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“Oh mia patria si bella e perduta!”
(“Oh minha pátria tão bela e perdida!”)
Aileda de Mattos Oliveira (24/11/2015)
Giuseppe Verdi (século XIX) estreia a ópera “Nabucco”, referência ao rei da antiga Babilônia, Nabucodonosor. Nela, destaca-se “Va Pensiero”, de onde retiramos a frase, pungente lamento, em coro, dos escravos hebreus, numa alusão ao que ocorria na Itália, dominada pelos austríacos. Verdi deixou, metaforicamente, o seu recado, e a melodia, foi transformada num hino patriótico de um povo desejoso de ver a sua terra unida e livre.
Escolhemos essa expressão de profundo sentimento e dor, como título do artigo, por reproduzir o retrato do Brasil, despojado de seus valores espirituais e morais, usurpado nos seus valores materiais, por antibrasileiros, mercenários, representações do mal, adoradores do Dinheiro, ídolo ao qual se curvam, subjugados. O objetivo que os move é tornar todos os brasileiros à sua semelhança pela destruição do acervo educacional e extermínio da herança cultural e histórica do país.
Se o Brasil não está sob o domínio físico de legiões estrangeiras, está, porém, sob a imposição de uma ideologia elaborada por cérebros doentios de outras origens, mas disseminada por cérebros não menos enfermos, o que significa, igualmente, uma intervenção na nossa soberania.
Temos que reavê-la. A soberania quem nos deu foram homens que não pouparam a vida para defendê-la, embora este povo, mal-agradecido, sem horizonte, nada faça para mantê-la e, certamente, nem conhece a sua existência. Ignora ele, hipnotizado pelo cartão mensal, que permanece escravizado à prestidigitação governamental.
Então, façamos nós, que temos consciência da realidade e sabemos ser imperioso retirar o agente infeccioso do poder, pela alta virulência corruptiva de seus atos.
Precisamos de união para combater, nas várias trincheiras da oposição, as criaturas malignas, que em bloco, cumprem a missão de desfigurar o país, destroçando-o e levando-o à condição de terra arrasada.
Falta-nos a unidade magnética da força do pensamento. Falta-nos a autoconfiança que nos dá o poder de argumentação e de persuasão. Falta-nos assumir, efetivamente, a identidade nacional para nos congregarmos e transformarmos o Brasil numa grande NAÇÃO. Falta-nos o despojamento da vaidade e a substituição do ‘eu’ pelo ‘nós’. Falta-nos a unidade de ação com seriedade nas decisões. Que não transformemos as palavras de ordem em meras repetições alienadas!
Falta-nos, ainda, fazer oposição somente com a vontade dos verdadeiros brasileiros sem aproximação com políticos e partidos, desejosos, apenas, de se alimentarem da nossa força para eles próprios se fortalecerem. Temos que nos livrar deles, definitivamente. A parte consciente do povo deve somente se ombrear a outros membros com ideais de brasilidade para que recuperemos o Brasil, retirando-o das mãos imundas dos guardiões e guardiãs da caverna do atraso em que querem sepultar o país.
Temos, de imediato, de tomar posse do Brasil, a nossa pátria, tão bela e perdida, livrando-o desse antro úmido e escuro, para recuperá-lo em toda a sua plenitude.
(Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa)
“Caiu, o primeiro tombo” PF quebra sigilo bancário de ‘Lula’ e revela operações milionárias com empreiteiras
O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviou à Polícia Federal e aos integrantes da força-tarefa paranaense, dados estarrecedores sobre a movimentação financeira milionária da LILS, empresa de palestras do ex-presidente Lula.
De acordo com o documento, Lula faturou apenas através da LILS cerca de R$ 27 milhões, desde que ele deixou a presidência da República. Destes, boa parte do dinheiro veio de empreiteiras investigadas na Lava Jato, como Odebrecht (R$ 2,8 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 1,5 milhão) e OAS (R$ 1,4 milhão).
Lula é milionário. É o ex-presidente mais rico em toda a história do País.
Essa é apenas uma pequena amostra da movimentaçãofinanceira do ex-presidente. Os dados são referentes apenas a conta bancária da LILS e apontam a a destinação de parte dos recursos. De acordo com o relatório, a LILS aplicou R$ 12,9 milhões, fez um plano de previdência privada no valor de R$ 5 milhões, recolheu R$ 3 milhões em impostos e fez transferências de R$ 4,3 milhões.
Após as revelações de sua conta milionária, Lula entrou em pânico e passou toda a noite em claro. Fez dezenas de ligações durante a madrugada e conseguiu marcar uma reunião de emergência com a presidente Dilma Rousseff na manhã deste sábado. Os dois se encontraram a sós, sem a presença de assessores ou testemunhas.
A assessoria de imprensa do Planalto assim como a do ex-presidente Lula não repassaram informações sobre o conteúdo da conversa reservada.
Fontes : Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Polícia Federal. Valores referentes apenas à LILS, empresa de Lula. Há ainda outros milhões doados por empreiteiras ao Instituto Lula, que não teve o sigilo quebrado. Lula terá que depor em inquérito da Operação Lava Jato.
Via Folha AD
ECONOMIA EM CRISE
Economista Marcos Coimbra
Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.
Amargarmos uma brutal “estagflação”, caracterizada pela perversa combinação de um agudo processo de inflação, com taxa próxima a dois dígitos previstos para o final do ano, com uma recessão prolongada. A renda real dos trabalhadores decresce acentuadamente, a indústria sofre quedas sucessivas a cada período de tempo e o desemprego avança. Não conhecemos qualquer segmento da economia real que esteja satisfeito, além do "agronegócio", que continua a resistir bravamente, não sabemos até quando. Nossa dívida bruta chega a mais de 65% do PIB e pagaremos no corrente ano em torno de R$ 500 bilhões de juros da dívida pública. Fatos que impossibilitam a retomada do processo de crescimento econômico, a fim de que possamos depois voltar a sonhar com o esperado desenvolvimento econômico. Em todas as camadas da população, dos níveis mais baixos de renda até aos mais elevados, a queixa é a mesma, guardadas as devidas proporções. Não há dinheiro, não há emprego, com exceção do setor financeiro.
Muitas pessoas equivocam-se em imaginar que a Economia é uma ciência fria, desumana, interessada em perpetuar as condições existentes de desigualdade, seja a nível pessoal, regional ou setorial. Isto é explicado, em parte, pela maciça divulgação pelos meios de comunicação de massa dos malefícios de um capitalismo selvagem, dissociado do que deveria ser na realidade. Sua própria conceituação caracteriza-a como ciência social, cujo grande objetivo é a maximização da função de interesse coletivo da comunidade, aproximando-se assim do conceito do bem comum, ideal de convivência capaz de, ao mesmo tempo em que assegure a busca do bem-estar, construa uma sociedade onde todos tenham condições de plena realização de suas potencialidades e do exercício constante de valores morais, éticos e espirituais.
Desta forma, o principal objetivo de um sistema econômico deve ser o de garantir o pleno emprego dos fatores de produção, ou seja, proporcionar trabalho a todos os componentes da população economicamente ativa (PEA), em torno de 80 milhões de pessoas, com plena utilização própria dos nossos vastos recursos naturais. E, no Brasil, tudo isto é perfeitamente factível. Como? Basta, de início, diminuir a sonegação em 50%, o que provocará recursos adicionais da ordem de cerca de R$ 300 bilhões, em uma estimativa modesta, a serem investidos na infra-estrutura econômica e social, procurando assim retornar a obter uma formação bruta de capital fixo de 25% do PIB. Em seguida, diminuir expressivamente a imoral taxa de juros ainda em vigor. Desta forma, serão ativados os setores de energia, transportes, comunicações, saúde, saneamento básico, educação, segurança, ciência e tecnologia.
Garantidos os recursos, vamos verificar o que pode ser feito na área social. Inicialmente, a garantia de que o país, voltando a crescer 7% ao ano, aumente a produção, a oferta agregada, gerando mais empregos, seja no setor terciário, o qual no terceiro milênio será o grande absorvedor de mão-de-obra, seja no estímulo às atividades do "agrobusiness", acoplando o setor secundário ao setor primário. Desta forma, aumentando a oferta de trabalho, havendo mais equilíbrio entre oferta e demanda de emprego, melhorando a qualidade dos postos de trabalho, os salários serão maiores, proporcionando o crescimento do mercado interno, provocando maior incremento da produção interna, tradicional absorvedora de mão-de-obra. Este é o ciclo virtuoso do desenvolvimento.
E o segredo do desenvolvimento está justamente na qualidade dos recursos humanos, em especial na garantia de uma sólida educação básica, realmente formadora, capaz de propiciar a profissionalização daqueles que desejarem e, em paralelo, um ensino superior voltado para a pesquisa, em consonância com os anseios da comunidade, pois hoje mais do que nunca o mais importante é o capital humano. E somente uma população verdadeiramente habilitada é capaz de libertar-se da opressão dos “malignos” e assegurar o pleno desenvolvimento do Brasil. A receita é justamente a contrária à empregada pela atual administração petista, ou seja, sacrificar a população, por intermédio de "reformas" de caráter confiscatório, que estão provocando a queda da renda pessoal disponível real e, em consequência, do consumo das famílias, enquanto propiciam ao segmento financeiro os maiores lucros da história. Em paralelo, concedem benesses dissociadas da realidade, pagando “bolsas” de toda ordem, com o propósito de manter-se no poder, através da criação de um eleitorado cativo, incapaz de trabalhar, devido ao hábito do ócio. Como dizia o grande poeta Gonzaguinha: “Um homem se humilha se castram seu sonho. Seu sonho é sua vida e a vida é o trabalho. Sem o seu trabalho, um homem não tem honra. Sem a sua honra, se morre, se mata. Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz”. O povo brasileiro não precisa de esmola. Ele deseja a oportunidade de ter um trabalho digno, com justa remuneração.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
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