Travestis e transexuais podem participar da Olimpíada 2016 como voluntárias

A carioca Esther Morgannah está animada com a possibilidade de ser escolhida como uma das 12 mil pessoas que atuarão como voluntárias nas cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada e Paralimpíada Rio 2016.
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Esther Morgannah espera ansiosa pela seleção para participar como voluntária da abertura e do encerramento da Olimpíada e da Paralimpíada 2016Gustavo Otero/Projeto Damas
Ex-aluna do Projeto Damas, de capacitação de travestis e transexuais do Rio de Janeiro, ela espera ansiosa pela seleção que fará no próximo sábado (27). “Nós vamos apresentar o nosso trabalho e mostrar que nós existimos como transexuais e que estamos participando das cerimônias como mulheres trans para sermos aceitas, independentemente da nossa condição.”
Assim como ela, todas as 30 alunas da última turma do curso de capacitação se inscreveram para participar das audições propostas pelo Comitê Organizador dos Jogos. 
Esther acredita que esse tipo de oportunidade pode dar mais visibilidade às transexuais e ajudar a acabar com o preconceito. “As travestis e transexuais podem trabalhar, estudar, ter alguém, podem apresentar shows e dar o melhor de si”, afirma. Ela faz trabalhos freelancercomo cabeleireira, mas pretende terminar a faculdade de direito e a licenciatura em geografia para poder lecionar.
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Aluna do Projeto Damas, Alessandra Lira diz estar confiante e quer participar como voluntária dos Jogos Rio 2016 Gustavo Otero/Projeto Damas
Também aluna do projeto, Alessandra Lira define a oportunidade de participar como voluntária na Olimpíada deste ano como algo “muito especial, maravilhoso”. Ela aguarda o contato da organização dos Jogos para saber quando participará da seleção, mas diz estar confiante. “As pessoas da comissão que fizeram as nossas inscrições deram uma confiança tão grande para a gente. Estou confiante, sim, que vai dar tudo certo”.
Cabeleireira profissional, Alessandra tece elogios ao projeto de capacitação da prefeitura do Rio e destaca a importância das noções de empreendedorismo que recebeu durante o curso. Para o futuro, ela diz que pretende se inscrever como microempreendedora individual e abrir um salão de beleza no bairro de Pilares, na zona norte, onde mora. Ela quer também terminar o ensino supletivo no qual está matriculada.
Seleção
A primeira rodada de audições para seleção de voluntários para as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada e Paralimpíada de 2016 foi feita em novembro do ano passado.
A ideia é escolher 12 mil voluntários para as quatro cerimônias que ocorrerão no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Não é preciso ter habilidade específica para se inscrever. A única exigência é que o candidato seja maior de 16 anos. Segundo a equipe de elenco das cerimônias, a ideia é mostrar a diversidade brasileira.
A pedido do Comitê Organizador dos Jogos, o coordenador do Projeto Damas, Carlos Alexandre Neves Lima, organizou um encontro com a última turma do curso, em janeiro passado. Durante a reunião, a comissão apresentou o planejamento e várias alunas fizeram inscrições para serem voluntárias. Lima disse que as alunas ficaram “bastante entusiasmadas” com a possibilidade de se apresentarem. “Foi além das expectativas. Teve fila para as inscrições”.
Projeto Damas
Mais do que capacitar travestis e transexuais para o mercado de trabalho, o Projeto Damas se destina a recuperar a autoestima e a ajudar na inserção social dessas pessoas. De acordo com o coordenador do projeto, elas costumam ser excluídas da sociedade muito cedo, a maioria ainda na época da escola, onde sofrem constante bullying.
“Essa inserção social é um mecanismo para aproximá-las da escola, de prepará-las, de alguma forma, para o mercado de trabalho para estarem aptas a concorrer com os demais cidadãos e terem os mesmos direitos”, afirmou Lima.
No curso, elas podem participar de oficinas de informática, educação, empreendedorismo, orientação vocacional, fonoaudiologia, prevenção e redução de danos à saúde, noções de direitos humanos, cidadania, entre outras.
Ainda segundo Lima, mais de 90% das alunas estão na prostituição e querem sair desse ambiente. “Elas são obrigadas a se prostituir porque ninguém dá trabalho”, disse.
Apesar de o projeto não garantir vagas no mercado de trabalho, Lima afirma que são criados meios para que elas tenham autoestima, condições de segurança e mecanismos de informação para poderem entrar no mercado.
O coordenador destaca que, de forma geral, as travestis e transexuais não contam com estrutura socioeconômica. “A família não acolhe, trabalho é difícil. Elas têm muita dificuldade de ter uma estabilidade, seja econômica ou social”.
Para ajudá-las a sair desse ciclo, o projeto criou um grupo fechado na internet no qual as ex-alunas mantém contato e são divulgadas oportunidades de emprego e estudo.
Cada turma reúne 30 alunas que frequentam seis meses de aulas teóricas e três meses de vivência profissional. Elas fazem estágio em órgãos municipais conveniados, onde há hierarquia e horário, e a maioria dos funcionários é heterossexual.
Desde que a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, ligada à prefeitura do Rio de Janeiro, foi criada, em 2011, já foram organizadas seis turmas do projeto. Para este ano, a expectativa é abrir mais uma turma.

TV Escola faz campanha com vídeos de estudantes sobre combate ao Aedes aegypti

Alunos e professores de todo o Brasil têm mais uma forma de ajudar no combate ao mosquitoAedes aegypti. Com a campanha Xô Mosquito, a TV Escola, canal educativo do Ministério da Educação (MEC) está recebendo vídeos relacionados à erradicação do vetor dos vírus da dengue, do zika e da febre chikungunya. O material está sendo distribuindo nas redes sociais e é uma forma de estimular o debate dentro das escolas.
A intenção é que os envolvidos na produção reflitam sobre os riscos trazidos pelo mosquito e que boas ideias vindas de escolas – públicas e privadas – e de universidades sejam disseminadas e copiadas pelo país. Os vídeos podem ser feitos com celular, de forma artesanal e devem ter no máximo dois minutos de duração. O importante é que esteja dentro do tema de combate ao mosquito. O material deve ser enviado para o e-mailtvescola@mec.gov.br.
Quatro alunos da Escola Estadual Professor Lordão, no município de Picuí, na Paraíba, aceitaram o desafio e fizeram um vídeo sobre os locais que podem virar criadouros do mosquito. “Aqui em Picuí, todo mundo conhece alguém que já teve dengue. Mas agora o negócio ficou mais sério com o zika e a microcefalia”, disse o gestor do colégio, Robson Rubenilson. Ele propôs aos estudantes a execução do vídeo, visualizado mais de 4,7 mil vezes.
Rubenilson conta que o Aedes já é um problema local há muitos anos, mas que as escolas procuram envolver a família dos estudantes nas ações contra o vetor. “O problema é tão grave que agora temos uma funcionária que é a fiscal do mosquito, que faz vistoria na escola em busca de criadouros”, explica.
Narrado em um vídeo com ilustrações, o cordel feito por Anne Karollyne, do Instituto Federal de Goiás, já teve 8,6 mil visualizações na página da TV Escola no Facebook.
Estudantes do Instituto Federal de Goiás produziram um vídeo em cordel com orientações sobre o combate ao Aedes aegypti
Estudantes do Instituto Federal de Goiás produziram um vídeo em cordel com orientações sobre o combate ao Aedes aegyptiReprodução / Facebook TV Escola
"Minha gente, o que é que é isso?
Essa zika tá demais
Tá matando os idosos, e os nenezinhos jovens demais
Tá virando epidemia de dimensões nacionais
Eu fico arrepiado ao ver o noticiário
É muita gente doente a cada dia do calendário
Os jornais só dizem isso, não estão dizendo o contrário
Tem mulher que tá gestante e o perigo é maior
Porque o bebê que carrega pode ter a cabeça menor
Essa microcefalia não podia ser pior
Esse mosquitinho Aedes é pequeno no tamanho, mas é avassalador
Preto e branco, todo estranho,
Está lascando todo mundo, se vejo um me acanho
Lá em casa uso raquete para tentar exterminar
Tem tela em toda janela para o mosquito não entrar
E a gente usa repelente, ô peste vai-te pra lá
A gente tenta evitar qualquer água acumulada
Não tem pneu nem garrafa, a caixa d'água é fechada
E a cisterna lá de fora sempre está bem tapada
Deus o livre ter a Zika, vou até me benzer
Chikungunya muito menos, essa é que não quero ter
A dengue é para passar longe, dessa não quero saber
Como pode um inseto menor que minha unha, transmitir febre amarela, dengue e chikungunya?
O mosquito é a peste, só pode ser sua alcunha
Transmitir informação é a foram mais segura de ajudar na prevenção
Com cordel e cultura, muito cuidado minha gente pra não levar picadura
Vamos acabar com o Aedes, o mosquito não tem vez
Chega de tanta doença, dia a dia, mês a mês
Eu já to me prevenindo, e aí, como estão vocês"
A TV Escola é uma televisão pública que também tem conteúdo distribuída na internet. Na televisão, ela é distribuída por satélite aberto, analógico e digital, para todo o território nacional. Segundo o MEC atinge de 15 a 20 milhões de antenas parabólicas e também é distribuída pelas operadoras de TV por assinatura.

Computador usado para distribuir arquivos da Zelotes é contaminado por trojan


Computador
Programa malicioso ocultou acesso a documentos que haviam sido incluídos no processo. Problema foi detectado logo após o carnaval Arquivo / Antonio Cruz (Agência Brasil)
Um computador usado para distribuir arquivos da Operação Zelotes foi contaminado por umtrojan horse (cavalo de troia), programa malicioso que criam acessos a uma possível invasão. O problema ocorreu logo após o feriado de carnaval em um terminal da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. O computador, lotado no Setor de Atendimento e Informação Processual, costuma ser usado para repassar a advogados e jornalistas arquivos relacionados à Operação Zelotes.
Com a contaminação pelo malwarependrives e computadores de jornalistas que acompanharam a sessão do dia 16 de fevereiro, comandada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, foram afetados por um trojan horse que, de imediato, ocultou todos documentos que haviam sido incluídos ao processo no dia 5 de fevereiro. O problema chamou a atenção de advogados dos réus, preocupados com a possibilidade de terem perdido acesso a peças que poderiam ser usadas na defesa dos clientes.
Um dos funcionários responsáveis pela operação do computador da 10ª Vara disse ter começado a desconfiar que a máquina estava infectada na quarta-feira de cinzas (10), quando o expediente estava sendo retomado. Segundo ele, diversos atalhos vinham sendo criados sem que qualquer comando fosse dado. Na sexta-feira (12) foi aberta uma ordem de serviço, após a reclamação feita pelo advogado de um dos réus da Zelotes. “Em dez anos, é a primeira vez que isso acontece no nosso setor”, disse o funcionário à Agência Brasil.
Programas maliciosos de computadores, os chamados trojan horses (cavalos de troia) aproveitam-se de vulnerabilidades dos sistemas operacionais para se instalarem. Em alguns casos, esses tipos de programa apenas causam problemas a computadores caseiros, mas, em outras situações, podem prejudicar sistemas considerados absolutamente seguros.
Advogados receosos
Não há até o momento qualquer indicação ou suspeita de que o trojan tenha sido instalado com o objetivo de prejudicar o processo. Mesmo assim, alguns advogados consultados pela reportagem manifestaram preocupação com a possibilidade de ele esconder documentos relevantes para a defesa de seus clientes.
“Isso poderia comprometer o trabalho da defesa, por exemplo, na hora de responder a alguma acusação do Ministério Público [caso o advogado não dê pela falta de algum arquivo ocultado]”, disse o advogado de defesa de um dos réus da Zelotes, Paulo Emílio Catta Preta ao ser informado sobre o ocorrido.
Advogado do escritório Eduardo Ferrão Advogados Associados, Marcelo Leal destaca ser direito do advogado o acesso a todos os documentos do processo. “Como vou preparar minha defesa sem conhecer toda a documentação? Isso [o não acesso a documentos em virtude de um trojan horse] violaria o princípio do contraditório e comprometeria toda a defesa”, declarou.
“Preocupa-me inclusive a possibilidade de tratar-se também de um programa espião, uma vez que poderia colocar em risco a integridade de informações tanto de clientes como de todos demais envolvidos”, acrescentou o advogado. “Mas quero deixar claro que não acredito que isso tenha ocorrido de forma propositada, voltada a prejudicar o caso”, complementou Leal.
Advogado de outro réu da Zelotes, Luís Rassi disse ser “muito comum” os dispositivos móveis serem infectados por arquivos vindos tanto de tribunais como de órgãos investigativos: “Como já tive meu computador infectado em outras situações, tenho sempre o cuidado de atualizar os programas de proteção”.
Todos advogados consultados afirmaram que, para garantir o sigilo das informações processuais contidas nos processos que envolvem seus clientes, possuem em seus escritórios equipes técnicas sempre atentas para garantir a segurança de dados.
Contatada pela Agência Brasil, a assessoria da 10ª Vara confirmou ter identificado o problema no computador, mas informou que tudo já foi resolvido. Ainda de acordo com a assessoria,backups dos documentos digitalizados são feitos rotineiramente. Além disso, o computador contaminado apenas recebe informações do sistema, ficando vedado a ele qualquer possibilidade de propagar malwares internamente.

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Moradores de Rio Verde têm mais uma semana para migrar para TV Digital

Maia, moradora de Rio Verde (GO), o sinal de televisão já é digital. “Está muito bom. Até canais que não pegavam está pegando, e limpinho mesmo”, comemora. Como beneficiária do programa Minha Casa, Minha Vida, ela teve direito a pegar de graça a antena e o conversor necessários para receber o sinal digital.
O sinal analógico em Rio Verde deverá ser totalmente desligado no dia 29 de fevereiro, quando será transmitido apenas o sinal digital pelas emissoras de televisão. Na última segunda-feira (15), o sinal analógico de três emissoras já foi desligado, mas, como a meta de casas que já recebem o sinal digital ainda não foi atingida, o prazo foi ampliado para outras quatro emissoras da cidade.
Marly é uma das 12 mil pessoas de Rio Verde que já retiraram de graça os kits para a captação da TV digital na cidade. Outras 13 mil pessoas que têm direito ainda não retiraram os equipamentos. Podem retirar os equipamentos de graça os beneficiários do Bolsa Família ou inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
A distribuição dos kits da cidade está sendo feita pela Entidade Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (EAD), responsável por fornecer os equipamentos para os cadastrados do Programa Bolsa Família e no Cadastro Social e assegurar o sucesso da transição da TV aberta analógica para a fase digital. O presidente da entidade, Antônio Marteletto, explica que muitas famílias não sabem que têm direito a retirar o kit de graça.
“Muita gente não sabe que é inscrito no Cadastro Único. Sabe que faz parte de um programa social, mas não se identifica pelo Cadastro Único”, diz. Entre esses programas, estão o Minha Casa, Minha Vida, a Tarifa Social de Energia Elétrica, a Carteira do Idoso, o Telefone Popular, o Água para Todos, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, a Aposentadoria para Pessoas de Baixa Renda e programas de reforma agrária.
Inicialmente, só quem tinha direito a receber os equipamentos eram os beneficiários do Bolsa Família, mas, em Rio Verde, a distribuição foi estendida para quem é inscrito em algum dos programas sociais governo federal. Nas outras cidades, existe a perspectiva de que também sejam incluídos os inscritos no Cadastro Único.
As inscrições para receber os kits de graça podem ser feitas em Rio Verde pelo telefone 147 ou pelo site www.vocenatvdigital.com.br. Por esses dois canais também é possível tirar dúvidas sobre a instalação e a recepção do sinal digital.
Quem não tem direito a receber os equipamentos de graça deve comprá-los para receber o sinal digital. O conversor custa entre R$ 150 e R$ 200; e a antena, em torno de R$ 50, além do serviço de um antenista, caso haja necessidade. Nos aparelhos de televisão mais modernos, não é preciso conversor, apenas uma antena. O sinal da TV Digital é geralmente transmitido em UHF, mas existem canais digitais também em VHF nas regiões metropolitanas de algumas grandes cidades.
Resistência
Marteletto explica que muitas famílias ainda resistem em mudar de tecnologia, seja por questões financeiras ou por estarem satisfeitas com a transmissão analógica. “Vivemos uma situação econômica complicada. Têm famílias com dificuldades em tomar a decisão de mudar. É complicado. Qualquer mudança tecnológica tem sempre um público que vai ficar com o serviço anterior se estiver satisfeito, então em um último momento tem que ter um pouco mais de pressão para que as pessoas tomem a iniciativa de mudar”, diz.
Rio Verde fica no Sudoeste de Goiás, a 230 quilômetros de Goiânia. A cidade foi escolhida para iniciar a digitalização do sinal de televisão no país por causa do porte, de 160 mil habitantes, da proximidade da capital federal e pelo fato de o sinal não influenciar outras cidades. Isso permite aos técnicos medir os impactos da mudança no restante do país.
Em outubro, Brasília e cidades do entorno do Distrito Federal vão fazer a transição do sinal analógico para o digital. A distribuição dos kits já começou em nove cidades do entorno: Cristalina, Luziânia, Santo Antônio do Descoberto, Valparaiso, Cidade Ocidental, Novo Gama, Formosa, Águas Lindas de Goiás e Planaltina. Nesses locais, já foram entregues cerca de 20 mil aparelhos para receber o sinal digital de TV.


BRT poderá ser usado se metrô do Rio não ficar pronto antes dos Jogos Olímpicos

Um dia depois de manifestar preocupação com a conclusão das obras da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, confirmou que estuda um plano de contingência. A alternativa estudada pela prefeitura é a utilização do BRT, que seguiria com corredores exclusivos para ônibus até a zona sul, caso o metrô não fique pronto a tempo dos Jogos Olímpicos.
Hoje (20), Paes participou de uma reunião com toda a equipe do município para fazer um balanço das ações do governo e discutir novos projetos. O prefeito disse confiar na conclusão da obra dentro do cronograma e explicou que a prefeitura constantemente elabora planos de contingência. Ele criticou ainda o vazamento de mensagens para a imprensa.
“A gente tem muita confiança que o metrô vai ficar pronto. Agora, todo mundo sabe que é um desafio. A gente tem um plano de contingência preparado há algum tempo. Temos de discutir isso com o Comitê Olímpico Internacional, mas nada além disso”, declarou o prefeito. “Nós temos plano de contingência em tantos outros e-mails que não vazaram.”
A edição de hoje (20) do jornal O Globo publicou e-mail do prefeito ao Comitê Olímpico Internacional em que Paes manifestou preocupação com o término das obras da Linha 4 do Metrô, que ligará Ipanema, na zona sul, à Barra da Tijuca, na zona oeste. Na mensagem, ele relatou que é alto o risco de que elas não estejam concluídas a tempo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Mesmo após a divulgação da mensagem, na reunião de hoje, o prefeito disse estar confiante de que o metrô ficará pronto até julho. “Temos confiança de que o metrô vai ficar pronto, mas é óbvio que temos que discutir alternativas”, declarou Paes antes de se reunir com sua equipe. Ele, no entanto, admitiu não ter recebido informações sobre o andamento das obras nas últimas semanas.
Paes considerou normal o alerta para que tudo funcione bem para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. “É óbvio que, nas Olimpíadas, agora estamos na hora da atenção total. Faltam poucos meses para os Jogos Olímpicos. Então, para tudo a gente tem de ter um plano de contingência, um plano alternativo”, completou.
O Comitê Rio 2016 informou à Agência Brasil que acompanha o andamento das obras e que não tem motivo para se preocupar com falta de cumprimento do prazo. “Estamos confiantes que tudo vai ser realizado no prazo, confiantes com o cronograma. O comitê acompanha com atenção, mas não possui elementos para acreditar que não será cumprido o compromisso. Serão realizados grandes jogos”, destacou a entidade.

Com fim do horário de verão, consumidor deve tentar economizar energia

or muitos, odiado por outros tantos, o horário de verão é polêmico em muitos aspectos. Alguns reclamam de ter que acordar quando ainda está escuro, mas muita gente comemora porque pode voltar para casa no fim do dia ainda com sol, e quem sabe até curtir uma praia ou um happy hour com amigos.
O horário de verão, que começou em outubro do ano passado, terminou à zero hora de hoje (21), e os relógios foram atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Controvérsias à parte, o fato é que a medida, adotada no Brasil desde 1931, proporciona uma economia para o país, com um menor consumo de energia no horário de pico (entre 18h e 21h), graças ao aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.
Menos gastos
Com o fim do horário de verão, os consumidores devem redobrar a atenção nas pequenas ações do dia a dia que podem resultar em uma redução na conta de luz no fim do mês. Algumas dicas são conhecidas como apagar a luz ao sair de um ambiente; usar lâmpadas fluorescentes compactas; preferir a luz natural durante o dia e desligar o chuveiro enquanto se ensaboa.
Outras orientações não tão conhecidas também podem ser adotadas, de acordo com uma cartilha da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que orienta os usuários sobre o uso racional da energia.
Por exemplo, a pintura de paredes internas e teto com cores claras, que refletem melhor a luz natural. A Aneel também aconselha a não reaproveitar a resistência do chuveiro queimada, porque, além de perigosa, a prática aumenta o consumo de energia.
Na cozinha, a geladeira deve ser aberta o mínimo possível de vezes, retirando todos os itens de uma só vez. Os alimentos não devem ser guardados quentes e o eletrodoméstico não deve ter as prateleiras forradas, porque isso aumenta o consumo de energia. A borracha da porta da geladeira deve ser mantida em boas condições, porque veda o interior do refrigerador, evitando um maior consumo de eletricidade.
Na área de serviço, uma das dicas é acumular o máximo de roupas possível para lavar de uma só vez na máquina e usar pouco sabão, para não ter que enxaguar a roupa várias vezes. O mesmo vale para o ferro de passar, que deve ser ligado para passar mais roupas da mesma vez, pois o aparelho consome muita energia sempre que é acionado. Além disso, o ferro deve ser regulado de acordo com a temperatura indicada para cada tecido.
Ao comprar um eletrodoméstico, a dica é preferir os que trazem o selo Procel ou etiqueta A do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que indicam os mais econômicos. Outra prática importante é não ligar vários aparelhos na mesma tomada porque, além de ser perigoso, consome mais energia. Os consumidores também devem evitar o uso de aparelhos elétricos no horário de pico de consumo (das 18h às 21h).
Nos últimos dez anos, a adoção do horário de verão tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo e uma economia absoluta de 0,5%, o que equivale, em todo o período do horário de verão, aproximadamente ao consumo mensal de energia em Brasília, com 2,8 milhões de habitantes.

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