LULA, DILMA, OS AVIÕES DE CARREIRA E OS JATINHOS

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Por Percival Puggina*

Quem nunca disse bobagem que atire a primeira pedra. Por prudência, e em benefício das minhas, só me disponho a fazê-lo quando as bobagens passam a ser insistentemente repetidas, tais como o petismo parece prescrever a seus discípulos. É nessa toada de repetir frases sem nexo com a realidade, em busca de um efeito político, que Lula conseguiu a proeza de dizer e repetir três tolices numa única e bem conhecida frase. Ei-las: 1ª) graças aos governos petistas, pobres viajam de avião, 2ª) os ricos a bordo não gostam dessa companhia e 3ª) por coisas assim, os ricos são contra o PT.

Quem dera fosse verdadeira a afirmação de que pobres viajam de avião! Nossas companhias aéreas seriam blue ships na bolsa de valores, beneficiadas pelo ingresso, em seu mercado, de 60% da população nacional! Chega a ser cruel essa afirmação num país em que os pobres têm dificuldades para custear a tarifa dos ônibus. Quem viaja de avião comprando o próprio bilhete não pode ser considerado pobre. Essa possibilidade é ainda menor se levarmos em conta os autoindulgentes parâmetros socioeconômicos desenvolvidos pelo marketing petista que criou uma classe média a partir de R$ 300. Pobre, então, seria alguém com renda inferior a essa.

Por outro lado, a ideia de que a presença de pobres a bordo das aeronaves comerciais seja incômoda aos outros passageiros é um agravo gratuito tanto a uns quanto a outros. Na minha experiência, a bordo só são incômodos os bêbados, os mal-educados e os malcheirosos. Lula, então, estaria confundindo pobreza com isso e riqueza com esnobismo. Finalmente, afirmar que a suposta ascensão social dos miseráveis teria sido a causa do antagonismo que o PT enfrenta é a maior das três leviandades contidas na tal frase. A ascensão social de todos a todos beneficiaria, ora essa!

Com três tolices em uma única afirmação, Lula e aqueles que as repetem expressam a patologia ideológica que os faz necessitar do conflito (no caso, do conflito de classes) tanto quanto um intelecto livre necessita da verdade. E sobre a relação de Lula com a verdade ninguém pode falar com mais conhecimento de caso e causa do que dona Marisa Letícia.

Aliás, se já transporte onde pobre não embarca é nesses jatinhos a que Lula e Dilma se afreguesaram. Imagino que já levem mais de uma década sem enfrentar as filas, os apertos e os pacotinhos de bolacha dos aviões de carreira. Essas viagens seriam muito valiosas para ambos aferirem sua popularidade.

* Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Puggina.org

O PT RUMO À EXTINÇÃO: ESTÁ COLHENDO AQUILO QUE PLANTOU

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Os brasileiros decentes acordaram hoje com uma boa notícia: em nova fase da Lava Jato, Antonio Palocci foi preso. Mais um ex-ministro de Lula e de Dilma na cadeia. Mais um petista graúdo atrás das grades. Mais um da cúpula dessa organização criminosa disfarçada de partido no xilindró. A operação foi batizada de “Omertà”, a palavra que define o código de silêncio da máfia italiana. Foi bem escolhida, como explica Leandro Ruschel:

Omertà é o código de silêncio que impera nas máfias italianas, quem coopera com autoridades, mesmo para atingir um inimigo, está sujeito a pena de morte.

Hoje não há mais dúvidas que o PT é uma máfia e que os seus integrantes seguem esse código.

Até agora o único petista que quebrou o código foi o Delcídio Amaral, senador líder do governo Dilma. Os próprios petistas dizem que ele não era confiável porque veio do PSDB em 2000.

Fora disso, Dirceu, Vaccari e outros membros da quadrilha seguem respeitando o código, mesmo depois de meses presos.

Vamos ver se Palocci, o “italiano” da famosa lista da Odebrecht, respeitará o silêncio do seu grupo criminoso.

Se não colaborar, o sujeito deve pegar uma cana brava, pois foi um dos mais importantes negociadores de vantagens para construtoras, chegando a negociar edição de MP’s, além de empréstimos do BNDES e somas milionárias para as campanhas petistas, além de vantagens ilícitas para o chefe da Máfia, o marginal de 9 dedos. Palocci ainda recebeu dezenas de milhões de reais em “contratos de consultoria” com as construtoras.

Dizem que Celso Daniel estava prestes a quebrar a Omertà, foi torturado e morto antes disso.

Palocci tem tudo para ser o novo homem-bomba do PT, pois reconhecidamente é um sujeito de trato mais refinado que os brucutus do partido, além de não ter a mesma origem guerrilheira de boa parte da turma.

Vai lá Palocci, conte tudo!

Não sabemos se Palocci vai abrir o bico. Tem sido um dos petistas mais discretos, bem low profile, apesar de sua vida de luxo com todos os milhões que amealhou. Como ministro, foi o mais distinto também, quase um bicho estranho na zoologia petista. Mas não merece ser perdoado só por ter tido algum bom senso em sua gestão. O caso do caseiro Francenildo está engasgado na garganta de todos, fora esses escândalos de corrupção. Não tem jeito: se é peixe graúdo no PT, só pode ser bandido, pelo visto.

Ricardo Noblat, em sua coluna de hoje, comenta a decadência petista, usando como pano de fundo as eleições municipais, com presença bem esmirrada do “partido”. É a desgraça se abatendo sobre o PT. Mas não por acaso, por obra do destino, muito menos por alguma conspiração, que deveria envolver a Polícia Federal, o Congresso, o Ministério Público, o STF, a imprensa, praticamente tudo! Não é nada disso: é a colheita do que foi plantado por esses marginais disfarçados de políticos, que enganaram por tempo demais gente demais, acumulando fortunas pessoais enquanto quebravam o país. Diz Noblat:

Foi para o Nordeste que o PT migrou quando seus votos começaram a escassear no resto do país. Pois bem: por lá, o PT só tem chances de eleger o prefeito de Teresina. O Piauí é governado pelo PT.

Em Fortaleza, a candidata do PT está em terceiro lugar. O PT não lançou candidatos a prefeito em Aracaju e São Luís. Seu candidato em Natal não passou ainda da marca dos 5% dos votos. Nem dos 2% em Maceió e em João Pessoa.

Até a semana passada, o PT imaginava eleger o prefeito de Porto Velho. Agora, não mais.

O Norte e o Centro-Oeste são gigantescas manchas sem um único ponto vermelho à exceção de Rio Branco, reduto dos irmãos Vianna, governador do Acre e senador.

Fora das capitais, o PT perde a eleição em Garanhuns, onde Lula nasceu, e em São Bernardo Campo, onde ele mora. Nos dois lugares, Lula não apareceu para pedir votos.

O maior partido de massas que a esquerda já construiu na América Latina está em liquidação.

Sim, está em liquidação. E é merecido! É justo que tenha seu registro cassado, que os eleitores deem a resposta nas urnas enquanto isso não ocorre, e que seus líderes acabem na prisão. É até pouco por tudo de mal que essa máfia fez contra o Brasil. Mas ainda que hoje seja mais um dia de comemoração, não devemos relaxar: o PT parece estar morrendo, mas o petismo continua vivo.

Os velhos e os novos petistas se espalharam por outros partidos de esquerda, como a Rede, o PSOL e o PCdoB. Estão lá, com os mesmos discursos surrados, populistas, só aguardando a próxima oportunidade de enganar os trouxas e tomar o poder novamente. Não podemos deixar isso acontecer. Seria um atestado de muita estupidez, até para os padrões baixos brasileiros…

Rodrigo Constantino

Lava Jato rumo a Lula

Publicado em 26 de set de 2016

O colunista Reinaldo Azevedo comenta a 35ª fase da Operação Lava Jato que prendeu o ex-ministro Antonio Palocci. Ele também analisa a nova rodada de pesquisas do Ibope nas principais capitais do país. Acompanhe o 'Sem Edição' com Reinaldo Azevedo

 

Síria: Forças do Governo retomam norte estratégico do acampamento de Handarat em Aleppo

 

 

Síria: soldados sírios caçam minas nos distritos libertados de Aleppo

 

 

Colômbia: A paz ao fundo do túnel

 

 

Colômbia: Governo e FARC "disparam" última bala de 50 anos de conflito

 

 

Turquia: 3 mortos, 8 feridos em explosão que atingiu militares turcos no sudeste curdo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reviravolta na escola

Publicado em 26 de set de 2016

Edição de VEJA desta semana destaca a medida provisória que pretende promover mudanças na grade curricular do ensino médio. VEJA também aborda a crise na segurança pública no Rio Grande do Sul e a ruidosa separação do casal hollywoodiano Angelina Jolie e Brad Pitt. Confira o 'Última Edição' com os jornalistas Monica Weinberg, Fernanda Allegretti, Bruno Meier e Silvio Navarro.

 

A nova fase do ídolo Zanetti

 

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Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 7,25%

Essa foi a segunda redução seguida. Para 2017, a projeção caiu para 5%
Rio - Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, de 7,34% para 7,25%. Essa foi a segunda redução seguida, na pesquisa feita pelo BC junto ao mercado financeiro todas as semanas. Para 2017, a projeção também caiu: de 5,12% para 5%. Os números saem no Boletim Focus, divulgado às segundas-feiras.
As estimativas estão acima da meta de inflação de 4,5% neste ano e em 2017. O cálculo para este ano ultrapassa também o teto da meta que tem que ser perseguida pelo BC que é 6,5%. Para o próximo ano, o teto da meta é 6%.
Controle inflacionário
O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação.
Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006. As instituições financeiras mantiveram a projeção para a Selic em 13,75%, ao final deste ano, e em 11%, no fim de 2017.
A projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, passou de 3,15% para 3,14%, este ano. Para 2017, a expectativa de crescimento foi ajustada de 1,36% para 1,30%.
Fonte: Agência Brasil - 26/09/2016 e Endividado

A VIDA MANSA DOS GREVISTAS DO SETOR PÚBLICO: SERÁ QUE VAI DAR PRAIA?

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Fugi dos jornais neste domingo. Às vezes preciso me desintoxicar. Cheguei a publicar esse breve comunicado aos meus leitores, que se acostumaram com artigos até aos domingos, no ritmo de trabalho unstoppable do blog:

Jornais de hoje, pelo que vi por alto até agora: Verissimo elogiando Keynes e falando que o intervencionismo do New Deal salvou o capitalismo, depois afirmando que a escolha ainda é entre socialismo e barbárie (ele fez 80 anos e está em destaque na imprensa, demonstrando como a velhice não é garantia de amadurecimento ou sabedoria), Aldir Blanc defendendo o PSOL e falando um monte de besteiras, o GLOBO dizendo que o NYT defendeu abertamente Hillary Clinton como melhor escolha, não como se fosse a coisa mais óbvia para um jornal claramente esquerdista, mas como se fosse a opinião isenta do jornal mais sério do planeta. Parei aí. A escolha era clara: estragar meu domingo com nossos jornais mequetrefes ou avançar no quarto e último livro da fantástica novela napolitana de Elena Ferrante? Não foi difícil. Pro inferno com esses jornais! Amanhã volto ao fardo de ler essas porcarias como ossos do ofício…

voltei, com energia renovada e com a boa notícia da prisão de Palocci. Escrever textos sobre isso é um deleite, um imenso prazer. Mas fui dar uma espiada no jornal de domingo, para ver se não deixei passar coisa valiosa em meio ao lixo esquerdista. E, de fato, lá estava esse excelente e corajoso artigo, de alguém de dentro, criticando as paralisações dos grevistas no setor público, tomando o caso da UFRJ como exemplo. São sindicatos, grupelhos oportunistas, que decidem em nome de todos e contribuem para a imagem negativa que o servidor público tem perante o público. Diz o autor, o professor Marcio da Costa:

A coisa funciona assim: uma assembleia de meia dúzia decide greve ou paralisação, a estrutura decisória transforma essa decisão quase clandestina em decreto institucional. Com isso, está assegurado o sucesso do movimento, “adesão” de 100%. Discursos revolucionários saúdam a coesão de classe, e a população paga pelas bravatas.

Frequentemente, quase ninguém sabe ao menos quais são as reivindicações do “movimento”. Eventualmente, em caso de grande adesão, o funcionamento poderia estar severamente comprometido, de tal forma que seria impossível ou pouco sensato manter as portas abertas. No entanto, nem se cogita testar.

Tal ocorre em meio à anomia que torna a lei, a separação público/privado, a preocupação com a coisa pública meras peças de retórica nesse universo paralelo em que vivemos nas universidades públicas. A predação do funcionamento institucional deriva de se haver aprendido na universidade que não há risco. Nenhum dos protagonistas paga o preço.

Como de hábito, a paralisação foi numa quinta-feira, convertendo-se em feriadão. O distinto público paga nosso salário, e vida segue, como se nada houvesse acontecido. A Viúva banca, e ninguém é chamado a prestar contas desses, digamos, feriados informais. Greves intermináveis ocorrem da mesma forma: risco zero. Salário na conta e dois a três meses de trabalho a menos quase todos os anos recentes.

Será esse um dos motivos porque parece crescer na população o sentimento de inveja/ódio pelo funcionalismo público? Aquele bando de gente que ganha mais, trabalha menos, não precisa prestar contas de nada e ainda vai lá quando quer? Quanto tempo durará essa festa? Alguém será responsabilizado?

Quinta feira deu praia.

Aplaudo a honestidade e a coragem do professor de colocar o dedo nessa ferida, de mexer nesse vespeiro. A gente já fala isso há muito tempo, mas é mais impactante quando é dito por um deles, por alguém de dentro desse sistema. O professor deve ser odiado por seus pares, pelos vagabundos que, quando não estão doutrinando os alunos, estão impondo férias remuneradas em nome de alguma bandeira política de esquerda.

Conhecendo o quadro de nossas universidades públicas, é mesmo um exercício e tanto manter a esperança no Brasil. Temos que fazê-lo. Temos que lutar para mudar as coisas. Mas o Brasil cansa. E essa turma incrustada no sistema, protegida pelos sindicatos mafiosos, terá de ser derrotada se nosso país quiser um dia pertencer ao primeiro mundo.

Rodrigo Constantino

QUAL O LEGADO DO GOVERNO DILMA?

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Por Luan Sperandio Teixeira, publicado pelo Instituto Liberal

Tenho muita estima pela obra de Luís Fernando Veríssimo, inclusive tive a oportunidade de ler alguns de seus mais de 60 livros publicados. Infelizmente como analista político, o escritor é deplorável. Digo isso pois acredito que é preciso fazer distinção entre sua obra literária e os posicionamentos políticos dele.

Em sua coluna do dia 22 de setembro ele defendeu o legado deixado pelo PT, partindo da premissa de que o partido também fez coisas boas. Ele defendeu os programas sociais, como o Bolsa Família, o Mais Médicos, e elogiou a democratização do acesso à educação superior, atacando o “neoliberalismo”. Com base nisso, já deixo claro que o objetivo do presente artigo é contrapor essa narrativa, pois a experiência mostra que a defesa desse partido passa justamente pelas seguintes etapas:

  • Os intelectuais petistas desenvolvem uma narrativa;
  • A mídia progressista transforma essa narrativa em manchete;
  • A militância em massa compartilha e repete à exaustão essa narrativa, destacando as manchetes da mídia progressista como referência confiável;
  • A narrativa passa a fazer parte do senso comum dentro do debate público.

Vou então comentar ponto por ponto os argumentos apresentados por Luís Fernando, com as devidas críticas.

Inicialmente, há raízes liberais na criação do Bolsa Família, com as contribuições de Ricardo Paes de Barros, Marcos Lisboa e Joaquim Levy. Trata-se de uma política pública criada para superar o fracasso do Fome Zero e baseada na ideia de “imposto de renda negativa”, cujo maior expoente nos assunto foi Milton Friedman. A esquerda deveria admitir, como já fez o ex-senador Eduardo Suplicy, que a linhagem do Bolsa Família é muito mais liberal do que intervencionista.

Veríssimo elogia ainda os resultados entregues pelo Programa Mais Médicos, endossando que a maioria de seus profissionais são cubanos. Os resultados do programa são interessantes, vale dizer. O problema dessa política pública é justamente a formação desses médicos Cubanos. Os cursos de Medicina em Cuba possuem uma grade bem aquém da exigida no Brasil, sendo questionável a qualidade da formação da medicina cubana. Isso se torna evidente quando em média 8 em cada 9 cubanos são reprovados no Revalida. Ainda existe o argumento ideológico, considerando que a maior parte do salário não fica com o médico cubano, e deve ser enviado à Cuba para ajudar a financiar o regime ditatorial.

Como ensina a Análise econômica do direito, não é possível afirmar se uma política pública é ética ou justa, mas é possível analisá-la de acordo com sua eficiência. E, no tocante aos médicos cubanos, a conclusão é a de que são caros e entregam uma prestação de serviço aquém de outros.

Sobre a questão da democratização do ensino nas Universidades Públicas: eu sou aluno de uma, o que me dá justamente mais propriedade para analisá-la. A probabilidade de um jovem com renda familiar per capita de R$ 250 ao mês é de cerca de 2%. Já os jovens que têm renda familiar per capita de R$20 mil reais ao mês tem uma chance de 40% de estudar em uma universidade pública. A verdade é que as Universidades Públicas brasileiras financiam em grande parte alunos que poderiam custear seus estudos. Não deveria ser gratuito estudar em uma universidade pública a partir de determinada renda. Trata-se tão somente de um gasto público focalizado em quem tem menos condições. Por conseguinte, é um gasto tolo custear ensino de quem pode pagar por ele em um universo em que recursos são escassos e prioridades devem ser escolhidas.

Por fim, Veríssimo acusa Temer de ser liberal. Quem dera! O atual presidente é fisiológico, tal qual o partido que preside. Analisando o Governo Itamar Franco e o de FHC, eles também não eram liberais. As medidas pró mercado que fizeram, em grande medida foram fruto de NECESSIDADE, não de convicção ideológica deles. Com Temer é a mesma coisa. Como ser contra austeridade orçamentária em um país com déficit de 170 bilhões de reais? Mesmo com as medidas do governo sendo aprovadas no Congresso Nacional, como a PEC dos gastos, especialistas afirmam que o estado brasileiro demorará 3 anos para voltar a ser solvente!

O governo Dilma foi tão irresponsável com as contas públicas que fez o que qualquer dona de casa sabe que não deve fazer: gastou reiteradamente mais do que tinha de receita. E os mais prejudicados são os mais pobres, que não tem como se defender de um dos impostos mais nefastos, a inflação. Esse sim é o legado petista.

Instituto Liberal

AS CONTRADIÇÕES DE UMA ESQUERDA JURÁSSICA E HIPÓCRITA NUM VÍDEO HILÁRIO

Esse vídeo é mesmo imperdível. Em poucos minutos vem à tona várias contradições dessa esquerda jurássica que ainda se espalha por nossas universidades, bancada pelo PSOL e companhia. Os socialistas “amorosos” que defendem a “diversidade” e a “tolerância” se mostram autoritários, agressivos, só sabem repetir slogans idiotas e acham que “debater” é gritar palavras de ordem ou queimar pneus, quando não agredir policiais. É uma triste realidade de nosso país. Vejam:
Conviver com esse tipo de gente é como entrar numa máquina do tempo e regressar várias décadas. Mas depois, quando lembramos que ainda há idiotas que votam no PSOL em pleno século XXI, percebemos como nosso país é mesmo atrasado, e como será preciso muito esforço ainda, como o desses que desafiaram essa patota para gravar essas imagens, até que cheguemos a um nível razoável de debates civilizados.
A esquerda jurássica é mesmo um câncer. Acusam de fascistas os outros, enquanto demonstram quem são os verdadeiros fascistas. Como não ter pena desses coitados? Só porque sua estupidez não é indolor para os demais é que abandonamos a pena pela raiva. Essas antas não só votam, como agridem policiais e transtornam a vida de milhares de trabalhadores. Se ficassem só nos bares fumando maconha e tomando cerveja, a parte da “revolução” que mais gostam, aí sim, seriam dignos apenas de pena mesmo…

ENTRAVES À ECONOMIA: COMO A REGULAÇÃO ASFIXIA O EMPREENDEDORISMO

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Se o Brasil tivesse que escolher uma só bandeira para reduzir a miséria e avançar rumo à prosperidade, esta deveria ser o empreendedorismo. São os empreendedores que criam riqueza, que arriscam o próprio capital ou o de terceiros em empreendimentos que tornam a vida das pessoas mais confortável, aumentam a produtividade da economia, produzem empregos.

Mas a hostilidade ao empreendedorismo no Brasil é velha conhecida de todo aquele que se aventura nessas águas. A regulação excessiva é um dos maiores obstáculos. Foi o tema de ótimo artigo de Odemiro Fonseca hoje no GLOBO, em que lembra dos péssimos rankings do Brasil quando o assunto é “fazer negócios”:

É excruciante ler o relatório do Banco Mundial (“Doing Business 2016”) comparando o ambiente para trabalhar e empreender de 189 países. Em “iniciar um negócio”, ocupamos o 174º lugar; em “obter licença para construir”, o 169º. Até “para recolher impostos” somos um dos piores — número 178. O alemão presidente da Mercedes no Brasil disse que administrar impostos aqui é quatro vezes mais caro que na Alemanha.

Nenhum empreendedor se aventuraria num mercado impessoal, sem garantias regulatórias. Mas regulamentos devem possuir qualidade e gerar eficiência. Por que, pergunta Edmund Phelps, alguns países se tornam ricos e outros não? Phelps e Solow concordam que o capital (físico e humano) é menos importante que a inovação. Mas quem faz a ligação entre a inovação e o consumidor é o empreendedor. “Seguramente”, afirma Phelps, “a resposta está no surgimento do empreendedorismo, encorajado e sancionado pelo governo. A insuficiência de capital humano empreendedor é visível nos países pobres”.

[…]

A maior deformação da regulamentação é a burocracia pública, um custo que a ninguém serve. Os executivos que levaram a bom termo a Olimpíada do Rio foram unânimes: medalha de ouro para a burocracia.

Não temos uma teoria regulatória, temos estupidez mesmo. Fizemos uma privatização que aumentou o Estado-empresário. Poderemos piorar a CLT, querendo defini-la a priori. O objetivo da reforma é aumentar a taxa de emprego, mas não existe ninguém que saiba como fazer isso. Tal conhecimento é muito disperso. As empresas, empregados e seus sindicatos precisam de espaço para negociar. E os erros reparam-se com a experiência. Precisa-se de confiança. Testar o poder dos trabalhadores. É vital para tal que seja abolida a unicidade sindical e seu imposto.

Odemiro, que é empresário e empreendedor, sabe do que está falando. A metáfora para as regulações apriorísticas foi perfeita: morte por milhares de cortes, como numa tortura chinesa. Mas até a China tem caminhado na direção de facilitar a vida dos empreendedores, enquanto o Brasil segue patinando, quando não andando para trás. É insuportável. E quem mais se prejudica são os trabalhadores e os consumidores, especialmente os mais pobres, que sempre ganham quando há mais empreendedorismo.

Gostamos de enaltecer o papel do estado no progresso nacional, o que é um ranço cultural e ideológico bastante enraizado em nosso país. Mas são os empreendedores quem lideram esse processo de enriquecimento geral da nação. Sonho com o dia em que nossas ruas não terão mais nomes de políticos, e sim de empreendedores. Sonho com o dia em que os empreendedores serão os heróis das novelas, dos filmes, e não mais retratados como canalhas insensíveis.

Se desejamos viver num país mais próspero, então temos que reduzir os entraves à economia. A começar pela excessiva burocracia regulatória, que asfixia os criadores de riqueza e só serve para transferir renda para os corruptos.

Rodrigo Constantino