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FLAVIO BOLSONARO PASSA O TRATOR EM CIMA DE MARCELO FREIXO

NO AGOSTO OLÍMPICO, CRIMES CRESCEM MUITO, APESAR DAS POLÍCIAS, FORÇA NACIONAL, EXÉRCITO E TUDO MAIS!
Presença nas ruas das Policiais, da Força Nacional, do Exército e Seguranças em equipamentos, o que produziu foi sensação de segurança e não a segurança em si.
Dados Oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados em 23/09/2016.
CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Homicídios Dolosos. 2016 agosto foram 100 / 2015 agosto foram 86 / crescimento de 16,2%.
Roubos a Transeuntes. 2016 agosto foram 3.670 / 2015 agosto foram 2.646 / crescimento 38,7%.
Roubos de Celulares. 2016 agosto foram 895 / 2015 agosto foram 631 / crescimento 41,8%.
Total de Roubos 2016 agosto foram 8.155 / 2015 agosto foram 6.100 / crescimento 33,6%.
Total de Furtos 2016 agosto foram 10.079 / 2015 agosto foram 7.536 / crescimento 33,7%.
Roubos em Ônibus. 2016 agosto foram 1204 / 2015 agosto foram 628 /Crescimento de 91,7%.
Roubo de Veículos. 2016 agosto foram 1269 / 2015 agosto foram 1099 / Crescimento de 15,5%
Ex-Blog do Cesar Maia
DATAFOLHA (26/09): ALGUNS NÚMEROS COMPARADOS ENTRE OS CANDIDATOS QUE DISPUTAM SEGUNDA VAGA PARA O SEGUNDO TURNO!
1. Votos Válidos (excluindo brancos, nulos e não sabe): Pedro Paulo 14%, Freixo 13%, Bolsonaro 10%, Jandira 9%, Indio e Osório 7%.
2. Sem Freixo, 23% de seus eleitores votariam em Jandira. Sem Jandira só 5% de seus eleitores votariam em Freixo. Paradoxalmente, a maior parte do voto útil potencial em Freixo deve vir de fora da esquerda.
3. No segundo turno contra Crivella: Indio 30%, Freixo 29%, Jandira 27%, Pedro Paulo 24%, Bolsonaro 22%. OBS.: Osório não foi incluído.
4. Pode mudar o voto. Eleitores de: Indio 51%, Jandira 45%, Pedro Paulo 40%, Osório 38%, Bolsonaro 35%, Freixo 34%.
5. Não vota de jeito nenhum em: Pedro Paulo 29%, Jandira 27%, Bolsonaro 21%, Indio 12%, Freixo 11%, Osório 11%.
Ex-Blog do Cesar Maia
OS NO RIO, PEDRO PAULO DEVE SE BENEFICIAR DO VOTO ÚTIL CONTRA A EXTREMA-ESQUERDA
Fonte: GLOBO
O candidato a prefeito do Rio pelo PMDB, Pedro Paulo, tem a força da máquina a seu favor, e o caso de agressão à sua mulher, no qual foi inocentado, como uma sombra a persegui-lo. Mas talvez sua maior vantagem nem sejam os cabos eleitorais, e sim a ideia do voto útil. Os antipetistas (ou anticomunistas, que dá no mesmo) olham com aversão para a possibilidade de um Marcelo Freixo ir para o segundo turno. E muitos, com medo disso, estariam dispostos a votar no candidato que, além de Marcelo Crivella, tiver chances reais de derrotar o socialista.
São vários nomes para gostos diferentes. Há Índio da Costa, Osório, Flavio Bolsonaro, e com menos chances, mas marcando presença inicial, Carmen Migueles do Partido Novo. Diante desse cardápio vasto, as preferências primárias ou reais talvez fiquem em segundo plano diante do risco de permitir a chegada do socialista Freixo no segundo turno, uma ideia assustadora, convenhamos.
A divisão da extrema-esquerda, lamentada por Chico Buarque, é a vantagem de quem fica arrepiado só com a ideia de um PT, PSOL ou PCdoB no comando da “cidade maravilhosa”. “Vim reiterar meu apoio ao Marcelo Freixo para prefeito do Rio. Eu gostaria de ter visto, desde o início, uma aliança, uma frente progressista na campanha para a prefeitura. Mas hoje eu acredito muito que estaremos juntos no segundo turno para ganhar, e ganhar bonito, com Marcelo Freixo”, disse Chico Buarque, ovacionado pelos idiotas úteis.
Além de Chico, Wagner Moura e Gregorio Duvivier deram apoio ao socialista. Enquanto isso, a comunista Jandira consome uns 7% de votos que poderiam migrar para o socialista Freixo. Será que Jandira Feghali é mesmo uma agente da CIA infiltrada para prejudicar a esquerda? Lembram quando ela divulgou aquele vídeo em que Lula aparecia mandando os promotores enfiarem seu processo naquele lugar? Mas pelo visto o próprio Lula a perdoou, a ponto de subir em seu palanque, assim como Dilma. O problema é que isso fez Jandira perder votos…
O racha na extrema-esquerda foi inevitável. Jean Wyllys escreveu um “textão” atacando a companheira, acusada até de fazer o jogo de Pedro Paulo. PSOL e PCdoB, duas linhas auxiliares do PT, disputam para ver quem fica com o espólio da esquerda jurássica após a derrocada petista. Freixo leva vantagem: se Jandira tem Lula e Dilma, ambos em baixa, o socialista do PSOL conquistou o apoio dos artistas engajados e dos “intelectuais”. Vide Daniel Aarão Reis, o comunista “isentão” que escreveu uma coluna patética em defesa da candidatura de Freixo hoje no GLOBO, jornal “golpista” que colocou o artigo em destaque em sua página na internet.
No artigo, Aarão Reis defende o “reformismo revolucionário” do socialista. Qual? Aquele existente na Venezuela, cujo governo tirano o PSOL de Freixo aplaude? Diz o “intelectual” comuna: “Tem que ser de outro jeito. De um jeito alternativo, fiel às melhores tradições — rebeldes — desta cidade. Em 2012, foi a campanha mais pobre e mais bonita. Chegou-se a 28% dos votos. Dois anos depois, porém, Marcelo Freixo foi o deputado estadual mais votado do país. Um reconhecimento e uma promessa. Em 2016, agora, vai ser possível superar a descrença, inaugurando, em 2 de outubro, uma outra primavera. A nossa cidade, a bela São Sebastião do Rio de Janeiro, tão depredada e sempre renascida, merece. E desse jeito, na rua, na rede, na raça, a esperança, renovada, vencerá”.
Se isso acontecer (Deus nos livre!), a realidade irá se impor sobre a “esperança utópica”, aquela que segue inabalável apesar das 379 tentativas fracassadas de uma gestão socialista mundo afora. Essa gente parece criança, sonhando com algo que sempre deu errado e sempre dará, pois parte de premissas equivocadas. Mas socialista é pior do que os crentes mais fanáticos daquela igreja evangélica que tem um bispo na disputa: são fiéis até a morte, mesmo que o líder apareça ensinando como enganar trouxas e lhes tomar seu dinheiro. Mesmo que o “socialismo real” seja a miséria cubana ou venezuelana.
O socialismo é uma seita religiosa laica, que vem substituir as religiões tradicionais, mas ofertando o paraíso terrestre em vez do celeste. Em todo canto que o socialismo pregado por Freixo vingou, tivemos miséria e escravidão. Mas agora vai! O “intelectual” quer manter a chama da esperança acesa, mesmo que isso custe o emprego de milhões, a vida de milhares, a liberdade de todos. Os artistas e “intelectuais” da esquerda caviar fecham com Freixo, e justamente por isso as pessoas decentes fogem dele, mesmo que caindo no colo do fisiológico PMDB.
Apesar dos pesares – e meus leitores sabem como critiquei Eduardo Paes em sua gestão, principalmente pelo apoio dado ao PT e pela “malandragem” – a gestão de Paes foi razoável, acima da média sofrível do Rio. Pedro Paulo não tem o mesmo carisma, o mesmo preparo, mas tem algum legado para mostrar. O socialista tem apenas demagogia e retórica de luta de classes para apresentar. Se a decisão tiver de ser entre os dois, para enfrentar o bispo, a escolha não é difícil. Em política, infelizmente, tudo é relativo. Vide o apoio que muita gente boa dá a Donald Trump, só porque a outra opção disponível é ainda pior.
Eis o quadro na última pesquisa disponível, da Datafolha (pouco confiável) divulgada hoje:
– Marcelo Crivella (PRB) – 29%
– Pedro Paulo (PMDB) – 11%
– Marcelo Freixo (PSOL) – 10%
– Jandira Feghali (PC do B) – 7%
– Flávio Bolsonaro (PSC) – 7%
Osório, do PSDB, teria 6%, e Índio da Costa, do PSD, 5%. Se esse quadro permanecer, é bem capaz de eleitores de ambos migrarem o voto para Pedro Paulo, pois sem dúvida quem tem alguma simpatia por Osório e Índio da Costa tem maior rejeição pelo socialista Freixo do que pelo candidato de Eduardo Paes. E até mesmo os eleitores de Flavio Bolsonaro, mais fiéis e ideológicos, poderão abandonar seu candidato na reta final de olho no risco vermelho.
A possibilidade de um prefeito socialista no Rio é tenebrosa, e eleitores de Jandira também poderão trocar o voto na última hora, para tentar colocar “um dos seus” no segundo turno. Por isso mesmo o voto útil passou a ser o melhor amigo de Pedro Paulo, seu grande aliado. Muitos vão votar nele, não porque gostam de suas ideias ou estejam satisfeitos com a gestão de Paes, e sim porque a alternativa é não só muito pior: é terrível. Freixo não dá! Até Crivella consegue ser mais digerível.
Logo, por puro pragmatismo, a tendência é Pedro Paulo subir ainda mais até o dia da eleição, usando a máquina do PMDB, seus cabos eleitorais, recursos, imprensa, e principalmente, o voto útil dos anticomunistas, ou seja, de todos aqueles seres pensantes que sobreviveram à doutrinação ideológica das universidades.
Concurso Metrô/SP: saiu edital para diversos cargos
O edital do concurso aberto pelo Metrô de SP traz oportunidades em funções de todos os níveis escolares com salários iniciais de até R$ 7,9 mil, além de benefícios
Foi divulgado, nesta terça-feira (27), o edital do concurso do Metrô/SP (Companhia do Metropolitano de São Paulo). A seleção vem com o objetivo de preencher 40 vagas, além de formar cadastro reserva (CR), em carreiras de todos os níveis escolares. Há reserva de duas funções a pessoas com deficiência.
Quem possui ensino fundamental, mais curso específico na área de atuação, pode concorrer aos postos de oficial de manutenção de instalações I - civil (1 + CR - R$ 2.033,10), oficial de manutenção industrial - elétrica (1 + CR - R$ 2.931,53), oficial de manutenção industrial - mecânica (1 + CR - R$ 2.931,53), oficial de manutenção industrial - pintura industrial (1 + CR - R$ 2.931,53), oficial de manutenção industrial - serralheria (1 + CR - R$ 2.931,53), oficial de manutenção industrial - solda (1 + CR - R$ 2.931,53) e usinador ferramenteiro (1 + CR - R$ 3.395,24).
Com ensino médio completo, há chances no concurso do Metrô/SP para operador de transporte metroviário I (20 + CR - R$ 2.033,10).
Nível médio e curso técnico são requisitos do Metrô/SP para as carreiras de auxiliar de enfermagem do trabalho (1 + CR - R$ 3.173,68), técnico de segurança do trabalho (2 + CR - 3.850,26), técnico de sistemas metroviários I - civil (1 + CR - R$ 3.850,26), técnico de sistemas metroviários I - elétrica (1 + CR - R$ 3.850,26), técnico de sistemas metroviários I - eletrônica (1 + CR - R$ 3.850,26), técnico de sistemas metroviários I - mecânica (1 + CR - R$ 3.850,26), técnico de restabelecimento corretiva I - elétrica (1 + CR - R$ 3.850,26), técnico de restabelecimento corretiva I - eletrônica (1 + CR -R$ 3.850,26) e técnico de restabelecimento corretiva I - mecânica (1 + CR - R$ 3.850,26).
APOSTILA CONCURSO METRÔ - CONHECIMENTOS BÁSICOS - ENSINO FUNDAMENTAL *
APOSTILA CONCURSO METRÔ/SP - CONHECIMENTOS BÁSICOS - NÍVEIS MÉDIO OU TÉCNICO *
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Para profissionais graduados, o concurso do Metrô/SP oferece oportunidades como advogado júnior (1 + CR - R$ 4.762,38), engenheiro de segurança do trabalho (1 + CR - R$ 7.243,13) e médico do trabalho (1 + CR - R$ 7.941,55).
De acordo com o edital, o Metrô/SP concederá aos contratados benefícios como: auxílio-refeição, auxílio-alimentação, seguro de vida em grupo (opcional), plano de saúde (médico e odontológico), previdência suplementar (opcional) e bilhete de acesso gratuito ao sistema metroviário.
APOSTILA CONCURSO METRÔ/SP - OPERADOR DE TRANSPORTE METROVIÁRIO I *
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Inscrição no concurso
As inscrições para o concurso do Metrô/SP ficam abertas até 20 de outubro, pelo site da Fundação Carlos Chagas (http://www.concursosfcc.com.br).
A organizadora cobra taxas de R$ 55 (vagas de nível fundamental), R$ 75 (médio/técnico) e R$ 105 (superior).
O processo seletivo do Metrô/SP
A aplicação da prova objetiva está prevista para 27 de novembro, nos períodos da manhã (postos de nível médio/técnico) e tarde (fundamental e superior), na cidade de São Paulo. Haverá dois formatos de exame: com 50 e 60 perguntas de múltipla escolha, variando conforme a escolaridade exigida para cada cargo. As questões abordarão conhecimentos básicos e específicos.
O concurso do Metrô/SP terá validade de um ano, prorrogável por mais um, a critério do órgão, conforme prevê o edital (disponível para consulta entre os anexos da notícia).
Sobre o Metrô/SP
A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô/SP) foi constituída no dia 24 de abril de 1968. As obras da Linha Norte-Sul foram iniciadas oito meses depois. Em 1972, a primeira viagem de trem foi realizada entre as estações Jabaquara e Saúde. Em 1974, o trecho Jabaquara - Vila Mariana começou a operar comercialmente.
Atualmente, o Metrô/SP possui cinco linhas em operação. Ao todo são 68,5 quilômetros de rede, 61 estações e 154 trens. Em 2015 foram transportados 1,117 bilhão de passageiros no sistema.
O sistema está integrado à CPTM nas estações Luz, Pinheiros, Tamanduateí, Brás, Palmeiras-Barra Funda, Tatuapé, Corinthians-Itaquera e Santo Amaro e aos outros modais de transporte na cidade de São Paulo.
Diariamente, a malha metroviária transporta cerca de 4,7 milhões de passageiros.
Em 2015 o Metrô/SP ultrapassou a marca de 25,6 bilhões de passageiros transportados desde a sua inauguração em 1974, destacando-se mundialmente pelos resultados obtidos na produção e na qualidade do serviço de transporte público de passageiros sobre trilhos.
Fonte: JCConcursos - jcconcursos.uol.com.br - 27/09/2016 e Endividado
A VERGONHOSA DOUTRINAÇÃO NAS ESCOLAS: MAIS UM VÍDEO DE UM “PROFESSOR” MILITANTE
Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo Instituto Liberal
Há dois dias circula nas redes sociais um vídeo com a fala de um professor doutrinador. O vídeo foi publicado por uma estudante e reforça o debate em torno da doutrinação em sala de aula que, apesar de cansativo, é profundamente necessário, dado que existem sujeitos mentindo sobre sua existência. Tal como escrevi em um texto anterior, só os doutrinadores negam a doutrinação e aqueles que de fato não enxergam são os mais aguerridos. Assista aqui ao vídeo:
Segue a transcrição do que o professor diz: “Da mesma maneira que aconteceu em 37, a classe trabalhadora, no caso, vocês, né, estão completamente alijados e alienados do que aconteceu. Apenas a classe média, branca, é quem foi à rua vestido de camisa do Brasil querendo que o governo fosse deposto. Mas é porque a classe média que foi à rua, galera, tava insatisfeita com o fato de pobre tá pegando avião no aeroporto […] com o fato de ter mais negro e gente de periferia dentro de universidade. Gente da origem de vocês. A classe média que foi à rua […] tava insatisfeita porque pobre tava financiando carro. Infelizmente, como a gente tem uma sociedade de analfabetos políticos, as pessoas não se deram conta disso[…] devidamente manipuladas pela Globo.”
Que discurso clichê! É precisamente a pregação da esquerda que quer injetar ódio classista nas mentes dos alunos. Antes que um “pedagogo freireano” venha dizer que os estudantes não são recipientes vazios que devam ser preenchidos, respondo: eu sei! Todavia, negar a influência dos professores na formação dos estudantes, para o bem ou para o mal, é pura falsidade e dissimulação de quem pretende doutriná-los.
Mas analisemos mais pormenorizadamente a fala do professor militante.
Ele diz que somente a classe média branca foi às ruas pedir o Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e que seus alunos pertencem à classe trabalhadora que está alienada do que realmente acontece. Assim, se levarmos em consideração que a aluna, que não é branca e que, para o professor, faz parte da “classe trabalhadora alienada”, está filmando e ri do que ouve, ela deve ter ido às ruas ou apoiado as manifestações. Logo, o argumento dele é falacioso.
Além disso, ele alega que a classe média estaria insatisfeita com o fato de “pobre tá pegando avião no aeroporto”, “de ter mais negro e gente de periferia dentro de universidade” e “financiando carro”. Diz também que essa gente é “da origem de vocês”, isto é, dos estudantes. Portanto, se pessoas da “origem deles” são aquelas “odiadas” pela classe média, os alunos devem ser contrários a ela e odiá-la. Isto nada mais é do que a preparação do terreno para o cultivo da mentalidade esquerdista.
Por fim, o doutrinador diz: “Infelizmente, como a gente tem uma sociedade de analfabetos políticos, as pessoas não se deram conta disso […] devidamente manipuladas pela Globo.” Novamente um clichê de causar espanto. Primeiro que ele, como todo militante esquerdista, acredita que todos aqueles que não concordam com a esquerda são “analfabetos políticos”, menos eles e sua classe de bolcheviques modernos e covardes. Esse pessoal sempre se julga clarividente e capaz de mudar o mundo a partir de suas teorias e frases de efeito. Por último, outro chavão da militância: falar mal da Globo.
Todos sabem que insultar esta emissora, falar mal dos Estados Unidos e do capitalismo é lugar-comum do catecismo marxista. Aliás, pergunte ao professor doutrinador do vídeo o que ele pensa sobre o projeto Escola Sem Partido. Já sabemos a resposta. Não seria nenhuma novidade.
Em suma, o que é isso tudo senão uma pregação da luta de classes? É sempre a mesma coisa, o mesmo mantra esquerdista repetido para fins de lavagem cerebral e criação de autômatos. Felizmente isso tem mudado e, diferentemente do que o professor doutrinador acredita, negros e moradores de periferia também raciocinam e sabem quando estão perante um demagogo barato.
Tenho o compromisso de fazer tais denúncias enquanto houver hipócritas de toda sorte negando que a doutrinação seja real.
Hillary, o Pacote Completo da Ideologia de Esquerda
Constatei que a opinião majoritária dos analistas políticos, após o primeiro embate televisivo entre Donald Trump e Hillary Clinton, é a de que o Republicano saiu-se bem no início do debate, notadamente nos primeiros trinta minutos, e depois foi totalmente dominado pela oponente. Mas o que teria gerado este divisor de águas? O que favoreceu Trump no começo, e o que fez com que sua performance fosse afetada no decorrer do debate?
O primeiro tópico trazido à baila pelo “isento” moderador Lester Holt tratava de prosperidade. Na prática, a contenda girou em torno da geração de empregos. E foi nessa hora que a admiradora de Saul Alinsky balançou, sendo sobrepujada pelo adversário. Não é de causar espanto: em pleno século XXI, a “Democrata” (eis aí uma clamorosa distorção entre significado e significante do tipo que a Esquerda adora promover) sustenta teses econômicas que já foram refutadas (pela vida real) há muito tempo, declarando que o Estado deve ser o responsável por gerar trabalho para a população, por meio do investimento público. Para tal, sugere cobrar mais impostos dos ricos – como se isso não fosse causar elevação de preços e desemprego, e como se os maiores financiadores de sua própria campanha não fossem George Soros e outros bilionários de Wall Street.
Waddill Catchings, em 1926, afirmava que as recessões eram causadas por falta de demanda, e que, portanto, seria imperativo que os governos (com dinheiro emprestado, se necessário) investissem em obras públicas para provocar demanda, abastecendo, assim, os consumidores com dinheiro para comprar o excesso de bens produzidos na recessão. Isso até podia fazer sentido 90 anos atrás, mas Hilary, ao fazer uso desta retórica desbotada, veio com um estilete para uma briga de machados neste primeiro trecho do debate, especialmente se comparado com o discurso do adversário. Bernie Sanders deve ter ficado orgulhoso da camarada Clinton, mas não tenho certeza se a maioria dos americanos quer brincar de virar cubano ou venezuelano (not yet, at least). Aparentemente, a maior parte deles entende que, se todos os cidadãos forem contratados pelo Estado para cavar buracos, teremos desemprego zero, muitas tocas para tatus e nada para comer.
Trump, a seu turno, propôs reduzir em 15% a carga tributária nacional, como medida para incentivar o empreendedorismo, bem como rever acordos comerciais leoninos assinados pelos Estados Unidos (NAFTA), criar outros incentivos para que os empresários americanos não migrem para o terceiro mundo (tal qual vem ocorrendo com o Brasil também), refrear a bolha financeira que está sendo gerada pelo FED com sua política de redução artificial dos juros, além de ter mostrado preocupação com o crescente défict público (US$20 trilhões). Não chega a ser uma palestra sobre a Escola Austríaca, mas está bem mais condizente com os princípios dos pais fundadores da América, e que proporcionaram tanto progresso àquela nação. Ponto para Trump.
A partir daí é que o caldo entorna. A conversa descamba para temas que um interlocutor despreparado, quando confrontado com um(a) esquerdista profissional, tende a perder a compostura, tal qual ocorreu com Donald. Trump passou sessenta minutos se defendendo de pechas e clichês típicos do ideário “progressista”. Xenófobo, sexista, racista, maluco que vai causar uma guerra nuclear, tudo temperado com risos debochados e gritinhos da platéia: foi muito para alguém que ingressou no meio político há pouco mais de um ano, e o candidato perdeu o rebolado. E olhe que estamos falando de alguém habituado a estar em frente às câmeras e sob pressão.
Hillary “venceu o debate sem precisar ter razão”, como detalhado por Artur Schoppenhauer em seus 38 estratagemas: encolerizar o adversário, plantar pistas falsas, fazer manipulações semânticas, uso de premissa falsa previamente aceita pelo adversário (e por toda a Direita), impelir o adversário ao exagero, fuga do específico para o geral; enfim, estava tudo lá. Desde a polêmica da tensão entre policiais e negros, até a celeuma da recusa do Republicano em apresentar seu imposto de renda, passando pelo fato de que ele mal tocou no assunto dos e-mails deletados por Hillary e deixou de mencionar o atentado terrorista em Benghazi – dois pontos fracos dela. Trump caiu feito pato na armadilha, e, quando se deu conta, era tarde demais.
Ou seja, uma vez mais, a Esquerda mostra que ainda dá um baile em Conservadores e Liberais quando se trata de conquistar corações e mentes, independentemente da lógica por esta adotada. Aquela metáfora do jogo de xadrez com o pombo, que derruba todas as peças, defeca no tabuleiro e sai de peito estufado dizendo que ganhou, funcionou e ainda angariou aplausos do público americano, diante de um Trump boquiaberto e sem ação. Ele assistiu Hillary nadar de braçada e não soube como subverter aquele processo.
E poucos de nós saberíamos, convenhamos. Jogar pelada no campo da esquina como se estivesse trotando no gramado do Camp Nou é implorar pela derrota, e é exatamente o que os oponentes de esquerdistas costumam fazer em debates e campanhas eleitorais. Trump terá mais duas oportunidades de dar a volta por cima até novembro, mas quem precisa aprender a lição, na verdade, são todos aqueles que pretendem conter o avanço dos apologistas do Globalismo e do big government mundo afora.
Não pense que será muito diferente com quem for travar discussões com Ciro Gomes ou Marina Silva nas eleições presidenciais de 2018. Se não quisermos ver o Planalto pintado de vermelho de novo (ainda que com matizes diversas), cumpre entender que a esperteza, em determinados momentos, é mais importante que a inteligência e o preparo, e que a forma deve, por vezes, ser prestigiada em detrimento do conteúdo.
Olavo de Carvalho, em outubro de 2015, publicou um artigo intitulado “O Reino do Subjetivismo”, donde se extraí esta mesma lição:
“… há dois conjuntos de conhecimentos, diferentes e incomunicáveis entre si, que o cidadão tem de dominar para alcançar algum sucesso. O primeiro refere-se, naturalmente, ao objeto ou propósito da tarefa a desempenhar. Se o sujeito trabalha numa fábrica de sabonetes, tem de saber algo sobre sabonetes. Se é enfermeiro, algo sobre corpos humanos, doenças e remédios. Se é legislador, juiz ou advogado, algo sobre leis. Se é escritor ou jornalista, algo dos assuntos sobre os quais escreve e do idioma que emprega. E assim por diante. O segundo conjunto de conhecimentos, que não pode ser deduzido do primeiro e tem de ser adquirido independentemente, ensina como o cidadão tem de tratar os colegas, os chefes e opúblico para sobreviver e, se possível, subir na hierarquia profissional…”.
Aí está. Ao que me parece, saber jogar para a torcida, que é uma aptidão comum em políticos populistas/estatizantes, é artigo em falta entre Liberais e Conservadores. Mas não é nada que não possa ser assimilado e posto em prática. A vida dos americanos já não andava fácil, precisando escolher entre duas maçãs podres, mas tudo leva a crer que os próximos quatro anos podem ser ainda mais duros na terra dos livres e lar dos bravos (pero no mucho).
Ministrar cursos visando habilitar candidatos com estas competências pode ser uma boa oportunidade de ganhar dinheiro no futuro próximo, hein. Mas cuidado para não ficar rico como Trump, e entrar para o time dos “The Have” – ou, em português Lulopetista, a ZELITE! Não serás perdoado, e sua reputação será atacada impiedosamente, seja ao vivo na CNN, seja em Terra Brasilis. “Make America Great Again” sounds good, but americans seem to prefer “Fundamentally transform America”. It’s a shame…
ESQUERDA E CRIME, TUDO A VER: SENADORA VANESSA GRAZZIOTIN GRAVA VÍDEO DE APOIO A CANDIDATA QUE FOI PRESA
Deu em O Antanogista:
Vanessa Grazziotin foi do Amazonas ao Pará para gravar um vídeo de apoio à candidatura de Senhorita Andreza, que quer ser vereadora “sem embaçamento”. Andreza foi presa recentemente por apologia ao tráfico de drogas.
Qual a novidade? A esquerda radical sempre flertou com o crime. Só sabe defender bandidos, enquanto ataca os policiais, a lei e a ordem, o estado democrático de direito. Ser da extrema-esquerda é fazer apologia ao crime. Simples assim.
O “TIRO NO PÉ” SINDICAL: MOTORISTAS DO UBER QUEREM DIREITOS TRABALHISTAS
Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal
O jornal Extra informou ontem, em sua versão digital, que “Motoristas do Uber ameaçam ir à Justiça por direitos trabalhistas”, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos, sob a alegação de que esta prestação de serviço configura relação de emprego – e daí adviriam diversas obrigações patronais, como concessão de férias, pagamento de 13º salário, e tudo o mais previsto em nossa legislação. A discussão jurídica ainda vai render bastante, mas o ponto central da celeuma, a meu ver, deveria ser outro: quais seriam as consequências práticas de condenar o UBER a registrar todos os motoristas cadastrados como empregados? E a quem elas beneficiariam de fato?
Comecemos por analisar a viabilidade da petição em questão: seria possível considerar, à luz do ordenamento jurídico pátrio e da jurisprudência dominante, que estariam presentes os pressupostos que caracterizam a relação de emprego – positivados em nosso Direito nos artigos 2º e 3º da CLT? Acredito que sim, muito embora dificilmente tal entendimento venha a ser unânime entre juristas. Conceber a adesão dos empregados ao regulamento estabelecido pela empresa como Subordinação, ou o fato de que não pode o motorista se fazer substituir por outro trabalhador no desempenho da atividade como Pessoalidade, são linhas de interpretação que provavelmente serão adotadas pelos magistrados a quem venham a se distribuídos os referidos pleitos – e que irão, por conseguinte, favorecer aos litigantes.
Todavia, esses mesmos elementos estão presentes, por exemplo, na relação de trabalho dos árbitros de competições esportivas com as federações e confederações a quais são filiados, ou, melhor ainda, entre os motoristas de táxi e os detentores das correspondentes licenças municipais. E por que, então, estes trabalhadores não acionam o Judiciário em busca de reconhecimento da relação empregatícia? E, quando o fazem, têm seus pedidos rotineiramente indeferidos?
Frederick Hayek afirmava que “no conflito entre os vários grupos de pressão não prevalecem, necessariamente, os interesses dos grupos mais pobres e mais numerosos”. Eis aí o X da questão: como é deveras oneroso manter empregados com carteira assinada no Brasil (especialmente em função dos encargos, como INSS e FGTS), resta aos empregadores buscarem formas de fugir de tais obrigações, apelando, claro, para os legisladores. E enquanto determinados “grupos de pressão” logram êxito nesta empreitada, os demais cidadãos precisam arcar com o peso destes privilégios concedidos aos amigos do Rei.
Vejamos primeiramente a questão dos árbitros: a lei 9.615/1998, conhecida como “Lei Pelé”, prescreve, no parágrafo único do artigo 88, que “Independentemente da constituição de sociedade ou entidades, os árbitros e seus auxiliares não terão qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem, e sua remuneração como autônomos exonera tais entidades de quaisquer outras responsabilidades trabalhistas, securitárias e previdenciárias”. Pronto: as federações esportivas estão livres das amarras trabalhistas. Observando os escândalos recentes que atingiram a CBF e também outras entidades desportivas, pode-se imaginar que métodos foram utilizados para convencer o Estado a conceder-lhes tal isenção.
Agora analisemos porque os motoristas de táxi não são considerados empregados dos detentores das autorizações municipais. Observe-se este trecho de um julgado do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, proferido em 2011: “Taxista que trabalha nos moldes da Lei 6094/71 e cuja forma autônoma de atuar é confirmada pelos elementos de prova colhidos, não pode ser declarado empregado nos moldes do artigo 3º da CLT. Incidência do princípio da primazia da realidade, que impede o reconhecimento de vínculo empregatício a trabalhador que não se encontra juridicamente subordinado ao dono do carro, apenas trabalhando em regime de colaboração com este, tal como previsto na citada Lei que regulamenta a atividade e que inclusive define, de forma expressa, o caráter autônomo de situações como a dos autos”. Pois é: a referida lei concede aos proprietários de licenças de táxi esta salvaguarda contra a CLT, garantindo-lhes uma espécie de imunidade contra ações judiciais. E o círculo de amigos do Rei vai aumentando – assim como a parcela de riqueza sugada do restante da sociedade para manter estes amigos contentes.
Resta saber se o Uber também logrará conseguir um tratamento diferenciado dos demais empregadores, mas não parece ser esta a tendência. Ao contrário, os taxistas tem levado vantagem nesta queda de braço em diversas cidades do Brasil, onde o Uber já foi regulamentado, como em São Paulo. Como resultado, temos o encarecimento do serviço, por óbvio, e um malefício ainda pior é gerado: dinheiro que circulava na mão dos cidadãos é canalizado para órgãos públicos, notadamente mais ineficientes (e desonestos) que os investidores da esfera privada. É a questão do custo de oportunidade: se os consumidores seguissem pagando menos pelo transporte urbano, tal qual estava ocorrendo antes da regulamentação, eles iriam gastar estes recursos economizados (ou mesmo poupá-los, aumentando a oferta de crédito e contribuindo para a redução das taxas de juros) em outros produtos e serviços, girando a roda da economia de forma muito mais eficaz. Como diria Bastiat: o que se vê, após a regulamentação, são taxistas sorridentes (mas nem tanto, vez que eles ansiavam por mais privilégios); o que não se vê é o empobrecimento geral que tal medida causa – e que gera, inclusive, desemprego.
Digamos, então, que o Uber seja obrigado a assinar a carteira de todos os seus motoristas. Isso vai representar, necessariamente, uma melhoria em suas vidas? Contar-lhes-ei uma história que ouvi de um amigo, ano passado:
“Meu irmão, que é engenheiro, estava sendo contratado por uma grande empresa canadense. O diretor que o entrevistava apresentou a proposta de emprego: “O senhor vai ter 20 dias de férias e feriados (isso mesmo, os feriados são deduzidos das férias!), stock options, salário de 90 mil dólares canadenses por ano…” Nisso, meu irmão gentilmente o interrompeu: “Senhor, desculpe-me, mas minha família reside no Brasil e eu gostaria de ter 30 dias por ano de descanso…” Impassível, o diretor fez algumas contas rapidamente e emendou: “OK, o senhor terá 30 dias de férias e feriados, salário de CAD 87 mil por ano…”
Moral da história: do couro sai a correia. Qualquer empresa possui uma determinada capacidade financeira com a qual pode remunerar seus empregados, e tanto faz se o fará por meio de dezenas de verbas trabalhistas criadas por governantes populistas ou se, simplesmente, vai entregar tudo na mão do empregado como salário. Quando o trabalhador vai até o mercado fazer compras, o comerciante não quer saber se o pagamento saiu do 13º, das férias, das horas extras; ele só quer ouvir o “tin-tin” na máquina registradora. E assim deveria também pensar o brasileiro.
Ou seja, se o Uber for obrigado a contratar como motoristas todos os cadastrados, e passar a cumprir todas as imposições legais próprias, certamente precisará dispensar uma grande parcela destes profissionais – isso se suas atividades não forem inviabilizadas por completo. Direitos trabalhistas são altamente custosos para a produção e roubam nossa competitividade. E sem competitividade, não há emprego. Em suma, as infindáveis lutas por melhorias no meio sindical são, na verdade, um tiro no pé. Se a empresa não pode negociar reduções, demite. E não será diferente desta vez.
Mas como melhorar então o rendimento dos motoristas autônomos que fazem uso de aplicativos para conectar-se a seus clientes? Ora, basta o Estado brasileiro parar de embarreirar a entrada destes aplicativos no mercado. Diversas outras iniciativas do gênero tem surgido no Brasil, e todas essas empresas precisarão disputar a mão de obra dos motoristas – o que irá levar, inevitavelmente, à elevação dos ganhos destes. A demanda por esta mão de obra aumenta em relação à oferta, aumentando, naturalmente, o preço do trabalho (o bom e velho salário). Não percamos de vista que os motoristas podem, inclusive, ficar cadastrados em mais de um aplicativo, e, como não há jornada de trabalho estipulada, trabalharem mais horas para aquele que lhe oferecer mais benefícios – o que pode variar com o tempo, em virtude da disputa entre os aplicativos e do decorrente oferecimento de estímulos. Nada os impede de colocarem o Uber no off e ficarem atendendo as chamadas do WillGo, se assim lhes for mais oportuno; ou vice-versa.
Conheço pessoas que trabalham como motoristas do Uber. Algumas complementam a renda familiar dirigindo por algumas horas diárias. Outras sustentam a família com esta atividade porque perderam o emprego após o estouro da bolha financeira gerada pelo PT e suas pedalas fiscais “desenvolvimentistas”. E o mais curioso: há aquelas que costumavam ser motoristas de táxi e preferiram migrar para o Uber. Sinal de que a coisa não é tão ruim quanto parece. Eu não ficaria surpreso, inclusive, se vier à tona que tais pessoas que pleiteiam ingressar com medidas judiciais contra o aplicativo de transporte fossem apenas “laranjas” infiltrados pelas máfias do táxi, a fim de complicar a vida da concorrência. Livre mercado, afinal, é interesse da sociedade, e não de malandros que adoram uma reserva de mercado.
E ainda que não seja este o caso, e que haja, sim, muitos insatisfeitos, acredito que assim o seja devido à mentalidade paternalista da maior parte de nossa população. Seria mais vantajoso para todos (motoristas, Uber e usuários) que estes passassem a ver a si próprios como franqueados – e, como tais, podem obter maiores lucros se prestarem melhores serviços, ou podem ser descredenciados se não cumprirem as normas do franqueador. Pergunte no MC Donald’s mais próximo se assim não é a vida do proprietário.
Encerro a argumentação lançando mão, uma vez mais, da obra de Frederick Hayek, sob medida para este imbróglio:
“Enquanto, num país, o movimento socialista estiver intimamente ligado aos interesses de um grupo particular, em geral constituído pelo operariado das categorias mais especializadas, será bastante simples criar uma opinião comum quanto ao status desejável dos diferentes membros da sociedade. A primeira preocupação do movimento será elevar o status de um grupo acima do dos outros grupos. O problema, todavia, muda de caráter à medida que, na marcha progressiva para o socialismo, evidencia-se para o indivíduo que sua renda, e de um modo geral sua posição, são determinadas pelo mecanismo coercitivo do estado e que ele só pode manter ou melhorar essa posição como membro de um grupo organizado capaz de influenciar ou controlar a máquina estatal”.
Sobre o autor: Atua como Auditor-Fiscal do Trabalho, e no exercício da profissão constatou que, ao contrário do que poderia imaginar o senso comum, os verdadeiros exploradores da população humilde NÃO são os empreendedores. Formado na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) como Profissional do Tráfego Aéreo e Bacharel em Letras Português/Inglês pela UFPR. Também publica artigos em seu site: https://bordinburke.wordpress.com/
Por um Brasil sem Populismo!
OS SÓCIOS DO ESTADO E SEUS DIVIDENDOS
Por Percival Puggina
Minutos após as tenebrosas revelações da força-tarefa da Lava Jato sobre as atividades do companheiro Antônio Palocci, o PT descobriu que escandaloso, mesmo, é o ministro Alexandre de Moraes que mostrara, na véspera, saber que havia uma operação prevista para a semana que iniciava.
Literalmente, o país ficou mais abandalhado ante as provas de que o ex-prefeito de Ribeirão Preto tinha conta corrente no setor de propinas da Odebrecht. Os números são de deixar Donald Trump de cabelo em pé. O “italiano” titular da conta movimentou R$ 216 milhões no caixa subterrâneo da empresa! Note-se que Palocci não era sócio da Odebrecht recebendo dividendos. Por sua autoridade, até prova em contrário, operava como representante do PT, recebendo dividendos societários auferidos pela sigla na condição de sócia do governo. Ou propina, como afirmaram, de modo mais tosco, os policiais federais e os procuradores da república atuantes na operação.
Mário Sabino, do blog O Antagonista, em texto de ontem (26/09), lembrou que o COAF, em 2015, havia localizado operações financeiras extraordinárias nas contas de algumas lideranças do então partido governista, a saber:
Lula movimentara 52,3 milhões de reais; Antonio Palocci, 216 milhões de reais; Fernando Pimentel, 3,1 milhões de reais; Erenice Guerra; 26,3 milhões de reais. Ou seja, um total de quase 300 milhões de reais.
Qual a atitude dos líderes petistas, no ano passado ou agora, face a tais revelações? Deram alguma explicação? Escandalizaram-se? Solicitaram investigação interna para esclarecer os fatos e o destino dos milionários créditos? Eximiram o partido de qualquer responsabilidade? Emitiram sinal de constrangimento? Não. Arregaçaram as mangas, gargarejaram mel com limão e foram aos microfones atacar o boquirroto e infeliz ministro da Justiça.
Os deputados federais petistas Paulo Teixeira e Paulo Pimenta não precisaram contar até dez antes de proporem à CCJ da Câmara a convocação do ministro fanfarrão para as necessárias explicações. Vanessa Grazziotin fez o mesmo no Senado. Dilma Rousseff, desde a constelação Alfa Centauro, usou as redes sociais para diagnosticar que o país vive uma “situação grave” e que “estamos caminhando para o Estado de Exceção” (ZH de 27/09).
Passaram-se as horas, virou o dia, e até este momento, o único a dar explicações foi o ministro Alexandre de Moraes, já com o pé na soleira da porta de saída. Não sei por que razão me vieram à mente estas palavras de Josué Montello ao descrever a decadência de uma cidade em Noite sobre Alcântara:
“De repente, já longe, teve a sensação nítida de que ia andando pela alameda de um cemitério. As casas fechadas eram sepulcros e ali jaziam condes, barões, viscondes, senadores do Império, deputados, comendadores, sinhás-donas, sinhás-moças, soldados, mucamas, juízes, vereadores, sacerdotes. Somente ele, assim desperto dentro da noite, estaria vivo na cidade de mortos. E uma impressão instantânea de frio gelou-lhe as mãos e os pés, com a ideia de que, também ele, ia permanecer em Alcântara para sempre, encerrado no mausoléu de seu sobrado.”