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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Putin diz ao Ocidente que é “impossível” derrotar a Rússia na Ucrânia

 Presidente russo descartou invadir nações vizinhas como Polônia e Letônia

Putin mandou recados ao Ocidente e falou sobre história russa 

O presidente Vladimir Putin alertou o Ocidente que uma derrota da Rússia na Ucrânia é "impossível". Ele concedeu uma longa entrevista ao jornalista conservador norte-americano Tucker Carlson, transmitida nesta quinta-feira. Carlson, próximo ao candidato à Casa Branca e ex-presidente republicano Donald Trump, fez poucas perguntas difíceis e ouviu os pontos de vista de Putin sobre a história russa, retratando o país como vítima de traições ocidentais.

O presidente russo defendeu sua decisão de invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022 e disse que o Ocidente agora percebe que a Rússia não será derrotada, apesar da ajuda dos Estados Unidos, Europa e Otan a Kiev. "Houve alvoroço e clamor sobre infligir uma derrota estratégica à Rússia no campo de batalha, mas agora aparentemente estão percebendo que é difícil conseguir isso, se é que é possível. Na minha opinião, é impossível por definição", afirmou. "Nunca vai acontecer.”

Ele também aproveitou para enviar uma mensagem ao Congresso dos Estados Unidos, onde os republicanos, sob a influência de Trump, estão cada vez mais relutantes em continuar apoiando a Ucrânia com armas e ajuda militar. "Vou dizer o que estamos dizendo sobre este assunto e o que estamos transmitindo aos líderes norte-americanos. Se realmente querem parar de lutar, devem parar de fornecer armas", frisou.

Quando perguntado se Moscou consideraria invadir outros países da região como Polônia e Letônia, que são membros da Otan, Putin respondeu não ter interesse. "Você pode imaginar um cenário em que envie tropas russas para a Polônia?", perguntou Carlson. "Apenas em um caso, se a Polônia atacar a Rússia", comentou Putin. E acrescentou: "Não temos interesse na Polônia, Letônia ou qualquer outro lugar. Por que faríamos isso? Simplesmente não temos interesse".

Além disso, o presidente russo descartou que as relações entre Washington e Moscou vão mudar com a eleição de um novo presidente norte-americano em 5 de novembro, provavelmente em um confronto entre o democrata Joe Biden e Trump. "Você acabou de me perguntar se vem outro líder e muda alguma coisa? Não se trata do líder. Não se trata da personalidade de uma pessoa em particular", respondeu na entrevista, gravada na terça-feira.

AFP e Correio do Povo

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