Vícios no imóvel não justificam rescisão do contrato de crédito

Vícios no imóvel não justificam rescisão do contrato de crédito. Isso porque, na qualidade de agente financeiro para aquisição de imóvel já pronto, o banco não assume responsabilidade relacionada à construção do imóvel. Assim entendeu a 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região ao julgar um pedido de rescisão em contrato de mútuo para aquisição da casa própria por conta da existência de defeitos da construção do imóvel.

"Não podem os autores confundirem a aquisição da propriedade com a relação contratual de mútuo. O contrato de compra e venda envolve o bem imóvel; o contrato de mútuo, o empréstimo em dinheiro", entendeu a turma.

No caso, um casal entrou com ação de reparação de danos depois de constatarem vícios estruturais no imóvel, impossibilitando seu uso de maneira segura. Eles haviam firmado contrato de compra e venda com a construtora e, para viabilizar o negócio, obtiveram crédito imobiliário na Caixa Econômica Federal.

Segundo a decisão, o casal procurou a Caixa Seguros para falar dos problemas do imóvel. Entretanto, embora tenha verificado a existência de trincas, fissuras e afundamento dos pisos da cozinha e da área de serviço, a instituição negou a cobertura securitária contratual porque não havia ameaça de desmoronamento.

O casal então requereu a antecipação dos efeitos da tutelar para suspender o pagamento das prestações do financiamento contra a Caixa e contra a construtora. Eles pediam o julgamento da ação com a condenação das empresas ao pagamento dos valores despendidos por eles e de mais R$ 68 mil a título de danos materiais. Além disso, queriam a rescisão do contrato firmado, bem como a condenação ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, ou que o crédito disponibilizado pelo banco fosse revertido para aquisição de outro imóvel, sendo restituído o que já havia sido pago.

Em primeiro grau, a construtora não foi localizada, razão pela qual o processo prosseguiu, a pedido dos autores, somente em relação à Caixa. A sentença extinguiu o processo sem julgamento de mérito em razão da ilegitimidade passiva do banco.

No TRF-3, a turma admitiu que o banco tem legitimidade passiva para figurar na demanda, uma vez que é parte na relação jurídica de direito material. Ocorre que, segundo a decisão, a Caixa apenas emprestou o valor requerido pelos autores para aquisição do imóvel, em nada interferindo no valor ajustado entre os vendedores (construtora) e compradores.

“Não há que se falar em negligência da Caixa. Na qualidade de agente financeiro para aquisição de imóvel já pronto, cabe a ela fazer diligências relacionadas ao financiamento bancário, ela não assume responsabilidade relacionada à construção do imóvel, ao contrário do que ocorre nas hipóteses em que a Caixa atua como agente financeiro da própria construção e nessa condição obriga-se a fiscalizar a obra.”, diz a decisão.

Ainda segundo o entendimento da turma, não cabe o pedido de rescisão contratual do mútuo pela existência de vícios no imóvel, uma vez que a Caixa não é responsável por eles. Assim, o pedido do casal foi negado. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-3.

Processo 0021294-05.2012.4.03.6100/SP.
Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 11/11/2014 e Endividado

Projeto sobre direito dos empregados domésticos volta para a Câmara

Depois de mais de um ano parado no Congresso, o projeto que regulamenta os direitos dos empregos domésticos no país vai voltar a tramitar na Câmara dos Deputados.

A comissão que analisou as emendas apresentadas à proposta rejeitou nesta terça-feira (11) todas as 57 sugestões de mudanças –o que leva o projeto à votação no plenário da Câmara.

O texto precisa ser aprovado pelos deputados e sancionado pela presidente Dilma Rousseff para que direitos como pagamento de FGTS, seguro-desemprego e banco de horas sejam garantidos aos domésticos.

editoria de arte
 
Alguns já estão previstos na Constituição depois que o Congresso aprovou a chamada PEC dos Domésticos, no ano passado, mas não se tornaram realidade porque esperam a regulamentação estabelecida no projeto.

A regulamentação estabelece, entre outros direitos, os mecanismos para que os empregados domésticos tenham direito ao recolhimento de FGTS, assim como a criação do Simples Doméstico, que unifica a cobrança do INSS, do IR e do fundo de garantia em um boleto único.

A proposta prevê que o patrão pague, de FGTS, 11,2% sobre a remuneração do empregado, incluindo 3,2% para um fundo para multa em caso de demissão sem justa causa. E mais 0,8% de seguro por acidente de trabalho.

BANCO DE HORAS

O texto ainda cria um banco de horas para compensar as horas extras trabalhadas pelos domésticos. Os patrões ficam obrigados a pagar, em dinheiro, pelo menos 40 horas extras trabalhadas pelo empregado no mês.

Além desse limite mínimo, as horas extras podem ser computadas no banco de horas e compensadas, com folgas, em até um ano. Na prática, as horas extras que terão de ser remuneradas ao final do mês são aquelas que não foram compensadas dentro do período.

Relator da matéria, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) vai pedir que os deputados votem a proposta com urgência para que, até o final do ano, a lei dos domésticos esteja regulamentada. "O Congresso está devendo essa matéria, está há mais de um ano parada na Câmara e isso gera prejuízo aos empregados e empregadores", afirmou.

IMPASSE

A polêmica começou no ano passado, em julho, quando o projeto foi aprovado pelo plenário do Senado e seguiu para a Câmara. O texto ficou parado até abril deste ano nas mãos dos deputados, que encaminharam as emendas para análise da comissão no Senado.

Há sete meses, a comissão não conseguia quorum mínimo de parlamentares para analisar as emendas, o que ocorreu nesta terça.

Jucá trabalhou pela rejeição de todas as emendas com o argumento de que o texto aprovado pelo Senado tem maiores condições de regulamentar a lei.

Os sindicatos dos domésticos apresentaram diversas emendas, entre elas uma que inclui o imposto sindical recolhido por patrões e empregados, além de pedir mudanças no formato de pagamento de horas extras, mas elas também foram rejeitadas pela comissão.

O projeto abre caminho para ampliar a formalização dos empregados domésticos ao criar o Redom, um programa de refinanciamento de dívidas de empregadores com o INSS.

Quem tiver um empregado sem carteira assinada terá condições facilitadas de quitar a dívida patronal em renegociações com a Previdência.

JORNADA

O projeto também classifica o trabalho doméstico como aquele realizado em residências mais de duas vezes por semana. A jornada de trabalho para a categoria foi fixada em até oito horas diárias e 44 semanais, sem limite de horas extras a serem cumpridas pelo empregado em um dia.

Em contrapartida, o projeto determina o intervalo de 11 horas entre uma jornada e outra de trabalho.

O texto prevê descanso para o almoço, mas reduziu sua duração mínima para meia hora, desde que haja acordo entre o patrão e o empregado. A emenda aprovada pelo Congresso fixava o mínimo de uma hora. Jucá também criou a jornada alternativa de 12 horas diárias com 36 horas de descanso.

O relator restabeleceu no texto a obrigação do cumprimento de aviso prévio pelo empregado que pedir demissão e a volta da fiscalização do trabalho doméstico dentro das residências.

O projeto proíbe a contratação de menores de 18 anos para a função. O texto preserva os domingos como "dias preferenciais de descanso", mas estabelece o mínimo de 24 horas para o descanso semanal do empregado, entre outras mudanças.
Fonte: Folha Online - 11/11/2014 e Endividado

Consumidor deixa de pagar "gatos" no sistema elétrico, decide Aneel

Entre 2015 e 2018, nove empresas de distribuição de energia elétrica terão suas receitas reduzidas em um total de R$ 161,2 milhões por ano.

A situação reflete decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), tomada nesta terça-feira (11), em que o custo dos "gatos" feitos no sistema elétrico deixa de ser pago pelos consumidores de todo país e se torna um ônus de cada distribuidora.

A medida afeta as elétricas que atendem as regiões isoladas do país, ou seja, nas áreas em que o fornecimento de energia é regional, ainda não integrado, como ocorre na maior parte do Brasil.

Essa lista de regiões isoladas inclui áreas do Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá, Roraima, Pará, Mato Grosso e Pernambuco.

Por não receber energia das usinas que abastecem a maior parte do país, o abastecimento é feito predominantemente por geração térmica (mais cara) e a base de óleo combustível.

Mas, para que não haja uma disparidade muito grande entre os preços cobrados pela energia no país, as empresas que atendem nessas localidades recebem um reembolso para amortecer seus custos.

E é esse reembolso recai sobre as tarifas de todos os consumidores do país.

GASTOS

Apenas no ano passado, segundo a Aneel, foram repassados R$ 3,8 bilhões para o sistema isolado.

Ocorre, que parte desse dinheiro estava cobrindo também os gastos que essas empresas têm com a chamada "perda" de energia.

Essa perda ocorre, principalmente, quando há furto de energia, "gatos". O roubo de eletricidade deve ser coibido por cada uma das empresas de distribuição.

Por isso, agora, com a decisão da agência, a ajuda de custo para as regiões isoladas será limitada ao custo maior da compra de energia e não mais para também cobrir essas perdas.

Dados da Aneel apontam que o custo desses gatos seja de R$ 644,8 milhões.

ESCALONADO

Para manter o equilíbrio financeiro dessas empresas, a agência optou por não fazer o corte de uma só vez.

Assim, fixou em quatro anos o prazo para que o problema seja resolvido. A cada ano, cerca de R$ 161,2 milhões a menos serão repassados. Até 2018 o valor repassado às empresas locais vai desconsiderar integralmente as perdas com energia.

"Essa alternativa permite o equilíbrio entre a redução das despesas, a garantia de estímulo adicional ao combate às perdas de energia elétrica e o não comprometimento da continuidade da prestação de serviços de distribuição nos sistemas isolados, em razão dos potenciais efeitos financeiros da regulamentação", defende a agência em seu relatório final sobre o caso.

A medida não pode retroagir, de forma que não há valores a ser resarcidos.

Pela ordem, as empresas que mais perderão receita com a medida, serão a Amazonas (perda de R$ 127,7 milhões), Ceron (18,8 milhões), Celpa (9 milhões), CEA (5 milhões), Eletroacre (2,7 milhões), CERR (2 milhões), Cemat (316,9 mil), Boa Vista (265,3 mil) e Celpe (254,2 mil).
Fonte: Folha Online - 11/11/2014 e Endividado

Saiba como evitar a clonagem de cartões

Descubra como evitar que os seus dados sejam usados por golpistas para criarem um cartão de crédito em seu nome. E, ainda, saiba o que fazer para resolver o problema com rapidez caso a clonagem ocorra com seu cartão.

A PROTESTE tem registrado queixas de associados, cujos cartões de diferentes bancos foram clonados. Por isso, estamos enviando ofício para a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) e a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), questionando quais medidas são tomadas para maior segurança nessas transações.

É preciso urgência na comunicação com o banco e na elaboração de boletim de ocorrência para recuperar o dinheiro. A responsabilidade por prejuízos causados pela clonagem de cartões é da instituição financeira, o banco.Trata-se de defeito na prestação do serviço, tendo em vista que a segurança financeira é ameaçada. Além disso, a clonagem acarreta prejuízos com despesas indevidas e cancelamento do cartão.

Numa situação dessa, cabe ao banco cancelar a compra não reconhecida pelo consumidor, estornar a cobrança, juros e multas e fornecer outro cartão. A responsabilidade pela segurança das transações com cartões é do banco, assim, se o consumidor agiu corretamente e não deu causa ao problema, a instituição financeira não pode transferir ao consumidor um ônus que é seu.

Mesmo quem tem cartão com chip, que é mais difícil de ser fraudado, tem relatado o problema. É importante lembrar que para os cartões com chip, apesar do banco alegar que a clonagem é impossível já existe diversos casos. E a responsabilidade também é da instituição financeira.

Quando a solução apresentada pelo banco não é satisfatória, o consumidor pode procurar o Juizado Especial Cível mais próximo de sua residência e pleitear a indenização pelos danos materiais e morais sofridos.

Confira como evitar que seus dados sejam usados por golpistas:

  • Memorize a senha e não deixe registrada por escrito em nenhum local. 
  • Não aceite ajuda de estranhos ao usar caixas eletrônicos. 
  • Comunique o banco imediatamente caso o cartão ficar preso no caixa eletrônico.
  • Instale um bom antivírus em seu computador e evite expor seus dados em sites.
  • Muita atenção às ligações telefônicas que ficam pedindo atualizações de seus dados. Tome cuidado com pesquisas feitas pelo telefone ou mesmo com ligações oferecendo promoções, nas quais é preciso dizer o seu CPF, nome de seus pais, etc.
  • Fique atento ao preencher seus dados em cupons para sorteios. 
  • Depois que o prêmio é sorteado, ninguém sabe onde essas urnas irão parar.
  • Cartões fora da validade ou que não são utilizados mais devem ser inutilizados.
  • Ao jogar fora faturas do cartão e extratos bancários, rasgue-os de modo a impedir a identificação dos dados.
  • Guarde seus cartões em locais onde só você tem acesso. Infelizmente, muitos casos de clonagem são feitos por pessoas próximas a você.
Se ainda assim o seu cartão for clonado, comunique o fato à operadora do cartão o mais rápido possível e peça o bloqueio. Faça também um boletim de ocorrência. E saiba que a responsabilidade pelos gastos feitos com o cartão indevidamente é da operadora do cartão. Afinal, a clonagem é um erro de segurança no serviço prestado.

PROTESTE orienta associados sobre clonagem de cartões

A orientação da PROTESTE é que o consumidor lesado procure inicialmente a agência bancária, bem como uma delegacia policial para noticiar o crime.

Caso o problema não seja resolvido, é importante de imediato formalizar reclamação num órgão de defesa do consumidor.

Os associados da PROTESTE podem recorrer à entidade pelo telefone 0800-201-3900 para São Paulo e (21) 3906-3900 (para outros Estados).
Fonte: Proteste - 11/11/2014 e Endividado

Estelionatários dão golpes em todo o país usando dados verdadeiros de advogados

Estelionatários estão aplicando novos ilícitos, passando-se por advogados. Vários depoimentos nas redes sociais comprovam os golpes, que duplamente atingem advogados e pessoas - muitas vezes aposentadas -  aleatoriamente escolhidas pelos criminosos.

O plano fraudulento consiste no envio de cartas em papel timbrado com o logotipo e o nome semelhante ao de uma empresa falida, oferecendo ao credor um acordo em processo de falência.

A pessoa destinatária da carta, para receber o valor proposto para acordo, precisa “apenas” arcar com os custos do processo. As informações são do blog do jornalista Frederico Vasconcelos, do jornal Folha de S. Paulo.

Os golpistas enviam as falsas correspondências usando, como supostos remetentes, os dados de advogados de notoriedade, o CNPJ verdadeiro do escritório advocatício e o número correto registrado na OAB.  Diante desses dados exatos, qualquer busca na Internet chega a informações verdadeiras acerca dos advogados que também passam a ser vítimas.

O advogado paulista Marcelo Rossi Nobre -  ex-integrante do Conselho Nacional de Justiça - é uma dessas vítimas.  O seu nome, endereço, CNPJ e número de  inscrição na OAB estão sendo utilizados por uma quadrilha.  Nobre avalia que “os golpistas se utilizam de informações da época em que exerci o cargo de síndico no processo de falência da Caixa Geral Seguradora em 2005, antes de eu ter integrado o CNJ”. As cartas também contêm dados pessoais e atuais.

Nas correspondências, os estelionatários fornecem alguns números de telefone com o objetivo de “orientar” suas vítimas. Ao ligar para o telefone indicado, quem atende é uma “secretária” que – após perguntas iniciais – passa a ligação a quem seria o advogado. Este, então, combina a liberação do dinheiro mediante o pagamento antecipado das custas do processo.

Os lesados só percebem o golpe quando, após o depósito, não conseguem mais qualquer contato com os golpistas.

Fique de olho!
Fonte: Espaço Vital - www.espacovital.com.br - 11/11/2014 e Endividado

Superfaturamento na Petrobras pode chegar a R$ 3 bilhões, diz TCU

Valor é de obras investigadas pelo Tribunal de Contas da União.
Mais da metade desse superfaturamento estimado se deve a Pasadena.


O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, disse nesta terça-feira (11) que pode chegar a R$ 3 bilhões o superfaturamento em obras da Petrobras investigadas por auditorias da corte. Mais da metade desse valor se refere a irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que segundo investigação do tribunal levou a prejuízo estimado em US$ 792 milhões.

“Já temos comprovado [o superfaturamento na compra] de Pasadena. E (com) os indícios de outras obras é que chega próximo de R$ 3 bilhões”, disse Nardes após almoço com jornalistas na sede do TCU, em Brasília.

Ele apontou, porém, que os processos envolvendo essas “outras obras”, entre elas as executadas nas refinarias de Abreu e Lima, em Pernambuco, e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), ainda não foram concluídos e, por isso, os valores podem mudar até o julgamento pelos ministros da corte.

Investigações

Além do TCU, a compra da refinaria de Pasadena é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), por suspeita de superfaturamento. O negócio também é investigado por duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso.

A aquisição de 50% da refinaria, por US$ 360 milhões, foi aprovada pelo conselho da estatal em fevereiro de 2006. O valor é superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira.
Depois, a Petrobras foi obrigada a comprar 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga. Ao final, aponta o TCU, o negócio custou à Petrobras US$ 1,2 bilhão.

Em julho passado, em decisão preliminar, o TCU determinou o bloqueio dos bens de 11 atuais e ex-diretores da estatal, entre eles o ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, conforme pedido pelo ministro José Jorge. No relatório, ele não apontou entre os possíveis responsáveis a presidente Dilma Rousseff, presidente do conselho de administração da Petrobras na época da compra de Pasadena.

No total, o documento cita 11 executivos. Entre eles, nomes ligados a setores financeiro e jurídico e representantes da Petrobras América, subsidiária da estatal nos EUA. Depois, Jorge reformou o seu relatório para incluir o nome da atual presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, entre os que deveriam ter os bens bloqueados. A análise disso, porém, está parada por pedido de vista.

Abreu e Lima
Nos R$ 3 bilhões de superfaturamento apontados por Nardes também estão incluídos R$ 243 milhões que uma auditoria do TCU encontrou nas obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Esse prejuízo, apurado de forma preliminar, foi provocado por supostas irregularidades em reajustes de contratos com empresas que realizam os trabalhos.

Por conta dessa descoberta, em setembro o plenário do tribunal aprovou medida cautelar para reter parte dos pagamentos futuros que a Petrobras fará por essas obras, no valor de R$ 125 milhões. Determinou ainda que a estatal, e as suas contratadas, sejam ouvidas sobre as suspeitas.

De acordo com o relator do processo, ministro José Jorge, a auditoria analisou 52 contratos de obras em cinco refinarias da estatal. Em quatro contratos foram encontradas irregularidades, todos eles referentes a Abreu e Lima.

As irregularidades, diz o TCU, estão nos pesos considerados pela Petrobras para os itens mão-de-obra, materiais e equipamentos, nos reajustes dos valores desses quatro contratos. Para os técnicos do tribunal, os pesos eram maiores do que os registrados em outros contratos da estatal e não captavam a variação real do custo de produção.

Se os índices de reajuste considerados irregulares fossem mantidos, estimam os técnicos, até o fim das obras em Abreu e Lima, previsto para maio de 2015, outros R$ 125 milhões seriam pagos de maneira indevida às empreiteiras. Por isso, o tribunal decidiu reter este valor.
Fonte: G1 notícias - 11/11/2014 e Endividado

Municípios, estado e União oferecem 28.258 vagas

Há oportunidades para os níveis médio, técnico e superior

SELEÇÕES ABERTAS 

DATAPREV (EMPRESA DE TECNOLOGIA E INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL)
Vagas:  4.016
Escolaridade:  Níveis Médio e Superior
Salários:  De R$ 3.129,73 a R$ 6.395,39
Edital : www.quadrix.org.br
Prazo: Até o dia 17 de novembro
Taxa:  De R$50 (Médio) e R$ 80 (Superior)

FUNDAÇÃO SANTA CABRINI
Vagas:  69
Escolaridade:  Níveis Médio, Técnico e Superior
Salário: R$ 1.880,92 a R$5.146,31
Edital:  www.ceperj.rj.gov.br
Prazo: 20 de novembro
Taxa: R$ 50, R$ 70 e R$ 90

CONCURSOS PREVISTOS 

INMETRO
Vagas:  80
Escolaridade:  Níveis Médio e Superior
Salários:  De R$ 2.967,64 (Médio) a R$16.512,79 (Doutorando)
Edital: em breve

POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
Vagas:  1.500
Escolaridade:  Nível Superior
Salários: R$ 7.092,91
Edital:  em breve

CORREIOS
Vagas:  10.000
Escolaridade:  Nível Médio
Salários: R$ 2.006,65
Edital:  em breve

ABIN (AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA)
Vagas:  470
Escolaridade:  Nível Superior
Salários: R$ 14.662,34
Edital:  em breve

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (AUDITOR FISCAL)
Vagas:  800
Escolaridade:  Nível Superior
Salários: R$14.965
Edital:  em breve

ADVOCACIA GERALDA UNIÃO (AGU)
Vagas:  250
Escolaridade:  Nível Superior (Advogado)
Salários:  R$ 16.862,37
Edital: em breve

SEFAZ-RJ (SECRETARIA DE ESTADO DE FAZENDA)
Vagas:  50
Escolaridade:  Nível Superior
Salários:  R$ 13.186
Edital: em breve

INSS
Vagas:  1.500
Escolaridade:  Nível Médio
Salários: R$ 4.496,00
Edital: Em breve

SEAPEC (SECRETARIA ESTADUAL DE AGRICULTURA E PECUÁRIA)
Vagas:  206
Escolaridade:  Níveis Médio,Técnico e Superior
Salários:  De R$ 2.474,64 a R$ 6.955,20
Edital:  Em breve

BANCO DO BRASIL
Vagas:  150
Escolaridade:  Nível Técnico e Analista
Edital:  Em breve

SENADO (ANALISTA)
Vagas:  2.190
Escolaridade:  Nível Superior
Salários:  R$ 3.982,66
Edital:  Em breve

BIBLIOTECA NACIONAL
Vagas:  4.800
Escolaridade:  Nível Superior
Salários:  R$ 4.353,62
Edital:  Em breve

AGÊNCIA DE AVIAÇÃO CIVIL
Vagas:  386
Escolaridade:  Níveis Médio e Superior
Salários:  Não divulgado
Edital:  Em breve

INCA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER)
Vagas:  583
Escolaridade:  Níveis Médio e Superior
Salários:  R$ 2.702,11 a R$ 9.163,33
Edital:  Em breve

RECEITA FEDERAL
Vagas:  278
Escolaridade:  Níveis Médio e Superior
Salários:  R$ 15.338,44
Edital:  Em breve

INPI (INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
Vagas:  140
Escolaridade:  Nível Superior
Salários:  R$ 7.066,54 a R$ 8.693,14
Edital:  Em breve

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE CAXIAS
Vagas:  790
Escolaridade:  Nível Superior
Salários:  Não informado
Edital:  Em breve
Fonte: O Dia - IG Notícias - 10/11/2014 e Endividado

Homem mais rico da China diz que dinheiro causa dor e tristeza

Jack Ma, dono do grupo Alibaba, que faturou US$ 25 bilhões na Bolsa de Nova York, diz que se sente triste e que todos ao seu redor só pensam no seu dinheiro

Em declarações à rede de TV CNBC, durante entrevista concedida na sede de sua empresa em Hangzhou, na China, o fundados do grupo Alibaba e presidente-executivo Jack Ma disse que não tem sido feliz recentemente. Ele disse que o fato de ser o homem mais rico da China lhe causa ‘uma grande dor’.

“Este mês eu não estou muito feliz, eu acho que é porque a pressão é muito grande”, disse Ma. “Eu tento ser feliz, porque eu sei que se eu não estou feliz meus colegas não estão felizes, e os meus sócios não são felizes, e os meus clientes não estão satisfeitos.”

Jack Ma sugeriu que a histórica abertura de capital da empresa em Nova York, que arrecadou US$ 25 bilhões, pode ter contribuído para este esforço em ser mais feliz.

“Talvez as pessoas tenham muita expectativa, talvez eu pense muito sobre o futuro e tem muitas coisas para eu me preocupar”, disse Ma, tentando justificar o paradoxo de ter tanto dinheiro e não se sentir feliz.
“O IPO deu certo, eu estou feliz com os resultados, mas sinceramente eu acho que quando as pessoas pensam muito bem de você, você tem a responsabilidade de se acalmar e ser você mesmo.”

Ma disse à CNBC que espera ter um dos ramos de maior sucesso do Alibaba com o capital aberto na China em um futuro próximo. O Alipay, sistema de pagamentos e serviços financeiros, vai abrir o capital não para levantar fundos, disse ele, mas para proporcionar a ‘oportunidade para um maior escrutínio público e, portanto, aumentar a confiança na plataforma.

Mas Ma disse que o estresse em sua vida decorre de algo além do que apenas o seu trabalho: tornar-se o homem mais rico da China forneceu seu próprio conjunto de dores de cabeça.

“As pessoas dizem, ‘Bem Jack, deve ser bom ser rico’. Sim, é bom, mas não é bom ser o homem mais rico da China. É uma grande dor, porque todo mundo que te rodeia pensa em dinheiro”, disse ele.

“Hoje, quando eu ando na rua, as pessoas me olham de uma forma diferente, eu quero que as pessoas vejam o empreendedor, o cara que está se divertindo, e eu quero ser eu mesmo.”

A fim de se livrar dessa ‘dor’ decorrente da riqueza, Ma sugeriu que está buscando maneiras de usar o seu dinheiro em favor da sociedade.
Fonte: Estadão - 11/11/2014 e Endividado

Governo muda cálculo para descumprir meta fiscal

por VALDO CRUZ

Diante da impossibilidade de cumprir a meta de economia para o pagamento da dívida pública neste ano, o governo encaminhou ao Congresso projeto de lei aumentando o limite de abatimento do superavit primário com investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e desonerações concedidas em 2014.

Pela proposta original da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o governo podia abater da meta R$ 67 bilhões. Agora, o abatimento poderá ser de tudo o que for gasto com o PAC e de desonerações. Até outubro, o valor já estava em R$ 127 bilhões.

Na prática, o governo poderá compensar quase todo descumprimento da meta de superavit deste ano, que já havia sido revisada de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) para 1,9% do PIB.

A proposta foi enviada nesta nesta terça-feira (11) ao Congresso, alterando a LDO de 2014 para reduzir a meta de superavit primário, a economia que é feita para o pagamento de juros da dívida pública, e tentar fechar as contas.

SEM DETALHES

O texto publicado no Diário Oficial da União, no entanto, não trouxe os detalhes do novo esforço fiscal. Em nota divulgada pelo Ministério do Planejamento, o governo atribui a medida à desaceleração da economia brasileira e mundial, que afetou "as receitas necessárias aos investimentos e políticas públicas".

A nota diz ainda que o governo "está comprometido a realizar o máximo superavit primário", mas não especifica de quanto será a redução da meta. Diz apenas que o projeto enviado ao Congresso altera o artigo que prevê quanto o Executivo pode abater dos gastos do PAC e das desonerações deste ano.

A alteração feita pelo governo transforma em automático o desconto dos pagamentos feitos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e as desonerações concedidas pelo governo. Na prática, isso acaba com o redutor de R$ 67 bilhões previsto na LDO deste ano.

De acordo com dados da Comissão Mista de Orçamento, até outubro o governo realizou R$ 51 bilhões em pagamentos do PAC e R$ 76 bilhões em desonerações, totalizando R$ 127 bilhões.

Até setembro, o governo registrou um deficit acumulado de R$ 20,7 bilhões.

A meta oficial deste ano era de R$ 116,1 bilhões para o governo federal (incluindo as estatais), valor que podia ser reduzido para R$ 49,1 bilhões, com abatimentos de até R$ 67 bilhões previstos na LDO com PAC e desonerações. Mas esta meta já havia sido reduzida para cerca de R$ 80 bilhões, com abatimento na casa de R$ 35 bilhões.

URGÊNCIA

Por orientação do Palácio do Planalto, aliados da presidente Dilma Rouseff vão acelerar a análise do projeto pelo Congresso para que o governo tenha a liberdade de promover mudanças na meta.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) será designado relator da proposta que altera a LDO deste ano e promete apresentar já nesta quarta-feira (12) seu relatório na Comissão Mista de Orçamento.

A votação na comissão é o primeiro passo para a análise da proposta, antes que o texto siga para análise do plenário do Congresso.

"Isso é urgente, não pode parar o país", afirmou Jucá.

A definição do nome do peemedebista saiu nesta terça-feira (11) durante reunião a cúpula do PMDB com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais), realizada no gabinete do vice-presidente Michel Temer. Jucá é ex-líder do governo no Senado e relator do Orçamento Geral da União de 2015.
Fonte: Folha Online - 11/11/2014 e Endividado

Integração Nacional reconhece situação de emergência em 176 cidades do Ceará

O Ministério da Integração Nacional reconheceu hoje (12) a situação de emergência, por procedimento sumário, em 176 municípios do estado do Ceará, em decorrência da seca. Além desses, municípios de cinco estados também tiveram o decreto de emergência reconhecido.
Nos estados da Bahia, de Minas Gerais e São Paulo foram registrados problemas de estiagem e seca. O decreto inclui as cidades Campo Alegre de Lourdes (BA), Pintópolis (MG), Santo Antônio do Jacinto (MG), Ubaí (MG) e Santa Rita do Passa Quatro (SP).
Já no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Paraná, o decreto foi concedido em razão de vendavais, granizos e enxurradas e inclui os municípios Planalto da Serra (MT), Arroio do Tigre (RS), Barros Cassal (RS), Montauri (RS), Palmeira das Missões (RS), Unistalda (RS) e Ampére (PR).
Com o reconhecimento em âmbito federal, a prefeitura desses municípios fica apta a pedir e receber recursos da União para a recuperação dos danos ou atendimentos emergenciais.
A União também autorizou hoje o repasse de R$ 111,7 mil para o município de Abdon Batista, em Santa Catarina. A prefeitura terá prazo de 180 dias para a execução das obras para restabelecimento de serviços essenciais e, após esse período, 30 dias para apresentar prestação de contas final.
As fortes chuvas que ocorreram em Santa Catarina em junho deste ano afetaram mais de 460 mil pessoas, com prejuízos que ultrapassam R$ 519 milhões no estado. Segundo a Defesa Civil, duas pessoas morreram (em Guaramirim e Mafra) devido aos temporais e 28 ficaram feridas.
As portarias do Ministério da Integração foram publicadas no Diário Oficial da União e entram em vigor hoje.