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a Lagoa dos Patos é uma laguna, já que ela desemboca no mar.
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Protesto com estudantes nuas provoca polêmica na UFPel, no RS
Estudantes tiraram as roupas em ato realizado na segunda-feira (26).
Universidade suspendeu aulas no instituto por causa da manifestação.
Um protesto de cerca de 20 estudantes feministas provoca polêmica na Universidade Federal dePelotas (UFPel), Sul do Rio Grande do Sul. Durante o ato, ocorrido na última segunda-feira (26), algumas jovens ficaram sem roupas ou com os seios à mostra. A manifestação, que teria como tema a violência contra as mulheres, provocou a suspensão das aulas no Instituto de Ciências Humanas da universidade.
Segundo o relato de testemunhas, pelo menos uma das jovens teria se masturbado em uma escadaria e em frente ao prédio do Instituto de Ciências Humanas, na Rua Alberto Rosa. Testemunhas disseram que algumas estudantes fumavam maconha e consumiam bebidas alcoólicas. O ato iniciou por volta do meio-dia e se estendeu ao longo do dia.
Segundo o relato de testemunhas, pelo menos uma das jovens teria se masturbado em uma escadaria e em frente ao prédio do Instituto de Ciências Humanas, na Rua Alberto Rosa. Testemunhas disseram que algumas estudantes fumavam maconha e consumiam bebidas alcoólicas. O ato iniciou por volta do meio-dia e se estendeu ao longo do dia.
(Foto: Arquivo Pessoal)
Uma estudante de pedagogia de 21 anos, quer prefere não se identificar, disse que a manifestação começou pacifíca, com gritos contra à violência a mulher, acompanhado de batucadas. Durante a tarde, algumas jovens tiraram os sutiãs e uma delas ficou completamente nua e passou a se masturbar. A estudante diz ainda que viu algumas delas urinando em baldes e jogando nas paredes do prédio do instituto.
A estudante de filosofia Jennifer Jardim chegou no prédio às 19h e no caminho até a universidade ela já tinha sido avisada do protesto por sua irmã, que também estuda na UFPel à tarde. Ela relata que, ao descer do ônibus, já percebeu uma concentração de pessoas em frente ao prédio. Em seguida, percebeu uma das participantes se masturbando na calçada.
Aulas foram suspensas pela universidade devido a protesto
Segundo Jennifer, os manifestantes impediram o acesso ao edifício e a UFPel decidiu suspender as aulas. Em nota, a instituição aponta que "verificou a incompatibilidade da manifestação com as aulas, o que motivou a suspensão das atividades didáticas". A instituição informou que a manifestação ocorria em repúdio a violência contra as mulheres. As aulas na Faculdade de Educação e do Instituto de Filosofia, Sociologia e Política (IFISP) também foram suspensas.
Jennifer ficou revoltada com a situação e questionou o posicionamento da universidade, que manteve à manifestação. "Não tenho whats, fui à aula, gastei 4 passagens de ônibus e fui impedida de entrar na universidade! Eu não tenho direito nenhum?" Entretanto, ela reforça que não é contrária a manifestação. "O corpo é delas, podem fazer com ele o que quiser, sou contra como tudo saiu do controle e a faculdade preservou o direito delas e não o meu".
A reportagem do G1 entrou em contato com o Grupo Auto Organizado de Mulheres da UFPel, que organizou o protesto. Pelas redes sociais, foi solicitado o envio de um e-mail solicitando as informações desejadas, mas até o momento não houve retorno.
A estudante de filosofia Jennifer Jardim chegou no prédio às 19h e no caminho até a universidade ela já tinha sido avisada do protesto por sua irmã, que também estuda na UFPel à tarde. Ela relata que, ao descer do ônibus, já percebeu uma concentração de pessoas em frente ao prédio. Em seguida, percebeu uma das participantes se masturbando na calçada.
Aulas foram suspensas pela universidade devido a protesto
Segundo Jennifer, os manifestantes impediram o acesso ao edifício e a UFPel decidiu suspender as aulas. Em nota, a instituição aponta que "verificou a incompatibilidade da manifestação com as aulas, o que motivou a suspensão das atividades didáticas". A instituição informou que a manifestação ocorria em repúdio a violência contra as mulheres. As aulas na Faculdade de Educação e do Instituto de Filosofia, Sociologia e Política (IFISP) também foram suspensas.
Jennifer ficou revoltada com a situação e questionou o posicionamento da universidade, que manteve à manifestação. "Não tenho whats, fui à aula, gastei 4 passagens de ônibus e fui impedida de entrar na universidade! Eu não tenho direito nenhum?" Entretanto, ela reforça que não é contrária a manifestação. "O corpo é delas, podem fazer com ele o que quiser, sou contra como tudo saiu do controle e a faculdade preservou o direito delas e não o meu".
A reportagem do G1 entrou em contato com o Grupo Auto Organizado de Mulheres da UFPel, que organizou o protesto. Pelas redes sociais, foi solicitado o envio de um e-mail solicitando as informações desejadas, mas até o momento não houve retorno.
500 crianças mortas no conflito no Iêmen
Genebra
– Mais de 500 crianças
morreram desde o início do conflito no Iêmen e 1,7 milhão estão
expostas à desnutrição, denunciou ontem o Unicef. Seis meses após
a intervenção de uma coalizão árabe dirigida pela Arábia Saudita
para ajudar o governo iemenita em sua luta contra os rebeldes
houthis, 606 menores foram recrutados à força ou utilizados por
todas as partes no conflito. No país, 10 milhões de crianças
precisam de ajuda humanitária urgente. Mais 2.355 civis morreram e
1,4 milhão de pessoas foram deslocadas pela guerra.
Fonte: Correio do Povo, página 7 de 3
de outubro de 2015.
General do Exército crítica Ministro da Defesa de fazer proselitismo político em prol do Partido Comunista do Brasil

General do Exército crítica Ministro da Defesa de fazer proselitismo político em prol do Partido Comunista do Brasil
Em texto publicado na página do ternuma, o general Paulo Chagas enfatiza que a Nação precisa levar a sério as advertências do general Mourão Martins, que acaba de perder o comando do III Exército, com sede em Porto Alegre, por ter conclamado seus comandados a ficarem em alerta acerca de uma eventual crise institucional mais profunda. Se um Ministro da Defesa se permite propalar as propostas ideológicas do seu partido e fazer propaganda enganosa de um governo falso e desonesto, porque um General de Exército, em qualquer função, deveria negligenciar do dever profissional de alertar seus comandados para as ameaças, até de emprego militar, que visivelmente pairam sobre a Nação?, afirma Paulo Chagas.
Intitulado ‘Os diplomatas, o ministro e o general’, o texto tem o seguinte teor:
Desde a criação do Ministério da Defesa (MD), tenho dito que a chefia desta pasta deveria ser confiada a um Diplomata. Continuo a pensar assim, apesar das duas experiências desastrosas que tivemos com José Viegas e Celso Amorim.
Julgo que, sendo a Defesa uma componente da Política Externa, nada mais lógico do que colocar no MD um Embaixador comprometido por vocação, formação e princípios, unicamente, com os interesses do Brasil, como são, pelas mesmas razões, os militares.
Da mesmo forma e por coerência, os Ministros da Defesa deveriam ser compelidos a proceder com as mesmas restrições lógicas que disciplinam o comportamento dos militares, isto é, deveriam restringir sua atuação e manifestações políticas aos temas que envolvem os interesses corporativos e profissionais das instituições militares e sua missão constitucional: defesa da Pátria, garantia do cumprimento das leis e manutenção da ordem interna.
Estas condicionantes explicam o fracasso das duas escolhas citadas, porquanto, ambos, tinham vínculos partidários e ideológicos com os governos a que serviam, e, como Ministros da Defesa, não tinham convicções e comportamento assemelhados aos dos militares, ou seja, não tinham o Brasil acima de tudo, mas o partido, suas propostas e seus compromissos ideológicos!
Assim pensando, em que pese o comportamento histórico do político Aldo Rebelo em defesa dos interesses militares no Congresso Nacional, o que lhe permitiu, muito justamente, integrar a “tropa amiga” naquela instituição, julgo patética, descabida e incoerente a sua participação na propaganda eleitoral do seu partido, o PC do B.
Embora sendo membro efetivo, e também histórico, do desgoverno que destruiu o Brasil e que, consequentemente, colocou em xeque todos os projetos estratégicos do seu Ministério, o Sr Aldo Rebelo, ao permitir-se participar de uma investida contra a verdade, já como Ministro da Defesa, dá provas de que, em sua escala de valores, o partido e a ideologia competem com os interesses do Brasil, contrastando com o exemplo que se espera de um brasileiro investido dessa função!
Apesar da sua reconhecida e louvável atuação parlamentar em benefício das causas dos profissionais das armas, comportar-se mais como político do que como Ministro da Defesa – pasta que visa a ser reconhecida como “órgão de Estado”, integrador da segurança e da defesa nacionais, e que pretende coordenar o esforço integrado e a direção superior das FFAA -, além de depor contra o elevado conceito de “tropa amiga” do Ministro Aldo Rebelo, abre precedente para que os homens e as mulheres que empunham as armas da Nação, apesar do controle e da disciplina a que são necessariamente submetidos, sintam-se “autorizados” a agir da mesma forma em defesa dos valores patrióticos que os fizeram ser, antes de mais nada, Soldados da Pátria!
Aí reside, provavelmente, a razão dos oportunos comentários, avisos e alertas preventivos feitos pelo Gen Antônio Hamilton Mourão Martins aos seus comandados durante sua profícua passagem pelo Comando Militar do Sul, pois, se um Ministro da Defesa se permite propalar as propostas ideológicas do seu partido e fazer propaganda enganosa de um governo falso e desonesto, porque um General de Exército, em qualquer função, deveria negligenciar do dever profissional de alertar seus comandados para as ameaças, até de emprego militar, que visivelmente pairam sobre a Nação?

A Europa e os imigrantes, por Jurandir Soares
A
Europa está sendo inundada por imigrantes, Só neste ano já são
cerca de 360 mil, segundo números da Acnur, a agência da ONU para
refugiados. Deste contingente, 170 mil entregaram pela Grécia, justo
o país da região que atravessa a maior crise. Essa leva
extraordinária de imigrantes está fomentando a xenofobia.
Manifestações têm sido realizadas pelo mais diversos países, com
ênfase para os adeptos do Partido Nacional, fundado por Le Pen na
França, e aos movimentos neonazistas na Alemanha. A chanceler Angela
Merkel teve de ocupar os meios de comunicação em uma conclamação
aos alemães para que não reagissem com hostilidades perante os
imigrantes. Isso porque os violentos protestos têm sido registrados
pelo país. Segundo funcionários do governo alemão, ao menos 202
ataques contra abrigos de refugiados ocorreram no primeiro semestre.
Essa gente busca abrigo e uma nova
vida na Europa enfrenta as mais diversas agruras ao longo de seu
trajeto. Uma boa parte acaba morrendo pelo caminho, foi o caso nesta
semana do caminhão encontrado perto de Viena, com 71 cadáveres,
sendo quatro crianças. Mais cerca de 200 morreram no Mediterrâneo
em uma barca procedente da Líbia. Desde janeiro, cerca de 2,5 mil
refugiados perderam a vida tentando alcançar a Europa.
O que precisa ser destacado é de
onde são esses refugiados. Pois são do Iraque, do Afeganistão, da
Síria e de outros países que estão em guerra civil ou situação
de conflito interno. E por que estão nessa situação? Porque
perderam suas lideranças fortes. É o caso de Saddam Hussein no
Iraque, de Muanmar Kadhafi na Líbia e de Bashar al-Assad na Síria –
que ainda não saiu mas está enfraquecido. Sabe-se que se trata de
ditadores, é verdade. Porém aqueles países só funcionam com
governo de força. Ao tempo deles havia estabilidade. Querer levar a
democracia a eles é utopia. E quem colaborou militarmente para a
derrubada desses ditadores? O Ocidente, sob a liderança dos EUA e
com a participação da Europa através da Otan. O descalabro na
região fez o Estado Islâmico avançar sobre elas, a ponto de já
ter anunciado o seu Califado. Implantou o terror que está fazendo
essa gente fugir em desespero. E para onde estão indo? Para os
países que ajudaram na destruição de seus próprios países.
Fonte: Correio do Povo, página 9 de
30 de agosto de 2015.
É preciso cooptar ou denegrir as Forças Armadas para instalar um regime espúrio
*Rômulo Bini Pereira
08 novembro 2015
“A farda não abafa o cidadão no peito do soldado!”, General Osório
Vem sendo veiculada com frequência pela mídia a afirmação de que “as instituições de nosso país estão consolidadas e funcionando corretamente”. E está sempre presente em debates de TV, artigos e reportagens porque é dita ou escrita num contexto de temas sobre o grave e vergonhoso momento por que passa o País. Trata-se de verdadeiro paradoxo, pois, se consolidadas e funcionando corretamente, a Nação não estaria convivendo com o que tem sido considerado o pior período da História nacional, em que se nota visível e crescente decadência moral e ética no campo interno e preocupante descrença externa quanto ao futuro do Brasil.
Talvez a afirmativa seja uma advertência para possíveis atitudes extremas e aventureiras, como golpes e intervenções de qualquer natureza. Entretanto, o estudo das instituições quanto ao seu funcionamento e à sua consolidação carece de uma análise de respostas. Para quem e para que funcionam? Estão realmente consolidadas?
No campo militar – razão maior deste artigo –, os chefes militares vêm sendo questionados por líderes políticos, empresariais, religiosos, sociais e outros segmentos da sociedade civil. Querem saber qual a posição das Forças Armadas caso ocorra uma grave crise institucional e que soluções teriam para impedir que ela instale o caos no País. Não são “vivandeiras de quartel”, mas, sim, personalidades que consideram as Forças Armadas um verdadeiro esteio do regime democrático a ser preservado no Brasil.
Sem exceção, os chefes militares insistem que a solução deve vir das lideranças civis e estar consoante com os princípios constitucionais. Tal atitude vem sendo adotada desde o início dos governos da Nova República. Nestas mais de três décadas, elas acompanharam a vida política do País sem nenhuma interferência no processo institucional. Cumpriram e cumprem ainda um papel imprescindível.
Em todos estes anos as Forças Armadas ouviram em silêncio críticas, ofensas e inverdades de toda ordem. Ainda hoje, atribuir ao regime militar todos os males que afligem o povo brasileiro é praxe constante. Foi essa atitude crônica e repetitiva das esquerdas brasileiras que contribuiu para que contraíssem uma doença mental diagnosticada como esquerdopatia.
Recentemente os costumeiros esquerdopatas voltaram a se manifestar. Um general de quatro estrelas, integrante do Alto-Comando do Exército, altamente conceituado na Força, de moral e integridade inatacáveis, enumerou e analisou possíveis cenários que poderiam concretizar-se em curto prazo no País. Um estudo de Estado-Maior, oportuno e de veracidade inquestionável, apresentado a jovens militares em ambiente reservado. Com sua análise o general cumpriu um dos maiores deveres que o chefe militar tem obrigação de cumprir: o de manter seus comandados bem informados, principalmente nestas horas de total escuridão, desacertos, mentiras e degeneração política e moral do País. Em nenhum momento de seu estudo e de sua apresentação foi observada qualquer proposta concreta ou uma simples sugestão com o objetivo de intervenção nos Poderes constituídos.
No último cenário apresentado, o general, com muita propriedade, alertou que o agravamento de uma crise institucional poderia conduzir o País a uma caótica conjuntura; nesse caso as Forças Armadas teriam de ser empenhadas e, por isso, deveriam estar adestradas.
Foi o bastante para que esquerdopatas de plantão, a maioria conhecida por seu ranço ideológico e aversão aos militares, considerassem sua análise como uma real proposta de golpe militar. Deveriam, sim, ler com mais atenção os artigos 136, 137 e 142 da Carta Magna, pois neles estão previstas as atribuições de diversos órgãos públicos caso uma grave instabilidade institucional ocorra.
Não serão nossas frágeis e desacreditadas instituições que atuarão, mas, indubitavelmente, as Forças Armadas, que para tal missão devem estar preparadas. É bom lembrar palavras de Barack Obama em saudação a militares dos EUA: “O que mantém o nosso sistema democrático são as nossas Forças Armadas”. No Brasil, uma declaração desse teor é impossível. Os esquerdopatas considerariam um incentivo à intervenção militar.
O general foi exonerado do comando, por orientação ministerial, por ter feito críticas à incompetência, má gestão e corrupção do Poder Executivo. O ministro da Defesa, de formação comunista e no presente um “democrata”, bem que poderia, com essa evolução de princípios políticos, orientar os integrantes de seu partido (PCdoB). Este, sim, um partido que apoia e defende organizações e falsos movimentos sociais que ainda pregam a derrubada de regimes democráticos “adolescentes”, até se necessário com o uso da força. Tal qual o PT, também segue a cartilha do Foro de São Paulo. Seus intelectuais gramscistas e ideólogos esquerdopatas sabem que as Forças Armadas brasileiras são a instituição que precisa ser denegrida ou cooptada para a instalação de um regime espúrio e bolivariano no País. Este silêncio agora imposto aos militares da ativa se enquadra nesse propósito. Segundo o Foro, os militares são seres amorfos, sem personalidade, desprovidos de inteligência, alienados e cidadãos de segunda classe, que não poderão manifestar suas inconformidades com o atual estado de calamidade política, econômica e social do País.
Felizmente, existe a esperança de que os estudos de Estado-Maior sobre a realidade brasileira, idênticos ao do general agora exonerado, continuem a ser realizados, como uma sólida armadura contra os que desejam regimes espúrios e esdrúxulos para o Brasil. Que sejam um alerta à sociedade brasileira quanto ao crítico estado de iminente ingovernabilidade do País.
Por outro lado, vê-se com imensa decepção e tristeza a incapacidade de nossas lideranças políticas de gerir os destinos e interesses da brava Nação brasileira. Para elas, os seus interesses – individuais e de seus grupos – são prioritários e estão acima dos anseios do povo. Por isso, alertar é preciso!
*General de Exército R/1, foi Chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa
O que houve?
SÃO PAULO, 30 DE OUTUBRO DE 2015 ÀS 10:51
POR SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA
Os fatos que levaram à exoneração do General Mourão não foram os miseravelmente alegados pelo governo
Na noite de 5a feira, dia 29 de outubro, os brasileiros foram agredidos, mais uma vez, pelo governo corrupto que exerce ilegitimamente o poder no país.
Depois de achacar magistrados, de inverter a ordem dos fatores para esconder o produto da corrupção e de combinar liminares salvacionistas, pareceu útil ao governo da inepta Dilma Roussef criar um fato político atingindo um General-de-Exército da ativa.
O golpe veio com a notícia, surreal, de que o Ministro da Defesa exonerou o General Antônio Hamilton Martins Mourão do cargo de Comandante Militar do Sul por ele “ter perdido a condição de comando com a sequência de fatos”. Que fatos?
Segundo a imprensa, os fatos seriam as críticas ao governo Dilma Roussef e “uma homenagem póstuma a um chefe da repressão na ditadura” ocorrida “em um quartel sob sua jurisdição”. Fatos na verdade criados pelo governo para ocultar os fatos que realmente levaram à exoneração do General Mourão.
É fácil criar fatos, e em tempos de crise parece útil fazê-lo. O difícil é controlar os acontecimentos que esses fatos geram.
Multiplicados por desdobramentos imprevistos e potencializados por reações aleatórias, esses fatos criados artificialmente produzem outros, bem reais, que se metabolizam em acontecimentos, cujo significado e importância serão estabelecidos pela História. Porém, nada disso preocupa o grupo que está no comando desse governo descontrolado. Criar uma crise após outra é a sua estratégia de sobrevivência.
Os fatos pretextados pelo governo para exonerar o General foram antecedidos pelas vozes de arautos seus, uma jornalista e um historiador, ambos defendendo o indefensável.
Miriam Leitão, com sua visão vesga do que seja contrato social, justificada pela “inclusão” alcançada pelo Bolsa Família, e José Murilo de Carvalho apontando para “o único perigo real para nossas instituições, o envolvimento político das forças armadas”.
E assim, nesta República de combinações, combinou-se que os grande riscos para o País são uma conspiração militar e o nome do General.
Só faltou combinar com os 90% da população que pensam como o General Mourão, mas que não sabem que ele não pode falar o que pensa para os seus subordinados e que não esperam que os comandantes das forças destinadas à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem sejam covardes e omissos, deixando de tratar, no recesso de seus quartéis, do que acontece de grave no País.
Mas é preciso que a nossa sociedade saiba que o envolvimento político das forças armadas não é um risco no Brasil, e sim um fato consumado.
Não nos termos da cantilena ideológica dos anos 80, trazida agora remendada para justificar o arbítrio do governo. O envolvimento político das forças armadas se deu no segundo governo Lula pela desconstrução da lei que criou o Ministério da Defesa em 1999, pela invenção de uma estratégia nacional de defesa desconectada da política nacional de defesa, pela inserção de um civil na cadeia de comando militar e pela nomeação ad aeternum de um general escolhido por critérios políticos para a chefia do estado-maior conjunto.
Tudo isso sob os aplausos da classe política que não enxergou o poder inédito sobre as forças armadas que essas medidas concediam ao governo e que ele aproveitou para encetar sua agenda ideológica que paralisou as oposições e a opinião pública até o início deste ano.
Os fatos que levaram à exoneração do General Mourão não foram os miseravelmente alegados pelo governo. É um dever do comandante expor no âmbito de seu comando o seu pensamento a respeito de situações sensíveis que atingem os seus subordinados, parte inseparável da sociedade brasileira.
É uma mentira afirmar que o General Mourão foi exonerado por que homenageou o Coronel Ustra. Essa homenagem aconteceu em Brasília, no velório do Coronel, pelas mãos de outro comandante militar de área que entregou à viúva a Bandeira do Brasil, na presença de muitos oficiais generais e superiores, da ativa e da reserva.
É uma ofensa ao Exército que um civil no exercício do cargo de Ministro da Defesa afirme que um dos generais de maior capacidade de liderança tenha perdido “a condição de comando com a sequência de fatos”.
Mas se imaginarmos as condições que um governo corrupto como o que está no poder no Brasil exige de seus colaboradores de confiança, o General Mourão deve ter realmente perdido “a condição de comando”.
Como comandante militar da área que engloba os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o General Mourão, no exercício de suas atribuições, devia estar sendo procurado por autoridades e pessoas portadoras de graves denúncias de corrupção que envolviam outras situadas em elevadas posições do governo e, como deve acontecer, com o conhecimento de seu comandante, estaria encaminhando essas evidências à autoridade competente, na inteira acepção da palavra.
Por aí, pode-se concluir o que houve. Uma canalhice.
(In)disciplina no Espaço Escolar: Desafios à Prática na Educação
Estamos vivendo um tempo de crise de autoridade nos espaços educacionais, notadamente, das escolas, institutos e universidades, que refletem os problemas sociais, entre eles, o respeito ao bem comum, as ideias e valores (ou a falta), a convivência comunitária etc. Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas. Espaços educacionais tem sido alvo de consumo e tráfico de drogas, bebidas alcoólicas, brigas etc, nas atividades regulares e também em festas, reuniões e eventos.
A (in)disciplina no espaço escolar tem sido um desafio as práticas educativas. Gestores, professores, alunos, pais, mães e responsáveis tem sido chamados a enfrentar os desafios, que deixaram de ser esporádicos. Educadores não sabem como lidar, interpretar. Compreender ou reprimir? Encaminhar ou ignorar? Como administrar o ato indisciplinado? De um lado, autoridade e controle absoluto, substituídos por uma crescente perplexidade. Violência e indisciplina, linha tenue entre os limites de convivência. Mas, afinal, o que é indisciplina? Existem vários conceitos e definições.
Para Makarenko e Gramsci, “diz respeito a todos os elementos envolvidos com a prática escolar, estando desta maneira intimamente relacionada com a forma e, como a escola, organiza e desenvolve o seu trabalho...” não pode ter o caráter externo, posto que, a disciplina é resultado da educação. A disciplina não surge espontaneamente e, sem disciplina, o trabalho escolar não pode alcançar o seu alvo, as suas finalidades. Para Gramsci “disciplina significa a capacidade de comandar a si mesmo, de se impor aos caprichos individuais, as veleidades desordenadas, significa uma regra de vida, a consciência da necessidade livremente aceita, na medida que é reconhecida como necessária para que um organismo social qualquer atinja o fim proposto. A disciplina exterior está fadada ao fracasso, não é um instrumento educativo, ao passo que a disciplina fixada pela própria coletividade dos seus componentes mesmo, se tarda a ser aplicada, dificilmente fracassa na sua aplicação”. Para Silva, 2004 é todo e qualquer comportamento que seja contrário as regras[...]. No caso da escola todas as vezes que o(a)s aluno(a)s desrespeitarem alguma norma serão vistos como indisciplinados. A revolta contra estas normas (desobediência insolente); O desconhecimento delas (caos dos comportamentos, desorganização das relações); “Desobediência, rebelião, insubordinação” ou mesmo, ser compreendida por: regime de ordem imposta ou mesmo consentida; ordem que convém ao bom funcionamento de uma organização; relações de subordinação do aluno ao mestre e, submissão a um regulamento, etc.
Possíveis origens: Faixa etária dos alunos e diferença de generos? Situação sócio-econômica?; Reflexo da fragilidade na educação familiar? Forma de contestação ao currículo e procedimentos desenvolvidos nas instituições educacionais? Manifesta-se da mesma maneira nas diversas disciplinas e espaços escolares? Alicerça-se na ausência de algumas competências docentes? Questão de afetividade? Pedido de socorro dos alunos, chamando a atenção para conflitos emocionais? Possíveis equívocos referente à compreensão do termo indisciplina?
Segundo (CHISPINO, 2005), grande parte da revolta dos alunos não vem “do nada”. Ela tem um inicio e vai aumentando à medida que o educando percebe que a sua opinião, seus valores e seus direitos, não são levados em conta dentro do ambiente escolar ou quando professor/instituição não consegue fazê-lo entender o seu papel como aluno. O aluno quer sentir-se parte da escola, Dar idéias para a melhoria; perceber a preocupação dos professores e ser ouvidos por eles e demais responsáveis pelo ambiente (…).
A simples obediência não é sinal de uma boa disciplina e não pode nos satisfazer, porque a disciplina não se cria com algumas medidas “disciplinares” mas, com todo o sistema educativo, com a organização de toda a vida, com a soma de todas as influencias que atuam sobre a criança e/ou adolescente” Makarenko. 1981. Assim, os castigos e outras medidas coercitivas devem ser evitadas ao máximo, como também, afirma Montessori e D. Bosco.
Mas como garantirmos a autoridade do professor e o convívio num clima de indisciplina? Quais seriam os limites de cada professor no trato desta questão? Tentando conter a onda de "indisciplina" alguns educadores e estabelecimentos de ensino lançam mão de atitudes autoritárias que, ao invés de contribuírem para a democratização do ensino, para a melhoria das relações humanas e do ensino, só fazem tornar o ambiente mais hostil, na tentativa de transformar os alunos em corpos dóceis. Não estaria ai um dos fatores do desinteresse, da apatia, da " indisciplina" dos alunos? Seria possível uma integração entre os professores para que haja espaço de participação ativa dos alunos. Onde não se resumisse a cópia de pontos, resolução de tarefas, mas houvesse uma dinâmica interna na sala de aula que, dentro do possível, alterasse a forma de distribuição das carteiras, e a relação individual pudesse ser coletiva, inclusive na solução dos problemas, etc.
Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva – UESB/DFCH - reginaldoprof@yahoo.com.br
A primeira pizzaria do mundo
A
primeira pizzaria de que se tem notícia foi fundada em Nápoles, em
1830. Foi ali também que nasceu a pizza Margherita, em 1889, a
pedido do rei Umberto I e a rainha Margherita.
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