Aécio Neves diz que críticas a Alexandre de Moraes são políticas e não procedem

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse hoje (27) que “o país inteiro” tem consciência de que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, tem dado “absoluta independência” à Polícia Federal para atuar na Operação Lava Jato, e que, portanto, não procedem as suspeitas de que a declaração feita pelo ministro no dia 25, durante comício do PSDB em Ribeirão Preto (SP), represente acesso ou divulgação indevida a informações sigilosas.

Naquele dia, ao participar em Ribeirão Preto de um evento de campanha a favor do candidato tucano Duarte Nogueira à prefeitura, o ministro da Justiça informou que haveria uma nova fase da Lava Jato nesta semana.

Brasília - O senador Aécio Neves, fala durante o quinto dia de julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff, no Senado (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Para Aécio Neves, o assunto Alexandre Moraes está "absolutamente" superadoArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

"Pode ficar sossegado. Apoio total à Lava Jato. Tanto que falam, falam, que quinta teve uma (fase), sexta teve outra. Esta semana vai ter mais. Podem ficar  tranquilos.[...] Quando vocês virem esta semana, vocês vão lembrar de mim”, disse o ministro durante conversa com integrantes do Movimento Brasil Limpo (MBL).

Diante dessa declaração, parlamentares do PT e do PCdoB entraram ontem (26) com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Alexandre de Moraes, pedindo o afastamento cautelar do ministro, por entenderem que ele teria violado o sigilo profissional do cargo.

Na petição, os parlamentares acusam o ministro de ter conhecimento prévio sobre a 35ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nessa segunda-feira, resultando na prisão do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci.

Segundo Aécio Neves, “esse assunto já está absolutamente superado. Há hoje uma consciência no país inteiro de que o ministro Alexandre de Moraes não apenas apoia a Operação Lava Jato, como tem dado à Polícia Federal absoluta independência para fazer o seu trabalho. [Ao criticar o ministro] o PT tenta politizar uma questão que é absolutamente jurídica”, afirmou o presidente do PSDB, após reunião com o presidente Michel Temer.

No encontro com Temer, Aécio buscou o apoio do presidente a uma proposta, em tramitação no Senado, segundo a qual o Bolsa Família deixaria de ser uma política de governo e passaria a ser política de Estado.

De acordo com o senador, esse projeto fará com que o Bolsa Família "deixe de ser compreendido como programa de governo ou de um governo”. “Vim buscar apoio do Temer para que, ao lado das medidas econômicas, essa seja uma medida consistente no plano social para demonstrar que o ajuste das contas públicas possa conviver com a consolidação das políticas sociais relevantes para a população brasileira”, acrescentou Aécio Neves.

Ao comentar a proposta apresentada pelo governo federal, de limitação dos gastos públicos, Aécio defendeu que, como forma de garantir sua aprovação, ela, em um primeiro momento, se restrinja apenas aos gastos do governo federal.

Segundo ele, a proposta de criação de um teto de gastos representa uma sinalização para a sociedade de que há um governo que tem um "rumo e um projeto" para o país. “É por isso que o PSDB apoia o governo Michel Temer: porque acredita que ele tem consciência clara de que ou avança na direção dessas reformas ou terá um fim muito difícil.”

“Mas prefiro que tratemos o teto dos gastos públicos federais, que é a inspiração inicial. Ao se ampliar [a proposta], corre-se o risco de criarmos oposição à proposta”, concluiu Aécio Neves.

 

Agência Brasil

 

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Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato

Os ministros da Segunda Turma do STF decidiram receber a denúncia contra Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo por unanimidadeArquivo/Agência Brasil

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu hoje (27) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Com a decisão do colegiado, os dois passam à condição de réus nas investigações da Operação Lava Jato.

Em maio, o casal foi denunciado ao Supremo sob a acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010. De acordo com depoimentos de delatores na Lava Jato, o valor é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Os ministros seguiram o voto do relator, ministro Teori Zavascki. Para o ministro, a denúncia descreveu a conduta individual dos acusados e indicou que Paulo Bernardo solicitou o pagamento ao ex-diretor, que determinou a Youssef a entrega dos recursos, por meio de uma pessoa interposta.

Ao contrário do que sustentou as defesas, Zavascki afirmou que não houve contradições nos depoimentos dos delatores.

"Em declarações prestadas nos autos de colaboração premiada, Alberto Youssef não só confirmou a realização da entrega de valores, detalhando a maneira como procederam os pagamentos, reconhecendo, ainda, mediante fotografia, a pessoa do denunciado Ernesto Rodrigues, como responsável por receber a quantia da denunciada Gleisi Hoffmann", afirmou o ministro.

O entendimento do relator foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Pela acusação, o subprocurador da República Paulo Gonet, representante da Procuradoria-Geral da República (PGR), disse que os denunciados tinham plena ciência do esquema criminoso na Petrobras e da "origem espúria" dos valores recebidos por meio de Ernesto Kugler Rodrigues, empresário ligado ao casal, que teria intermediado o repasse de Paulo Roberto Costa. Rodrigues também foi denunciado.

"Paulo Roberto Costa esperava, com esse repasse de quantias obtidas criminosamente, colher o apoio do casal denunciado para permanecer nas suas funções de diretor da Petrobras.", disse Gonet.

Outro lado

No julgamento, o advogado da senadora, Rodrigo Mudrovitsch, disse que as afirmações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef foram desmentidas ao longo das investigações da Operação Lava Jato. Para a defesa, a acusação contra o casal foi baseada somente em supostas iniciais de Paulo Bernardo, encontradas em uma agenda de Costa, durante as investigações.

"Nós temos dois colaboradores premiados, ambos beneficiados e premiados por sua colaboração, que apontam dois trilhos de investigação completamente díspares e desconexos entre si. O que há aqui até agora, é simplesmente uma anotação unilateral PB 1,0.", disse Mudrovitsch.

A advogada de Paulo Bernardo, Verônica Stermann, afirmou que o ex-ministro não tinha responsabilidade sobre a manutenção de diretores na Petrobras. Além disso, segundo a defesa, Youssef e Costa confirmaram que não receberam pedidos de repasse de propina de Paulo Bernardo.

A defesa de Ernesto Kugler Rodrigues defendeu a rejeição da denúncia por entender que não há descrição sobre a participação dele nos crimes de lavagem de dinheiro e de corrupção, que teriam ocorrido pela suposta intermediação do recebimento de R$ 1 milhão.

 

Agência Brasil

 

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MEC divulga lista de instituições de ensino que implantarão cursos de medicina

 

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) publicou hoje (27) portaria que divulga os municípios e instituições de educação superior selecionados para implantar cursos de medicina em diferentes municípios do país. Ao todo, serão abertas até 2.355 vagas para a formação de médicos distribuídas em 37 cidades de dez estados. A lista com as cidades e as mantenedoras de ensino selecionadas pode ser consultada no Diário Oficial da União

A iniciativa faz parte do Programa Mais Médicos, lançado em 2013, e tem o objetivo de levar cursos de medicina para locais com maior carência de médicos. O edital, cujo resultado foi publicado nesta terça-feira, é de 2014.  De acordo com o MEC, o edital chegou a ser suspenso em outubro de 2015, por decisão do Tribunal de Contas da União, e retomado este ano.

As mantenedoras que tiveram as propostas selecionadas devem se apresentar à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) até 11 de outubro para a entrega da garantia de execução e assinatura de termo de compromisso. Também está previsto o monitoramento da implantação dos projetos apresentados. De acordo com cada proposta selecionada, esse processo pode ser feito entre três e 18 meses.

 

Agência Brasil

 

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Demanda por voos domésticos tem recuo em agosto, diz Abear

 

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Antonio Cruz/ Agência Brasil

Brasília - Ao todo, 7,3 milhões de passageiros viajaram de avião em agosto, o que representa queda de 5,9% em comparação com agosto de 2015Antonio Cruz/ Agência Brasil

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A demanda por voos domésticos recuou 5,7% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. Este foi o 13º mês consecutivo de retração, segundo informou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A oferta de voos também apresentou redução em agosto, de 5,9%.

Ao todo, segundo a Abear, 7,3 milhões de passageiros foram transportados em agosto, o que representou uma queda de 5,9% em comparação a agosto de 2015. Entre janeiro e agosto, o fluxo de viagens nas companhias Avianca, Azul, Gol e Latam apresentou queda de 6,5%.

Já o fluxo de viagens aéreas internacionais, operadas pelas companhias nacionais, registrou queda de 6,7% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, a oferta de voos recuou 8,8%.

Em agosto, 642 mil passageiros embarcaram em voos de companhias nacionais para o exterior, o que representou queda de 2,3% no fluxo.

 

Agência Brasil

 

ONG pede que agressão psicológica seja julgada como violência doméstica

 

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

A Artemis, organização não governamental de luta pelos direitos e o combate à violência contra as mulheres, fez hoje (27) um ato em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para cobrar dos tribunais do país que reconheçam denúncias de agressão psicológica, patrimonial e moral sofridas por mulheres como casos de violência doméstica, conforme previsto na Lei Maria da Penha. As ativistas protocolaram uma denúncia pública ao presidente do TJSP com uma lista de casos que, segundo o movimento, não foram julgados corretamente.

O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de feminicídio entre 84 países, de acordo com a ONU Mulheres, braço da Organização das Nações Unidas (ONU) que cuida dessas questões. Segundo os dados, 41% dos casos de violência doméstica ocorrem dentro de casa e 57% iniciam-se após o término de um relacionamento. Além disso, três em cada cinco mulheres sofreram, sofrem ou sofrerão violência em um relacionamento afetivo no Brasil. Na capital paulista, foram 5.343 vítimas de agressão no primeiro semestre do ano.

Na carta, a Artemis diz que a violência psicológica, patrimonial e/ou moral sofrida por brasileiras e reforçadas pelas decisões que não reconhecem tais violências é uma violação de direitos humanos das mulheres que ocorre todos os dias e afeta toda a coletividade feminina brasileira.

“Equipara-se a uma tortura psicológica e quase física. O Estado brasileiro se comprometeu a envidar os maiores esforços no cumprimento dos tratados internacionais para o cumprimento dos direitos fundamentais, bem como as recomendações da Declaração e Plataforma de Ação da 4ª Conferência Mundial Sobre a Mulher, que aconteceu em Pequim em 1995, e do Comitê de Monitoramento do Comitê para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher”, diz a carta.

A violência psicológica é definida pela Organização Mundial da Saúde como “qualquer conduta que lhe cause danos emocional e diminuição da autoestima ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica”. Segundo o art. 7º da Lei Maria da Penha, a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.

Ao final da carta, a Artemis pede que o presidente do TJSP adote todas as medidas cabíveis e necessárias para coibir e punir as violações aos direitos humanos relatados no documento, cumprindo as recomendações do comitê e que estude como os desembargadores e magistrados do primeira instância estão aplicando, ou não, os tratados internacionais de proteção à mulher, assinados e ratificados pelo Brasil. Pede ainda que seja feita uma audiência pública com a participação de diversos setores da sociedade para discutir a perpetuação da violência contra e a criação de mecanismos efetivos para erradicá-las.

De acordo com a fundadora e presidente da Artemis, Raquel Marques, o Tribunal de Justiça tem reconhecido as violências sexuais e físicas porque há uma prova física e um laudo que comprove, mas no caso de violência psicológica, patrimonial e moral as mulheres têm perdido as ações. “Mesmo em casos em que há testemunhas e provas eles alegam que não sabem muito bem o que aconteceu e isso é bastante prejudicial, porque essa mulher não consegue sair dessa relação agressiva, porque muitas vezes está privada de seus bens, não têm acesso à conta bancária, não pode trabalhar”.

Maria Cristina Randazzo, 48 anos, psicóloga, foi casada com um empresário bem-sucedido e tardiamente começou a notar o assédio psicológico, mas não entendia o que estava enfrentando até que ele entrou com o divórcio litigioso, alegando alienação parental. “Fui traída, roubada, ele desviou recursos, e hoje está fora do país. Ele deve não só pensão como acertos trabalhistas que recaíram sobre mim. Não tenho mais conta, não tenho mais patrimônio. Tenho dívidas e advogados me ligando. Além disso, ele prejudicou os filhos. Ele chegou a ser preso, mas saiu e foi para a Espanha e levou o nosso filho caçula que mora com ele em endereço desconhecido”.

A síndica Aparecida Silmara Rosa, de 27 anos, viveu 12 anos aom o parceiro, que começou a mudar de comportamento quando eles foram morar juntos ela mostrou interesse em estudar. “Já estava realizada como mãe e dona de casa, então quis me realizar profissionalmente. Sofri bastante violência psicológica que suscitou na violência patrimonial com celular e computador quebrado. Foi aí que reconheci o que estava acontecendo e dei o basta”. Ela está separada há seis meses e diz que ainda tem problemas com o ex-marido, mas não pensa em entrar na Justiça por acreditar que o caso não será julgado. 

O grupo lançou uma campanha nas redes sociais com a hashtag #tambemeviolencia na qual convidam mulheres postarem fotos com as ofensas que ouviram coladas nos rostos, denunciando o assédio. A campanha vai até o dia 10 de outubro.

 

Agência Brasil

Secretário do Tesouro dos EUA elogia medidas de Temer para recuperar economia

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebe o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jacob Lew

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebe o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jacob LewMarcelo Camargo/Agência Brasil

O secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, elogiou hoje (27) as reformas para retomada da confiança na economia pretendidas pelo governo do presidente Michel Temer. Lew deu as declarações pouco antes de iniciar uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Segundo ele, o Brasil vive um momento de recuperação da confiança na economia após o que classificou como “recessão severa”. Sem entrar em detalhes, Lew disse que a administração Temer está dando “importantes e ambiciosos passos” e transmitindo maior confiança ao setor privado.

Desafios

“Há desafios no caminho à frente, mas entendemos que as reformas estruturais tomadas e os caminhos que estão criando são o correto para o retorno do crescimento no Brasil”, afirmou o secretário, que, após as discussões com Meirelles e equipe, reúne-se com Temer no Palácio do Planalto.

O encontro com o presidente da República também terá a participação do ministro da Fazenda. Na agenda dos debates entre Meirelles e o secretário estão temas como macroeconomia, economia global, comércio e cooperação bilateral e reformas no Brasil e nos Estados Unidos.

Meirelles, ao saudar Lew, destacou tratar-se da primeira visita ministerial norte-americana na gestão de Michel Temer. “Além do mais, é a primeira vez que nos encontramos depois da cúpula do G20 em Hangzhou [na China]. Para nós, é uma oportunidade importante”, declarou o ministro.

 

Agência Brasil

 

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Ministro do STF manda desbloquear contas de Marcelo Odebrecht

 

André Richter - Repórter da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio determinou o desbloqueio das contas do empresário Marcelo Odebrecht e de mais três ex-executivos da empreiteira. Esta é terceira vez que o ministro derruba uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou o bloqueio de bens de investigados na Operação Lava Jato.

No início do mês, o ministro concedeu liminares para liberar valores bloqueados das construtoras Odebrecht e da OAS. O bloqueio dos recursos teve como objetivo ressarcir a Petrobras de prejuízos com o superfaturamento de contratos em obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Nas decisões, o ministro sustenta que o TCU não tem competência para embargar bens de entes privados, somente de entes públicos.

Na semana passada, após as reiteradas decisões do ministro, o TCU determinou o bloqueio de R$ 960 milhões em bens das construtoras Queiroz Galvão e Iesa, por causa de indícios de superfaturamentos nas obras da refinaria. O ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e o ex-diretor Renato Duque também tiveram os bens bloqueados.

Segundo o relator do processo no TCU, ministro Benjamin Zymler, empresas ou pessoas particulares que tenham causado um dano ao erário estão sujeitas à jurisdição do TCU, independentemente de ter atuado em conjunto com agente da administração pública.

O TCU também divulgou nota e esclareceu que a nova decisão não contraria as decisões de Marco Aurélio, que estão sendo devidamente cumpridas pelo tribunal.

 

Agência Brasil

 

Comissão de Ética vai apurar conduta de ministro da Justiça sobre Lava Jato

 

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

A Comissão de Ética da Presidência da República abriu hoje (27) um processo para investigar a conduta ética do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, após declarações deles no último domingo (25) em que antecipou a deflagração de uma nova fase da Operação Lava Jato.

São Paulo - O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, participa do 6 Congresso de Combate e Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turi

Comissão de Ética da Presidência vai apurar conduta do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre deflagração de nova fase da Lava Jato Rovena Rosa/Agência BRasil

De acordo com o presidente do colegiado, Mauro Menezes, os membros da comissão já estudavam analisar a conduta do ministro durante reunião nesta tarde, quando foram informados de uma denúncia sobre o mesmo assunto feita pelo líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA).

O processo, cuja votação para abertura foi unânime, já foi distribuído ao conselheiro Américo Lacombe, que solicitou informações a Alexandre de Moraes pelo prazo de dez dias corridos, que podem ser prorrogados.

Saiba Mais

Nesse domingo, ao participar de campanha eleitoral em Ribeirão Preto (SP) com o deputado federal e candidato a prefeito Duarte Nogueira (PSDB-SP), o ministro disse que “haveria mais Lava Jato” nesta semana. “Falam, falam, mas quinta-feira teve uma [operação], sexta teve outra, essa semana vai ter mais. Quando vocês virem esta semana vão se lembrar de mim”, afirmou a pessoas que participavam do evento eleitoral. No dia sgeuinte (26), a Polícia Federal deflagrou a 35ª fase de operação, que resultou na prisão do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci.

O presidente da Comissão de Ética afirmou que o episódio precisa ser analisado por causa do "manejo inadequado de informações privilegiadas" e também do ambiente eleitoral em que o pronunciamento de Alexandre de Moraes foi feito.

"Há uma preocupação grande em evitar que qualquer autoridade se valha da sua condição para obter dividendos políticos eleitorais por conta do cargo. Não preocupa apenas à comissão, mas à Advocacia-Geral da União, à Controladoria-Geral da União, a todos os órgãos de controle, como a própria Justiça Eleitoral", disse Mauro Menezes.

Depois que o caso for analisado, o ministro pode receber punições éticas que vão desde uma advertência à recomendação de exoneração de cargo.

Após a divulgação da fala do ministro, o Ministério da Justiça divulgou uma nota informando que a fala foi porque as operações ocorrem em quase todas as semanas e “certamente” continuaria nas próximas. O próprio Moraes afirmou que a afirmação foi “genérica”.

Parlamentares da oposição, porém, criticaram a antecipação e a classificaram de “uso político da Polícia Federal”, que é subordinada ao Ministério da Justiça. Após a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda, Anonio Palocci, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lembrou que Palocci é “exatamente” da mesma cidade onde Moraes deu as declarações.

Já o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) - da base governista - disse hoje (27) que “o país inteiro” tem consciência de que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, tem dado“absoluta independência” à Polícia Federal para atuar na Operação Lava Jato, e que, portanto, não procedem as suspeitas de que a declaração feita pelo ministro no dia 25, durante comício do PSDB em Ribeirão Preto (SP), represente acesso ou divulgação indevida a informações sigilosas.

 

Agência Brasil

 

Tucanos na mira

Joel Silva-20.mar.2016/Folhapress

O Ministério Público entrou com uma ação na Justiça Eleitoral para cassar a chapa do PSDB formada por João Dória e Bruno Covas, que disputa a prefeitura de São Paulo. A ação também pede que o governador paulista, Geraldo Alckmin, fique inelegível por abuso de poder.
Para a acusação, Alckmin teria entregado a Secretaria Estadual do Meio Ambiente a Ricardo Salles para comprar apoio do PP, que faz parte da coligação de Doria.Leia mais

 

Liberdade do voto

Folhapress

A partir de hoje, cinco dias antes do primeiro turno das eleições de 2016, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, a não ser em flagrante ou para cumprimento de sentença criminal.
De acordo com o calendário eleitoral, essa garantia é válida até 48h depois das eleições, ou seja, até a terça-feira, dia 4, às 17h. Leia mais

 

De volta à estaca zero

João Wainer/Folhapress

O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou os julgamentos que condenaram 74 policiais militares pelo massacre do Carandiru, em 1992. No episódio, 111 presidiários foram mortos em uma ação da PM.
O relator do processo, o desembargador Ivan Sartori, disse que houve legítima defesa dos policiais no caso. Com a anulação, os julgamentos podem ser refeitos. A Promotoria vai recorrer da decisão no STJ. Leia mais

 

 

Mercado financeiro

Luiz Prado/Divulgação 
BMeFBovespa

Após dois dias de perdas, a Bolsa voltou a subir, e fechou com ganhos de 0,57%, com 58.382,49 pontos. O resultado foi puxado, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da Vale e dos bancos Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil.
No mercado de câmbio, o dólar comercial teve queda de 0,5%, cotado em R$ 3,231 na venda. Leia mais

 

Projeções econômicas

Shutterstock

O Banco Central calcula que a economia brasileira vai encolher 3,3% neste ano. Já para a inflação, a estimativa é que ela chegará a 7,3%. Os dados saíram no relatório trimestral de inflação.
Com isso, a inflação deve ficar, pelo segundo ano seguido, acima da meta de 6,5% estabelecida pelo governo. Em 2015, a inflação somou 10,67%, a maior taxa desde 2002. Leia mais

 

Bola rolando... por mais tempo

AFP PHOTO / Luis 
Acosta

A Conmebol anunciou mudanças no calendário das duas principais competições entre clubes da entidade. A Copa Libertadores da América vai ser disputada ao longo de toda temporada, de fevereiro a novembro. Com isso, a duração do torneio vai aumentar de 27 para 42 semanas. Outra novidade é que a Libertadores vai ter final única em um campo neutro.
A Copa Sul-Americana também foi ampliada, e vai começar mais cedo. A competição vai acontecer entre os meses de junho e dezembro. As mudanças vão valer já em 2017.Leia mais

 

Rango bom

Divulgação/The World's 
50 Best Restaurants 2014/William Reed Business Media

Deu Peru de novo na lista dos melhores restaurantes da América Latina. O Central, dos chefs Virgilio Martinez e Pia Leon, ficou pelo terceiro ano consecutivo no topo do ranking da versão latino-americana do prêmio 50 Best. A premiação foi ontem, na Cidade do México.
A competição foi também bastante favorável para os restaurantes do Brasil. O país teve nove representantes na lista de 2016. O mais bem colocado foi o D.O.M, de Alex Atala, que ficou em terceiro. Leia mais

 

Nu com a mão no bolso

Marco Dutra/UOL

O modelo Paulo Zulu admitiu que ele mesmo foi o responsável pela publicação de uma foto na internet em que aparece nu. De acordo com ele, o episódio aconteceu por descuido e não por uma tentativa de autopromoção.
Antes, Zulu chegou a afirmar que o perfil dele no Instagram tinha sido hackeado e até procurou uma delegacia. Leia mais

 

Temer tem reunião com ministros e base aliada no Palácio da Alvorada

 

Paulo Victor Chagas e Ivan Richard - Repórteres da Agência Brasil

O presidente Michel Temer deu início à reunião com ministros e parlamentares da base do governo para discutir as viabilidades de aprovação, nas próximas semanas, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece teto para os gastos públicos e que tramita no Congresso Nacional. Este é o primeiro evento oficial de Temer no Palácio da Alvorada desde que assumiu definitivamente o governo com o impeachment de Dilma Rousseff.

Além dos líderes do governo no Congresso, todos os ministros foram convidados, além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e a Advogada-Geral da União, Grace Mendonça. Temer quer dar prioridade à PEC, cuja aprovação será um sinal de que o ajuste fiscal proposto pelo novo governo avançou. Alguns líderes de partidos da base aliada têm discutido o fechamento de questão entre suas legendas com o objetivo de garantir apoio à medida.
O secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, foi o primeiro a chegar ao Palácio da Alvorada, onde ocorre o encontro, antes mesmo da chegada de Temer e dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.
A reforma da Previdência, cujo envio de projeto ao Legislativo foi prometido pelo governo até o fim desta semana, também estará na pauta de  discussões, mas o limite do teto dos gastos públicos é o projeto prioritário do governo. De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a matéria deve ser votada na Comissão Especial da Câmara até o dia 7 de outubro, e deve ser encerrada até novembro.

 

Agência Brasil

 

Em nova ação, MP manda Samarco readmitir empregados demitidos após tragédia

 

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

A mineradora Samarco é alvo de mais uma ação relacionada ao rompimento da barragem do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediram na Justiça do Trabalho que a empresa readmita todos os funcionários dispensados após a tragédia.

Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação)

Barragem da mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação

O rompimento da barragem ocorreu no dia 5 de novembro do ano passado, deixando 19 mortos, poluindo a bacia do Rio Doce e destruindo grandes áreas de vegetação nativa. O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país. Como consequência, a Samarco teve suas licenças ambientais suspensas e até hoje não pode operar na região.

PDV

Em junho deste ano, a mineradora colocou em prática um Programa de Demissão Voluntária(PDV) com o objetivo de reduzir em 40% o quadro de funcionários, o que corresponde a cerca de 1,2 mil dispensas. Conforme a proposta, os empregados que aceitassem se demitir teriam alguns benefícios, como pagamento equivalente a três salários e uma indenização de 50% do salário para cada ano de trabalho na empresa.

Na época, a Samarco informou que as demissões eram necessárias diante do atual cenário econômico e das dificuldades enfrentadas pela mineradora, já que não havia (e ainda não há) previsão para a retomada das operações em Mariana. Porém, o MPMG e o MPT alegam que estas demissões não podem ser consideradas como uma dispensa ordinária de empregados, tendo em vista que se trata de “repercussão direta do maior dano ambiental de nossa história”.

Segundo os promotores, os trabalhadores estão entre os atingidos pelo episódio e não podem ser penalizados por ele.

Além da readmissão, a ação pede que a mineradora e suas acionistas Vale e BHP Billiton garantam os empregos e salários de todos os funcionários até a retomada efetiva das atividades em Mariana. Os promotores pleiteiam também a condenação da empresa por danos morais no valor de R$200 milhões.

Acordo

Em nota, a Samarco informou que o PDV foi realizado com a participação dos sindicatos e que os 924 empregados que aderiram ao programa já receberam todos os valores combinados. Mesmo assim, a pedido do MPT, parte do acordo está sendo renegociado.

A mineradora destaca que desde o rompimento da barragem, “fez o possível para manter sua força de trabalho mesmo com suas operações suspensas, concedendo licenças remuneradas, férias coletivas e dois períodos de suspensão temporária do contrato de trabalho”. Em relação à ação judicial, a Samarco irá se pronunciar somente após ser notificada.

 

Agência Brasil

 

 

CPI das Olimpíadas vai investigar queda da Ciclovia Tim Maia

 

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil

Na primeira reunião após quatro meses de paralisação, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Olimpíada da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou hoje (27) pedido para que o Instituto Carlos Éboli e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encaminhem os laudos sobre a queda, em abril, da Ciclovia Tim Maia, causando a morte de duas pessoas.

Proponente da CPI, o vereador Jefferson Moura (Rede) apresentou requerimento de convocação para ouvir como testemunha o secretário de Projetos Estratégicos e Concessões de Serviços Públicos e Parcerias Público-Privadas do Rio de Janeiro, Jorge Arraes, e o presidente da Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe), Armando Queiroga.

Os quatro demais membros foram contrários e argumentaram que é preciso primeiro analisar toda a documentação disponível, que soma 22 mil páginas, e pedir mais esclarecimentos sobre as dúvidas dessa análise, antes de qualquer convocação. Para Moura, trata-se de manobra para protelar a investigação, já que todos os outros membros são do PMDB, partido do prefeito Eduardo Paes.

“A situação é muito preocupante, pois a última reunião foi em maio. Depois de quatro meses, a CPI se reúne e se recusa a convocar os responsáveis. Na verdade, ela se reuniu e marcou mais uma reunião. Na minha opinião, fica clara a busca da base do governo aqui na Câmara de fazer um bloqueio às investigações, não há interesse da parte deles na transparência, infelizmente”.

O vereador explicou que uma parte dos documentos foi entregue em abril e uma parte há cerca de duas semanas, quando a Justiça determinou a volta dos trabalhos. “Isso não se justifica, porque ouvir os responsáveis nos ajuda na análise da documentação e já há uma farta documentação analisada. Há muitas questões em aberto que precisam ser respondidas”.

Entre as suspeitas apontadas pelo vereador estão a de superfaturamento na demolição do Autódromo de Jacarepaguá e remoção dos entulhos, uma “possível reunião” para discutir parâmetros de licitação que beneficiariam o consórcio vencedor e que pode ter tido a participação de secretários, além de contratos não condizentes com o que foi entregue no Porto Maravilha e na arena de tênis.

Saiba Mais

“Queremos saber se o valor contratado condiz com o projeto, se houve desvio de recursos públicos e se o que foi entregue estava condizente com o projeto. Há indícios de materiais usados na arena do tênis de valor mais baixo do que o contratado”, denunciou Moura.

O vereador afirmou também a necessidade de se analisar se os recursos públicos indiretos investidos nos jogos, por meio de isenções fiscais, estão sendo levados em conta nos contratos de parcerias público-privadas.

“Várias empresas tiveram isenções. Houve obras de infraestrutura feitas pelo município. Tudo isso precisa ser colocado no equilíbrio do contrato. Se a empresa cobrar e colocar seus custos no valor de mercado e não considerar os investimentos públicos realizados, causa um desequilíbrio. Essa parceria fica boa só pra iniciativa privada. Não pode ser assim”.

Presidente da CPI, o vereador Atila A. Nunes destacou que não houve, em nenhum momento, a tentativa de atrapalhar as investigações e que, enquanto vereador do PMDB, é o maior interessado em esclarecer qualquer dúvida que exista com relação às obras olímpicas e ao legado.

“Os vereadores do PMDB não querem que fique nenhuma dúvida. A gente quer preservar o legado, que não haja qualquer tipo de sombra ou dúvida. E se houve, em algum momento, alguém que se aproveitou desse trabalho lindo que foi a Olimpíada, que seja muito claro quem foi essa pessoa. Porque a gente quer que a Olimpíada possa ficar na história do Rio de Janeiro de forma transparente e que seja um bom legado, e não um legado de dúvida”.

Nunes alegou que o escopo da investigação está muito amplo e que as dúvidas precisam ser levantadas com antecedência pelos integrantes da CPI, já que nem todos os contratos estão sob suspeita.

“Estamos falando de ciclovia, mas também de equipamentos olímpicos, em obras de mobilidade pública, do Porto Maravilha. É um espectro muito grande. Isso, obviamente, gera uma dificuldade de processar toda essa documentação. São 22 mil laudas entregues recentemente. O ideal é que a gente tivesse um espectro mais detalhado, mais específico, para que pudéssemos acelerar esse trabalho. Mas, uma vez todo esse documento processado, você pode ter certeza que aí ficará mais fácil para avançarmos e irmos nos pontos que forem levantados nas reuniões”.

O trabalho da CPI das Olimpíadas termina em dezembro, sem possibilidade de prorrogação, devido ao fim da atual legislatura.

 

Agência Brasil

Planalto quer aprovar PEC dos Gastos Públicos e adia reforma da Previdência

No primeiro encontro com líderes da Câmara dos Deputados no Palácio da Alvorada após o impeachment, o presidente Michel Temer fez hoje (27) um apelo para que a base aliada dê celeridade na apreciação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos.

Brasília - O presidente Michel Temer se reúne com ministros e parlamentares da base do governo para discutir a PEC que estabelece teto para os gastos públicos (Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer se reuniu pela primeira vez com parlamentares e ministros após o impeachmentValter Campanato/Agência Brasil

Por outro lado, para facilitar a análise e aprovação da matéria, o governo desistiu de enviar ao Congresso esta semana, como havia prometido, a reforma da Previdência. “Fomos atropelados por alguns eventos, inclusive a eleição deste domingo”, justificou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, sobre o projeto de reforma da Previdência.

O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), líder do SD, um dos primeiros a deixar o encontro, disse que o governo entendeu que não dá para aprovar duas questões importantes ao mesmo tempo na Câmara. “O governo precisava tomar um rumo, decidir assunto por assunto. Se o assunto mais importante para o Brasil é aprovar o teto para que a gente possa sair do buraco, não dá para enfiar outro assunto agora. A gente vinha falando isso ao presidente Temer e felizmente hoje o Brasil tomou rumo”, disse.

PEC dos Gastos Públicos

Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Fazenda, Henrique Meirelles, fizeram apresentações aos deputados, com um alerta sobre a gravidade da situação econômica do país e as consequências negativas, especialmente em relação à credibilidade do país perante os agentes econômicos, caso a PEC não seja aprovada.

“Esse será o grande enfrentamento do governo. Considero que esse seja o Plano Real do presidente Michel Temer”, disse Paulinho da Força. Além de ministros e líderes partidários, participaram do jantar os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Vieira Lima disse que o cronograma apresentado na reunião prevê que a proposta seja colocada em votação no plenário da Câmara entre os dias 10 e 11 de outubro. Sem prever um prazo específico, porém, o ministro disse que o desejo do governo é que até outubro a PEC seja aprovada.

Apoio

Brasília - O presidente Michel Temer se reúne com ministros e parlamentares da base do governo para discutir a PEC que estabelece teto para os gastos públicos (Valter Campanato/Agência Brasil)

Durante a reunião, ministros explicaram a deputados a importância da aprovação da PEC dos Gastos PúblicosValter Campanato/Agência Brasil

O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), disse que os partidos da base aliada manifestaram apoio à PEC.  “Seja qual for o cronograma, as bancadas dos partidos que compõem a base do governo estão dispostas a votar”, disse.
Paulinho da Força disse que os partidos governistas vão trabalhar intensamente pela aprovação. “A ideia agora é tocar fogo. Jogar todo o esforço nessas duas próximas semanas. O presidente colocou os ministros à disposição da Câmara para esclarecer pontos da PEC”, disse Paulinho.

Estados fora da PEC

O relator da proposta na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), garantiu que a PEC  original não será alterada para impor o limite de gastos públicos para os estados. Segundo ele, as unidades da federação têm mecanismos para controlar o aumento das despesas. “Os estados não estavam e não estarão na PEC. Não existe isso. Os estados têm mecanismos suficientes pela Lei de Responsabilidade Fiscal para fazer seus ajustes”, disse.

O deputado destacou a importância da limitação dos gastos como forma de superação da crise. “É preciso [aprovar a PEC]. A penúria fiscal é enorme e o Brasil precisa de um novo regime fiscal. Será uma mobilização liderada pelo presidente da Câmara e pelo presidente Michel Temer”, disse Perondi.

Reforma da Previdência

De acordo Geddel Vieira Lima, o Planalto continua com a decisão “irreversível” de encaminhar a reforma da Previdência. O ministro frisou, porém, que não foi possível dialogar com as centrais sindicais. O adiamento evita que o projeto seja enviado “goela abaixo” e que o governo seja acusado de autoritarismo.

“Vamos a partir da próxima semana tentar agilizar o mais rapidamente possível a questão desses encontros, colocar a reforma e aí encaminhar para o Congresso Nacional. Acho pouco provável que nesses três dias [até o fim desta semana] nós tenhamos tempo de trazer aqui centrais sindicais, empresários e líderes mais uma vez”, argumentou o ministro.

Viera Lima explicou que uma versão inicial da reforma da Previdência já foi apresentada ao presidente Michel Temer, que pediu “ajustes” e terá acesso ao texto atualizado até esta quinta-feira (29). Segundo ele, o governo pretende reunir entre terça e quarta-feira da semana que vem os representantes dos trabalhadores.

 

Agência Brasil

 

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MP vai recorrer de anulação dos julgamentos do Massacre do Carandiru

 

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público disse hoje (27) que vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça que anulou os quatro julgamentos que condenaram 73 policiais militares pelo Massacre do Carandiru. Hoje, os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri responsáveis pelo recurso da defesa dos réus anularam os julgamentos anteriores entendendo que não há elementos para mostrar quais foram os crimes cometidos por cada um dos agentes e pediram novos julgamentos.

O presidente da 4ª Câmara, desembargador Ivan Sartori, chegou a pedir a absolvição dos réus em vez de um novo julgamento, porém, a posição não foi aceita pelos demais quatro membros do colegiado presentes na sessão. “Vamos recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e talvez também ao Supremo [Tribunal Federal] e vamos tentar reverter o resultado desse julgamento”, disse a procuradora de Justiça criminal, Sandra Jardim.

A procuradora disse ter visto a decisão do TJ com “certa preocupação”, principalmente pelo pedido de Sartori. “Haviam três réus no processo que o Ministério Público havia pedido a absolvição. O relator do processo [Sartori] entendeu que, como o próprio Ministério Público pediu a absolvição desses três réus e como ele não viu uma situação diferente entre estes réus e o restante - os 74 policiais que foram condenados [os 73 policiais mais o coronel Ubiratan Guimarães, que foi julgado à parte] - ele estendeu aquela decisão de absolver para todo mundo. E não havia recurso, nem na defesa e nem da acusação, que permitisse a ele estender essa decisão”, disse a procuradora.

São Paulo - A 4 Câmara Criminal do Tribunal do Júri de São Paulo decide anular os quatro julgamentos que condenaram 73 policiais militares pelo Massacre do Carandiru (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri de São Paulo decide anular os quatro julgamentos que condenaram 73 policiais militares pelo Massacre do Carandiru Rovena Rosa/Agência Brasil

Desesperançosa

Segundo Sartori, o recurso da defesa, julgado hoje pelo Tribunal de Justiça, pedia que os julgamentos fossem feitos novamente questionando que as condenações contrariaram as evidências de que os policiais haviam agido em legítima defesa e no estrito cumprimento do dever legal.

“Ele, relator, propôs algo além do que a própria defesa pedia”, disse Sandra. “Vejo isso de forma desesperançosa. Essa decisão, por se tratar de uma decisão inusitada, questiona todos nossos conceitos jurídicos e questiona a própria soberania do Tribunal de Júri. É uma decisão que causa um precedente muito importante. No momento em que a gente vê que, passado tanto tempo, ainda temos tantos casos de violência policial, essa decisão, de algum modo, contribui para a impunidade destes casos”.

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Condepe

Por meio de nota, o advogado e conselheiro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, disse ter considerado a decisão do Tribunal de Justiça “constrangedora e vergonhosa ao país”.

“Constitui-se numa verdadeira afronta à luta pela efetivação dos Direitos Humanos no Brasil. A decisão abre ainda mais precedentes para a ampliação dos já altos índices de violência e letalidade nas ações policiais em São Paulo e no Brasil, sob o falso argumento de 'legitima defesa'. O Tribunal de Justiça de São Paulo está chancelando o recrudescimento da violência policial e a impunidade decorrente desses crimes”, disse.

O julgamento

O Massacre do Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos durante uma operação policial para reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do Carandiru, na zona norte da capital paulista. Por ser um processo que envolvia uma grande quantidade de vítimas e uma grande quantidade de réus, o julgamento foi desmembrado em quatro partes.

Na primeira etapa do julgamento, ocorrida em abril de 2013, 23 policiais foram condenados a 156 anos de reclusão cada um pela morte de 13 detentos. Na segunda etapa, ocorrida em agosto desse mesmo ano, 25 policiais foram condenados a 624 anos de reclusão cada um pela morte de 52 detentos que ocupavam o terceiro pavimento do Pavilhão 9.

No dia 19 de março de 2014, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença decidiram condenar dez policiais militares pela morte de oito detentos do quinto pavimento: nove destes policiais foram condenados a 96 anos de prisão cada um, enquanto o outro foi condenado a 104 anos, por já ter uma condenação anterior. Na quarta etapa, em abril de 2014, 15 policiais militares foram condenados pela morte de quatro detentos no quarto pavimento (terceiro andar) do Pavilhão 9.

Antes desses julgamentos, o coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a operação no Carandiru, foi condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 dos 111 prisioneiros do complexo penitenciário. A defesa do coronel recorreu da sentença e ela foi revertida, sendo anulada pelo Tribunal de Justiça em 2006.

 

Agência Brasil

 

Greve dos bancários já dura 23 dias, a maior desde 2004

 

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

A greve dos bancários, que entrou hoje (28) em seu 23º dia, já é a terceira mais longa desde 2004, quando a paralisação chegou a 30 dias. Em 2013, a segunda maior do período, a greve teve 24 dias. Ontem, após reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o Comando Nacional dos Bancários disse que os representantes dos bancos sinalizaram com um novo modelo de acordo, que passará a ter validade de dois anos, em vez de um, como ocorreu nos últimos anos.

“O acordo de dois anos pode ser uma boa alternativa, desde que traga ganho para os bancários”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. Em nota, a Fenaban disse que a negociação continuará hoje. Segundo os bancários, uma reunião está marcada para as 15h.

Brasília - A greve dos bancários fecha agências no país a partir desta terça-feira (Elza Fiúza/Agência Brasil)

Sindicato dos bancários e Fenaban continuam hoje rodada de negociação para tentar um acordo Elza Fiúza/Agência Brasil

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.

A proposta dos bancos, apresentada no último dia 9, foi de um reajuste de 7% para os salários e benefícios, somado a um abono de R$ 3.300 a ser pago em até dez dias após a assinatura do acordo. O reajuste seria aplicado também no PLR.

“A proposta apresentada traduz o esforço dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de atender às demandas por correção salarial e outros itens da Convenção Coletiva, com um modelo ajustado à atual conjuntura econômica”, disse em nota, na noite de ontem, a Fenaban.

Um balanço feito no fim do dia de ontem pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informa que 913 locais de trabalho, sendo dez centros administrativos e 903 agências fecharam nesta terça-feira (27) na base do sindicato, com mais de 32 mil trabalhadores aderindo à greve.

 

Agência Brasil

 

Novos réus

Franklin de 
Freitas/Folhapress

O STF decidiu, por unanimidade, abrir ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido dela, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. Eles são suspeitos de terem recebido de forma ilegal R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Dessa forma, eles se tornaram réus na ação.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o dinheiro teria origem no esquema do chamado petrolão, investigado pela Operação Lava Jato, e teria sido repassado à campanha de Gleisi com o objetivo de manter no cargo o então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, hoje um dos principais delatores do esquema de corrupção na estatal. Leia mais

 

 

Ficou só na bronca

Alan Marques/Folhapress

Depois de gerar polêmica por ter antecipado o anúncio da 35ª fase da Lava Jato, o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, foi mantido no cargo pelo presidente Michel Temer.
No último domingo, Moraes deu a entender que tinha acesso a informações da operação que só a Polícia Federal deveria ter. Preocupado com acusações de uso político da Lava Jato, Temer repreendeu o ministro em reunião na manhã de hoje.Leia mais

 

 

Mensagens comprometedoras

Paulo Whitaker/Reuters

Com base em mensagens de e-mail de executivos da Odebrecht, a Polícia Federal organizou uma lista de casos em que a empreiteira é suspeita de ter pagado propina a políticos para obter vantagens indevidas em contratos com o poder público.
Entre elas estão mensagens com pedidos de pagamentos referentes a obras das linhas 2-Verde e 4-Amarela do Metrô de São Paulo. Em um e-mail de 2004, o diretor da Odebrecht responsável pelo contrato da Linha 4, Marcio Pellegrini, fala em um pagamento de R$ 500 mil. Esse dinheiro seria uma ajuda de campanha tendo em vista "interesses locais" da empreiteira. A PF ainda não descobriu quem foi o destinatário.Leia mais

 

Obama nomeia embaixador em Cuba após mais de meio século

 

Da Agência Ansa

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou nessa terça-feira (27) o primeiro embaixador norte-americano em Cuba, após mais de 50 anos de relações diplomáticas rompidas. Obama escolheu o diplomata Jeffrey DeLaurentis, já encarregado pela Secretaria de Estado dos negócios com Cuba desde agosto de 2014. A nomeação, porém, precisa ser ratificada pelo Senado, que pode demonstrar certa oposição à medida, como já antecipou o senador republicano pela Florida Marco Rubio e o texano Ted Cruz. A informação é da Agência Ansa.
"Hoje, estou orgulhoso de nomear Jeffrey DeLaurentis para ser o primeiro embaixador norte-americano em Cuba em mais de 50 anos. A liderança de Jeff tem sido vital para a normalização das relações entre os Estados Unidos e Cuba", disse Obama. "Não há figura pública melhor para impulsionar nossa habilidade em engajar o povo cubano e para defender os interesses norte-americanos em Cuba".
A informação foi confirmada ontem pela Casa Branca, seis meses após a histórica visita de Obama à ilha, que se tornou o primeiro mandatário norte-americano a pisar em solo cubano em quase 90 anos. Durante a visita, ele se encontrou com o presidente Raúl Castro, mas não com o irmão e líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. O último presidente a visitar Cuba tinha sido John Calvin Coolidge Jr. no final dos anos 1920.
A indicação de um novo embaixador em Havana é mais um passo de reaproximação entre os dois países, que anunciaram que retomariam as relações em 17 de dezembro de 2014, depois de meio século de desavenças políticas e graças a mais de 18 meses de negociações secretas mediadas pelo papa Francisco e pelo governo do Canadá. Em julho do ano passado, os dois países reabriram suas respectivas embaixadas e, desde então, uma série de medidas foram tomadas, como a retomada de voos comerciais e a navegação de navios de cruzeiros. Apesar dos avanços, Obama ainda não conseguiu retirar o embargo econômico a Cuba, nem avançar nas negociações sobre o status dos dissidentes políticos e do respeito aos direitos humanos na ilha.

 

Agência Brasil

 

Acusados pela morte de cinegrafista da Band vão à júri popular, decide STJ

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou hoje (27) que os acusados pela morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade sejam julgados pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro por homicídio qualificado.

Brasília - A Quinta Turma do STJ realiza sessão para julgamento do processo sobre a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago de Andrade durante protesto no Rio de Janeiro em 2014 (Wilson Dias/Agência Brasil)

Na decisão, os ministros também decidiram retirar da denúncia duas agravantes de impossibilidade de defesa da vítima e motivo torpe no cometimento do crimeWilson Dias/Agência Brasil

Na decisão, os ministros também decidiram retirar da denúncia duas agravantes de impossibilidade de defesa da vítima e motivo torpe no cometimento do crime. Com o entendimento, os acusados responderão somente por uso de explosivos.

Fábio Raposo e Caio Silva de Souza foram denunciados pela morte do cinegrafista, após soltarem um rojão, que atingiu a cabeça do profissional. O fato aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2014, durante uma manifestação na Praça Duque de Caxias, no centro do Rio. A morte cerebral de Santiago foi anunciada quatro dias depois.

Os ministros julgaram recurso do Ministério Público contra decisão da Justiça do Rio de Janeiro. Ao analisarem recurso dos advgados de defesa dos acusados, a 8ª Câmara do TJ-RJ entendeu que o crime hediondo não pode ser tipificado como dolo eventual no caso dos acusados. Para os magistrados, os denunciados não tinham consciência sobre o resultado provocado pela trajetória do rojão. Com a decisão, o caso seguiu para uma vara criminal e não para o Tribunal do Júri.

 

Agência Brasil

 

“A Cidade Onde Envelheço” é o grande vencedor do festival de Brasília

 

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

O longa-metragem A Cidade Onde Envelheço, de Marília Rocha, foi o grande vencedor do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Ao todo, o filme recebeu quatro Troféus Candangos com os prêmios de melhor filme, direção, ator coadjuvante, para Wederson Neguinho, e melhor atriz, que foi dividido entre Elizabete Francisca e Francisca Manuel. O filme conta o drama de Teresa (Elizabete Francisca Santos), uma jovem portuguesa que decide deixar o país para morar no Brasil.

O documentário Martírio foi o ganhador do prêmio de melhor filme pelo júri popular. A animaçãoQuando os Dias Eram Eternos venceu como melhor curta.

Brasília - Crianças de escolas do DF assistem a filmes durante o Festivalzinho, atividade do 49 Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Segundo a organização do festival, cerca de 30 mil pessoas assistiram aos filmesMarcelo Camargo/Agência Brasil

Assim como na solenidade de abertura do festival, a cerimônia de entrega dos prêmios foi marcada por protestos contra o governo do presidente Michel Temer. Gritos de “Fora Temer” estiveram em discursos de diversos dos ganhadores. Sem a presença de autoridades e com poucos ganhadores para receber o prêmio, a cerimônia encerrou a disputa da mostra competitiva. Segundo a organização do evento, cerca de 30 mil pessoas assistiram aos filmes.

O evento de premiação foi aberto pelo filmeBaile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, exibido há 20 anos no festival. O crítico e ator Jean-Claude Bernardet foi homenageado com a medalha Paulo Emílio Salles Gomes, criada para esta edição da mostra.

Premiação

A mostra competitiva ofereceu neste ano R$ 340 mil em prêmios – mesmo valor do ano passado. A maior premiação ocorre para produções de longa-metragem. Ao todo são R$ 210 mil para 12 categorias, incluindo diretor, atriz, ator, roteiro, fotografia e trilha sonora. O melhor filme levou R$ 100 mil.

Produções de curta ou média-metragem concorrem a R$ 80 mil em prêmios, sendo R$ 30 mil para melhor filme. O Prêmio do Júri Popular, escolhido por votação do público, ofereceu R$ 40 mil ao melhor longa e R$ 10 mil ao melhor curta ou média-metragem.

Ao todo, o festival recebeu 132 inscrições de longas. A comissão que avaliou as produções foi composta por cinco especialistas na sétima arte. Todos os filmes finalistas são inéditos no Brasil. A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro está confirmada para os dias 19 a 26 de setembro de 2017.

Confira a lista dos filmes ganhadores do Troféu Candango:

 

Agência Brasil