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) no Congresso. Com isso, o governo não trabalha mais com a ideia inicial de votar a reforma na Câmara dos Deputados ainda este mês.

“Eu até coloco que a votação em fevereiro já está fora de cogitação, porque nós teríamos que, para aprovar a PEC, pelo entendimento do presidente Eunício (Oliveira, presidente do Senado) e, de certa forma do presidente Maia (presidente da Câmara dos Deputados), suspender o decreto. Uma situação que é controversa, a de suspender o decreto e depois reeditá-lo”, afirmou o ministro.

Ele, porém, descarta que o governo tenha desistido da reforma, considerada prioritária, apesar de admitir que a intervenção federal no Rio é um impeditivo para a aprovação. “Eu reconheço que isso cria um óbice jurídico para a continuação da tramitação, para a evolução da discussão e consequente aprovação da reforma.”

Na sexta-feira, quando o presidente Michel Temer decidiu pela intervenção federal, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que quando o governo tivesse os votos necessários para aprovar a reforma, Temer revogaria o decreto de intervenção e entraria em vigor no Rio uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ampliada.

Mas hoje, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que politicamente, não seria possível revogar o decreto e assinar outro em seguida a fim de beneficiar a aprovação de qualquer matéria no Congresso. “As palavras do senador Eunício não são de todo desarrazoadas. Até porque não temos previsão de suspendermos o decreto de intervenção nos próximos dias. Nós sabemos que é um trabalho que demandará tempo e é possível que isso interrompa a tramitação da PEC da Previdência”, disse Marun.

O ministro também reconheceu que o governo não tinha votos suficientes para a reforma passar. Acrescentou que vai continuar buscando os votos que faltam, mesmo sem ter uma previsão de data para sua aprovação.

Meirelles via reforma como prioridade

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a reforma da Previdência era “prioridade número um”, mesmo com a intervenção no Rio de Janeiro. “Evidentemente que, se as lideranças do Congresso concluírem que a reforma da Previdência tem voto suficiente para ser aprovada, a ideia, inclusive já anunciada pelo presidente da República, é tomar uma medida que viabilize a votação da Previdência, atendidos todos os requisitos da Constituição”, comentou. Meirelles disse ainda que o governo não trabalha com um plano B: “Antes de se definir o número de votos e se é possível aprovar, acho que não cabe ficarmos discutindo planos B, porque isso serviria evidentemente para desviar a atenção do fundamental que é a aprovação da reforma”.


Agência Brasil e Correio do Povo

A bengala nos Emirados Árabes, por Lúcio Machado Borges*

Resultado de imagem para a bengala nos emirados árabesQuem viaja aos Emirados Árabes Unidos, percebe que na maioria das residências há uma bengala. A explicação é muito simples: por causa da vestimenta que as mulheres utilizam, acaba cobrindo todo o corpo e as mulheres acabam não pegando sol e não fixam a vitamina D no organismo. Por causa disso, acabam tendo uma osteoporose severa. Elas ficam com dificuldades para se locomover e precisam da bengala para auxiliar na locomoção.

Os homens, por fazerem as refeições sentados no chão, acabam ficando com problemas nas juntas e nos joelhos e por isso, precisam da ajuda da bengala para poder levantar-se.

*Editor do site RS Notícias



Como ser mais produtivo com o Princípio 80/20


Você já ouviu falar com Princípio 80/20 ou Princípio Pareto? Se ainda não, saiba que é sobre isso que vamos falar hoje! Criado há mais de cem anos pelo economista italiano Vilfredo Pareto, o Princípio 80/20 começou apenas como uma referência, indicado que 80 % dos resultados que alcançamos se relacionam a apenas 20 % dos nossos esforços. E isso começou quando Pareto percebo que 20% dos italianos possuíam 80% das terras naquele país. Posteriormente, […]

Instabilidade segue no RS nesta terça

Aberturas de sol e a sensação de abafamento são esperadas em diversas regiões

Porto Alegre terá tempo instável nesta terça-feira  | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP

Porto Alegre terá tempo instável nesta terça-feira | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP

O Rio Grande do Sul segue com tempo instável nesta terça-feira. De acordo com a MetSul Meteorologia, o Estado está sob influência da circulação de área de baixa pressão, o que pode trazer variabilidade nas condições do clima. Muitas nuvens permanecem ao longo do dia, mas são esperadas aberturas de sol com sensação de abafamento em diversas regiões.

Durante o dia pode chover na maioria das regiões e devido a combinação de ar quente, úmido e pressão atmosférica baixa. Com isso, há previsão de precipitação isoladamente forte a intensa nesta terça, podendo ter temporais localizados em alguns pontos.

O Litoral gaúcho é uma das áreas que deve receber chuva nesta terça e a temperatura máxima não passa dos 26°C em Torres. O tempo instável também é esperado em Porto Alegre. As marcas diminuem um pouco e podem ficar entre 22°C e 28°C.

Mínima e Máxima

Capão da Canoa 22°C | 25°C

Passo Fundo 19°C | 25°C

Cruz Alta 20°C | 26°C

Santiago 20°C | 27°C

Santa Cruz 22°C | 28°C

Rio Grande 22°C | 29°C

Pelotas 22°C | 30°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Governo envia “plano B” da área econômica para a Câmara

Autonomia do Banco Central é um dos itens de pauta, que deverá ser apresentada nesta terça

Maia anunciou nova pauta econômica | Foto: J Batista / Câmara / CP

Maia anunciou nova pauta econômica | Foto: J Batista / Câmara / CP

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou na noite desta segunda-feira,  uma agenda com até 16 projetos na área econômica que serão votados no Legislativo ainda este ano para compensar a não votação da reforma da Previdência – admitida pelo ministro Carlos Marun pouco antes.

Na pauta, estão um projeto que prevê a autonomia do Banco Central e o que autoriza o banco a remunerar depósitos sem a necessidade de lastro de títulos públicos. De acordo com Maia, a pauta foi acertada entre ele, integrantes da equipe econômica, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (MDB), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e deve ser apresentada oficialmente até esta terça-feira.

O presidente da Câmara não soube informar o impacto financeiro dessa agenda no Orçamento da União, mas disse que as propostas vão ajudar a "estimular" a economia brasileira neste ano. Maia afirmou que o projeto de autonomia do BC foi incluído nesta segunda-feira nessa agenda "a pedido do presidente do Banco Central", com o qual se reuniu antes do carnaval. Além das propostas da autoridade monetária, a pauta tem ainda os projetos que autorizam a privatização da Eletrobras, que cria o cadastro positivo, que regulamenta as agências reguladoras, o novo marco da Lei das Licitações, dos distratos e o que regulamenta a duplicata eletrônica.

"Tem muita coisa que pode ser feita para ajudar a estimular a economia este ano, já que a nossa projeção (para 2018) é que a economia cresce mais de 3%, que a arrecadação vai ter um resultado acima do esperado pela equipe econômica e que a gente já consegue projetar para este ano um déficit primário na faixa de R$ 110 bilhões", afirmou o presidente da Câmara.

Votação da reforma após outubro dependerá de presidente eleito

Maia afirmou que, com a intervenção do governo federal na área da segurança pública, já estava dado que seria impossível votar a reforma da Previdência. Isso porque, enquanto durar o decreto da intervenção, o Congresso Nacional não pode votar emendas constitucionais, como a da reforma. "Me parecia um pouco óbvio que seria impossível tratar o caso do Rio de Janeiro, no caminho de uma intervenção, e achar que dá um jeitinho, suspende, vota", afirmou.

O deputado do DEM voltou a afirmar que uma eventual votação da reforma após as eleições de outubro dependerá do novo presidente da República eleito. "Se ele entender, se essa for a decisão de que deve tentar pautar em novembro, dezembro, para começar o próximo governo já numa outra situação, é uma questão que ele vai ter que dialogar com a sociedade, decidir com a sociedade para que não pareça estelionato eleitoral.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo