GUERRA NA SÍRIA: 240 MIL MORTOS!

1. A guerra na Síria deixou mais de 240 mil mortos, incluindo 12 mil crianças, de acordo com um novo balanço do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). A cifra corresponde a um aumento de mais de 10 mil mortos em quase dois meses, segundo esta ONG com sede na Grã-Bretanha, que conta com uma vasta rede de fontes na Síria e que estabelece cuidadosamente o balanço de mortos desde o início da guerra.
   
2. Segundo seus cálculos, o número de mortos entre os civis é, até a data, de "71.781, incluindo 11.964 crianças". A população síria atual é de 23 257 387 habitantes.


Ex-Blog do Cesar Maia

PEC que reduz número de deputados e senadores recebe apoio nas redes sociais

A discussão sobre diminuir o número de senadores, de 81 para 54, e de deputados federais, de 513 para 385, tem ganhado força nos últimos dias. Isso porque um link(http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaotexto?id=172029), que incentiva internautas a participar de consulta pública sobre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com esse objetivo, teve grande procura essa semana nas redes sociais e, em apenas quatro dias, até sexta-feira (19), já havia registrado mais de 136 mil apoio e pouco mais de 500 manifestações contrárias.
O que diz a PEC
A PEC 106/15, de autoria do senador Jorge Viana (PT-AC), altera os artigos 45 e 46 da Constituição Federal e estabelece que cada estado e o Distrito Federal elegerão dois e não mais três senadores, como é atualmente. A proposta não muda o tempo de mandato no Senado que continuaria de oito anos.
Na Câmara, a proposta mantém o critério de representação proporcional à população de cada unidade da federação, mas o número mínimo de deputados passaria de oito para seis e o máximo de 70 para 53.
Poucas chances
Em entrevista à Agência Brasil,  Jorge Viana admitiu que as chances proposta avançar são mínimas. “Um assunto que reduz o número de membros no Congresso, certamente deve ter uma rejeição grande aqui, mas estou querendo fazer esse debate. Acho que não tem explicação um país como o Brasil ter três senadores por estado. Os Estados Unidos, que têm uma população bem maior que a brasileira, por exemplo, têm apenas dois”, disse.
Em defesa da PEC, ele diz que a medida trará uma grande redução de gastos aos cofres públicos, além de uma eficiência maior do trabalho. Viana ressalta que caso seja aprovada, a PEC também fará alterações no número das cadeiras nas Assembleias Legislativas.
O texto da proposta diz que "nos termos dos artigos 27, Caput, e 32, Parágrafo 3º, da Constituição Federal, a representação nas Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal é calculada com base no número de deputados federais da respectiva unidade da federação".
Polêmicas
Para o professor de ciências políticas da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Caldas, é uma ilusão se posicionar favoravelmente à proposta sem um debate aprofundado sobre o tema. “Essa proposta não traz ganhos, ao contrário, torna o Parlamento mais elitista, menos disposto a ouvir o cidadão, sem falar que as eleições vão ficar mais caras e mais disputadas, com predomínio do poder econômico”, disse.
Ainda segundo o professor, a proposta facilitará o predomínio dos caciques dos partidos nas vagas do Legislativo, além de estimular a compra de votos. “ O que eu defendo é a adoção do voto distrital, que aproxima o eleitor do seu representante. A questão não é o número de deputados por estado, mas a relação entre o eleitor e o parlamentar”, afirmou.
No voto distrital, o estado é dividido em inúmeras regiões menores, chamadas de distritos eleitorais e os eleitores daquele distrito só podem votar nos candidatos daquela região, e cada distrito só elege um deputado.
Antonio Augusto de Queiroz, analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), tem outro ponto de vista. Mesmo acreditando que a proposta não tem nenhuma chance de avançar, para ele, só fato da opinião pública apoiar a redução do número de parlamentares demostra uma grande insatisfação e isso, avalia, tem um efeito pedagógico no sentido de que aqueles que se elegerem vão ter cada vez mais compromisso com suas bases.
Antonio Queiroz observa ainda que a aprovação de uma proposta como essa não significaria a exclusão de forças mais populares das urnas. “Uma proposta como essa precisa vir acompanhada de outras mudanças no sistema político. Tudo vai depender da regra que for aprovada”, disse.
Para o analista político, um exemplo dessas regras que ampliariam a representatividade seria a que garante a participação feminina nas chapas. Hoje, a Lei Eleitoral fixa um mínimo de 30% de candidatos de cada sexo, mas não estabelece sanções para partidos que não cumprem o percentual. “Se no lugar de medidas como essa tivermos uma cláusula de barreira elevada e um quociente eleitoral muito alto, realmente, não teremos bons efeitos”.
Tramitação
Apresentada no 16 de julho do ano passado, a proposta foi encaminhada no dia seguinte à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, desde então, está parada aguardando designação de um relator pelo presidente do colegiado, senador José Maranhão (PMDB-PB). Diante da mobilização nas redes sociais, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) vai assumir a relatoria da proposta. Randolfe sabe das dificuldades que terá, mesmo assim, demostra otimismo.
“Era difícil pensar em eleições diretas no Brasil, e isso aconteceu. Era difícil pensar no impeachment de um presidente da República, e isso também aconteceu. Quero o apoio da opinião pública para que essa proposta seja aprovada. Devo receber, na segunda-feira [22], do presidente da CCJ a relatoria, e vou apresentar meu relatório favorável à proposta ainda esta semana”, disse Randolfe.
Após a fase de análise nas Comissões do Senado e da Câmara, a PEC precisa passar por dois turnos de votação no plenário de cada uma das casas.
Consulta Pública
Segundo o chefe do serviço de apoio ao Programa E-Cidadania do Senado, Alisson Queiroz, ao contrário do que muita gente pensa, no momento, apesar das opiniões dos internautas estarem sendo registradas oficialmente, não há nenhuma consulta especial sobre a proposta. “Da mesma forma como está acontecendo com a PEC 106/15, quem quiser, também pode opinar em qualquer outra proposta que esteja em tramitação”, explicou.
Alisson disse ainda que os acessos ao portal do Senado por causa da PEC também refletiram no aumento de cliques em outras ferramentas e, por isso, a equipe do E-cidadania está mexendo no portal para facilitar a interatividade do cidadão.



FUNDOS DE PENSÃO DAS ESTATAIS: LULA PEDIU, TANCREDO NEGOU E PT VOTOU CONTRA TANCREDO!

1. Na saída da reunião, em 1985, entre Tancredo Neves –presidente eleito- e Lula, presidente do PT, a imprensa reuniu todas as câmeras e gravadores à espera da decisão do PT. Afinal, o PT se somaria à frente democrática pela eleição de Tancredo no Congresso ou não?
               
2. Finalmente, Lula saiu e, cercado pela imprensa, deu as explicações. Disse que pediu 2 coisas a Tancredo: o aumento do salário mínimo e o controle dos Fundos de Pensão das Empresas Estatais. A primeira era apenas fogo de artifício, com uma inflação daquele tamanho. Mas a segunda era para valer. A Veja destacou com foto as declarações de Lula e o que havia pedido a Tancredo Neves pelo –para- o PT.
               
3. Afinal, o PT treinou no exterior por anos o presidente do sindicato dos bancários de S. Paulo, Luis Gushiken. Na Constituinte, coube a Gushiken a liderança das teses do PT que envolviam os Fundos de Pensão das Estatais. Com Lula eleito em 2002, coube a Gushiken o comando desses Fundos de Pensão, independente de onde estivesse, câmara, ministério e presidente de entidade para-estatal. Gushiken faleceu em 2013.
               
4. O Globo, neste domingo (21), traz ampla matéria sobre a manipulação daqueles Fundos com imensos prejuízos que somam uns R$ 30 bilhões de reais e sublinha o papel destacado de Gushiken. Esse sempre foi o projeto de poder do PT e se Tancredo Neves tivesse aceito, o PT teria dado a ele os seus votos. Esse era o preço!
           
5.1. (GLOBO, 21) Quando chegou ao Planalto, em 2003, Lula estava decidido a ampliar esse canal de influência sobre o setor privado, pela via da multiplicação da presença dos fundos de pensão estatais e do BNDES no quadro societário das empresas. Havia um projeto, desenhado desde os primórdios do PT e da Central Única dos Trabalhadores, por iniciativa de Luiz Gushiken, então presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
       
5.2. Ajudou a escrever o primeiro estatuto, presidiu o PT, elegeu-se deputado federal três vezes e se tornou um dos mais influentes assessores de Lula. Foram os negócios nada ortodoxos entre fundos estatais e empresas privadas durante o governo Collor, em 1991, que levaram Gushiken e dois diretores do sindicato paulistano, Ricardo Berzoini e Sérgio Rosa, a abrir o debate dentro do PT sobre o potencial político dos fundos de pensão — até então percebidos como meros instrumentos governamentais de cooptação de sindicalistas.
       
5.3. No ano seguinte, a cúpula político-sindical do PT elegeu bancários para diretorias da Previ e da Funcef, derrotando a velha guarda da Confederação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito. O grupo avançou com a eleição de Berzoini à presidência do sindicato paulistano, com Sérgio Rosa e João Vaccari Neto na diretoria. Meses depois, esse trio teve a ideia de entrar no ramo imobiliário com apoio financeiro dos fundos de previdência: nascia a Bancoop, cooperativa habitacional, hoje alvo de múltiplos processos por suposto desvio de dinheiro para campanhas do PT e calote em mais de dois mil clientes.   Gushiken decidiu não disputar o quarto mandato de deputado federal pelo PT, em 1998. Berzoini ficou com a vaga. Elegeu-se, mas fez questão de continuar na direção da Bancoop até a campanha presidencial de Lula, em 2002.
       
5.4. Na sede da CUT, Gushiken instalou um curso para formação de sindicalistas em Previdência Complementar. Sinalizava o rumo nas apostilas: “No Brasil, o fundo de pensão como fonte de poder ou como potente agente de negociação nunca foi objeto de discussão nos sindicatos (...) Existe a possibilidade, não remota, de que este monumental volume de recursos, oriundos do sacrifício de milhões de trabalhadores, venha a se transformar num gigantesco pesadelo para estes mesmos trabalhadores”.

Ex-Blog do Cesar Maia

GM estuda cancelar investimento no País

por CLEIDE SILVA


Sem perspectiva. Presidente mundial da General Motors, Dan Ammann, diz que se a situação política e econômica não melhorar nos próximos 6 a 12 meses, a empresa terá de reavaliar os investimentos de R$ 6,5 bilhões anunciados para o Brasil até 2019

A General Motors pode rever seu plano de investimento no Brasil de R$ 6,5 bilhões, anunciado em julho passado, e com previsão de cobrir gastos até 2019. O presidente mundial da empresa, Dan Ammann, teme que o País continue com a economia paralisada, o que impedirá a reação do mercado automobilístico nos próximos anos. “Tenho esperança de ver sinais de avanços políticos e econômicos nos próximos 6 a 12 meses, o que vai nos permitir seguir o curso do investimento planejado.” Do contrário, afirma ele, “vamos reavaliar”.

Número dois no comando da GM global – ele se reporta à executiva Mary Barra –, Ammann esteve no País na terça-feira e na quarta-feira para ver o andamento de novos projetos. Em entrevista ao Estado, mostrou-se bastante preocupado com a situação local. “Estamos aqui há 91 anos e estamos acostumados com ciclos de altas e baixas no Brasil e na América do Sul, mas o que mais nos preocupa agora é que pode não haver solução nos próximos três anos.”

Em julho de 2015, Ammann esteve com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, e anunciou o aporte de R$ 6,5 bilhões, boa parte para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Na época, o mercado automobilístico como um todo já registrava queda de vendas na casa dos 20%. Mas, de lá para cá, o cenário piorou. Os negócios caíram 26,6% em relação a 2014. Fábricas suspenderam a produção várias vezes e reduziram o quadro de pessoal em 14,7 mil trabalhadores. Este ano, o mercado começou com nova queda de quase 40% nas vendas anualizadas em janeiro.

Ammann ressalta que o novo pacote de investimento só começará a ser efetivamente aplicado em 2017, o que dá tempo para avaliar seu cancelamento. “Dividimos nossas responsabilidades com os acionistas e qualquer investimento tem de ser avaliado à luz de um retorno”, reforça Barry Engle, presidente da GM para a América do Sul.

Embora não citem a palavra impeachment, os executivos da GM defendem mudanças para a volta do crescimento. “Como isso vai acontecer, depende da população brasileira”, diz Engle. “Precisa haver desesperadamente uma revisão fiscal e reformas tributária, trabalhista e regulatória. O Brasil é terrivelmente não competitivo.”

“A pergunta mais importante é saber quando vamos ver a estabilidade para criar uma situação que permita continuar nossos investimentos”, diz Ammann. “Estamos preocupados, pois o ambiente está instável e sem previsão para os próximos anos.” Ele sugere ao Brasil observar o que ocorre na Argentina. “O país demonstrou como a situação pode mudar rapidamente com uma liderança correta na economia.” Para ele, o mesmo tipo de perspectiva pode ocorrer no Brasil, “se as mudanças corretas acontecerem”.

Fábricas. Como as demais montadoras, a GM opera com elevada ociosidade, mas é a marca com maior número de fábricas no País. São três de automóveis – São Caetano do Sul, São José dos Campos (SP) e Gravataí (RS) – e duas de componentes – Joinville (SC) e Mogi das Cruzes (SP). Ao ser questionado sobre possível desativação de alguma delas, Ammann afirma ser “muito cedo para decidir isso”. No ano passado, o grupo encerrou atividades na Rússia por não ver futuro no negócio.

“Obviamente, as condições atuais do mercado são muito desafiadoras, mas estamos tocando nosso negócio de forma a otimizar os recursos numa situação difícil”, afirma ele. “Mantemos a visão de que, no longo prazo, existe um grande potencial de mercado no Brasil, mas é preciso uma grande mudança para se chegar a esse potencial.”

Há até pouco tempo, as montadoras falavam num mercado de quase 5 milhões de veículos no Brasil. Em 2012, as vendas atingiram 3,8 milhões de unidades (com caminhões e ônibus), mas, desde então, passaram a cair. Em 2015, foram comercializados 2,6 milhões de veículos. A GM trabalha com projeção de 2 milhões para este ano, abaixo da aposta da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que é de 2,37 milhões de veículos.

O câmbio desvalorizado poderia ajudar na exportação, mas, no caso da GM, acaba atrapalhando, diz Ammann. “Temos nossas receitas e custos em moeda local, e importamos alguns componentes. Por isso, uma moeda fraca é negativa para a gente.” Ele diz ainda que, para criar oportunidades de exportação de longo prazo é preciso ter um ambiente regulatório estável, regras comerciais, regime mais simples de impostos, “e a gente não tem nada disso aqui”.

Além disso, segundo a GM, mesmo com dólar a R$ 4,50 o Brasil não é competitivo, pois outros países também desvalorizaram suas moedas, especialmente na América do Sul, principal cliente da marca.
Fonte: Estadão - 21/02/2016 e Endividado

Apartamento de 140 m², 3 suítes no Bairro Higienopolis


Valor abaixo do Mercado.







Mais informações:

Luis Borges
Fone: (51) 8039-0049


MPT pede que McDonald′s seja condenado à multa de R$ 2 mi por fraude no controle de ponto

Trabalhadores seriam forçados a continuar trabalhando após o registro do horário de saída.

O MPT propôs ACP contra o McDonald′s, requerendo pagamento de indenização de R$ 2 milhões por dano social. Segundo o órgão, restaurante da rede de fast food em Praia Grande/SP teria manipulado o controle de ponto de seus funcionários, forçando-os a continuar trabalhando após o registro do horário de saída, sem o pagamento das horas extras devidas.

Na denúncia, trabalhadores relataram serem forçados a continuar a jornada após o registro de saída e, em documentos apresentados pela empresa, constatou-se que os horários de vários funcionários foram registrados repetidamente no mesmo horário. De acordo com o MPT, com isso, o McDonald′s evita o pagamento das horas extras e seus impostos.

O Ministério Público salienta também que não apenas os trabalhadores que prestaram e prestam serviços à rede são lesados com esta fraude, mas o próprio erário, já que sem o pagamento das horas extras deixam de ser recolhidas as contribuições previdenciárias delas decorrentes.

Para o MPT, há "evidente abuso de poder" por parte do McDonald′s ao determinar que os trabalhadores continuem prestando serviços mesmo após o registro de saída. Afirma ainda que a prática caracteriza dumping social – concorrência desleal obtida através do não pagamento das obrigações fiscais e trabalhistas.

"Agindo assim, esta consegue, de forma ilegal, diminuir seus custos de forma a aumentar sua fatia de mercado, às custas dos direitos sociais dos trabalhadores."

O MPT pede que o McDonald′s seja obrigado a adotar um sistema inviolável de controle de jornada de trabalho e se abstenha de obrigar ou coagir empregados a anotar os horários de entrada após o efetivo início da jornada, ou o horário de saída antes o término, sob pena de multa de R$ 10 mil. Além da condenação ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 2 milhões.

Em audiência no dia 25 de janeiro, o MPT apresentou ao McDonald′s as exigências contidas na ACP e foi dada à empresa prazo para se manifestar. Uma nova audiência foi marcada 30 de maio.

O Sinthoresp encaminhou pedido à JT para também atuar como assistente litisconsorcial ativo no processo. A CUT – Central Única dos Trabalhadores também ingressou com pedidos judiciais para atuar como assistente na ACP.

Processo: 1000410-98.2015.5.02.0401
Confira a íntegra da petição.
Fonte: migalhas.com.br - 20/02/2016 e Endividado

Governo vai incorporar R$ 12 bilhões em precatórios como receitas

por EDUARDO CUCOLO, SOFIA FERNANDES e VALDO CRUZ


O governo federal vai enviar ao Congresso um projeto de lei que permite incorporar às suas receitas precatórios que não foram sacados nos últimos quatro anos, que somam atualmente R$ 5,7 bilhões.

O Tesouro Nacional também poderá considerar como dinheiro em caixa os recursos depositados nos bancos por ordem da Justiça, mas que não forem sacados a partir deste ano. O governo estima com isso, um receita de mais R$ 6,3 bilhões neste ano.

Por meio dessa mudança contábil, o governo espera ganhar uma folga de R$ 12 bilhões em 2016. No Orçamento, esse valor será contabilizado como redução no gasto com precatório.

Precatórios são obrigações de pagamento de entes públicos decorrentes de condenação judicial.

Segundo o ministro Nelson Barbosa (Fazenda), há hoje um grande volume de recursos que foram transferidos para o Banco do Brasil e a Caixa, mas que não foram sacados. São R$ 18,6 bilhões, sendo R$ 5,7 bilhões parados há mais de quatro anos. Esses recursos geram receitas para os dois bancos estatais.

Para ficar com o dinheiro, o governo vai criar dois fundos nos quais ele ficará depositado, um para precatórios trabalhistas e outro para os demais. Os recursos ficarão aplicados, gerando receitas que serão transferidas para o Judiciário, que, segundo o ministro, apoia a proposta.

Segundo Barbosa, a medida não significa confisco dos recursos pelo governo, pois eles continuarão disponíveis para saque a qualquer momento.

"Grande parte desses recursos não são sacados no mesmo ano. Nesse momento de restrição fiscal, temos obrigação de utilizar melhor os recursos que estão disponíveis", afirmou Barbosa.
Fonte: Folha Online - 21/02/2016 e Endividado

Dívidas bancárias lideram inadimplência de consumidores

Região Sul do Brasil desponta com maior índice de endividamento

A maior parte da dívida dos consumidores tem sido nos serviços bancários, de acordo com levantamento do SPC Brasil.

Os dados são uma novidade, visto que geralmente os setores de comunicação (telefonia) e serviços de abastecimentos de água e luz são os que mais acumulam inadimplência.

De acordo com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, em dezembro, do total de dívidas bancárias inadimplentes, a região Sul do Brasil se destaca com 43,95%.

O índice é maior do que o Nordeste (41,58%), Centro-Oeste (40,75%) e Norte (33,02%). A região Sudeste não entrou no levantamento pois no final de 2015 entrou em vigor um novo procedimento de notificação determinado pelo Governo Estadual de São Paulo, dificultando o processo de notificação do consumidor.
Fonte: Consumidor RS - 19/02/2016 e Endividado

Arte e Arquitetura Árabes - História da Arte e Arquitetura Árabes (História virtual)

Introdução

Arte e arquitetura das áreas do Oriente Médio, do norte da África, do norte da Índia e da Espanha que pertenceram ao território do Islã em diversos momentos a partir do século VII.

A Masjid-i-Sha, de Isfahan, é uma madrasa (escola para estudantes do Islã), dentro da qual há também uma mesquita. Foi construída entre 1612 e 1637. A impressionante cúpula é um dos exemplos de azulejaria mais delicados do mundo.

Origens e Características

Dos traços dominantes da arte e da arquitetura islâmicas, a importância da decoração caligráfica e a composição espacial da mesquita estiveram intimamente ligadas à doutrina islâmica e se desenvolveram nos primeiros tempos de sua religião.

O profeta Maomé era um rico comerciante de Meca, que experimentou uma série de revelações divinas aos 40 anos e começou a pregar a nova fé. Seus ensinamentos estão contidos no Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, onde é marcante a herança lingüística da literatura árabe. A importância desse livro na cultura islâmica e na estética da escritura arábica contribuiu para o desenvolvimento dos estilos decorativos caligráficos em todos os campos da arte islâmica. A palavra escrita, especialmente as inscrições do Alcorão, tinha uma importante função decorativa nas mesquitas e em seus objetos litúrgicos.

No ano 622 d.C. Maomé fugiu de Meca em direção a Yathrib, a futura Medina, na denominada hégira, a partir de quando tem início a cronologia islâmica. Em Medina, Maomé reuniu-se a um grupo de crentes para celebrar a oração comunitária. A casa de Maomé consistia em um recinto quadrado de muros de tijolos crus aberto para um pátio coroado por um pórtico ou cobertura no lado sul. No muro oriental, foi construída a ala das mulheres do Profeta, voltada para o pátio, onde se reuniam os fiéis para orar sob as diretrizes de Maomé, que subia em um estrado para se dirigir a eles. Essa disposição arquitetônica foi conservada nas futuras mesquitas, que somente podem apresentar um pátio interior (sahn) rodeado de pórticos (riwaqs) e um espaço coberto (haram), articulado mediante naves de colunas e delimitado pela quibla, o muro que assinala a direção de Meca.

Os primeiros seguidores de Maomé foram os povos nômades procedentes da península Arábica, com escassas tradições artísticas, diferentemente dos impérios que conquistaram posteriormente. À medida que se expandiu, o Islã assimilou as distintas tradições culturais e artísticas dos povos conquistados, instaurando assim um estilo artístico próprio, que varia de acordo com as diversas áreas climáticas ou com os materiais disponíveis. Alguns motivos adaptados de outras culturas converteram-se em temas universais do mundo islâmico.

A arte islâmica evoluiu a partir de muitas fontes, como as romanas, as paleocristãs ou bizantinas, que se entremearam em sua primeira arquitetura, a arte persa sassânida e os estilos do centro da Ásia, incorporados através das incursões turcas e mongóis. A arte chinesa constituiu um ingrediente essencial da pintura, da cerâmica e das artes têxteis.

Arquitetura

O escasso ritual do culto islâmico deu lugar a duas tipologias de caráter religioso: a mesquita (masjid), recinto onde a comunidade se reúne para orar, e a madrasa ou escola alcorânica. Na arquitetura civil, destacam-se os palácios, os caravançarais e as cidades, planejadas de acordo com a necessidade de canalizar água e proteger a população contra o calor. Outro edifício importante no Islã é o mausoléu, onde eram sepultados os governantes como símbolo de seu poder terreno.

O estuque, o tijolo e o azulejo eram usados como elementos decorativos nos edifícios islâmicos. Os painéis murais eram adornados com motivos decorativos de laçaria geométrica sobre azulejos. As gelosias de madeira talhada, muitas vezes com incrustações de marfim, também proporcionaram um suporte para a decoração arquitetônica no mundo islâmico.

Artes decorativas

O banimento da temática figurativa, contida nos hadith, é semelhante à iconoclastia desenvolvida durante o período do império bizantino.
A Mesquita Azul, em Istambul, na Turquia, foi inaugurada em 1616 pelo sultão Ahmet I e projetada por Mehmet Aga, um estudante do famoso arquiteto otomano, Sinan. É conhecida pelo nome de Mesquita Azul devido à estranha tonalidade dos azulejos Iznikazuis que decoram suas paredes internas. O tranqüilo pátio do mosteiro é circundado por uma arcada coberta.

Essas proibições ou recomendações eram seguidas estritamente no caso da arquitetura religiosa, particularmente nas mesquitas, mas a arquitetura civil as transgrediu em várias ocasiões, dependendo, em ambos os casos, da ortodoxia do governante no poder. Por outro lado, essas limitações incentivaram o desenvolvimento e um repertório baseado em diversos motivos e formas, como a epigrafia (inscrições caligráficas), os ornamentos em gesso ou a decoração vegetal estilizada (arabescos) e a decoração geométrica ou de laçaria. Uma das manifestações artísticas que alcançou maior esplendor dentro da arte islâmica foi a cerâmica, na qual se pode apreciar um grau de inovação e criatividade comparável ao das artes plásticas de outras culturas. Os artistas muçulmanos trabalharam o vidro utilizando primeiro as técnicas empregadas no Egito e no Irã sassânida e, posteriormente, desenvolvendo novas técnicas, como no caso dos fatímidas, que produziram vidro talhado, vidro brilhante pintado e vidro estampado.

Além de seu emprego decorativo na arquitetura, a madeira foi trabalhada como material de outras artes aplicadas. Nos palácios fatímidas, ainda há exemplos excepcionais de tábuas com representações cortesãs, que lembram o estilo dos coptas. Também foram talhadas peças de mobília, especialmente os biombos.

As caixas de marfim talhado e os dentes de elefante abundavam na corte fatímída, tradição que continuou na Sicília muçulmana. Neles, eram representados cortesãos, animais e vegetação. Alguns dos objetos de bronze islâmicos mais refinados foram conservados nos tesouros das igrejas européias. No princípio, adotaram as formas sassânidas, mas o período fatímida produziu vasilhas de bronze com forma animal, assim como candieiros e pratos. Entre os objetos mais importantes encontram-se os candieiros, taças e jogos de jarra e bacia para lavar as mãos com incrustações de prata e ouro, inscrições e motivos abstratos e figurativos.

A elaborada escritura cúfica, tão apropriada para ser lavrada na pedra, aparece nos primeiros manuscritos do Alcorão que nos foram legados. Neles, alguns acentos diacríticos foram pintados em vermelho, e as decorações douradas entre as suras (capítulos) contrastam com a elegante escritura negra. No período seldjúquida, surgiu a escrita nesita, mais cursiva e fluida. Os dois estilos foram utilizados na arquitetura e nas artes decorativas.

As encadernações de livros em couro são um excelente exemplo das artes decorativas islâmicas. Nos primeiros tempos, eram realizadas em relevos gravados; mais tarde, as capas e as lombadas passaram a ser estampadas e douradas e, finalmente, no século XVI, pintadas com esmaltes. O trabalho em couro foi aplicado também aos arreios dos cavalos e nos objetos empregados na cetraria.

A mesquita de Solimão, o Magnífico, foi construída em Istambul em 1550. Sinan, o arquiteto, baseou-se nas igrejas bizantinas e, em particular, em Santa Sofia. A cúpula central está cercada por semicúpulas. Os quatro estreitos minaretes com balcões são característicos do estilo arquitetônico das últimas mesquitas islâmicas.

A pintura de cavalete não existiu na arte islâmica, concentrada na ilustração de livros. As mostras conservadas mais antigas são miniaturas de manuscritos científicos gregos traduzidos do árabe.

As telas eram consideradas objetos de luxo, e as mais refinadas foram realizadas nas oficinas denominadas tiraz, controladas pelo califa. O sistema de tiraz, comparável às instituições oficiais dos impérios bizantino, copta e sassânida, terminou com a conquista mongólica. Os tecidos procedentes de um tiraz (que tinham este mesmo nome e, em geral, serviam como prendas cerimoniais) eram considerados possessões do mais alto valor e, freqüentemente, levavam impressa a marca da oficina, a data de fabricação e o nome do governante.

Os tapetes islâmicos mais antigos de que se tem notícia foram fabricados em Konya (Turquia) no século XIV. Esses tapetes, em tons de azul, verde e vermelho, seguem um esquema baseado em formas naturais, com uma beirada contendo inscrições. Durante o domínio dos mamelucos, os tapetes tinham padrões geométricos em tons de azul pálido, vermelho e amarelo.

História do Mundo

Veja como pagar menos e garantir maior restituição do Imposto de Renda

por PALOMA SAVEDRA


Valor do imposto pode ser menor dependendo do modelo de declaração, o Simplificado ou Completo; além disso, algumas despesas podem ser abatidas

Rio - Ninguém quer pagar um imposto alto, pelo contrário, o ideal é conseguir alguma restituição. Para reduzir a mordida do Leão, informe todas as deduções (veja quadro abaixo). Além disso, saiba escolher o modelo adequado para preenchimento da sua declaração. O simplificado garante desconto de 20% do valor dos rendimentos tributáveis. Já o completo é o ideal para os contribuintes com gastos altos comprovados. É o que explica a gerente de tributos diretos da Thomson Reuters, Vanessa Miranda.

“Na declaração simplificada, o contribuinte não precisa informar deduções e tem desconto simplificado de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34. É benéfica para quem não tem despesas superiores (dedutíveis) a esse cálculo”, explica Vanessa.

A especialista destaca que o sistema da Receita já faz o cálculo do imposto em cada opção. “O próprio programa mostra qual será o valor do IR pago no modelo simplificado e no completo. O ideal é preencher incluindo dependentes e optar pelo menor valor do imposto”, explica.

Também é importante fazer um planejamento tributário. “Por exemplo, quem é casado deve analisar se é melhor colocar o cônjuge como dependente ou não e fazer isso em separado. Esse cálculo não pode ser feito no rascunho. A pessoa deve simular no sistema”, ensina.

Outro detalhe importante é para aqueles abaixo da faixa de R$ 28. 123,91 ou dos demais requisitos obrigatórios para declarar. Esses cidadãos também podem ter restituição. “O contribuinte que não está obrigado a declarar, mas que teve retenção na fonte, por exemplo, seja ao longo do ano ou apenas em um mês por conta do pagamento das férias, deve fazer a declaração para ter a restituição”, avisa.

Para aumentar o valor a ser devolvido pela Receita, o gerente administrativo Marcelo Nobile entrega a declaração no fim do prazo. “Assim, eu entro no último lote de restituição e recebo em dezembro, com correção maior”, diz. A atualização é baseada na taxa Selic, mais 1% ao mês.

QUEM NÃO DECLARA

Quem não fizer a declaração tem chance de entregá-la fora do prazo, mas terá que pagar multa. “A pessoa estará sujeita a multa de 1% ao mês sobre o imposto devido até no máximo 20%. A multa mínima é de R$ 165,64”, informa Joaquim Adir, supervisor nacional de IR.

Se o devedor não se regularizar, o Fisco envia ofício para a entrega de declaração. A Receita cobrará o imposto devido sobre a renda não declarada, como bens e imóveis. Se não fizer, será considerado sonegador e não conseguirá empréstimo bancário. Também fica com o CPF irregular e terá problemas para emitir passaporte e fazer concurso público. Se não quitar o débito, ele pode ser réu em ação de execução fiscal, ter bens penhorados e ser preso.

CONFIRA OS DOCUMENTOS

Informes de rendimentos de salário, distribuição de lucros, aposentadoria e pensão.

Nome e CPF de dependente com idade a partir de 14 anos.

Informe de rendimento financeiro fornecido por banco.

Recibos de pagamento de despesas escolares dos dependentes ou do próprio contribuinte.

Recibos de despesas com saúde ou outros gastos, com nome e CPF do profissional que prestou o serviço.
Dados do empregado doméstico com os recolhimentos das contribuições ao INSS.

Para comprovar pensão alimentícia: nome e CPF do ex-cônjuge e filho.

Recibos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos.

Autônomos: cópias de recibos dados a clientes, além do resumo mensal do livro caixa informando o carnê-leão.

Recibo de entrada da declaração do Imposto de Renda do ano passado.

DESPESAS QUE PODEM SER ABATIDAS
DEDUÇÕES

Algumas despesas podem ser deduzidas pelo contribuinte na Declaração do Imposto de Renda. Ações reduzem a base de cálculo do Imposto de Renda, minimizando a mordida do Leão. A partir das 9h de 25 de fevereiro, a Receita liberar o link na sua página oficial: www.receita.fazenda.gov.br.

SAÚDE

Despesas com saúde, como médico, dentista, fisioterapeuta, podem ser abatidas integralmente. Não existe um valor limite para dedução desses gastos, ao contrário de outros gastos como as com dependentes e com instrução. Também podem ser abatidas integralmente as despesas com pensão alimentícia (somente as garantidas por decisão judicial). As despesas com plano de saúde também podem ser abatidas integralmente. Mas não é permitida a inclusão da totalidade dos planos de saúde familiar, quando o dependente faz a declaração em separado.

DEPENDENTES

O abatimento é limitado a R$ 2.275,08 por dependente. Podem ser dependentes o filho ou enteado, até 21 anos (ou em qualquer idade, quando incapacitado para o trabalho) ou até 24 anos de idade, se estiver estudando. Inclui também cônjuge, companheiro, pais,a vós, bisavós irmão, neto bisneto. Menor pobre até 21 anos de quem detenha a guarda judicial.

EDUCAÇÃO

O abatimento dos gastos com instrução é limitado a R$ 3.561,50 por contribuinte ou dependente. A dedução só é permitida para os gastos com Educação Infantil, escola, Ensino Superior e Pós-Graduação (Mestrado, Doutorado e Especialização), Ensino Técnico e Tecnológico. Não pode ser incluído curso de idiomas.

DOMÉSTICAS

A contribuição paga à Previdência Social pelo empregador doméstico pode ser deduzida em R$ 1.182,20. O valor corresponde à contribuição de 12% paga pelo patrão que assinou a carteira ao INSS.

MAIORES DE 65 ANOS

As aposentadorias e as pensões de maiores de 65 anos podem ser deduzidas em até R$ 1.787,77 por mês. O abatimento deve ser informado no campo de Rendimentos Isentos, identificado como ‘parcela isenta de proventos de aposentadoria, reforma e pensão’.
Fonte: O Dia Online - 20/02/2016 e Endividado