TSE recebeu mais de 32 mil denúncias de irregularidades pelo aplicativo Pardal

A sete dias das eleições municipais, a Justiça Eleitoral já recebeu 32.070 registros pelo aplicativo Pardal, que permite que os eleitores de todo país façam denúncias de propaganda eleitoral irregular, tanto nas ruas como na internet e em veículos de comunicação. A ferramenta foi lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 18 de agosto, logo após o início da campanha.

Qualquer cidadão pode fazer denúncia de irregularidade praticada por candidatos e partidos políticos. A denúncia é feita pelo próprio aplicativo, com o envio de fotos, vídeos ou áudios que comprovem indícios de crime. O material é encaminhado automaticamente para análise do Ministério Público Eleitoral, que avalia a consistência das informações recebidas e pode formalizar denúncias aos juízes eleitorais de cada localidade.

Além da propaganda irregular, também é possível denunciar outras irregularidades como compra de votos, uso da máquina administrativa ou gastos irregulares. As denúncias que envolvem a propaganda eleitoral somam 51,93% dos registros. Veja aqui quais são as condutas proibidas aos candidatos durante a campanha.

Segundo o TSE, por ser o estado mais populoso e com o maior número de eleitores e, também, de candidatos, São Paulo é recordista de denúncias pelo aplicativo Pardal com um total de 6.444 registros.

Em seguida aparece o Espírito Santo, com 3.160 denúncias recebidas. O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo foi o responsável pelo desenvolvimento do aplicativo e já adota esse tipo de recebimento de denúncias desde 2012.

O estado de Pernambuco surge em terceiro lugar no número de denúncias com 2.841 registros.

Outros aplicativos

Além do Pardal, o TSE, junto com tribunais regionais de todo o país, desenvolveu outros 10aplicativos para smartphones e tablets para que os eleitores participem mais ativamente do processo eleitoral deste ano. Nas eleições 2014, quatro aplicativos foram colocados à disposição dos eleitores.

Já estão disponíveis para as plataformas IOS e Android os aplicativos: Pardal; Candidaturas; Mesários; Agenda JE; e JE Processos.

Serão disponibilizados nos próximos dias: Eleições 2016; Onde votar ou justificar; Boletim na Mão; Resultados; QRUEL (para servidores da Justiça Eleitoral); e Checkup da urna (para técnicos da Justiça Eleitoral).

O primeiro turno das eleições municipais acontece no próximo domingo (2), a partir das 8h.

Agência Brasil

 

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Motoristas do Uber: Cuidado com Seus Desejos…

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O jornal Extra informou ontem, em sua versão digital, que “Motoristas do Uber ameaçam ir à Justiça por direitos trabalhistas”, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos, sob a alegação de que esta prestação de serviço configura relação de emprego – e daí adviriam diversas obrigações patronais, como concessão de férias, pagamento de 13º salário, e tudo o mais previsto em nossa legislação. A discussão jurídica ainda vai render bastante, mas o ponto central da celeuma, a meu ver, deveria ser outro: quais seriam as consequências práticas de condenar o UBER a registrar todos os motoristas cadastrados como empregados? E a quem elas beneficiariam de fato?

Comecemos por analisar a viabilidade da petição em questão: seria possível considerar, à luz do ordenamento jurídico pátrio e da jurisprudência dominante, que estariam presentes os pressupostos que caracterizam a relação de emprego – positivados em nosso Direito nos artigos 2º e 3º da CLT? Acredito que sim, muito embora dificilmente tal entendimento venha a ser unânime entre juristas. Conceber a adesão dos empregados ao regulamento estabelecido pela empresa como Subordinação, ou o fato de que não pode o motorista se fazer substituir por outro trabalhador no desempenho da atividade como Pessoalidade, são linhas de interpretação que provavelmente serão adotadas pelos magistrados a quem venham a se distribuídos os referidos pleitos – e que irão, por conseguinte, favorecer aos litigantes.

Todavia, esses mesmos elementos estão presentes, por exemplo, na relação de trabalho dos árbitros de competições esportivas com as federações e confederações a quais são filiados, ou, melhor ainda, entre os motoristas de táxi e os detentores das correspondentes licenças municipais. E por que, então, estes trabalhadores não acionam o Judiciário em busca de reconhecimento da relação empregatícia? E, quando o fazem, têm seus pedidos rotineiramente indeferidos?

Frederick Hayke afirmava que “no conflito entre os vários grupos de pressão não prevalecem, necessariamente, os interesses dos grupos mais pobres e mais numerosos”. Eis aí o X da questão: como é deveras oneroso manter empregados com carteira assinada no Brasil (especialmente em função dos encargos, como INSS e FGTS), resta aos empregadores buscarem formas de fugir de tais obrigações, apelando, claro, para os legisladores. E enquanto determinados “grupos de pressão” logram êxito nesta empreitada, os demais cidadãos precisam arcar com o peso destes privilégios concedidos aos amigos do Rei.

Vejamos primeiramente a questão dos árbitros: a lei 9.615/1998, conhecida como “Lei Pelé”, prescreve, no parágrafo único do artigo 88, que “Independentemente da constituição de sociedade ou entidades, os árbitros e seus auxiliares não terão qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem, e sua remuneração como autônomos exonera tais entidades de quaisquer outras responsabilidades trabalhistas, securitárias e previdenciárias”. Pronto: as federações esportivas estão livres das amarras trabalhistas. Observando os escândalos recentes que atingiram a CBF e também outras entidades desportivas, pode-se imaginar que métodos foram utilizados para convencer o Estado a conceder-lhes tal isenção.

Agora analisemos porque os motoristas de táxi não são considerados empregados dos detentores das autorizações municipais. Observe-se este trecho de um julgado do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, proferido em 2011: “Taxista que trabalha nos moldes da Lei 6094/71 e cuja forma autônoma de atuar é confirmada pelos elementos de prova colhidos, não pode ser declarado empregado nos moldes do artigo 3º da CLT. Incidência do princípio da primazia da realidade, que impede o reconhecimento de vínculo empregatício a trabalhador que não se encontra juridicamente subordinado ao dono do carro, apenas trabalhando em regime de colaboração com este, tal como previsto na citada Lei que regulamenta a atividade e que inclusive define, de forma expressa, o caráter autônomo de situações como a dos autos”. Pois é: a referida lei concede aos proprietários de licenças de táxi esta salvaguarda contra a CLT, garantindo-lhes uma espécie de imunidade contra ações judiciais. E o círculo de amigos do Rei vai aumentando – assim como a parcela de riqueza sugada do restante da sociedade para manter estes amigos contentes.

Resta saber se o Uber também logrará conseguir um tratamento diferenciado dos demais empregadores, mas não parece ser esta a tendência. Ao contrário, os taxistas tem levado vantagem nesta queda de braço em diversas cidades do Brasil, onde o Uber já foi regulamentado, como em São Paulo. Como resultado, temos o encarecimento do serviço, por óbvio, e um malefício ainda pior é gerado: dinheiro que circulava na mão dos cidadãos é canalizado para órgãos públicos, notadamente mais ineficientes (e desonestos) que os investidores da esfera privada. É a questão do custo de oportunidade: se os consumidores seguissem pagando menos pelo transporte urbano, tal qual estava ocorrendo antes da regulamentação, eles iriam gastar estes recursos economizados (ou mesmo poupá-los, aumentando a oferta de crédito e contribuindo para a redução das taxas de juros) em outros produtos e serviços, girando a roda da economia de forma muito mais eficaz. Como diria Bastiat: o que se vê, após a regulamentação, são taxistas sorridentes (mas nem tanto, vez que eles ansiavam por mais privilégios); o que não se vê é o empobrecimento geral que tal medida causa – e que gera, inclusive, desemprego.

Digamos, então, que o Uber seja obrigado a assinar a carteira de todos os seus motoristas. Isso vai representar, necessariamente, uma melhoria em suas vidas? Contar-lhes-ei uma história que ouvi de um amigo, ano passado:

“Meu irmão, que é engenheiro, estava sendo contratado por uma grande empresa canadense. O diretor que o entrevistava apresentou a proposta de emprego: “O senhor vai ter 20 dias de férias e feriados (isso mesmo, os feriados são deduzidos das férias!), stock options, salário de 90 mil dólares canadenses por ano…” Nisso, meu irmão gentilmente o interrompeu: “Senhor, desculpe-me, mas minha família reside no Brasil e eu gostaria de ter 30 dias por ano de descanso…” Impassível, o diretor fez algumas contas rapidamente e emendou: “OK, o senhor terá 30 dias de férias e feriados, salário de CAD 87 mil por ano…”

Moral da história: do couro sai a correia. Qualquer empresa possui uma determinada capacidade financeira com a qual pode remunerar seus empregados, e tanto faz se o fará por meio de dezenas de verbas trabalhistas criadas por governantes populistas ou se, simplesmente, vai entregar tudo na mão do empregado como salário. Quando o trabalhador vai até o mercado fazer compras, o comerciante não quer saber se o pagamento saiu do 13º, das férias, das horas extras; ele só quer ver o “tin-tin” na máquina registradora. E assim deveria também pensar o brasileiro.

Ou seja, se o Uber for obrigado a contratar como motoristas todos os cadastrados, e passar a cumprir todas as imposições legais próprias, certamente precisará dispensar uma grande parcela destes profissionais – isso se suas atividades não forem inviabilizadas por completo. Direitos trabalhistas são altamente custosos para a produção e roubam nossa competitividade. E sem competitividade, não há emprego. Em suma, as infindáveis lutas por melhorias no meio sindical são, na verdade, um tiro no pé. Se a empresa não pode negociar reduções, demite. E não será diferente desta vez.

Mas como melhorar então o rendimento dos motoristas autônomos que fazem uso de aplicativos para conectar-se a seus clientes? Ora, basta o Estado brasileiro parar de embarreirar a entrada destes aplicativos no mercado. Diversas outras iniciativas do gênero tem surgido no Brasil, e todas essas empresas precisarão disputar a mão de obra dos motoristas – o que irá levar, inevitavelmente, à elevação dos ganhos destes. A demanda por esta mão de obra aumenta em relação à oferta, majorando, naturalmente, o preço do trabalho (o bom e velho salário). Não percamos de vista que os motoristas podem, inclusive, ficar cadastrados em mais de um aplicativo, e, como não há jornada de trabalho estipulada, trabalharem mais horas para aquele que lhe oferecer mais benefícios – o que pode variar com o tempo, em virtude da disputa entre os aplicativos e do decorrente oferecimento de estímulos. Nada os impede de colocarem o Uber nooff e ficarem atendendo as chamadas do WillGo, se assim lhes for mais oportuno; ou vice-versa.

Por exemplo: o Uber percebe que o número de horas online de seus motoristas decresceu, em virtude da concorrência do Willgo. Ele decide, portanto, oferecer a seus motoristas uma corrida “limpa” (ou seja, com o lucro todo para o profissional) a cada dez efetuadas. Quanto maior o número de investidores neste segmento disputando a mesma mão de obra, mais comuns serão incentivos como este.

Conheço pessoas que trabalham como motoristas do Uber. Algumas complementam a renda familiar dirigindo por algumas horas diárias. Outras sustentam a família com esta atividade porque perderam o emprego após o estouro da bolha financeira gerada pelo PT e suas pedalas fiscais “desenvolvimentistas”. E o mais curioso: há aquelas que costumavam ser motoristas de táxi e preferiram migrar para o Uber. Sinal de que a coisa não é tão ruim quanto parece. Eu não ficaria surpreso, inclusive, se vier à tona que tais pessoas que pleiteiam ingressar com medidas judiciais contra o aplicativo de transporte fossem apenas “laranjas” infiltrados pelas máfias do táxi, a fim de complicar a vida da concorrência. Livre mercado, afinal, é interesse da sociedade, e não de malandros que adoram uma reserva de mercado.

E ainda que não seja este o caso, e que haja, sim, muitos insatisfeitos, acredito que assim o seja devido à mentalidade paternalista da maior parte de nossa população. Seria mais vantajoso para todos (motoristas, Uber e usuários) que estes passassem a ver a si próprios como franqueados – e, como tais, podem obter maiores lucros se prestarem melhores serviços, ou podem ser descredenciados se não cumprirem as normas do franqueador. Pergunte no MC Donald’s mais próximo se assim não é a vida do proprietário.

Encerro a argumentação lançando mão, uma vez mais, da obra de Frederick Hayke, sob medida para este imbróglio:

“Enquanto, num país, o movimento socialista estiver intimamente ligado aos interesses de um grupo particular, em geral constituído pelo operariado das categorias mais especializadas, será bastante simples criar uma opinião comum quanto ao status desejável dos diferentes membros da sociedade. A primeira preocupação do movimento será elevar o status de um grupo acima do dos outros grupos. O problema, todavia, muda de caráter à medida que, na marcha progressiva para o socialismo, evidencia-se para o indivíduo que sua renda, e de um modo geral sua posição, são determinadas pelo mecanismo coercitivo do estado e que ele só pode manter ou melhorar essa posição como membro de um grupo organizado capaz de influenciar ou controlar a máquina estatal”.

Por um Brasil sem Populismo!

 

Nelson Rodrigues é editado pela primeira vez em Portugal

 

Marieta Cazarré - Correspondente da Agência Brasil

O dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Rodrigues, famoso por sua polêmica coluna A vida como ela é, escrita ao longo de dez anos (de 1951 a 1961), será publicado pela primeira vez em Portugal. A responsável pela publicação é Bárbara Bulhosa, 44 anos, diretora editorial da Tinta-da-China, editora portuguesa que, desde 2012, busca fazer uma ponte entre a literatura de Portugal e do Brasil.

“Acho que [o público português] vai receber o Nelson Rodrigues lindamente, porque ele é um gênio, escreve maravilhosamente e tem uma inteligência fora do comum. É um autor extraordinário que, por acaso, é brasileiro, mas podia ser inglês, alemão... Ele tem muito de brasileiro, toda aquela sacanagem, a forma do entendimento dele do relacionamento entre um homem e uma mulher. O conhecimento dele dos homens e das mulheres é uma coisa extraordinária, e isso está visível nos contos A vida como ela é de uma forma brilhante”, disse Bárbara Bulhosa.

Bárbara disse acreditar que, como ela, os leitores portugueses vão se encantar com Nelson Rodrigues. “Quando começas [a ler], não queres parar, principalmente pela sensibilidade dele, a inteligência, e o fato de ele nos perturbar, ser desconcertante. Eu acho que só um grande autor é desconcertante, mexe contigo, te irrita, te faz rir, te faz chorar. E o Nelson Rodrigues faz isso”.

Bárbara Bulhosa, que é formada em história e trabalhou durante dez anos em uma rede de livrarias, conta que sempre teve o sonho de trabalhar com livros. Em 2004, após ficar desempregada, decidiu fazer uma pós-graduação em técnicas editorias na Faculdade de Letras de Lisboa, com o intuito de criar uma editora.

“Eu sabia que queria trabalhar com livros e queria fazer qualquer coisa a volta dos livros, editora foi a saída que encontrei”.

Foi a partir dessa experiência que nasceu a Tinta-da-China, uma editora que, ao longo dos anos, foi ganhando o reconhecimento do mercado português pela qualidade de suas publicações. Tinta da China é a expressão portuguesa para aquilo que, no Brasil, chamamos de nanquim. O nome da editora surgiu num brainstorming e tem a ver com o fato de que o nanquim não se apaga.

“E o imaginário leva-te para uma coisa antiga. O que nós tentamos fazer com os nossos livros, enquanto objetos, é manter grafismo e materiais clássicos, paginações clássicas. Estamos, no fundo, a recuperar uma memória de livros antigos. Mas olhas para os livros e percebes que são modernos”, disse Bárbara.

A partir de 2012, quando entrou no mercado editorial brasileiro, Bárbara começou a publicar autores portugueses, clássicos e contemporâneos, que nunca tinham sido lançados em nosso país. Ao mesmo tempo, começou a levar para Portugal livros de autores brasileiros inéditos no país. A opção da editora é sempre trabalhar com as obras no idioma original, sem fazer adaptações.

“Sou defensora da língua portuguesa nas suas variantes. Acho que foi um grande erro, durante anos, nós adaptarmos Jorge Amado, por exemplo. Há muitos autores africanos que escrevem na língua portuguesa, mas de uma forma muito oral ou com palavras que não conhecemos, como Mia Couto. Mas isso é essencial, porque isso é a riqueza da língua. A língua é viva e nos entendemos assim. Acho muito importante nós começarmos a ler os autores como eles escrevem”, defende Bárbara Bulhosa.

“Quando trabalhei como livreira, percebi que a qualidade pode vender. Percebi que se eu destacasse livros com muita qualidade - livros que muitas vezes não estão destacados porque não são best sellers -, eu os vendia. Quando fui para a edição, a minha premissa era a de que a qualidade pode vender. Faço livros para quem gosta de ler e para quem gosta de livros. Não faço livros para toda a gente”.

Para a editora, apesar da alta qualidade editorial do Brasil, ainda somos um país que não valoriza os livros. “Comparativamente, mesmo em termos relativos, em Portugal lê-se mais do que no Brasil. No Brasil edita-se muito mais e a qualidade da edição é extraordinária. Aqui [em Portugal] também tem grande parte da população que não lê, mas há uma elite que lê, inclusive a elite econômica. Acho que essa é uma grande diferença. Porque no Brasil, quando vou à casa de pessoas muito ricas, não vejo uma biblioteca, vejo obras de arte contemporâneas. Aqui em Portugal, as pessoas com muito dinheiro, mesmo que não leiam, compram livros”.

 

Agência Brasil

 

Mostra de cinema Mulheres em Cena reúne diretoras latino-americanas, em SP

 

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A memoria que me contam

O filme  A memoria que me contam, da diretora Lucia Murat faz parte da mostra  de cinema Mulheres em Cena. O evento vai reunir 18 longas-metragens de diretoras da América Latina diretora Lucia Murat/Divulgação

A mostra de cinema Mulheres em Cena está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil  até 10 de outubro na capital paulista e até 3 de outubro na unidade do Rio de Janeiro. Em ambos os locais, a mostra teve início na última quarta-feira (21). O evento, que é inédito no Brasil, vai reunir 18 longas-metragens de diretoras contemporâneas da América Latina, além de promover debates com cineastas sobre a posição da mulher latino-americana no mercado audiovisual.

Saiba Mais

Com curadoria da cineasta brasileira Andrea Armentano e da cineasta argentina Sofia Torre, a mostra exibirá filmes de destaque internacional que tiveram reconhecimento e ganharam prêmios. Entre os títulos estãoJovem Aloucada de Marialy Rivas, Hamaca Paraguaya de Paz Encina, Portais de Leningradode Mariana Rondón, Madeinusa de Claudia Llosa, A mulher sem cabeça de Lucrecia Martel e Mãe só há uma de Anna Muylaert.

“Sentimos a necessidade desse debate do posicionamento da mulher, sentimos que este debate estava cada vez mais em ebulição, tanto que agora ele explodiu de uma certa maneira tanto na Europa como nos Estados Unidos. Aqui no Brasil mesmo tem diversas mostras e festivais que estão focando nesse tema, porque realmente a mulher não aceita mais, em 2016, estar sendo subjugada, com cachês menores, com créditos menores, com menos prêmios”, disse uma das curadoras, Andrea Armentano.

Segundo ela, houve a vontade de juntar uma geração de cineastas que conseguiu romper diversas barreiras, cada uma em seu país de origem e também internacionalmente, juntando grandes nomes latino-americanos para aprofundar, dar força e visibilidade para esta discussão que se torna cada vez mais urgente, que é a presença na mulher no cinema.

Os debates terão a presença de cineastas convidadas e profissionais mulheres do audiovisual, como Magaly Solier, Laís Bodanzky, Mariana Rondón e Tata Amaral. Segundo as curadoras, o evento, além de promover um intercâmbio cultural entre os países latino-americanos, traz o cinema sob a perspectiva do olhar feminino.

“Trazer diversas experiências de mulheres que trabalham com pesquisas, das realizadoras, de outras mesas que serão compostas por produtoras e montadoras. A meta é conseguir abranger todas as funções do cinema feita por mulheres e como cada uma vê o ambiente cinematográfico”, disse Armentano sobre o objetivo dos debates.

 

Agência Brasil

 

 

“Sem a PEC do teto de gastos, viveremos colapso fiscal”

Deputado Darcísio Perondi, relator da PEC 241, afirma que Dilma deveria ser presa por crime fiscal

Márcio Juliboni

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) não tem dúvidas sobre a urgência de se aprovar a PEC 241, que cria um teto de gastos públicos. Sem esse freio, ele prevê insolvência da União, volta da hiperinflação e corrida aos bancos.

Relator da matéria na Câmara, o parlamentar afirma que o consenso sobre o assunto na base aliada é cada vez maior, o que o leva a confiar na sua aprovação. Olhando em retrospectiva, ele culpa Dilma e sua equipe pelo estado de penúria em que o país se encontra: “Deveriam estar presos”, afirma. Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:

O Financista: O mercado teme que, para aprovar a PEC, o governo faça tantas concessões que a proposta não sirva mais a seus propósitos originais. Há esse risco?


Darcísio Perondi:
A PEC será aprovada, porque o povo já está sofrendo. A crise é verdadeira e é sentida em todo o país. Então, há essa consciência na base aliada de que é preciso afastar o colapso fiscal.

O Financista: É possível, realmente, aprovar a PEC de gastos neste ano?

Perondi: Sim. A cada dia, cresce o apoio dos partidos da base aliada. É cada vez maior a consciência de que ou se implanta um novo regime fiscal no país ou viveremos um colapso das contas públicas.

O Financista: Qual é, efetivamente, o peso da PEC para o ajuste?

Perondi: As contas públicas são um paciente em estado grave e que permanecerá muito tempo na UTI. É por isso que a PEC prevê um longo período de vigência do teto. Em quatro ou cinco anos, é possível gerar algum superávit primário. Mas a dívida bruta é tão explosiva que continuará crescendo por mais tempo. Talvez, ela se estabilize e comece a cair a partir do oitavo ano. Agora, depois da PEC, são necessárias outras medidas. A PEC 241 não sobrevive sem a reforma da Previdência. Sem isso, há um sério risco de cairmos na insolvência, hiperinflação e corrida aos bancos.

O Financista: Como conciliar o teto de gastos com despesas obrigatórias, como saúde e educação?

Perondi: Só um governo corajoso apresenta um projeto desses. É preciso lembrar que os gastos com a educação têm um piso constitucional. Estamos estudando o assunto. É preciso lembrar, também, que a desvinculação de receitas está assegurada. Tudo isso vai estimular os parlamentares a trabalhar com um orçamento real. O Congresso sairá mais empoderado com a PEC 241.

O Financista: Como o senhor definiria a gestão petista, no campo fiscal?

Perondi: O PT é o responsável pela atual penúria. Nos últimos sete anos, os gastos subiram 50%, bem acima da arrecadação. O crime fiscal foi muito pior que a corrupção praticada pelo governo anterior. Barbosa, Dilma, Mantega, Augustin, todos deveriam estar presos pelo que fizeram com as contas nacionais. Não estou falando nem de corrupção.

 

O MELHOR DA SEMANA


O recado de Moro a Lula e seus acólitos

Sérgio Moro, como não cansamos de repetir, está sempre uma jogada à frente, pelo menos. A defesa de Lula, o PT e os jornalistas ingênuos, partidários ou mercenários têm o direito de fazer barulho porque, como escreveu o juiz no seu despacho... [leia mais

- Moro acusa Lula e lamenta por Marisa
- Lula vira réu na Lava Jato
- Moro defende Deltan e equipe da Lava Jato
- Tamanho (da propina) não é documento
- Moro: "A denúncia insere-se no esquema criminoso que vitimou a Petrobras"
- Testemunha-chave, vendedor da Kitchens complica Lula


Moro solta Mantega

Sérgio Moro acaba de expedir o alvará de soltura do ex-ministro Guido Mantega. Em seu despacho, o juiz alegou que a Lava Jato não sabia que Mantega acompanhava a esposa em cirurgia. "Sem embargo da gravidade dos fatos...” [leia mais

- Moro revogou "o momento" da prisão
- Questão de tempo
- Ministro do STF critica prisão de Mantega
- Arquivo-X bloqueia 10 milhões de Mantega
- Mantega, o elo

- Mantega sabia da prisão?


Propina de Eike na Offshore de Feira

Guido Mantega pediu 5 milhões de dólares em propina a Eike Batista, diz Diego Escosteguy. 2 milhões de dólares foram depositados na conta offshore de João Santana. Foi assim que Dilma Rousseff se elegeu. 

- Eles todos nos acham 100% idiotas
- Eike imita Lula
- Sob coordenação de João Santana
- Eike se sentiu “compelido a doar”
- Eike na Lava Jato

- O elo entre Eike e Mantega é Lula


Dilma recebeu propina de Eike

Eike Batista pagou propina para a campanha de Dilma Rousseff. Foi o que ele disse em seu depoimento à Lava Jato, reproduzido pela Veja: EIKE: Muito obrigado, obrigado pela atenção de vocês, o que eu vim esclarecer aqui e na verdade, não quero... [leia mais

- Dilma se elegeu em 2010 com propina de Eike
- Dívida de campanha?


Exclusivo: a delação internacional de Cunha

O Antagonista soube que, além do MPF, Eduardo Cunha tem mantido contato com representantes do Departamento de Justiça americano. O peemedebista teria usado bancos nos EUA para várias operações. 

- Lava Jato para exportação
- Cunha nas mãos de Moro

MOMENTO ANTAGONISTA

Reveja os vídeos gravados por Claudio Dantas durante a semana:

- Deputados tramam autoanistia
- Lula frente a frente com Moro
- TCU x Marco Aurélio Mello
- Eike vai escapar? E Mantega?
- A cabeça de Sérgio Moro

 

Mostra leva dança contemporânea para as ruas da zona sul da São Paulo

 

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

Grupo Praga da Dança (Foto Erico Santos)

Grupo Praga da Dança (Foto Erico Santos)

O Circuito Vozes do Corpo chega a sétima edição levando a dança contemporânea para salas de espetáculo e para as ruas. A iniciativa é articulada pela Cia Sansacroma, grupo artístico que atua há anos no Capão Redondo, zona sul da capital paulista. Serão ao todo 21 apresentações, de 17 grupos, ao longo de 11 dias, de 27 de setembro a 9 de novembro.

As companhias foram selecionadas a partir da afinidade poética e política com as propostas desenvolvidas pela Sansacroma. São grupos com pesquisas ligadas a temas como negritude, ancestralidade, brasilidade, diáspora africana, questões de gênero e sexualidade.

Parte da programação ocupará espaços públicos de grande circulação na zona sul da cidade. Serão palco para os dançarinos o calçadão da Estação Capão Redondo do Metrô e a Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro.

"A programação do Circuito Vozes do Corpo foi pensada também para atrair a atenção das pessoas que estão envolvidas com o intenso vai e vem da cidade. Por isso, vamos para a rua ao encontro da população de nossa comunidade, que tanto nos inspira", disse a fundadora do Sansacroma, Gal Martins.

Além dos espetáculos, serão realizados diálogos sobre a produção da dança e eventos de formação artística, com nomes importantes do meio. Desse modo, o circuito busca também ser um espaço de intercâmbio entre artistas locais com dançarinos de outras partes do país.

A abertura acontece na próxima terça-feira (27), na Casa de Cultura de M'Boi Mirim, com o espetáculo Sobre Glúteos, Cadeiras e Histórias da Ouvindo Passos Cia de Dança. No palco, as bailarinas Deise de Brito e Paula Salles vão discutir as narrativas e a memória se relacionam e se expressam pelo corpo, discutindo o próprio hábito de conta histórias.

A programação completa está na página do eventohttps://www.facebook.com/events/201970113549958/

 

Agência Brasil

 

 

Maioria dos brasileiros quer menos espaço para carro particular nas ruas

 

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A maioria dos brasileiros (74%) é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo particular nas ruas se o motivo for dedicar esse espaço para ciclovias, corredores de ônibus e calçadas, apontou pesquisa sobre mobilidade urbana encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha. A pesquisa foi realizada com 2.098 entrevistados de 16 anos ou mais, em 132 municípios de todas as regiões do país.

Inicialmente, a pesquisa consultou a população sobre três medidas, em perguntas separadas, que desestimulariam o uso do carro. Aquela que teve maior aceitação foi a de redução do número de vagas para carros nas ruas, que teve o apoio de 47% da população. Uma fatia de 41% foi contrária à medida, 9% são indiferentes e 3% não responderam.

A segunda questão foi sobre a redução do número de faixas para carro nas vias, que apresentou tendência inversa: 40% foram a favor da medida e 49%, contra. A parcela de indiferentes é de 8%, e 4% não souberam opinar. O fechamento de determinas ruas para carros, que corresponde à terceira pergunta, foi a questão que teve maior resistência entre os brasileiros: 36% a favor, 52% contra a medida, e os demais indiferentes (8%) ou não responderam (3%).

Após essas questões apresentadas, a pesquisa consultou os entrevistados sobre o motivo para que houvesse a redução do espaço para carros particulares e, somente então, veio a maior aceitação, com 74%.

“Primeiro perguntamos para as pessoas o que elas achavam de cada uma dessas três medidas e em seguida perguntamos para as pessoas se, [por meio] dessas medidas de redução, fosse dado espaço para esses outros meios de transporte, se ela era contra ou a favor. A diferença é que a primeira vez perguntamos só com a medida em si. Mas quando explicamos que isso vai ser usado para dar espaço para outros modos de transporte, as pessoas são a favor”, explicou Vitor Leal, da campanha de Mobilidade Urbana do Greenpeace.

De acordo com ele, as pessoas tendem a concordar com a redução do espaço para os carros quando enxergam um benefício para os outros modelos de transporte. No início, segundo Leal, as pessoas veem essas medidas como uma perda, porque estão tirando espaço do carro, mas depois conseguem ver o benefício de se fazer isso. Segundo ele, é necessário a abertura de diálogo entre o governante e a população para esclarecer a questão.

“Uma das coisas que vemos que é importante a partir desse cenário é que o poder público precisa dialogar mais com a sociedade, explicando melhor para que servem as coisas e não tirar o espaço sem explicar o que está acontecendo. Fazer uma discussão dizendo olha, vamos colocar mais corredores de ônibus, isso significa que vai ter menos pistas para os carros, mas isso vai diminuir o trânsito, isso vai garantir um transporte de qualidade”, disse.

Preferências

Questionados sobre qual meio de transporte seria escolhido para circular na cidade, se houvesse infraestrutura adequada, o ônibus seria a escolha de 42% dos entrevistados, seguido por carro (23%) e bicicleta (21%) – na prática, os dois últimos estão empatados pela margem de erro de dois pontos da pesquisa.

Para Leal, foi uma grande surpresa perceber que as pessoas valorizam o transporte público. “São dados importantes para vermos que há uma valorização do transporte público e aí entendemos que o poder público não está respondendo adequadamente a isso, porque boa parte dos investimentos vai para espaços para o automóvel”, disse.

“O que está faltando então é as pessoas sentirem que é possível: um ônibus de qualidade, uma tarifa justa, ônibus que não poluam tanto e que não façam tanto barulho, ciclovias, infraestrutura para bicicleta e para pedestre. As pessoas escolhem o carro muitas vezes porque sentem que os outros meios de transporte não tem qualidade suficiente”, acrescentou.

Ele ressalta que boa parte da discussão dos candidatos à eleição na capital paulista se dá em torno da redução de velocidade nas vias, especialmente as Marginais Tietê e Pinheiros, no entanto, não é um tema que atinge a maior parte da população. “É um tema que importa para uma parcela pequena da população, que é a que usa carro e que vai para a marginal e que é contra [a redução de velocidade]”.

“O que fica claro para mim é que as pessoas estão interessadas em como garantir a mobilidade delas e, se significa tirar espaço do carro para dar para outros modos de transporte, isso é ótimo, mas continuamos vendo os discursos de candidatos do Brasil inteiro que continuam falando só para quem anda de carro e, de vez em quando, falam um pouco sobre ônibus de um jeito genérico”, avaliou.

Eu gosto de chegar logo”

O músico Daniel Daibem, 43, mora na Consolação, região central da capital paulista, e escolheu utilizar ônibus e andar a pé para se locomover pela cidade. “Hoje a minha resposta seria irônica para a pergunta 'por que você prefere o ônibus e não o carro?'. Porque eu gosto de chegar logo. É uma resposta que podemos dar nos últimos três anos por causa dos corredores”, disse.

Os motivos para essa decisão incluem a economia do ônibus em relação ao carro particular e a possibilidade de realizar outras tarefas enquanto está sendo conduzido, como falar ao telefone, mandar e-mail e trabalhar. Ele utiliza aplicativos de celular que o ajudam a se organizar. Por meio deles, Daniel pode consultar que linhas de ônibus o levam para cada destino e ainda para saber a que distância está o ônibus que ele pretende pegar.

Sobre o congestionamento caótico da capital paulista, ele dá uma dica. “Hora do rush não é hora de entrar no trânsito. Hora do rush é hora de fazer inglês, hora de ir na terapia, hora de tomar sorvete, hora de fazer qualquer coisa, menos entrar no trânsito. [As pessoas] poderiam ter essa iniciativa de se organizar, de não se enfiar no trânsito”.

 

Agência Brasil

 

 

Movimentos defendem participação direta do cidadão na administração da cidade

 

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

Organizações Não Governamentais (ONGs), movimentos sociais e sindicatos lançaram neste domingo (25) um desafio aos candidatos a prefeito, para que defendam que os cidadãos tenham direito à cidade. Entre outros itens, as entidades reivindicam que os candidatos se comprometam a promover a democracia direta, com mecanismos como plebiscitos e referendos relativos a temas de grande impacto na vida nas cidades.

“Ninguém fala sobre participação e democracia direta e participativa na cidade. É sempre aquela visão de que o prefeito é o deus, que vai resolver tudo, fazer tudo, sozinho. No máximo, o candidato fala que vai dialogar alguma coisa com a Câmara [dos Vereadores]. E os moradores não significam nada”, disse o coordenador geral do Instituto Pólis, Nelson Saule Jr.

O desafio lançado neste domingo faz parte da campanha Cidade para quem? Olho no seu voto, que pretende colocar na agenda dos candidatos a garantia a efetivação da função social da cidade e propriedade; o combate a especulação imobiliária e a privatização da cidade; a criação de programas de regularização e urbanização de favelas; a garantia ao direito à mobilidade e transporte público de qualidade; e a promoção de moradias adequadas em áreas centrais, utilizando a infraestrutura urbana já existente.

“A cidade tem de ser um espaço de bem comum, contrapondo-se a essa visão da cidade como grande negócio, no sentido de que a cidade tem que ser mais usada, tem que ser mais ocupada, tem que ser mais utilizada para atender as necessidades da população, seja com mais equipamentos, seja com moradia, com mais áreas de lazer, até para atividades econômicas, espaços culturais, e então essa agenda está muito clara que não está presente nos debates”, ressalta Saule.

Entre as organizações que participam da campanha Cidade para quem? Olho no seu voto estão a Ação Educativa, a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a Central de Movimentos Populares (CMP), a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), o Centro Gaspar Garcia Direitos Humanos, a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), a Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, a Frente de Luta por Moradia (FLM), a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Pólis.

 

Agência Brasil

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