NASA Studying Volcanic Ash Engine Test Results - Timelapse

Publicado em 24 de nov de 2015
NASA researchers are spending at least the next six months poring over data from a recent test that involved sending volcanic ash through an airplane engine.

According to the U.S. Geological Survey more than 80 commercial aircraft encountered potentially hazardous volcanic ash in flight and at airports from 1993-2008. That was before the big 2010 volcanic eruption of Eyjafjallajökull in Iceland which disrupted hundreds of flight in Europe and the lives of about 10 million airline passengers over six days.

"The primary issue is that volcanic ash forms glass in the hot sections of some engines," said John Lekki, NASA Vehicle Integrated Propulsion Research (VIPR) Principal Investigator, based at NASA's Glenn Research Center in Cleveland, Ohio. "This clogs cooling holes and chokes off flow within the engine which can eventually lead to an engine power loss. It is very erosive, which causes damage to compressor blades and other parts in the engine."

Credit: NASA Langley Research Center

Ocupação de escolas prejudicará avaliação do ensino paulista, diz sindicato

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Ocupação por estudantes da Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, contra a reorganização das instituições de ensino proposta pela Secretaria Estadual de Educação (Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - Estudantes ocupam Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, contra a reorganização das instituições de ensino Rovena Rosa/Agência Brasil
Parte dos estudantes e professores paulistas mostrou-se contrária à aplicação das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo (Saresp), que ocorre desde ontem (24) no estado. Segundo a Secretaria da Educação, as avaliações tiveram de ser canceladas nas 151 escolas ocupadas por alunos que protestam contra a reorganização escolar que levará ao fechamento de 93 unidades de ensino. Nas demais escolas, as provas estão sendo aplicadas normalmente. No total, há 5,3 mil escolas no estado.
De acordo com a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo Noronha, o ambiente conturbado e a existência das ocupações prejudicarão a correta avaliação do desempenho das escolas. O sindicato estima que 163 unidades estejam ocupadas.
O Saresp mede o nível de aprendizado em linguagens e matemática em dois dias prova. Professores das melhores escolas na avaliação recebem um bônus por resultado em dinheiro. O valor não integra o salário-base e deixa de ser incorporado à aposentadoria e benefícios da carreira. “O bônus não tem uma série histórica, e os critérios não são objetivos", disse. "Em alguns casos de professores nas mesmas condições, uns tiveram bônus e outros não”, acrescentou.

Panfletagem de alunos
Estudantes que participam dos movimentos de ocupação das escolas em São Paulo têm feito panfletagens e postagens nas redes sociais para convencer os colegas a boicotar as provas do Saresp. “É uma forma de o governo avaliar apenas por números como está a situação das escolas, daí vem investimento. Não é um teste pedagógico para nós alunos”, conta Luana Narde, de 15 anos, estudante do 1º ano do ensino médio.
Luana e outros alunos ocupam a Escola Fernão Dias Paes, no bairro de Pinheiros. Eles têm se sustentado com a ajuda de doações de mantimentos de vizinhos e apoiadores, como Graça Cremon, dona de uma produtora de vídeos. Além de levar os alimentos para os alunos, Graça doa filmes e oferece aulas e oficinas culturais.
“Parece que o governo quer dar funcionalidade à educação. A pessoa que estuda na escola pública só pode ser funcionária. Ela nunca vai ser um criador, um filósofo do livre pensar. Eles querem um ensino técnico, eu sou contra. Sou a favor do ensino universalista: primeiro eu sei das coisas, depois eu escolho o que quero da minha vida”, disse Graça.
A Secretaria Estadual da Educação reiterou que os aspectos relacionados ao pagamento do bônus por resultado, que tem no Saresp elemento central para fins de cálculo, serão estudados do ponto de vista legal e comunicados posteriormente. “Vale lembrar que a pasta protocolou junto ao Tribunal de Justiça propostas de negociação com estudantes para desocupação das escolas, mas mais uma vez não obteve acordo. Mesmo assim, o canal para diálogo mantém-se aberto”. A expectativa é que 1,2 milhão de alunos façam as provas.
Fuvest
Em um dos colégios ocupados, a escola Conselheiro Crispiniano, em Guarulhos, seriam aplicadas as provas da primeira fase do vestibular da Universidade de São Paulo, a Fuvest, no próximo domingo (29). Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a aplicação do exame será transferida para o Prédio U da Universidade de Guarulhos. Os candidatos receberão a confirmação do local de prova por e-mail, SMS ou ligação telefônica.
A Fuvest tem 121 locais de prova, dez são escolas públicas estaduais. Por enquanto, apenas a de Guarulhos está ocupada. Segundo a assessoria de imprensa da Fuvest, a instituição dispõe de outras opções para aplicar as provas, caso mais unidades sejam ocupadas.

Em escolas ocupadas em SP, rotina de alunos inclui limpeza e aulas abertas

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Dormitório improvisado em sala de aula na ocupação da Escola Estadual Caetano de Campos. Os alunos protestam contra a reorganização escolar proposta pelo estado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Dormitório improvisado em sala da Escola Estadual Caetano de Campos, uma das 151 unidades ocupadas, segundo a Secretaria de EducaçãoRovena Rosa/Agência Brasil
O fechamento de 93 escolas e a estimativa de que 311 mil alunos tenham de mudar de unidade escolar no ano que vem tem feito jovens e pais se mobilizarem na cidade de São Paulo. Os protestos contra proposta da Secretaria de Educação do estado de reorganização da rede de ensino tiveram início no dia 10.
Os alunos têm ocupado escolas estaduais na capital e no interior. De acordo com a secretaria, 151 estabelecimentos de ensino estão ocupadas hoje (25). O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo estima em 163.
Nas escolas ocupadas, os jovens criaram uma rotina de atividades. Eles se dividem em grupos para fazer a limpeza, garantir a alimentação, manter a segurança e atender às demandas da imprensa. Além disso, são programadas palestras, aulas abertas, debates e exibições de filmes.
São Paulo - Fabíola Loguercio e Islan Gonçalves da Silva participam da comissão da alimentação na ocupação da Escola Estadual Caetano de Campos (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Os estudantes se dividem para fazer a limpeza, garantir a alimentação, manter a segurança e atender às demandas da imprensaRovena Rosa/Agência Brasil
Com o fechamento das escolas e a transferência de estudantes para outros estabelecimentos, o objetivo do governo é segmentar as unidades em três grupos (anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio).
A falta de diálogo sobre as mudanças e o apego à escola em que estuda desde o 6º ano levaram Fabrício Ramos, 17 anos, do 3º ano do ensino médio, a aderir ao movimento de ocupação da Escola Estadual Caetano de Campos, na Praça Roosevelt, centro da capital paulista. A escola funciona em um edifício de janelas amplas e pé direito alto, construído no século 19. A unidade foi tomada pelos jovens no dia 16.
Na ocasião, havia cerca de 30 escolas ocupadas. “É sempre assim. Engole! Aceita, aceita e aceita! Não somos obrigados a aceitar tudo”, reclamou o jovem sobre a forma como são tomadas as decisões no ambiente escolar.
Há também reclamações relativas ao excesso de alunos por sala e falta de professores. “Na 7ª série [8º ano], não tive professor de história e geografia. Um ano inteiro sem geografia e história. Em outros anos, fiquei sem matemática. A base para o ensino médio eu não tive”, afirmou Fabrício.
“Minha sala é muito cheia. Acho que tem 47 pessoas na lista. Pouquíssimas não aparecem. São sempre 35 ou 40 pessoas em uma sala. Muitas vezes os professores não conseguem nos alcançar da forma que gostariam”, acrescentou Aryel David, 17 anos, estudante do 3º ano.
Segundo Aryel, a sensação da fazer parte do movimento de ocupação é de empolgação e aproximação com a escola. “É surreal. A escola faz mais parte do meu dia a dia do que fazia antes. Estamos limpando a escola, fazendo comida. Parece que fazemos mais parte da escola do que antes.” Algumas salas foram transformadas em dormitórios. A secretaria e a diretoria foram lacradas com barricadas para evitar danos ou extravio de documentos.
O clima ordeiro surpreendeu a mãe de Fabrício, que, segundo ele, o repreendeu no início do movimento. “Minha mãe veio aqui e viu como está a situação. Mostrei para ela como o pessoal está organizado. Ela pediu desculpas.”
São Paulo - Aryel David e Fabrício Ramos participam da comissão de comunicação na ocupação da Escola Estadual Caetano de Campos. Os alunos protestam contra reorganização proposta pelo estado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Aryel David e Fabrício Ramos participam da comissão de comunicação na ocupação da Escola Estadual Caetano de CamposRovena Rosa/Agência Brasil
Aryel garante que a mobilização dos estudantes tem deixado em segundo plano organizações tradicionais, como o movimento estudantil institucional. “Eles estão somando com a gente, não estão liderando as coisas”, afirmou ao explicar que existe apoio externo, apesar do comando das ações ser dos alunos.
Na Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, zona oeste paulistana, primeira a ser ocupada, a cartunista Laerte Coutinho participou ontem (24) de uma conversa com os estudantes.
“É para saudar essa gente e dizer que estamos solidários. Conhecer o pessoal e entender como isso funciona”, acrescentou a chargista, que estudou na escola na década de 1960. “Há uma vizinhança. Somos vizinhos no tempo, porque também vivemos nesse espaço e tivemos problemas relativamente parecidos.”
Laerte ofereceu para os jovens um livro francês – Um Século de Desenhos de Contestação. “Se quiserem passar o livro para a biblioteca da [escola] Fernão, beleza. Se quiserem roubar, beleza. Não é mais meu”.
Cauê Borges, 16 anos, do 2º ano, disse que, desde o começo, a mobilização teve caráter horizontal. “Entramos e fizemos uma assembleia. Decidimos ocupar. O primeiro dia foi uma demonstração de poder descentralizado. Conseguimos nos agrupar fora de partidos e de organizações burocráticas do Estado”, informou Cauê.
A reação das autoridades à ocupação surpreendeu os estudantes. “Quando fomos para fora, tinha um monte de policiais”, lembrou Jéssica Lopes, 17 anos, sobre o cerco da Polícia Militar à escola.
O governo estadual tentou, sem sucesso, obter na Justiça a reintegração de posse das unidades ocupadas. O apoio recebido de moradores da região e de movimentos sociais incentivou os estudantes a manter a ocupação. “A solidariedade foi espetacular”, destacou Jéssica.
Segundo ela, as ocupações foram uma reação à intransigência do governo estadual que não abriu espaço para negociar com os estudantes mesmo após diversas manifestações contra a reorganização. “Não diria que foi do nada [que começaram as ocupações]. Fizemos sete atos. Tínhamos voz e não éramos ouvido. Estávamos na mídia, mas não tivemos nenhuma proposta de diálogo.”
Laerte ficou impressionada com a articulação dos estudantes. “Estou abismada. Acho que nunca teríamos feito uma coisa desse teor", afirmou em referência à sua geração. “Não sei o que vai mudar. O que eu gostaria muito que ocorresse era uma resposta de abertura para negociações. Uma compreensão do governo de que não é possível fazer esse movimento sem ouvir a sociedade.”
São Paulo - Aula pública com a cartunista Laerte durante a ocupação na Escola Estadual Fernão Dias. Os alunos protestam contra a reorganização proposta pela Secretaria de Educação do estado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Aula pública com a cartunista Laerte durante a ocupação na Escola Estadual Fernão DiasRovena Rosa/Agência Brasil
Em entrevista à Agência Brasil, a diretora de Ensino da região centro-sul, Maria Izabel Faria, disse que foram feitas várias reuniões com diretores de escola e representantes dos estudantes para explicar a reorganização.
“A diretoria e a secretaria estão abertas ao diálogo, mas muitas vezes não conseguimos esse diálogo, porque eles não entendem o que é reorganização, não estão a par daquilo que foi realizado, dos estudos e do cuidado que a secretaria teve ao preparar isso.”
A diretora criticou a participação de pessoas de fora da comunidade escolar nas ocupações. “É legítima a reivindicação, a manifestação dos estudantes. Lamentável é a infiltração de pessoas que nada tem a ver com a educação."


Especialistas criticam reorganização da rede de ensino de São Paulo

Camila Maciel e Daniel Mello - Repórteres da Agência Brasil
São Paulo - Aula pública com a cartunista Laerte durante a ocupação na Escola Estadual Fernão Dias. Os alunos protestam contra a reorganização proposta pela Secretaria de Educação do estado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Aula pública com a cartunista Laerte durante a ocupação na Escola Estadual Fernão Dias, em São Paulo. Os alunos protestam contra a reorganização proposta pela Secretaria de Educação do estadoRovena Rosa/Agência Brasil
A reorganização da rede de ensino proposta pelo governo de São Paulo foi criticada hoje (25) por professores universitários e especialistas, em entrevistas à Agência Brasil. O professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Ocimar Alavarse disse que os problemas começam com a falta de transparência na apresentação da proposta de mudança.
“O que mais chama atenção nesta reforma é a ausência de um documento que explicite as escolas que serão atingidas no primeiro e em um segundo momento de mudança e, sobretudo, uma fundamentação para o aspecto pedagógico do que está sendo anunciado”, afirmou o professor.
O projeto da Secretaria de Educação de São Paulo prevê o fechamento de 93 escolas e a transferência de estudantes para outros estabelecimentos. O objetivo é segmentar as escolas em três grupos (anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio), conforme o ciclo escolar.
A estimativa é que 311 mil alunos tenham que mudar de escola no ano que vem. “Nós já temos estudos, inclusive pelo Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], que nas escolas onde nós temos um único ciclo o rendimento desses alunos é superior em relação as escolas que têm dois ou mais tipos de ensino”, alegou a diretora de ensino da região centro-sul, da Secretaria de Educação, Maria Izabel Faria.
A avaliação da secretaria é contestada pelo professor Alavarse. “O que eles fizeram foi um estudo muito simples, em que mostram que escolas com um ciclo só têm Idesp [Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo] maior do que escolas com dois ciclos, que, por sua vez, têm Idesp maior com três ciclos. Isso não prova nada”. Segundo o especialista, outros fatores devem ser levados em consideração, como o nível socioeconômico dos alunos e a composição das equipes docentes.
“O que as pesquisas mostram é que para ter uma escola bem-sucedida, de maneira geral, você precisa de uma série de razões, são aspectos multifacetados que geram um sucesso de determinada escola. Não é uma razão em si”, ressaltou o professor José Alves da Silva, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com ele, uma medida semelhante foi proposta em 1997, porém, não houve melhora significativa nos indicadores educacionais.
As mudanças propostas pelo governo estadual também não levaram em conta, segundo o professor da Unifesp, questões relativas à organização das famílias. “Não foram levadas em consideração as possíveis separações de irmãos das escolas, o mais velho que costuma levar o mais novo para a escola. São questões que só o argumento pedagógico não consegue dar conta, até porque o argumento pedagógico é falho”, destacou.
Para a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, as questões relativas ao sistema educacional devem ser debatidas de forma ampla com a sociedade. “É preciso ter um olhar mais profundo no que diz respeito à gestão democrática, no que diz respeito à organização curricular, tempo e espaços escolares. É disso que falamos. Isso faz parte de um debate em que se quer melhorar a qualidade do ensino”.
Ocupações e moções de repúdio
Na opinião da presidenta do sindicato dos professores,  Maria Izabel, anunciar alterações tão drásticas no sistema, em um ano em que houve uma greve de 92 dias, ajudou, a acirrar os ânimos contra a proposta. “Foi um tiro no pé do governador e do secretário. Unificou quem eles não queriam que unificasse: pais, professores, alunos e funcionários. Isso, de certa forma, tem um viés positivo, porque mostra que a bandeira da escola pública não tem que ser levantada só pelos professores também pelos alunos, também pelos pais, que também participam das ocupações”. As ocupações de escolas no estado somavam hoje 163, segundo estimativa da Apeoesp, e 151 no cálculo da secretaria de educação.
Para o professor da USP, Ocimar Alavarse, a mobilização é positiva.”Do ponto de vista pessoal, deve-se supor uma experiência muito gratificante, enriquecedora e educativa, mas o objetivo da ocupação não é a ocupação em si mesma. Uma ocupação exige uma série de cuidados com segurança, manutenção dos espaços, mas acho que, neste caso, o mais importante é que os estudantes, ao entrarem em cena, com o apoio de suas famílias, mudaram o quadro político desta reorganização”, disse.
A Faculdade de Educação da USP e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgaram moções de repúdio à reorganização. Os docentes da USP criticaram o “descompromisso com a oferta pública da educação”. É preocupante constatar, na política adotada, uma intenção irresponsável de economia de gastos públicos que, associada a iniciativas como a da flexibilização do currículo do ensino médio, o fechamento de salas no período noturno, a diminuição da oferta de vagas para Educação de Jovens e Adultos”, diz a USP, na moção.
Os professores da Unicamp lembraram que o ensino público estadual tem sofrido sucessivos cortes no número de vagas. De acordo com os dados do Censo Escolas citados no comunicado da faculdade, em 2013 a rede paulista tinha 5.585 escolas, número que deve ser reduzido a 5.108 com a reorganização. Na opinião dos docentes, as alterações favorecem a privatização da rede.
“A reorganização da escola por ciclos já cria a estrutura adequada para intensificar o processo de municipalização também do ciclo II do Ensino fundamental. Estudos demonstram que a municipalização tem sido um terreno fértil para os processos de privatização da escola pública”, diz a moção da faculdade.
Facilitar a gestão
A diretora de ensino da região centro-sul, da Secretaria de Educação de São Paulo, Maria Izabel Faria, rebate as acusações de que a comunidade escolar não foi consultada. “Todas a diretorias receberam representantes para passar a proposta, ouvir a comunidade nesse sentido, do que estava sendo proposto para o estado.”
Ainda segundo a diretora, as mudanças foram feitas com base em estudos que avaliaram o impacto para os estudantes e as famílias. “Todas as diretorias fizeram um estudo muito criterioso, levando em consideração os alunos, a escola, a distância. Tudo muito cuidadoso”, enfatizou. Além disso, há, de acordo com Faria, a possibilidade de o estudante solicitar remanejamento dentro da rede.
A reorganização não é feita, de acordo com a diretora, com o objetivo de reduzir os recursos destinados à educação, mas aumentar o potencial dos investimentos. “A gestão fica menos complicada: todos os alunos na mesma faixa, com necessidades semelhantes. Então, a própria gestão da escola fica facilitada. O investimento também pode ser melhor direcionado”, destacou. Segundo Faria, os aportes são feitos com base no número de alunos, não na quantidade de escolas.
A possibilidade de aumento do número de alunos por sala de aula também foi descartada pela diretora. “Não existe essa possibilidade das salas ficarem superlotadas pela reorganização. Isso foi bem cuidado por todas as diretorias de ensino para que a gente acomodasse os alunos sem superlotação”, garantiu.

Booming and Shaking Supersonic Research #NASA



Copom mantém juros em 14,25% ao ano pela terceira vez seguida

Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por 6 votos a 2, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje (25) a taxa Selic em 14,25% ao ano. Os juros básicos estão neste nível desde o fim de julho.
Votaram pela manutenção da taxa Selic o presidente do BC, Alexandre Tombini, e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero Meirelles, Luiz Feltrim e Otávio Damaso. Os diretores de Assuntos Internacionais, Tony Volpon, e de Organização do Sistema Financeiro, Sidnei Marques, votaram pela elevação da taxa em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano.
Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no nível de outubro de 2006. A Selic é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
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Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. No entanto, no último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado no último dia 20, o Ministério do Planejamento estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o ano em 9,99%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 9,93% nos 12 meses terminados em outubro. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA encerrará 2015 em 10,33%. Este ano, a inflação está sendo pressionada pelos aumentos de preços administrados como energia e combustíveis e pela alta do dólar, que influencia o preço dos produtos e das matérias-primas importadas.
Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo. Segundo o boletimFocus, analistas econômicos projetam contração de 3,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2015. O Ministério do Planejamento prevê redução de 3,1%, segundo o último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas.
A taxa Selic é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle da inflação.
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Previdência: segunda parcela do décimo terceiro vai custar R$ 15,9 bilhões


O pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário vai custar mais de R$ 15,9 bilhões à Previdência Social. No total, 28 milhões de beneficiários têm direito à gratificação natalina, informou o Ministério do Trabalho e Previdência Social.
No estado de São Paulo, que tem o maior número de benefícios por unidade da Federação, 90% têm direito ao abono. São R$ 4,4 bilhões para 6,4 milhões de beneficiários.
Os depósitos da segunda parcela começaram nessa terça-feira (24) juntamente com o pagamento da folha de novembro. Recebem primeiro os segurados cujo benefício é de até um salário mínimo. Quem ganha acima do salário mínimo começa a receber a partir do dia 1º de dezembro. Os depósitos seguem até 7 dezembro.
O valor desta segunda parcela do décimo terceiro vem com o desconto do Imposto de Renda. O contracheque de pagamentos pode ser acessado no site da Previdência Social ou nos terminais de autoatendimento do banco em que o segurado recebe o benefício.
De acordo com a lei, têm direito à gratificação aposentados, pensionistas e segurados da Previdência que estão recebendo auxílio-doença. Quem recebe benefícios assistenciais não tem direito ao décimo terceiro salário - cerca de 4,5 milhões de beneficiários.
A primeira parcela da gratificação natalina foi paga com a folha de setembro.

Seguradora paga cinco indenizações por minuto a vítimas do trânsito no país


Rio de Janeiro - No novo trecho da ciclovia que passa por Cosme Velho, Laranjeiras Flamengo e Botafogo ciclistas dividem espaço com ônibus, carros, motos e pedestres (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Motociclistas são as principais vítimas que recebem o seguro para acidentes no trânsitoTânia Rêgo/Agência Brasil
Cinco indenizações por minuto foram pagas nos primeiros nove meses deste ano para pessoas vítimas de acidentes de trânsito no Brasil.  A Seguradora Líder-DPVAT pagou o seguro por Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de via Terrestre (Dpvat) para 518.302 pessoas que sofreram acidentes de janeiro a setembro deste ano. A empresa calcula que, ao dividir o número de indenizações por hora, em dia útil, significa que quase uma indenização completa é paga a cada dez segundos no país.
De acordo com o boletim estatístico do seguro DPVAT, o número de indenizações por mortes no trânsito caiu 17%, de janeiro a setembro, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Em 2015, 33.251 pessoas morreram em acidentes e familiares solicitaram o seguro DPVAT. Em 2014, foram 40.198 pessoas mortas em acidentes.
Do total de 518.302 indenizações por acidentes de trânsito no país nos primeiros nove meses deste ano, 33.251 foram por morte, 409.248 por invalidez permanente e 75.803 por reembolso de despesas médicas e hospitalares. Apesar do número alto de indenizações, todos os índices tiveram uma redução de 17% em indenizações no caso de morte, de 15% em reembolso de despesas médicas e hospitalares e de 5% por invalidez permanente.
Assim como nos boletins anteriores, os motociclistas são as principais vítimas que recebem o seguro para acidentes no trânsito. Apesar de as motos representarem apenas 27% da frota nacional, 76% das indenizações foram para acidentes envolvendo motocicletas. Do total das indenizações pagas por acidentes com moto, 82% foram para invalidez permanente e 4% para morte.
Segundo o diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT, Ricardo Xavier, com o crescimento do número de motos na população brasileira, foi verificado, por consequência, um crescimento vertiginoso na frequência de acidentes com motocicleta. “Em acidentes de moto, na maioria das vezes, a pessoa acaba se machucando. Esse tipo de lesão caminha para uma invalidez permanente,  porque como o impacto é nos membros inferiores e superiores, e ele acaba perdendo o movimento.”
Xavier disse que apesar de ter havido uma redução nos índices de indenizações, este número segue muito alto. “Realmente, estamos começando a ver uma redução no volume de indenizações pagas. Esse reflexo tem características intrínsecas à natureza do seguro. Agora há mais consciência da autoridade de trânsito em fiscalizar e coibir, mas ainda está longe do que a gente precisa. Ainda é drástico o número. É um número muito alto. É inaceitável”, afirmou.
Incidências
De janeiro a setembro de 2015, a região Sudeste concentrou a maior incidência dos acidentes com vítimas fatais (37%), com maior participação dos automóveis (48%). A frota de automóveis da região Sudeste representa 55% da frota nacional dessa categoria e a região concentra 49% do total de veículos do Brasil cobertos pelo Seguro DPVAT.
Criado em 1974, o Seguro DPVAT indeniza todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, sem necessidade de apuração da culpa, seja motorista, passageiro ou pedestre. O Seguro DPVAT oferece cobertura para três naturezas de danos: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares (até R$ 2.700). A indenização é paga em até 30 dias após a entrega da documentação completa. Para maiores informações sobre o seguro, basta acessar o site: www.dpvatsegurodotransito.com.br


ScienceCasts: In Search of Earth... 2.0 #NASA

Publicado em 24 de nov de 2015
Astronomers have long hoped to find another planet in the cosmos similar to Earth--a blue dot in the distance that could harbor life akin to our own. NASA's Kepler spacecraft may have found the next best thing.

Visit http://science.nasa.gov/ for more.

Credit: ScienceAtNASA

Licença de atribuição Creative Commons (reutilização permitida) Faça um remix com este vídeo

"Crime não vencerá a Justiça", diz ministra Cármen Lúcia

André Richter e Michèlle Canes - Repórteres da Agência Brasil
Ao votar hoje (25) pela validação da decisão do ministro Teori Zavascki, que decretou a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e do controlador do Banco BTG, André Esteves, a ministra Cárman Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o crime não vencerá a Justiça. A ministra se referia às tentativas dos investigados de embaraçar as investigações da Operação Lava Jato e tentar interferir nas decisões do STF.
Em um dos votos mais críticos, a ministra relacionou as investigações da Lava Jato com o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, e afirmou que a Corte não vai tolerar a corrupção.
A ministra do STF, Cármen Lúcia Antunes Rocha participa da abertura do 7 Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Cármen Lúcia relacionou as investigações da Lava Jato com o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalãoArquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil
"Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção. Não passarão sobre os juízes e as juízas do Brasil. Não passarão sobre novas esperanças do povo brasileiro, porque a decepção não pode estancar a vontade de acertar no espaço público. Não passarão sobre a Constituição do Brasil” ", disse a ministra.
O ministro mais antigo na Corte, Celso de Mello, declarou que ninguém está acima de lei. Segundo Mello, as leis também serão aplicadas no caso de qualquer autoridade que tenha cometido crimes.
"Quem transgride tais mandamentos, não importando sua posição estamental, se patrícios ou plebeus, governantes ou governados, expõem-se à severidade das leis penais e, por tais atos, devem ser punidos exemplarmente na forma da lei. Imunidade parlamentar não constitui manto protetor de supostos comportamentos criminosos," acrescentou o ministro.
A prisão de Delcídio, do seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, de André Esteves e do ex-advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, foi decretada ontem (24) pelo ministro Teori Zavascki e referendada, por unanimidade, em uma sessão extraordinária na manhã desta quarta-feira. Também votaram os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Após a sessão, Toffoli, que preside a sessão, informou que o tribunal não aceitará intromissões nas investigações em curso.