Dialética erística

Como vencer um debate sem precisar ter razão – em 38 estratagemas (dialética erística)', ou simplesmente Dialética erística, é um importante, porém inconcluso, acréscimo dosistema filosófico de Arthur Schopenhauer, publicado póstumo por Julius Frauenstädt. Nele, Schopenhauer analisa os "principais esquemas argumentativos enganosos que os maus filósofos utilizam, com razoável sucesso, para persuadir o público de que 2 + 2 = 5",[1] baseando-se, principalmente, nos Tópicos de Aristóteles. Mencione-se que, pordialética erística, termo que constitui o subtítulo do livro, Schopenhauer entende "a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isto per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos)".[2]

Índice

 

Estratagemas dialéticos

Na obra, Schopenhauer distingue os seguintes estratagemas dialéticos:

1) "Ampliação indevida"[1] ou "Expansão"[3]

Levar a afirmação do adversário para além de seu limite natural, interpretá-la da maneira mais genérica possível, tomá-la no sentido mais amplo possível e exagerá-la; inversamente, concentrar a própria afirmação no sentido mais limitado, no limite mais restrito possível; pois, quanto mais genérica se torna uma afirmação, a mais ataques ela fica exposta. O antídoto é a colocação exata dos puncti (Latim; pontos, terminação, fim) ou status controversiae (Latim; controvérsia, no caso, apontar a controvérsia, contradição)[3] Exemplo:

A diz que as drogas devem ser legalizadas. B, então diz que, como os traficantes usualmente cometem homicídios, sequestros, extorsões, etc, se as drogas forem legalizadas, os bandidos serão amnistiados de todos esses crimes. Comentário: o argumento a favor da legalização propõe a amnistia de um único crime: o comércio de determinadas substâncias. Nada foi dito em relação aos demais crimes, pois supõe-se que estes devam permanecer proibidos.
2)"Homonímia subtil"

“Usar a homonímia para tornar a afirmação apresentada extensiva também àquilo que, fora a identidade de nome, pouco ou nada tem em comum com a coisa de que se trata; depois refutar com ênfase esta afirmação e dar a impressão de ter refutado a primeira.”[4] Exemplo:

Em artigo de 5/11/2010[5], Reinaldo Azevedo comenta o filme “Tropa de Elite 2”. No filme, o protagonista, Coronel Nascimento, refere-se diversas vezes ao “sistema”, o qual se propõe combater. Azevedo conclui, a partir disso, que o personagem passou a usar o discurso de esquerda, a qual também se propõe combater o tal “sistema”.Comentário: A esquerda usa a palavra “sistema” para se referir ao “sistema capitalista", que consiste do livre mercado, propriedade privada, busca do lucro, etc. Já o Coronel Nascimento usa a mesma palavra para tratar da cultura da imoralidade e da impunidade, que permite que o crime se alastre, contando com o apoio de políticos e policiais corruptos.
3)"Mudança de modo"

“A afirmação que foi apresentada em modo relativo ... é tomada como se tivesse sido apresentada em modo absoluto, universalmente ..., ou pelo menos é compreendida em um sentido totalmente diferente, e assim refutada com base neste segundo contexto.” [6] Isto faz com que “o adversário, na realidade, fala de uma coisa distinta daquela que se havia colocado. Quando nos deixamos levar por este ‘’estratagema’’, cometemos, então, uma ‘’ignoratio elenchi’’ (ignorância do contra-argumento).” [7] Exemplo: A defende a descriminalização do aborto. B argumenta que ao descriminalizar o aborto o homicídio de qualquer natureza será descriminalizado.

4)"Pré-silogismos"

"Quando se quer fazer uma dedução, não se deve deixar que ela seja antevista, mas, em vez disso, fazer com que o adversário admita sem perceber as premissas uma por vez(...) do contrario, ele tentará todo especie de argúcia(...) Devem-se apresentar as premissas dessas premissas e fazer pré-silogismos; fazer com que as premissas de vários desses pré-silogismos sejam aceitas de modo desordenado e confuso, ocultando, portanto, o próprio jogo até que tudo o que se necessita esteja admitido."

O próprio Schopenhauer sugere que este estratagema não necessita exemplificação.[3]

5)"Uso intencional de premissas falsas"

Pode-se, para comprovar as próprias “proposições, fazer antes uso de proposições falsas, se o adversário não quiser aceitar as verdadeiras, seja porque percebe que delas a tese será deduzida como conseqüência imediata. Então adotaremos proposições que são falsas em si mesmas mas verdadeiras ‘’ad hominem’’, e argumentaremos ‘’ex concessis’’, a partir do modo de pensar do adversário.” [8]

6)"Petição de princípio oculta"

“Ocultamos uma ‘’petitio principii’’, ao postular o que desejamos provar: 1) usando um nome distinto ... ou ainda usando conceitos intercambiáveis ...; 2) fazendo com que se aceite de um modo geral aquilo que é controvertido num caso particular ...; 3) se, em contrapartida, duas coisas são consequência uma da outra, demonstraremos uma postulando a outra; 4) se precisamos demonstrar uma verdade geral e fazemos que se admitam todas as particulares (o contrário do número 2).” [9]

7)"Perguntas em desordem"

“Quando a disputa é conduzida de modo rigoroso e formal e queremos fazer com que nos entendam com perfeita clareza, então aquele que apresentou a afirmação e deve prová-la procede contra o adversário fazendo perguntas para concluir a verdade a partir das próprias concessões do adversário.” E: “Fazer de uma só vez muitas perguntas pormenorizadas, e assim ocultar o que, na realidade, queremos que seja admitido”.[10]

8)"Encolerizar o adversário"

“Provoca-se a cólera do adversário, para que, em sua fúria, ele não seja capaz de raciocinar corretamente e perceber sua própria vantagem.” [11]

9)"Perguntas em ordem alterada"

“Fazer as perguntas numa ordem distinta da exigida pela conclusão que dela pretendemos, com mudanças de todo gênero; assim, o adversário não conseguirá saber aonde queremos chegar e não poderá prevenir-se.”[12]

10)"Pista falsa"

“Se percebemos que o adversário, intencionalmente, responde pela negativa às perguntas cuja resposta afirmativa poderia confirmar nossas proposições, então devemos perguntar o contrário da proposição que queremos usar, como se quiséssemos que fosse aprovada, ou então, pelo menos, por as duas à escolha, de modo que não se perceba qual delas queremos afirmar.”[12]

11)"Salto indutivo"

Se o adversário já aceitar casos particulares, não “perguntar-lhe se admite também a verdade geral” derivada dos casos particulares; introduzi-la “como se estivesse estabelecida e aceita”.[13]

12)"Manipulação semântica"

Associar a um termo um conjunto de significados diferentes do original. Com isso, o termo já conterá, em si, a conclusão a que se quer chegar.

13)"Alternativa forçada"

Apresentar ao adversário uma alternativa menos provável que sua própria.[14]

14)"Falsa proclamação de vitória"

Veja: Falácia da falsa proclamação de vitória

15)"Anulação do paradoxo"

Para triunfar, faz-se uma redução ad absurdum.

16)"Várias modalidades do argumentum ad hominem"

Usar argumentos anteriormente defendidos pelo adversário para tentar refutar a tese presente. Exemplo:

Em um debate sobre cotas raciais em uma TV do Rio de Janeiro, Rodrigo Constantino comenta que Thomas Sowell fez um estudo sobre as ações afirmativas ao redor do mundo e constatou que elas só trouxeram mais desigualdade e privilégios para negros ricos. A réplica do adversário foi dizer que Thomas Sowell era ligado a um grupo daUniversidade Stanford que apoia o Partido Republicano. Comentário: Segundo o critério do debatedor, o fato de alguém apoiar um determinado partido político de que se discorda é o suficiente para invalidar suas conclusões científicas.
17)"Distinção de emergência"

Salvar-se “mediante alguma distinção sutil, na qual não havíamos pensado anteriormente, caso a questão admita algum tipo de dupla interpretação ou dois casos diferentes.”[15]

18)"Uso intencional da mutatio controversiae"

Estratagema que consiste em “interromper o debate a tempo” quando se está ameaçado de ser abatido, sair do debate “ou desviá-lo e levá-lo para outra questão”.[16]

19)"Fuga do específico para o universal"

Por exemplo, “se temos de dizer por que uma determinada hipótese física não é crível, falaremos da incerteza geral do saber humano, ilustrando-a com toda sorte de exemplos.”[17]

20)"Uso da premissa falsa previamente aceita pelo adversário"

Trata-se de “um uso da ‘’fallacia non causae ut causae’’”.[18]

21)"Preferir o argumento sofístico"

No debate com um adversário, a escolha de um (simples) argumento do tipo ad hominem pode ser mais eficaz do que tentar persuadir o adversário mediante longas explicações “sobre a verdadeira natureza das coisas”.[19]

22)"Falsa alegação de petitio principii"

Alegar que o adversário está fazendo uma petitio principii quando ele quer que admitamos algo que leve à formulação do problema.

23)"Impelir o adversário ao exagero"

No calor do debate, levar o adversário a exagerar suas posições. Como o exagero costuma levar a contradições, podemos refutar essas contradições como se estivéssemos refutando o argumento original.

24)"Falsa reductio ad absurdum"

Tirar falsas conclusões absurdas dos argumentos do adversário. Com isso, refutam-se essas conclusões, fazendo tudo parecer uma reductio ad absurdum.

25)"Falsa instância"

Usar um argumento que apenas parece contrário àquele que o adversário enunciou.

26)"Retorsio argumenti"

Usar o argumento do adversário contra ele próprio, quando isso for possível.

27)"Usar a raiva"

Quando o adversário fica irritado com algum argumento nosso, devemos insistir nesse ponto, porque provavelmente ali há uma inconsistência.

28)"Argumento ad auditores"

Apresentar uma objeção falsa, mas cuja falsidade somente poderia ser percebida por um auditório capacitado no assunto em questão. Exemplo:

Todos os argumentos de ONGs e ambientalistas, que dizem que é preciso reduzir a emissão de gás carbônico a fim de reduzir o efeito estufa (e, consequentemente oaquecimento global). Comentário: As causas do aquecimento global (e até a própria existência de tal fenômeno) ainda não foram completamente comprovadas e continuam sendo questionadas (cada vez menos) por um grupo de cientistas. Mas o argumento é sempre apresentado à plateia leiga como se fosse consensual. Ou afirmar que não há convergência científica sobre o assunto quando na verdade há.
29)"Desvio"

Mudar de assunto fingindo que ainda se está rebatendo a questão do adversário. Ou mesmo, de modo insolente, atacar o adversário pessoalmente.

30)"Argumentum ad verecundiam"

Citar autoridades no assunto para refutar uma tese. Este estratagema funciona tanto melhor quanto menores forem os conhecimentos do adversário a respeito do que disse a autoridade invocada e quanto maior for a veneração dele diante de tal autoridade.

31)"Incompetência irônica"

Fingir que não entendeu o que o adversário disse e declarar isso ironicamente. Nas circunstâncias certas, isso faz o adversário parecer um idiota que não sabe organizar o raciocício ou que está simplesmente declarando algo patentemente falso.

32)"Rótulo odioso"

Estratagema que visa reduzir uma afirmação do adversário “a uma categoria geralmente detestada”. Exemplo:

Nos debates dos candidatos à presidência da República Federativa do Brasil em 2010, a candidata Dilma Rousseff usou várias vezes um argumento ad hominem para desqualificar o adversário atribuindo-lhe o rótulo de “privatista”[20][21]. Comentário: como a palavra “privatização” está arraigada na mente dos brasileiros como a parte mais visível do processo de alienação sem contrapartidas do patrimônio nacional, os argumentos de José Serra já eram “refutados” in limine. Este exemplo é uma combinação dos estratagemas 32 e 12.
33)"Negação da teoria na prática"

Aceitar os fundamentos de um argumento, mas negar que eles possam ser colocados em prática. Exemplo:

A diz que o Estado deve proibir as armas de brinquedo, pois estas estimulam a violência nas crianças. B contesta dizendo que, mesmo que isso seja verdade, é dever dos pais fazer essa vigilância. A rebate em tom irônico: “Ah, se na prática fosse assim...”. Comentário: o tom irônico é fundamental para dar força a este estratagema. Osarcasmo ajuda a esconder o sofisma: se na prática os pais não são capazes de cuidar de seus próprios filhos, tanto menos será o Estado, que tem provado consistentemente sua incompetência em toda as áreas, em particular na educação das crianças.
34)"Resposta ao meneio de esquiva"

Estratagema que prevê não dar informação direta, mas esquivar-se com contraperguntas ou respostas indiretas.

35)"Persuasão pela vontade"

Estratagema que funciona quando estão em jogo os interesses do adversário. Esse estratagema torna, nas poucas circunstâncias que funciona, todos os outros estratagemas supérfluos.[22]

36)"Discurso incompreensível"

“Desconcertar, aturdir o adversário com um caudal de palavras sem sentido. Isto baseia-se em que, ‘normalmente o homem, ao escutar apenas palavras, acredita que também deve haver nelas algo para pensar’ (Goethe, ‘’Fausto’’”[23] (Veja, a esse respeito, por exemplo, as críticas de Alan Sokal contra o chamado Pós-modernismo.)

37)"Tomar a prova pela tese"

Quando o adversário usa uma prova ruim para defender uma ideia valida, podemos nos aproveitar disso e provar que a ideia é invalida, a julgar pela refutação da tese apresentada. Um exemplo que Schopenhauer cita é o do argumento ontológico, como prova da existência de Deus.

38)"Último estratagema: Ofensas pessoais"

Atacar o adversário pessoalmente, com grosseria e agressividade, quando o debate se mostra de todo perdido.

Ver também

Referências

  1. Ir para:a b Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão – em 38 estratagemas (Dialética Erística). Introdução, Notas e Comentários de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997. Capa do livro.
  2. Ir para cima↑ Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão – em 38 estratagemas (Dialética Erística). Introdução, Notas e Comentários de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997. p.95.
  3. Ir para:a b c Arthur Schopenhauer - A arte de ter razão; Organização e ensaio de Franco Volpi [S.l.: s.n.]
  4. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.128.
  5. Ir para cima↑ Reinaldo Azevedo. «Capitão Nascimento foi fazer Ciências Sociais na USP ou na UnB e já está pronto para ser militante do PSOL. Que pena!». Consultado em2010-03-12.
  6. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.132-133.
  7. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.134.
  8. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.136.
  9. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.137-138.
  10. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.139.
  11. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.140.
  12. Ir para:a b ’’idem’’, p.141.
  13. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.142.
  14. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.145.
  15. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.149.
  16. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.150.
  17. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.150-151.
  18. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.151.
  19. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.152.
  20. Ir para cima↑ Portal G1. «Serra promete fortalecer estatais e Dilma chama tucano de privatista». 15/10/2010. Consultado em 16/07/2016.
  21. Ir para cima↑ Folha de S.Paulo. «Na tv Serra promete obras, Dilma volta a acusar tucano de privatista». 15/10/2010. Consultado em 16/07/2016.
  22. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.176.
  23. Ir para cima↑ ’’idem’’, p.178-179.

Bibliografia

Ligações externas

[Esconder]

ve

Arthur Schopenhauer

Livros
Sobre a Raiz Quádrupla do Princípio da Razão Suficiente · O Mundo como Vontade e Representação · Sobre a Liberdade da Vontade · Sobre as Bases da Moralidade ·Parerga e Paralipomena
Schopenhauer

Crítica
Filosofia kantiana · Esquemas de Kant · Provas do postulado das paralelas

Filosofia
Anti-natalismo · Estética · Dilema do ouriço · A Arte de Ter Razão

 

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Ana Thaís Matos, jornalista da Rádio Globo

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ESPORTE NA REDE entrevista Ana Thais Matos, repórter da Rádio Globo

Andressa Rogê, repórter da Rede Globo

 

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Andressa Rogê "charmosíssima"

Andrea Bocelli, tenor, compositor e produtor musical italiano

 

Andrea Bocelli

Andrea Bocelli em inauguração de sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood, 2010.

Informação geral

Nome completo
Andrea Bocelli

Também conhecido(a) como
Bocelli

Nascimento
22 de setembro de 1958 (58 anos)
Lajatico, Toscana
Itália

Gênero(s)
Clássico, ópera, easy listening,pop, crossover clássico

Ocupação(ões)
Cantor, Compositor e produtor

Instrumento(s)
Vocal e diversos instrumentos

Extensão vocal
Tenor

Período em atividade
1992 – atualmente

Gravadora(s)
Sugar
Decca
Universal

Afiliação(ões)
Zucchero
Luciano Pavarotti

Influência(s)
Luciano Pavarotti, Zucchero

Página oficial
AndreaBocelli.com

Andrea Bocelli OMRI (Lajatico, 22 de setembro de 1958) é um tenor, compositor e produtor musical italiano.[1][2][3] Vencedor de cinco BRIT Awards e três Grammys, Bocelli gravou nove óperas completas (entre as quais: La bohème, Il trovatore, Werther eTosca), além de vários álbuns clássicos e populares, tendo vendido mais de 150 milhões de cópias em todo o mundo.[4][5]

Índice

 

Biografia

Andrea Bocelli nasceu na cidade de Lajatico em 1958. Filho de Alessandro e Edi Bocelli, Andrea cresceu na fazenda da família, a cerca de 40 km da cidade de Pisa.[6]

Aos seis anos de idade, iniciou aulas de piano e depois de flauta, saxofone, trompete, harpa, violão e bateria. Andrea Bocelli nasceu com glaucoma congênito que o deixou parcialmente cego.[7] Com doze anos, durante uma partida de futebol levou um golpe na cabeça que fez com que sua cegueira fosse total.[8][6] Na infância, Andrea tocava órgão na igreja que se situava próxima à casa, onde ia todos os domingos com a avó.[9] Também aos doze anos de idade venceu o prêmio Margherita d'Oro, em Viareggio, com a canção "O Sole Mio", constituindo a primeira vitória numa competição musical.[10]

Após a conclusão do seu ensino médio, em 1980, Bocelli foi para a Universidade de Pisa, onde mais tarde foi graduado emDireito.[4] Depois de trabalhar por um ano como advogado, Andrea teve aulas de canto do maestro Luciano Bettarini, dedicando-se à música em tempo integral.[11]

Bocelli nunca parou o treinamento vocal, atendendo "master classes" com o renomado tenor Franco Corelli, em Turin.[12]

Em 1992 o astro do rock italiano Zucchero Fornaciari testou Andrea enquanto procurava por tenores para fazer um dueto com ele na canção "Miserere"; quando ouviu a gravação, o tenor Luciano Pavarotti implorou a Zucchero para usar Andrea em vez dele mesmo. Enfim, a música foi gravada com Pavarotti, mas Andrea Bocelli acompanhou Zucchero na gira européia.[13]

Em 1994 Andrea apresentou-se no Festival de San Remo (Festival da canção italiana), ganhando o evento com a canção "Il mare calmo della sera", o que levou ao primeiro disco de ouro. No mesmo ano, estreou na ópera Macbeth, de Giuseppe Verdi, com o papel de Macduff, cantou no concerto beneficente de Pavarotti em Modena e apresentou-se para o Papa João Paulo II noNatal. Em 1995 sua canção "Con te partirò" ficou em quarto lugar no Festival de San Remo.

Bocelli tem três filhos: Amos (nascido em 1995) e Matteo (nascido em 1997) do seu casamento com Enrica Cenzatti; e Virginia (nascida em 2012) do seu relacionamento com Veronica Berti, que foi transformado em casamento em março de 2014.

O ídolo de infância era Eusébio da Silva Ferreira, jogador de futebol português. Quando Andrea Bocelli se tornou famoso, foi Eusébio que o quis conhecer e as posições trocaram-se.[14]

Carreira

1992 - 94: Festival de Sanremo e Il mare calmo della sera

Em 1996 cantou com a soprano inglesa Sarah Brightman uma versão em dueto de "Con te partirò", intitulada "Time to Say Goodbye" ("Hora de Dizer Adeus"), que bateu recordes de vendas e ficou no topo das dez canções mais tocadas no mundo por quase seis meses. Nos anos seguintes, Andrea apresentou-se em Paris, Bologna, Torre del Lago eVaticano. Lançou mais álbuns até a sua entrada no mercado americano, com um concerto no "John F. Kennedy Center for the Performing Arts" em Washington D.C. e uma recepção na Casa Branca. Naquele ano e em 1999 Andrea partiu em turnê (excursão) pela América do Norte e América do Sul e fez duetos com Céline Dion, além de apresentar-se na primeira ópera totalmente transmitida ao vivo pela Internet da "Detroit Opera House" ("Ópera de Detroit"), com Denyce Graves.

1995 - 97: Bocelli e Romanza

Como vencedor do Festival de Sanremo, Bocelli foi convidado a retornar no ano seguinte. Competindo com "Con te partirò", o tenor ficou em quarto lugar.[13] A canção foi incluída em seu segundo álbum de estúdio Bocelli, produzido por Mauro Malavasi e lançado em novembro de 1995. Na Bélgica, "Con te partirò" tornou-se o single mais vendido de todos os tempos.[15]

Seu terceiro álbum, Viaggio Italiano, foi lançado na Itália em 1996.[13] Bocelli foi convidado para um dueto com a soprano inglesa Sarah Brightman a canção "Con te partirò" na última partida do boxeador Henry Maske. Brightman havia conhecido Bocelli após ouvi-lo cantar a canção em um restaurante. Com o título da canção alterado para "Time to Say Goodbye", os cantores a gravaram com membros da Orquestra Sinfônica de Londres. O single despontou nas paradas musicais da Alemanha, onde permaneceu em primeiro lugar por catorze semanas. Com as vendas aproximando-se das milhões de cópias e um certificado de platina sêxtuplo, "Time to Say Goodbye" tornou-se a canção de maior sucesso do artista.[13] Bocelli também liderou as paradas da Espanha em 1996 com a canção "Vivo por Ella" (um dueto com Marta Sánchez). Em 1998, foi lançada uma versão em português com a cantora brasileira Sandy, intitulada "Vivo por Ela".[16]

No mesmo ano, Bocelli gravou "Je vis pour elle", a versão em francês de "Vivo per lei", em dueto com a cantora francesa Hélène Ségara. Lançada em dezembro de 1997, a canção tornou-se um sucesso de vendas na Bélgica e na França, onde atingiu a primeira colocação nas paradas musicais. Até então, a canção é o maior recorde de vendas de Ségara e o segundo maior de Bocelli, depois de "Time to Say Goodbye". Em março do mesmo ano, Bocelli e Brightman receberam o Prêmio ECHO de "Melhor Single do Ano".[13]

No verão de 1997, Bocelli realizou uma série de 22 concertos a céu aberto pela Alemanha e um concerto fechado em Oberhausen. Em setembro, apresentou-se na Piazza dei Cavalieri, em Pisa, para a gravação de A Night in Tuscany, com a participação especial de Nuccia Focile, Sarah Brightman e Zucchero. O concerto foi também a primeira apresentação clássica televisionada do artista, tendo sido transmitida pela PBS. Em 14 de setembro, em Munique, Bocelli recebeu o Prêmio ECHO de "Álbum Mais Vendido do Ano" por Viaggio Italiano.[17]

1998 - 99: Aria: The Opera Album, Sogno e Sacred Arias

Bocelli estreou nas gravações de ópera em 1998, quando interpretou Rodolfo numa produção de La bohème em Cagliari. Seu quinto álbum, Aria: The Opera Album, foi lançando em março do mesmo ano.

Em 19 de abril, Bocelli fez sua estreia em solo estadunidense com um concerto no John F. Kennedy Center, em Washington, D.C., seguido de uma recepção na Casa Brancapelo Presidente Bill Clinton.[18] Em maio, em Monte-Carlo, Bocelli recebeu o World Music Awards nas categorias "Melhor Artista Italiano" e "Melhor Performance Clássica".[19]Também foi listado entre as "50 Pessoas mais bonitas de 1998", pela revista People.[8]

Entre junho e agosto de 1998, Bocelli realizou uma turnê pelo continente americano. Em setembro, recebeu seu segundo Prêmio ECHO Klassik, desta vez na categoria "Álbum Clássico Mais Vendido", por Aria: The Opera Album. Na noite de Ação de Graças, Bocelli foi convidado especial de Céline Dion durante o especial televisivo These Are Special Times, no qual performaram o dueto "The Prayer" e "Ave Maria". O dueto foi incluído no álbum de Dion, These Are Special Times, lançado no mesmo ano, e integrou a trilha sonora da animação Quest for Camelot. A canção foi re-lançada no álbum Sogno, de Bocelli.

No 56º Globo de Ouro, a canção "The Prayer" venceu o prêmio na categoria Melhor Canção Original. No Grammy Awards, Bocelli foi indicado na categoria Best New Artist("Artista Revelação"), porém a cantora estadunidense Lauryn Hill venceu a disputa.[20] Bocelli e Dion realizaram uma performance da canção durante a cerimônia.[21] A canção também foi indicada ao Óscar de Melhor Canção Original.

Na Itália, Bocelli se apresentou em Florença durante um encontro de chefes de Estado de centro-direita. Em 29 de novembro de 1998, convidado pela Rainha Elizabeth II, Bocelli se apresentou em Birmingham.[22] Em 30 de novembro, lança sua autobiografia, intitulada La musica del silenzio. Durante o mês de dezembro, Bocelli realizou uma série de seis concertos em Barcelona, Estrasburgo, Lisboa, Budapeste e Messina, alguns dos quais foram televisionados internacionalmente. O tenor italiano também performou na televisão alemã, no programa Wetten, dass..? e pouco tempo depois participou de um concerto de José Carreras em Leipzig. Em 31 de dezembro, Bocelli fechou uma série de 24 concertos, com uma apresentação de Ano Novo no Nassau Veterans Memorial Coliseum, em Nova Iorque.[23]

Presença internacional

Gravou em 1998 com a cantora brasileira Sandy Leah Lima a canção "Vivo por ela", música que foi muito executada nas rádios do Brasil.

Em 2002, Andrea repetiu a turnê (excursão) pela América, ganhando dois "World Music Awards". Desde então, Andrea continuou a carreira com aparições em concertos no mundo inteiro, cantando inclusive durante o All-Star Weekend da NBA de 2006 em Houston, Texas. Cantou "Because We Believe" ("Porque Nós Acreditamos"), do seu álbumAmore (lançado em 2006), na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 em Turim, Itália.

Em 2006, Bocelli trabalhou com os seis finalistas do programa de televisão American Idol, ajudando-os a cantar as canções escolhidas segundo o tema da semana: "classic love songs" (músicas românticas clássicas).

Vida pessoal

Bocelli conheceu sua primeira esposa, Enrica Cenzatti, enquanto cantava em bares no início de sua carreira.[24] Se casaram em 27 de junho de 1992 e tiveram dois filhos.[13]Seu primeiro filho, Amos, nasceu em fevereiro de 1995. O segundo filho, Matteo, nasceu em outubro de 1997. O casal se separou em 2002.[25] Atualmente, Bocelli vive com sua empresária e esposa, Veronica Berti, que conheceu pouco tempo depois. Em setembro de 2011, o casal anunciou oficialmente que Berti esperava seu primeiro filho.[26][27]Virgina nasceu em 21 de março de 2012.[28][29] O casal vive em uma villa em Forte dei Marmi, no Mediterrâneo. A ex-esposa e os filhos mais velhos de Bocelli vivem em Versilia, na mesma comuna.[12] Bocelli e Berti oficializaram a união em 21 de março de 2014, em uma cerimônia no Santuário de Montenero, na cidade de Livorno.[30]

Caridade e outros trabalhos

Bocelli tem se apresentado em inúmeros eventos de caridade e em outras várias ocasiões do tipo em todo o mundo, como uma apresentação no local das ruínas do World Trade Center, o Ground Zero, em outubro de 2001.[31] Bocelli também participou de várias edições do projeto "Pavarotti & Friends" (Pavarotti e Amigos, no Brasil), liderado por seu amigo pessoal Luciano Pavarotti. Também nos concertos para a Fundação ARPA (da qual ele é presidente honorário). Em 2004, participou do concerto de Sharon Osbournepara arrecadação de fundos para as vítimas do Tsunami de 2004 e, no ano seguinte, performou num concerto televiso intitulado "Music for Asia".[32]

Não se limitando só a cantar, Andrea contribuiu para vários trabalhos escritos, incluindo pequeno texto sobre amizade em compilação feita por Doris S. Platt e o prefácio e um "capítulo-entrevista" para um livro italiano sobre guarda conjunta. Ele também escreveu uma autobiografia, La musica del silenzio (A música do silêncio), que foi publicada em 1999. A tradução inglesa do livro foi lançada no ano seguinte, com o nome Andrea Bocelli: The Autobiography (Andrea Bocelli: A Autobiografia).

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Andrea Bocelli

Álbuns de estúdio
Álbuns ao vivo
Coletâneas
Óperas gravadas

Referências

  1. Ir para cima↑ «Andrea Bocelli». Decca Records. Consultado em 2012-01-28.
  2. Ir para cima↑ Bocelli Classical Brits awards and nominations, ClassicalBrits.co.uk.
  3. Ir para cima↑ Bocelli awards and nominations, imdb.com.
  4. Ir para:a b «Andrea Bocelli to receive Master's Degree». Billboard. 18 de outubro de 2013.
  5. Ir para cima↑ «Andrea Bocelli to receive classic Brit honour». BBC News. 6 de setembro de 2012.
  6. Ir para:a b Hooper, John (10 de junho de 2010). «Tenor's story acclaimed by anti-abortion campaigners». The Guardian.
  7. Ir para cima↑ Gordon, Bryony (14 de novembro de 2011). «Andrea Bocelli: The truth about my friend – the strong-willed, kind and intelligent Silvio Berlusconi». The Daily Telegraph.
  8. Ir para:a b «Andrea Bocelli: Singer». People. 11 de maio de 1998.
  9. Ir para cima↑ «Andrea Bocelli - Singing to the Top». Ability. Outubro-Novembro de 2013.
  10. Ir para cima↑ Garcia, Vera (24 de dezembro de 2009). «História de superação de Andrea Bocelli». Deficiente Ciente.
  11. Ir para cima↑ Rogers, Paul (5 de setembro de 2013). «Andrea Bocelli at MGM Grand». Los Angeles Times.
  12. Ir para:a b «Andrea Bocelli: 'Some voice have tears inside'». The Telegraph. 4 de outubro de 2007.
  13. Ir para:a b c d e f «Chronicle 1991–1994».
  14. Ir para cima↑ Ribeiro, José Manuel (6 de janeiro de 2014). «O último adeus». O Jogo.
  15. Ir para cima↑ «Andrea Bocelli Biography». Site Oficial.
  16. Ir para cima↑ Pereira, Thiago (5 de novembro de 2011). «'Fazer dueto com Sandy é como cantar com meus filhos', diz Andrea Bocelli». UOL Música.
  17. Ir para cima↑ «ECHO Klassik 1997 winners». ECHO. 7 de janeiro de 2009.
  18. Ir para cima↑ «Tenor Bocelli favourite for Holy Year hymn». BBC News. 3 de agosto de 1999.
  19. Ir para cima↑ «People». International Herald Tribune. 8 de maio de 1998.
  20. Ir para cima↑ «1998 Grammy Awards Winners». Grammy.org.
  21. Ir para cima↑ «Céline Dion on Duets». GRAMMY.com. 14 de fevereiro de 2012.
  22. Ir para cima↑ Book, Ryan (29 de julho de 2015). «Queen Elizabeth and Concerts: The Beatles, Stevie Wonder, One Direction and More». Music Times.
  23. Ir para cima↑ «Andrea Bocelli lembra atentado ao World Trade Center em concerto lançado em DVD». O Diário de Pernambuco. 24 de fevereiro de 2012.
  24. Ir para cima↑ «Wedding photo of Andrea Bocelli and Enrica Cenzatti».
  25. Ir para cima↑ «Chiede il divorzio da Bocelli». Il Tirreno. 31 de março de 2010.
  26. Ir para cima↑ «Bocelli's fiancee expecting her first daughter». Yahoo! UK. 14 de novembro de 2011.
  27. Ir para cima↑ Bright, Spencer (23 de setembro de 2011). «Bocelli joins stars celebrating 50th anniversary of Songs of Praise». Mail Online.
  28. Ir para cima↑ «Virginia arriva con la primavera Fiocco rosa in casa Bocelli». La Nazione. 21 de março de 2012.
  29. Ir para cima↑ Magrath, Andrea (27 de março de 2012). «Andrea Bocelli and fiancée welcomes a baby girl named Virginia». Mail Online.
  30. Ir para cima↑ Telling, Gillian (24 de março de 2014). «Andrea Bocelli Marries Longtime Love in Italy». People.
  31. Ir para cima↑ «Andrea Bocelli sings». Chicago Tribune. 28 de outubro de 2001.
  32. Ir para cima↑ «Andrea Bocelli». Radio Italiana.

Ver também

Ligações externas

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Andrea Bocelli

 

Wikipédia

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DATAFOLHA DIVULGA PESQUISA REALIZADA ONTEM (26)!

1. Crivella 29%/ Pedro Paulo 11%/ Freixo 10%/ Jandira 7%/ Bolsonaro 7%/ Osorio 6%/ Indio 5%/ Molon 1%.
2. Assim como no Ibope, Pedro Paulo aparece em segundo e Freixo em terceiro, mas com diferença de apenas 1 ponto. Jandira também cai e Freixo abre 3 pontos sobre ela, estimulando o voto útil. A decisão de voto em Freixo é de 66% entre os que o marcaram na pesquisa, maior que os de Jandira, 54% (mais volátil), indica que –assim como no Ibope- poderá vir o voto útil em Freixo contra Jandira.
3. A diferença entre Ibope e Datafolha em relação a Crivella é muito grande (6 pontos) e não se explica. Talvez pela dificuldade de pesquisar no domingo com a chuva.
4. Na espontânea, também no Datafolha, Freixo está na frente de Pedro Paulo por um ponto: 7% x 6%.
5. Osorio, no Datafolha, cresceu para 6% em função de intenção de voto na Zona Sul/Classe Média do Rio e trocou com Indio. É provável que a diferença para o Ibope, realizado 2 dias antes, seja pela maior volatilidade do voto em Indio (51% podem mudar o voto).

 

Ex-Blog do Cesar Maia

CURIOSIDADES E TENDÊNCIAS DA ÚLTIMA PESQUISA DO IBOPE!

1. Na pesquisa ESPONTÂNEA, sem apresentar os nomes, Crivella cresceu de 20% para 22%. Freixo e Pedro Paulo se mantiveram no mesmo nível. Freixo 7% e Pedro Paulo 6%. Índio subiu de 2% para 4%. Bolsonaro desceu de 4% para 3%. Jandira manteve-se em 2%.
2. Comparando as porcentagens dos candidatos num hipotético segundo turno contra Crivella:  Freixo 22%, Indio 22%, Jandira 20%, Pedro Paulo 20% e Bolsonaro 18%.
3. Na Intenção de voto Crivella cresce de 31% para 35% acompanhando a mesma tendência da Espontânea. Nos votos válidos Crivella tem 43,2%. A entrada de Romário e de Wagner Montes apoiando Crivella sugere a esperança deste de vencer no primeiro turno. Essa esperança é reforçada pela sensação de que os votos brancos e nulos vão crescer.
4. A avaliação positiva (ótimo+bom) do prefeito Eduardo Paes caiu um ponto para 26% e a rejeição a seu candidato Pedro Paulo manteve-se em 36%. Mas a intenção de voto em Pedro Paulo subiu de 9% para 11%. Para sua curva continuar sendo ascendente haverá a necessidade de sua referência -Eduardo Paes- melhorar sua avaliação e a rejeição a Pedro Paulo diminuir. Eduardo Paes entrou nos comerciais da campanha. Pode ser que isso explique esses 2 pontos. Mas ainda não entrou nos programas que se mantiveram os mesmos e, basicamente, repetitivos.
5. No lado da Esquerda, ocorreu um movimento que pode ajudar Freixo. Esse se manteve no mesmo patamar tanto na espontânea, 7%, quanto na intenção de voto, 9%. A notícia boa para Freixo foi a queda de Jandira, invertendo a tendência anterior. Passou de 8% para 6%. É provável que isso tenha ocorrido pela entrada de Dilma e Lula em seus programas e comerciais. Se foi assim, o que deverá vir é o VOTO ÚTIL a favor de Freixo.
6. Bolsonaro caiu 2 pontos, uma tendência que veio do início da campanha. A campanha de Indio na TV mostra resultado. Sua curva ascendente prossegue passando agora de 6% para 8%. Desta forma não haverá outro caminho a Indio que disputar os votos com Pedro Paulo. A agressividade, que já foi alta no debate da TV Record, vai ser mantida ou crescer ainda mais no debate da TV Globo.
7. Finalmente, um fato importante que mostra o eleitor indeciso buscando seu candidato. O debate na TV Record teve uma audiência de 5%, alta para o horário e o tema.

Ex-Blog do Cesar Maia