Itália abre centro de solidariedade a afetados por terremoto

Da Agência Ansa

Vista dos destroços provocados pelo terremoto de magnitude 6,2 graus na escala Richter, em Pescara del Tronto, região central da Itália

O centro de solidariedade em Montegallo, na província de Ascoli Piceno, para os atingidos pelo terremoto do dia 24 de agosto na região central da ItáliaAngelo Carconi/Agência Lusa/EPA/direitos reservados

Foi inaugurado hoje (25) um centro de solidariedade em Montegallo, na província de Ascoli Piceno, para os atingidos pelo terremoto do dia 24 de agosto na região central da Itália. A informação é da Agência Ansa.

O centro conta com uma escola, uma estrutura para sede do governo, um pronto-socorro com farmácia, a sede do Corpo Florestal e uma igreja. 

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A estrutura foi construída em apenas 17 dias graças ao empenho de técnicos e funcionários da Defesa Civil regional e de centenas de voluntários que vieram de várias regiões italianas. As empresas locais também ajudaram doando estruturas pré-fabricadas para acelerar os trabalhos.

"Assim que soubemos da notícia do terremoto no centro da Itália, os ponteiros do relógio para nós voltaram para 2012. Rapidamente assumimos o empenho para restituir a solidariedade que recebemos há quatro anos e, isso que foi inaugurado hoje, é uma verdadeira cidadela de solidariedade fruto do empenho comum de instituições, voluntariado e o mundo empresarial", afirmou a assessora da Defesa Civil, Paola Gazzola, lembrando de outro tremor que atingiu sua cidade em 2012.

Quem também participou da cerimônia foi o comissário extraordinário para a reconstrução, Vasco Errani, que garantiu que todos os atingidos pelo terremoto serão ressarcidos em "100%".

"A cratera sísmica tem uma dimensão científica. Não aceitaremos ataques à diligência. Quem tem direito não terá um euro a menos, mas também não terá um euro a mais. E isso atinge tanto empresas, bens culturais e igrejas. Os danos do terremoto serão ressarcidos em 100% em qualquer lugar que tenha sido atingido", destacou o comissário.

Segundo cálculos do governo italiano, os danos estimados causados pelo terremoto do dia 24 de agosto chegam a 4 bilhões de euros. O tremor daquele dia, e as réplicas que seguem até hoje, causaram a morte de 298 pessoas nas cidades de Amatrice e Accumoli, na província de Rieti, e em Arquata del Tronto, na província de Ascoli Piceno.

 

Agência Brasil

 

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Inter perdeu para o Atlético-MG em Belo Horizonte e afundou ainda mais no Z-4. Foto: Daniel Teobaldo/ Futura Press

Calote de RS 140 milhões desfalcou o Badesul
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O senador Lindbergh Farias se envolve em confusão

Publicado em 25 de set de 2016

Troca de ofensas foi filmada

 

Nove candidatos disputam prefeitura de Porto Alegre

Nove candidatos disputam o comando do executivo em Porto Alegre. Em cinco candidaturas, há coligação com outros partidos políticos, de modo que 33 siglas estão envolvidas nas campanhas para prefeito.

Sebastião Melo

O candidato da situação é Sebastião Melo, do PMDB, que está coligado com outros 13 partidos. O peemedebista foi vereador por três mandatos na capital gaúcha na década de 2000 e atualmente é o vice do atual prefeito, José Fortunati. Melo é advogado, formado em direito na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Raul Pont

Raul Pont é a aposta do PT para retomar a prefeitura. O partido esteve à frente da administração municipal entre 1989 e 2004, inclusive com Pont como um dos prefeitos. O petista é integrante da sigla desde a fundação, no fim dos anos 1970, e já foi deputado estadual e federal. Em Porto Alegre, o PT está coligado com o PCdoB.

Nelson Marchezan

O PSDB está coligado com outros três partidos na tentativa de eleger Nelson Marchezan Junior. Filho do político gaúcho Nelson Marchezan, já falecido, o candidato tucano já foi deputado estadual e, atualmente, está licenciado do segundo mandato de deputado federal para concorrer à prefeitura.

Luciana Genro

Luciana Genro é o nome do PSOL e de outros três partidos coligados para o Paço Municipal. Filha do ex-governador e ex-ministro Tarso Genro, foi expulsa do PT em 2003 ao votar contra a reforma da Previdência do governo Lula no Congresso Nacional. Luciana foi uma das lideranças que criaram o PSOL e concorreu à presidência da República pelo partido, em 2014.

Maurício Dziedricki

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O PTB se coligou com cinco partidos e lançou a candidatura de Maurício Dziedricki, eleito vereador de Porto Alegre em 2004 e em 2008. Dois anos depois, o petebista se elegeu deputado federal. Atuou como secretário estadual de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa. Em 2014, foi eleito para a Assembleia Legislativa gaúcha.

Fábio Ostermann

Com 32 anos de idade, Fábio Ostermann, do PSL, é o mais jovem candidato à prefeitura de Porto Alegre. Liberal convicto, tem no currículo a direção do Instituto Liberdade, do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e do Instituto Ordem Livre. Foi um dos criadores do Movimento Brasil Livre (MBL), um dos grupos que liderou as manifestações pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

João Carlos Rodrigues

O candidato do PMN, João Carlos Rodrigues, já foi filiado ao antigo PFL (hoje DEM) e ao PSC, mas ainda não obteve uma vitória nas urnas. No passado, o empresário concorreu à prefeitura de Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre, e ao governo do estado.

Júlio Flores

Júlio Flores, do PSTU, tenta pela teceira vez eleger-se prefeito da capital gaúcha. Atuou como bancário nas décadas de 1980 e 1990, e liderou greves contra a privatização do Banco Meridional pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Candidatou-se para os cargos de vereador, prefeito, deputado estadual, governador e senador, mas nunca foi eleito.

Marcello Chiodo

O PV lançou a candidatura de Marcello Chiodo, cabeleireiro que mantém um salão de beleza em Porto Alegre. Tentou vaga no legislativo municipal por três vezes e conseguiu uma suplência em 2008, tendo sido chamado no ano seguinte. Chiodo também já concorreu para deputado federal, em 2006, mas não foi eleito.

Legislativo

As 36 cadeiras da Câmara de Vereadores estão sendo disputadas por 574 candidatos — uma proporção de quase 16 candidatos por vaga. Eles também estão distribuídos em 33 partidos. A maior parte das siglas (14) tem entre um e dez candidatos. Apenas cinco partidos inscreveram mais de 40 nomes.

Porto Alegre é a segunda cidade mais populosa da Região Sul, com quase 1,5 milhão de habitantes. Destes, pouco mais de um milhão estão aptos a votar nos candidatos à prefeitura e à Câmara Municipal, no mês que vem.

Do total de eleitores, 45,25% são homens e 54,75% são mulheres. Estão registrados na capital gaúcha 12.974 eleitores analfabetos e 3.917 com menos de 18 anos de idade, aos quais o voto é facultativo.

 

Agência Brasil

Em Florianópolis, sete candidatos concorrem à prefeitura

O cargo máximo do Executivo municipal na capital catarinense está sendo disputado por sete candidatos. Além dos partidos que lançaram candidaturas, outras 22 siglas declararam apoio a algum candidato. Apenas dois nomes não estão coligados.

Angela Amin

A candidata da situação é Angela Amin, do PP. O partido está coligado com o PSD do atual prefeito, César Souza Júnior. Angela foi vereadora de Florianópolis em 1988 e prefeita entre 1997 e 2004. Ela também foi eleita deputada federal em 1990 e em 2006.

Gean Loureiro

O candidato do PMDB, Gean Loureiro, é apoiado por outros 14 partidos que compõem a coligação. O peemedebista foi vereador da capital catarinense por cinco vezes. Em 2011, foi eleito deputado federal. Em 2012, Loureiro candidatou-se à prefeitura, mas não foi eleito.

Elson Pereira

Elson Pereira, do PSOL, também tentou, sem sucesso, eleger-se prefeito de Florianópolis em 2012. Engenheiro civil com mestrado em Administração Pública e doutorado em Urbanismo, Pereira ainda não ocupou cargo eletivo desde que filiou-se ao partido. O PSOL está coligado com outras duas siglas na capital catarinense.

Angela Albino

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O PCdoB lançou a candidatura de Angela Albino, em coligação com o PT. Ela foi eleita pela primeira vez em 2004, como vereadora de Florianópolis. Depois, foi deputada estadual. Atualmente, está licenciada do cargo de deputada federal para disputar a prefeitura.

Murilo Flores

O candidato do PSB e de outros quatro partidos é Murilo Flores. Ele já ocupou diversos cargos públicos, como a presidência da Embrapa e a secretaria-executiva do Ministério da Agricultura. É a primeira vez que Flores concorre a um cargo eletivo.

Gabriela Santetti

Gabriela Santetti, do PSTU, é a mais jovem candidata à prefeitura de Florianópolis. Aos 26 anos, é graduada em História e mestra em Educação. Sanetti ingressou na carreira política em 2006, em Porto Alegre. Em 2014, foi candidata a deputada federal.

Mauricio Leal

O PEN também lançou candidato a prefeito na capital catarinense. Mauricio Leal tem no currículo atuações como assessor da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Florianópolis. Ele disputa uma eleição pela primeira vez.

Legislativo

A Câmara Municipal de Florianópolis tem 23 cadeiras, que estão sendo disputadas por 361 candidatos a vereador. Na proporção, são 15,7 candidatos para cada vaga. A maior parte dos partidos (13) tem entre um e dez candidatos. Apenas três siglas inscreveram mais de 30 nomes.

A capital catarinense é a quinta cidade mais populosa do sul do país, com quase 470 mil habitantes. Pouco mais de 316 mil pessoas estão aptas a votar nas eleições de outubro. Do total de eleitores, 46,25% são do sexo masculino e 53,75%, do sexo feminino.

 

Agência Brasil

Disputa pela prefeitura de Curitiba tem nove candidatos

A disputa para a prefeitura da capital paranaense envolve nove candidaturas. Seis delas estão coligadas com outros partidos, de modo que 32 siglas estão envolvidas no total. Apenas três partidos não formaram coligações.

Gustavo Fruet

O candidato da situação é Gustavo Fruet, do PDT, que concorre à reeleição apoiado por mais quatro partidos. Filho do ex-prefeito de Curitiba, Maurício Fruet, morto em 1998, Gustavo foi deputado federal por três mandatos consecutivos. Em 2010, tentou disputar uma vaga para senador e ficou em terceiro lugar.

Rafael Greca

Rafael Greca é o candidato do PMN e de outros seis partidos. Foi prefeito da capital paranaense entre 1993 e 1997. No ano seguinte, foi eleito o deputado federal mais votado do Paraná. Greca também atuou como ministro de Esporte e Turismo no segundo governo Fernando Henrique Cardoso.

Requião Filho

O PMDB lançou o advogado Requião Filho como candidato à prefeitura, em coligação com o Rede Sustentabilidade. Filho do senador e ex-governador Roberto Requião, o candidato está licenciado do cargo de deputado estadual do Paraná para disputar o pleito.

Ney Leprevost

O candidato do PSD e de outros seis partidos é o jornalista Ney Leprevost. Licenciado do cargo de deputado estadual para disputar a prefeitura, ele foi eleito em duas oportunidades como vereador de Curitiba. Leprevost também atuou como secretário estadual de Transporte e Turismo.

Maria Victoria

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Maria Victoria é a candidata do PP em coligação com outros cinco partidos. Foi eleita deputada estadual em 2014, cargo do qual está licenciada para disputar a prefeitura. Maria é filha dos políticos Ricardo Barros e Cida Borghetti.

Tadeu Veneri

O PT lançou candidatura própria sem coligar com outros partidos na capital paranaense. O deputado estadual Tadeu Veneri, também licenciado, foi vereador de Curitiba entre 1995 e 2002. Atualmente, está no quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Paraná.

Ademar Pereira

O PROS também lançou uma chapa pura para a disputa da prefeitura curitibana. O candidato Ademar Pereira foi presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe). Atualmente, ele é vice-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep).

Afonso Rangel

Afonso Rangel, do PRP, teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), mas recorreu da decisão. O candidato é Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação da Universidade Tuiuti do Paraná.

Xênia Mello

A candidata do PSOL, Xênia Mello, também conta com apoio do PCB. Atualmente, é membro do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em Curitiba. Xênia é advogada formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Mestranda em Sociologia na mesma instituição.

Legislativo

As 38 cadeiras da Câmara de Vereadores estão sendo disputadas por 1.072 candidatos ao legislativo municipal — ou seja, uma proporção de 28,2 candidatos para cada vaga. O número expressivo se explica no fato de que 11 partidos inscreveram 50 ou mais candidaturas. No total, 34 partidos participam da eleição para a Câmara.

Curitiba é a cidade mais populosa da Região Sul, com quase 1,9 milhão de habitantes. Quase 1,3 milhão estão aptos a votar nos candidatos à prefeitura e à Câmara Municipal.

Do total de eleitores, 46% são homens e 54% são mulheres. Estão registrados na capital paranaense 7.559 eleitores analfabetos e 5.565 menores de idade, aos quais o voto é facultativo.

 

Agência Brasil

Com reforma da Previdência à vista, pressa para aposentar não é melhor saída

INSS

Especialista em Finanças Públicas, o professor José Matias-Pereira, do departamento de Administração da Universidade de Brasília alerta para os riscos de uma decisão irrefletidaAntonio Cruz/Agência Brasil

Com a perspectiva de uma reforma da Previdência Social, uma das prioridades do governo do presidente Michel Temer, alguns trabalhadores estão inseguros e buscando informações em postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para especialistas consultados pela Agência Brasil, no entanto, a pressa em se aposentar não é a melhor saída e pode até causar prejuízos.

Especialista em Finanças Públicas, o professor José Matias-Pereira, do departamento de Administração da Universidade de Brasília, afirma que os trabalhadores estão certos ao buscar informações sobre as condições das suas aposentadorias no momento em que uma reforma previdenciária é discutida. Mas ele alerta para os riscos de uma decisão irrefletida.

“As pessoas próximas de atingir a época de se aposentar têm de ir ao INSS buscar informações. Isso é uma coisa recomendável, pois, se a reforma acontecer e a pessoa não estiver preparada, pode ser que venha a ficar muito mais tempo na ativa. Agora, as pessoas precisam se conduzir de uma maneira equilibrada, sem açodamento”, aconselha.

Ele destaca, por exemplo, que os trabalhadores que não atingiram as regras da fórmula 85/95, - que permite escapar do fator previdenciário e receber aposentadoria integral - saem no prejuízo ao apressar a saída da ativa.

Matias-Pereira lembra que o governo não enviou a proposta de reforma ao Congresso Nacional e que as discussões dos parlamentares devem ser longas.“É um processo lento, que imagino que vai atravessar o ano que vem. Se tudo correr bem e o governo tiver boa capacidade de conduzir esta questão, só vamos definir isso no segundo semestre de 2017”, estima.

Transição

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O economista Renato Fragelli, professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca que, quaisquer sejam as mudanças implementadas pela reforma da Previdência, elas não ocorrerão sem uma transição. Quanto mais perto o trabalhador estiver de se aposentar, mais suave tende a ser a transição, ressalta o economista.

“Um exemplo de como poderia funcionar a transição: o sujeito que poderia se aposentar em uma determinada data, por exemplo, aos 55 anos, teria que trabalhar mais 20% do tempo que falta para chegar aos 65. Ou seja, ele teria que trabalhar dois anos a mais. Para quem está muito perto [de se aposentar], deve ser pouco significativo o tempo adicional”, avalia Fragelli.

De janeiro a julho deste ano, o INSS concedeu 724.324 aposentadorias, segundo dados disponíveis no site do Ministério da Previdência. O número supera em 9,47% as 661.639 concedidas de janeiro a julho de 2015. O período considerado no ano passado abrange, parcialmente, uma greve dos servidores do INSS, deflagrada em julho.

A reportagem solicitou à Previdência o número de novos requerimentos de aposentadoria, mas o ministério não disponibilizou a informação. Segundo o órgão, elevações na procura dos brasileiros por aposentadorias em relação a 2015 devem ser atribuídas à greve dos servidores, e não ao anúncio da reforma da Previdência pelo governo.

Temor

Empregada doméstica Ozima Valério

Empregada doméstica Ozima Valério afirma que não gostaria de esperar até os 65 anos para se aposentar Mariana Branco/ Repórter Agência Brasil

A empregada doméstica Ozima Valério dos Santos, 58 anos, foi ao INSS recentemente levantar seu tempo de contribuição. Ela sabe que seus pagamentos tiveram frequência irregular. “Comecei a contribuir em 1993, mas em muitos momentos não teve pagamento, porque trabalhei sem estar fichada [com carteira assinada]. Tinha épocas em que pagava por conta própria e outras, não”.

O INSS informou a Ozima que seu tempo de contribuição soma cerca de sete anos. A opção para ela seria a aposentadoria por idade, modalidade que prevê que mulheres podem se aposentar caso tenham completado 60 anos e contribuído por pelo menos 15 anos. Para homens, a idade é 65 anos. Outra modalidade de aposentadoria, pela fórmula 85/95, prevê um tempo de contribuição bem maior: 35 anos para homens e 30 anos para mulheres.

Ozima conta que gostaria de complementar do próprio bolso o que falta para os 15 anos de contribuição, assim que fizer 60 anos. Mas teme que, com as mudanças na Previdência, esta alternativa fique comprometida. “Eu acho que o jeito atual deve ser melhor. Ninguém sabe direito o que o governo vai fazer”, diz.

Ozima afirma que não gostaria de esperar até os 65 anos para se aposentar. O patamar tem sido divulgado como a idade mínima pretendida pelo governo, e foi defendido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista à TV Globo no início deste mês.

Agência Brasil

 

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Exposição apresenta obras do único daguerreotipista brasileiro

 

Paulo Virgílio - Repórter da Agência Brasil

Técnica fotográfica pioneira, surgida em 1835, e anos depois substituída por processos mais práticos e baratos, a daguerreotipia ainda é praticada por cerca de 50 artistas em todo o mundo. O único brasileiro é Francisco Moreira da Costa, que inaugurou na última sexta-feira (23), na Galeria do Ateliê da Imagem, na zona sul do Rio de Janeiro, a exposição Tempo Improvável, com obras que revelam como essa técnica esquecida pode se tornar uma linguagem integrada à arte contemporânea.

Concebido pelo pintor, cenógrafo, físico e inventor francês Louis Daguerre (1787-1851), o daguerreótipo é uma imagem única realizada sobre uma placa de cobre recoberta por uma fina camada de prata. Conforme o ângulo do olhar, a superfície prateada da placa mostra ora uma imagem negativa, ora uma positiva.

Muito usada para retratos na primeira metade do século 19, a daguerreotipia começou a ser pesquisada por Francisco Moreira da Costa em 1996, pouco mais de uma década depois de sua iniciação na arte fotográfica. Para desenvolver seu equipamento, ele se valeu de manuais do século 19, que ensinavam o processo.

De acordo com a pesquisadora Marcia Mello, curadora da mostra, os objetos retratados pelo artista – candeeiros, cestos, jarros de flores, raízes - “trazem à discussão o passado abandonado e deixam lembranças de algo que, possivelmente, sequer fizeram parte de nossa vida”. Ao observar as obras o visitante pode, segundo ela, “ser tomado pela poesia de Manoel de Barros, pelas imagens intimistas de Josef Sudek [fotógrafo checo], pelas sutilezas de Morandi [Giorgio Morandi, pintor italiano] e pelo universo particular de Cora Coralina”.

A exposição Tempo Improvável fica em cartaz até 19 de novembro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 21h, e aos sábados, das 10h às 17h, com entrada franca. O Ateliê da Imagem Espaço Cultural fica na Avenida Pasteur, 453, na Urca, zona sul do Rio.

 

Agência Brasil

 

Hillary Clinton e Donald Trump se preparam para debate histórico

 

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

Hillary Clinton e Donald Trump

Hillary Clinton, do Partido Democrata, e Donald Trump, do Partido Republicano, fazem nesta segunda-feira (26) o primeiro debate previsto entre os dois candidatos. O evento poderá definir quem será o futuro presidente dos Estados Unidos em eleições marcadas para 8 de novembro de 2016Agência Lusa

Donald Trump, do Partido Republicano, e Hillary Clinton, do Partido Democrata, fazem nesta segunda-feira (26) o primeiro de três debates previstos entre os dois candidatos, no horário nobre, em transmissão ao vivo para todo o país, a partir da Universidade de Hofstra, em Long Island, em Nova York.

O evento poderá definir quem será o futuro presidente dos Estados Unidos em eleições marcadas para 8 de novembro de 2016. O debate, a ser assistido por mais de 100 milhões de americanos, poderá se transformar em uma das maiores audiências de TV da história dos Estados Unidos. O debate adquiriu maior importância depois que rede de televisão ABC News e o jornal The Washington Post divulgaram pesquisa em que Hillary Clinton está com apenas dois pontos percentuais de diferença em relação a Donald Trump, na preferência do eleitorado, o que significa empate técnico. Segundo os organizadores do levantamento, essa diferença nada significa uma vez equivale à margem de erro prevista da pesquisa.

A população americana aguarda o debate com o mesmo entusiasmo que normalmente dedica a uma final de um campeonato esportivo. A cadeia de emissoras públicas de rádio NPR fez um enquete entre os ouvintes e trouxe especialistas para comentar as chances de cada candidato. A enquete teve como objetivo saber quem vai assistir ao debate e se a discussão a ser feita vai influir no resultado das eleições. A maioria dos ouvintes respondeu que o debate terá grande impacto sobre a decisão da população americana. As emissoras de televisão dão a todo momento flashes sobre o impacto do debate e apostam que dessa vez os candidatos darão respostas mais claras e definitivas sobre questões que não foram abordadas com profundidade durante a campanha. Mas os comentaristas também admitem que os candidatos poderão adotar a estratégia de fugir de perguntas incômodas.

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Segundo a rede de rádio NPR, o grande desafio a ser enfrentado por Donald Trump no debate é convencer aos telespectadores de que ele tem temperamento para ser presidente. O especialista em marketing político Alex Conant, que foi porta-voz do senador Marco Rubio, quando este tentou ser o candidato do Partido Republicano, disse que se Trump conseguir ficar duas horas no debate sem perder a paciência poderá comemorar essa resistência como uma "grande façanha".

Sam Popkin, um dos profissionais de marketing mais consultados por candidatos do Partido Democrata, disse à NPR que está torcendo para que Hillary Clinton dê respostas simples para perguntas complicadas que provavelmente serão feitas por Donald Trump. Ele chamou a atenção também para a importância da linguagem corporal que, se bem utilizada, funciona como uma ferramenta poderosa em favor dos argumentos apresentados pela candidata. Ele lembrou de uma eleição presidencial feita em 2000, quando Al Gore, que foi o candidato democrata que competiu com George W. Bush, perdeu o debate por porque emitia "suspiros e revirava os olhos", incomodado com perguntas de seu adversário.

Idade

No debate de amanhã, os dois candidatos terão uma ampla margem para explorar sobre a experiência de cada um no setor público, no caso de Hillary, e nos negócios, no caso de Donald Trump. Mas não poderão se vangloriar da pouca idade, ao contrário de Barack Obama que, em janeiro de 2009, assumiu a presidência aos 47 anos, o quinto mais jovem presidente da história. O mais jovem foi Theodore Roosevelt, que se mudou para a Casa Branca com 42 anos.

Donald Trump completou 70 anos em 14 de junho. Se eleito, será o presidente mais velho da história. Até agora, Ronald Reagan foi o mais idoso pois completou 69 anos quando assumiu a presidência.
Hillary Clinton, se ganhar as eleições, empatará com Reagan na idade já que completará 69 anos em 26 de outubro.

Outros debates

Além do debate dessa segunda-feira, haverá mais dois debates entre Hillary Clinton e Donald Trump. Um deles será em St. Louis, no estado de Missouri, em 9 de outubro. O outro em Las Vegas, no estado de Nevada, em 19 de outubro.

 

Agência Brasil

 

Hollande já tinha anunciado que os moradores vão ser distribuídos por outros campos. #GloboNews

Presidente da França diz que campo de refugiados em Calais será totalmente removido

G1.GLOBO.COM

É a 35ª fase da operação. #GloboNews

Ex-ministro Antonio Palocci é preso em SP pela Operação Lava-Jato

G1.GLOBO.COM

Na segunda reportagem sobre os alpes, a correspondente Bianca Rothier subiu à estação de trem mais alta da Europa: http://glo.bo/2diOr7c

Esportes de inverno não param na Suíça mesmo quando é verão

G1.GLOBO.COM

Com o desemprego em alta, muita gente apostou na criatividade pra conseguir uma renda: http://glo.bo/2d2k5lV

Desempregados usam a criatividade para gerar novos negócios e oportunidades de trabalho

G1.GLOBO.COM

A polícia americana ainda tenta descobrir os motivos do ataque em um centro comercial, na noite de sexta-feira (23), que deixou cinco mortos:http://glo.bo/2d28DZb

Polícia prende suspeito de massacre em centro comercial no estado americano de Washington

G1.GLOBO.COM

Nesta segunda 26), os dois vão se enfrentar por uma hora e meia na Universidade de Hofstra, em Nova York: http://glo.bo/2dcsi9l

Pesquisa do Washington Post mostra Hillary e Trump em empate técnico

G1.GLOBO.COM

 

Inmetro inicia Operação Especial Dia da Criança

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) inicia nesta segunda-feira (26) a Operação Especial Dia da Criança. A ação de fiscalização, coordenada pelo Inmetro e operacionalizada pelos institutos de pesos e medidas estaduais, ocorrem durante todo o ano mas, em algumas épocas, são realizadas de forma especial, como a relativa ao Dia da Criança, disse o assistente da Diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro Paulo Coscarelli.

“A gente vai concentrar esforços de fiscalização em cinco produtos: brinquedos; dispositivos de retenção infantil, que são as cadeirinhas de automóvel, para transporte de crianças; berços; carrinhos de bebê; e as bicicletas infantis”, informou.

Além de coibir a venda de produtos infantis irregulares, a operação visa garantir segurança às crianças. “O objetivo fazer o monitoramento, no mercado, se os produtos que o Inmetro regulamenta e certifica atendem aos requisitos que devem atender. É na linha de promover a segurança dos produtos que nós regulamentamos”. Não basta simplesmente o Inmetro regulamentar e certificar, disse. “O Inmetro tem que fazer essa ação de vigilância de mercado para saber se essas regras e esses requisitos estão sendo cumpridos pelas empresas”.

A operação contribui também para aumentar a confiança do consumidor, que está adquirindo um produto seguro para seu filho. Segundo Paulo Coscarelli, a intenção, no final, é a segurança das crianças que são, na verdade, os verdadeiros usuários desses produtos.

Penalidades

A operação prossegue até o dia 30. Os estabelecimentos em que forem encontradas produtos irregularidades terão até 10 dias para apresentar defesa ao Inmetro e estarão sujeitos às penalidades previstas na lei, que incluem multas financeiras que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão. “Mas elas [penalidades] não terminam, necessariamente, com a ação do órgão delegado”, disse Coscarelli.

A operação pode ter outros desdobramento. No caso da Receita Federal, com quem o Inmetro tem cooperação desde 2012, produtos importados que forem identificados como irregulares no mercado podem resultar em ações de fiscalização nos portos, com paralisação da carga dessas mesmas empresas.

Durante a operação, será verificado se os produtos comercializados oferecem o conjunto de informações obrigatórias, entre as quais dados do fabricante ou do importador, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa fabricante, país de origem, faixa etária, além do selo de identificação da conformidade. As informações devem estar escritas no idioma do país, ou seja, em português.

Os consumidores podem apresentar denúncias por meio da Ouvidoria do Inmetro pelo telefone 0800-285-1818 ou pelo e-mail ouvidoria@inmetro.gov.br. Acidentes podem também ser registrados no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), no endereço www.inmetro.gov.br/sinmac.

 

Agência Brasil

TSE recebeu mais de 32 mil denúncias de irregularidades pelo aplicativo Pardal

A sete dias das eleições municipais, a Justiça Eleitoral já recebeu 32.070 registros pelo aplicativo Pardal, que permite que os eleitores de todo país façam denúncias de propaganda eleitoral irregular, tanto nas ruas como na internet e em veículos de comunicação. A ferramenta foi lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 18 de agosto, logo após o início da campanha.

Qualquer cidadão pode fazer denúncia de irregularidade praticada por candidatos e partidos políticos. A denúncia é feita pelo próprio aplicativo, com o envio de fotos, vídeos ou áudios que comprovem indícios de crime. O material é encaminhado automaticamente para análise do Ministério Público Eleitoral, que avalia a consistência das informações recebidas e pode formalizar denúncias aos juízes eleitorais de cada localidade.

Além da propaganda irregular, também é possível denunciar outras irregularidades como compra de votos, uso da máquina administrativa ou gastos irregulares. As denúncias que envolvem a propaganda eleitoral somam 51,93% dos registros. Veja aqui quais são as condutas proibidas aos candidatos durante a campanha.

Segundo o TSE, por ser o estado mais populoso e com o maior número de eleitores e, também, de candidatos, São Paulo é recordista de denúncias pelo aplicativo Pardal com um total de 6.444 registros.

Em seguida aparece o Espírito Santo, com 3.160 denúncias recebidas. O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo foi o responsável pelo desenvolvimento do aplicativo e já adota esse tipo de recebimento de denúncias desde 2012.

O estado de Pernambuco surge em terceiro lugar no número de denúncias com 2.841 registros.

Outros aplicativos

Além do Pardal, o TSE, junto com tribunais regionais de todo o país, desenvolveu outros 10aplicativos para smartphones e tablets para que os eleitores participem mais ativamente do processo eleitoral deste ano. Nas eleições 2014, quatro aplicativos foram colocados à disposição dos eleitores.

Já estão disponíveis para as plataformas IOS e Android os aplicativos: Pardal; Candidaturas; Mesários; Agenda JE; e JE Processos.

Serão disponibilizados nos próximos dias: Eleições 2016; Onde votar ou justificar; Boletim na Mão; Resultados; QRUEL (para servidores da Justiça Eleitoral); e Checkup da urna (para técnicos da Justiça Eleitoral).

O primeiro turno das eleições municipais acontece no próximo domingo (2), a partir das 8h.

Agência Brasil

 

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Motoristas do Uber: Cuidado com Seus Desejos…

uber

O jornal Extra informou ontem, em sua versão digital, que “Motoristas do Uber ameaçam ir à Justiça por direitos trabalhistas”, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos, sob a alegação de que esta prestação de serviço configura relação de emprego – e daí adviriam diversas obrigações patronais, como concessão de férias, pagamento de 13º salário, e tudo o mais previsto em nossa legislação. A discussão jurídica ainda vai render bastante, mas o ponto central da celeuma, a meu ver, deveria ser outro: quais seriam as consequências práticas de condenar o UBER a registrar todos os motoristas cadastrados como empregados? E a quem elas beneficiariam de fato?

Comecemos por analisar a viabilidade da petição em questão: seria possível considerar, à luz do ordenamento jurídico pátrio e da jurisprudência dominante, que estariam presentes os pressupostos que caracterizam a relação de emprego – positivados em nosso Direito nos artigos 2º e 3º da CLT? Acredito que sim, muito embora dificilmente tal entendimento venha a ser unânime entre juristas. Conceber a adesão dos empregados ao regulamento estabelecido pela empresa como Subordinação, ou o fato de que não pode o motorista se fazer substituir por outro trabalhador no desempenho da atividade como Pessoalidade, são linhas de interpretação que provavelmente serão adotadas pelos magistrados a quem venham a se distribuídos os referidos pleitos – e que irão, por conseguinte, favorecer aos litigantes.

Todavia, esses mesmos elementos estão presentes, por exemplo, na relação de trabalho dos árbitros de competições esportivas com as federações e confederações a quais são filiados, ou, melhor ainda, entre os motoristas de táxi e os detentores das correspondentes licenças municipais. E por que, então, estes trabalhadores não acionam o Judiciário em busca de reconhecimento da relação empregatícia? E, quando o fazem, têm seus pedidos rotineiramente indeferidos?

Frederick Hayke afirmava que “no conflito entre os vários grupos de pressão não prevalecem, necessariamente, os interesses dos grupos mais pobres e mais numerosos”. Eis aí o X da questão: como é deveras oneroso manter empregados com carteira assinada no Brasil (especialmente em função dos encargos, como INSS e FGTS), resta aos empregadores buscarem formas de fugir de tais obrigações, apelando, claro, para os legisladores. E enquanto determinados “grupos de pressão” logram êxito nesta empreitada, os demais cidadãos precisam arcar com o peso destes privilégios concedidos aos amigos do Rei.

Vejamos primeiramente a questão dos árbitros: a lei 9.615/1998, conhecida como “Lei Pelé”, prescreve, no parágrafo único do artigo 88, que “Independentemente da constituição de sociedade ou entidades, os árbitros e seus auxiliares não terão qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem, e sua remuneração como autônomos exonera tais entidades de quaisquer outras responsabilidades trabalhistas, securitárias e previdenciárias”. Pronto: as federações esportivas estão livres das amarras trabalhistas. Observando os escândalos recentes que atingiram a CBF e também outras entidades desportivas, pode-se imaginar que métodos foram utilizados para convencer o Estado a conceder-lhes tal isenção.

Agora analisemos porque os motoristas de táxi não são considerados empregados dos detentores das autorizações municipais. Observe-se este trecho de um julgado do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, proferido em 2011: “Taxista que trabalha nos moldes da Lei 6094/71 e cuja forma autônoma de atuar é confirmada pelos elementos de prova colhidos, não pode ser declarado empregado nos moldes do artigo 3º da CLT. Incidência do princípio da primazia da realidade, que impede o reconhecimento de vínculo empregatício a trabalhador que não se encontra juridicamente subordinado ao dono do carro, apenas trabalhando em regime de colaboração com este, tal como previsto na citada Lei que regulamenta a atividade e que inclusive define, de forma expressa, o caráter autônomo de situações como a dos autos”. Pois é: a referida lei concede aos proprietários de licenças de táxi esta salvaguarda contra a CLT, garantindo-lhes uma espécie de imunidade contra ações judiciais. E o círculo de amigos do Rei vai aumentando – assim como a parcela de riqueza sugada do restante da sociedade para manter estes amigos contentes.

Resta saber se o Uber também logrará conseguir um tratamento diferenciado dos demais empregadores, mas não parece ser esta a tendência. Ao contrário, os taxistas tem levado vantagem nesta queda de braço em diversas cidades do Brasil, onde o Uber já foi regulamentado, como em São Paulo. Como resultado, temos o encarecimento do serviço, por óbvio, e um malefício ainda pior é gerado: dinheiro que circulava na mão dos cidadãos é canalizado para órgãos públicos, notadamente mais ineficientes (e desonestos) que os investidores da esfera privada. É a questão do custo de oportunidade: se os consumidores seguissem pagando menos pelo transporte urbano, tal qual estava ocorrendo antes da regulamentação, eles iriam gastar estes recursos economizados (ou mesmo poupá-los, aumentando a oferta de crédito e contribuindo para a redução das taxas de juros) em outros produtos e serviços, girando a roda da economia de forma muito mais eficaz. Como diria Bastiat: o que se vê, após a regulamentação, são taxistas sorridentes (mas nem tanto, vez que eles ansiavam por mais privilégios); o que não se vê é o empobrecimento geral que tal medida causa – e que gera, inclusive, desemprego.

Digamos, então, que o Uber seja obrigado a assinar a carteira de todos os seus motoristas. Isso vai representar, necessariamente, uma melhoria em suas vidas? Contar-lhes-ei uma história que ouvi de um amigo, ano passado:

“Meu irmão, que é engenheiro, estava sendo contratado por uma grande empresa canadense. O diretor que o entrevistava apresentou a proposta de emprego: “O senhor vai ter 20 dias de férias e feriados (isso mesmo, os feriados são deduzidos das férias!), stock options, salário de 90 mil dólares canadenses por ano…” Nisso, meu irmão gentilmente o interrompeu: “Senhor, desculpe-me, mas minha família reside no Brasil e eu gostaria de ter 30 dias por ano de descanso…” Impassível, o diretor fez algumas contas rapidamente e emendou: “OK, o senhor terá 30 dias de férias e feriados, salário de CAD 87 mil por ano…”

Moral da história: do couro sai a correia. Qualquer empresa possui uma determinada capacidade financeira com a qual pode remunerar seus empregados, e tanto faz se o fará por meio de dezenas de verbas trabalhistas criadas por governantes populistas ou se, simplesmente, vai entregar tudo na mão do empregado como salário. Quando o trabalhador vai até o mercado fazer compras, o comerciante não quer saber se o pagamento saiu do 13º, das férias, das horas extras; ele só quer ver o “tin-tin” na máquina registradora. E assim deveria também pensar o brasileiro.

Ou seja, se o Uber for obrigado a contratar como motoristas todos os cadastrados, e passar a cumprir todas as imposições legais próprias, certamente precisará dispensar uma grande parcela destes profissionais – isso se suas atividades não forem inviabilizadas por completo. Direitos trabalhistas são altamente custosos para a produção e roubam nossa competitividade. E sem competitividade, não há emprego. Em suma, as infindáveis lutas por melhorias no meio sindical são, na verdade, um tiro no pé. Se a empresa não pode negociar reduções, demite. E não será diferente desta vez.

Mas como melhorar então o rendimento dos motoristas autônomos que fazem uso de aplicativos para conectar-se a seus clientes? Ora, basta o Estado brasileiro parar de embarreirar a entrada destes aplicativos no mercado. Diversas outras iniciativas do gênero tem surgido no Brasil, e todas essas empresas precisarão disputar a mão de obra dos motoristas – o que irá levar, inevitavelmente, à elevação dos ganhos destes. A demanda por esta mão de obra aumenta em relação à oferta, majorando, naturalmente, o preço do trabalho (o bom e velho salário). Não percamos de vista que os motoristas podem, inclusive, ficar cadastrados em mais de um aplicativo, e, como não há jornada de trabalho estipulada, trabalharem mais horas para aquele que lhe oferecer mais benefícios – o que pode variar com o tempo, em virtude da disputa entre os aplicativos e do decorrente oferecimento de estímulos. Nada os impede de colocarem o Uber nooff e ficarem atendendo as chamadas do WillGo, se assim lhes for mais oportuno; ou vice-versa.

Por exemplo: o Uber percebe que o número de horas online de seus motoristas decresceu, em virtude da concorrência do Willgo. Ele decide, portanto, oferecer a seus motoristas uma corrida “limpa” (ou seja, com o lucro todo para o profissional) a cada dez efetuadas. Quanto maior o número de investidores neste segmento disputando a mesma mão de obra, mais comuns serão incentivos como este.

Conheço pessoas que trabalham como motoristas do Uber. Algumas complementam a renda familiar dirigindo por algumas horas diárias. Outras sustentam a família com esta atividade porque perderam o emprego após o estouro da bolha financeira gerada pelo PT e suas pedalas fiscais “desenvolvimentistas”. E o mais curioso: há aquelas que costumavam ser motoristas de táxi e preferiram migrar para o Uber. Sinal de que a coisa não é tão ruim quanto parece. Eu não ficaria surpreso, inclusive, se vier à tona que tais pessoas que pleiteiam ingressar com medidas judiciais contra o aplicativo de transporte fossem apenas “laranjas” infiltrados pelas máfias do táxi, a fim de complicar a vida da concorrência. Livre mercado, afinal, é interesse da sociedade, e não de malandros que adoram uma reserva de mercado.

E ainda que não seja este o caso, e que haja, sim, muitos insatisfeitos, acredito que assim o seja devido à mentalidade paternalista da maior parte de nossa população. Seria mais vantajoso para todos (motoristas, Uber e usuários) que estes passassem a ver a si próprios como franqueados – e, como tais, podem obter maiores lucros se prestarem melhores serviços, ou podem ser descredenciados se não cumprirem as normas do franqueador. Pergunte no MC Donald’s mais próximo se assim não é a vida do proprietário.

Encerro a argumentação lançando mão, uma vez mais, da obra de Frederick Hayke, sob medida para este imbróglio:

“Enquanto, num país, o movimento socialista estiver intimamente ligado aos interesses de um grupo particular, em geral constituído pelo operariado das categorias mais especializadas, será bastante simples criar uma opinião comum quanto ao status desejável dos diferentes membros da sociedade. A primeira preocupação do movimento será elevar o status de um grupo acima do dos outros grupos. O problema, todavia, muda de caráter à medida que, na marcha progressiva para o socialismo, evidencia-se para o indivíduo que sua renda, e de um modo geral sua posição, são determinadas pelo mecanismo coercitivo do estado e que ele só pode manter ou melhorar essa posição como membro de um grupo organizado capaz de influenciar ou controlar a máquina estatal”.

Por um Brasil sem Populismo!

 

Nelson Rodrigues é editado pela primeira vez em Portugal

 

Marieta Cazarré - Correspondente da Agência Brasil

O dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Rodrigues, famoso por sua polêmica coluna A vida como ela é, escrita ao longo de dez anos (de 1951 a 1961), será publicado pela primeira vez em Portugal. A responsável pela publicação é Bárbara Bulhosa, 44 anos, diretora editorial da Tinta-da-China, editora portuguesa que, desde 2012, busca fazer uma ponte entre a literatura de Portugal e do Brasil.

“Acho que [o público português] vai receber o Nelson Rodrigues lindamente, porque ele é um gênio, escreve maravilhosamente e tem uma inteligência fora do comum. É um autor extraordinário que, por acaso, é brasileiro, mas podia ser inglês, alemão... Ele tem muito de brasileiro, toda aquela sacanagem, a forma do entendimento dele do relacionamento entre um homem e uma mulher. O conhecimento dele dos homens e das mulheres é uma coisa extraordinária, e isso está visível nos contos A vida como ela é de uma forma brilhante”, disse Bárbara Bulhosa.

Bárbara disse acreditar que, como ela, os leitores portugueses vão se encantar com Nelson Rodrigues. “Quando começas [a ler], não queres parar, principalmente pela sensibilidade dele, a inteligência, e o fato de ele nos perturbar, ser desconcertante. Eu acho que só um grande autor é desconcertante, mexe contigo, te irrita, te faz rir, te faz chorar. E o Nelson Rodrigues faz isso”.

Bárbara Bulhosa, que é formada em história e trabalhou durante dez anos em uma rede de livrarias, conta que sempre teve o sonho de trabalhar com livros. Em 2004, após ficar desempregada, decidiu fazer uma pós-graduação em técnicas editorias na Faculdade de Letras de Lisboa, com o intuito de criar uma editora.

“Eu sabia que queria trabalhar com livros e queria fazer qualquer coisa a volta dos livros, editora foi a saída que encontrei”.

Foi a partir dessa experiência que nasceu a Tinta-da-China, uma editora que, ao longo dos anos, foi ganhando o reconhecimento do mercado português pela qualidade de suas publicações. Tinta da China é a expressão portuguesa para aquilo que, no Brasil, chamamos de nanquim. O nome da editora surgiu num brainstorming e tem a ver com o fato de que o nanquim não se apaga.

“E o imaginário leva-te para uma coisa antiga. O que nós tentamos fazer com os nossos livros, enquanto objetos, é manter grafismo e materiais clássicos, paginações clássicas. Estamos, no fundo, a recuperar uma memória de livros antigos. Mas olhas para os livros e percebes que são modernos”, disse Bárbara.

A partir de 2012, quando entrou no mercado editorial brasileiro, Bárbara começou a publicar autores portugueses, clássicos e contemporâneos, que nunca tinham sido lançados em nosso país. Ao mesmo tempo, começou a levar para Portugal livros de autores brasileiros inéditos no país. A opção da editora é sempre trabalhar com as obras no idioma original, sem fazer adaptações.

“Sou defensora da língua portuguesa nas suas variantes. Acho que foi um grande erro, durante anos, nós adaptarmos Jorge Amado, por exemplo. Há muitos autores africanos que escrevem na língua portuguesa, mas de uma forma muito oral ou com palavras que não conhecemos, como Mia Couto. Mas isso é essencial, porque isso é a riqueza da língua. A língua é viva e nos entendemos assim. Acho muito importante nós começarmos a ler os autores como eles escrevem”, defende Bárbara Bulhosa.

“Quando trabalhei como livreira, percebi que a qualidade pode vender. Percebi que se eu destacasse livros com muita qualidade - livros que muitas vezes não estão destacados porque não são best sellers -, eu os vendia. Quando fui para a edição, a minha premissa era a de que a qualidade pode vender. Faço livros para quem gosta de ler e para quem gosta de livros. Não faço livros para toda a gente”.

Para a editora, apesar da alta qualidade editorial do Brasil, ainda somos um país que não valoriza os livros. “Comparativamente, mesmo em termos relativos, em Portugal lê-se mais do que no Brasil. No Brasil edita-se muito mais e a qualidade da edição é extraordinária. Aqui [em Portugal] também tem grande parte da população que não lê, mas há uma elite que lê, inclusive a elite econômica. Acho que essa é uma grande diferença. Porque no Brasil, quando vou à casa de pessoas muito ricas, não vejo uma biblioteca, vejo obras de arte contemporâneas. Aqui em Portugal, as pessoas com muito dinheiro, mesmo que não leiam, compram livros”.

 

Agência Brasil

 

Mostra de cinema Mulheres em Cena reúne diretoras latino-americanas, em SP

 

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A memoria que me contam

O filme  A memoria que me contam, da diretora Lucia Murat faz parte da mostra  de cinema Mulheres em Cena. O evento vai reunir 18 longas-metragens de diretoras da América Latina diretora Lucia Murat/Divulgação

A mostra de cinema Mulheres em Cena está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil  até 10 de outubro na capital paulista e até 3 de outubro na unidade do Rio de Janeiro. Em ambos os locais, a mostra teve início na última quarta-feira (21). O evento, que é inédito no Brasil, vai reunir 18 longas-metragens de diretoras contemporâneas da América Latina, além de promover debates com cineastas sobre a posição da mulher latino-americana no mercado audiovisual.

Saiba Mais

Com curadoria da cineasta brasileira Andrea Armentano e da cineasta argentina Sofia Torre, a mostra exibirá filmes de destaque internacional que tiveram reconhecimento e ganharam prêmios. Entre os títulos estãoJovem Aloucada de Marialy Rivas, Hamaca Paraguaya de Paz Encina, Portais de Leningradode Mariana Rondón, Madeinusa de Claudia Llosa, A mulher sem cabeça de Lucrecia Martel e Mãe só há uma de Anna Muylaert.

“Sentimos a necessidade desse debate do posicionamento da mulher, sentimos que este debate estava cada vez mais em ebulição, tanto que agora ele explodiu de uma certa maneira tanto na Europa como nos Estados Unidos. Aqui no Brasil mesmo tem diversas mostras e festivais que estão focando nesse tema, porque realmente a mulher não aceita mais, em 2016, estar sendo subjugada, com cachês menores, com créditos menores, com menos prêmios”, disse uma das curadoras, Andrea Armentano.

Segundo ela, houve a vontade de juntar uma geração de cineastas que conseguiu romper diversas barreiras, cada uma em seu país de origem e também internacionalmente, juntando grandes nomes latino-americanos para aprofundar, dar força e visibilidade para esta discussão que se torna cada vez mais urgente, que é a presença na mulher no cinema.

Os debates terão a presença de cineastas convidadas e profissionais mulheres do audiovisual, como Magaly Solier, Laís Bodanzky, Mariana Rondón e Tata Amaral. Segundo as curadoras, o evento, além de promover um intercâmbio cultural entre os países latino-americanos, traz o cinema sob a perspectiva do olhar feminino.

“Trazer diversas experiências de mulheres que trabalham com pesquisas, das realizadoras, de outras mesas que serão compostas por produtoras e montadoras. A meta é conseguir abranger todas as funções do cinema feita por mulheres e como cada uma vê o ambiente cinematográfico”, disse Armentano sobre o objetivo dos debates.

 

Agência Brasil

 

 

“Sem a PEC do teto de gastos, viveremos colapso fiscal”

Deputado Darcísio Perondi, relator da PEC 241, afirma que Dilma deveria ser presa por crime fiscal

Márcio Juliboni

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) não tem dúvidas sobre a urgência de se aprovar a PEC 241, que cria um teto de gastos públicos. Sem esse freio, ele prevê insolvência da União, volta da hiperinflação e corrida aos bancos.

Relator da matéria na Câmara, o parlamentar afirma que o consenso sobre o assunto na base aliada é cada vez maior, o que o leva a confiar na sua aprovação. Olhando em retrospectiva, ele culpa Dilma e sua equipe pelo estado de penúria em que o país se encontra: “Deveriam estar presos”, afirma. Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:

O Financista: O mercado teme que, para aprovar a PEC, o governo faça tantas concessões que a proposta não sirva mais a seus propósitos originais. Há esse risco?


Darcísio Perondi:
A PEC será aprovada, porque o povo já está sofrendo. A crise é verdadeira e é sentida em todo o país. Então, há essa consciência na base aliada de que é preciso afastar o colapso fiscal.

O Financista: É possível, realmente, aprovar a PEC de gastos neste ano?

Perondi: Sim. A cada dia, cresce o apoio dos partidos da base aliada. É cada vez maior a consciência de que ou se implanta um novo regime fiscal no país ou viveremos um colapso das contas públicas.

O Financista: Qual é, efetivamente, o peso da PEC para o ajuste?

Perondi: As contas públicas são um paciente em estado grave e que permanecerá muito tempo na UTI. É por isso que a PEC prevê um longo período de vigência do teto. Em quatro ou cinco anos, é possível gerar algum superávit primário. Mas a dívida bruta é tão explosiva que continuará crescendo por mais tempo. Talvez, ela se estabilize e comece a cair a partir do oitavo ano. Agora, depois da PEC, são necessárias outras medidas. A PEC 241 não sobrevive sem a reforma da Previdência. Sem isso, há um sério risco de cairmos na insolvência, hiperinflação e corrida aos bancos.

O Financista: Como conciliar o teto de gastos com despesas obrigatórias, como saúde e educação?

Perondi: Só um governo corajoso apresenta um projeto desses. É preciso lembrar que os gastos com a educação têm um piso constitucional. Estamos estudando o assunto. É preciso lembrar, também, que a desvinculação de receitas está assegurada. Tudo isso vai estimular os parlamentares a trabalhar com um orçamento real. O Congresso sairá mais empoderado com a PEC 241.

O Financista: Como o senhor definiria a gestão petista, no campo fiscal?

Perondi: O PT é o responsável pela atual penúria. Nos últimos sete anos, os gastos subiram 50%, bem acima da arrecadação. O crime fiscal foi muito pior que a corrupção praticada pelo governo anterior. Barbosa, Dilma, Mantega, Augustin, todos deveriam estar presos pelo que fizeram com as contas nacionais. Não estou falando nem de corrupção.

 

O MELHOR DA SEMANA


O recado de Moro a Lula e seus acólitos

Sérgio Moro, como não cansamos de repetir, está sempre uma jogada à frente, pelo menos. A defesa de Lula, o PT e os jornalistas ingênuos, partidários ou mercenários têm o direito de fazer barulho porque, como escreveu o juiz no seu despacho... [leia mais

- Moro acusa Lula e lamenta por Marisa
- Lula vira réu na Lava Jato
- Moro defende Deltan e equipe da Lava Jato
- Tamanho (da propina) não é documento
- Moro: "A denúncia insere-se no esquema criminoso que vitimou a Petrobras"
- Testemunha-chave, vendedor da Kitchens complica Lula


Moro solta Mantega

Sérgio Moro acaba de expedir o alvará de soltura do ex-ministro Guido Mantega. Em seu despacho, o juiz alegou que a Lava Jato não sabia que Mantega acompanhava a esposa em cirurgia. "Sem embargo da gravidade dos fatos...” [leia mais

- Moro revogou "o momento" da prisão
- Questão de tempo
- Ministro do STF critica prisão de Mantega
- Arquivo-X bloqueia 10 milhões de Mantega
- Mantega, o elo

- Mantega sabia da prisão?


Propina de Eike na Offshore de Feira

Guido Mantega pediu 5 milhões de dólares em propina a Eike Batista, diz Diego Escosteguy. 2 milhões de dólares foram depositados na conta offshore de João Santana. Foi assim que Dilma Rousseff se elegeu. 

- Eles todos nos acham 100% idiotas
- Eike imita Lula
- Sob coordenação de João Santana
- Eike se sentiu “compelido a doar”
- Eike na Lava Jato

- O elo entre Eike e Mantega é Lula


Dilma recebeu propina de Eike

Eike Batista pagou propina para a campanha de Dilma Rousseff. Foi o que ele disse em seu depoimento à Lava Jato, reproduzido pela Veja: EIKE: Muito obrigado, obrigado pela atenção de vocês, o que eu vim esclarecer aqui e na verdade, não quero... [leia mais

- Dilma se elegeu em 2010 com propina de Eike
- Dívida de campanha?


Exclusivo: a delação internacional de Cunha

O Antagonista soube que, além do MPF, Eduardo Cunha tem mantido contato com representantes do Departamento de Justiça americano. O peemedebista teria usado bancos nos EUA para várias operações. 

- Lava Jato para exportação
- Cunha nas mãos de Moro

MOMENTO ANTAGONISTA

Reveja os vídeos gravados por Claudio Dantas durante a semana:

- Deputados tramam autoanistia
- Lula frente a frente com Moro
- TCU x Marco Aurélio Mello
- Eike vai escapar? E Mantega?
- A cabeça de Sérgio Moro

 

Mostra leva dança contemporânea para as ruas da zona sul da São Paulo

 

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

Grupo Praga da Dança (Foto Erico Santos)

Grupo Praga da Dança (Foto Erico Santos)

O Circuito Vozes do Corpo chega a sétima edição levando a dança contemporânea para salas de espetáculo e para as ruas. A iniciativa é articulada pela Cia Sansacroma, grupo artístico que atua há anos no Capão Redondo, zona sul da capital paulista. Serão ao todo 21 apresentações, de 17 grupos, ao longo de 11 dias, de 27 de setembro a 9 de novembro.

As companhias foram selecionadas a partir da afinidade poética e política com as propostas desenvolvidas pela Sansacroma. São grupos com pesquisas ligadas a temas como negritude, ancestralidade, brasilidade, diáspora africana, questões de gênero e sexualidade.

Parte da programação ocupará espaços públicos de grande circulação na zona sul da cidade. Serão palco para os dançarinos o calçadão da Estação Capão Redondo do Metrô e a Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro.

"A programação do Circuito Vozes do Corpo foi pensada também para atrair a atenção das pessoas que estão envolvidas com o intenso vai e vem da cidade. Por isso, vamos para a rua ao encontro da população de nossa comunidade, que tanto nos inspira", disse a fundadora do Sansacroma, Gal Martins.

Além dos espetáculos, serão realizados diálogos sobre a produção da dança e eventos de formação artística, com nomes importantes do meio. Desse modo, o circuito busca também ser um espaço de intercâmbio entre artistas locais com dançarinos de outras partes do país.

A abertura acontece na próxima terça-feira (27), na Casa de Cultura de M'Boi Mirim, com o espetáculo Sobre Glúteos, Cadeiras e Histórias da Ouvindo Passos Cia de Dança. No palco, as bailarinas Deise de Brito e Paula Salles vão discutir as narrativas e a memória se relacionam e se expressam pelo corpo, discutindo o próprio hábito de conta histórias.

A programação completa está na página do eventohttps://www.facebook.com/events/201970113549958/

 

Agência Brasil

 

 

Maioria dos brasileiros quer menos espaço para carro particular nas ruas

 

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A maioria dos brasileiros (74%) é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo particular nas ruas se o motivo for dedicar esse espaço para ciclovias, corredores de ônibus e calçadas, apontou pesquisa sobre mobilidade urbana encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha. A pesquisa foi realizada com 2.098 entrevistados de 16 anos ou mais, em 132 municípios de todas as regiões do país.

Inicialmente, a pesquisa consultou a população sobre três medidas, em perguntas separadas, que desestimulariam o uso do carro. Aquela que teve maior aceitação foi a de redução do número de vagas para carros nas ruas, que teve o apoio de 47% da população. Uma fatia de 41% foi contrária à medida, 9% são indiferentes e 3% não responderam.

A segunda questão foi sobre a redução do número de faixas para carro nas vias, que apresentou tendência inversa: 40% foram a favor da medida e 49%, contra. A parcela de indiferentes é de 8%, e 4% não souberam opinar. O fechamento de determinas ruas para carros, que corresponde à terceira pergunta, foi a questão que teve maior resistência entre os brasileiros: 36% a favor, 52% contra a medida, e os demais indiferentes (8%) ou não responderam (3%).

Após essas questões apresentadas, a pesquisa consultou os entrevistados sobre o motivo para que houvesse a redução do espaço para carros particulares e, somente então, veio a maior aceitação, com 74%.

“Primeiro perguntamos para as pessoas o que elas achavam de cada uma dessas três medidas e em seguida perguntamos para as pessoas se, [por meio] dessas medidas de redução, fosse dado espaço para esses outros meios de transporte, se ela era contra ou a favor. A diferença é que a primeira vez perguntamos só com a medida em si. Mas quando explicamos que isso vai ser usado para dar espaço para outros modos de transporte, as pessoas são a favor”, explicou Vitor Leal, da campanha de Mobilidade Urbana do Greenpeace.

De acordo com ele, as pessoas tendem a concordar com a redução do espaço para os carros quando enxergam um benefício para os outros modelos de transporte. No início, segundo Leal, as pessoas veem essas medidas como uma perda, porque estão tirando espaço do carro, mas depois conseguem ver o benefício de se fazer isso. Segundo ele, é necessário a abertura de diálogo entre o governante e a população para esclarecer a questão.

“Uma das coisas que vemos que é importante a partir desse cenário é que o poder público precisa dialogar mais com a sociedade, explicando melhor para que servem as coisas e não tirar o espaço sem explicar o que está acontecendo. Fazer uma discussão dizendo olha, vamos colocar mais corredores de ônibus, isso significa que vai ter menos pistas para os carros, mas isso vai diminuir o trânsito, isso vai garantir um transporte de qualidade”, disse.

Preferências

Questionados sobre qual meio de transporte seria escolhido para circular na cidade, se houvesse infraestrutura adequada, o ônibus seria a escolha de 42% dos entrevistados, seguido por carro (23%) e bicicleta (21%) – na prática, os dois últimos estão empatados pela margem de erro de dois pontos da pesquisa.

Para Leal, foi uma grande surpresa perceber que as pessoas valorizam o transporte público. “São dados importantes para vermos que há uma valorização do transporte público e aí entendemos que o poder público não está respondendo adequadamente a isso, porque boa parte dos investimentos vai para espaços para o automóvel”, disse.

“O que está faltando então é as pessoas sentirem que é possível: um ônibus de qualidade, uma tarifa justa, ônibus que não poluam tanto e que não façam tanto barulho, ciclovias, infraestrutura para bicicleta e para pedestre. As pessoas escolhem o carro muitas vezes porque sentem que os outros meios de transporte não tem qualidade suficiente”, acrescentou.

Ele ressalta que boa parte da discussão dos candidatos à eleição na capital paulista se dá em torno da redução de velocidade nas vias, especialmente as Marginais Tietê e Pinheiros, no entanto, não é um tema que atinge a maior parte da população. “É um tema que importa para uma parcela pequena da população, que é a que usa carro e que vai para a marginal e que é contra [a redução de velocidade]”.

“O que fica claro para mim é que as pessoas estão interessadas em como garantir a mobilidade delas e, se significa tirar espaço do carro para dar para outros modos de transporte, isso é ótimo, mas continuamos vendo os discursos de candidatos do Brasil inteiro que continuam falando só para quem anda de carro e, de vez em quando, falam um pouco sobre ônibus de um jeito genérico”, avaliou.

Eu gosto de chegar logo”

O músico Daniel Daibem, 43, mora na Consolação, região central da capital paulista, e escolheu utilizar ônibus e andar a pé para se locomover pela cidade. “Hoje a minha resposta seria irônica para a pergunta 'por que você prefere o ônibus e não o carro?'. Porque eu gosto de chegar logo. É uma resposta que podemos dar nos últimos três anos por causa dos corredores”, disse.

Os motivos para essa decisão incluem a economia do ônibus em relação ao carro particular e a possibilidade de realizar outras tarefas enquanto está sendo conduzido, como falar ao telefone, mandar e-mail e trabalhar. Ele utiliza aplicativos de celular que o ajudam a se organizar. Por meio deles, Daniel pode consultar que linhas de ônibus o levam para cada destino e ainda para saber a que distância está o ônibus que ele pretende pegar.

Sobre o congestionamento caótico da capital paulista, ele dá uma dica. “Hora do rush não é hora de entrar no trânsito. Hora do rush é hora de fazer inglês, hora de ir na terapia, hora de tomar sorvete, hora de fazer qualquer coisa, menos entrar no trânsito. [As pessoas] poderiam ter essa iniciativa de se organizar, de não se enfiar no trânsito”.

 

Agência Brasil

 

 

Movimentos defendem participação direta do cidadão na administração da cidade

 

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

Organizações Não Governamentais (ONGs), movimentos sociais e sindicatos lançaram neste domingo (25) um desafio aos candidatos a prefeito, para que defendam que os cidadãos tenham direito à cidade. Entre outros itens, as entidades reivindicam que os candidatos se comprometam a promover a democracia direta, com mecanismos como plebiscitos e referendos relativos a temas de grande impacto na vida nas cidades.

“Ninguém fala sobre participação e democracia direta e participativa na cidade. É sempre aquela visão de que o prefeito é o deus, que vai resolver tudo, fazer tudo, sozinho. No máximo, o candidato fala que vai dialogar alguma coisa com a Câmara [dos Vereadores]. E os moradores não significam nada”, disse o coordenador geral do Instituto Pólis, Nelson Saule Jr.

O desafio lançado neste domingo faz parte da campanha Cidade para quem? Olho no seu voto, que pretende colocar na agenda dos candidatos a garantia a efetivação da função social da cidade e propriedade; o combate a especulação imobiliária e a privatização da cidade; a criação de programas de regularização e urbanização de favelas; a garantia ao direito à mobilidade e transporte público de qualidade; e a promoção de moradias adequadas em áreas centrais, utilizando a infraestrutura urbana já existente.

“A cidade tem de ser um espaço de bem comum, contrapondo-se a essa visão da cidade como grande negócio, no sentido de que a cidade tem que ser mais usada, tem que ser mais ocupada, tem que ser mais utilizada para atender as necessidades da população, seja com mais equipamentos, seja com moradia, com mais áreas de lazer, até para atividades econômicas, espaços culturais, e então essa agenda está muito clara que não está presente nos debates”, ressalta Saule.

Entre as organizações que participam da campanha Cidade para quem? Olho no seu voto estão a Ação Educativa, a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a Central de Movimentos Populares (CMP), a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), o Centro Gaspar Garcia Direitos Humanos, a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), a Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, a Frente de Luta por Moradia (FLM), a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Pólis.

 

Agência Brasil

Notícia urgente: Palocci é preso em 35ª fase da Lava Jato

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