Projetos ameaçam o funcionalismo federal no próximo ano

por ALESSANDRA HORTO

Quatro projetos de lei estão na mira dos servidores públicos federais já para o começo do ano legislativo em 2015

Rio - Quatro projetos de lei estão na mira dos servidores públicos federais já para o começo do ano legislativo em 2015. São eles o PLP 92/07, que prevê a criação de fundações estatais de direito privado, os PLPs 01/07 e 549/09, que limitam o aumento do investimento com pessoal por dez anos e o PLP 248/98, que trata da dispensa por insuficiência de desempenho. Todos estão em tramitação na Câmara. Para a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef ), a agenda é reativa e deve ser combatida pelo funcionalismo.

O analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, classificou os projetos como uma ameaça do próximo governo ao funcionalismo. Ele descreveu em artigo que o alerta tem o propósito de contribuir para a montagem de estratégia para enfrentar os próximos dois anos, “que certamente serão difíceis para os servidores”.

A Condsef reforçou que o funcionalismo terá que manter a vigilância para pressionar e intensificar os diálogos com setores do governo como Ministério do Planejamento, Casa Civil e Secretaria-Geral da Presidência. A meta é que não seja imposto à categoria o “papel de variável para a prática de ajustes e cortes”.

“Tudo leva a crer que haverá uma grande disputa na sociedade e no interior do governo para se proteger dos cortes, e os servidores e suas entidades precisam agir preventivamente”, defendeu Antônio Queiroz.
O analista destaca que as entidades devem se basear em uma agenda positiva para ser debatida com o governo. Entre alguns itens a regulamentação da Convenção 151 da OIT, que trata da negociação das condições de trabalho no serviço público. A defesa de uma política salarial permanente, que reponha anualmente o poder de compra dos salários, a reposição dos efetivos das carreiras, promovendo os concursos necessários à recomposição de quadros, sem terceirização em funções típicas de servidor público de carreira, também devem estar em pauta.

Na avaliação de Queiroz, a presidenta Dilma Rousseff, “por causa das políticas anticíclicas adotadas para amenizar os efeitos negativos da crise internacional sobre o país, terá que promover ajustes nas contas públicas”. Segundo ele, de um lado atualizando as tarifas represadas e, de outro, cortando gastos correntes, tanto para equilibrar as contas, quanto para evitar novas altas nas taxas de juros.

Igualdade racial 
A Federação Nacional Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) convidou sindicatos e membros da classe para o II Seminário Nacional da Igualdade Racial. De acordo com a federação, o evento acontece nos próximos dias 20 e 21 no Rio de Janeiro. Entre os temas debatidos, a criação de política de cota nos concursos públicos e o racismo no local de trabalho.

Equiparação 
A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) negou pedido de isonomia salarial entre empregados públicos e servidores públicos no Hospital das Forças Armadas. De acordo com os desembargadores, o Artigo 37 da Constituição veda a vinculação ou equiparação de espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal.
Fonte: O Dia - 09/11/2014 e Endividado

Mercadinhos crescem 62% em cinco anos e sobrepõem-se a hipermercados


Eles são comandados em sua maior parte por gestões familiares, possuem no máximo quatro caixas de atendimento, vendem um pouco de tudo em suas prateleiras e se espalham por diversas regiões do país.

Os minimercados, conhecidos também como mercadinhos de vizinhança, cresceram 62,5% nos últimos cinco anos e já somam 390 mil lojas no Brasil, segundo estudo do Sebrae, que mapeou como a mudança de hábito de consumo tem impactado nesse segmento do varejo.

Com menos tempo disponível para passar horas fazendo as compras do mês, o consumidor passou a buscar comodidade, proximidade e praticidade na hora de abastecer a sua casa. Entre os Estados que lideram a abertura desse modelo de comércio estão São Paulo, Minas, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul.

 Ernesto Rodrigues/Folhapress 
Em SP, o mercadinho Mel e Pimenta está na Bela Vista há 20 anos e recentemente ganhou um concorrente que vende frutas e verduras
Em SP, mercado Mel e Pimenta está na Bela Vista há 20 anos e recentemente ganhou um concorrente
"Nas regiões metropolitanas, os mercadinhos crescem impulsionados por questões relacionadas à mobilidade. No Norte e no Nordeste, em razão da melhoria na renda de consumidores, principalmente nas classes C e D", afirma Luiz Barretto, presidente do Sebrae nacional.

Com a inflação em patamares menores, com a necessidade de estocar menos produtos e com o maior nivelamento de preços entre o grande e o pequeno varejo, os mercadinhos se favoreceram na hora de disputar clientes.

Em 2001, eles tinham 30% de participação no varejo. Dez anos depois, eram quase 35%. Na contramão, os grandes (com 20 caixas ou mais) perderam espaço –passaram de 36,1% para 22,5%.

editoria de arte/folhapress
SOB MEDIDA

"Se o consumidor tem menos tempo e maior necessidade de encontrar tudo perto de casa ou do trabalho, é assim que vou trabalhar. Foi o que pensei ao abrir meu negócio há 20 anos", diz a design de interiores Adriana Chalita, 47, dona do Mel e Pimenta, mercadinho na Bela Vista, bairro no centro de São Paulo.

De produtos orgânicos a colares, é possível encontrar, segundo ela, um pouco de tudo no local.

"Há quatro anos decidi abrir um canto, no fundo da loja, para oferecer pequenos presentes, como bijuterias, biquínis e echarpes. Deu certo", diz. "Também posso trazer um produto para pratos especiais, como folha de uva, usada por alguns clientes."

O que era um negócio montado para complementar a renda da família virou o trabalho principal. De três, o número de empregados passou para seis. Cinco reformas já ocorreram no local e até um vizinho concorrente chegou ao lado do mercadinho, além de um supermercado de uma grande rede de varejo.

"No início, 10% da clientela foi experimentar as novidades na concorrência, mas acabou voltando", diz.

A cerca de dez quilômetros de distância do Mel e Pimenta, o empresário Luiz Carlos Dias Roiz, 53, dono do minimercado Pam Gui, em Osasco, atende os clientes mais antigos entregando muitas vezes até dois pãezinhos franceses quando necessário.

De agricultor em um pequeno sítio no Paraná passou a empacotador e, anos depois, a comerciante. "Quando montei o mercadinho, éramos eu e mais um. Hoje, somos dez, além das redes que chegaram ao bairro", diz.

CONCORRÊNCIA

A concorrência não o assusta. "Tem espaço para todos. Para quem quer fazer a compra do mês ou comprar um item para o almoço do dia. Atendimento de qualidade é que faz a diferença. Comecei a fazer entregas em uma favela das proximidades há muitos anos, muito tempo antes de o grande varejo chegar à periferia", explica.

De olho nesse mercado de proximidade, o grupo Pão de Açúcar decidiu lançar o Minimercado Extra e o Minuto Pão de Açúcar. Hoje são 215 lojas em SP, e a meta é abrir mais 300 até 2016. O concorrente francês lançou o primeiro Carrefour Express há dois meses e promete "centenas" nos próximos anos.

Conhecer o cliente de perto, ter um relacionamento mais próximo com o funcionário, conhecer as características da região onde atua, além de ter serviços customizados, são alguns pontos que favorecem os mercadinhos.

Na outra ponta, baixa profissionalização, menor poder de barganha com a indústria e sistemas pouco automatizados estão na lista de lições de casa, dizem especialistas.
Fonte: Folha Online - 09/10/2014 e Endividado

Após colapso do socialismo, a esquerda ainda procura um rumo

Mais plurais e heterogêneos, movimentos e partidos esquerdistas repensam propostas alternativas ao modelo capitalista

08/11/2014 | 12h02
Após colapso do socialismo, a esquerda ainda procura um rumo GERARD MALIE/AFP
O Muro de Berlim começa a ruir sob o olhar dos guardas da Alemanha Oriental, em 1989: um baque na esquerdaFoto: GERARD MALIE / AFP
Meio tonta, desorientada, ainda recompondo as ideias depois de um golpe violento. Assim caminha a esquerda desde que o Muro de Berlim desabou em sua cabeça há 25 anos.
— No fundo, no fundo, a verdade é que ainda estamos nos recuperando — avalia José Maurício Domingues, doutor em Sociologia e professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
— Honestamente, não tenho respostas plenas sobre o que é o socialismo do século 21 — reconhece o deputado federal carioca Chico Alencar, do Partido Socialismo e Liberdade, o PSOL, para depois refletir: — Antes da queda do Muro, tínhamos tudo prontinho, até o caminho para a revolução.
Não se trata de um declínio da esquerda, pelo contrário — agora a fase já é de reabilitação. Do Occupy Wall Street aos protestos na Europa, do bolivarianismo à continuidade petista, do Fórum Social Mundial ao ativismo gay, há uma esquerda bem mais heterogênea e pulverizada do que aquela alternativa única que ruiu em 9 de novembro de 1989.
A questão é que, se naqueles tempos o objetivo era implantar um modelo de sociedade já desenhado, livre do capitalismo — e, como se sabe, o plano foi um fracasso —, hoje o desafio é criar um desenho novo.
— Bem que eu queria dizer o contrário, mas estamos vivendo uma ausência de possibilidades fora do capitalismo. A maior dificuldade dessa esquerda tão plural é voltar a propor um modelo alternativo de sociedade — diz o professor Ruy Braga, da Universidade de São Paulo (USP), pós-doutor em Sociologia e autor do recém-lançado livro A Pulsão Plebeia: Trabalho, Precariedade e Rebeliões Sociais.
Braga sustenta que o recente avanço da esquerda em governos da América Latina, favorecido pela crise neoliberal do final da década de 1990, "basicamente reproduz o capitalismo de maneira renovada". Tanto no Brasil quanto na Venezuela, na Bolívia, no Equador, no Uruguai ou no Chile, percebe-se uma ênfase nas políticas de inclusão social e na distribuição de renda — nos quatro primeiros, também na independência econômica em relação aos Estados Unidos —, mas são iniciativas ainda pálidas se o objetivo é romper com a soberania do capital.
— É preciso negociar o caminho de acordo com as possibilidades que se impõem — flexibiliza José Maurício Domingues, sociólogo da Uerj. — Até a metade do século 20, havia uma enorme mobilização a favor de mudanças mais radicais. Hoje, os governos de esquerda enfrentam uma situação menos favorável a essas rupturas, reflexo da derrota sofrida com a queda do Muro e com a consequente descrença nesses processos.

Morador da Berlim Oriental ajuda a derrubar o Muro com marretadas Foto: Andreas von Lintel/AFP
Descrença talvez compreensível, visto que até antigos comunistas migraram da esquerda para o centro quando a Cortina de Ferro se dissolveu. Ali, sim, a esquerda sucumbia a uma devastação jamais experimentada: sem a referência soviética, partidos comunistas do Ocidente inteiro viravam pó ou viravam capitalistas.
O caso mais emblemático foi o do gigante Partido Comunista Italiano, hoje Partido Democrático, que no ano passado enfureceu militantes ao compor uma aliança com o conservador e controverso ex-premier Silvio Berlusconi. No Brasil, expoentes do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) fundaram o Partido Popular Socialista, o PPS.
— Eram grandes estruturas burocráticas orientadas pela União Soviética. Para continuar existindo no aparelho eleitoral, precisaram aderir às ideias vencedoras. O PPS, por exemplo, não tem mais vínculo algum com a esquerda — analisa o cientista político Alvaro Bianchi, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e especialista em história do pensamento político.
— Discordo. Apenas fui derrotado e reconheço a minha derrota — contrapõe o deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS e ex-líder do velho PCB. — Ainda sou um homem de esquerda, continuo marxista, mas alguns grupos e partidos não entenderam o recado, ainda pensam que o Muro não caiu.
Abre-se aí um debate inédito sobre a divisão contemporânea das forças políticas: se o comandante do PPS — que apoiou privatizações no governo FH e reconhece o capitalismo como o sistema possível — se classifica como "um homem de esquerda", o que separa a esquerda da direita na atualidade? Para Roberto Freire, enquanto a primeira luta pela igualdade e refuta a competição, a segunda acredita que somos naturalmente desiguais e que a hierarquia social é inevitável.
O professor Bianchi até concorda, mas não considera que as visões de Freire contribuam mais para a igualdade do que para a competição. A melhor definição para o conceito de esquerda, conforme Bianchi, permanece associada à ideia do socialismo, ou seja, a um projeto de emancipação social das classes oprimidas.
— Sem o controle estatal das grandes empresas, por exemplo, torna-se impossível um processo de superação rápido e radical da miséria e do capitalismo — argumenta ele.
— Isso não faz o menor sentido — rebate Freire. — Os grandes capitalistas do mundo atual não são mais os donos de indústrias: são os Bill Gates, os Steve Jobs, os Mark Zuckerbergs. O processo de produzir riquezas está muito mais centrado no conhecimento. Você pode estatizar prédios e bens, mas não há como estatizar ideias e cérebros.

Multidões se empoleiram sobre o Muro para comemorar a dissolução da barreira Foto: Andreas von Lintel/AFP
Então por onde passaria uma revolução esquerdista, se é que ela é viável? Para o deputado do PSOL Chico Alencar, o que parece mais ao alcance dos sonhos socialistas é a chamada radicalização da democracia e dos meios de governar, uma bandeira crescente ao redor do mundo. Não deixa de ser uma alternativa para alçar o proletariado ao poder.
Com a participação direta de cidadãos e movimentos populares nas tomadas de decisões — por meio de assembleias e discussões incessantes, sem líderes que imponham uma palavra final —, seria um processo natural a dilatação de políticas públicas no combate à desigualdade. Da Primavera Árabe aos protestos de 2013 no Brasil, essa concepção do povo se auto-organizando entusiasma a esquerda pós-Muro.
— Foi dessa nova forma de se organizar que surgiu o partido espanhol Podemos, um fenômeno — celebra o sociólogo Ruy Braga.
De fato, o partido que emergiu das manifestações de 2011, quando milhares foram às ruas reivindicar mudanças na política e na sociedade espanhola, avança agora como potência eleitoral. Uma pesquisa divulgada na semana passada revelou que o Podemos, atualmente com cinco deputados no Parlamento Europeu, já lidera as intenções de voto para a eleição de 2015.
A notícia provocou arrepios nos bancos e na aristocracia do Velho Continente.
— Interessante é que o Podemos se denomina um partido anticapitalista, e não socialista. Fica claro que eles sabem muito bem o que não querem, mas não exatamente o que querem — avalia Chico Alencar. — Fazem parte de uma nova geração que tenta renovar o ideário socialista com uma transversalidade ideológica, incorporando valores diversos como a luta contra os preconceitos, a questão ambiental, o feminismo, os direitos civis.
Toda essa animação em torno da democracia direta, no entanto, é encarada com ceticismo pelos analistas políticos menos identificados com a esquerda. É o caso de Marco Antonio Villa, pós-doutor em História e professor aposentado da Universidade Federal de São Carlos:
— Essa discussão sobre a democracia direta começa séculos antes de Cristo, em Atenas, quando o próprio cidadão se representava sem delegar seu poder a outro. Trazê-la para a realidade atual me parece uma maluquice. Em uma sociedade moderna, com as pessoas envolvidas em seus trabalhos, como é possível essa participação no cotidiano da política? Como é possível elas desenharem o modelo econômico, político e social de uma sociedade? É evidente que o poder cairia nas mãos de poucos.
Villa acredita que, embora jamais tenha se visto uma esquerda tão plural e diversificada, o que existem hoje são opções de governabilidade dentro do capitalismo: algumas com viés mais social, outras com maior intervenção do Estado, mas tudo capitalista. O sociólogo José Maurício Domingues discorda:
— Vinte e cinco anos é muito pouco tempo, não é nada para a História. A ideia de sermos todos livres e iguais é muito forte na Modernidade, e todo sistema excludente tende a ser contestado pelas pessoas. Talvez demore um pouco, certamente as ideias precisam ser melhor estruturadas, mas uma alternativa ao capitalismo jamais deixará de existir.

Casal reencena em 2014 o satírico beijo entre Honecker e Brezhnev, líderes alemão e soviético Foto: John MacDougall/AFP
Zero Hora

A psicologia do anticomunista pós-tudo

Postado por Juremir em 8 de novembro de 2014 - Uncategorized
O mundo hipermoderno é complexo.
Cada um precisa encontrar um lugar ao sol, mas não há sol para todos.
O sol foi privatizado.
Disso decorre uma corrida em direção à luz.
Essa corrida tem consequências. O melhor e o pior de cada um disputam espaço.
Ninguém está a salvo.
A salvo de quê?
De algo tão anacrônico quanto o suspensório: o anticomunista.
Há mais anticomunistas, no momento, do que comunistas ao longo dos séculos.
O verdadeiro comunista é tão raro e de gosto tão duvidoso quanto o caviar.
Tem maluco anticomunista ferrenho sobrevoando o céu nebuloso das ideologias.
Tem o anticomunista saído do ventre da baleia como último avatar do fake chacal.
Tem o aposentado à espreita para uma estocada contra um político qualquer:
– Ele não é decente. Foi visto nas ilhas gregas com os anões do orçamento.
– Mesmo?
– Comprou um apartamento de 700 mil.
– O senhor tem alguma prova contra ele?
– Prova? Se a imprensa falou.
Tem o anticomunista farroupilha determinado a salvar honra dos nossos heróis.
– Não esqueça o contexto histórico da época.
– Se não fosse da época, seria de quê?
– Não se pode detonar os farrapos.
– Ah, era isso!
Tem a senhora no facebook que luta contra os comunas festivos enrustidos.
Que obsessão! É comunista para todo lado. Tem gente vendo comunista embaixo da cama. E gente querendo ver comunista em cima da cama. E gente querendo cama. E gente perdendo o sono por causa dos comunistas. Ainda! E gente que não se toca.
Um espectro ronda o mundo virtual: o mala.
A máxima da internet é; malas do mundo inteiro, uni-vos!
Nem precisa mandar.
Uma Feira do Livro, por exemplo, é um espaço cheio de anticomunistas implacáveis.
De repente, de trás de uma árvore, surge um, dando passinhos que parecem pulinhos, de jaqueta Tevah, aquela reversível para um aproveitamento capitalista melhor, apesar do calor (anticomunistas sentem freio e temem um resfriado), e ataca:
– Vocês estão dividindo o Brasil.
Tem a senhora anticomunista, com laquê no cabelo, que odeia comunistas e grita:
– Eu odeio vermelhos!
– A senhora vai ao Gre-Nal?
– Me respeite, me respeite, seu comunistinha.
A separação entre comunistas e anticomunistas não se dá mais pela estatização ou não dos meios de produção.
É mais simples: defende os nordestinos? Comunista.

GORBACHEV: ESTAMOS À BEIRA DE NOVA GUERRA FRIA!

(BBC - Reino Unido, 09) 1. "O derramamento de sangue na Europa e no Oriente Médio junto com o fim do diálogo entre as nações mais poderosas é motivo de enorme preocupação".

2. "O mundo está à beira de uma nova Guerra Fria. Alguns estão até mesmo dizendo que ela já começou". "Os países ocidentais, em especial os Estados Unidos, sucumbiram ao "triunfalismo" após o fim da União Soviética em 1991."
         
3. "Mais de 4 mil pessoas já morreram nos conflitos no leste do país entre forças ucranianas e separatistas, que assumiram o controle da região das cidades de Donetsk e Lugansk em abril."


Ex-Blog do Cesar Maia

O ÚLTIMO CARIMBO EM PASSAPORTE NO MURO DE BERLIM!

1. Ex-Blog: Conte essa história que você conseguiu o último carimbo da polícia de fronteira da Alemanha Oriental no Muro de Berlim. Cesar Maia: Não foi assim. Mas foi quase. Um dia depois do início da derrubada do Muro de Berlim, um grupo de deputados e senadores brasileiros voltava de uma viagem de estudos em usinas nucleares produtoras de energia elétrica na Alemanha Ocidental. O roteiro final cortava a Alemanha Oriental, quando se poderia comparar os cuidados ambientais, até pela cor das fumaças.
     
2. Ex-Blog: E como ocorreu o carimbo? CM: Estava previsto atravessar a fronteira entre as Alemanhas exatamente no Muro de Berlim. Nosso ônibus tinha todas as autorizações. Quando chegamos à altura do Muro, este estava sendo demolido por centenas e centenas de pessoas. Os policiais de fronteira vibravam e davam ou trocavam seus uniformes. A passagem era alegre e os ônibus atravessavam rapidamente, buzinando e saudando.
     
3. Ex-Blog: E o que ocorreu? CM: Eu pedi que nosso ônibus parasse em frente ao escritório da polícia de aduana. Não disse o que ia fazer. Falei que ia ao banheiro. Entrei e pedi aos policiais que carimbassem meu passaporte. Eles disseram que já não era necessário, eu insisti e eles cravaram o carimbo com letras verdes maiúsculas: DDR, ou seja, República Democrática Alemã.
    
4. Ex-Blog: E o que fez? CM: Em vez de ficar calado e até comprar os carimbos que certamente trocariam por dólares, resolvi sair pulando e gritando: É O ÚLTIMO CARIMBO! É O ÚLTIMO CARIMBO! Resultado, todos no ônibus em que eu estava desceram para conseguir o mesmo carimbo. Um ônibus que vinha atrás quis saber o que estava havendo. Quando soube, desceram todos. E outros ônibus que chegavam, a mesma coisa. Formou-se uma fila de pessoas para conseguir o último carimbo. Resultado, aquilo que poderia ser O ÚLTIMO CARIMBO NO MURO DE BERLIM, foi apenas um entre carimbadas em passaportes de centenas de pessoas.
     
5. Ex-Blog: Do que se arrepende? CM: Claro, de não ter comprado os carimbos. Vendiam-se quepes, cintos e jaquetas, claro que venderiam os carimbos. E eu ficaria com a exclusividade do último carimbo. Atravessamos a fronteira e todos nós descemos, compramos marteletes que camelôs vendiam e levamos as nossas pedras do Muro de Berlim...

Ex-Blog do Cesar Maia

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Carta a Ricardo Noblat‏ (E-mail recebido aqui no RS Notícias)

"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação."
Oscar Wilde
 
 
Muito interessante a leitura do que escreveu o historiador Carlos Ilich Santos Azambuja para Ricardo Noblat.
Ricardo Noblat: Você publicou em sua coluna os nomes dos 362 mortos e desaparecidos durante a luta armada que teve início com o atentado no Aeroporto dos Guararapes em 1966, que matou duas pessoas e feriu 17, Então, ainda não havia AI-5.
Você deveria publicar também que o terrorismo teve início em 1961, ainda no governo Jânio Quadros, quando o primeiro grupo de terroristas foi enviado à China para receber treinamento de guerrilhas.
Você sabia disso? Se não sabia bastava ler O Globo da época! Você deveria publicar também os nomes das 130 vítimas do terrorismo aloprado.
Para saber seus nomes bastaria ler O Globo! Você sabia que os terroristas praticaram sequestros de aviões e de autoridades estrangeiras (embaixadores da Alemanha, da Suiça e o Cônsul do Japão) e brasileiras (Salles, Alonso, Beltran Martinez, Olivetto e Abilio Diniz), assaltos, assassinatos e justiçamentos, alguns de seus próprios companheiros? Se não sabia, como o Lula, bastaria ler O Globo da época!
Você não publicou que a Organização VPR, à qual pertencia a presidentA da República mandou pelos ares o Soldado Mario Kosel Filho, sentinela de uma Organização militar em SP, que trucidou a coronhadas o Ten Mendes, da PMSP, no Vale da Ribeira, o Capitão Chandler, na frente de sua mulher e seus flhos, em São Paulo — um dos matadores, anistiado e recompensado financeiramente, não se cansa de dar entrevistas a jornais, inclusive ao O Globo —, do Major da Alemanha, aluno da ECEME, na Praia Vermelha, do marinheiro inglês (que não me lembro o nome, mas Você pode buscar no google).
Você sabia disso? Se não sabia, bastava ler O Globo da época.
Você deveria escrever também sobre os justiçamentos, como os de Hening Boilesen, e dos próprios companheiros, como Marcio Leite Toledo, metralhado nas ruas de São Paulo por um seu companheiro da ALN que nunca foi preso.
Se não sabia, bastava ler O Globo da época.
Você deveria escrever sobre a insana Guerrilha do Araguaia, onde o primeiro a ser morto foi um militar do Exército, Se não sabia, bastava ler O Globo.
Enfim, O Globo perdeu credibilidade, alegando que o apoio à Revolução — inclusive em artigo assinado pelo próprio Roberto Marinho — foi “um erro editorial”.
Agora, como a (C) Omissão da Verdade, o jornal atira em uma única direção para posar de bom moço para o Partido dos petralhas que atualmente desgoverna o país (basta ler O Globo).
O Globo transformou-se em um jornal escroto graças a seus redatores de agora que ignoram o passado e o seu fundador Roberto Marinho! Tudo isso eu escrevi ontem em carta para o Globo, mas como a carta não continha elogios, não foi publicada.
Carlos Ilich Santos Azambuja