Alondra de la Parra, regente mexicana

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Alondra de la Parra

Nascimento
31 de outubro de1980 (35 anos)

Nacionalidade
México mexicana

Progenitores
Pai: Manelick de la Parra Vargas

Parentesco
Yolanda Vargas Dulché (avó)

Cônjuge
Carlos Zedillo (2007-2010)

Ocupação
Maestrina

Página oficial

alondradelaparra.com/

Alondra de la Parra (1980) é uma regente mexicana, diretora da Filarmónica de las Américas. Alondra foi considerada pela revista Poder uma das 20 pessoas mais influentes abaixo dos 40 anos, por sua importância para a cultura do México, onde chegou a ser nomeada ainda embaixadora cultural.[1]

Biografia

Alondra de la Parra nasceu em Nova York, mas mudou-se para o México precocemente aos 2 anos de idade, onde veio a estudar composição no Centro de Investigación y Estudios Musicales.[2] Alondra foi ainda casada com Carlos Zedillo, filho do ex-presidente do México Ernesto Zedillo.[3]

Referências

  1. Ir para cima↑ Concerto: Alondra de la Parra é a regente convidada da OSB
  2. Ir para cima↑ Jornal do Brasil: Regente mexicana Alondra de La Parra é destaque
  3. Ir para cima↑ Zocalo: Alondra de la Parra toma la batuta de su divorcio

Ligações externas

Wikipédia

Saiba mais:

Alondra de la Parra

Alondra de la Parra - Wikipedia, the free encyclopedia
Alondra de la Parra (@alondradlp) • Instagram photos and videos
Alondra de la Parra (@alondradlp) | Twitter
Alondra de la Parra | Facebook
Mexican Conductor Alondra de la Parra Makes History - NBC News
Alondra de la Parra: liderazgo en la música - Forbes Mexico
QSO announces acclaimed Conductor Alondra de la Parra as Music ...

 

Danzón No. 2 - Alondra de la Parra dirigiendo la POA, de Arturo Márquez HD (True sync)

 

Mentes obtusas – coluna na IstoÉ desta semana

blog-209Quando eu era garoto, tinha uma divisão clara na escola entre o grupo dos inteligentes e aqueles mais obtusos. Estes nunca eram capazes de captar a ironia daqueles. Falo com conhecimento de causa: nunca fui inteligente, e ainda não sou. Mas me esforço bastante. E gostaria de compartilhar com os leitores algumas lições importantes que aprendi – ou assim acredito – com os sábios.

Comecemos pela tese de golpe no impeachment de Dilma. Um sujeito burro dirá que não houve golpe só porque a Constituição foi respeitada, as leis foram cumpridas e houve amplo direito de defesa. Poderão alegar que, para prevalecer a ideia de golpe, todos – Congresso, imprensa, Ministério Público, Polícia Federal e até STF – teriam de estar envolvidos. São limitados, tadinhos.

Meus mestres sábios explicaram que nada disso importa. Dilma era representante dos pobres e oprimidos, apesar do alto desemprego e da elevada inflação. Logo, derrubá-la é golpe e ponto final. Tudo não passou de uma vingança de Cunha, aquele que também caiu logo depois, pelo mesmo Congresso “sem moral”. As elites não suportam as conquistas sociais dos mais pobres, eis o fato. Por isso criticam tanto o socialismo. Basta ver como vivem bem os pobres na Venezuela.

As elites não suportam as conquistas sociais dos mais pobres, eis o fato. Por isso
criticam tanto o socialismo. Basta ver como vivem bem os pobres na Venezuela

Mas o golpe passou. E agora Temer, vejam só!, quer aprovar reformas estruturais, reduzindo os direitos dos trabalhadores. Seu governo quer flexibilizar as leis trabalhistas, que datam da era Vargas e foram inspiradas em Mussolini. Só alguém muito insensível pode desejar uma coisa dessas. Onde já se viu um trabalhador poder ter a liberdade de negociar diretamente com o patrão, sem ser obrigado a aceitar a incrível ajuda sindical?

“Nos países ricos”, um ser tacanho poderá responder. Nos EUA, na Alemanha e mesmo nos países escandinavos os trabalhadores não gozam dessa proteção sindical toda, não desfrutam das mesmas conquistas trabalhistas. Mas meus amados mestres explicaram: se esses países tivessem nossas leis trabalhistas rígidas, poderiam ser ainda mais ricos, tão ricos como nós! Poderiam ser até como uma Venezuela!

Há, ainda, a questão da previdência: o governo quer reformá-la só porque a conta não fecha e o rombo é crescente. Tenho pouca paciência para esses bitolados que adoram matemática. Se fossem mais inteligentes, saberiam que basta imprimir dinheiro para pagar as aposentadorias. E a inflação? Ora, basta congelar os preços depois. Vide, uma vez mais, o exemplo venezuelano.

Enfim, posso ser burrinho e não ter capacidade de compreender ironias, mas ao menos absorvi a inteligência dos meus professores marxistas. Impeachment é golpe, sindicatos são amigos dos trabalhadores e os rombos das aposentadorias são ilimitados. Ah sim: viva a Venezuela e Fora, Temer!

Coluna de Rodrigo Constantino  Isto É

A prisão de Guido Mantega e o choro da esquerda

blog

Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

Eis a sequência dos ocorridos nesta dia 22/09/2016: o Brasil acorda sabendo que a 34º fase da operação Lava-jato, um desdobramento da operação Arquivo-X, tinha como um de seus alvos de mandado de prisão provisória e busca e apreensão o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; entrementes, ao chegar à residência do alvo, a Polícia Federal depara-se com o fato de que ele está em um hospital, acompanhando a esposa prestes a ser submetida a uma cirurgia; os agentes federais dirigem-se ao estabelecimento de saúde com uma viatura descaracterizada, telefonam para o ex-ministro, e o encontram do lado de fora do hospital; dirigem-se ao apartamento deste novamente, efetuam a busca por provas e passam a conduzi-lo a Curitiba.

A partir daí, tem início o esperneio de esquerdistas nas redes sociais, com direito a vídeo da Senadora Vanessa Grazziotin rogando por clemência com o envolvido em crimes contra o patrimônio público; algumas horas depois, o Juiz Sérgio Moro revoga a prisão provisória de Guido Mantega, para o furor daqueles que protagonizaram a choradeira, ao melhor estilo “viram só? Até o Moro, agente do FBI que quer entregar o pré-sal para os porcos imperialistas, nos deu razão!”. Alívio geral na Petralhada, que já estava temerosa por uma delação arrasa-quarteirão do Red-nosed Reindeer (apelido dado a Guido Mantega pelo Financial Times).

Nada mais incorreto. Em seu despacho, o Juiz Federal deixa claro que NÃO considerou que o cumprimento do mandado de prisão estivesse eivado de vícios insanáveis no caso em tela, e que devesse, portanto, ser anulado. Ele ponderou, sim, que levando-se em conta que a busca no apartamento de Mantega já havia sido iniciada pela polícia federal, e que o estado delicado de saúde de sua esposa geraria uma razoável certeza de que ele não irá evadir-se da Justiça (ao menos no curto prazo), tornariam desnecessária a prisão do ex-ministro.

Simples assim. E nem teria como ser diferente, pois a PF age de forma vinculada ao regramento jurídico. A prisão pode ser efetuada a qualquer hora, desde que observadas as restrições concernentes à inviolabilidade do domicílio (§ 2º, do art. 283, CPP, c/c O art. 5º, XI, da Magna Carta). Ou seja, não há previsão legal para que um agente policial deixe de efetuar a prisão diante de um caso como esse, com Guido Mantega e sua esposa no hospital. Cabia, sim, à autoridade judicial, diante dos novos fatos advindos, reconsiderar sua ordem. E assim o fez. Sim, ele, o “justiceiro” do Paraná (segundo alguns indignados com seu rigor técnico), teve o bom senso de liberar o ex-ministro. E somente ele poderia fazê-lo.

Ou seja, não procede a choradeira, meritíssimo. Sem mais.

Sobre o autor: Atua como Auditor-Fiscal do Trabalho, e no exercício da profissão constatou que, ao contrário do que poderia imaginar o senso comum, os verdadeiros exploradores da população humilde NÃO são os empreendedores. Também publica artigos em seu site: https://bordinburke.wordpress.com/

Instituto Liberal

Ensino médio: estudantes querem melhor formação de professores e diálogo

Ensino médio Imagem de Arquivo/Agência Brasil

A media provisória que institui o Novo Ensino Médio precisa ainda ser aprovada no Congresso NacionalImagem de Arquivo/Agência Brasil

Principais atingidos pela reforma do ensino médio, estudantes têm muitas dúvidas sobre a medida provisória que institui o Novo Ensino Médio. Eles concordam que a etapa de ensino precisa de melhorias e apontam a formação dos professores e o diálogo como os principais caminhos. Após a publicação da MP 746/2016, a Agência Brasil conversou com alguns estudantes de escolas públicas e particulares.

“Vão retirar disciplinas? Eu sou contra. São conteúdos como sociologia e filosofia que estimulam o pensamento crítico. Eu vou poder escolher o que vou estudar? Vão ter várias opções de ensino técnico? Se forem poucas, não vai adiantar”, diz Jonathan Alves de Oliveira, 18 anos, estudante do 2º ano do Centro de Ensino Médio Setor Oeste, escola pública de Brasília.

Jonathan se descreve como interessado e alguém que aprende fácil. Atualmente, aluno do ensino médio noturno, diz que deixou o diurno porque não conseguia se concentrar. “É muita confusão, os estudantes são muito desinteressados, os professores ficam estressados”, diz.

A reforma ganhou destaque após a divulgação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino no país. Pelo segundo ano consecutivo, a meta estabelecida para o ensino médio não foi cumprida e a etapa está estagnada desde 2011. Uma reforma já está em tramitação na Câmara dos Deputados, por meio do Projeto de Lei (PL) 6480/2013. O governo justifica a edição de uma MP como forma de dar agilidade ao processo. Agora o Congresso terá 120 dias para decidir se aprova a medida.

Professores

“O ensino médio é cansativo e desinteressante. Parece que tudo na sala de aula fica desinteressante, muita gente larga porque é chato”, diz Marcos Fabrício da Silva, 18 anos, estudante do 2º ano do Setor Oeste. Segundo ele, o professor faz toda a diferença. “Quando o professor tem uma boa didática, tem intimidade com os estudantes, ele consegue dar uma ótima aula. A formação do professor faz toda a diferença”, acrescenta.

Atualmente, o ensino médio tem 8 milhões de alunos em escolas públicas e privadas. Segundo o Ministério da Educação, enquanto a taxa de abandono do ensino fundamental foi 1,9%, a do médio chegou a 6,8%. Já a reprovação no fundamental é 8,2%, frente a 11,5% no ensino médio.

Saiba Mais

Marcos foi um dos que largou o ensino médio por dois anos, por desinteresse. Voltou a estudar para buscar uma vaga no ensino superior, quer cursar comunicação social. “Tem aulas que o professor só nos faz copiar, não tem debate, não tem diálogo, isso é ruim. Por outro lado, têm professores que te fazem aprender e você não esquece mais. Os professores são mais importantes que toda uma reforma”, diz. Ao lado do colega, Jonathan concorda que o aprendizado depende dos professores.

Voz ativa

Rio de Janeiro- Estudantes circulam com rostos cobertos durante visita do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Marcelo Chalréo, à ocupação na Secretaria Estadual de Educação (Fernando Frazão/Ag

Rio de Janeiro - O movimento Ocupa Escola chegou a atinger, segundo a Secretaria Estadual de Educação, 67 escolas da rede pública do estado do RioFernando Frazão/Agência Brasil

Pesquisa divulgada essa semana mostrou que os jovens não estão satisfeitos com as escolas brasileiras. O descontentamento envolve aulas e material pedagógico e apenas um em cada dez estudantes de 13 a 21 anos diz estar satisfeito na avaliação desses quesitos.

A insatisfação com o atual cenário e com a forma como gestores conduzem a educação, aliadas a uma busca por maior participação, levou dezenas de jovens em várias cidades a ocuparem suas escolas.

O anúncio de uma reforma por meio de medida provisória foi vista como uma imposição a quem está na ponta: “Acho bastante preocupante e um retrocesso uma reforma ser feita dessa forma”, diz Luiz Felipe Costa, de 19 anos, estudante do 3º ano, da Escola Estadual de Ensino Médio Arnulpho Mattos, no Espírito Santo, que participou das ocupações no estado.

“Hoje o ensino médio é velho e falido, não contempla os estudantes. Eu acho importante fazer uma reforma, mas isso deveria ser amplamente debatido”, acrescenta.

Decisão difícil

A MP torna a carga horária mais flexível e dá maior autonomia aos estados para decidirem a organização da rede. De acordo com a medida, 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional Comum Curricular, que ainda será discutida.

No restante da formação, os alunos poderão escolher seguir cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas – modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – e formação técnica e profissional.

Para Cecília, 16 anos, estudante do 2º ano do Centro Educacional Sigma, escola particular de Brasília, decidir que ênfase se quer dar aos estudos pode ser difícil para estudantes ainda em formação. “Eu sou muito indecisa, imagina ter que decidir isso. Não gostei da proposta”, diz.

Agência Brasil

 

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Sete candidatos disputam prefeitura de Goiânia

 

Do Portal EBC

Parque Flamboyant em Goiânia

Parque Flamboyant em Goiânia Imagem de Ângela Macário/Prefeitura de Goiânia/direitos reservados

Sete coligações disputam a prefeitura de Goiânia. A capital de Goiás é administrada desde 2010 por Paulo Garcia (PT). Eleito em 2008 como vice na chapa liderada por Iris Rezende, o petista assumiu o cargo após o cabeça da chapa renunciar, em 2010, para concorrer ao governo do estado. Em 2012, Garcia foi reeleito.

Neste ano, a corrida pelo Paço Municipal conta com o ex-prefeito de Senador Canedo (GO), Vanderlan (PSB), a delegada Adriana Accorsi (PT) e a graduada em engenharia civil Djalma Araujo (Rede). A lista segue com o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Flavio Sofiati (PSOL), o também advogado e urbanista Francisco Junior (PSD), o pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal, Delegado Waldir (PR) e também Iris Rezende (PMDB), que já foi ministro da Agricultura no governo de José Sarney.

O primeiro turno das eleições ocorrerá no dia 2 de outubro. Os 901 mil eleitores da capital goiana, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), poderão voltar às urnas no dia 30 de outubro caso haja segundo turno.

Vanderlan

O empresário Vanderlan Cardoso (PSB), de 53 anos, participa da disputa pela coligação Uma Nova Goiânia, formada por 12 partidos. Seu vice é Thiago Albernaz, do PSDB. Vanderlan foi eleito prefeito de Senador Caneado (GO) em 2004 e reeleito em 2008. Em 2010 e 2014 concorreu ao governo de Goiás e saiu derrotado.

Adriana Accorsi

Adriana Sauthier Accorsi, mais conhecida como Delegada Adriana Accorsi, tem 43 anos e está na Polícia Civil há 16 anos. É filha do professor e ex-prefeito de Goiânia, Darci Accorsi. Nasceu em Itapuranga, interior de Goiás, e é graduada em direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG) com especialização em ciências penais. Em 2011, assumiu a Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Segurança Pública de Goiás e em 2013 dirigiu a Secretaria Municipal de Defesa Social. Adriana atua como deputada estadual na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, tendo sido a primeira candidata petista a ser eleita para o cargo. É candidata na coligação Goiânia Vida e Paz e tem como vice Deivison Costa (PTdoB).

Djalma Araújo

Djalma Araújo é vereador por Goiânia e candidato à prefeitura pela Rede Sustentabilidade, ao lado do vice Valmiro Batista. Atuando em seu sexto mandato, Djalma foi filiado ao PT por décadas, e, em 2015, ajudou a fundar a Rede no estado. Em 1992, quando foi eleito, rapidamente passou a representar grande parte da região norte do município de Goiânia. É bastante atuante na Câmara Municipal.

Flávio Sofiati

Flávio Sofiati é professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Ele é um dos fundadores do PSOL e é ligado a várias lutas sociais, com destaque para movimentos em defesa da juventude. Disputa pela primeira vez um cargo eletivo, ao lado do candidato a vice João Pucinelli, também do PSOL. Ambos disputam pela coligação Se a Cidade Fosse Nossa, composta pelo PSOL e PCB.

Francisco Júnior

O deputado estadual Francisco Júnior entrou na carreira política em 2005, quando foi nomeado secretário municipal de Planejamento no governo de Iris Rezende. Em 2008, foi eleito vereador e em 2010, deputado estadual, cargo que ocupa pelo segundo mandato. Francisco ajudou a fundar o PSD em 2011, legenda pela qual concorre à prefeitura. Junto ao candidato a vice, Coronel Pacheco, do PTB, forma a coligação Renovando Goiânia.

Iris Rezende

Iris Rezende tem uma carreira consolidada na política. Ele já assumiu dois mandatos como governador de Goiás. Foi prefeito e vereador de Goiânia e deputado estadual. Rezende também já foi nomeado como ministro da Agricultura no governo de José Sarney e da Justiça na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Rezende chegou a ter seu mandato cassado pelo regime militar, em 1969.  Em julho deste ano, o político de 82 anos chegou a anunciar o fim da sua carreira política, mas um mês depois voltou atrás. Ele concorre pela coligação Experiência e Confiança, fomada por seis partidos. Seu vice é Major Araújo.

Delegado Waldir

Natural de Jacarezinho (SC), Delegado Waldir (PR) foi o mais bem votado deputado federal na história de Goiás, em 2014. Nas eleições de 2010, Waldir Soares também concorreu como deputado federal e conseguiu pouco mais de 40 mil votos, tendo sido eleito suplente. Ele concorre pela coligação Honestidade e Coragem, composta pelo PR e PMN, ao lado da candidata a vice Rose Cruvinel.

 

Agência Brasil

 

 

Campo Grande tem o dobro de candidatos que concorreram em 2012

 

Do Portal EBC

Campo Grande - Parque das Nações Indígenas (Prefeitura de Campo Grande/direitos reservados)

Campo Grande - Parque das Nações Indígenas (Prefeitura de Campo Grande/direitos reservados)Imagem de divulgação/prefeitura de Campo Grande/direitos reservados

A corrida eleitoral pela prefeitura de Campo Grande conta, este ano, com o dobro de candidatos que concorreram ao cargo nas últimas eleições municipais. Em 2012, foram sete candidatos.

No pleito de 2016, além do atual prefeito Alcides Bernal (PP), que tenta a reeleição, mais 13 pessoas disputam o posto: Adalton Garcia (RTB), Aroldo Figueiró (PTN), Athayde (PPS), Coronel David (PSC), Elizeu Amarilha (PSDC), Arce (PCO), Lauro Davi (PROS), Marcelo Bluma (PV), Alex do PT (PT), Marquinhos Trad (PSD), Pedrossian Filho (PMB), Rose Modesto (PSDB) e Suél do PSTU (PSTU). O candidato do PROS, Luiz Pedro, chegou a se candidatar, mas desistiu. E Rosana Santos (PSOL) teve a candidatura indeferida, mas aguarda recurso.

A população de Campo Grande está estimada em 863.982 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, 595.174 mil estão aptos a votar, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Alcides Bernal

Alcides Bernal, da coligação Nossa Força é a Nossa Gente, união entre o PP e PTC, tenta a reeleição na prefeitura municipal da capital sul-mato-grossense. Mas ele também já exerceu quatro mandatos de vereador por Campo Grande e, em 2010, foi eleito deputado estadual. Alcides Bernal tem 51 anos e nasceu em Corumbá (MS). Advogado e radialista, Bernal começou na política em 2004, ano em que foi eleito vereador de Campo Grande pelo PMN. Quatro anos mais tarde, foi reeleito, já pelo PP. Em 2012, venceu a eleição para prefeito da capital de Mato Grosso do Sul. Foi cassado pela Câmara Municipal em março de 2014 e voltou ao poder em agosto de 2015, após uma decisão da Justiça.

Rose Modesto

Concorrente pela coligação Juntos por Campo Grande, Rose Modesto, vice-governadora, é a candidata do PSDB à prefeitura de Campo Grande. Seu vice é Cláudio Mendonça (PR). Em 2008, foi eleita vereadora do município e em 2012 foi reeleita. Em 2014, assumiu o cargo de vice-governadora de Mato Grosso do Sul.

Marquinhos Trad

O advogado Marquinhos Trad faz parte da coligação Sempre com a Gente, união entre o PSD/PEN/PHS/DEM/PTdoB/PMN/PTB e PPL. Ele assumiu o posto de vereador em 2004, foi secretário municipal de Assuntos Fundiários na gestão do então prefeito André Puccinelli. Em 2014, foi eleito pelo PMDB para o seu terceiro mandato de deputado estadual, mas migrou para o PSD neste ano.

Adalton Garcia

Em sua primeira candidatura ao Executivo da capital sul-mato-grossense, o empresário Adalton Garcia é o presidente regional do PRTB em Mato Grosso do Sul. Concorrendo em chapa majoritária, sem coligação, tem como vice Helton Koop.

Aroldo Figueiró

O candidato do PTN, Aroldo Figueiró, é engenheiro e professor da Uniderp. É a terceira vez que ele se candidata a um cargo público. Já foi secretário de transporte e trânsito por duas gestões e diretor-adjunto do Detran. Seu vice é o empresário Tamotsu Mori.

Athayde Nery

O candidato pelo PPS, Athayde Nery, é advogado, presidente estadual e membro titular do diretório nacional do PPS. Já esteve à frente da Fundac (Fundação de Cultura de Campo Grande), do Conselho Municipal de Cultura de Campo Grande e é ex- secretário de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação. Athayde foi também vereador por quatro mandatos na capital.

Coronel David

Esta é a primeira vez que Coronel David (PSC) se candidata à prefeitura da capital sul-mato-grossense. Ele é bacharel em direito e entrou na Polícia Militar (PM) em 1984, onde exerceu várias funções até chegar ao cargo de comandante-geral. Nas eleições de 2014, ficou como suplente de deputado estadual e assumiu mandato em abril, quando Barbosinha (PSB) pediu afastamento para chefiar a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Elizeu Amarilha

Elizeu Amarilha (PSDC) tem 60 anos, nasceu em Ponta Porã (MS) e é técnico em prótese dentária. Ele foi candidato a vereador em Campo Grande por duas vezes, a deputado estadual por três vezes e candidato a governador do estado em 2006.

Arce

José Flávio Arce de Oliveira, do PCO, assumiu a candidatura de última hora, após a desistência de seu irmão Alexsandro Arce Durand. A mãe Eclair Arce é vice na chapa única, que não tem coligação com outras legendas. Arce tem 34 anos e trabalha como vigilante.

Lauro Davi

O professor e bacharel em Direito Lauro Davi, de 59 anos, foi indicado pelo PROS após a desistência de Luiz Pedro Guimarães. Márcia Mega é candidata a vice na chapa pura. Ele é ex-deputado estadual, eleito em 2010, e ex-presidente da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul). Em 2014, tentou se reeleger para a Assembleia Legislativa de MS, mas não conseguiu votos suficientes.

Marcelo Bluma

Nascido em Corumbá, Marcelo Bluma (PV), de 53 anos, é formado em engenharia civil e direito. Em 2000, se elegeu vereador de Campo Grande pela primeira vez. Em 2012, se candidatou para comandar o Paço Municipal, sede da prefeitura de Campo Grande, mas não foi eleito. Dois anos depois tentou se eleger deputado estadual, sem sucesso. Atualmente, Bluma é presidente estadual do PV.

Alex do PT

O historiador Marcos Alex Azevedo de Melo, conhecido como Alex do PT, é vereador e aliado do ex-governador Zeca do PT. Foi líder do prefeito Alcides Bernal na Câmara Municipal. Seu vice é Mário Fonseca (PCdoB) e, juntos, concorrem pela coligação Campo Grande É Do Povo.

Pedrossian Filho

Filho do ex-governador Pedro Pedrossian, Pedrossian Filho, de 50 anos, concorre pelo PMB em chapa pura. Sua vice é Maria Freitas. Formado em direito e filosofia, Pedrossian foi eleito deputado federal em 1998 e, em 2007, voltou à Câmara dos Deputados ocupando a vaga de suplente de Murilo Zauith.

Suél do PSTU

Esta é a quarta vez consecutiva que o servidor público Suél Ferranti, do PSTU, é candidato a prefeito de Campo Grande. Com licenciatura em história, ele tem 58 anos e nasceu em Nova Luzitânia (SP). Suél terá como vice Adryelle de Paula. O candidatdo também já concorreu a vice-governador, em 2014, junto com o Professor Monje, também na sigla do PSTU.

 

Agência Brasil

 

Dos seis candidatos que disputam a prefeitura de Cuiabá, dois são estreantes

 

Do Portal EBC

Cuiabá Marcos Vergueiro/Secom-MT

Cuiabá Marcos Vergueiro/Secom-MTMarcos Vergueiro/Secom-MT

A disputa pela prefeitura de Cuiabá terá seis candidatos, entre eles Wilson Santos (PSDB), que esteve à frente da administração municipal em 2004 e se reelegeu em 2008. A lista também conta com Julier (PDT), Procurador Mauro (PSOL), Renato Santtana (Rede), Serys Slhessarenko (PRB) e Emanuel Pinheiro (PMDB). O atual gestor, Mauro Mendes Ferreira (PSB), não está concorrendo à reeleição.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cuiabá é o município de Mato Grosso com maior número de habitantes, 585.367. Destes, cerca de 415 mil são eleitores, fazendo do município o único de Mato Grosso com a possibilidade de ter segundo turno. Apenas os municípios com mais de 200 mil eleitores podem realizar o segundo turno nas Eleições Municipais 2016 e Cuiabá é o único do Estado que se enquadra nesse perfil.

Saiba Mais

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), eleito em 2014, é atual líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Formado em Direito pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), o candidato tem 55 anos e é natural de Dracena, São Paulo. Concorre pela coligação Dante de Oliveira, que reúne doze partidos. Seu vice é Leonardo de Oliveira, do PSB. Wilson exerceu mandato de prefeito de Cuiabá de 2005 a 2010 e já foi também vereador e deputado federal.

Da coligação “Um novo prefeito para uma nova Cuiabá”, outro que está com mandato em curso na Assembleia Legislativa do estado é o deputado Emanuel Pinheiro. O peemedebista já disputou o comando do Executivo local em 2000 e tenta pela segunda vez assumir o cargo de prefeito. O candidato é natural de Cuiabá, tem 51 anos, e é advogado. Emanuel Pinheiro foi duas vezes vereador por Cuiabá e está no quarto mandato de deputado estadual. Foi presidente da comissão permanente do Poder Legislativo e secretário municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU) de Cuiabá. Pinheiro faz chapa com o candidato a vice-prefeito Niuan Ribeiro (PTB).

Primeira mulher senadora por Mato Grosso, Serys Slhessarenko (PRB) concorre à prefeitura de Cuiabá pela terceira vez. Com Fabian Martinelli (PRB) como vice, disputam pela coligação Cuiabá Levada a Sério, que agrega o PTN ao partido dos candidatos. A ex-senadora é natural de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, e mora em Mato Grosso desde 1966. Serys foi fundadora do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso nos anos 80, mas em 2015 deixou o partido para se filiar ao PRB. É professora formada em direito e pedagogia pela Universidade Federal do Mato Grosso.

O Procurador da Fazenda Nacional Mauro César Lara de Barros é o candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) à prefeitura da capital. Faz chapa pura com o candidato a vice-prefeito Dr. José Roberto. Mauro concorre ao cargo pela terceira vez. Formado em direito pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), o advogado tem 51 anos e é natural de Cuiabá.

O historiador Renato Santtana (Rede), de 37 anos, participa pela primeira vez do pleito. Foi assessor da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, assessor especial da Secretaria de Administração de Mato Grosso, gestor de Processos de Controle de Gastos do Tesouro de Mato Grosso do Sul, diretor-adjunto do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) e conselheiro de autarquias, fundos e empresas públicas no Mato Grosso do Sul. Compõe com o vice Salvy chapa pura, sem outros partidos coligados.

Julier Sebastião da Silva, candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT) à prefeitura do município, é ex-juiz federal e concorre pela primeira vez em uma eleição majoritária. Ele renunciou ao cargo na 1ª Vara Federal em Mato Grosso em 2014. Natural de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, tem formação em Direito pela Universidade Federal do Mato Grosso. Julier disputa a prefeitura de Cuiabá ao lado da vice Jusci Ribeiro (PT) pela coligação Cuiabá: Futuro e Inclusão, formada pelos partidos PDT/PT/PCdoB.

 

Agência Brasil

 

 

Arcan Cetin, de 20 anos, foi detido em estrada e polícia diz que ele 'parecia um zumbi' - http://glo.bo/2dto7X3 #G1

Foto: Handout via REUTERS

Imigrante turco é suspeito de matar 5 em shopping nos EUA, diz polícia

G1.GLOBO.COM

 

Ideia surgiu há mais de 100 anos, mas só foi aprovada em 2003. Cerimônia contou com a presença do cantor Stevie Wonder. http://glo.bo/2diHyhU#G1 #EUA

Obama inaugura museu de história afro-americana em Washington

G1.GLOBO.COM

 

eja as dezenas sorteadas. Prêmio de R$ 57 milhões saiu para aposta de Juiz de Fora (MG) http://glo.bo/2cRFRt8 #G1 #loterias #boasorte

Mega-sena, concurso 1.860: resultado

G1.GLOBO.COM

 

Cristine Fagundes foi morta durante um assalto em agosto, quando buscava a filha na escola. Assassinato foi o estopim para a crise da segurança no estado. http://glo.bo/2d06cV6 #G1 #segurança

Três suspeitos são denunciados por matar mulher em frente à filha no RS

G1.GLOBO.COM

 

Motim começou por volta das 16h deste sábado durante horário de visita. Policiais foram deslocados para o CDP a fim de controlar a situação.http://glo.bo/2d8a33a #G1 #Pedrinhas

Foto: Flora Dolores/O Estado

Presos fazem rebelião em unidade do Complexo de Pedrinhas em São Luís

G1.GLOBO.COM

 

Acidente aconteceu em Rio Preto (SP). Felizmente, o motorista, único ocupante do veículo, só teve ferimentos leves. http://glo.bo/2cVTyuu #G1

Motorista perde controle e caminhonete cai de viaduto da rodovia Washington Luís

G1.GLOBO.COM

 

O pequeno Luis Philipe pediu um irmãozinho para os pais, mas acabou ganhando quatro de uma vez. Os bebês nasceram neste sábado em São José dos Campos (SP). http://glo.bo/2d7Zdbp #G1#SãoJosédosCampos #dosequádrupla #quadrigêmeos

Foto: Divulgação/Antoninho da Rocha Marmo

'Ganhei, não comprei', brinca pai após nascimento de quadrigêmeos

G1.GLOBO.COM

 

Rússia registra 28 violações do cessar-fogo na Síria em 24 horas

 

Da Agência Sputnik Brasil

O Centro Russo para a Reconciliação da Síria registrou  28 violações do regime de cessar-fogo na Síria nas últimas 24 horas. A informação é do Ministério da Defesa e foi divulgada neste sábado (24).

"Nas últimas 24 horas, 28 casos de violação do cessar-fogo foram registrados do lado das formações armadas ilegais nas províncias de Damsco, Aleppo, Latakia e Homs", afirmou o Ministério da Defesa em seu site.

"A Força Aérea Russa e a Força Aérea Síria não realizaram ataques contra formações da oposição armada, que seguem o regime de cessar-fogo e informam os centros russos ou americanos para a reconciliação sobre sua localização", diz o boletim.

Os grupos terroristas Estado Islâmico e a Frente al-Nusra não fazem parte do cessar-fogo na Síria.

 

Agência Brasil

Escândalos de corrupção despertam desinteresse em eleitores, dizem especialistas

Em eleições municipais o debate eleitoral gira em torno, normalmente, dos problemas do dia a dia dos cidadãos, como a falta de asfalto das ruas, a infraestrutura dos bairros e das cidades. Este ano, contudo, os temas locais têm disputado espaço com a repercussão das investigações da Operação Lava Jato, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a cassação do deputado Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O resultado disso, na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, é o aumento da desconfiança do eleitor em relação aos partidos políticos e na política como um todo. Neste cenário, estudiosos do processo eleitoral preveem um alto índice de abstenção, crescimento do voto nulo e o fortalecimento dos candidatos “antipartidários”.

“Há um descrédito total das pessoas nos partidos político. Pela experiência que eu tenho, dificilmente alguém, tirando os militantes mais identificados, vai votar pela escolha partidária. A população em geral está desacreditada dos partidos políticos. A tendência vai ser a opção pelo voto carismático, na pessoa, que é o voto efetivamente pessoal”, avalia o professor de direito eleitoral da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) Marcos Ramayana.

Escândalos

De acordo com a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cientista política e especialista em comportamento eleitoral, Helcimara Telles, pesquisas recentes mostram que, a pouco mais de uma semana das eleições, a maioria do eleitores, especialmente nos grandes centros, ainda não definiu seus candidatos. Comportamento diferente do verificado em eleições passadas.

“Em Belo Horizonte, por exemplo, a gente tem por volta de 50% dos eleitores que não sabem em quem votar ou não querem votar porque ainda não escolheram. O que explica esse cenário de indecisão: primeiramente, há uma questão clássica no Brasil, que é uma baixa estruturação programática dos partidos. Ao mesmo tempo, temos uma coisa que é bastante conjuntural que são os escândalos midiáticos de corrupção e a disseminação bastante negativa do que é a política e a quase criminalização da política que recentemente tem sido oferecida ao público, sobretudo, pela Operação Lava Jato”, disse Helcimara Telles.

Para ela, a “espetacularização” e a “criminalização” da política tem aberto caminho para candidatos outsiders, aqueles com estilo e discursos antipartidários, que participam das eleições sem o apoio de grandes partidos nacionais e têm como lema que não são políticos.

“Há um cenário de altíssimo desinteresse na política e as pessoas, no chavão, não querem políticos [nos postos políticos]. Querem políticos que dizem que não são políticos. Do meu ponto de vista, tem a ver com a percepção alterada, reenquadrada e sobrerepresentada de que hoje o principal problema do Brasil seria a corrupção”, avalia Helcimara.

Já para a cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) Maria do Socorro Sousa Braga, os escândalos envolvendo políticos têm impactado diretamente na forma como a população avalia a classe política.

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“Isso é ruim. Temos uma campanha muito mais personalizada por conta dos problemas por trás dos partidos. Vamos chegar ao ápice da personalização. Com isso não se discute a grande política, grandes projetos, alternativas de políticas públicas que viriam com a orientação partidária. Quando se individualiza, não se trabalha a conjuntura”, disse Maria do Socorro.

Para Helcimara, inconscientemente, o eleitor descrente, revoltado, que pratica o “voto de protesto”, acaba trocando projetos de longo prazo por outros de curto prazo. Ela ressalta que o enfraquecimento das siglas enfraquece também a própria democracia. Além dos próprios partidos, Helcimara Telles atribui o atual momento de descrença dos eleitores na política à forma como a Justiça e o Ministério Público têm atuado nos escândalos de corrupção.

“O modo como a Lava Jato, especialmente, se apresenta, como o setor virtuoso, como se ela fosse patrimônio nacional. Não as investigações, nem as operações, mas o modo como ela se apresenta, se colocando no lugar da política e disputando capital político, como se a política fosse o reino exclusivo da corrupção, tirando da política qualquer virtuosismo e levando o eleitorado a descrer cada vez mais da política”, avalia

“O efeito disso, no geral, pode ser também negativo na medida em que se criminaliza e se descrimina os partidos enquanto atores relevantes para a democracia. Isso pode gerar, como gerou em outros países como Portugal, Itália, Grécia, Espanha, nos anos de 1990, um alto índice de antipartidarismo”, acrescentou a professora mineira.

Compra de votos

Outro efeito negativo do momento delicado da política e da economia brasileira, na avaliação do professor de direito eleitoral da FGV, é a troca do voto por vantagens. “Como estamos diante de um quadro de eleição municipal e temos uma carência econômica social muito grande, a tendência sempre é aumentar a compra de votos”, afirmou Ramayana.

“Muita gente vai vender o voto para trabalhar na campanha, carregando bandeira, fazendo um bico, uma atividade complementar. Tenho visto isso aqui na baixada fluminense no Rio de Janeiro. Mesmo com a proibição da doação de pessoas jurídicas existem algumas campanhas que estão usando ainda um dinheiro bem significativo, distribuindo material caro. Continua havendo o financiador laranja”, diz o professor.

Reflexão

Marcos Ramayana avalia que episódios como o impeachment e a cassação de Cunha podem provocar uma reflexão interna nos partidos que aperfeiçoe o processo de seleção das candidaturas. Se historicamente os partidos preocupam-se em investir em candidatos “bom de voto”, a partir de agora deve haver também a preocupação com o histórico do candidato.

“Qual é o reflexo do impeachment e [da cassação] do Cunha? Fez o povo pensar em não eleger pessoas que tenham problemas com a Justiça. Pessoas que estão com esse problema geram antagonismo com quem não tem. Quem é ficha limpa explora isso na campanha, um lado que antes não era tão explorado”, pontuou Ramayana.

“Um candidato fala assim: 'vou melhorar a saúde e a educação'. Sim, mas além dessas melhoras o povo também quer saber se essa pessoa tem processo na Justiça. Passou a ter mais valor, coisa que o brasileiro não via muito. É um lado bom, positivo. Pelo menos o eleitor está mais esclarecido, até as pessoas mais humildes estão prestando atenção nisso.”

 

Agência Brasil

 

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Dia D de vacinação: quase seis milhões de doses são distribuídas no estado de SP

 

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil

Brasília - Crianças e adolescentes são vacinados no Centro de Saúde n 8, no bairro Asa Sul, durante o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, que ocorre neste sábado em todo o Brasil (Marcelo Camargo/Agê

Brasília - Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação leva crianças e adolescentes para postos de saúde em todo o Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o secretário estadual da Saúde, David Uip, abriram, oficialmente, o Dia D da campanha nacional de multivacinação no estado, às 9h15 de hoje (24), no Centro de Saúde de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. O atendimento à população ocorre em 5.325 postos de saúde fixos e volantes de todo o estado, para onde foram distribuídas 5,9 milhões de doses de vacinas contra 18 tipos de doença.

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Além de colocar em dia a caderneta de vacinação de crianças com 5 anos incompletos, a campanha tem como foco proteger a saúde dos pré-adolescentes e adolescentes entre 9 e 15 anos incompletos.

Para o atendimento, foram mobilizados 34 mil profissionais da saúde. Dos 5.325 locais de vacinação, 576 fixos e 21 volantes estão na cidade de São Paulo e demais municípios da Grande São Paulo. Como apoio, também foram disponibilizados 2.036 veículos, três barcos, 17 ônibus e um trem, na região de Registro. Os dados parciais da vacinação em São Paulo ainda não foram divulgados.

Nesta campanha, estão sendo aplicadas 13 vacinas diferentes com o intuito de imunizar contra 18 tipos de doenças: a BCG, de imunização contra a tuberculose; a rotavírus, contra um dos principais agentes causadores de diarreia; poliomielite, contra a paralisia infantil; pentavalente, contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo b (Hib); pneumocócica conjugada 10-valente; meningocócica conjugada C; trivalente, contra sarampo, caxumba e rubéola; além das vacinas contra febre amarela, gripe, varicela, hepatite A e a vacina contra o HPV, que previne o câncer de colo de útero.

A recomendação é para os pais ou responsáveis levarem a caderneta de vacinação das crianças e dos jovens para conferis se há doses em atraso. Em caso de perda ou extravio do documento, é necessário ir até o posto onde ocorreu a vacinação para acessar as informações em arquivo.

A campanha em todo o país começou na última segunda-feira (19) e segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.

 

Agência Brasil

 

 

Campanha alerta para aumento da mortandade de botos-cinzas no Rio de Janeiro

 

Da Agência Brasil*

O Ministério Público Federal lançou nesta semana a Campanha Salve o Boto Não deixe o boto virar cinzas, em parceria com a Associação Nacional dos Procuradores da República e o Instituto Boto Cinza

O Ministério Público Federal lançou nesta semana a Campanha Salve o Boto – Não deixe o boto virar cinzas, em parceria com a Associação Nacional dos Procuradores da República e o Instituto Boto CinzaImagem de divulgação/Instituto boto-cinza

O boto-cinza já foi tão abundante nas baías do Rio de Janeiro que se tornou símbolo da capital fluminense, mas agora corre o risco de desaparecer. Foram 170 mortes somente nos últimos três anos no estado. Na Baía de Guanabara restam apenas 34 animais da espécie e na Baía de Sepetiba, 800 botos.

Para chamar a atenção da sociedade para o problema, o Ministério Público Federal lançou nesta semana a campanha Salve o Boto – Não deixe o boto virar cinzas, em parceria com a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e o Instituto Boto Cinza.

O alvo da campanha são as redes sociais, como estratégia de comunicação para replicação da hashtag #SalveoBoto e, até o próximo dia 8 de outubro, os canais de comunicação oficiais do Ministério Público Federal (MPF) divulgarão posts, vídeos e matérias sobre o assunto, estimulando o uso da hashtag que dá nome à campanha.

As maiores ameaças são crescimento descontrolado do número de embarcações nessas baías e de empreendimentos industriais ao redor delas, além da pesca predatória.

O coordenador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professor José Lailson Brito Júnior, alertou que na Baía de Guanabara, se nada for feito, a extinção ocorrerá em menos de 15 anos. “Na Baía de Sepetiva, se você imaginar que morreram apenas no ano passado mais de 80 animais, essa população está morrendo em taxas cinco vezes maiores do que o que consideramos razoáveis”, lamentou ele.

Portos

O coordenador científico do Instituto Boto-Cinza, Leonardo Flach, conta que o aumento de empreendimentos industriais na Baía de Sepetiba foram as principais causas para a redução dessa população. “Na última década, tivemos quatro empreendimentos portuários estabelecidos aqui em Sepetiba, o que diminuiu a área de uso dos pescadores, provocando uma maior sobreposição entre as áreas onde o boto vive e onde há pesca artesanal”, comentou o ambientalista.

Dentre as tentativas para reverter esse quadro de extinção, especialistas e ambientalistas ressaltam a fiscalização efetiva da pesca ilegal e das atividades industriais e portuárias e o fortalecimento das unidades de conservação marinhas como a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, na Baía de Guanabara.

Na Baía de Sepetiba, a Área de Proteção Ambiental Boto Cinza foi aprovada em abril de 2015, mas ainda não foi implantada. Outras ações que podem ajudar a preservar os golfinhos são o aumento do saneamento dos municípios, educação ambiental e redução dos licenciamentos ambientais de empreendimentos industriais nessas baías.

Mascote

Para a campanha, foi criado a mascote Acerola, um carismático boto que gosta de surfar e nadar com sua família pelas águas da baía. O nome é uma homenagem ao boto-cinza encontrado morto em junho de 2016 na Baía de Guanabara. Acerola era monitorado por cientistas desde o seu nascimento e as marcas no animal indicam que ele morreu afogado, preso a uma rede de emalhe – uma das principais causas de morte do boto-cinza. As redes de emalhar são um instrumento de pesca passiva em que os peixes ou crustáceos ficam presos em suas malhas devido ao seu próprio movimento.

A procuradora da República Monique Cheker falou sobre a importância do trabalho conjunto dos órgãos de fiscalização para a proteção do boto-cinza. “Sem a atuação do grupo, não seria possível o MPF atuar para ajudar , disse Monique. "Se eles são o topo da cadeia alimentar e estão morrendo, significa que o restante da cadeia está toda prejudicada”, completou.

O boto-cinza é um dos menores golfinhos existentes no Brasil e pode ser encontrado no Brasil desde o Amapá até Santa Catarina.

Para mais informações sobre a campanha, acesse o site.

 

Agência Brasil

 

Brasília volta a ter chuvas após quase um mês de estiagem

 

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A chuva forte causou alagamentos em vários pontos da capital federal (Wilson Dias/Agência Brasil)

Chuvas causaram transtornos no trânsito de Brasília hoje e ontem    Wilson Dias/Agência Brasil

Brasília voltou a ter chuvas neste sábado. O mau tempo pode trazer novas pancadas e trovoadas nos próximos dias, acabando com o clima seco e quente dos últimos meses. As chuvas que ocorreram ontem (23) no Distrito Federal chegaram a registrar 18 milímetros. Elas amenizaram os efeitos da seca e do calor.

Com fortes pancadas no início da tarde de hoje (24), Brasília marcou nas últimas horas um índice pluviométrico de 13 milímetros, pondo fim a uma estiagem que já durava 21 dias, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Trânsito tumultuado

As chuvas de ontem chegaram a causar alagamentos em alguns pontos do Plano Piloto, tanto na Asa Sul como na Asa Norte, onde o trânsito ficou tumultuado, principalmente, no fim da tarde.

Para amanhã (25), domingo, e também para os próximos dias, a previsão é de chuvas e trovoadas em áreas isoladas do Distrito Federal. A temperatura deste sábado variou entre 17,1ºC e 27ºC. Já para amanhã, a previsão é de que a temperatura mínima seja de 14ºC e a máxima, 29ºC.

Conhecida pelo clima seco, a capital do país verá um aumento da umidade relativa do ar nos próximos dias. Amanhã, a expectativa é de que fique entre 40% e 90%, e na próxima segunda-feira (26), entre 45% e 95%.

Embora algumas regiões da capital federal tivessem registrado pancadas de chuvas no fim de agosto, o Centro-Oeste amargou mais de 90 dias sem chuvas significativas e com reservatórios abaixo da média, uma das causas do primeiro esquema de racionamento de água de Brasília .

 

Agência Brasil

 

 

Ataque aconteceu em Burlington, no estado de Washington:http://glo.bo/2cWjQg5

Polícia captura atirador que matou cinco pessoas em shopping nos Estados Unidos

G1.GLOBO.COM

 

Não há informações sobre mortos ou feridos: http://glo.bo/2ctuFjD

Rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, é controlada

G1.GLOBO.COM

 

Não há informações sobre feridos: http://glo.bo/2cvm6JM

Presos fazem rebelião em duas unidades do Complexo de Pedrinhas, no Maranhão

G1.GLOBO.COM

 

Para FBI, mortes em shopping não têm relação com terrorismo

 

José Romildo – Correspondente da Agência Brasil

Shopping Cascade Mall, em Burlington, no estado de Washington, onde um atirador armado com um rifle matou cinco pessoas

Shopping Cascade Mall, em Burlington, no estado de Washington, onde um atirador armado com um rifle matou cinco pessoasSgt. Mark Francis/Polícia do estado de Washington/divulgação

Um homem armado com um rifle matou cinco pessoas em um shopping center a 105 quilômetros de Seattle, capital do estado norte-americano de Washington. O crime ocorreu na loja de departamento Macy's, ontem (23) à noite, na hora de maior movimento. O atirador fugiu e até este sábado (24) pela manhã não tinha sido localizado pela polícia, que não vê relação entre os crimes e um ato terrorista.

A polícia divulgou imagens do suspeito, que foi filmado por câmeras do shopping. Pelas imagens, o homem se dirigiu à área de cosméticos da loja de departamento, que fica no Cascade Mall, em Burlington, e atirou contra clientes que estavam próximos. Quatro mulheres foram mortas no momento dos tiros. Um homem foi levado gravemente ferido para o hospital e morreu hoje pela manhã, segundo a polícia.

A polícia informou que o suspeito fugiu por uma estrada interestadual próxima ao shopping. Um porta-voz da polícia pediu que a população que mora na região tome cuidado e não se aproxime do suspeito que, no momento da fuga, estava de roupa preta. "Fiquem em casa, fiquem seguros", aconselhou um porta-voz.

Segundo informações da imprensa americana, depois que ouviram os tiros pessoas saíram correndo do local. Um helicóptero da polícia sobrevoou a área, enquanto policiais vasculharam todas as lojas do centro comercial.

O porta-voz da polícia do estado de Washington, Mark Francis, informou que o homem procurado é latino-americano e estava armado com um rifle "tipo de caça". O FBI (polícia federal norte-americana) está prestando assistência à polícia local.

Para FBI, mortes não têm relação com terrorismo

O FBI (a polícia federal dos Estados Unidos) informou neste sábado (24) que não há nenhuma indicação de que o homem que atirou e matou cinco pessoas ontem em um shopping no estado de Washington tenha ligações com o terrorismo. "Não há evidências que apoiem essa possibilidade", disse um agente policial.

As autoridades ainda estão procurando o atirador que aparentemente agiu sozinho. Ele fugiu ontem à noite logo depois de ter atirado e matado quatro mulheres. Um homem,  também atingido pelos tiros, foi levado para um hospital e morreu hoje de manhã.

O crime ocorreu na loja Macy's, logo depois das 19h, horário de maior movimento no shopping. O episódio transformou todas as áreas do centro comercial em um ambiente de caos com a correria dos clientes. Depois de fazer uma busca em todas as lojas, procurando o suspeito, a polícia pediu que as pessoas fossem imediatamente para casa e não ficassem em locais públicos até a prisão do atirador. Um helicóptero da polícia sobrevoou o local.

A polícia também afirmou que, pelas imagens capturadas pelas câmaras do shopping, e pelas informações obtidas por testemunhas, o atirador aparenta ser latino-americano e estava, no momento da fuga, com roupa preta.

 

Agência Brasil

 

Papa diz a sobreviventes de Nice que diálogo deve prevalecer sobre o ódio

 

Da Agência Ansa

Papa Francisco acena para os fiéis em desfile em carro aberto, na chegada ao Palácio Arcebispos de Cracóvia, nas comemorações do Dia Mundial da Juventude

Papa Francisco condenou hoje o uso da violência e da vingança e exaltou o amor e o perdãoEPA/Darek Delmanowecz/Agência Lusa/Direitos Reservados

O papa Francisco fez uma celebração neste sábado (24), no Vaticano, com os sobreviventes do atentado terrorista ocorrido em Nice, na França, no dia 14 de julho deste ano, e pediu que o diálogo prevaleça sobre o ódio. As informações são da Agência Ansa.

"Quando há a tentação de revoltar-se, ou ainda de responder o ódio com o ódio e a violência com violência, uma autêntica conversão do coração é necessária. Esta é a mensagem que o Evangelho de Jesus envia para todos nós. Deve-se responder os ataques do demônio só com obras de Deus, que são o perdão, o amor e o respeito ao próximo - mesmo que ele seja diferente", disse o líder católico durante a celebração.

Francisco afirmou ainda que faz orações "por seu país e por seus responsáveis para que construam sem se cansar uma sociedade justa, pacífica e fraterna".

O ataque ocorrido em Promenade des Anglais, durante uma celebração pela Queda da Bastilha, foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Um homem, identificado como Mohamed Bouhlel, atropelou dezenas de pessoas com um caminhão em uma área que estava fechada para veículos. Ao todo, 86 pessoas perderam a vida no ataque.

Sangue e dor em Nice

"O drama que a cidade de Nice conheceu suscitou, em todos os lugares, significativos gestos de solidariedade e de acompanhamento. Agradeço a todas as pessoas que, imediatamente, se dedicaram a apoiar e acompanhar as famílias", acrescentou o papa. Ele ainda aproveitou para agradecer tanto a "comunidade católica" presente como representantes de outras religiões e que fica "feliz em ver que há entre vós uma relação inter-religiosa muito viva".

A audiência na sala Paulo VI reuniu cerca de mil pessoas vindas de Nice, entre elas, o prefeito Christian Estrosi e o bispo local monsenhor André Marceau.

"Rezo ao Deus de misericórdia também por todas as pessoas que ficaram feridas, em alguns casos, mutiladas na carne ou no espírito, e não esqueço de todos aqueles que não puderam vir aqui porque ainda estão no hospital", disse ainda o sucessor de Bento XVI.

 

Agência Brasil

 

 

ONU Mulheres Brasil diz que pesquisa sobre estupro reflete a sociedade

 

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

A responsabilização da mulher por atos de violência sexual - medida pela pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) - acendeu o debate em torno do assunto no país. Mais de um terço da população brasileira (33%) consideram que a vítima é culpada pelo estupro, informou o levantamento. A pesquisa mostrou ainda que 65% da população têm medo de sofrer violência sexual.

Para a representante da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres Brasil, Nadine Gasman, o levantamento traz “dados muito fortes” e reflete a estagnação da sociedade brasileira em questões de gênero.

“Apontar que a mulher tem culpa em ser estuprada é uma constatação de que a sociedade brasileira tem avançado em muitos aspectos, mas segue machista, sexista e muito racista. A gente conhece as estatísticas de feminicídio. Tem aumentado mais a violência contra mulheres negras. É uma sociedade que ainda não acredita que mulheres e homens são iguais”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

“Essa questão é reveladora e temos que trabalhar muito para mudar as concepções de gênero. Temos que entender as construções sociais, de mulheres e homens, que são produtos de uma formação patriarcal, onde os homens têm vantagens que os colocam em uma situação de poder contra totalmente o que a humanidade dispõe de marco – de que nascemos livres e iguais”, completa.

O levantamento mostra ainda que 42% dos homens e 32% das mulheres entrevistados concordam com a afirmação: “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”, enquanto 63% das mulheres discordam.

O Datafolha fez 3.625 entrevistas com pessoas a partir de 16 anos, em 217 municípios. A coleta de dados foi feita entre os dias 1º e 5 de agosto deste ano. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Violência sexual

A pesquisa aponta que a violência contra as mulheres é definida pelas Nações Unidas como qualquer ato de violência de gênero que resulte ou possa resultar em dano físico, sexual, dano psicológico ou sofrimento para as mulheres, incluindo ameaças, coerção ou privação arbitrária de liberdade, tanto na vida pública como na vida privada.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a violência sexual é “qualquer ato sexual ou tentativa de obter ato sexual, investidas ou comentários sexuais indesejáveis ou tráfico ou qualquer outra forma, contra a sexualidade de uma pessoa usando coerção”. A violência pode ser praticada por qualquer pessoa, independente da relação com a vítima, e em qualquer cenário, incluindo a casa e o trabalho. O ato pode acontecer em casa ou na rua.

Dados do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que foram registrados 47.646 casos de estupro em todo o país em 2014, o que significa um estupro a cada 11 minutos.

Denúncia

Apesar do número de casos, a pesquisa destaca que a maioria das pessoas que sofre violência sexual não registra denúncia na polícia, o que torna difícil estimar a prevalência deste crime.

“Em termos regionais, o maior medo é verificado nas regiões Norte e Nordeste do país, atingindo 72% de toda a população. No entanto, se verificamos apenas as respostas das mulheres, notamos que 90% das mulheres que residem no Nordeste afirmam ter medo de sofrer violência sexual, seguidas de 87,5% da população feminina do Norte, 84% no Sudeste e Centro-Oeste e 78% no Sul do país”, aponta o documento.

O levantamento aborda a culpabilização pela violência sofrida pela mulher como uma reação frequentemente relatada, até mesmo quando elas recebem atendimento nos serviços de justiça, segurança e saúde. “A dificuldade de reunir evidências materiais do não consentimento, bem como o risco de revitimização durante os procedimentos legais - humilhação, julgamento moral, procedimentos de coleta de provas que expõem o corpo violado da vítima a novas intervenções – são desafios específicos relacionados à violência sexual”.

A coordenadora de projetos do Instituto Avon, Mafoane Odara, ressalta que a mulher não se sente acolhida em espaços de atendimento após situações de abuso sexual. “As mulheres não reconhecem esses espaços como pontos acolhedores. Se sentem revitimizadas, não se sentem respeitadas nesses lugares. Com isso, as mulheres se sentem deslegitimadas a denunciar”.

“Está na hora de a polícia falar mais sobre isso e da gente encontrar formas de acompanhamento das mulheres em situação de violência. Essa não é uma questão das mulheres, é uma questão da sociedade brasileira”, argumenta. “É importante olhar como as instituições corroboram para perpetuação de uma prática como essa e aí isso vai ser sentido pela população”.

Das pessoas entrevistadas, a metade não acredita que a Polícia Militar esteja bem preparada para atender mulheres vítimas de violência sexual. O resultado da pesquisa indica também que mais da metade da população (53%) acredita que as leis brasileiras protegem estupradores.

“Em um país em que persistem altos índices de desigualdade social e que ainda enfrenta o desafio do acesso ao ensino formal, pode-se estimar que o conhecimento sobre a legislação brasileira e sobre as penalidades atualmente previstas para os casos de estupro não seja amplamente difundido entre a população”, ressalta a pesquisa.

No Brasil, a pena para o crime de estupro varia de seis a 12 anos, podendo chegar a 30 anos, a maior pena prevista no ordenamento jurídico brasileiro em caso de morte da vítima. “Um atendimento acolhedor, melhores taxas de esclarecimento nas investigações e resolução dos casos que são denunciados poderiam ter um efeito mais positivo para o enfrentamento do problema e, ainda, tornar a população mais confiante no trabalho das instituições policiais e do Judiciário” diz a pesquisa.

A vítima

A pesquisa revelou que uma grande parcela da população considera as próprias mulheres vítimas de agressão sexual como culpadas por não se comportarem de acordo com uma “mulher respeitável”. A perpetuação da ideia de controle do comportamento e do corpo das mulheres faz com que a violência sexual possa ser tolerada diante da sociedade brasileira.

A pesquisa mostrou, ainda, que 42% dos homens concordam com a afirmação de que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”, enquanto 63% das mulheres discordam. É bastante comum que o comportamento de quem foi vítima seja questionado com base no que se entende serem as formas corretas de “ser mulher” e “ser homem” no mundo.

A professora de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB), Valeska Zanello, ressalta o aspecto da “objetificação da mulher”.

“Uma coisa que é profundamente naturalizada na nossa cultura é o não protagonismo da mulher com relação ao seu corpo. É punido tanto o protagonismo com relação à própria sexualidade [quando ela não pode escolher se quer ou não fazer sexo e com quantos] e também quando ela não pode dizer não. Geralmente, quando uma mulher sofre violência sexual, se tenta descobrir algum signo na vida dela que desqualifique esse protagonismo e, principalmente, coloque em xeque a índole dela, se ela é uma pessoa recatada ou não. E é isso que vai definir se ela foi estuprada ou não. Para ter uma mudança efetiva, a gente vai ter que trabalhar as novas gerações”, opina.

Educação

A pesquisa mostra que 91% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “temos que ensinar meninos a não estuprar”. Para Valeska Zanello, a mudança desse conceito na sociedade brasileira se dará, de fato, por meio da educação. “Lei é importante, mas ela muito pouco efetiva. A cultura punitiva é muito pouco eficaz, porque, em geral, ela vai punir só aquela pontinha do iceberg. Para a gente mudar uma cultura, as leis não são suficientes. Isso só acontece por meio da educação”, finaliza.

“Uma das coisas mais importantes é que temos leis, políticas, programas, mas tem que trabalhar a educação formal e não formal e meios de comunicação nessa mudança de paradigmas da sociedade com relação a igualdade, especialmente entre homens e mulheres: a ideia de toda sociedade de todos e todas sejam iguais”, ressalta Nadine Gasman.

 

Agência Brasil