Quando o crime e a má política econômica se encontram

Quando o crime e a má política econômica se encontram

A Polícia federal deflagrou hoje a 34ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga o pagamento de propina ao PT, proveniente de contratos com a Petrobras.  Entre os investigados estão as empresas de Eike Batista e Mendes Junior, além do ex-ministro Guido Mantega.  Além de participar das falcatruas petistas, Mantega é um dos responsáveis diretos pelo caos econômico que vivemos atualmente.  O italiano naturalizado brasileiro foi o ponta-de-lança das políticas desenvolvimentistas do Governo Dilma Roussef, cujo principal objetivo era criar campeões nacionais através da ajuda estatal.  Não surpreende, pois, que a imensa maioria da empresas beneficiadas por tais políticas estejam envolvidas até o pescoço nas investigações da Lava-Jato.

A propósito, escrevi para O Globo um artigo, ainda em 2010, no qual procuro demonstrar como funciona essa engrenagem, assim como destacar a diferença oceânica entre a política econômica liberal e desenvolvimentista. Nós somos pró-mercado. Eles são pró-negócios. Nós defendemos que a política econômica deve ser pautada pelo interesse dos consumidores, eles estão ocupados tentando garantir monopólios, manter oligopólios e fazer campeões nacionais.  Apesar do tempo, acho que aquele artigo continua atual:

Bolsa-empresário
João Luiz Mauad

O GLOBO – 16/09/10

Jamais pensei assistir a tamanho descalabro. Doze associações empresariais publicaram, nos principais jornais do país, um manifesto de apoio à política de financiamentos subsidiados do BNDES. De quebra, o presidente da Fiesp, em entrevista ao Valor, disse que o Brasil precisaria não de um, mas de três BNDES, além de fechar as fronteiras às importações por um tempo.

A mamata defendida pelo baronato tupiniquim, e apelidada pelos experts de política industrial, há muito deveria estar excluída da agenda política.

Afinal, distribuir benesses a certos setores da economia costuma frear a competitividade, alimentar incompetência e corrupção, além de distorcer os preços relativos, com efeitos nefastos sobre toda a cadeia produtiva e sobre a eficiência mesma dos mercados.

É inconcebível que, com tantos problemas de infraestrutura, com tantas reformas necessárias a implementar, as quais poderiam desonerar o sistema como um todo, além de reduzir a burocracia asfixiante que tortura as empresas, o governo, apoiado justamente por grandes empresários, opte pela implementação de uma política industrial retrógrada, capenga e altamente discricionária, cujo resultado mais visível é a transformação do famigerado BNDES num enorme balcão de negócios.

Já no início do século passado, Henry Hazlit dizia que enquanto certos interesses econômicos são os mesmos para todos os grupos, cada grupo, separadamente, concentra determinados interesses que são antagônicos aos interesses de todos os demais. Assim, enquanto certas políticas públicas serão, a longo prazo, benéficas para todos, outras irão beneficiar alguns setores apenas, em detrimento de todos os outros.

Este é, sem qualquer dúvida, o caso da política industrial atualmente operada pelo governo.

Qualquer empresa que não esteja em condições de enfrentar a concorrência (interna ou externa) sem a ajuda do governo é uma empresa doente, que precisa reciclar-se, aperfeiçoar-se, tornarse eficiente, ou sair do mercado. A ajuda governamental a produtores ineficientes, seja através de subsídios, renúncia fiscal ou medidas protecionistas, só contribui para obstruir o processo de destruição criadora do capitalismo e dificultar a vida dos concorrentes eficientes. Além disso, estimula o investimento de tempo e dinheiro na espúria atividade de rent-seeking, cujo objeto não é outro senão a pilhagem dos dinheiros públicos.

Não há uma tradução exata para a expressão inglesa rent-seeking. No entanto, ela pode ser entendida como a ação articulada e onerosa de indivíduos, empresas, organizações e grupos de interesse na busca de vantagens, privilégios e ganhos especiais, sempre através do uso do poder discricionário da autoridade governamental. Tal atividade é tanto mais eficaz quanto for a capacidade dos governos de interferir arbitrariamente nos mercados, escolhendo vencedores e perdedores.

O fato de que os bons empreendimentos floresçam sob o capitalismo não significa que todos os empresários sejam necessariamente capitalistas.

Talvez a alguns surpreenda saber que uma boa parte deles detesta a competição e, por extensão, o livre mercado, razão pela qual nos acostumamos a vêlos rotineiramente ao redor dos políticos e dos burocratas, para que estes os protejam da sua própria ineficiência.

Esse empresariado sabe que é precisamente o governo o único que pode evitar a livre concorrência, atuando discricionariamente para favorecer alguns em detrimento de muitos, seja sob a égide da proteção ao produto nacional, da preservação dos empregos ou de evitar uma eventual crise sistêmica.

Como bem frisou Jonah Goldberg, no excelente Fascismo de esquerda, muitos esquerdistas estão corretos quando lamentam a cumplicidade entre governos e grandes corporações, cujo interesse recíproco é concentrar cada vez mais o mercado nas mãos de monopólios e oligopólios. O que eles não compreendem é que tal sistema convém justamente aos governos intervencionistas da nova esquerda, dita democrática.

Uma esquerda que não pretende expropriar os empreendimentos privados, mas, ao contrário, usá-los para implementar sua agenda política, exatamente como testemunhamos hoje no Brasil. Para esses governos, é desejável que as corporações sejam tão grandes quanto possível, afinal o que é mais fácil, atrelar cinco mil gatos a uma carroça ou um imenso par de bois?

 

Sobre o autor

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.

 

Instituto Liberal

JORNALISTA DE ECONOMIA DO GLOBO ACHA QUE DESEMPREGO DE JOVENS E IDOSOS É CULPA DO PRECONCEITO

blog

Por Alexandre Borges

Miriam Leitão é a principal comentarista de economia das organizações Globo. E isso diz muito sobre a emissora e sobre o país.

Seu comentário de hoje é sobre o desemprego entre idosos e jovens no Brasil. Para ela, a culpa é do “preconceito” das empresas. Segundo Miriam, as empresas têm preconceito contra idosos e jovens e por isso não contratam. Chico Petralheiro, é claro, concordou e falou da “responsabilidade social” das empresas.

Para o maior conglomerado de comunicação do país, se há desempregados a culpa é de quem gera empregos num dos países mais hostis aos negócios do mundo e não do governo e das idéias que seus jornalistas ajudam a propagar, consolidado uma economia intervencionista, retrógrada, antimercado e antiliberal. A Globo há décadas é um dos maiores entraves ao liberalismo no país.

Miriam e Chico, ambos com 63 anos de idade, são milionários, ganham verdadeiras fortunas para fazer estes comentários sobre como os outros devem investir seus recursos. Desconheço quantos idosos e jovens os dois empregam, ambos provavelmente “sem preconceitos” contra jovens e idosos, em suas respetivas pessoas jurídicas. Sinceramente, não me interessa. Se ambos fossem alfabetizados em economia, saberiam que como empresários são totalmente responsáveis por suas decisões e terão lucros ou prejuízos em função delas. Ninguém tem absolutamente nada a ver com isso.

O que não entra na cabeça destes esquerdistas da Globo é que são as legislações que eles defendem que barram a entrada de jovens no mercado de trabalho e criam constrangimentos para os mais velhos. Além disso, o governo que Chico Petralheiro apoiou fervorosamente nos deu 12 milhões de desempregados, de todas as idades.

São leis trabalhistas inspiradas no fascismo italiano que elevam os custos de contratação. São as políticas estatistas e intervencionistas do governo que destróem a economia e criam desempregados aos milhões. É a educação de baixíssima qualidade, entregue a militantes semi-analfabetos, que jogam profissionais de baixa produtividade e capacitação no mercado de trabalho.

Se o jornalismo da Globo fosse ao menos de centro esse tipo de comentário daria no mínimo um puxão de orelha e, no limite, demissão. Como não é, Miriam e Chico seguirão empurrando sua agenda ideológica e ajudando a afundar ainda mais o país.

Blog do Rodrigo Constantino

REDES SOCIAIS ESTÃO FALANDO PARA ELAS MESMAS NESTA ELEIÇÃO!

(Vinicius Wu, Mestrando em Comunicação Social pela PUC/RJ e idealizador do Gabinete Digital, vencedor de prêmios do Banco Mundial e da ONU – Globo, 21)
1. Candidatos que apostam nas redes sociais para alcançar um número maior de eleitores estão enfrentando dificuldades para colher resultados. Está mais difícil falar para além de suas próprias redes. A mudança promovida pelo Facebook reforça a tendência à formação de “bolhas”, levando as campanhas a falarem para elas mesmas.
2. Essa realidade desafia não apenas as campanhas eleitorais, mas todos aqueles que vislumbram na internet uma possibilidade para a renovação da própria democracia.  As eleições de 2016 deixarão um importante aprendizado a respeito das estratégias de campanha em redes sociais e, ao que tudo indica, elas estão longe de ser a panaceia que tornará as disputas menos desiguais.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

REDES SOCIAIS E AS ELEIÇÕES PARA PREFEITO DO RIO!

1. Quando a nova lei eleitoral foi aprovada em 2015, o deputado Freixo e sua equipe não se preocuparam com o pouco tempo de TV. Tinham a convicção que a propagação de sua candidatura pelas redes sociais teria um efeito virótico e que o pouco tempo de TV não o afetaria. Confundiram eleição para deputado em seu próprio universo, com uma eleição majoritária, espalhada.
2. Este Ex-Blog, há bastante tempo, vem chamando a atenção para as características gerais e em especial de corte político das redes sociais. As redes sociais são horizontais e desierarquizadas e empoderam o indivíduo e não partidos políticos. São muito mais contundentes e viróticas na crítica, na defesa do não, na denúncia.
3. Na esfera política isso produz dois efeitos. O primeiro é que as redes são eleitoralmente fechadas em seus próprios grupos, em suas próprias tribos. As opiniões circulam dentro de um mesmo globo e geram um entusiasmo centrípeto.
4. O segundo é que a horizontalidade das redes e o empoderamento dos indivíduos funcionam como micropartidos fechados e com baixo poder de contaminação.
5. Aqueles grupos ou tribos -o PSOL como exemplo- prescindem da TV numa campanha eleitoral apenas entre seus membros. Servem nas campanhas de deputados, por exemplo.  E assim não têm força de expansão. O PSOL descobriu isso nessa eleição de 2016. Em 2012, os votos que atraiu dobrando sua força eleitoral vieram dos que não queriam votar na reeleição do prefeito e que fizeram o voto útil.
6. Com isso, na eleição para Prefeito do Rio, em 2016, Freixo e sua equipe, mantendo a mesma lógica de antes, usando as redes sociais, estacionaram nesse patamar de mais ou menos 10%. Agora, lutam com todas as forças, próprias de uma campanha tradicional, e contam com os debates na TV para ultrapassar o bloco de todos os candidatos "empatados" em segundo lugar.
7. E se Freixo for para o segundo turno, entrará numa eleição completamente diferente da que contava e contou no primeiro turno: passará a ter 10 minutos de TV. E terá aprendido que será através da TV que poderá sair de seu nicho e se encontrar com eleitores dispersos e espalhados ideológica, política e socialmente.

Ex-Blog do Cesar Maia

“VOU SER DALTÔNICO: NÃO QUERO SABER A COR DA PELE DA PESSOA”, DIZ FLAVIO BOLSONARO

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O candidato Flavio Bolsonaro, do PSC-RJ, se saiu muito bem na entrevista ao GLOBO, apesar das cascas de banana jogadas. O viés esquerdista já fica claro nas perguntas, na chamada e nos parênteses. Mas Flavio não se curvou, não se deixou intimidar, e deu um baile, mostrando como os jornalistas vivem numa bolha e passam a confundir suas invenções com a realidade. Para eles, todo aquele mais à direita é “extremista” e “preconceituoso”, pois é assim a visão de mundo da elite que vive numa bolha, do GNT People. Abaixo, os principais trechos (mas recomendo na íntegra):

Não estou pensando no voto. Lógico que quero voto, mas não sou candidato para agradar ninguém. As pessoas que votam em Bolsonaro sabem que não vão se surpreender depois da eleição. A gente não se curva diante da ditadura do politicamente correto.

A fala em relação ao Ustra, tem que ver o contexto. Várias pessoas homenagearam aos que acham que são heróis de esquerda. As pessoas citaram Lamarca, Marighella, e ele é uma pessoa que na infância viu Lamarca fuzilar seus amigos na praça pública em Eldorado Paulista. Jair quis fazer um contraponto.

Sou a favor da vida, que é inegociável. Muitas mulheres defendem abortar como se a criança fosse parte do corpo delas. Acho isso meio bizarro. Se tem vida ali, tem que fazer de tudo para preservá-la.

Hoje, menores de idade fazem o que fazem porque são menores, e têm a certeza da impunidade. Chega a ser um deboche com a população, com os policiais. A redução da maioridade penal vai fazer com que esses crimes deixem de acontecer.

A gente não pode transferir a responsabilidade da segurança pública para o cidadão. Mas os marginais estão tirando vidas por nada. Não foi com a cara, dá um tiro. […] Não tem porque ser contra o direito da pessoa portar uma arma se ela está preparada para usar. Quanto mais pessoas armadas e qualificadas dentro da lei existirem, melhor. Temos mais possibilidades de nos posicionar em relação a essa carnificina que sofremos hoje.

Hoje, parte dos professores tenta impor sua orientação político-partidária, o que está errado. Há perseguição em sala de aula. Ouvi, de alunos do colégio Cruzeiro, sobre uma redação na qual a turma inteira escreveu contra a redução da maioridade penal, mesmo que fosse a favor, com medo de tomar zero. Isso é liberdade?

Ninguém tem nada a ver com o que as pessoas fazem na intimidade. Muito menos eu. E muito menos o Estado. Por que tem tanto gay que vota em Bolsonaro? Sou contra essa segmentação: rico contra pobre; negro contra branco; gay contra heterossexual; homem contra a mulher. A gente tem que governar para todo mundo, sem hipocrisia. Se uma pessoa agride um gay na rua, tem que ser presa: é crime. Eu falei isso (não dar recursos à parada gay) num contexto de enxugar a máquina pública, com a redução de secretarias, cortar cargos de nomeação política.

Eu tenho gay na família. Não tem nenhum problema. Estou achando ótima esta eleição para esclarecer isso: não tenho nada contra gays. Nossa briga sempre foi contra o material didático para crianças a partir de 6 anos. Isso é um absurdo: 6 anos é uma idade para falar de sexo?! […] Quero é saber da competência da pessoa. Tem gay na minha equipe, e não abro mão porque é supercompetente.

Vou ter pessoas competentes e não corruptas. Vou ser daltônico: não quero saber a cor da pele da pessoa. Eu acho uma hipocrisia você ter que segmentar o seu secretariado conforme a cor da pele, a orientação sexual, o peso, o cabelo, a altura. As pessoas tem que ser competentes. […] Se, no meu secretariado, todos tiverem que ser negros, vão ser. Não vou criar cotas para brancos. No meu governo, se tiverem que ser todas mulheres, serão. Não vou criar cota para homem.

A gente não tem nem o direito de ser de direita. Somos “extrema-direita, ultrarradical, conservador, fascista, nazista” e por aí vai… É óbvio que não é isso. Nós somos pessoas conservadoras nos valores e liberais no aspecto econômico. 

Nossa, que radical! Ele é contra a banalização do aborto e o incentivo da sexualização precoce nas escolas públicas, quer reduzir a maioridade penal para não aliviar a barra dos marginais assassinos que se protegem no ECA, quer preservar o direito de legítima defesa dos cidadãos, prega a meritocracia independentemente de raça e gênero, condena o comunismo e a doutrinação ideológica nas escolas e respeita valores morais tradicionais. Que horror! De onde saiu esse neandertal tão pouco moderninho, tão diferente de um Jean Wyllys da vida?

A gente ironiza que é para suportar a campanha difamatória da esquerda “progressista”, que rotula todo aquele que não adere ao socialismo, à ditadura do politicamente correto. Para quem quiser saber mais das verdadeiras posições do candidato, recomendo a entrevista que eu fiz com ele, sem pegadinhas, sem a tentativa de rótulos absurdos, apenas focando nas ideias e propostas. O povo está cansado dessa estratégia pérfida da esquerda de encerrar o debate antes de ele começar, desqualificando o adversário com base em suas supostas intenções malignas.

Rodrigo Constantino

Decisão judicial nos EUA pode ter repercussão no ′gatonet′ do Brasil

Num caso de pirataria com repercussão no Brasil, a Justiça americana condenou a empresa chinesa de tecnologia Gotech a pagar uma indenização de US$ 101 milhões à empresa de TV digital Nagra, do grupo suíço Kudelski.
A decisão foi tomada em 9 de setembro, em julgamento à revelia, e marca uma "virada decisiva na luta contra a pirataria, particularmente na América Latina, onde as marcas da Gotech são amplamente utilizadas", diz Pascal Métral, vice-presidente de assuntos jurídicos da Nagra.
Ele afirma que a empresa chinesa "está presente no Brasil por meio de muitas marcas populares de FTA [receptores ′free-to-air′, que capturam e decodificam os sinais audiovisuais de TV paga], como Azamerica, Globalsat, Nazabox e FREEi".
A condenação foi por desenvolver e fabricar tecnologias que contornam a propriedade intelectual. O valor da indenização, segundo a Nagra, se refere a meio milhão de infrações individuais, por usuários de "dispositivos e serviços piratas" da Gotech.
A identificação das atividades da empresa chinesa foi feita pela Kudelski Segurança, também do grupo da Nagra. Elas foram rastreadas a partir das instalações da Kudelski na Suíça e no Brasil.
No total, globalmente, a estimativa é que três milhões de usuários estejam conectados aos servidores da Gotech. O esquema afeta "provavelmente", segundo a Nagra, todas as operadoras de TV paga no mundo.
Na análise forense realizada, diz Métral, foi possível identificar "nada menos que 900 mil usuários-fim de pirataria no Brasil". Ele afirma porém que "não há procedimentos judiciais até o momento" no país.
O executivo da Nagra acredita que a decisão judicial "é uma mensagem forte para as organizações piratas", não só da China. "Elas precisam saber que, se operarem pirataria globalmente, como é o caso da Gotech, não existe porto seguro para elas."
Acrescenta que, seguindo a instrução judicial nos Estados Unidos, enviará "notificações a terceiros, no Brasil, para que parem de apoiar as operações da Gotech".
A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) estima que o acesso pirata (também chamado de "gatonet") alcance, no país, o equivalente a cerca de 20% do total de usuários de TV paga. Em julho, segundo a Anatel, a base de assinantes no Brasil estava em 18,9 milhões.
Fonte: Folha Online - 22/09/2016 e Endividado

DEMÉTRIO X VERISSIMO: A ESQUERDA PENSANTE CONTRA AQUELA ESTÚPIDA E CANALHA

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Ler a coluna pérfida de Verissimo hoje no GLOBO, em que defende o “sucesso” do governo lulopetista na área social, e depois ler a coluna de Demétrio Magnoli logo abaixo é constatar o abismo entre a esquerda pensante e civilizada, representada pelo sociólogo, e aquela estúpida e/ou canalha, representada pelo humorista. São dois mundos muito distintos, ambos de esquerda, mas separados por um muro intransponível.

Enquanto Verissimo distorce os fatos, mente descaradamente, inventa coisas e finge que não viu tantas outras, tudo para defender o indefensável, Demétrio confronta a realidade, cobra coerência, desnuda fantasias e derruba mitos, em nome de uma esquerda mais moderna, civilizada e, claro, democrática. Abaixo, alguns trechos de sua excelente coluna:

Lula e Dilma, depois de tudo — é sério isso? Os heróis da esquerda são os compadres de Marcelo Odebrecht, os chefes dos gerentes-operadores da Petrobras, o óleo na engrenagem de um capitalismo de subsídios e sombrias negociatas. Na ordem lulo-dilmista, circulavam como aliados e associados os mesmos canalhas que rodeiam o atual governo. O que eles “odeiam” não é a presença perene dessa gente, mas a ausência de seus heróis sem nenhum caráter. O Temer que eles odeiam é a implicação necessária dos governos que eles amaram.

[…]

E nada se aprendeu sobre políticas sociais referenciadas em estímulos conjunturais ao consumo e transferências diretas de renda, que se esgotaram sem reformas de fundo. Enquanto ainda cantam as glórias petistas, eles escondem de si mesmos a permanência de uma educação pública em ruínas e as carências humilhantes dos serviços públicos de saúde. Eles gostam de cotas, não de direitos universais.

O que sobra de uma esquerda cega à desolação das nossas metrópoles cindidas em guetos sociais e, portanto, estruturalmente violentas? Por que eles amam tanto o retrógrado Minha Casa Minha Vida, um programa que ergue habitações populares distantes dos centros das cidades, reiterando um padrão secular de segregação espacial? Copa, Jogos Olímpicos, Porto Maravilha: a roda da fortuna da especulação imobiliária.

Em seguida, Demétrio menciona Guilherme Boulos, o líder do MTST, que “inverteu a sequência temporal dos eventos para justificar a falência econômica da Venezuela chavista pelo colapso das cotações do petróleo”. E cita Wagner Moura, “cuja inteligência política é inversamente proporcional a seu talento dramático”, e que “clama por recursos públicos para um filme sobre Marighella”. E não poupa o ator em sua análise: “À luz da história, compreende-se o erro trágico dos militantes que se engajaram naquela aventura. Já a romantização da tragédia, tanto tempo depois, e na vigência das liberdades democráticas, deve ser classificada como o ato típico de um idiota”.

Sim, são idiotas, ou pior, canalhas. Defendem Chávez e Fidel Castro, defendem Lula e Dilma, defendem o socialismo em pleno século XXI. E fazem isso em ritmo de bossa nova, com ar de superioridade intelectual, bancando os chics, os descolados, como faz Caetano Veloso, alvo dos ataques do sociólogo. Sim, em pleno século XXI, a esquerda brasileira ainda cultua a figura do caudilho latino-americano, o ícone do nosso atraso. Chico Buarque, Caetano, Wagner Moura, Verissimo: todos abraçados, juntos, “caminhando e cantando e seguindo a canção” rumo ao lixo da História…

Rodrigo Constantino

FREIXO É PEGO NA MENTIRA E JUSTIFICA: NÃO DIVULGA AGENDA EM ZONA OESTE POR FALTA DE SEGURANÇA. UÉ?!


Fonte: GLOBO
Fonte: GLOBO
O candidato socialista Marcelo Freixo, o queridinho dos “intelectuais” e artistas engajados que enaltecem a ditadura cubana, foi pego numa grande mentira durante sabatina pela Globo, como aponta Pedro Duarte, candidato a vereador pelo PSDB:
Mas o melhor estava por vir: é a explicação que o socialista deu para sua agenda obscura na região:
O candidato do PSOL a prefeito do Rio tem evitado divulgar idas à Zona Oeste da cidade e até deixado de ir a algumas localidades da cidade durante a campanha por falta de segurança. Em sua agenda divulgada desde o início da campanha, apenas 10% dos eventos (seis de 63) foram marcados para a Zona Oeste, que concentra a população mais pobre do Rio. Em entrevista nesta terça-feira ao “RJ-TV”, da Rede Globo, ele foi perguntado sobre as poucas idas à Zona Oeste, e respondeu que sua atuação como deputado estadual o deixou como alvo em algumas áreas.
– Fui presidente da CPI das Milícias, que são muito presentes na Zona Oeste. Enfrentei uma das piores máfias do Rio. Nem todo lugar da Zona Oeste eu posso ir, por segurança. Nem toda agenda da Zona Oeste eu posso divulgar. Eu não posso avisar que vou a Campo Grande em determinado horário. Seria pôr em risco quem me acompanha. Não posso divulgar, porque a milícia ainda comanda muitas áreas na Zona Oeste, porque este governo é conivente com as milícias – disse Freixo.
Ué? Freixo não é aquele que vive detonando a polícia, pedindo menos presença policial, já que trata marginais como “vítimas da sociedade”? E agora reclama da… falta de segurança? Assim a gente não entende. O que o candidato socialista quer? Será que os traficantes não podem fazer sua segurança contra a polícia? Será que ele deseja mais policiais para protegê-lo? Explica aí, candidato! Assim fica parecendo até o Noam Chomsky, que diz que vive na pior ditadura do mundo, os Estados Unidos, enquanto enaltece os islâmicos, mas quando vai para o Oriente Médio palestrar exige um forte aparato de segurança…
No fundo, sabemos o real motivo de Freixo concentrar sua agenda na Zona Sul: seus eleitores não são do “povão”, e sim da elite culpada, da esquerda caviar, da turma do Leblon e Ipanema que paga R$ 400 para ver um show de Chico ou de Caetano enquanto todos, juntos, sentem-se as almas mais abnegadas em defesa do trabalhador pobre.
Segue um podcast meu de 2012 explicando porque não fecho com Freixo (os argumentos continuam totalmente válidos):

CONHEÇA ALGUNS DOS “MANIFESTANTES” DO BLACK LIVES MATTER EM CHARLOTTE

comentei aqui a situação em Charlotte, que está tomando conta de várias cidades americanas, infelizmente. Há método nessa aparente loucura. George Soros, que financia até o Mídia Ninja de Pablo Capilé no Brasil, dá centenas de milhares de dólares para o Black Lives Matter. O resultado: anarquia, ataque aos policiais, ao “sistema”. Conheça, abaixo, alguns desses “manifestantes” do BLM em Charlotte:

 

 

A alterada moça repetia que serve a um “propósito”, e que o jornalista está fazendo a “porra” de uma reportagem fabricada. Mas se essa agressividade é chocante, o que dizer dessa aqui, em que um dos “manifestantes” partiu para a agressão física ao jornalista da CNN, logo da CNN, um dos canais mais esquerdistas do país:

 

 

São uns amores, não? Vejam esse outro “manifestante”, acusando todos os brancos de serem uns demônios:

 

 

Fofo? Imagina um branco afirmando que todos os negros são demônios. Calma que não acabou. Vejam esse outro caso, em que um jornalista quase foi jogado na fogueira pelos “manifestantes”:

Como podemos ver, são uns anjinhos, quase tão santos como nossos black blocs na Paulista, não é mesmo? E se acham os justiceiros do planeta, enquanto não passam de massa de manobra dos oportunistas de plantão, de idiotas úteis dos Soros da vida, com uma agenda nefasta por trás. Que gente tosca…

Rodrigo Constantino

GOVERNO LANÇA REFORMA DO ENSINO MÉDIO: INVEJA DOS ELEITORES DE TEMER!

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O governo federal apresentou nesta quinta-feira (22) a medida provisória (MP) sobre a reforma do ensino médio. As mudanças afetam conteúdo e formato das aulas, e vão refletir também na elaboração dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta terá de ser aprovada em até 120 dias pela Câmara e pelo Senado, caso contrário, perderá o efeito.

A previsão do Ministério da Educação (MEC) é que turmas iniciadas em 2018 estejam já possam se beneficiar das mudanças. Até lá, as redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O ministro disse que a elaboração da BNCC só deve ser concluída em “meados” de 2017.

A primeira mudança importante determinada pela medida provisória é que o conteúdo obrigatório será diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

O objetivo do governo federal é incentivar que as redes de ensino ofereçam ao aluno a chance de dar ênfase em alguma dessas cinco áreas. Já entre os conteúdos que deixam de ser obrigatórios nesta fase de ensino estão artes, educação física, filosofia e sociologia.

O segundo destaque da reforma será o aumento da carga horária. Ela deve ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800, de acordo com o MEC. Com a medida, a intenção do Ministério da Educação é incentivar o ensino em tempo integral, e para isso prevê programa específico com R$ 1,5 bilhão para incentivar que escolas adotem o ensino em tempo integral.

Foco nas cinco áreas mais importantes, as únicas obrigatórias, deixando de fora como opcionais as mais “humanas” como sociologia e filosofia, que a esquerda domina e queria tornar obrigatórias? Aumento de horas? O inglês como ensino obrigatório? Onde isso vai parar? Num modelo em que a doutrinação ideológica marxista tem menos espaço? Um absurdo!

Como diz meu amigo Alexandre Borges, esse é aquele momento em que temos inveja dos 54 milhões de eleitores do Temer…

Rodrigo Constantino