Pescadores do Espírito Santo entram na Justiça para pedir indenização

Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil
A Federação das Colônias e Associações dos Pescadores e Aquicultores do Espírito Santo  (Fecopes) entrou na 2ª Vara Cível de Linhares, no litoral norte do estado, com uma ação coletiva de indenização na qual representa cerca de 3 mil pescadores. Eles foram atingidos pelo derramamento de lama do Rio Doce após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão da mineradora Samarco, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, região central de Minas Gerais.
Governador Valadares (MG) - Passagem da lama pelo Rio Doce, por causa do rompimento de duas barragens em Mariana, Minas Gerais, causa desastre ambiental (Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação)
Passagem da lama pelo Rio Doce matou a fauna do rio e prejudicou a pesca em diversas colônias de pescadoresLeonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação
O advogado Leonardo Amarante, que defende a federação, disse que aguarda a decisão da Justiça sobre a concessão de uma liminar em que foi pedido o pagamento de pelo menos um salário-mínimo para garantir a sobrevivência dos profissionais que estão impedidos de exercer o trabalho. A fixação de uma indenização será em uma segunda etapa do processo, caso seja concedida pelo juiz. “No mérito do processo tem a fixação da indenização em que o juiz vai arbitrar os danos materiais e morais, quer dizer, o valor do trabalho que eles perderam durante o período em que o rio ficar com este problema e o dano moral que é decorrente do abalo”, esclareceu.
Amarante explicou que, se a liminar for concedida, o pagamento pode ocorrer em 30 dias, porque terão que ser feitas medidas administrativas, como relacionar os nomes dos pescadores que eram cadastrados no antigo Ministério da Pesca e Aquicultura, agora integrado no Ministério da Agricultura. “Vai demandar um certo tempo que, a gente espera, seja o menor possível, caso ele defira a liminar”.
O advogado classificou como dramática, a situação dos pescadores. Ele disse que já acompanhou diversos casos de acidentes ambientais, mas nenhum tão sério como o de Mariana. “Há três colônias de pescadores ao longo do Rio Doce no Espírito Santo e mais algumas em Minas, então, é dramático”, disse. Segundo ele, os rendimentos dos pescadores variam, mas a média é de R$ 2.500. O advogado disse que, embora o pedido de pelo menos um salário-mínimo seja um valor mais baixo, é para atender uma situação emergencial. “O que a gente espera, no momento é que tenha essa garantia mínima. Eles ganham mais e a perspectiva é muito ruim. Estivemos lá ontem e a situação é dramática. É um rio morto mesmo”.
A Samarco informou, por meio de nota, que ainda não foi notificada sobre a ação, mas assegurou que  mantém entendimentos para atender às famílias atingidas pelo rompimento da barragem. “A empresa reforça que está em constante negociação com autoridades públicas competentes para tratar da melhor solução em relação às famílias atingidas que vivem às margens do Rio Doce”, informou.

Fazenda cobra R$ 255 milhões de IPVA de 305 mil donos de veículos em SP

A Fazenda paulista notificará os proprietários de 305,4 mil veículos com placas de final 8 que apresentam débitos do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) dos exercícios de 2010 a 2015.

O lote de notificações reúne 316,3 mil débitos (há veículos com débito em mais de um exercício) que totalizam R$ 254,9 milhões. Somente deste ano há 303,6 mil débitos, no valor de R$ 251 milhões.

A Fazenda enviará à residência de cada proprietário um comunicado de lançamento de débito do IPVA. O aviso traz a identificação do veículo, os valores do imposto, da multa (20% do valor devido) e dos juros de mora, além de orientações para o pagamento ou para a apresentação de defesa. A relação dos devedores foi publicada no "Diário Oficial do Estado" desta terça-feira (24).

Em maio, a Fazenda notificou 271,5 mil donos de veículos com placas final 1 que deviam R$ 214,5 milhões. Em junho, foram notificados 273 mil contribuintes (placas final 2), com dívida total de R$ 207 milhões.

No início de agosto a Fazenda notificou 337 mil proprietários (placas final 3), que deviam R$ 293 milhões. No final do mesmo mês, outros 282 mil donos foram notificados (final 4) a pagar R$ 229,5 milhões.

Em setembro, mais 611,3 mil proprietários foram notificados (finais 5 e 6) a pagar R$ 507,5 milhões. No final de outubro, 327,6 mil proprietários foram notificados (final 7) a pagar R$ 273 milhões.

O contribuinte que receber o comunicado de lançamento de débito tem 30 dias para pagar ou apresentar defesa. O próprio aviso traz as orientações necessárias para a regularização, incluindo a localização do posto fiscal mais próximo do endereço do proprietário do veículo.

O pagamento pode ser feito pela internet ou nas agências da rede bancária credenciada, através do serviço de autoatendimento ou nos caixas, bastando informar o número do Renavam do veículo e o ano do débito a ser quitado.

O proprietário que não quitar o débito ou não apresentar defesa no prazo terá seu nome inscrito na dívida ativa do Estado de São Paulo (transferindo a administração do débito para a Procuradoria-Geral do Estado, que poderá iniciar o procedimento de execução judicial, com aumento na multa de 20% para 100%, além da incidência de honorários advocatícios).

Se o contribuinte estiver em débito com a Fazenda, é recomendável regularizar a pendência para evitar a inclusão do nome no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais (o Cadin estadual). Isso ocorrerá depois de 90 dias da data de emissão do comunicado de lançamento de débito do IPVA.

Para mais informações, os donos dos veículos podem entrar em contato com a Secretaria da Fazenda pelo telefone 0800-170110 ou pelo canal "Fale Conosco" do site www.fazenda.sp.gov.br.
Fonte: Folha Online - 24/11/2015 e Endividado

Gasto médio do consumidor na Black Friday chegará a R$ 1.007, aponta SPC

Mais céticos com a Black Friday e com o bolso apertado pela crise, quatro entre cada dez consumidores que pretendem comprar nessa data vão pesquisar se de fato os descontos são reais.

Metade deles ainda não sabe se vai comprar algum produto e diz que a decisão dependerá de uma oportunidade (lê-se preço) que valha a pena. O evento acontece na sexta-feira (27).

Os resultados constam de levantamento do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil e da CNDL (confederação nacional dos lojistas), com 1.794 pessoas, entre 29 de outubro e 11 de novembro.

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC, chama a atenção o fato de 34% dos entrevistados que compraram no evento em 2014 terem a intenção de comprar ainda mais neste ano, mesmo com o país em crise. A intenção de aumento de gastos é maior entre as pessoas de renda menor.

"Não adianta sair comprando e esquecer que os juros do cartão de crédito estão em 414% ao ano [segundo dados de setembro do Banco Central]", diz a economista, ao destacar que 37% informaram que usarão cartão.

O tempo médio para quitar a compra será de seis meses, e o gasto médio informado pelos consumidores que pretendem participar do evento é de R$ 1.007 –valor superior aos R$ 856 do ano passado.

desconfiança em relação aos preços é confirmada por outro estudo feito para a Folha pela dunnhumby no Brasil, empresa especializada em ciência do consumidor.

Dos 450 entrevistados (classes A e B), 54% não acreditam nos descontos da Black Friday, 18% desconfiam e somente 28% acreditam que os descontos sejam realmente interessantes. Eles responderam de 6 a 10 de novembro, período próximo ao evento.

NO TOPO

Apesar do ceticismo dos brasileiros, o país está entre os "Top 5" da Black Friday no mundo, segundo outro estudo internacional da empresa. A dunnhumby analisou o interesse de consumidores de 34 países pela data, a partir de sites buscadores de internet em que foram digitadas as palavras "Black Friday".

O Brasil aparece no ranking ao lado de EUA, Reino Unido, Canadá e Romênia. No ano passado, apareceu entre os seis primeiros da lista. Em 2013, o Brasil apareceu pela primeira vez na lista dos cinco países com maior interesse nessa data.

"Apesar de o Brasil ser um dos últimos países a ′adotar′ o evento, já aparece entre os cinco em que as pessoas têm maior interesse na data", diz Adriano Araújo, diretor-geral da dunnhumby no Brasil.

Em 2010, os consumidores fizeram buscas com o tema com seis semanas de antecedência. Em 2014, com nove semanas. Neste ano, as buscas começaram com dez semanas de antecedência. "Mesmo mais céticos, 57% acreditam que a data pode ajudar nas compras de final de ano", diz.
Fonte: Folha Online - 24/11/2015 e Endividado

Medidas para sobreviver em tempos de crise econômica

Posted: 24 Nov 2015 11:00 PM PST
Blog Marketing Online - Marketing Online/Vendas Diretas/ Em tempos de crise econômica passo uma série de dicas para lidar com ela. A verdade é que estas dicas aplicam-se a qualquer altura, a principal diferença pode ser que estamos em crise econômica deve ser mais conservadora e ter menos riscos....

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Polícia estima perda de até R$ 1 bi ao ano com cartel da gasolina em Brasília

Desencadeada nesta terça-feira (24) pela Polícia Federal, Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Ministério Público, a Operação Dubai estima prejuízo de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão por ano aos consumidores com suposta fraude no preço de combustíveis em Brasília por meio de um cartel que envolveria postos e distribuidoras.

Além de cumprir 44 mandados de busca e apreensão, a PF prendeu sete pessoas, incluindo o presidente do sindicato dos postos de gasolina no DF, José Carlos Ulhôa Fonseca, os responsáveis pelas três principais redes de revenda que correspondem a mais de 50% dos postos na região, Antônio José Matias, Marcos Pereira Lombardi e Marcello Dornelles, e o gerente da BR Distribuidora no DF e entorno, Adão Nascimento.

Foram conduzidos para depoimento funcionários da BR, da Ipiranga e da Shell. Elas respondem por 90% do abatecimento na região.

Em entrevista coletiva na superintendência da PF, o delegado João Thiago Oliveira Pinho afirmou que "as maiores distribuidoras do país tinham ciência [de] e fomentavam o cartel aqui no DF".

"TRABALHO DE MÍDIA"

Segundo o delegado, a investigação conseguiu comprovar que os altos preços cobrados no DF não se explicavam por razões de mercado, mas sim por acerto entre os postos.

"O cartel fazia um trabalho muito bom de mídia, com o discurso de que em Brasília os preços são mais altos do que os de Goiás porque os custos são maiores, ou que o álcool não vem do DF, ou que os custos de transporte são muito elevados, o que não é verdade. Com o passar dos anos, o cartel foi criando essas desculpas", disse o delegado.

Pinho contou que alguns postos que tentavam não seguir as diretrizes do cartel "eram inquiridos pelo presidente do sindicato". Duas revendas, a Cascol e a Gasolline, definiam os preços com apoio do sindicato e os outros seguiam, segundo Pinho.

O superintendente adjunto do Cade, Eduardo Frade Rodrigues, afirmou que há indícios de que o cartel opere há mais de 20 anos na região.

INTERCEPTAÇÃO DE TELEFONES

Ele disse que a investigação começou no Cade em 2009, mas havia dificuldade para obtenção de provas da combinação dos preços. A situação mudou em 2015, quando a PF e o MP conseguiram ordens judiciais para interceptação de telefones. Segundo a PF, conversas gravadas confirmaram as combinações. A estimativa sobre o prejuízo anual dos consumidores foi feita pelo Cade.

Cairo Costa Duarte, delegado regional de combate ao crime organizado da PF, disse que se trata de uma "organização criminosa que atuava havia vários anos no Distrito Federal".

"É uma organização muito rica. Há duas semanas, houve uma briga entre eles e vimos que R$ 3,08 por litro de gasolina não estava dando prejuízo. O lucro que eles têm por litro é muito alto", disse o delegado Pinho. Nesta terça-feira o litro de gasolina estava sendo comercializado por volta de R$ 3,80 em muitos postos do DF.

Segundo a PF, a maior rede da região agora sob investigação "divide um lucro anual de R$ 190 milhões", com 92 postos de combustíveis.

O promotor de Justiça no DF Clayton Germano afirmou que compete ao MP também a partir de agira saber "se a decisão que a BR Distribuidora de estabelecer um cartel a nível de distribuição se foi uma decisão da gerência ou da diretoria que poderia repercutir inclusive na presidência da Petrobras".

OUTRO LADO

Em nota, a BR Distribuidora afirmou que está prestando "total colaboração com as autoridades nas diligências" da Operação Dubai. Segundo a nota, a BR "pauta sua atuação pelas melhores práticas comerciais, quaisquer irregularidades serão investigadas e os responsáveis, punidos".

A assessoria da Ipiranga afirma que ainda não teve acesso ao inquéritos policial, mas que "contribuirá, com integridade e transparência, com as informações necessárias aos órgãpos de controle". "As medidas cabíveis serão avaliadas assim que a empresa obtiver conhecimento do processo. A Ipiranga ressalta ainda o seu compromisso com o cumprimento das normas legais, inclusive da legislação concorrencial e de sua política de compliance."

Procurados pela Folha, representantes da Cascol, da Gasolline e do sindicato dos postos de combustíveis do DF não haviam sido localizados até o fechamento deste texto.
Fonte: Folha Online - 24/11/2015 e Endividado

Tickets for Fun é multada em R$ 1,7 mi por cobrança abusiva

São Paulo - A T4F Entretenimento S/A (Tickets for Fun) foi multada em R$ 1.734.062,50 pelo Procon de Minas Gerais devido cobrança de taxas abusivas.

Segundo a entidade, a cobrança das taxas de conveniência, de retirada e de impressão para compra de ingressos no site e no call center da empresa "caracteriza-se como transferência de custos internos da empresa para o consumidor".

A nota do Procon diz também que a Tickets for Fun desrespeitou o direito básico de liberdade de escolha ao exigir do consumidor vantagem excessiva, "caracterizando venda casada pois o serviço de venda online é intrínseco ao da própria comercialização".

A prática da empresa também vai contra o aplicado no setor de vendas, já que os preços finais de produtos e serviços, quando comprados pela internet, são menores do que os aplicados nas lojas físicas, de acordo com o coordenador do Procon-MG, Fernando Ferreira de Abreu.

O Procon diz ainda que a Tickets for Fun tem um prazo de 10 dias, a partir do recebimento da notificação, para recorrer da decisão.

Por meio da assessoria de imprensa, a T4F Entretenimento informou que não irá se pronunciar sobre o caso.
Fonte: Exame Online - 24/11/2015 e Endividado

47% dos inadimplentes desconhecem o valor exato de seus rendimentos mensais, aponta estudo

Pesquisa do SPC Brasil revela que quatro em cada dez inadimplentes têm pouco ou nenhum conhecimento sobre o valor das contas básicas do mês seguinte e 41% não sabem fazer contas para descobrir se uma promoção é vantajosa

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) feita somente com consumidores inadimplentes, em todas as capitais, revela que muitos deles têm pouco ou nenhum conhecimento sobre o seu orçamento. De acordo com o levantamento, quase a metade (47%) dos entrevistados reconhece saber pouco ou nada sobre a renda disponível para o próximo mês. E mesmo estando com contas atrasadas há mais de 90 dias, 53% dos consumidores entrevistados não sabem ao certo quais despesas terão de cortar para reequilibrar o orçamento pessoal. O comportamento inadimplente é prática recorrente entre os entrevistados: 33% dos consumidores ouvidos garantem fechar o mês no vermelho, sempre ou na maioria das vezes.

Inadimplentes conhecem pouco ou nada sobre o valor de contas básicas

O estudo revela também que quatro em cada dez (42%) entrevistados admitem saber pouco ou nada sobre o valor de suas contas básicas do mês seguinte, sendo que essa proporção aumenta entre os menores escolarizados: 49% para quem tem no máximo o ensino fundamental.

O desconhecimento abrange inclusive as compras feitas no cartão de crédito. Dentre os consumidores inadimplentes ouvidos, 46% desconhecem ou sabem pouco sobre o valor total das compras feitas recentemente no cartão, 47% não sabem ao certo quais produtos e serviços foram adquiridos no cartão de crédito e 48% admitem ter pouco ou nenhum conhecimento sobre o número de parcelas em que dividiram as suas últimas compras. "O desconhecimento em relação aos gastos com o cartão de crédito é preocupante porque essa modalidade de crédito costuma oferecer taxas de juros elevados, com média acima de 400% ao ano, e pode representar um grave risco para as finanças do consumidor", explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

41% dos inadimplentes não sabem reconhecer boas promoções

Para identificar o grau de habilidade financeira dos consumidores inadimplentes, o SPC Brasil apresentou algumas simulações de compras aos entrevistados e concluiu que muitos consumidores possuem dificuldades para fazer contas simples ou perceber a opção mais vantajosa de uma oferta. Em uma das simulações foi atestado que 41% dos entrevistados não percebiam que, para um produto que custa R$ 100, um desconto de 15% é mais vantajoso do que desembolsar R$ 90 à vista ou pagar três parcelas de R$ 33.

"Muitos consumidores enxergam as promoções como uma oportunidade que não pode ser desperdiçada e acabam deixando de lado as contas para descobrir se ela realmente é vantajosa. Além disto, ao invés de refletirem sobre a real necessidade de adquirir um produto, são movidos pelo apelo de marketing em torno das promoções, e por isso acabam se comportando de maneira impulsiva e muitas vezes, até se arrependendo da compra pouco depois", afirma o educador financeiro José Vignoli.

No momento em que realizaram a sua última compra, considerando uma escala de zero a sete, em que quanto mais próximo de sete, mais alegre ou satisfeito o consumidor estava, 79% dos entrevistados tendiam ao sentimento de alegria e 72% à satisfação. No entanto, essas percepções diminuíram para 56% e 57%, respectivamente, 30 dias após a aquisição do produto. "O ato de comprar pode provocar sensação de bem estar, euforia e até relaxamento, o que acaba induzindo os consumidores a agir por impulso e comprar sem necessidade diante de promoções", explica Vignoli.

"A inadimplência não é resultado apenas da falta de habilidade com números, mas também uma consequência do consumo impulsivo e do comportamento imprudente dos consumidores na hora das compras e da falta de controle dos seus gastos e despesas", completa Marcela Kawauti.

Metodologia

Para investigar o nível de conhecimento dos consumidores inadimplentes a respeito de seu orçamento pessoal e o grau de habilidades financeiras, o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) ouviram pessoalmente 600 consumidores de ambos os gêneros e de todas as classes econômicas e acima de 18 anos nas 27 capitais. São considerados inadimplentes os consumidores que declararam ter pelo menos uma conta com o pagamento atrasado há mais de 90 dias. A margem de erro é de no máximo 4,0 pontos percentuais com uma margem de confiança de 95%. Isso significa que em 100 levantamentos com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões.
Fonte: SPC Brasil - 24/11/2015 e Endividado

Câmara aprova divulgação de preço proporcional de produtos

Além do preço à vista, deve ser divulgado o valor do quilo, litro, metro ou unidade

BRASÍLIA — A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, proposta que obriga os comerciantes a informar, além do preço à vista do produto, o valor proporcional à unidade de medida do produto (quilo, litro, metro ou metro quadrado). No caso das embalagens que agrupem vários produtos semelhantes, como uma bandeja de iogurte, será obrigatória a divulgação do preço de cada unidade separada, ou seja, de cada potinho. Segundo a proposta, o preço proporcional deverá ser divulgado com o mesmo destaque e tamanho de fonte utilizados na informação dos preços do produto.

O texto aprovado na CCJ é o substitutivo acatado anteriormente pela Comissão de Defesa do Consumidor ao Projeto de Lei 1511/11, da deputada Erika Kokay (PT-DF). Por tramitar em caráter conclusivo, a matéria seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisada também pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

O relator na CCJ, deputado Efraim Filho (DEM-PB), apresentou parecer favorável à matéria. A análise na comissão se restringiu aos aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica legislativa.

Maior abrangência


O substitutivo amplia o alcance da norma, inicialmente prevista apenas para os produtos vendidos em embalagem múltipla ou econômica. Ele também inclui a proposta no texto da Lei 10.962/04, que regulamenta as formas de divulgação dos preços de produtos e serviços ao consumidor.

O objetivo da proposta é dar parâmetros de comparação para o consumidor avaliar entre embalagens de tamanhos diferentes e produtos de outras marcas, além de permitir ao consumidor perceber o aumento do custo do produto, já que, em alguns casos, o fabricante opta por diminuir a quantidade oferecida em vez de aumentar o preço total da embalagem.
Fonte: O Globo Online - 24/11/2015 e Endividado

Procon atualiza lista com sites que devem ser evitados na Black Friday

Restam menos de 8 dias para que a Black Friday tenha início aqui no Brasil e em uma série de outros países ao redor do mundo, mas muita gente ainda não sabe como aproveitar todas as ofertas com segurança, ainda mais quando se trata da internet. Como acontece em todos os anos, algumas fraudes podem acontecer com clareza, embora boa parte dos usuários não tenha noção de que alguns sites maliciosos estarão online com ofertas falsas, e por isso é bom ficar de olho.

Como a data é tão aguardada por compradores brasileiros, é natural que reclamações sejam feitas por causa de problemas com suas compras em sites não tão conhecidos, e para evitar este tipo de problema o Procon atualizou sua lista de sites que devem ser evitados. A lista pode ser acessada em uma página especial do Procon e conta com sites inclusos em diferentes épocas do ano.

Alguns deles são bastante conhecidos pelo público brasileiro que costuma comprar pela internet, sendo muitos voltados para compras de vídeo-games, perfumes, produtos eletrônicos em geral e, como não poderia faltar, sites que comercializam produtos importados. Todos os que foram inclusos na lista do Procon tiveram reclamações de consumidores registradas, foram notificados pelo órgão mas não responderam ou não foram encontrados.

Então, se você estiver pensando em comprar alguma coisa durante a Black Friday, fique esperto pois alguns sites fraudulentos e outros não tão confiáveis podem chamar sua atenção com produtos de valores muito inferiores ao do mercado geral, mas tente evitá-los.

Se, por acaso, você tiver algum problema com algum site durante (antes ou mesmo depois) da Black Friday, que acontecerá no dia 27 deste mês, saiba que o Procon disponibiliza um canal onde você pode ir até uma junta do órgão na sua cidade. Se preferir, também é possível utilizar os canais de atendimento para registrar sua queixa.
Fonte: Idec - 24/11/2015 e Endividado

Grupo chinês compra 23,7% da Azul Linhas Aéreas por R$ 1,7 bilhão

A companhia aérea brasileira Azul fechou acordo para vender uma fatia de 23,7% ao grupo chinês HNA. Para obter a participação, o conglomerado pagará R$ 1,7 bilhão, com direito a assento no Conselho de Administração da empresa.

O investimento avalia a empresa em mais de R$ 7 bilhões e, de acordo com a Azul, a torna a aérea mais valiosa do mercado brasileiro.

De acordo com o presidente da aérea, Antonoaldo Neves, a injeção de capital deve acontecer nas próximas semanas e a companhia já poderá contar com os recursos no fim de 2015.

Eles serão utilizados para amortizar parte da dívida de curto prazo da companhia e fugir dos juros altos praticados no mercado brasileiro atualmente, afirmou Neves à Folha. A Azul também aproveitará parte do dinheiro para dar continuidade ao plano de renovação de sua frota.

Com o adiamento da abertura de capital da aérea pela terceira vez neste ano, o valor injetado substitui, neste momento, os recursos que seriam captados no mercado.

"Como o valor foi muito alto, [esse novo caixa] não terá um horizonte de curto prazo, mas de dois, três anos. Ele é como o IPO [oferta inicial de ações] que a gente não conseguiu fazer por causa das condições do mercado brasileiro", disse Neves.

Isso não significa, no entanto, que a Azul tenha desistido do IPO, que ainda acontecerá "um dia", segundo o executivo.

"Apesar de a gente não ter se capitalizado com a IPO, a gente se capitalizou com empresas privadas, o que, na prática, representa até mais do que a IPO que a gente faria", afirmou.

Em junho, a Azul já havia vendido 5% de participação na companhia para a norte-americana United, por US$ 100 milhões.

NOVAS ROTAS

O novo acordo permitirá que a Azul entre no mercado asiático por meio de contratos de "interline" —modelo que possibilita passageiros reservarem voos de diferentes companhias parceiras para um percurso não atendido por só uma empresa— e de compartilhamento de voos.

Isso só deve acontecer, porém, em um prazo de seis meses a um ano, disse Neves, já que as operações vão demandar uma análise das malhas das companhias e aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para o compartilhamento de voos.

A venda de participação não muda os planos da Azul para a capacidade de operação da companhia no mercado brasileiro.

"A gente ia crescer 15% neste ano [em oferta de voos domésticos], agora vai crescer só 4%. Então eu tenho entre cerca de 10 e 15 aeronaves em excesso, que serão vendidas", afirmou Neves. Com a frota restante, disse, será possível manter a projeção para 2016, que varia de manutenção da capacidade a redução de entre 4% e 5%.

A Azul, assim como todo o setor aéreo no Brasil, sofre com a valorização do dólar, já que 60% de seus custos são em moeda estrangeira.

Para voltar a aumentar a capacidade, será preciso avaliar, no médio prazo, o comportamento do câmbio e os preços tarifas, que são hoje "as mais baratas da história", disse Neves.

"O que muda no ano que vem com o aporte é que vamos trabalhar muitas sinergias com a HNA, de custo, manutenção, ajuste sazonal da frota, negociação de seguros juntos", disse o executivo.

Em junho, o consórcio que controla a Azul, liderado pelo empresário David Neeleman, venceu a disputa pela compra de 61% da ex-estatal portuguesa TAP, o que também deve ajudar a aérea brasileira a ganhar capilaridade.

HNA

O HNA Group é um conglomerado que opera nos setores de aviação, indústria, turismo, logística e financeiro, com atuação expressiva no financiamento de aeronaves. O grupo possui faturamento anual de US$ 25,6 bilhões e mais de 110 mil funcionários.

Em nota, o presidente do HNA, Adam Tan, afirmou que o grupo está comprometido em expandir sua presença no setor de aviação. "Estamos felizes de nos aliar à Azul para proporcionar mais opções e conveniência para nossos clientes que viajam ao Brasil", afirmou.

RAIO-X

AZUL/2014

FATURAMENTO R$ 5,8 bilhões

PREJUÍZO LÍQUIDO R$ 65,04 milhões

NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS 10 mil (tripulantes)

DÍVIDA LÍQUIDA R$ 2,3 bilhões

PRINCIPAIS CONCORRENTES Tam, Gol, Avianca
Fonte: Folha Online - 24/11/2015 e Endividado