Financiamento do BNDES às obras no exterior é maior do que o feito no país

Sergio Moraes - 10.ago.2015/Reuters

The headquarters of Brazilian Development Bank (BNDES) is pictured with the headquarters of oil company Petrobras reflected on its facade in downtown Rio de Janeiro, Brazil, August 10, 2015. To match BRAZIL-ECONOMY/INVESTMENTS REUTERS/Sergio Moraes/Files ORG XMIT: SMS101

A sede do BNDES, no centro do Rio

O valor de R$ 50,5 bilhões que o BNDES emprestou para 140 grandes obras fora do país é "incompatível" com o gasto realizado pelo banco no Brasil, como deveria ser.

A conclusão é de uma auditoria prévia do TCU (Tribunal de Contas da União) realizada sobre obras de rodovias, portos, aeroportos, entre outros feitas em países da África e da América Latina que foram financiadas pelo banco estatal brasileiro entre 2006 e 2014.

Por causa da desconfiança de que os recursos usados para os empréstimos, que são do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), não foram todos gastos no Brasil e de que não houve análises adequadas sobre o risco dos empréstimos não serem pagos, o TCU decidiu ampliar o levantamento dando prazo de 90 dias para que o BNDES e outros órgãos ligados aos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores apresentem documentos sobre as operações.

Os empréstimos para investimentos fora do país são motivo de polêmica desde o início, com a oposição acusando o governo de usar recursos brasileiros para contratar trabalhadores estrangeiros, financiar ditadores, dar dinheiro a financiadores de campanha entre outras críticas.

Os números do TCU apontam que 99% dos empréstimos ficaram com cinco grandes empreiteiras, todas envolvidas na Lava Jato, sendo que a Odebrecht ficou com 82% do total. Os países que mais receberam investimentos foram Angola (R$ 14 bilhões), Venezuela (R$ 11 bilhões), Argentina (R$ 8 bilhões), República Dominicana (R$ 8 bilhões) e Cuba (R$ 3 bilhões).

O governos do ex-presidente Lula e da presidente afastada Dilma Rousseff sempre defenderam que os empréstimos eram para contratar serviços brasileiros (como a realização de um projeto de engenharia ou estudo) e produtos que eram comprados aqui para serem exportados para as obras lá fora. Assim, o dinheiro seria para desenvolver a economia nacional, segundo o discurso oficial.

ANÁLISE

O TCU apontou que o BNDES nunca auditou se os valores emprestados de fato eram gastos aqui, recebendo apenas informações das próprias empresas sobre o andamento das obras sem qualquer comprovação de que as contratações ocorriam no Brasil.

A análise dos 140 projetos, que envolve obras em rodovias, portos, aeroportos, hidrelétricas, gasodutos, ferrovias entre outros, mostra que na média o BNDES financiava 68% de toda a obra. Dos 68%, 19% era para contratar serviços e 49% para comprar máquinas e equipamentos brasileiros para levar para as obras lá fora.

Os técnicos apontam que a análise dos empreendimentos mostra pouca diferença entre o percentual financiado pelo BNDES, mesmo para obras de características tão diferentes como rodovias e gasodutos.

A análise foi ampliada para observar cada grupo de obras separadamente e, novamente, os números têm pouca relação com a realidade. No caso das rodovias, por exemplo, os números do TCU para obras no Brasil aponta que cerca de 80% dos gastos não teriam como ser feitos fora do país já que são para contratar bens como asfalto e terraplanagem e pagar trabalhadores, por exemplo.

"Essas médias, obtidas em obras realizadas no Brasil, aparentam ser incompatíveis com a exportação de 68% do valor médio de obras de implantação de rodovias", afirma o ministro Augusto Sherman em sua decisão.

Os ministros também decidiram que caso o BNDES volte a fazer tais financiamentos que seja exigido que o banco apure se de fato há benefícios para a economia brasileira e quais seriam eles.

 

Folha de S. Paulo

 

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Câmara aprova projeto de reajuste salarial para Executivo, Legislativo, Judiciário e PGR

Impacto no Orçamento será de cerca de R$ 64 bilhões até 2019

OGLOBO.GLOBO.COM

Reajuste de preço da gasolina será decisão ′empresarial′, diz Parente

por MACHADO DA COSTA e NICOLA PAMPLONA

"Acabou a influência política na Petrobras", diz Pedro Parente, novo presidente da estatal ao deixar a cerimônia de sua posse no Palácio do Planalto.
Segundo ele, decisões sobre preços de combustíveis, vendas de ativos e novos projetos estão a cargo, exclusivamente, da Petrobras. Em contrapartida, está descartada qualquer capitalização do governo na petroleira.
"Temos que resolver nossos problemas com os nossos próprios meios", afirma.
Parente não quis adiantar se haverá mudanças na composição dos preços da gasolina, mas garantiu que será uma decisão "empresarial" da Petrobras.
Assim, quebra-se a política de controle de preços do governo Dilma, que utilizou os combustíveis ora para controlar a inflação, ora para alimentar o caixa da estatal.
"O governo não vai interferir na gestão profissional. Essa foi uma orientação do presidente quando me convidou", diz.
O novo presidente da estatal diz que ainda está se inteirando dos reais problemas da companhia e evitou dar maiores detalhes sobre as medidas que serão adotadas para enfrentá-los.
No entanto, a solução do endividamento da Petrobras, que chega a R$ 450 bilhões, passa pela venda de ativos. Parente confirmou que a estatal manterá o plano de venda de subsidiárias e empreendimentos.
Além disso, ele aposta na reestruturação da dívida. "A área financeira da empresa vem trabalhando com sucesso. Recentemente, lançamos títulos com uma demanda muito acima da oferta", diz.
Em 17 de maio, com o objetivo de alongar sua dívida, a Petrobras conseguiu captar no exterior US$ 6,75 bilhões. A demanda por títulos, porém, foi de R$ 19 bilhões.
Fonte: Folha Online - 02/06/2016 e Endividado

ESTUPROS: ESTADOS DO RIO X S. PAULO!

1) Janeiro a Abril de 2016.  S. Paulo 3.242 casos de estupros registrados ou 7,3 / 100 mil habitantes. // Rio de Janeiro 1.543 casos de estupros registrados ou 9,3 / 100 mil habitantes. Anualizados S. Paulo 21,9 casos / 100 mil e Rio de Janeiro 28 casos / 100 mil habitantes.
2) Abril 2016.  S. Paulo 760 estupros registrados ou 1,7 /100 mil, ou anualizados 20,5 casos // Rio de Janeiro 428 estupros registrados ou 2,6 casos / 100 mil, ou anualizados 31,1 estupros / 100 mil habitantes.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

Supremo Tribunal Federal: Prendam o Lula, para o bem do Brasil!

Change.org
Lúcio, este abaixo-assinado foi feito por uma pessoa como você. Clique e assine para apoiar.

Supremo Tribunal Federal: Prendam o Lula, para o bem do Brasil!

Julio Parente Neto 
São Paulo
O ex-presidente Lula está afetando negativamente a credibilidade da Justiça no Brasil. Ele precisa ser julgado, condenado e preso pelos seus crimes!
Quer saber mais sobre este e outros abaixo-assinados?
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Sobre Rótulos, Luta De Classes E O Liberalismo Econômico, por Fernanda Barth

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Elite contra pobres? Foi esta esquerda que está aí que fez aliança com as elites mais ultrapassadas do país, aquelas que remontam a Raimundo Faoro…banqueiros, empreiteiros, grandes latifundiários. Nenhum deles capitalista. Eles são patrimonialistas, clientelistas. Nenhum deles adepto ao livre mercado. Gostam de mesadas, financiamentos, benesses de governo. Não querem competir de igual para igual. É com esta gente, que perpetua a miséria para se manter no poder, que os novos coronéis, agora coronelismo político, dominam o país.

Brancos contra negros, homens contra mulheres, trabalhadores contra empregados? Esta esquerda que está aí, com este discurso ultrapassado, jogou muita gente para a direita. E aqui eu estou e não tenho vergonha. Direita em oposição à esquerda. Dentro do mundo dual e maniqueísta que só serve a eles, onde cada um de nós deve ser enquadrado em um rótulo ou molde. Fora dos moldes eles não compreendem a realidade. Defendem o arco-iris mas só enxergam em preto e branco. Contra isto eu me rebelo 100%. Enquanto perdemos tempo falando de bobagens, sobre se a mulher negra pode ou não ser de direita (claro que ela pode), quando as pessoas deveriam ter total liberdade de se manifestar da forma que quiserem, independente de cor, classe ou sexo, sem serem hostilizadas por não se enquadrarem no estereótipo que a esquerda lhes preparou (molde), eles vão construindo suas esferas de poder e manipulando os pobres para que acreditem que eles se importam.

Estou te propondo um olhar acima disto. Olhe para o indivíduos. Se eu prego o respeito a todos, eu não preciso de um respeito especifico para negros ou mulheres. Eu quero para todos. Eu quero educação de qualidade particular em todas as escolas públicas. Esta é a verdadeira igualdade de oportunidades. Nesta caso as cotas seriam irrelevantes. Mesmo porque hoje elas prejudicam o branco pobre.

Equidade? Eu sou pós-feminista. Sei que sou tão capaz quanto os homens de qualquer coisa. Os respeito como meus iguais. Não quero aposentadoria especial e nem qualquer outra coisa. Me fiz sozinha, sem pai rico ou ajuda de ninguém. Me sustento e sustento meu filho. Sou uma mulher livre e empoderada da minha vida. Ninguém me oprime e eu jamais o permitiria. A lógica da vítima não me caberia jamais. A maioria das mulheres que eu conheço, de várias classes sociais, pensa como eu.

Tenha seus direitos preservados – direito a tua segurança, direito a tua vida, direito a tua liberdade. Direito de ter uma escola de qualidade para sair nivelado com todos na busca por oportunidades. O Estado não deve dizer a ninguém como pensar ou agir. Nenhuma ideologia deve. Mas precisamos de respeito a cada um, sem ficarmos nos perdendo em debates de movimentos específicos, nos dividindo enquanto eles, que detém o poder, fazem o que querem. Para eles sempre será bom uma sociedade dividida, que gaste sua energia e foco em pautas pré-agendadas.

É preciso perceber que esta luta de classes tão apregoada pelas esquerdas é fogo fátuo, manobra diversionista, item número um na construção de um discurso manipulador. Isca para frustrados e incompetentes. Remonta a época da Revolução Industrial. Hoje estamos em plena Revolução Tecnológica. Estas teorias estão ultrapassadas, descontextualizadas. Falar em capitalismo opressor é uma grande mentira, pois só o capitalismo defende a liberdade e proporciona oportunidades. O capitalismo com mercado livre, com o verdadeiro liberalismo econômico, é que permite aos indivíduos buscarem sua felicidade. Só ele gera oportunidades, gera emprego e renda, produz riqueza, conhecimento e inovação. Somos nós, indivíduos, que movemos o mundo e não os governos, nunca os partidos, nunca as ideologias políticas. Vivemos um novo paradigma, um mundo globalizado onde o valor do que produzimos – seja bem, cultura ou serviço – é determinado pela utilidade e pela relevância. Vivemos tempos de economia compartilhada, de autogestão, de inovação e criatividade. Vivemos a nova economia onde um garoto em casa cria um aplicativo e pode ficar rico do dia para noite.

Deveríamos estar falando de defender a República contra o Populismo no Brasil. Este populismo clientelista e patrimonialista. Isto não é capitalismo. Nunca foi. O debate deveria ser em torno de políticas de resultado, com foco nas prioridades da população, transparência total no uso de recursos, respeito aos indivíduos, menos intervenção do Estado, menos impostos para desperdiçar e desviar. Infelizmente o liberalismo nunca existiu no Brasil, é uma grande mentira dizer que sim. Nunca tivemos um governo nem perto de ser liberal. Ninguém respeita mais os direitos individuais do que os liberais. Se tivéssemos a chance de ter um governo liberal, com o verdadeiro capitalismo de livre mercado, teríamos desenvolvimento sustentável, crescimento saudável, empregos, renda.

Fernanda Barth

Aviso Ao Temer: Nós Não Queremos Estancar Esta Sangria!, por Fernanda Barth

Começamos a semana com a revelação bombástica das gravações onde o senador Romero Jucá, recém nomeado Ministro do Planejamento do presidente Interino Michel Temer, fala em atrapalhar a Operação Lava Jato (gravações abaixo). As gravações são gravíssimas e ainda deixam transparecer que Jucá de certa forma controla Temer. Temer precisa entender que o momento é muito delicado. A permanência de Jucá é indefensável, ele é herança do governo petista. A presença de Jucá só prejudica Temer.

É evidente que Jucá nunca poderia ter entrado para o Governo. O senador e Ministro do Planejamento de Temer é citado na Lava Jato e em mais quatro inquéritos, entre eles o da Zelotes.  Foi a morte anunciada. Temer estava mais do que avisado, e ele não tem a opção de errar. Se ele imaginou que queríamos apenas a saída do PT, avaliou errado. Não queremos “estancar esta sangria”. Queremos a limpa completa. Nós somos apoiadores do MORO e o discurso contra a corrupção e pela moralização do governo continua valendo. Foi por isto que fomos para rua, que nos manifestamos. E não vamos ficar calados.

Temer deu entrevista logo após assumir o governo garantindo que daria total apoio a Operação do juiz Sergio Moro. Se ele realmente apoia a Lava Jato tem que tirar os podres dos Ministérios ou perderá apoio e credibilidade e se tornará insustentável. Não aceitamos a governabilidade a qualquer custo.

O processo de impeachment contra este governo fracassado e corrupto, oriundo de um estelionato político, que quebrou o país e nos deixou Temer como herança, com um rombo previsto de mais de R$ 170,2 bilhões de reais continua em curso. O presidente interino tem que parar de errar e começar a agir de forma firme, em consonância e com a seriedade que o momento pede. Queremos Lula na cadeia, a moralização da política e que a Lava Jato, lave tudo!

Gravações (fonte Estadão):

Gravados de forma oculta, os diálogos ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.

Machado ocupa a maior parte da conversa. Leia o diálogo principal:

Machado – O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês. Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB. Preciso que seja montada uma “estrutura” para me proteger. Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer.

Jucá – Este teu caso não pode ficar na mão desse [Moro].

Machado – Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída. As novas delações na Lava Jato não deixarão “pedra sobre pedra”.

Jucá – Será preciso uma resposta política para evitar que o caso caia nas mãos de Moro. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria.

Machado – É preciso uma coisa política e rápida.

Jucá – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’.. E o Aécio ?

Machado – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

Jucá – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

Machado – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…

Jucá – É, a gente viveu tudo.

(…) A gravação segue. Em outro trecho, o atual ministro do Planejamento falou ainda sobre as dificuldades que o PMDB vinha enfrentando para “a solução Michel”, que seria a posse do vice-presidente no lugar de Dilma Rousseff. O único empecilho, segundo Jucá, era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Só Renan que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra”, afirma Jucá no diálogo, que foi gravado. “O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. ‘Michel, vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas’“, disse Jucá ao ex-presidente da Transpetro.

Saiba mais:

Na semana passada o STF autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador, por condutas referentes à liberação de emendas parlamentares para obras que depois teriam sido superfaturadas. O pedido foi feito pelo Ministro Marco Aurélio Melo, e é oportunista, pois a questão está lá desde 2004. E este é outro tema que precisaremos enfrentar, a demora do STF em julgar o que precisa e o engavetamento e desengavetamento de inquéritos ao bel prazer dos Ministros. Queremos que as coisas andem mais rápidas por lá, e para todos. Além disto a falta transparência do Tribunal. Ministros são citados nas gravações mais absurdas. Fica claro que não existe a isenção necessária, a instituição está sob suspeita. A sociedade exige uma resposta.

 

 

 

Fernanda Barth

ESTUPROS NO RIO DE JANEIRO CRESCEM QUASE 500% EM 14 ANOS!

1. Anexo o número de estupros registrados e divulgados mês a mês pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) entre 2002 e 2016. O gráfico de barras mostra uma oscilação levemente ascendente em torno de 100 estupros por mês entre 2002 e o primeiro semestre de 2009. A partir daí há um crescimento vertiginoso no número de estupros no Rio de Janeiro, mudando radicalmente de patamar.
2. Entre 2002 e 2003 oscilavam mensalmente numa média algo menor que 100 estupros por mês. Em 2004 esta oscilação apontou para um leve crescimento em torno de 100. Em 2005 esse patamar muda para 120 estupros por mês. Entre 2006 e 2007 manteve-se nesse patamar com alguns meses acima disso.  Em 2008 a média fica mais próxima de 125.
3. A partir do segundo semestre de 2009, há um salto abrupto para 300 estupros por mês. Em 2010 e 2011 outra vez há um forte crescimento para mais de 400 estupros registrados por mês.
4. Em 2012 há um novo patamar de 500 estupros por mês que prossegue em 2013. No segundo semestre de 2014 e em 2015 e 2016 esse patamar oscila em torno de 450 estupros mensais.
5. Um acompanhamento mensal numérico referenciado por um gráfico de barras ou pela curva relativa mostraria as autoridades policiais e sociais uma clara mudança do nível de estupros, o que exigiria políticas públicas e sociais enfatizando a gravidade da situação, pelo menos, a partir do segundo semestre de 2009.
6. Os especialistas em segurança pública informam que no máximo 30% dos estupros são registrados, ou seja os números efetivos são 3 vezes maiores que os registrados.
7. Um crescimento abrupto desse tipo sem que as políticas públicas o focalizassem e priorizassem, certamente traz uma certeza de impunidade. E foi isso que aconteceu no Rio de Janeiro.
8. Os anexos mostram isso. Primeiro o gráfico de barras para se visualizar esse absurdo crescimento de mais de 400%. E em seguida, mês a mês, os números, desde 2002. Esses dados foram copiados do site do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro.
9. Gráfico e números.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

6 dicas para fazer um orçamento financeiro pela primeira vez

São Paulo – Fazer um orçamento pessoal, que detalhe todas suas receitas e despesas, é o primeiro passo para colocar as finanças nos trilhos.
Como dizia o físico irlandês William Thomson: “Aquilo que não se pode medir, não se pode melhorar”. Portanto, medir o tamanho dos erros e dos acertos nas suas contas é o ponto de partida para identificar como melhorar sua relação com o dinheiro e concretizar objetivos financeiros.
Veja a seguir seis dicas cruciais para elaborar um orçamento pela primeira vez e evitar o risco de abandoná-lo depois.
1) Levante todos os seus gastos Observe os gastos que você teve no período dos últimos três meses para checar com precisão quais contas estão sempre ali e ter uma ideia de quanto você costuma gastar com despesas variáveis, como restaurantes, bares, viagens e roupas.
É importante levantar também os pequenos gastos, como o cafezinho pós-almoço, o pão de mel do lanche da tarde e a cervejinha do happy hour. “É comum que as pessoas esqueçam os gastos menores e depois não entendam por que as contas não fecham”, comenta o consultor financeiro André Massaro.
Ele acrescenta que uma boa dica para não deixar passar nenhum gasto pode ser usar apenas o cartão de débito para fazer pagamentos, já que nesse caso todos os gastos podem ser acompanhados pelo extrato bancário.
2) Levante suas receitas Checar as receitas pode parecer algo simples, afinal, basta anotar qual é o seu salário e observar se você recebe algum outro rendimento, como um aluguel ou pagamentos de trabalhos freelancers.
No entanto, algumas pessoas não sabem dizer exatamente qual é seu salário líquido, isto é, o dinheiro que pinga na conta descontados o Imposto de Renda, INSS, além de eventuais contribuições a fundos de pensão, cooperativas de crédito e mensalidade do plano de saúde. Saber seu salário exato, até os centavos, é essencial para manter as contas sob controle (veja os descontos que incidem sobre seu salário).
Outra dica que pode parecer óbvia, mais ainda é um erro bastante cometido, é considerar o limite do cheque especial e do cartão de crédito como uma extensão da renda. “Para muitas pessoas o cheque especial é como se fosse parte do patrimônio. É preciso ter em mente que ao  cair no cheque especial você está usando dinheiro que não é seu e que tem juros altíssimos”, diz Massaro.
3) Escolha uma boa ferramenta para anotar as despesas e as receitas Se antes os orçamentos eram feitos basicamente em planilhas de Excel ou no papel, hoje é possível usar diferentes ferramentas para controlar os gastos.
Um dos exemplos é o aplicativo GuiaBolso, que permite ao usuário sincronizar os dados das suas contas bancárias e cartões para que os gastos sejam registrados automaticamente. Assim, o app apresenta um balanço do orçamento sem que o usuário precise se preocupar em imputar os dados um por um.
Conforme orienta André Massaro, o importante é que a ferramenta escolhida seja aquela que te dê menos trabalho. “O orçamento precisa ser o mais simples possível para que a pessoa não queira abandoná-lo depois de um mês”, diz.
Veja no final da matéria ou neste link 20 opções de planilhas, apps e sites de controle financeiro.
4) Pense em divisões que simplifiquem seu orçamento Alguns consultores sugerem dividir as despesas entre dois grupos, um para gastos fixos, como aluguel, contas de luz, telefone, condomínio, e outro para gastos variáveis, como despesas com idas a cinema, teatros, restaurantes e compras esporádicas.
Outros ainda sugerem que as despesas sejam divididas entre fixas, variáveis e que seja criada ainda uma terceira categoria, de despesas semifixas, na qual seriam incluídos os gastos que você não consegue zerar, mas que podem ser reduzidos, como uma conta de luz ou gastos com transporte.
André Massaro afirma que esses tipos de divisões podem ajudar, mas não são essenciais. "As divisões devem ser feitas apenas se simplificarem o planejamento. Se o objetivo for fazer algo mais analítico, é possível separar as despesas em grupos, como transporte, alimentação e vestuário, mas eu não recomendo que sejam criados mais de seis ou sete grupos”, diz.
5) Dê sentido ao seu orçamento A parte mais difícil de qualquer orçamento é não esquecê-lo depois de algum tempo. Por isso, se você realmente quiser buscar uma relação mais saudável com suas finanças não apenas por um mês, mas de forma definitiva, é importante levar a sério o controle financeiro.
Para isso, consultores financeiros orientam que a elaboração do orçamento seja aliada à definição de metas, como comprar uma casa, sair da casa dos pais, fazer uma viagem ou um curso. Se o orçamento for feito apenas por fazer, sem uma motivação, a tendência é que ele se torne mais uma obrigação sem sentido.
Massaro também sugere que a ideia de iniciar um orçamento para alcançar metas seja compartilhada com uma pessoa próxima, que possa sempre te incentivar ou te cobrar se eventualmente você se sentir tentado a desistir do planejamento.
6) Comece com metas menos ambiciosas Se você ainda tem dívidas para resolver, economizar 10%, 20% ou 30% do seu orçamento pode parecer algo insano. Por isso, se sua situação financeira não é exemplar, vá com calma e não se cobre tanto.
Em primeiro lugar, seu objetivo deve ser eliminar dívidas, já que os juros que você paga em empréstimos, via de regra, são maiores do que os juros que você pode obter investindo seu dinheiro. Em outras palavras, não adianta manter seu dinheiro investido na poupança obtendo retornos de menos de 1% ao mês, se você tem uma dívida no cheque especial e está pagando juros de 12% ao mês.
Veja nove passos simples para dizer adeus às dívidas.
Resolvidas as dívidas, se não for possível destinar 10% da sua renda aos investimentos, que é um percentual comumente recomendado por especialistas, comece aos poucos. Comprometa-se a investir inicialmente 1% da sua renda que seja, e depois vá aumentando esse percentual para 2%, 3%, 4% até que o valor investido seja compatível com seus objetivos financeiros (confira 5 investimentos fáceis e seguros que rendem mais que a poupança).
Fonte: Exame Online - 01/06/2016 e Endividado

Lagoa Azul: Preços Especiais

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Mais informações:

Luis Borges

e-mail: luisaugustoborges@gmail.com

Fone: (51) 8039-0049

PIB recua 0,3%: entenda como seus hábitos afetam o índice

por Maria Inês Dolci

Quem foi às aulas de geografia na escola deve ter ouvido dizer que PIB significa "produto interno bruto" e representa a soma das riquezas produzidas por um país em determinado período.
A definição, no entanto, não diz muito sobre o indicador divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (1º) e que apresentou uma queda de 0,3% no primeiro trimestre do ano em comparação com o período imediatamente anterior.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a queda foi de 5,4%. Com o recuo, o PIB chegou a R$ 1,47 trilhão.
A retração mostra que a economia do país não vai bem, mas de que forma o dia a dia das pessoas, seus hábitos de compra e sua dificuldade de encontrar emprego têm a ver com o PIB?
A BBC Brasil consultou economistas para mostrar como esse número se reflete e tem consequências na vida dos brasileiros.
O indicador pode ser calculado de diversas maneiras. As duas principais são pela ótica da oferta e pela ótica de demanda. Ou seja, pelo cálculo do que se produz e do que se consome no país.
Na primeira, o IBGE soma produção gerada por agropecuária, indústria e serviços e chega à contribuição de cada um para o crescimento da economia.
Na segunda, soma tudo o que é gasto pelas famílias, pelo Estado e pelas empresas nos bens de capital —máquinas, por exemplo. A soma das exportações e importações também entra na conta.
Saiba abaixo quais fatores entram na equação do PIB e como eles afetam os brasileiros:
HÁBITOS DE CONSUMO
Adiar a compra da geladeira, escolher a marca mais barata no supermercado e evitar comer fora são hábitos que impactam diretamente no PIB. Isso porque o consumo de bens e serviços das famílias representa cerca de 60% do desempenho da economia.
Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, a proporção é semelhante a de países do mundo desenvolvido, como os Estados Unidos, e mostra que o mercado interno é crucial para o desempenho econômico.
Os gastos dos brasileiros exercem papel-chave na cadeia de produção porque estimulam as empresas a investir, aumentar a capacidade produtiva, contratar novos funcionários, além de incentivar o setor de importação a trabalhar mais para atender à demanda.
No entanto, em momentos de crise como o atual, todos ficam menos confiantes para gastar. A possibilidade de perder o emprego, salários menores, inflação e juros altos dos empréstimos fazem com que as pessoas repensem suas compras. E isso trava a economia.
No Brasil, esse movimento vem ocorrendo desde 2011, quando as políticas do governo para estimular o consumo, como o IPI reduzido para automóveis, começaram a mostrar sinais de esgotamento.
O consumo foi um dos principais motores do crescimento econômico do governo Lula (2003-2010), em detrimento dos investimento na indústria - em 2010, o PIB teve alta de 7,5% e o consumo, de 10,8%.
Naquele momento, eram comuns casos de brasileiros que aproveitavam o crédito fácil e a redução de impostos para comprar uma TV de tela plana ou um eletrodoméstico de última geração.
No entanto, como explica o economista da Guide Investimentos Ignacio Crespo, não é necessário trocar de TV todo ano e, com o agravamento da situação econômica, esse componente foi perdendo peso no PIB. Em 2015, ele caiu 4%.
Para Crespo, a retração dos gastos, exposta nos resultados do primeiro trimestre, chega a um ponto mais crítico, onde as pessoas não apenas adiam a geladeira nova, mas deixam de comprar certos produtos no supermercado.
DESEMPREGO
O fato de muitas pessoas não encontrarem emprego é preocupante, mas de que forma isso entra no resultado do PIB?
O desemprego não é um componente do indicador, mas permeia a sua formação. Ele é, como define o professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Rossi, um sinal que aponta para a situação de outros setores.
"É um sintoma de que o sistema econômico não está funcionando direito."
Seguindo o raciocínio de Rossi, as demissões estão relacionadas, por exemplo, à queda no investimento das empresas, que não consideram o momento bom para produzir mais e cortam custos.
Além disso, o desemprego também pode estar ligado à redução nos gastos do governo, outro integrante do PIB, que afeta o funcionalismo público e as empresas que têm contratos com o Estado.
A situação do mercado de trabalho também é determinante para o consumo das famílias. Quando o emprego é garantido, as pessoas se sentem mais confortáveis para comprar, o que ajuda o PIB a ir melhor.
INDÚSTRIA E SERVIÇOS
A indústria é um dos setores que mais sofrem com a crise econômica. No PIB do ano passado, registrou queda de 6,2%, enquanto serviços tiveram retração de 2,7% e a agropecuária cresceu 1,8%.
Mas, na prática, quais são as consequências de esses setores estarem indo mal? O primeiro efeito é o corte de vagas, principalmente na indústria. No ano passado, ela foi responsável por quase 40% das demissões, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho.
No entanto, mais do que o número de postos, os problemas se refletem na saída de pessoas qualificadas e na queda de qualidade das vagas oferecidas, explica o professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Rossi.
"Todos os países avançados tiveram uma fase de avanço industrial, o que implicou ganho de tecnologia e produtividade, e uma estrutura de emprego com melhor qualidade. A indústria demanda serviços mais sofisticados e emprega pessoas com melhor formação, o que é prejudicado quando ela vai mal."
Outra consequência dos problemas no setor, especificamente da demanda menor dos consumidores, seria um barateamento dos produtos, diz o economista da MCM Consultores Antonio Madeira. Segundo ele, quem puder pagar, vai poder aproveitar alguns descontos. O mesmo vale para os serviços.
A grande diferença entre esses dois segmentos fica por conta do emprego. No caso dos serviços, a mão de obra não costuma ser tão qualificada.
Com os cortes na indústria nos últimos anos, o setor se tornou um refúgio dos desempregados, justamente por ser de mais fácil entrada. Madeira exemplifica: com o dinheiro de uma rescisão, uma pessoa pode comprar um carro para ser motorista do aplicativo Uber, sem custo ou formação a mais.
"É uma válvula de escape. Uma piora no mercado de trabalho formal levou os que perderam o emprego a buscar alternativas e aí abriram mão de seguro, de carteira assinada."
A "uberização" da economia, como define Madera, pode estar chegando ao limite, com o setor de serviços saturado e demitindo.
A economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro diz que até 2014 a lógica de correr para os serviços funcionou bem, mas que desde 2015 as demissões tornaram-se mais intensas.
Dados de janeiro da Sondagem de Serviços da Fundação Getulio Vargas apontam que 27% das empresas de serviços administrativos e complementares planejavam demitir até abril.
"A expectativa é que continue assim. Até porque foi um setor que entrou por último (nos cortes), depois de indústria e construção", diz Ribeiro.
GASTOS DO GOVERNO
Um dos componentes do PIB que parecem mais distantes do dia a dia dos brasileiros são os gastos do governo com bens e serviços.
Apontado como vilão pelo alto nível de endividamento do país, o gasto público representa cerca de 20% do indicador.
Seus impactos vão de negócios com grandes empresas - muitas dependentes de contratos públicos - a serviços de educação e saúde, passando pelos milhares de funcionários do Estado.
Quando essas despesas são reduzidas, como pretende a equipe econômica do presidente interino Michel Temer, toda essa estrutura é afetada.
Possíveis benesses e prejuízos desses cortes dividem os economistas.
Para o professor da Unicamp Pedro Rossi, o Estado é o "grande gastador do sistema" e mexer nos seus gastos é prejudicar partes importantes da economia.
"Ele emprega muita gente. Se contrair ou cortar (os gastos), é um setor muito grande que vai ter menos renda. Mesmo que você não esteja diretamente ligado ao governo, o seu entorno econômico tem relação com ele. Toda a sociedade sente o corte."
Ao explicar a reação em cadeia, Rossi cita o exemplo de um estudante que para de receber a bolsa do governo e, por isso, deixa de ir ao bar. Sem esse e outros clientes universitários, o dono do boteco tem uma diminuição do movimento e decide demitir.
O funcionário dispensado, sem renda e com medo de assumir dívidas, para de comprar. Outros na mesma situação também põem o pé no freio e afetam a demanda das empresas, que não investem e demitem mais gente.
Outro efeito dessa retração do Estado seria, para Rossi, a diminuição da qualidade do serviço público, obrigando as pessoas a recorrer a planos de saúde, por exemplo.
Para outros economistas entrevistados, a proposta de Temer de mexer nos recursos destinados à saúde e educação não deve causar a precarização dessas áreas, mas pode estimular sua eficiência.
"É mais uma questão gerencial. Além da receita, é preciso a melhor aplicação dos recursos, ter maior controle", diz Antonio Madera.
O economista afirma que gastos públicos como seguro-desemprego, programas sociais e aposentadorias servem como "estabilizadores" da economia, ao darem garantias para os trabalhadores. No entanto, pondera que o nível de despesas do governo já havia ultrapassado o aceitável.
Para Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, os gastos do governo contribuem para um PIB melhor, mas minam a capacidade de fazer bem à economia ao ultrapassar as receitas.
"Gastos menores com saúde e educação contribuem, sim, para um PIB mais fraco. O governo pode gastar, mas quando tem como financiar. A renda está caindo muito, a arrecadação está caindo e os gastos estão subindo. É por isso estamos com esse deficit de R$ 170 bilhões. E com isso todo mundo perde", diz.
Fonte: Folha Online - 01/06/2016 e Endividado