Meta para implantação de 5G no Brasil é 2020, diz ministro

por BRUNO SCATENA



O ministro das Comunicações, André Figueiredo (PDT), disse nesta terça-feira (23) que o país tem como objetivo implantar o padrão 5G de telefonia móvel até 2020, que, espera-se pode superar em 20 vezes a velocidade de conexão móvel em relação ao 4G.

"É um ano em que todos os países estão apostando", disse ele depois de assinar um acordo de cooperação com a União Europeia para o desenvolvimento da tecnologia. "Isso não significa que ferramentas 5G estejam operativas apenas em 2020. É uma evolução até que estejam prontas comercialmente para a população."

O memorando, assinado em Barcelona durante o Mobile World Congress, um dos principais eventos do setor móvel do mundo, prevê a cooperação na padronização da tecnologia e na pesquisa acadêmica e privada. Mas ainda não se fala em investimentos financeiros: "Talvez em um segundo momento", disse o ministro. "O importante agora é fazer com que acordos feitos com Japão, China, e outros países, sejam feitos aqui, para que o Brasil possa participar da discussão."

Há em Barcelona quem tenha mais pressa, no entanto. Em anúncio à imprensa, o diretor-executivo da Nokia, Rajeev Suri, disse que hoje em dia as pessoas sabem melhor o que querem do que quando houve a transição do 3G para o 4G. Portanto, a demanda é muito grande para esperar até 2020. Para ele, haverá produtos 5G no mercado tão cedo quanto 2017 ou 2018.

"Existe uma expectativa talvez até mais positiva que a brasileira. Falei com empresas e operadoras e todas elas estão dizendo que 2016 é um ano em que vão investir bem mais que em 2015", disse o ministro Figueiredo. "A própria presidente Dilma tem dito: 2015 foi um ano difícil, mas esse se propõe a ser a retomada do desenvolvimento. E a área de telecomunicações é indispensável para que a economia volte a se desenvolver."

Questionado sobre se haveria dificuldade em balancear a implantação de um novo padrão enquanto os antecessores enfrentam problemas –as operadoras de telefonia móvel formam a indústria com maior número de reclamações no Brasil, segundo dados reunidos nos Procons de todo o país em 2014–, o ministro afirmou que não se deve esperar para a solução de tecnologias antigas para desenvolver uma nova. "A implantação 5G não entra em conflito com os outros [padrões]. Nós estamos melhorando o 4G também, com a frequência de 700 Mhz, por exemplo".

A frequência, leiloada pela Anatel em 2014, é mais baixa que a atualmente usada no país, entre 2,5 Ghz e 2,69 Ghz, e tem maior poder de penetração, o que exigira das operadoras menos investimentos em antenas e outros tipos de infraestrutura.

Mesmo assim, apenas quatro dos seis lotes disponíveis para expansão do 4G no Brasil foram arrematados então, com ágios sobre o lance mínimo aquém dos esperados. O governo federal previa arrecadação de R$ 7,7 bilhões. Ficou com R$ 4,9 bilhões.
Fonte: Folha Online - 23/02/2016 e Endividado

Hipoteca de imóvel não invalida obtenção de usucapião


A hipoteca de imóvel não inviabiliza pedido de usucapião extraordinário feito por terceiro. Por unanimidade, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou o REsp 1.253.767 e reestabeleceu a sentença de primeiro grau, que reconheceu o direito de um cidadão registrar em seu nome imóvel onde ele residiu por mais de 20 anos ininterruptos.

No caso citado, a discussão era sobre a validade dos pré-requisitos para a declaração de usucapião do imóvel. Nesse meio tempo, os herdeiros financiaram o imóvel e pleiteavam que esse fator interrompesse o prazo de 20 anos de posse ininterrupta sem contestação necessário para o pleito de usucapião.

Posse mansa

Os ministros entenderam também que a promessa feita ao morador pelo pai dos atuais herdeiros de que o imóvel seria doado ao morador caracteriza a condição de posse mansa (quando não há contestação) e de “ânimo de dono” (quando o morador ocupa o imóvel tendo expectativa real de ser proprietário).

Segundo o relator do recurso, ministro João Otávio de Noronha, nesse caso estão presentes os requisitos necessários para que o recorrente pudesse pleitear a usucapião do imóvel.

O caso envolve dois tipos de contestação, de acordo com os ministros: se era possível comprovar que o imóvel tinha sido prometido para o recorrente e, independentemente disso, se haviam fatores para legitimar o pedido de usucapião.

Promessa

Em 1963, um cidadão do interior do Paraná fez proposta ao recorrente de que este cuidasse dos sogros do primeiro, enquanto residindo no imóvel objeto do pedido. Em troca, o imóvel seria doado. Posteriormente, o autor da proposta faleceu sem ter completado a doação. Durante todo o período, o recorrente residiu no local sem qualquer tipo de contestação, inclusive pagando tributos como IPTU e energia elétrica.

O fato de os donos terem hipotecado o imóvel em questão não constitui óbice ao pleito da usucapião, na avaliação dos ministros. “O perito pode ter ido avaliar o imóvel e ter tirado fotos sem o conhecimento do morador”, argumentou o ministro João Otávio de Noronha ao defender que esse fato não gerou interrupção no período de ocupação sem contestação do imóvel.

O pedido inicial é de 1997, e em primeira instância o pleito foi atendido. Já o acórdão redigido pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) reformou a sentença, sob a alegação de que não estavam comprovados os requisitos para pleitear a usucapião (posse por 20 anos sem contestação ou interrupção). O entendimento do TJ é que a hipoteca do imóvel constituiu interrupção na posse, já que o imóvel foi avaliado e vistoriado.

Com a decisão do STJ, a sentença de primeira instância foi reestabelecida.
Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça - 23/02/2016 e Endividado




Casos confirmados de microcefalia chegam a 583

OMS revelou número de casos confirmados no país:http://glo.bo/1VDXF9b

Venda casada nos cinemas é prática proibida, fique atento!

Consumidores não são obrigados a adquirir alimentos na bomboniere da casa

O Reclame Aqui Notícias tem uma grande preocupação em não deixar que o consumidor caia em armadilhas. A venda casada é uma delas, que faz com que o cliente não tenha liberdade de escolha na hora de compra, e na maioria das vezes acaba gastando mais do que pretendia. Ela se trata de uma prática ilegal, que é basicamente quando o fornecedor condiciona a venda de um produto à aquisição de outro de forma forçada.

Aqui você vê alguns exemplos de vendas casadas que pode denunciar.

Especialmente nos cinemas, muitos consumidores são induzidos a adquirir pipoca, água e refrigerante nas próprias lojas internas - os quais, na maioria das vezes, têm o valor elevado de três a cinco vezes mais em relação a outros estabelecimentos.

O Superior Tribunal de Justiça julga que os frequentadores de cinemas não são obrigados a consumir unicamente os produtos da empresa vendidos na entrada das salas. Isso quer dizer que o consumidor pode adquirir os ingressos separadamente para o filme e alimentos da bomboniere, podendo comprá-los em outro local.

Vale também: Teatro e estádio: consumidor pode entrar com alimentos de outros locais

O que vale no cinema?

Outra questão que vários consumidores têm dúvida é em relação a distribuição de brindes. Eles devem ser gratuitos, havendo a possibilidade de aquisição separada para afastar a venda casada ilícita.

Com relação ao preço, os estabelecimentos têm liberdade para fixação deles. Portanto, nesse sentido, o consumidor deve pesquisar quanto o menor preço dentre os cinemas disponíveis.

Caso você passe por uma situação de venda casada, procure o Ministério Público ou outras entidades de defesa do consumidor, além, é claro, de fazer sua queixa no Reclame AQUI.
Fonte: Reclame Aqui - 23/02/2016 e Endividado


Casal que teve reserva para data comemorativa cancelada por pousada será indenizado


A 1ª Turma Recursal do TJDFT negou provimento a recurso da Pousada dos Pirineus, condenada pelo 1º Juizado Cível de Taguatinga a indenizar um casal que pretendia comemorar o aniversário de casamento no estabelecimento. A decisão foi unânime.

Os autores ingressaram com ação de indenização por danos morais em virtude do cancelamento, pela ré, da reserva que haviam feito no dia anterior, para hospedagem no período de 16 a 18/1/2015, quando comemorariam aniversário de um ano de casamento.

Tendo a ré reconhecido o cancelamento, segundo alega, por motivos de esgotamento de vagas, o julgador entende que restou configurado o vício no serviço prestado, "pois se o hotel não possuía mais vagas, não poderia ter criado expectativa no consumidor aceitando a reserva".

"Não se pode olvidar que a situação vivenciada pelos autores, de terem suas expectativas injustamente frustradas, em relação à comemoração de uma data tão importante para o casal, foi suficiente para lhes ocasionar prejuízos imateriais que ultrapassam os meros dissabores do cotidiano", prossegue o juiz.

No tocante ao quantum da indenização, o magistrado explica que a reparação por danos morais tem duas finalidades: reprimir o causador do dano pela ofensa praticada e amenizar o mal sofrido. Assim, considerando a capacidade econômica das partes, a extensão do dano sofrido, e, ainda, com o objetivo de tornar efetiva a reparação, sem causar enriquecimento indevido da parte que o recebe, nem impunidade e reincidência por parte do pagador, fixou o valor da indenização em R$ 1 mil, para cada autor.

Em sede recursal, a Turma destacou, ainda, que a comunicação do cancelamento foi encaminhada por e-mail no dia seguinte ao da reserva, viabilizando que os autores se reorganizassem a fim de buscar alternativa para a referida comemoração. Assim, considerando razoável e proporcional o arbitramento da indenização no caso em tela, mantiveram o valor fixado na sentença, ao qual deverão ser acrescidos juros e correção monetária.

Processo: 2015.07.1.004990-9
Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 23/02/2016 e Endividado


Cultura nos municípios

Tornou-se comum dizer que as pessoas, antes de morarem no país ou nos estados, moram nos municípios, entes federados responsáveis por atender suas demandas mais básicas, como educação, saúde, iluminação e transporte. É nesses lugares em que elas se inserem no cotidiano como cidadãos e onde buscam obter melhores condições de vida.
Entre outros serviços que os brasileiros precisam para adquirir essa cidadania efetiva está o acesso à cultura. Ela é um meio valioso para que as pessoas possam ter uma visão de mundo voltada para um convívio coletivo mais harmonioso, com informações que vão combater preconceitos e permitir um maior senso crítico para todos. Assim, o poder público tem esse importante papel para cumprir em todas as suas esferas.
Diante dessa atribuição, é muito importante o anúncio do Ministério da Cultura de que está disponibilizado um aporte de R$ 15 milhões para projetos selecionados nos municípios pelas prefeituras. De acordo com a secretária Ivana Bentes, é importante que a cultura seja produzida e consumida em seu local de origem.
A cultura está plenamente conectada com a educação e com outras áreas do conhecimento. É por isso que deve ser estimulada e ter uma parceria significativa do orçamento. O domínio do maio número de informações faz com que cada pessoa possa ter um melhor posicionamento individual e coletivo, contribuindo de maneira mais qualificada para o convívio em sociedade.

Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 7 de agosto de 2015.


Serasa deve pagar danos morais a empresa incluída indevidamente em seu cadastro


Juiz da 8ª Vara Cível de Brasília condenou a Serasa a pagar R$ 5 mil, a título de danos morais, a uma construtora incluída indevidamente em seu cadastro de inadimplentes. A Serasa foi condenada ainda a retirar o nome da empresa dos registros e a pagar as custas processuais e honorários advocatícios, fixados em R$ 2 mil.

A Construtora HG, parte autora da ação, alegou que teve seu nome incluído erroneamente no cadastro dos serviços da ré, por ter sido confundida com outra empresa – a qual, por sua vez, era executada em juízo. Por tal razão, a empresa acrescentou que teve crédito negado pelos bancos com os quais opera e assim acionou a Justiça para que houvesse reparação de danos e a retirada imediata de seu nome dos cadastramentos indevidos.

A Serasa contestou. Afirmou que não houve inclusão indevida e que, eventualmente, o cartório judicial que repassou as informações é que teria sido responsável pela incompatibilidade entre o nome de uma empresa homônima e o CNPJ da autora. Alegou ainda que não era culpada pela inserção dos dados, uma vez que não lhe cabe questionar as informações repassadas pelos credores, sendo mera difusora dessas informações.

Na análise do caso, o juiz entendeu que o erro e o desgaste partiram, exclusivamente, da conduta da Serasa, que não comunicou a parte autora sobre a inscrição no cadastro, nos termos da súmula 359 do STJ. O magistrado considerou ainda que a Serasa, “sem o devido cuidado de conferir as informações recebidas e disponibilizadas, permitiu a pecha de má pagadora e exigiu que a autora percorresse todo o caminho investigativo, a fim de provar que não era a mesma pessoa executada em juízo e que poderia ser incluída nos cadastros de proteção”.

Assim, o juiz confirmou que a Serasa infringiu também a súmula 385 do STJ, cabendo a reparação por dano moral, já que o cadastro foi irregular e não havia legitimidade para que a construtora fosse inscrita previamente na lista de proteção ao crédito. “O dano moral na situação examinada indica que não houve apenas um aborrecimento rotineiro, mas um nível de desgaste desproporcional, a indicar vexame e desequilíbrio nas relações empresariais que, ante a recusa de crédito, colocou em risco suas atividades, impossível de ser quantificado. O ilícito decorrente é da essência do erro cometido pelo réu”.

O magistrado considerou que o valor pleiteado de R$ 5 mil atendia aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Cabe recurso da sentença.
Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 23/02/2016 e Endividado




Equipes de resgate encontram destroços de avião de passageiros no Nepal

Todas as 23 pessoas que estavam a bordo morreram no acidente:http://glo.bo/1PZvboN

Distribuidora de gás deve indenizar vítimas de explosão de botijão

Pela explosão de um botijão na residência de duas consumidoras, uma distribuidora de gás foi condenada a pagar R$ 60 mil de indenização por danos morais e R$ 20 mil por danos estéticos, além de ressarcir os danos materiais no valor de R$ 490. A decisão é da 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça paulista.

De acordo com o processo, a explosão ocorreu por um vazamento de gás, minutos após a instalação do botijão. As autoras tiveram queimaduras de segundo grau em aproximadamente 30% de seus corpos.

O relator do recurso, Jayme Queiroz Lopes Filho, manteve a sentença da 2ª Vara Judicial de Monte Mor. Afirmou em seu voto que, de acordo com laudo pericial, a explosão ocorreu por defeito de fabricação no botijão e reconheceu que o resultado danoso (estético, moral e material) ocorreu por falha no produto, o que produz o nexo causal. “No que toca aos danos moral e estético, nada impede que se fixe um valor para cada um ou que se considere, ambos, no arbitramento da quantia final. O magistrado de primeiro grau optou por fixar um valor para os danos estéticos e outro para os morais, o que não se mostra exagerado e atende aos critérios da razoabilidade, mormente em se considerando a gravidade das lesões permanentes nas vítimas. Mantenho tal valor, portanto”, destacou o magistrado.

Os desembargadores José Henrique Arantes Theodoro e Pedro Luiz Baccarat da Silva também integraram a turma julgadora e acompanharam o voto do relator.

Apelação nº 0003274-40.2011.8.26.0372
Fonte: TJSP - Tribunal de Justiça de São Paulo - 23/02/2016 e Endividado

Gasto de brasileiro no exterior cai 62% em janeiro

por EDUARDO CUCOLO



Os gastos dos brasileiros em viagens internacionais caíram 62% em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo o Banco Central, foram gastos US$ 840 milhões, menor valor para este mês do ano desde 2009.

O valor representa pouco mais de um terço do recorde de US$ 2,4 bilhões registrado em julho de 2014. No ano passado, os gastos com viagens internacionais haviam recuado 32% em relação a 2014.

No momento em que os dados foram divulgados, às 10h30, a série histórica do Banco Central começava em 2010, por isso a Folha informou que o gasto com viagens internacionais era o menor desta série. Por volta das 12h, o BC informou que iria disponibilizar os dados do setor externo retroagindo a 1995. Com isso, foi possível atualizar o texto informando que o número era o menor desde 2009.

O encarecimento das viagens por causa da desvalorização do real e a queda na renda dos brasileiros são os principais fatores que influenciaram esse resultado. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o aumento no Imposto de Renda nas remessas de agências de viagens também teve impacto.



A receita com turistas estrangeiros, por outro lado, cresceu 14% na mesma comparação, para US$ 650 milhões, maior valor para este mês do ano desde 2013 (US$ 672 milhões).

Segundo Maciel, dados preliminares para fevereiro apontam queda de 40% nas despesas com viagens e aumento de 21% nas receitas.

A queda nas despesas com viagens é um dos fatores que contribuem para reduzir o deficit do Brasil nas suas transações de bens, serviços e rendas com outros países.

Em janeiro, o deficit externo somou US$ 4,8 bilhões, queda de 60% em relação a janeiro de 2015. O investimento direto no país, principal fonte de financiamento dessa conta, recuou 5%, para US$ 5,5 bilhões.

No acumulado em 12 meses, o deficit está em 2,94% do PIB, retornando ao mesmo nível de setembro de 2012. Em abril de 2015, o indicador chegou a 4,51% do PIB, pico da atual série histórica.
Fonte: Folha Online - 23/02/2016 e Endividado

Demanda por gasolina no Brasil deve ter queda nos próximos seis anos

Crescimento mais lento da frota de veículos e estimativa de ganho de eficiência em torno de 2% ao ano motivam retração

O crescimento da demanda por gasolina no Brasil vai desacelerar nos próximos seis anos, prevê relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). Segundo o documento, de 6,3% ao ano no período anterior de seis anos, a alta da demanda ficará em 1% ao ano entre 2015 e 2021. De acordo com a AIE, o crescimento mais lento da frota de veículos e a estimativa de ganho de eficiência de aproximadamente 2% ao ano são as causas da retração.

O relatório da agência destaca que os biocombustíveis desempenham papel de crescente importância na demanda brasileira, com tendência a aumentar. Diz o documento: “em 2015, por exemplo, o consumo de etanol hidratado aumentou cerca de 40% devido a aumentos de taxas federais para os não biocombustíveis, o que, complementado por mudanças favoráveis na taxação regional em alguns estados, aumentou a competitividade com a gasolina”.

Segundo a AIE, o uso de veículos leves de passageiros com tanques do modelo flex, que podem receber mais de um tipo de combustível, está disseminado no país e já responde por mais de 90% dos registros de veículos. A agência lembra ainda que o Brasil está comprometido com a expansão do biodiesel como uma medida importante para a redução das emissões de carbono.

Com base nesses fatores, a AIE ressalta também que o aumento do consumo de biocombustíveis pode ser esperado no médio prazo. A AIE destaca, no entanto, que a alta tornará esse tipo de combustível sensível a mudanças fiscais e de regulação. A organização internacional lembra ainda que a atual crise econômica deve compensar possíveis aumentos de demanda. “A venda de veículos leves de passageiros e de gasolina C, contendo 27% de etanol, declinou em 2015”, destaca o relatório.

Produção e investimentos

O relatório da Agência Internacional de Energia considera o Brasil peça importante na produção de petróleo até 2021. Segundo o documento, o país será o segundo entre os não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) com a maior alta na produção da commodity (bem primário com cotação internacional). A estimativa de crescimento da produção brasileira fica atrás apenas da dos Estados Unidos, estimada em 1,3 milhão de barris por dia. Com projeção de 800 mil de barris por dia, o Brasil empata com o Canadá.

Caso a estimativa se prove verdadeira, a produção do Brasil cresceria de 2,5 milhões de barris por dia para 3,4 milhões de barris por dia entre 2015 e 2021. A AIE, no entanto, chamou a atenção para a situação da Petrobras. O relatório da agência enfatiza que a estatal “lida com um escândalo de corrupção, grandes débitos e problemas políticos e econômicos”. Para a AIE, porém, “novas instalações de produção vão mais do que compensar o declínio em alguns campos produtores”.

Projeções da organização internacional mostram que as companhias de petróleo como um todo farão cortes nos orçamentos de exploração e produção este ano. Apesar disso, a projeção de investimentos, de cerca de US$ 330 bilhões, é considerada “ainda significante”.

A propósito do tema, a AIE voltou a citar a Petrobras, lembrando que a estatal brasileira recentemente fez cortes maiores que os previamente anunciados no plano de negócios para o período de 2015 a 2019. “A companhia anunciou uma diminuição adicional de 25% no investimento em bens de capital este ano”, destaca o relatório da agência.
Fonte: economia.uol.com.br - 23/02/2016 e Endividado

STF nega liberdade ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou hoje (23) pedido para libertar o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, condenado na Operação Lava Jato. Duque está preso há 11 meses no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
Por unanimidade, os ministros seguiram voto do relator, ministro Teori Zavascki, e negaramhabeas corpus impetrado pela defesa de Duque. De acordo com o relator, não houve ilegalidade nos decretos de prisão emitidos pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Além disso, Zavascki entendeu que a prisão é necessária diante do quadro de continuidade delitiva apurado nas investigações.
Duque foi preso duas vezes, por determinação de Sérgio Moro. A primeira foi em novembro de 2014. Após a decisão, Duque foi solto pelo Supremo, mas voltou para a prisão no dia 16 de março do ano passado. Em setembro de 2015, Moro condenou o ex-diretor a 20 anos e oito meses de reclusão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A defesa de Duque alegava que a prisão seria ilegal, porque o ex-diretor tem o direito de responder às acusações em liberdade.

Falar com os filhos sobre a situação econômica brasileira ajuda a controlar o orçamento familiar

por César Moraes


FCDL-RS orienta pais para que conversem com as crianças a respeito da necessidade de reduzir despesas e economizar dinheiro no atual momento

O atual momento de instabilidade da economia brasileira preocupa a todos. É a hora de economizar o máximo que for possível. Mas, em meio a decisão de reduzir gastos, adequar o orçamento familiar a nova realidade e evitar a compra de supérfluos, muitas famílias enfrentam a difícil tarefa de mostrar para as crianças a importância de se adaptar aos tempos mais difíceis.

Na avaliação da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, os pais precisam encarar de frente este momento, esclarecendo aos filhos a real situação financeira da família e dando-lhes conselhos sobre como podem colaborar com a situação. Segundo o presidente da entidade, Vitor Augusto Koch, já no início do ano a tradicional compra de material escolar se apresenta como uma oportunidade de tratar do tema com as crianças.

- A melhor alternativa é explicar que o momento é de contenção de gastos, sendo necessário muito foco na hora da compra, evitando gastos excessivos com produtos muito caros. Embora a criança queira, na maioria das vezes, participar deste momento, e opte pelos artigos de maior valor, cabe aos pais conversar com ela e dizer-lhe o quanto será possível dispender na compra do material escolar - enfatiza Koch.

Para o presidente da FCDL-RS, não é apenas esta situação pontual que irá levar os pais a falarem sobre dificuldades financeiras com seus filhos. Na avaliação do dirigente, os pequenos já podem ser conscientizados sobre o que se passa no País atualmente, mas com cuidado, evitando expor para eles a situação econômica da família, caso ela enfrente problemas neste aspecto.

- Em uma época de repasse cada vez maior de informações, é provável que as crianças saibam, muito rapidamente, o que está ocorrendo com o orçamento familiar. Elas irão ver a redução de consumo de determinados artigos, a diminuição de programas de lazer que eram realizados mais vezes até então, entre outras ações de redução de gastos. Mas é preciso que tenham consciência do quanto isso é importante para os pais e saibam entender as causas e as consequências disto - aponta Vitor Koch.

Dicas simples que podem fazer a diferença na hora de enxugar o orçamento podem ser passadas para os pequenos, como a diminuir o tempo de permanência no banho, não deixar a luz acesa em peças da casa nas quais ninguém esteja, evitar o desperdício de água nas torneiras, e, também, não desperdiçar comida. Isso pode representar uma boa economia e reverter em recompensas para os filhos em pouco tempo. Mostrar o real valor do dinheiro e o quanto é possível gastar em atividades de lazer e presentes também ajuda bastante nesta hora.

- Sabendo destas ações e do quanto será importante colaborar com a economia familiar, a criança passa a se sentir responsável e ver que tem um papel importante neste processo de ajudar os pais a enfrentar as dificuldades econômicas - salienta o presidente da FCDL-RS.

É muito importante que os pais não compliquem ainda mais a situação financeira familiar apenas para satisfazer as vontades dos filhos. Acostumar o filho com um padrão de vida com o qual não é possível arcar pode trazer consequências ruins no futuro. Portanto, é preciso estabelecer laços afetivos que demonstrem a realidade familiar e façam a criança compreender a necessidade de economizar.

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul ­ FCDL­RS, fundada em julho de 1972, é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo o desenvolvimento do setor varejista gaúcho, amparando e defendendo os interesses dos seus associados, através de uma agenda estratégica focada em tornar o setor referência mundial até o ano de 2017. Gestora Estadual do SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, criado há 57 anos por lojistas, é hoje referência Estadual e Nacional em informação de crédito de consumidores inadimplentes, dados e indicadores de inadimplência e análise de risco nas vendas a prazo no varejo.

Fonte: Consumidor RS - 23/02/2016 e Endividado