Morre atriz de 'Big Bang Theory'

Produtores da série lamentaram a morte de 'uma amada integrante da família Big Bang Theory'. Via Cultura Estadão ‪#‎BigBangTheory‬
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Bomba-relógio armada durante o ano começa a estourar: governo reconhece fracasso na economia


Em diversos discursos no Plenário e em entrevistas durante o ano, o senador Alvaro Dias fez alertas sobre a bomba-relógio que vinha sendo armada pelo...
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Pink Floyd - Calling - The Endless River

Publicado em 12 de nov de 2014

Pink Floyd The Endless River 2014

 

New Life - Sucesso de vendas!

Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com






O abraço do dinheiro com a política

Caros amigos do Brasil,



A qualquer momento, o Senado decidirá se o dinheiro das empresas deve ser banido de todas as eleições ou se vai continuar a dar as cartas da política do Brasil. Assine a petição agora e, quando chegarmos a 300 mil apoiadores, faremos uma grande ação de entrega das nossas vozes aos parlamentares:

assine a peticao
Apesar do racha eleitoral, temos um grande consenso nacional: a reforma política. Nos próximos dias se inicia a parte mais difícil deste debate, que é justamente definir o que deve ser mudado no sistema político brasileiro. 

Nossas eleições foram tomadas pelo poder econômico, com campanhas multimilionárias que destroem a igualdade entre os candidatos e favorecem práticas como o caixa-dois, a lavagem de dinheiro e a corrupção. Mas uma proposta que acabará com as doações de empresas pode ser votada a qualquer instante. 

Nas eleições, mais de 95% do dinheiro arrecadado pelos principais candidatos veio de empresas. Temos que dar um fim nisso! Líderes da Câmara e do Senado definirão a agenda de votações nos próximos dias, e decidirão o que entra na reforma política. Se milhares de nós dissermos que a reforma número 1 é a do financiamento eleitoral, essa matéria será votada. 

Queremos políticos que respondam às pessoas e não às empresas! Assine a petição agora e, quando chegarmos a 300 mil apoiadores, faremos uma grande ação de entrega de nosso pedido aos parlamentares:

https://secure.avaaz.org/po/brasil_financiamento_de_campanhas_onboarding/?bfSsGib&v=48291

Empresas não votam, mas mesmo assim doam quantidades enormes de recursos para candidatos de quase todos os grandes partidos para criar canais de acesso permanentes com quem estiver no poder. E alguns políticos, depois de eleitos e já pensando na reeleição, não ousam recusar pedidos de favores para seus doadores. Pesquisas mostram que a cada 1 real doado, 8,5 reais retornam por meio dos contratos públicos. 

Os que se opõe à mudança dizem que se proibirmos doações de empresas, aumentará o fluxo de dinheiro pelo caixa dois, o que tornaria investigações mais difíceis. Mas mesmo as doações de empresas feitas com transparência podem distorcer os resultados das eleições e levar ao poder políticos comprometidos com a grana e não com o interesse dos cidadãos. Esse é o gene da corrupção. 

Nossos amigos em Brasília e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral nos disseram que esse é o momento certo para agir. Vamos fazer o que fazemos de melhor e construir nosso caminho para eleições mais limpas. Clique abaixo, assine a petição e compartilhe com todos:

https://secure.avaaz.org/po/brasil_financiamento_de_campanhas_onboarding/?bfSsGib&v=48291

Muitas vezes escutamos de políticos e muitas outras pessoas que o que estávamos tentando alcançar era simplesmente impossível. E inúmeras vezes, juntos, mostramos que eles estavam errados. Foi assim com a Ficha Limpa e outras campanhas. Vamos mostrar mais uma vez que, quando agimos juntos, não há o impossível. 

Com esperança e determinação, 

Michael, Carol, Diego, Débora, Oliver, Alice e toda equipe da Avaaz 


MAIS INFORMAÇÕES: 

Empresas fazem doações para até oito partidos na mesma eleição (Rede Brasil Atual)
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/01/empresas-que-mais-financiam-campanhas-optam-por-doacoes-para-tres-partidos-8005.html

Doação de campanha: um negócio da China no Brasil (JusBrasil)
http://caldeirao-politico.jusbrasil.com.br/politica/112338172/doacao-de-campanha-um-negocio-da-china-no-brasil?ref=home 

Maioria do STF vota pelo fim das doações de empresas para campanhas (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1434761-maioria-do-stf-vota-pelo-fim-das-doacoes-de-empresas-para-campanhas.shtml 

85% querem reforma politica, revela pesquisa IBOPE-OAB
http://www.oab.org.br/noticia/25940/85-querem-reforma-politica-revela-pesquisa-ibope-oab 

Pesquisa mostra irracionalidade em financiamento eleitoral (Veja)
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pesquisa-mostra-poder-economico-sobre-eleicoes 

Cartilha da Reforma Política Democrática
http://www.reformapoliticademocratica.org.br/wp-content/uploads/2014/04/cartilha.pdf 

Os despojos da vitória: doações para campanhas e contratos do governo no Brasil (em inglês) (Kellog Institute)
http://kellogg.nd.edu/publications/workingpapers/WPS/379.pdf 

Preocupados em poupar, brasileiros fazem previdência privada crescer

por Bárbara Libório

Segundo FenaPrevi, hoje, existem mais de 10 milhões de contratos e cerca de R$ 400 bilhões em ativos

Segundo estudo da FenaPrevi divulgado recentemente, 30% dos brasileiros se preocupam em poupar em dinheiro. A previdência privada é uma das opções para isso: 21% dos entrevistados declararam ter interesse em adquirir um plano de previdência complementar aberta algum dia, 16% pensam em iniciar os investimentos nos próximos cinco anos e, 5%, nos próximos 12 meses.

Dados da federação mostram que hoje, no Brasil, existem mais de 10 milhões de contratos do investimento e cerca de R$ 400 bilhões em ativos.

Ainda assim, Evely Silveira, gerente comercial de Previdência da Porto Seguro afirma o produto ainda tem uma participação pequena entre as famílias. “A procura cresceu bastante, o produto está mais na mídia, mas ainda falta conhecimento de quem compra e de quem vende”, afirma.

Entenda como funciona um plano de previdência privada

Evely explica que a previdência privada é um produto de acumulação. “As pessoas, quando adquirem o plano, determinam o valor de contribuição. Podemos calcular qual o valor final que ele conseguirá arrecadar com esse aporte mensal, ou qual deve ser o aporte para que a pessoa consiga alcançar o valor desejado.” O contribuinte pode resgatar o arrecadado uma única vez ou pode optar por receber uma renda mensal.

O resultado é um valor estimado e depende da rentabilidade do produto. “O fundo de investimento de previdência não é um fundo bancário. Ele é aprovado pela CVM e a sua regulação exige que ele tenha no máximo 49% de renda variável, para que os contribuintes não corram muitos riscos”, diz Evely.

Quem tem um perfil mais conservador pode colocar 100% do valor investido em um fundo de renda fixa. Quem prefere arriscar, pode optar pela renda variável também. “Em média, a rentabilidade anual da previdência é de 6%. Não falamos em valores maiores para não iludir os clientes”, explica a gerente.

Reajustar investimentos é importante para bom desempenho

O investimento mensal feito pelos beneficiários pode ser mudado a qualquer momento. E é importante que seja.

“Os clientes não costumam fazer isso porque acabam esquecendo. Mas é importante fazer essas adequações em momentos como mudança de emprego ou outras situações que te permitam aumentar o aporte”, explica Evely.

Aportes podem ser deduzidos do Imposto de Renda

Quem opta pela modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) pode aproveitar benefício permitido pela Receita Federal. Os aportes podem ser deduzidos da base de cálculo do Imposto de Renda até o limite de 12% da renda bruta anual tributável.

No entanto, no resgate ou recebimento de renda o IR incidirá sobre o valor total e rendimentos. “A previdência privada é um produto de longo prazo. No mínimo, dez anos de investimento. Para investimento a curto prazo, o imposto come toda a rentabilidade”, diz Evely.

Para ter acesso ao benefício, é preciso optar pelo modelo de declaração completa.

Taxas de administração podem tornar produto menos atrativo

As taxas que precisam ser pagas pelo contribuinte nesse tipo de produto são os principais motivos para que Leandro Martins, analista-chefe da Walpires Corretora, o ache menos atrativo do que outros tipos de investimento.

“Na previdência privada, é preciso ficar atento a informações que muitas vezes são ocultadas, como a existência de taxas de saída, entrada, carregamento e período de carência”, explica.

A taxa de entrada é a que incide no aporte inicial e nos aportes mensais do contribuinte. A taxa de saída é cobrada quando o investidor retira o montante do fundo. Além disso, muitos contratos impedem que o valor investido seja retirado antes de determinado período. “Tudo isso deve estar explicitado no contrato e o cliente precisa ficar atento”, diz Martins.

Há também a taxa de carregamento, que é anual e incide sobre todo o patrimônio do investidor e taxa de corretagem – essa última não é cobrada por algumas corretoras. “Eu considero que toda taxa acima de 1% pode ser considerada abusiva.”

Também é preciso ficar atento à gestão do investimento. “Essa modalidade de investimento é uma das piores em ponto de vista de performance. Além disso, muitas vezes o investidor conservador vê que a rentabilidade do investimento fiou negativa porque o fundo tem renda variável e a houve má gestão de ações.”

Outros investimentos podem ter maior rentabilidade

Investidores conservadores podem optar pela compra de LFT, Letras Financeiras do Tesouro, que podem ser compradas em qualquer corretora e podem ser vendidas toda quarta-feira. A rentabilidade é próxima à Selic, que hoje está em 11,25%.

Também há taxas, como a de corretagem de custódia, mas Martins afirma que elas são mais baixas em relação aos fundos de previdência privada.

Os que não se importam em correr riscos podem optas pelas LCI, Letras de Crédito Imobiliária que não têm tributação e têm rentabilidade atrelada ao CDI, custo dos empréstimos interbancários que, em regra, acompanham de perto a variação da taxa Selic.

“O investidor pode se disciplinar e montar um plano que todo mês invista determinado valor de aporte, comprando ativos”, explica Martins.
Fonte: IG Economia - 11/11/2014 e Endividado

Mercado vê nova alta de juros em dezembro e PIB menor

por Alexandro Martello

Expectativa para inflação neste ano apresentou recuo na semana passada.
Em 2015, analistas dos bancos preveem mais inflação e alta menor do PIB.


Os economistas das instituições financeiras passaram a prever um novo aumento da taxa básica de juros em dezembro deste ano, ao mesmo tempo em que baixaram a estimativa de inflação para este ano e, também, para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e 2015.

As previsões do mercado foram coletadas pelo próprio BC por meio de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana. O levantamento dá origem ao relatório de mercado, também conhecido como Focus, que foi divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central.

Produto Interno Bruto
Para o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas baixaram, na semana passada, a estimativa de uma alta deste ano de 0,24% para 0,20%. Se confirmada, será a menor expansão desde 2009, quando o PIB teve retração de 0,33%. Para 2015, a estimativa de expansão da economia recuou de 1% para 0,80%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

No fim de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira teve retração de 0,6% no segundo trimestre deste ano e que estaria em "recessão técnica", que se caracteriza por dois trimestres seguidos de PIB negativo.

Juros e inflação
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou para 11,25% ao ano no fim de outubro, a expectativa dos analistas dos bancos passou a ser de um novo aumento em dezembro, para 11,50% ao ano. Para o fechamento de 2015, a previsão continuou em 12% ao ano - o que pressupõe alta no próximo ano.

O aumento de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2014, 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Segundo a pesquisa do BC, a expectativa dos economistas para a inflação deste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou de 6,45% para 6,39% na semana passada. Para 2015, porém, a previsão do mercado subiu de 6,32% para 6,40%.

Em doze meses até outubro, o IPCA, a inflação oficial do país, desacelerou, mas somou 6,59% – valor que ainda está acima do teto de 6,5%. A meta, porém, vale somente para anos fechados.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 subiu de R$ 2,45 para R$ 2,50 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 2,55 para R$ 2,60 por dólar.

A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 caiu de US$ 2 bilhões para US$ 1 bilhão na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial caiu de US$ 7,24 bilhões para US$ 7 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte recuou de US$ 60 bilhões para US$ 58,5 bilhões.
Fonte: G1 notícias - 10/11/2014 e Endividado

Cai adesão à portabilidade de crédito, apesar de novas regras

por Taís Laporta

Número de migrações quase encolheu pela metade entre 2013 e 2014.
Especialistas apontam concorrência e alta dos juros como possíveis causas.


Apesar das novas regras para facilitar a portabilidade de crédito, a adesão a essa modalidade – que permite ao cliente levar sua dívida de um banco para outro, que cobre juros mais baixos – perdeu força em 2014. De janeiro a setembro, a migração de dívidas de pessoas físicas entre os bancos representou pouco mais da metade da quantidade computada no mesmo período de 2013.

Foram 274.990 operações entre janeiro e setembro deste ano, contra 534.496 no ano passado, segundo dados do Banco Central. A queda acentuada acontece no período em que passou a valer a resolução 4.292 – em vigor desde maio –, forçando os bancos a agilizarem as migrações por meio eletrônico.

A redução de casos de portabilidade, informou o BC ao G1, era vista como "possível" e até "esperada", em meio à implantação das novas regras. O volume migrado vinha crescendo até 2013 – quando a alta foi de 13% ante 2012. Segundo o órgão, a resolução pode até ter estimulado mais contrapropostas de bancos para segurar seus clientes.

Quando informadas de que os devedores querem portar a dívida, as instituições vêm tentando renegociar as condições, a fim de evitar a migração para a concorrência. Essa é a visão do especialista em direito bancário e do consumidor, Alexandre Berthe. “Se for este o motivo da queda na portabilidade, considero válida a resolução [do Banco Central]”.

De olho na concorrência
Os cinco maiores bancos brasileiros – detentores de 80% dos empréstimos no país – evitam falar abertamente sobre a tendência, mas parecem determinados em competir pela clientela disposta a migrar de banco.

O Itaú não confirma se aumentou as contrapropostas, mas diz oferecer linhas de crédito mais baratas aos interessados em portar a dívida. “Dependendo do relacionamento com o banco, há alternativas que podem ser mais interessantes que a portabilidade”, informou, citando o crédito consignado como principal opção.

O Santander, por sua vez, diz que considera "benéfica" a portabilidade eletrônica. “Sempre que possível, [o banco] oferece condições especiais para que o cliente traga e mantenha seu relacionamento conosco”. O Bradesco não retornou ao pedido do G1, e o Banco do Brasil não se manifestou alegando em período de silêncio.

A Caixa, que pratica os juros mais competitivos do mercado, afirma ver as novas regras como “oportunidade” para expandir sua base de clientes, e diz ter como diretriz a manutenção dos "clientes que decidem portar o crédito" – em sua maioria, o consignado (com desconto na folha de pagamento).

Restrição à portabilidade lidera queixas
Segundo uma fonte ligada ao Banco Central, o consignado é a linha de crédito com o maior número de migrações de dívida entre os bancos – embora o órgão não divulgue o dado oficialmente.

Em setembro, foi justamente a restrição à portabilidade do consignado, sem justificativa, a causa campeã de reclamações procedentes contra bancos no Banco Central, com 471 casos registrados.

O cliente que encontrar juros menores em outro bancos, pela nova regra, tem cinco dias para receber um retorno sobre a migração. “Se não tiver êxito, deve contatar o SAC do banco onde têm a dívida e, se não isso resolver, reclamar no Banco Central ou no Procon”, orienta a economista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim.

Alta dos juros pode ter barrado migrações
Para o diretor-executivo da Associação Nacional Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, a baixa adesão à portabilidade era previsível em 2014 por causa da alta dos juros, que prevaleceu este ano.

“Toda vez que os juros caem, quem contraiu um financiamento mais caro no passado procura condições mais vantajosas. Mas este ano os juros do crédito tiveram uma curva de subida, o que desestimula essa busca”, conclui.

Contrariando as previsões do mercado, o BC elevou a taxa Selic de 11% para 11,25% na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na quarta-feira (29) – movimento que tende a encarecer as operações de crédito.

Outro possível desestímulo para a portabilidade seria a prática de juros muito próximos nas mesmas linhas de crédito entre as instituições financeiras.

“Quando a diferença entre as taxas for muito pequena de banco para banco, pode ser que isso desencoraje a portabilidade”, avalia o especialista em bancos Berthe.

Para Miguel, da Anefac, a migração é mais vantajosa para modalidades de crédito mais caras, como cartão de crédito e cheque especial – que em setembro tiveram taxas médias de 10,78% e 8,48% por mês, respectivamente.

No financiamento imobiliário, uma redução de apenas 0,5 ponto percentual nos juros pode representar economia significativa no total pago pelo imóvel, devido ao longo prazo, tornando a portabilidade mais vantajosa.

Um imóvel de R$ 500 mil financiado a juros de 10% ao ano, em 360 meses, pode ficar R$ 63,3 mil mais barato com uma merca redução da taxa para 9,5% ao ano (veja a simulação).

No entanto, no crédito habitacional as taxas ficaram estáveis nos últimos tempos, o que desestimula a procura pela portabilidade, destaca o diretor-executivo da Anefac.

Embora os custos da portabilidade de crédito não sejam arcados pelo consumidor – mas pelos bancos – quem procurar o serviço precisa ficar atento a outras cobranças atreladas à transferência, como a confecção de cadastro no novo banco ou registro de transferência da dívida em cartório, que podem onerar a operação.

SIMULAÇÃO

Veja quanto é possível economizar no financiamento de um imóvel com taxas de juros menores

http://www.endividado.com.br/img/noticias/foto_20141111_112505.png
Fonte: G1 notícias - 11/11/2014 e Endividado

Decolar.com e TAM lideram rankings de reclamações do Procon

Gol é a companhia que mais soluciona os problemas dos consumidores; Azul é a que tem índice de solução mais baixo

O Procon-SP divulgou nesta segunda-feira (10) os rankings de agências de viagens e companhias aéreas com mais reclamações. Decolar.com e TAM ocupam as primeiras posições das respectivas listas.

De janeiro a setembro deste ano, a Decolar.com foi alvo de 251 queixas. O índice de solução das reclamações é de 76% - o Procon-SP considera ideal um índice de solução acima de 95%.

CVC Brasil, B2W Viagens e Turismo, Tam Viagens, Hotel Urbano, Edestinos.com.br, Viajanet e Booking.com são as outras empresas que aparecem na lista. A última tem o índice mais baixo de solução: 42%.

Já no ranking de companhias aéreas, a TAM aparece com 252 reclamações e um índice de solução de 70%. Logo em seguida aparecem Gol, com 228 queixas, e Oceanair Linhas Aéreas, com 111.

O levantamento do Procon também mostra que a Gol é a companhia que mais soluciona os problemas dos consumidores (75%), e a Azul, que ocupa o quarto lugar da lista, a que tem o índice de solução mais baixo (61%).

Segundo o órgão, os problemas com cobrança, serviços e contratos são os principais motivos de queixa dos consumidores.

Veja o ranking de agências de viagens mais reclamadas:

1 - Decolar.com

2- CVC Brasil

3 - B2W Viagens e Turismo

4 - Tam Viagens

5 - Hotel Urbano

6 - Edestinos.com.br

7 - Viajanet

8 - Booking.com

Veja o ranking das companhias aéreas com mais queixas:

1 - Tam Linhas Aéreas

2 - VRG Linhas Aéreas (Gol)

3 - Oceanair Linhas Aéreas

4 - Azul Linhas Aéreas

5 - American Airlines

Outro lado

A Decolar.com afirmou, em nota, que, para alguns casos, precisa atuar em conjunto com as mais de 500 companhias aéreas e mais de 200 mil hotéis, o que, segundo ela, pode refletir em índices como o do Procon.

A Edestinos.com.br informou que maioria das reclamações que recebe são relativas à taxa de serviços, às taxas de cancelamento e alteração e ao cancelamento por suspeita de fraude. Em relação à taxa de serviços, a empresa diz que ela se dá pelo custo do intermédio entre a operadora do voo e o cliente, e está prevista nos Termos e Condições que o cliente aceita no ato da compra. Já as taxas de cancelamento e alteração "são provenientes das companhias aéreas, não de dentro da nossa agência". Por último, a agência diz que o cancelamento por suspeita de fraude é um procedimento da empresa para a própria segurança do cliente, já que o Brasil é um dos principais países com casos de fraude online e só é realizado "após várias tentativas de contato com o titular do cartão de crédito".

Entre as companhias aéreas, por meio de sua assessoria de imprensa, a TAM afirmou que recebe, em média, 30 casos de reclamações por mês em um universo de 957 mil passageiros transportados no Estado de São Paulo.

A Gol informou que dos 117 mil contatos recebidos por mês pelo SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente, apenas 1% são reclamações e que “zela pela transparência e mantém diversas iniciativas e facilidades em todos os pontos de contato com seus clientes”.

Já a Azul disse que tem registado altos índices de recomendação e satisfação em suas pesquisas com clientes e que “trabalha intensamente para fazer da experiência do cliente a melhor de sua vida”.
Fonte: IG Economia - 10/11/2014 e Endividado

Fortuna de super-ricos é ′incontrolável′, diz sociólogo

Em entrevista à BBC, especialista que estuda extrema riqueza no Brasil diz que ela precisa ser ′desmistificada′ para que se possa avançar em combate a desigualdades.

O sociólogo Antonio David Cattani, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com formação na Paris-Sorbonne, diz ter escolhido um caminho diferente de 99% de seus colegas.

Enquanto a maioria dos cientistas sociais se debruçam sobre questões relativas a pobreza e a miséria, Cattani resolveu desbravar o outro lado da problemática da desiguandade social – a extrema riqueza, ou os super-ricos.

A escolha já foi mais difícil de ser justificada. Desde que o francês Thomas Piketty tornou-se um best-seller com a tese de que o capitalismo está concentrando renda em vários países, o que ocorre no topo da pirâmide social global tem ganhado um pouco mais de espaço nos debates de economistas e sociólogos – ao menos no exterior.

Para Cattani, no Brasil a situação é um pouco diferente da de outros países, porque aqui ao menos se avançou no combate à pobreza. "Mas só isso não basta. Precisamos reduzir a distância entre ricos e pobres para termos uma sociedade equilibrada, com qualidade de vida e sem violência", defende.

Em A Riqueza Desmistificada (ed. Marcavisual) – livro escrito durante um ano de estudos na Universidade de Oxford, no Reino Unido – o pesquisador defende que a extrema riqueza precisa deixar de ser um "tabu" para que possamos entender o papel dos multimilionários na economia, na política e na sociedade brasileria. Confira abaixo a entrevista concedida por Cattani à BBC Brasil:

BBC BRASIL: O que o caso Eike Batista diz sobre o modo como encaramos a riqueza em nossa sociedade?
Cattani – Eike teve uma ascenção meteórica que envolveu o uso de recursos públicos e, aparentemente, também informação previlegiada. Mas havia um certo deslumbramento da opinião pública por ele. No auge de sua carreira, centenas de pessoas pareciam dispostas a pagar US$ 1.000 ou US$ 2.000 para ouvir uma palestra sua. E não havia qualquer questionamento sobre a forma como seu império foi construído - um gigante com os pés de barro.

De certa forma isso ocorreu porque há um fascínio em torno da riqueza, um deslumbre. Os grandes empresários, executivos, e ricos de uma maneira geral são tratados como superiores.

É natural que a riqueza seja vista como algo positivo, que todos almejam. Isso é até legítimo. Mas esse deslumbramento tem impedido uma análise mais rigorosa sobre como algumas dessas fortunas são construídas – o que pode envolver processos abusivos e predatórios, monopólios, vantagens junto ao poder público e outros subterfúgios, como no caso de Eike.

BBC BRASIL: Por que o sr. escolheu estudar os ricos?
Cattani - Cerca de 99% dos estudos na área de ciências sociais se debruçam sobre os pobres, a classe média e a classe trabalhadora. Poucos estudam os ricos. Mas em um dos países mais desiguais do mundo o estudo da riqueza é crucial. É o topo da pirâmide social que controla os meios de comunicação, as grandes empresas, os negócios e processos políticos e eleitorais, tomando decisões que afetam todo o resto da população. Ou seja, os ricos e super-ricos ajudam a influenciar processos que determinam a estrutura da sociedade.

Os pobres são milhões mas têm um poder mais limitado, não estão organizados, estão sob a influência dos meios de comunicações. Às vezes, meia dúzia de megaempresários influencia decisões econômicas que alteram a vida de todos.

O financiamento das empresas às campanhas políticas, por exemplo, me parece inconveniente. Por que elas dão milhões para esse ou aquele candidato? De alguma forma, querem retorno – e isso não ajuda a melhorar a qualidade de nossa democracia.

Alguns dados apontam que 1% da população controla de 17% a 20% de toda riqueza nacional. E os ricos, como os pobres, não são autorreferentes ou autoexplicativos. Ou seja, a riqueza ajuda a explicar a pobreza – e vice-versa. Por isso, temos de entender como se estrutura essa sociedade de alto a baixo. Não que os estudos sobre os pobres não sejam importantes, mas eles precisam ser complementados com análises de economistas e sociólogos sobre o topo da pirâmide – e sobre de que forma esse topo está acumulando sua fortuna.

BBC BRASIL: Por que é tão difícil estudar o topo da pirâmide social?
Cattani - A riqueza é tratada em nossa sociedade como um objeto de veneração, um totem, algo superior que precisa ser respeitado. É um tema proibido.

Além dessa dimensão ideológica, há as dificuldades práticas. Os pobres são acessíveis. Os pesquisadores podem entrar em suas casas e fazer as perguntas mais inconvenientes sobre todos os aspectos de suas vidas. Eles respondem porque esperam que isso possa ajudá-los a melhorar a sua situação.

Já os multimilionários não respondem às pesquisas porque não têm interesse em informar sobre a origem e a exata dimensão de sua riqueza. Não querem que ninguém vá bisbilhotar seu patrimônio. E o resultado é que os dados estatísticos sobre eles são extremamente fracos. Não dá para confiar apenas na declaração de imposto de renda – até porque poucos ricos são assalariados. E é difícil obter dados sobre o patrimônio. Muitos multimilionários mantêm parte de sua riqueza no exterior – têm imóveis em Paris, Londres ou Miami e escondem fortunas em paraísos fiscais.

Para completar, eles são protegidos por mecanismos legais e jurídicos, como o sigilo bancário e de declaração do imposto de renda.

BBC BRASIL: Piketty tenta há alguns anos estudar o Brasil, mas um de seus colaboradores relatou a BBC Brasil ter dificuldade em acessar dados da Receita Federal...
Cattani - Acho que no Brasil há regras específicas que garantem o sigilo desses dados e pouca colaboração das autoridades.

BBC BRASIL: Quem são esses ricos?
Cattani - É difícil quantificar isso. No Brasil, em geral as pesquisas demográficas e sociais estabelecem um patamar de renda de R$ 6 mil, às vezes R$ 10 mil por mês – elas dizem: todo mundo que está acima disso é rico, é classe A. Mas precisamos estabelecer melhor as diferenças dentro desse grupo. Quem ganha R$ 6 mil por mês pode ter um bom padrão de vida, mas seu poder e o impacto na sociedade é muito diferente do que quem ganha centenas de milhares de reais.

A partir de um certo patamar, o indivíduo em questão dispõe de uma corte de serviçais, assessores tributaristas e advogados para ajudar a multiplicar sua fortuna, assessores de marketing pessoal e institucional. Faz parte do topo da pirâmide que verdadeiramente tem poder. No caso dos super-ricos eu trabalho com um percentual de 0,1% da população adulta, por exemplo.

Também há um patamar em que a riqueza gera riqueza continuamente – mesmo em situação de crise, quando a economia real sofre. Uso um conceito interessante que é o de "riqueza substantiva" – essa riqueza tão grande que escapa até ao controle político. Quem é assalariado não tem noção do que é ganhar milhões de dólares, mês após mês, ano após ano. Nem quem tem uma pequena empresa, um apartamento na praia e um mesmo automóvel do ano. Tem lá seu capital, alguns trabalhadores – mas não tem uma riqueza que se multiplica continuamente.

BBC BRASIL: O sr menciona no livro a série de TV Mulheres Ricas, de 2012. Temos os colunistas sociais, revistas sobre ricos e famosos ... Até que ponto o mundo dos super-ricos está mesmo oculto, como o sr diz?
Cattani - Um famoso apresentador de TV pode tirar uma foto em seu iate para mostrar como é bem sucedido. Mas essa publicidade é pouco relevante - e eles só mostram o que interessa. O próprio Eike era uma excessão. Há toda uma camada de ricos do setor financeiro, do agronegócio que são discretissimos, não tem interesse nenhum em se mostrar. Circulam incolusive em outra esfera, internacional.

BBC BRASIL: Afinal, há algum problema em ser milionário ou bilionário? Não é "justo" que um indivíduo talentoso e trabalha duro possa gozar dos frutos de seus esforços?
Cattani - A partir de um certo nível muitas fortunas não tem mais origem no empreendedorismo, mas em situacões de poder. É esse o caso dos monopólios, por exemplo, que reduzem a eficiência da economia como um todo. Ao anular a concorrência, um determinado grupo impõe seu preço, sua prática de negócios, se vale de mecanismos tributários para aumentar sua riqueza.

É um mito essa ideia de que toda riqueza é produto de talento e trabalho duro. Há fortunas que são, sim resultado de um esforço legítimo e talentos empresariais. Mas há também herdeiros que não fazem bom uso do que receberam, multimilionários de mentalidade rentista, riquezas montadas a partir de privilégios e práticas ilegítimas. A riqueza extrema também pode ser nefasta para os negócios, para a democracia e para o próprio capitalismo.

BBC BRASIL: O Brasil é um dos poucos países em que a desigualdade de renda teria diminuído nos últimos anos. Estamos no caminho certo?
Cattani - Estamos no caminho correto das políticas públicas para redução da pobreza, mas as distâncias entre os ricos e os demais ainda são imensas. Há muito a fazer no tema da concentração de renda.

O problema é que quem está no topo da pirâmide quer manter seus privilégios. No Brasil, o pobre paga proporcionalmente mais imposto, por exemplo. Não há impostos sobre heranças e doações, como em muitos países desenvolvidos. Também não há imposto sobre dividendos e rendimentos do capital. Quem ganha milhões com dividendos não paga nada, enquanto um assalariado a partir de dois mil, três mil reais já paga imposto de renda. Precisamos de uma reforma na área tributária, além de um combate mais firme a paraísos fiscais.

BBC BRASIL: Por que é importante combater a desigualdade? Não basta combater a pobreza?
Cattani - Enquanto não avançarmos nessa área, não teremos uma sociedade mais equilibrada, com mais qualidade de vida e no qual todos tenham boas oportunidades de trabalho para desenvolver suas capacidades. Há estudos que mostram que a violência está diretamente relacionada às distâncias sociais, por exemplo. Além disso, a partir de determinado patamar, a concentração de renda prejudica a eficiência de uma economia, tira dinamismo do mercado interno. É melhor ter uma fortuna reinvestida na produção, gerando emprego, do que imobilizada em uma mansão luxuosa ou em contas no exterior.
Fonte: G1 notícias - 11/11/2014 e Endividado