Confira 15 dicas para não perder imóveis e veículos com prestações em atraso

por Pollyanna Brêtas

A prosperidade do país no início desta década, com emprego e renda em alta, levou muitas famílias a fazerem financiamentos de longo prazo para a compra de imóveis, carros e motocicletas. Mas, quando a roda girou e jogou a economia para baixo, os brasileiros passaram a atrasar as mensalidades, enfrentando cobranças pesadas das instituições financeiras. Muitos estão perdendo seus investimentos e vendo seus bens retomados por credores. Para orientar os consumidores, o EXTRA preparou 15 dicas para evitar a execução de suas dívidas.
Foi o que aconteceu com o contador Alex Araújo, de 43 anos. A família decidiu adquirir um apartamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste, em 2011. Seriam 35 anos de dívida. Mas veio a perda do emprego, que deu um golpe nas finanças e decretou o fim da pontualidade dos pagamentos.
— Ninguém pega um financiamento para não pagar. Não existe má-fé. Eu tinha condições de pagar e paguei em dia por quatro anos, sem atrasos. O problema é que fizemos um planejamento de curto prazo. As cobranças ficaram ostensivas depois que o banco transferiu a dívida para outra instituição financeira. Um dia, um oficial de Justiça bateu à minha porta para informar que o apartamento ia a leilão — contou Alex, que tem mulher e duas filhas.
Especialistas orientam que o consumidor nunca atrase mais do que três prestações, e busque um acordo com o credor em caso de dificuldade. Quando o apartamento ainda está com a construtora, a melhor solução é propor um distrato, apesar de o valor integral não ser devolvido. Para quem tem financiamento no banco, a recomendação é se antecipar. Advogados sugere que o consumidor avalie se não vale vender o bem para quitar a dívida.
— As pessoas desconhecem como a lei que prevê a alienação fiduciária é severa. Depois que o banco faz a execução, é muito difícil reverter a situação, e o consumidor perde o imóvel muito rapidamente — alertou Ighor Jacintho, assessor jurídico da Associação de Mutuários do Rio.
No caso de Alex, uma ação na Justiça conseguiu interromper o leilão do apartamento, em caráter liminar. A família decidiu, então, pôr o imóvel à venda.
Christian Printes, advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), traz outras orientações sobre as dívidas:
— Primeiramente, certifique-se de que as promessas contidas no material publicitário ou feitas pelo vendedor na fase de negociação foram contempladas. Diferentemente da maioria dos contratos de consumo (seguros, contratos bancários etc.), muitas vezes, é possível negociar a alteração de algumas cláusulas antes da assinatura de um contrato de compra e venda de um imóvel. Por isso, recomendamos ao consumidor que verifique a existência de uma das cláusulas abusivas listadas no quadro ao lado, que ele exija sua alteração antes de fechar o negócio. Outra recomendação é assegurar de que consta do contrato a data de entrega das chaves (mês e ano). Desconfie se houver cláusula prevendo a possibilidade de prorrogação da entrega por período excessivo (prazo maior que seis meses, por exemplo).
Quando o carro é a garantia
No caso de um automóvel, quando o próprio veículo é dado como garantia no financiamento, o chamado leasing — transação com juros ligeiramente menores, em que o carro fica em nome do agente financeiro até a quitação de todas as parcelas —, com apenas um dia de atraso no pagamento o banco ou a financeira já pode retomar o bem. Para isso, a instituição pode entrar com uma ação de busca e apreensão e enviar uma carta registrada ao devedor, com aviso de recebimento, para notificá-lo do procedimento.
O economista da faculdade Mackenzie Marcelo Anache lembra que é possível pensar em fazer uma portabilidade da dívida (troca do agente financeiro por outro que ofereça melhores condições), se o consumidor conseguir uma taxa de juros mais competitiva (na segunda instituição).
— Quando você está em atraso deve sentar para negociar. Dependendo de quanto está atrasado, é possível ter acesso a uma linha de crédito mais barata para evitar a perda do bem — afirmou Anache.
Ainda, segundo especialistas, com a crise prolongada, bancos e financeiras contratam empresas especializadas em fazer cobranças, que reduzem o prazo de pagamento, para evitar que os clientes ultrapassem 90 dias de atraso. Sem perspectiva de retomar o pagamento no médio prazo, parte dos clientes aceita devolver espontaneamente os carros, ou os veículos são retomados após decisões judiciais.



Fonte: Extra - 18/09/2016 e Endividado

 

A direita liberal é tosca e só sabe focar em economia, diz Pondé

 

Por Rodrigo Constantino

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Sou grande admirador do filósofo Luiz Felipe Pondé...

 

Uma resposta curta e objetiva à pergunta da senadora Gleisi Hoffmann no GLOBO hoje

 

Por Rodrigo Constantino

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O GLOBO

 

Homem é executado com vários tiros em aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre

 

Por Rodrigo Constantino

Foto: Vanessa Kannenberg / Agência RBS

Foto: Vanessa Kannenberg / Agência RBS

 

Nós não desculpamos o transtorno: filme novo de Greg é alvo de duras críticas

 

Por Rodrigo Constantino

Fonte: Veja

Fonte: Veja

Ele bem que tentou....

 

 

O suspeito do atentado terrorista em NY era islâmico? Não creio!!!

 

Por Rodrigo Constantino

Fonte: GLOBO

Fonte: GLOBO

A polícia dos Estados Unidos

 

 

Cornos mansos? Os funcionários públicos que apoiam o PT merecem ser enganados!

 

Por Rodrigo Constantino

blog

Por...

Maia: financiamento público eleitoral deve ser acompanhado de reforma

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, disse hoje (19), em São Paulo, que não acredita em nova alteração das regras de financiamento eleitoral – que não admite doações empresariais – como defendem alguns deputados e senadores. No entanto, segundo Maia, não é possível chegar ao financiamento de campanha exclusivamente público sem uma reforma eleitoral, com mudanças, por exemplo, no sistema de voto.

“Acho que não vai mudar [a forma de financiamento]. E, não mudando, se impõe uma reforma do sistema eleitoral. A próxima eleição não será como essa porque nessa você vai ver, objetivamente, poucos tiveram recurso do fundo partidário para fazer eleição”, disse.

Segundo Maia, o Estado não tem hoje condições de financiar todas as campanhas. “Qual regra você vai criar para escolher, entre os 46 candidatos a deputado federal no Rio [de Janeiro], quem vai receber quanto [do dinheiro público para a campanha]?”, questionou o deputado após evento na Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista.

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“A manutenção do sistema de financiamento público, que eu acho que será mantida, impõe a lista fechada. Você passa a ter uma eleição por estado para deputado estadual e uma para deputado federal, por partido”, acrescentou.

Pré-sal

Maia disse que o Congresso deve colocar em votação ainda este ano o projeto que altera o regime de partilha do pré-sal, que tramita na Câmara dos Deputados. “O pré-sal, na primeira semana de outubro vamos votar, com certeza. E acho que vai passar bem”, disse.

Além disso, Maia prevê que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastostambém seja aprovada em 2016. 

Maia assumiu ontem (18) a Presidência da República interinamente mo lugar do presidente Michel Temer, que está em Nova York para a 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Agência Brasil

 

Denúncias contra Lula

Pedro Ladeira/Folhapress

A força-tarefa da operação Lava Jato negou que tenha usado informações de uma delação rejeitada do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, na denúncia apresentada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No domingo, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou que um dos argumentos centrais da peça só aparece no esboço da delação de Pinheiro, sócio e ex-presidente da construtora OAS. Em nota, os procuradores dizem que a reportagem chega a uma conclusão falsa e afirmam nunca ter usado qualquer informação das negociações com Pinheiro. Leia mais

 

Ataques nos EUA

FBI via Reuters

O suspeito de ser o autor dos atentados com bomba em Nova York e Nova Jersey no final de semana foi denunciado por tentativa de assassinato de policiais, de acordo com a imprensa americana. Antes de ser preso, Ahmad Khan Rahawi entrou em confronto com a polícia.
As autoridades acreditam que o homem de 28 anos é quem aparece nas gravações feitas por várias câmeras de segurança no bairro de Chelsea, onde uma bomba explodiu no sábado à noite, deixando 29 pessoas feridas. Leia mais

 

 

Lei antiterrorismo

Julio 
Cesar Guimaraes/UOL

A Justiça Federal do Paraná aceitou ontem a denúncia contra oito suspeitos de planejar um ataque terrorista nos Jogos Olímpicos do Rio, presos na operação Hashtag.
O juiz federal Marcos Josegrei da Silva entendeu que há "indícios suficientes de autoria" dos fatos investigados. Esta é a primeira ação penal no país baseada na Lei Antiterrorismo, que começou a valer este ano. As penas variam entre 5 e 30 anos.Leia mais

 

Um minuto de silêncio

Gabriel Wickbold/Divulgação

O percussionista Peninha, do grupo Barão Vermelho, morreu ontem, aos 66 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela ex-mulher do músico nas redes sociais.
Peninha estava internado em estado grave no CTI do hospital da Lagoa, na zona sul do Rio. O músico sofria de problemas digestivos e teve uma hemorragia no estômago.
Leia mais

 

Que fase...

Vinnicius 
Silva/RAW Image/Estadão Conteúdo

O Internacional perdeu ontem para o lanterna América-MG por 1 a 0, gol foi feito por Michael aos 45 minutos do segundo tempo. Com a derrota, o time gaúcho está sem vitórias há três rodadas e continua na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Com a vitória, o América-MG chegou a 18 pontos, mas continua em último lugar na tabela. O Internacional segue com 27 pontos, em 18º lugar. Leia mais

Reforma trabalhista de Temer ficará para o ano que vem

636505353- (7)por Martha Imenes

Envio de proposta foi adiado. Mas governo apoiará terceirização de mão de obra
Rio - Para evitar desgaste e não dificultar a tramitação de duas propostas que estarão em andamento no Congresso, a que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência, o governo Temer decidiu adiar o processo de alteração das leis trabalhistas para o ano que vem. Mas algumas mudanças que estão no arcabouço da reforma devem ser implantados. Isso porque o governo pretende apoiar a proposta de terceirizar todos os setores das empresas, inclusive as atividades-fim conforme antecipou O DIA no dia 6 deste mês. O projeto de terceirização, já aprovado pela Câmara, no começo de 2015, está à espera da votação no Senado.
A iniciativa deixa de fora empresas públicas e sociedades de economia mista da proposta que regulamentará os contratos. O Planalto aposta que o projeto da terceirização seja aprovado pelo Senado ainda este ano, em paralelo à reforma da Previdência.
Se a proposta for sancionada, um banco poderia por exemplo, em tese, contratar caixas terceirizados. No entanto, provavelmente não faria porque o texto diz que o profissional da contratada não pode ser subordinado à empresa contratante. O caixa não responderia a um chefe do banco, mas, sim, a alguém da terceirizadora.
Como hoje não há regulamentação, a Justiça do Trabalho limita a subcontratação a áreas-meio, como limpeza, segurança e serviços especializados que não tenham relação com o objeto de empresa. Sem lei, a terceirização da área-fim é considerada ilegal pelo Judiciário. Ou seja, pela regra atual, uma fábrica de veículos não pode terceirizar as atividades dos metalúrgicos, mas sim analistas de sistema, seguranças e equipe de limpeza.
Regulamentar a terceirização é um dos pontos da “modernização” das relações de trabalho que governo quer implementar. A ideia é que com a reforma faça as convenções coletivas prevalecerem sobre as normas legais.
Além dos itens que a própria Constituição permite flexibilizar — como jornada de trabalho, banco de horas, redução de salário, participação nos lucros e resultados — outros benefícios, como férias e 13º salário, adicionais noturno e de insalubridade, salário mínimo, licenças e FGTS, também devem ser negociados entre patrões e sindicatos.
PL 4330 abre brecha para mudança na relação trabalhista
A Câmara dos Deputados concluiu no fim de agosto a votação do projeto de lei da terceirização (PL 4330/04), que está no Senado. Foi aprovada em plenário uma emenda que permite a terceirização de todas as atividades do setor privado. Atualmente, somente as atividades-meio, que não têm a ver com o produto ou serviço final da empresa, podem ser terceirizadas. Por exemplo, um banco pode terceirizar os serviços de limpeza e segurança, mas não pode terceirizar o empregado que abre conta corrente.
Um ponto que deve mudar é o Plano de Proteção ao Emprego (PPE), criado por Dilma Rousseff para evitar demissões em empresas com problemas financeiros e com validade até 2017. No período de adesão ao PPE, os beneficiários têm jornada de trabalho reduzida em até 30%, com redução proporcional do salário e compensação de até 50% do valor remunerada pelo governo.
Outra proposta, a prevalência do acordado sobre o legislado, exige a aprovação de projeto de lei para alterar o artigo 618 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), somente deverá ser enviado ao Congresso no segundo semestre de 2017. O tema reforça críticas ao governo de que Temer pode acabar com direitos sociais.
Fonte: O Dia Online - 19/09/2016 e Endividado

 

Contas públicas

iStock

Dados preliminares mostram que a arrecadação de impostos do governo federal caiu 9% em agosto, em comparação com o mesmo mês do ano passado. O número é uma estimativa feita com base em informações do Tesouro Nacional.
Em julho, a arrecadação caiu 5,8% em relação ao mesmo período de 2015. A Receita Federal vai divulgar os números oficiais nos próximos dias. Leia mais

 

 

Não foi dessa vez...

Pedro França/Agência Senado

A Câmara dos Deputados tentou votar de surpresa ontem à noite um projeto criado nos bastidores da Casa que tentava abrir uma brecha para salvar políticos investigados na operação Lava Jato. Depois de alguns deputados dizerem que não sabiam o conteúdo do texto, a votação foi cancelada.
O projeto criaria na legislação uma punição específica para o crime de caixa dois eleitoral. Com a manobra, os deputados tinham dois objetivos: conseguir anistia pela prática até agora, já que a lei não poderia ser aplicada para crimes que aconteceram antes dela ser criada, e inibir a força-tarefa da Lava Jato de tratar o caixa dois como corrupção. Leia mais

 

 

Teve propina

Rodolfo Buhrer/Reuters

O ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, disse em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral que a empresa pagou R$ 1 milhão em propina à chapa da ex-presidente Dilma Rousseff e do atual presidente Michel Temer nas eleições de 2014.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Azevedo disse que parte dos R$ 30 milhões doados durante as campanhas do PT em 2014 era propina por contratos assinados pela Andrade Gutierrez com o governo federal, entre eles a participação na construção da Usina de Belo Monte, no Pará. Leia mais

Saiba como economizar dinheiro para viajar

Durante as férias, muitas pessoas deixam de viajar por falta de dinheiro. Em muitos casos, no entanto, isso acontece simplesmente porque essas pessoas não souberam como economizar dinheiro ao longo do ano.
Existem algumas dicas que podem te ajudar a descobrir como economizar dinheiro de maneiras simples. Dessa forma você conseguirá juntar uma boa quantidade para fazer a viagem que tanto deseja. Confira abaixo quais são essas recomendações e os motivos pelos quais elas podem ser importantes e te ajudar nessa jornada:
Determine sua meta A missão de guardar dinheiro torna-se mais simples a partir do momento que você tem uma meta definida. Saber onde quer chegar é importante para que a pessoa saiba em que ponto do processo ela se encontra.
Para determinar a meta, calcule, em média, quanto você pode guardar por mês. É importante que este valor seja cumprido mensalmente, para que não haja deslizes que te façam juntar pouco dinheiro e acabar desistindo da ideia de viajar.
Organize seus gastos Se você quer juntar dinheiro, é indispensável ter uma organização completa de suas despesas. Faça uma planilha e saiba quanto e como você está gastando sua receita. Com isso, você pode identificar gastos que não sejam tão necessários e eliminá-los.
Tenha noção também dos seus gastos do dia a dia. Em um primeiro momento, é normal que eles pareçam pequenos, mas, quando colocados na ponta do lápis, podem fazer uma diferença significativa ao final do mês.
Desapegue Uma boa forma de juntar dinheiro é se desfazer de coisas que você não usa mais. Caso você tenha muitos produtos disponíveis para venda, vale até mesmo organizar um bazar entre seus amigos – ou até mesmo desconhecidos – para facilitar a exposição.
Alugue um quarto Se você mora em uma cidade de interesse turístico e possui um quarto vago em sua casa, saiba que tem uma boa fonte de renda pronta para ser usada. Você pode disponibilizar o espaço no AirBnb para que outros viajantes o aluguem. Agora que você sabe como economizar dinheiro, basta seguir essas dicas e preparar as malas para sua próxima viagem.
Fonte: economia.ig - 19/09/2016 e Endividado

 

Golpe abortado

Após pedidos de Rogério Rosso e Antônio Imbassahy, Beto Mansur decide, de ofício, retirar o projeto da pauta. "Não há entendimento no plenário." Nossa pressão deu certo, antagonistas!


"O Brasil não se endireita tão fácil"

Espiridião Amin a O Antagonista ontem, assim que terminou a sessão que por pouco não aprovou a anistia disfarçada do caixa 2: "O Brasil não se endireita tão fácil, tem que ter muita martelada ainda. E tem que falar grosso." 


Sem pai nem mãe

Josias de Souza, na segunda-feira, avisou que os deputados tentariam escapar da cadeia aprovando uma anistia para os membros da ORCRIM. A pilantragem, felizmente, foi abortada... [leia mais


Houve crime, e dos mais graves

O juiz Sérgio Moro, contrariando Reinaldo Azevedo, vai aceitar a denúncia contra Lula. O desembargador Aloísio de Toledo César explicou os motivos no Estadão: “Neste momento tormentoso vivido por Lula, é compreensível que seus advogados e defensores entoem...” [veja mais


Um grande favor

Reinaldo Azevedo disse que o juiz Sérgio Moro “faria um grande favor ao país” se devolvesse a denúncia contra Lula ao Ministério Público Federal. Sim, ele disse isso mesmo.


Teori e Moro juntos

Kibe continua na cadeia. Teori Zavascki negou ontem à noite o pedido de soltura de Adir Assad, o operador da Odebrecht. O ministro do STF, de acordo com o documento reproduzido pelo Estadão, destacou que... [veja mais


Há crime para todo mundo

A Odebrecht terá de desembolsar 6 bilhões de reais para fechar seu acordo com a Lava Jato. Além disso, segundo o Valor, a empreiteira deverá pagar 15 milhões de reais para cada um de seus 60 delatores, que... [leia mais


O contrato de Dias Toffoli com a Queiroz Galvão

Dias Toffoli foi contratado pela Queiroz Galvão. O Valor teve acesso à procuração em que a empreiteira delega poderes a Dias Toffoli e a sua mulher, Roberta Rangel, para representá-la no processo do TCU que, desde 2005, investiga... [veja mais


Esquerda? Eu?

A Folha de S. Paulo perguntou a Marta Suplicy se ela ainda se considerava de esquerda. Ela respondeu: “Olha, eu nunca nem me coloquei assim, né? Eu acho que neste mundo hoje depende do que você chama de esquerda. Tem valores tão..." [leia mais]

Expresso


Risco de naufrágio

A Concer, concessionária que administra um trecho da rodovia BR-040, no Rio, teve bens bloqueados judicialmente por suspeita de superfaturamento nas obras, noticia o Estadão. "A aposta do governo...” [veja mais

- Bom, mas nem tanto
- Alckmin não entendeu
- É o que temos
- Dívida e PIB como tetos
- A "greve" continua, companheiros

A Convenção 158 da OIT na Contramão da Reforma Trabalhista

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Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

Era dezembro de 1996 quando o então Presidente FHC, uma vez mais naquele período, traiu suas convicções socialistas e editou um Decreto por meio do qual o Brasil deixava de ser signatário da Convenção nº 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Tal ato irritou sobremaneira os incansáveis “defensores” dos trabalhadores, tais como CUT e CONTAG, a ponto de motivá-los a ingressar com ação judicial junto ao STF, na esperança de reverterem o suposto malogro à “classe operária”.

Mas por que razão os companheiros posicionaram-se contrários à denúncia (revogação) da referida norma (além do costumeiro antagonismo a toda e qualquer iniciativa do governo “neoliberal” do PSDB, tais quais a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Real)? Difícil responder, pois uma vez que estas mesmas entidades repudiam a possibilidade aventada pelo governo Temer de permitir a prevalência do negociado (entre empregados e empregadores) sobre o legislado (leis, em sentido amplo, editadas pelo Estado), não faz sentido desejar que volte a vigorar um diploma legal que permitia e tornava obrigatório, justamente, que empresas em dificuldades financeiras ou que estivessem passando por reestruturações buscassem, junto aos representantes dos empregados, um acordo visando evitar – via transação de direitos e deveres – demissões em massa, como as que ocorrem repetidamente desde que a fatura de tantos anos de pedaladas fiscais foi apresentada ao Executivo Federal.

Observem a redação do artigo 13 da convenção nº 158 da OIT:

(…)

Quando o empregador previr términos da relação de trabalho por motivos econômicos, tecnológicos, estruturais ou análogos;

a) Proporcionará aos representantes dos trabalhadores interessados, em tempo oportuno, a informação pertinente, incluindo os motivos dos términos previstos, o número e categorias dos trabalhadores que poderiam ser afetados pelos menos e o período durante o qual seriam efetuados esses términos;

b) em conformidade com a legislação e a prática nacionais, oferecerá aos representantes dos trabalhadores interessados, o mais breve que for possível, uma oportunidade para realizarem consultas sobre as medidas que deverão ser adotadas para evitar ou limitar os términos e as medidas para atenuar as consequências adversas de todos os términos para os trabalhadores interessados, por exemplo, achando novos empregos para os mesmos.

(…)

Desconsiderando a parte cômica do final da alínea “b” (Sindicatos “achando” empregos como? Promovendo manifestações contra o golpe com o dinheiro extorquido dos trabalhadores, afiliados ou não?), está ali o que se pretende quando se propõe que o Estado brasileiro valide quaisquer acordos coletivos trabalhistas, ainda que impliquem em renúncia (normalmente temporária e parcial) de direitos previstos na CLT ou na Constituição Federal. Quando o texto legal faz menção a “medidas para atenuar as consequências adversas de todos os términos para os trabalhadores interessados”, o instrumento jurídico adequado para formalizá-las seria, exatamente, uma mesa de entendimento entre as partes, sem interferência estatal. Os camaradas sindicalistas não leram ou não entenderam esta parte quando foram bater na porta do Supremo?

Imaginemos um caso concreto: uma empresa emprega 1000 trabalhadores. Em decorrência de dificuldades no caixa, pretende demitir 50 empregados. Se não fizer tal ajuste da folha de pagamento à conjuntura financeira que atravessa, corre o risco de falir e ter de demitir a todos. Em sede de negociação coletiva, o empregador propõe uma redução de 5% na remuneração paga, durante 6 meses, sob o compromisso de, nos 12 meses seguintes, compensar, com juros, as perdas suportadas pelos trabalhadores. É convocada assembleia, e, por maioria, os trabalhadores resolvem aceitar o acordo. Ninguém vai pra rua. Se a empresa se recuperar, todos auferem os salários atrasados e permanecem empregados. Caso negativo, os trabalhadores receberão, de qualquer forma, o que lhes é devido: ou a empresa honrará o compromisso assumido voluntariamente, ainda que recorra a empréstimos bancários; ou a representação sindical executará o título extrajudicial, e a dívida será quitada.

Já ouço vozes bradando “mas e se a empresa, ao final de contas, vier a declarar falência, todos irão para a rua do mesmo jeito, e o empregado terá dividido o risco do empreendimento com o empregador, o que é absurdo”. Que tal comparar os dois cenários? SEM a negociação, a empresa ficaria inviável e insolúvel rapidamente, e COM TODA CERTEZA todos seriam despedidos; COM a negociação, existe uma POSSIBILIDADE de recuperação da empresa, para a qual todos os empregados resolveram contribuir – ou não, afinal, a adesão ao acordo é voluntária. Ou será que os sindicalistas querem mesmo é que aqueles 50 trabalhadores lá do início do exemplo fiquem sem emprego mesmo, e vão para a fila do bolsa família? Eu não duvidaria.

Melhor ainda seria se este empregador oferecesse aos empregados, como contrapartida neste acordo, papéis da própria empresa, caso ela estivesse no mercado acionário. É o que habitualmente ocorre com os fundos de pensão nos Estados Unidos, quando aplicam recursos em ações (dentro de parâmetros de riscos aceitáveis), buscado fazer render o dinheiro de seus investidores. Desta forma, o capital das empresas americanas fica pulverizado na sociedade, tornando o sucesso de uma empreitada a garantia de bons retornos para muitos trabalhadores.

Direitos trabalhistas são irrenunciáveis no Brasil? Ok. E como ficam aqueles que aceitariam trabalhar regidos por regramento menos benéfico, desde que isso os livrasse do desemprego? Também não podem renunciar à penúria financeira? Interessante “direito” esse, que proíbe retrocesso apenas para aqueles já empregados, e obriga os demais a viverem na informalidade – enquanto o enforcement do Estado permitir, claro. O próximo estágio é pedir esmolas, para o deleite de esquerdistas apontando o dedo para o malfadado mendigo, enquanto criticam o capitalismo selvagem responsável por tal mazela. Que ótima oportunidade para tirar uma selfie e fazer textão no Facebook com a legenda “Fora Temer”, hein?

Aliás, é bom não perder de vista que, se trabalhadores e empregadores estão precisando apertar o cinto desta forma, é justamente por conta da gastança populista de governos progressistas, cuja fatura será paga, uma vez mais, pela sociedade. Ora, se, além de gerar este cataclismo econômico, o Estado ainda impedir os cidadãos de chegarem a uma resolução que possa, minimamente, atenuar os efeitos nefastos deste (especialmente o desemprego), vai ficar difícil não acreditar que a intenção seja manter os brasileiros na carestia – e prontos a clamarem por ajuda governamental (leia-se: mais gasto público).

Mas é claro que a convenção nº 158 da OIT vai muito além do artigo 13. Em linhas gerais, ela dificulta a demissão de empregados – e, por consequência, a contratação. Karl Marx desenvolveu a tese do exército industrial de reserva, o qual corresponderia à força de trabalho que excede as necessidades da produção. Pois se depender da vontade da Esquerda, este exército vai aumentar muito ainda (e virar massa de manobra, claro), na medida em que esta coage trabalhadores para que não abram mão de parâmetros mínimos de “proteção” estatal, e limita, consequentemente, a possibilidade de expansão das atividades empresariais em tempos de crise.

Incorporar ao ordenamento jurídico legislações genéricas, elaboradas por organismos internacionais totalmente desconectados da realidade local, faz parte do repertório do Globalismo centralizador que tanto desagradou aos britânicos, e que veio a motivar o Brexit. Já chegou a hora de adotarmos postura semelhante e mandarmos às favas os tecnocratas de Genebra. O problema é que a decisão está nas mãos do STF. Aí fica difícil ficar otimista, ainda menos considerando que o relator, ministro Teori Zavascki, já proferiu voto pela nulidade do Decreto que afastou a vigência da referida convenção.

Hayek afirmava que era inteiramente compatível com o sistema de concorrência (livre mercado) a imposição, por parte do Estado, da observância de determinados padrões nas relações de trabalho, mas que seria essencial avaliar se “as vantagens obtidas são maiores do que os custos sociais decorrentes de tais medidas”. Bom, no caso brasileiro, nem são necessários muitos cálculos para chegar a uma conclusão.

Sobre o autor: Atua como Auditor-Fiscal do Trabalho, e no exercício dessa profissão constatou que, ao contrário do que poderia imaginar o senso comum, os verdadeiros exploradores da população humilde NÃO são os empreendedores.

 

Instituto Liberal